
Como era muito previsível, uma vez que determinadas classes de servidores públicos conquistaram o duvidoso “direito” de receber valores superiores ao teto estabelecido na Constituição, não demoraria para que outras categorias pleiteassem e conseguissem o mesmo privilégio. Depois dos integrantes do Judiciário e do Ministério Público, que tiveram vários “penduricalhos” liberados pelo Supremo Tribunal Federal, foi a vez dos servidores do Senado, da Câmara dos Deputados e, pasme (ou não) o leitor, do Tribunal de Contas da União – o órgão supostamente responsável por zelar pelo bom uso do dinheiro tirado do pagador de impostos brasileiro.
A corte de contas (que não é um tribunal propriamente dito, parte do Judiciário, mas um órgão auxiliar do Legislativo) atendeu a um pedido do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União. A área técnica do TCU foi contrária e o ministro relator, Walton Alencar Rodrigues, também negou o pedido com base em questões processuais, mas acabou sendo voto vencido: a divergência foi aberta pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo, e pelo ministro Jorge Oliveira, que foram seguidos por outros seis integrantes do plenário, fechando o placar em 8 a 1 pelo pagamento dos penduricalhos acima do teto constitucional para os servidores, revertendo entendimento anterior do próprio TCU e contrariando jurisprudência do STF.
Quando se trata dos penduricalhos, Supremo e TCU se esquecem de suas obrigações, para abraçar uma farra corporativista, ilegal e imoral, sustentada com o suor do trabalhador brasileiro
Em seus votos, os ministros favoráveis ao pagamento dos penduricalhos reciclaram o velho argumento da “falta de atratividade” da carreira, afirmando que a limitação da remuneração ao teto constitucional dificulta a atração e a retenção de quadros estratégicos no Senado, na Câmara e no TCU. Como já afirmamos inúmeras vezes, esse é o tipo de raciocínio que demonstra o quão descolados da realidade estão os defensores dos penduricalhos – afinal, se R$ 46 mil mensais, suficientes para colocar qualquer pessoa no topo do topo da pirâmide socioeconômica brasileira, não são suficientes para atrair ou reter alguém no funcionalismo, difícil imaginar o que bastaria para pessoas que, em vez de servir o público, parecem mais dispostas a servir-se dele. Se o teto constitucional é uma barreira tão incômoda, sempre resta a possibilidade de buscar remunerações maiores na iniciativa privada, em vez de burlar a Constituição de forma tão acintosa.
Um outro argumento, no entanto, é bem mais poderoso – o que não significa que seja sensato. Vital do Rêgo (que era senador antes de ir para o TCU, em 2014) afirmou ainda – não com essas palavras, obviamente – que o Supremo já abrira a porteira ao pagamento de gratificações fora do teto constitucional em julgamento recentemente encerrado. E, se a corte cuja função é fazer valer a Constituição decide em sentido diametralmente contrário ao que diz o artigo 37, XI da Carta Magna, por que o restante do funcionalismo haveria de respeitar esses limites? Não é que inexista resposta a essa pergunta; ela existe, e pode ser resumida na frase “dois errados não fazem um certo”; mas esperar esse tipo de decência em Brasília tem se tornado, infelizmente, tarefa cada vez mais hercúlea.
E, para não deixar dúvidas a respeito da voracidade, o TCU ainda aproveitou a ocasião para encaminhar ao Congresso um projeto de lei que reajusta em até 40% as gratificações de servidores em cargos de confiança ou de chefia – as mesmas gratificações que, agora, podem fazer com que a remuneração final desses servidores supere o teto constitucional. Em outras palavras, não basta romper o teto, também é preciso ir até onde for possível – ao menos até que o Supremo surja com alguma outra medida “moralizadora”, como os ministros tentaram vender a recente autorização para que a Constituição fosse desrespeitada, mas apenas até um máximo de 70%…
Primeiro, o tribunal encarregado de zelar pelo cumprimento da Constituição; depois, o órgão encarregado de cuidar do uso responsável do dinheiro público. Quando se trata dos penduricalhos, Supremo e TCU se esquecem de suas obrigações, para abraçar uma farra corporativista, ilegal e imoral, sustentada com o suor do trabalhador brasileiro, que não tem opção a não ser pagar seus impostos regularmente, e – com raras exceções – não pode sequer sonhar em receber de salário os mesmos valores que cada vez mais servidores embolsam apenas como gratificações e auxílios. Um Brasil decente, como o que desejamos, também é um país sem castas nem privilégios; lutemos por ele.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/tcu-farra-penduricalhos/
Nicarágua responde à nota do Brasil sobre aprofundamento da ditadura: “Nossa democracia, nossas eleições”

O regime da Nicarágua, liderado pelo ditador Daniel Ortega, respondeu nesta quinta-feira (23) a uma nota do Itamaraty na qual o governo Luiz Inácio Lula da Silva manifestou “preocupação” a respeito do anúncio do líder sandinista de que “não voltará a haver eleições” no país centro-americano.
Segundo informações da agência EFE, por meio de uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores, a ditadura da Nicarágua afirmou que se trata de “nossa democracia, nossas eleições”.
“Acusamos o recebimento da nota publicada hoje pela Chancelaria do Brasil e, para todos os efeitos, reiteramos que, na lógica da nossa soberania nacional, a Nicarágua assegura processos eleitorais democráticos, livres e transparentes, de acordo com as normativas das instituições nacionais correspondentes”, afirmou a pasta.
No texto, o regime sandinista reiterou seu “carinho fraternal em relação ao povo do Brasil, assim como o respeito que merecem suas instituições nacionais”.
Durante a comemoração do 47º aniversário da Revolução Sandinista, no último domingo (19), Ortega, que se mantém no poder desde 2007 por meio de eleições fraudadas, anunciou o fim das eleições no país, alegando a necessidade de evitar que “eles [a oposição]” possam, por meio de um pleito, “tomar o poder”.
Em nota divulgada na quinta-feira, o Itamaraty disse que o governo brasileiro “recebeu com preocupação a declaração do Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, durante ato alusivo ao 47º aniversário da Revolução Sandinista, de que em seu país ‘não voltará a haver eleições’”.
“[O governo do Brasil] recorda que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso. Conclama as autoridades do país, por isso, a assegurarem ao povo nicaraguense o livre exercício do direito soberano de escolha dos seus governantes”, afirmou o comunicado.
Na quarta-feira (22), o presidente do Parlamento nicaraguense, o sandinista Gustavo Porras, disse que serão realizadas eleições na Nicarágua, mas sob um novo marco constitucional que as blinde da “ingerência estrangeira” e dos “traidores da pátria”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/nicaragua-responde-nota-brasil-eleicoes/

Você sabe quem governa os lugares mais perigosos do Brasil?

Em ano eleitoral – e as convenções já estão começando –, é bom lembrarmos da responsabilidade dos partidos em algo muito importante. Saiu o Anuário de Segurança Pública, e a região mais insegura do Brasil é o Nordeste. Os dez municípios mais violentos, entre os que têm mais de 100 mil habitantes, estão no Nordeste: cinco na Bahia, três no Ceará, um em Pernambuco e um na Paraíba. Por coincidência, Bahia e Ceará são governados pelo PT. A segurança pública será o assunto principal dos governadores em campanha, dos candidatos a deputado, senador e também a presidente da República. Todos sentem isso.
Há um candidato que zerou o crime no estado dele; não vou dar nome nem o estado, porque pode parecer campanha eleitoral, mas esse vai ser um fator muito importante: saber quem está disposto a fornecer segurança pública, porque é a responsabilidade dos estados federados, se bem que crimes federais já estão na área federal. Hoje o poder está centralizado em Brasília; “República Federativa do Brasil” é só no papel, só na Constituição, porque na prática, é “República Unitária do Brasil”, com governo central e províncias, em vez de estados. Afinal, se o governo central detém a maior parte dos impostos e define a distribuição do dinheiro, detém o poder também.
Retaliação só vai piorar a vida do brasileiro que depende de produtos americanos
Lula está fazendo declarações eleitoreiras a respeito de comércio exterior, prometendo retaliar os Estados Unidos por causa das tarifas. O engraçado é que ele não diz isso para a China. As próximas importações chinesas de carne brasileira vão estar com 67% de sobretaxa – a taxa normal é 12%, e vão aplicar mais 55% sobre o que estiver acima da cota. E Lula não diz nada. A Europa também resolveu dizer que o Brasil está descumprindo normas sanitárias da União Europeia, que está aplicando antimicrobiano para engordar a carne, e por causa disso, a partir de setembro, não entra mais carne brasileira por lá. E se o Brasil quiser fazer uma campanha contra os produtos que aplica, se deixar de aplicar o antimicrobiano no gado jovem, vai demorar quanto? Trinta meses até engordar e poder vender. São mais de dois anos.
E, se o Brasil retaliar mesmo os EUA, qual será a consequência? Não é deixar Trump mais ou menos bravo. É prejudicar o brasileiro: a empresa brasileira que depende de máquinas americanas; o brasileiro que depende de remédios que vêm dos Estados Unidos; os laboratórios e as indústrias que dependem de produtos químicos norte-americanos; o produtor rural que precisa de certas máquinas que só são fabricadas nos EUA. Esses é que vão ficar furiosos, porque terão de pagar mais, já que o Brasil vai aplicar sobretaxa sobre tudo isso. Esse revide é coisa de quem esqueceu que tem cérebro.
Governo que não cuida dos rios e que adultera combustível não respeita o cidadão
Vou insistir em duas questões rápidas, que já mencionei aqui muitas vezes, mas que precisamos repetir. Primeiro, que não dragaram os rios do Rio Grande do Sul e as calhas dos rios estão entupidas; qualquer chuvinha faz transbordar tudo outra vez. E de quem é a culpa? Dos governos omissos. Segundo, vi aqui no PetroNotícias que o Brasil é o maior adulterador de gasolina do mundo. A partir de agosto, aplicará 32% de álcool na gasolina. Isso não existe em nenhum outro lugar; o resto do mundo só vai até 10%, porque sabe que 11% é o limite. A exceção é a Índia, que aplica 20%, mas a Índia tem 1,4 bilhão de habitantes e problemas que ultrapassam o bom senso; já os nossos problemas ultrapassam o respeito que o Estado deveria ter pelo cidadão e pelos 40 milhões de proprietários de veículos a gasolina, contando motos e automóveis.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/anuario-seguranca-publica-municipios-mais-violentos/

Investigações sobre atuação do Banco Master na Bahia continuam avançando

A Polícia Federal apura indícios de irregularidades envolvendo empréstimos concedidos pelo Banco Master ao empresário baiano Joel Feldman. Conforme noticiou o portal Metrópolis, o Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro liberou R$ 28 milhões para Feldman poucas semanas após obter o credenciamento para operar, com exclusividade, o cartão de crédito consignado dos servidores de Mata de São João (BA).
Na época, Feldman era o secretário municipal de Desenvolvimento e considerado braço direito do ex-prefeito de Mata de São João e atual deputado federal João Gualberto (PSDB-BA). Tanto que foi alçado à presidência da Associação Baiana de Supermercados (Abase) com o apoio do parlamentar, fundador da rede Hiperideal, uma das maiores do estado.
Feldman também teve papel relevante na articulação da chegada do Credcesta à Bahia, o cerne do poder financeiro do Banco Master e dos sócios Daniel Vorcaro e Augusto Lima, ambos presos. Feldman e o deputado Gualberto não responderam aos contatos e demanda da coluna por telefone.
Prioridade de Flávio
No encontro com embaixadores, a despeito da polêmica sobre as urnas da Venezuela, Flávio Bolsonaro (PL) disse que “o maior projeto social do Brasil hoje é arrumar suas contas públicas”. E deu um dos caminhos, se for eleito: “O Brasil tem mais de R$ 1 trilhão em imóveis que podem ser colocados sob administração de fundo gestor”. Emendou que faria análise dos ativos da União para venda.
Caixa e Floresta
Em meio à mobilização internacional pelo Fundo Florestas Tropicais para Sempre, reforçada por 12 investidores na Declaração de Rotterdam, a The Nature Conservancy reforçou que a conservação exige novos incentivos financeiros. Para apoiar o mecanismo brasileiro, a TNC aportou US$ 5 milhões na iniciativa, que remunera o conceito de “floresta em pé” e destina ao menos 20% dos recursos a comunidades.
Brasil no vermelho
Mais de 80% das famílias brasileiras continuavam endividadas em junho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Para o head financeiro da Bravo, Luiz Fernando Zanqueta, embora o Novo Desenrola Brasil seja importante e ofereça descontos de até 90% para renegociação de dívidas, muitos casos de consumidores ainda exigem orientação para reorganizar as finanças.
Defesa digital
Dados do CIO Report 2026, estudo da Logicalis/Vanson Bourne, apontam que 72% das empresas brasileiras aumentaram o orçamento para remediação pós-incidente ou pagamentos relacionados a ataques cibernéticos. Outros 28% não notaram a elevação. Mundialmente, 68% adotaram a mesma medida. No Brasil, outro gargalo é a escassez de profissionais especializados.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/investigacoes-sobre-atuacao-do-banco-master-na-bahia-continuam-avancando/
Estados governados pela esquerda lideram ranking de feminicídio no Brasil

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (com dados de 2025), divulgado nesta quinta-feira (23), reforça a percepção da dificuldade que governadores de esquerda têm no enfrentamento à violência. O estudo revela que os piores resultados são do campo progressista quando o assunto é o cuidado à vida da mulher. O Amapá, governado pelo esquerdista Clécio Luís (à época do Solidariedade, agora no União), registra a maior variação na taxa de feminicídio: alta de 347,7%.
É bi
O estado, que elegeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), também lidera taxa de homicídios de mulheres, subiu 198,5%.
Puxa o histórico
Antes de se hospedar no União Brasil, Clécio Luís teve como lar o PT, por 16 anos; o Psol, outros 11 anos; e a Rede, mais 4 anos.
Petista no ranking
Governado por uma mulher petista, Fátima Bezerra, o Rio Grande do Norte é o 2º na lista: + 61,8% no número de homicídio de mulheres.
É do PT
Observada a taxa de homicídios de mulheres, a cada 100 mil, o Ceará de Elmano Freitas (PT) lidera, com 6,2. Acima da média nacional de 3,2.
Brasil bate recorde de feminicídios: maior número da História

O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, consolidando o quarto recorde anual consecutivo desse tipo de crime.
Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), foram contabilizadas 1.571 vítimas ao longo do ano, um aumento de 4% em relação aos 1.510 casos registrados em 2024.
A taxa nacional chegou a 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres.
Os dados mostram que, enquanto os índices gerais de violência letal continuaram em queda, os assassinatos de mulheres motivados por razões de gênero seguiram trajetória oposta.
Em 2025, o país registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais (MVIs), redução de 8,2% na comparação com o ano anterior e a menor taxa da série histórica, demonstrando um comportamento distinto em relação aos feminicídios.
O levantamento também aponta que 44,4% de todas as mulheres assassinadas no Brasil em 2025 foram vítimas de feminicídio, o maior percentual desde que esse crime passou a ser tipificado na legislação brasileira, em 2015.
O dado evidencia que quase metade das mortes violentas de mulheres teve motivação relacionada ao gênero, conforme os critérios legais estabelecidos para esse tipo penal.
O ano de 2025 foi o primeiro em que vigorou integralmente a Lei nº 14.994/2024, conhecida como pacote antifeminicídio.
A legislação transformou o feminicídio em crime autônomo, deixando de tratá-lo apenas como qualificadora do homicídio.
Ainda assim, para manter a comparação com os anos anteriores, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública preservou a mesma metodologia estatística utilizada na série histórica.
Os números reforçam que o combate à violência contra a mulher permanece como um dos principais desafios da segurança pública brasileira.
Apesar da redução dos homicídios em geral e do avanço das metas nacionais de diminuição da violência letal, os registros de feminicídio continuam crescendo ano após ano, atingindo um novo patamar histórico em 2025.
Bolsonaro não atendeu ligação de Frota, diz defesa

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou que ele tenha atendido uma ligação telefônica feita pelo ex-deputado Alexandre Frota durante uma entrevista transmitida ao vivo. Em nota publicada nas redes sociais nesta quinta-feira (23), o advogado Paulo Cunha Bueno classificou como “maldosa”, “teatral” e “patética” a insinuação de que Bolsonaro teria participado da conversa.
A repercussão começou após Frota, durante participação em um programa de rádio, ligar para uma pessoa com quem disse estar rompido. Na transmissão, uma voz semelhante à de Bolsonaro atende com um “alô” e a ligação é encerrada poucos segundos depois.
Segundo a defesa, a hipótese de que o ex-presidente tenha atendido ao telefonema é impossível porque ele não possui acesso a aparelhos celulares e cumpre rigorosamente as restrições impostas pela prisão domiciliar humanitária. O advogado afirmou ainda que Bolsonaro não mantém qualquer contato com Alexandre Frota há muito tempo, “por razões públicas e notórias”.
Bueno também destacou que todas as pessoas que entram na residência do ex-presidente, incluindo advogados, médicos e prestadores de serviço, passam por revista e precisam entregar celulares, tablets, relógios inteligentes e outros dispositivos eletrônicos à equipe de segurança. Ele lembrou ainda que, na operação de busca e apreensão realizada na casa de Bolsonaro no último dia 8, nenhum telefone celular foi apreendido porque o ex-presidente não possui esse tipo de aparelho.
Na nota, a defesa conclui que qualquer alegação de que Bolsonaro tenha atendido à ligação de Frota busca apenas criar polêmica e obter visibilidade.
Michelle faz as pazes com Flávio e defende união pelo Brasil

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (23) um vídeo em que aceita o pedido de desculpas feito pelo enteado, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, ela afirma que o propósito em favor do bem do povo brasileiro “sempre foi maior do que desentendimentos” e defende a união em torno da reconstrução do país, acima de questões familiares ou divergências políticas.
No vídeo, Michelle declara ter assistido à mensagem de Flávio “com muita paz”. “Todos nós cometemos erros, isso é humano. O seu gesto de vir a público pedir desculpas tem muito valor e poucos homens teriam coragem de fazer isso”, afirma. Ela destaca a importância da verdade e da necessidade de um “coração limpo e livre” para que “novas histórias sejam construídas, baseadas na verdade, no respeito e na esperança”.
Veja o vídeo:

A ex-primeira-dama reforça que existe “um Brasil esperando para ser reconstruído” e que é possível unir forças “pelo meu marido, seu pai e por cada um dos brasileiros que querem um Brasil melhor para seus filhos e netos”. Em seguida, aceita explicitamente o pedido: “O nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior do que desentendimentos. Por isso, aceito o seu pedido. Eu te desculpo. Vamos sentar, vamos conversar, ajustar os detalhes e, juntos, vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil. Façamos isso pelo nosso líder Jair Bolsonaro”.
Michelle também agradece às intermediárias do processo de reconciliação, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e a senadora Damares Alves (Republicanos), que, segundo ela, “se empenharam dia e noite” para que o momento fosse possível.
O gesto ocorre no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo pedindo desculpas publicamente e renovando o convite para que caminhem juntos na defesa do Brasil e na campanha presidencial. A reconciliação encerra, ao menos publicamente, um período de tensão que se arrastava há semanas, marcado por críticas da ex-primeira-dama sobre um telefonema em que ela se sentiu desrespeitada e por divergências sobre os rumos políticos do grupo.A mensagem de Michelle, com foco no bem maior do país e no legado de Jair Bolsonaro, é vista por aliados como um sinal de fechamento de fileiras na direita às vésperas da convenção do PL e do início formal da corrida eleitoral de 2026.
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