
O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para se tornar o mais caro da história da Presidência da República em despesas com cartões corporativos. O avanço ocorre em meio a episódios envolvendo gastos com viagens oficiais, hospedagens em hotéis de alto padrão, renovação do mobiliário do Palácio da Alvorada e outros itens associados ao cotidiano de luxo do presidente e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
Levantamento com dados oficiais e auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta desembolso de R$ 55,4 milhões da Presidência em despesas com cartão corporativo no atual mandato.
Em valores do Portal da Transparência corrigidos pela inflação, o primeiro mandato de Lula (2003-2006) ainda lidera o ranking de gastos com cartões corporativos da Presidência, com R$ 70 milhões. Em seguida vêm Lula 2 (R$ 57 milhões), Dilma Rousseff 1 (R$ 50 milhões), Jair Bolsonaro (R$ 39 milhões), Michel Temer (R$ 18 milhões) e Dilma 2 (R$ 12 milhões).
A tendência, porém, é de mudança ao fim do atual mandato. Após os R$ 55,5 milhões apurados até abril de 2025, resta ainda computar 20 meses de execução orçamentária, até dezembro de 2026. Mantido o ritmo médio de R$ 2 milhões por mês, o Lula 3 se encerrará com o maior gasto da série histórica dos cartões corporativos da Presidência desde a sua criação, em 2001.
Em paralelo, os gastos com diárias e passagens do Executivo superam R$ 4,5 bilhões em três anos e meio. No mesmo período, o Palácio da Alvorada passou por ampla reforma e troca de móveis, ao custo de dezenas de milhões de reais, evocando debates sobre austeridade e transparência.
O governo afirma que os desembolsos bilionários refletem necessidades operacionais, de segurança e de recomposição do patrimônio público. Os opositores, contudo, veem nos números inflados sinais de uma Presidência excessivamente dispendiosa e incompatível com a responsabilidade fiscal.
Casal presidencial mostra preferência por hotéis de alto padrão no exterior
Hospedagens em hotéis de alto padrão tornaram-se importante alvo de críticas à terceira passagem de Lula na Presidência. Suas missões oficiais priorizaram estabelecimentos cinco estrelas, como o InterContinental Paris Le Grand, o Le Negresco (Nice) e o Taj Palace (Nova Déli), de diárias caras.
Despesas do Lula 3 com hotelaria subiram de forma expressiva. Dos R$ 44 milhões desembolsados em viagens internacionais em 2025, cerca de R$ 18 milhões foram para hospedagem de comitivas. Gastos com hotéis atingiram R$ 20 milhões do orçamento anual de R$ 52 milhões para missões externas.
Embora parte das acomodações tenha sido custeada pelos países anfitriões ou integrada à logística oficial das visitas de Estado, parlamentares e órgãos de controle questionaram critérios de escolhas, o tamanho das comitivas e o patamar gasto em hotéis de alto luxo, sobretudo de Paris e Nova York.
As críticas foram reforçadas pela clara dificuldade em se obter informações detalhadas sobre algumas viagens. No caso da ida de Janja a Nova York, em 2024, pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) receberam respostas incompletas sobre hospedagem, alimentação e a origem dos recursos.
Sofá de R$ 65 mil e cama de R$ 42 mil chamaram atenção nos primeiros dias
Em abril de 2023, a Presidência comprou, com dispensa de licitação, sofá de R$ 65 mil e cama de R$ 42 mil para o Palácio da Alvorada. A justificativa foi a necessidade de recompor o mobiliário e substituir peças que estariam supostamente ausentes ou deterioradas quando Lula assumiu o governo.
Os dois itens integraram amplo conjunto de compras. Antes, em fevereiro, foi noticiada a compra de 11 móveis por R$ 379 mil, sob mesma justificativa de recomposição do acervo. Os bens públicos de uso do casal presidencial que estariam “desaparecidos” estavam em um depósito da Presidência.
No fim de 2023, reportagens registraram a compra de tapete por R$ 114 mil para o Palácio do Planalto. Também foi citado um serviço de piso na sede da Presidência no valor de R$ 156 mil. A explicação apresentada para o tapete foi a intenção de conferir maior “brasilidade” à decoração.
Durante a visita oficial a Portugal, em abril de 2023, Janja publicou foto de Lula usando gravata da grife italiana Ermenegildo Zegna. Reportagens localizaram peça semelhante por 195 euros, então equivalente a R$ 1.093. Ela ressaltou nas redes sociais que fez a compra com dinheiro próprio.
Uso de peças caras do vestuário por Lula e Janja desperta a curiosidade
Após a posse, Lula e Janja não foram para o Palácio da Alvorada. Eles ficaram hospedados por 36 dias em hotel de Brasília, ao custo final de R$ 216,8 mil, enquanto a residência oficial era reformada. Segundo o governo, o contrato abrangia hospedagem do casal, serviços e acomodação de seguranças.
Também despertou curiosidade o valor do vestuário de Lula e Janja. Em viagens oficiais, Janja trajou peças de estilistas brasileiros avaliadas entre R$ 3 mil e R$ 7,4 mil, enquanto o casal foi fotografado usando calçados de marcas internacionais de luxo, com ampla repercussão nas redes sociais.
Governo e aliados destacaram a valorização da moda nacional e lembraram que peças usadas em eventos públicos podem ser emprestadas ou cedidas por estilistas. Já a oposição comparou preços divulgados e a renda média da população, contrastando a imagem do casal com as camadas mais pobres.
O TCU monitora despesas com cartão corporativo da Presidência e órgãos federais via fiscalização específica. A Corte destaca que o instrumento é regular, destinado a despesas de pequeno vulto, emergenciais, logísticas, segurança e missões oficiais. Não foram apuradas irregularidades até agora.
Parlamentares, sociedade e órgãos de controle questionam gastos de Lula
Durante o terceiro mandato de Lula, gastos da Presidência e da primeira-dama Janja motivaram questionamentos de parlamentares, cidadãos, jornalistas e órgãos de controle. Os pedidos envolveram viagens, mobiliário, comitivas e estrutura de apoio, com cobranças por maior transparência.
Dentre vários, o caso mais controverso foi a viagem de Janja a Nova York, em 2024. Respostas a pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) só esclareceram passagens e seguro, sem indicar de forma conclusiva quem custeou hospedagem e alimentação. Houve atrasos e versões divergentes.
Questionamentos semelhantes foram endereçados a viagens à França e ao Japão, além da estrutura de assessores da primeira-dama. Embora parte das despesas estivesse disponível no Portal da Transparência, a oposição cobrou detalhes sobre comitivas, diárias, critérios de escolha e custos das missões.
Os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO) e Maurício Marcon (PL-RS), entre outros, criticaram duramente hotéis de luxo, grandes comitivas, mobiliário caro e sigilo ao esbanjamento. O governo se defende com protocolos oficiais e o TCU não viu indícios de irregularidade.
Especialista vê Presidência opulenta como contrária ao espírito republicano
Para o cientista político Ismael Almeida, o padrão de gastos no entorno de Lula destoa dos princípios republicanos. “A ostentação, mais associada a monarquias e ditaduras, conflita com as democracias nas quais agentes públicos devem buscar sobriedade e respeito ao bem coletivo”, observa.
Na avaliação de Almeida, as despesas com vestuário, viagens e hospedagens do atual governo contrastam com esse ideal e com o discurso do presidente em defesa da população de baixa renda. Para ele, a percepção de luxo na Presidência gera desgastes diante da agenda para reduzir desigualdades.
O atual mandato de Lula tem sido criticado por manter sob sigilo grande parte das despesas ligadas à segurança presidencial e dados sobre agendas e deslocamentos, apesar de o então candidato petista ter prometido, em 2022, ampliar a transparência e rever os chamados “sigilos de 100 anos”.
Seguem com detalhamento restringido gastos do cartão corporativo e de despesas da primeira-dama, sob a justificativa de segurança, privacidade ou ausência de cargo público. As auditorias do TCU indicaram que 99,5% das despesas do cartão corporativo estão protegidas por algum grau de sigilo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/lula-caminha-para-recorde-de-gasto-com-cartao-corporativo-em-governo-de-ostentacao/
Ortega, ditador que Lula ajudou a construir, acaba com as eleições na Nicarágua

Algumas ditaduras tentam manter alguma aparência de democracia realizando eleições, que nunca são livres nem justas – normalmente elas são fraudadas, como na Venezuela bolivariana ou na Rússia de Vladimir Putin, ou apenas os “candidatos” aprovados pelo regime podem concorrer, como em Cuba, na Coreia do Norte, na China ou no Irã. Na Nicarágua, Daniel Ortega foi “reeleito” em 2021 em uma “disputa” que teve vários candidatos presos e acusados de “traição à pátria”; mas, dias atrás, o ditador resolveu abandonar de vez o teatro e assumir o que apenas os muito ingênuos ou os muito cegos politicamente continuavam sem perceber.
Em Manágua, capital do país, em evento que marcou o aniversário da Revolução Sandinista, Ortega anunciou que “aqui não haverá mais eleições para que eles [a oposição] não tentem tomar o governo, tomar o poder”. O próximo pleito (que, salvo alguma surpresa, também seria feito sob medida para garantir a vitória da esquerda) ocorreria no fim deste ano, mas tinha sido adiado para 2027 após uma reforma constitucional que ampliou o mandato presidencial. A mesma reforma, aliás, havia consolidado os superpoderes do presidente-ditador ao reduzir o Legislativo e o Judiciário a “órgãos” do Estado, coordenados pelo Executivo.
Ortega não teria chegado aonde chegou sem a parceria de inúmeros outros líderes e organizações da esquerda latino-americana, e Lula e o PT não são meros coadjuvantes nessa lista
Às vésperas de uma eleição presidencial, Lula poderá até dizer que se distanciou de Ortega em 2024, quando houve a expulsão mútua dos embaixadores de Brasil e Nicarágua, mas não pode negar que ele ajudou a criar o monstro e o apoiou até não poder mais. A “reeleição” de Ortega em 2021 foi celebrada pelo PT com nota oficial (posteriormente removida) e, na sequência, o então pré-candidato Lula defendeu o fim da alternância de poder na Nicarágua comparando Ortega a líderes europeus que conquistaram várias reeleições em eleições livres e justas, como a alemã Angela Merkel, a britânica Margaret Thatcher e o espanhol Felipe González. Na campanha de 2022, quando Ortega já estava começando a se tornar “tóxico” graças à perseguição ostensiva aos cristãos, Lula tentou (e conseguiu) censurar publicações nas mídias sociais – inclusive desta Gazeta do Povo – que descreviam a aliança entre o brasileiro e o nicaraguense.
No poder, o petista ainda deu mostras de solidariedade ao colega de esquerda ao longo de 2023, especialmente quando se absteve de assinar uma declaração do Conselho de Direitos Humanos da ONU denunciando os crimes cometidos por Ortega. E, mesmo depois do rompimento, a diplomacia brasileira, sempre tão disposta a lançar notas de repúdio e condenação, tem se mantido bastante silenciosa (ou seja, omissa) diante de situações como o desaparecimento do bispo católico Juan Abelardo Mata, que já dura três semanas. Além disso, o PT continua a ser parceiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional, o grupo de Ortega, no Foro de São Paulo.
Obviamente, não é pelo esquerdismo nem pelo autoritarismo de Ortega que Lula se afastou do nicaraguense – afinal, o petista continua bajulando todos os outros ditadores socialistas mundo afora –, mas apenas porque o custo de seguir defendendo um perseguidor de cristãos se tornou alto demais em um país no qual o eleitorado católico e evangélico é decisivo. Ortega não teria chegado aonde chegou sem a parceria de inúmeros outros líderes e organizações da esquerda latino-americana, e Lula e o PT não são meros coadjuvantes nessa lista. São laços que o eleitor brasileiro não pode ignorar quando for às urnas em outubro.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/ortega-ditador-nicaragua-eleicoes-lula/
Quem é Jamieson Greer, o homem por trás das tarifas de Trump

Jamieson Lee Greer, de 45 anos, se tornou onipresente no noticiário brasileiro desde a semana passada, quando o órgão que ele comanda, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), confirmou a imposição de uma tarifa de 25% sobre grande parte das importações do Brasil, sob a alegação de práticas comerciais injustas. A sobretaxa entrou em vigor nesta quarta-feira (22).
Greer cresceu em Paradise, na Califórnia, o quarto entre cinco irmãos. Começou a trabalhar cedo, no McDonald’s e lavando pratos em outros restaurantes.
“Cresci em uma família de recursos muito limitados nas montanhas do norte da Califórnia. Nossa família morava em uma casa móvel, e meus pais frequentemente acumulavam vários empregos para ajudar a fechar as contas”, disse Greer na sua audiência de confirmação no Senado americano, em fevereiro de 2025.
“Tenho plena consciência das dificuldades que os americanos enfrentam quando são deixados de fora do crescimento econômico, e o comércio desempenha um papel nessas preocupações”, acrescentou.
Ele cursou estudos internacionais na Brigham Young University, em Utah, onde atuou como missionário mórmon, o que o levou a viajar para a Bélgica, a França e Luxemburgo, onde conversava com os moradores locais e refugiados do Kosovo e de Ruanda — o que, segundo uma entrevista que concedeu ao The New York Times, ampliou seu olhar sobre a área de relações internacionais.
Greer fez mestrado em direito empresarial global na Sciences Po e na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, na França, e doutorado na Faculdade de Direito da Universidade da Virgínia.
Ele serviu nas forças armadas americanas entre 2003 e 2012, no Corpo de Advogados-Gerais da Força Aérea dos Estados Unidos, e atuou no Iraque.
A partir de 2012, Greer trabalhou na área de direito comercial internacional em escritórios de advocacia, onde um dos seus chefes foi Robert Lighthizer, que se tornaria representante comercial dos Estados Unidos na primeira gestão de Donald Trump (2017-2021).
Greer defendeu empresas americanas, como a gigante do aço U.S. Steel, em casos envolvendo disputas comerciais.
Quando Lighthizer chegou à Casa Branca, chamou Greer para ser seu chefe de gabinete. Nos quatro anos da gestão Joe Biden, ele voltou a atuar em escritórios de advocacia.
No final de 2024, após a vitória eleitoral de Trump sobre a democrata Kamala Harris, o empresário nova-iorquino chamou Greer para ser o novo representante comercial dos Estados Unidos.
“Sei o que o presidente Trump quer”, diz Greer
Descrito por amigos como uma pessoa calma e que não costuma levantar a voz, Greer é casado com Marlo Marie, que conheceu na Brigham Young University, e pai de cinco filhos.
No segundo mandato de Trump, ele ganhou ainda mais importância após uma decisão de fevereiro deste ano da Suprema Corte americana, que derrubou as tarifas sobre importações de 184 países e territórios e da União Europeia que haviam sido impostas no chamado Dia da Libertação, em 2 de abril de 2025.
O Supremo americano argumentou que a invocação da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa) por Trump para justificar essas taxas foi irregular. Após essa decisão, o presidente americano impôs uma tarifa global temporária de 10%, que expira na sexta-feira (24).
Desde a decisão da Suprema Corte, Greer vem buscando outros mecanismos legais para implementar tarifas a outros países – como uma sobretaxa de até 12,5% ao Brasil e outras 59 nações, alegando falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Uma decisão final sobre a aplicação dessa tarifa ainda não foi anunciada.
“Este [tarifas] ainda é o programa do presidente. Ainda é a política dele. É algo sobre o qual ele havia sido informado diversas vezes; portanto, não foi nenhuma surpresa para ele quando pude me apresentar e dizer: ‘É assim que vamos fazer agora’”, disse Greer em entrevista em maio ao site Politico.
Na mesma entrevista, o representante comercial dos Estados Unidos destacou como suas origens e seu perfil mais discreto o tornam diferente dentro da gestão Trump.
“Você olha para esta gestão e — isso não é de forma alguma uma crítica — vê pessoas que são grandes empresários de Nova York e de outros lugares; vê pessoas que são estrelas da política e já ocuparam cargos eletivos”, disse Greer.
“Eu sou mais um técnico. Mas entendo a política do comércio, entendo as diretrizes comerciais e certos aspectos jurídicos da questão. Sei onde estão enterrados os esqueletos, sei quem vai reclamar do quê. E, o mais importante: sei o que o presidente quer”, afirmou o representante comercial americano.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/perfil-jamieson-greer-o-homem-por-tras-das-tarifas-de-trump/
STF vira palco de ofensiva para derrubar regra de banheiros por sexo biológico em igrejas

Três entidades de defesa dos direitos LGBT acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a declaração de inconstitucionalidade de uma lei do Pará que autoriza templos religiosos a restringirem o uso de banheiro com base no sexo biológico. As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7996 e 7997 foram protocoladas no último dia 21 e distribuídas ao ministro Luiz Fux, relator dos processos.
A lei estadual nº 11.660/2026, sancionada em 13 de julho, assegura a templos de qualquer denominação, escolas confessionais e instituições mantidas por entidades religiosas a liberdade de definir o uso de banheiros com base no sexo biológico, e não na identidade de gênero.
As ações contra a norma foram apresentadas pela Aliança Nacional LGBTI+, pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). As entidades argumentam que a norma viola princípios constitucionais e direitos fundamentais da população trans ao adotar o sexo biológico como critério para o acesso aos sanitários.
Segundo as organizações, a legislação também compromete o reconhecimento jurídico da identidade de gênero e resulta em tratamento discriminatório contra pessoas trans.
PSOL também prepara ação contra a lei
O PSOL informou que também pretende questionar a constitucionalidade da norma no STF. A medida deve ser apresentada em conjunto com a deputada estadual Lívia Duarte (PSOL-PA).
Em publicação nas redes sociais, a parlamentar anunciou que o partido recorrerá ao STF e criticou a norma.
“A governadora quer obrigar um homem trans a usar o banheiro de mulheres cis, quer obrigar mulher trans a usar o banheiro de homens cis. Para nós, isso é um absurdo. Nós dizemos NÃO à retirada de direitos e vamos entrar com as medidas necessárias para garantir o direito à individualidade e o direito social das pessoas precisa ser resguardado”, afirmou a deputada nas redes sociais.
O que diz a nova lei e o que dizem as ações
Autor da proposta, o deputado estadual Martinho Carmona (União) justificou-a alegando a “necessidade de preservar a integridade das práticas e ensinamentos religiosos” quando há o conflito envolvendo gênero e sexo.
Nas ações, as entidades aproveitam a argumentação do Ministério Público Federal (MPF) em uma recomendação pelo veto total, que acabou não sendo acatada. Do ponto de vista formal, há a alegação de que um estado não tem poder para lidar com esse tipo de questão, uma vez que apenas a União pode criar leis sobre Direito Civil.
A maior parte das considerações, porém, enfrenta o conteúdo da norma. As petições afirmam que há a violação do princípio da dignidade humana, além de apontarem para a laicidade do Estado, que impediria que “o processo legislativo seja utilizado para converter concepções confessionais em normas jurídicas obrigatórias”.
As ações pedem que o Supremo declare que a inconstitucionalidade de leis do tipo deve ser observada por todo o país, “diante da proliferação de iniciativas legislativas materialmente semelhantes em diversos estados e municípios brasileiros”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/stf-banheiro-trans-igrejas/
Internet resgata fala de Lula sobre Ortega
Trump diz que acordo nuclear só sairá do papel se Arábia Saudita estabelecer relações com Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que o acordo nuclear com a Arábia Saudita não prevê enriquecimento de urânio pelo reino e só será aplicado se o país árabe estabelecer relações diplomáticas com Israel.
“O acordo de energia nuclear para fins civis (não haverá enriquecimento de material!) que está sendo firmado entre o Departamento de Energia dos Estados Unidos e a Arábia Saudita — e que diz respeito apenas a usos não militares, semelhantes aos que o Irã, os Emirados Árabes Unidos e outros já possuem — será aprovado, mas está totalmente condicionado à adesão da Arábia Saudita aos muito respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão”, escreveu Trump na rede Truth Social.
Os Acordos de Abraão são compromissos que Trump intermediou no seu primeiro mandato (2017-2021) e por meio dos quais Israel já normalizou relações com quatro países islâmicos: Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Sudão.
As negociações para que Israel e Arábia Saudita estabeleçam relações diplomáticas estão travadas desde o início da guerra dos israelenses contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza, em 2023, conflito atualmente em cessar-fogo.
“Os Estados Unidos não se opõem a instalações nucleares para fins civis (sem enriquecimento)”, enfatizou Trump nesta quinta-feira. Além da exigência sobre Israel feita pelo presidente americano à Arábia Saudita, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos.
O secretário de Energia americano, Chris Wright, e o ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram na quarta-feira (22) o chamado Acordo 123, que, segundo comunicado do governo dos EUA, vai proporcionar às empresas americanas amplo acesso ao programa de energia nuclear saudita, sob “elevados padrões de segurança nuclear, proteção e não proliferação”.
Apesar de os dois países garantirem que a parceria tem fins pacíficos, o anúncio do acordo tem gerado preocupações em Israel, onde políticos temem uma corrida nuclear armamentista no Oriente Médio.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/trump-diz-acordo-nuclear-so-saira-papel-se-arabia-saudita-estabelecer-relacoes-israel/
Ataque houthi a navios-tanque da Arábia Saudita ameaça espalhar guerra; preço do petróleo volta a subir

O regime houthi do Iêmen, que controla o oeste do país, incluindo a capital, Sanaa, afirmou nesta quinta-feira (23) que atingiu dois petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho, ação que pode espalhar a guerra entre Estados Unidos e Irã para o restante do Oriente Médio.
Segundo informações da emissora CNN, os houthis identificaram as embarcações como Encelia e Layla, ambas de bandeira saudita, de acordo com a agência de rastreamento marítimo MarineTraffic. Diante da notícia, os preços globais do petróleo ultrapassaram o patamar de US$ 100 o barril.
A imprensa estatal saudita confirmou que o Encelia foi alvo de um ataque que causou um incêndio na proa da embarcação, mas não fez comentários sobre o Layla.
No início da semana, os houthis, aliados do Irã, declararam um bloqueio marítimo a navios comerciais sauditas, depois de terem acusado o reino de atacar o Aeroporto de Sanaa.
A consultoria de risco marítimo Marisk alertou que os houthis “podem ampliar sua interpretação de ‘embarcações ligadas à Arábia Saudita’ para incluir navios de bandeira estrangeira que comercializam com portos sauditas, transportam cargas sauditas ou operam sob interesses comerciais sauditas”.
Na terça-feira (21), o presidente americano, Donald Trump, sugeriu que as forças dos Estados Unidos poderiam realizar uma ofensiva contra os houthis caso estes efetivassem o bloqueio no Mar Vermelho.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/ataque-houthi-navios-tanque-arabia-saudita-ameaca-espalhar-guerra-preco-petroleo-volta-subir/

CBF está blindada no Congresso com ajuda de ministro do STF

Há no Congresso Nacional um movimento velado, de pequeno grupo de deputados e senadores, que deseja entrar em campo para, de alguma forma, cobrar a transparência na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) depois do maior fiasco da história do futebol brasileiro em Copas Fifa. Em suma, querem ter acesso a contratos financeiros e também até cobrar de jogadores patrocinados por bets a publicidade de cláusulas que possam afetar o futebol.
O porém é que essa turma continua no alambrado. Ninguém por ora quer briga com o poderoso lobby da CBF no Congresso e, principalmente, com um ministro do STF, que indicou cinco vice-presidentes e teria apadrinhado o atual presidente da entidade, Samir Xaud. Um dos parlamentares ensaiou levar adiante uma CPI da CBF e foi cerceado. Já houve tentativas sem sucesso em 2012 e 2025.
De qualquer forma, a CBF precisa se explicar. O que não tem hoje é futebol, e o que mais se vê é uma entidade com suposta ingerência política e judicial, com jogadores convocados por pressão de patrocinadores, alguns deles patrocinados por bets e técnico da seleção virando garoto-propaganda de cervejeira.
O vice de Flávio
O presidenciável Flávio Bolsonaro deve se lançar com chapa puro-sangue no PL, após tentativas frustradas de conquistar nos últimos meses a adesão de Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo). E não está garantida uma mulher na vice.
Estatuto do Aprendiz
Sob intensa pressão de lobbies empresariais, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado adiou mais uma vez a análise do PL 6.461/19, que institui o Estatuto do Aprendiz. Entidades ligadas à aprendizagem profissional projetam que o novo marco regulatório tem potencial de empregar 1 milhão de jovens. O freio está em impostos da folha.
Agenda do bilhão
Deputados e senadores das Comissões de Transporte das duas Casas receberam e-mails de convite para acompanhar presencialmente o Leilão Regis Bittencourt – BR-116, do trecho São Paulo-Paraná, o filé mignon do segmento. Será na quinta-feira (23) na Bolsa de São Paulo, a B3. É que a turma do terno adora fiscalizar essas obras junto às empreiteiras.
Clínica financeira
Pesquisa Raio-X do Investidor (Anbima/Datafolha) mostrou que a parcela de brasileiros que faz apostas passou de 15% para 17% entre 2024 e 2025. E com o avanço das apostas online no país, o Instituto Sicoob lançou cartilha sobre os riscos das bets. No 2º semestre, cooperativas do Sicoob UniMais Rio oferecerão clínicas financeiras gratuitas para viciados em apostas (ludopatas) no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Sina brasileira
Mal foi inaugurado há duas semanas pelo DNIT, na Rodovia 020 no perímetro urbano em Formosa (GO), o viaduto que demorou seis anos para a conclusão já causou o 1º congestionamento. Uma carreta com altura de carga superior ao limite ficou presa sob o mesmo, e arranhou a estrutura de concreto e vergalhão.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/cbf-blindada-bets-congresso-ministro-stf/
PL se divide entre PP e Republicanos para o cargo de vice de Flávio

Flávio Bolsonaro (PL) deve chegar à convenção do PL, no sábado (5), sem definir quem vai ficar com a vaga de vice na chapa do pré-candidato à Presidência. Ala mais ligada ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, insiste em atrair o Progressistas, mesmo com a recusa da senadora Tereza Cristina (PP-MS). A deputada Clarissa Tércio (PP-PE), ideologicamente ligada ao grupo de Flávio, aparece como uma das opções. Pragmático, Flávio mira em fechar aliança com o Republicanos.
Venda casada
Valdemar tenta atrair o PP para também arrastar o apoio do União Brasil, que tem federação com os progressistas. É aí que está o nó.
Um na mão
É Flávio quem está bancando, até agora, o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, como possível vice. É filiada ao Republicanos.
Dois voando
O problema com o Republicanos é que está dividido, sobretudo no Nordeste. Em Pernambuco, o presidente é até um ex-ministro de Lula.
Solução caseira
A terceira opção, por enquanto a mais provável, é o PL ter uma chapa “puro-sangue”, com alguma mulher do próprio partido na posição de vice.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/pl-se-divide-entre-pp-e-republicanos-como-vice
Pesquisa nacional: Lula é reprovado por 50% dos brasileiros

Uma nova pesquisa Gerp, divulgada nesta quarta-feira (22), mostra que 50% dos brasileiros reprovam o trabalho do presidente Lula (PT).
Outros 43% aprovam o trabalho do petista na presidência; 7% não sabem ou não responderam.
Avaliação de Lula
- Reprovam: 50%
- Aprovam: 43%
- Não sabem: 7%
Em relação ao último levantamento feito pelo instituto em junho, a aprovação do governo caiu 4% e a reprovação, 5%.
Na avaliação de governo, 41% consideram o governo ruim ou péssimo, 34% consideram ótimo ou bom e 23% consideram regular.
O Instituto Gerp entrevistou 2.000 eleitores de todo o país, entre os dias 15 e 17 de julho. A margem de erro do levantamento é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa possui registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-05026/2026.
Segurança de Flávio é reforçada após série de ameaças de morte

O esquema de segurança do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi reforçado após um levantamento da equipe de inteligência da Polícia do Senado identificar um aumento nas ameaças direcionadas ao parlamentar desde o início de junho.
De acordo com os dados, foram catalogados mais de 2 mil conteúdos considerados de risco, incluindo ameaças explícitas, incitações à violência, referências codificadas e publicações relacionadas a possíveis ataques contra o senador.
Segundo o relatório, mostrado pela equipe da pré-campanha de Flávio, o monitoramento registrou 868 ameaças explícitas, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados ao planejamento ou à oportunidade de ataques.
Diante do cenário apontado pela inteligência da Polícia do Senado, a equipe responsável pela proteção do parlamentar adotou novas medidas de segurança. Entre elas estão a ampliação do efetivo de agentes, que passou a contar com o triplo de policiais destacados para a missão, e a utilização permanente de colete balístico por Flávio Bolsonaro durante compromissos públicos.
Em nota, o senador afirmou que as ameaças não irão alterar sua agenda política.
“Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de seguir firme na missão de resgatar o Brasil”, declarou.
A proteção do parlamentar é realizada exclusivamente pela Polícia do Senado Federal, responsável pela segurança de Flávio Bolsonaro há oito anos. Segundo informações da equipe, o mesmo modelo de proteção será mantido ao longo de 2026.
FONTE: GAZETA DO POVO https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e01-brasil/seguranca-de-flavio-bolsonaro-e-reforcada-apos-serie-de-ameacas-de-morte
‘Que o meu p*u cresça’, diz vereador após discussão

O presidente da Câmara Municipal de Vitória (ES), vereador Anderson Goggi, foi flagrado fazendo uma sequência de xingamentos com o microfone ainda ligado logo após declarar encerrada a sessão ordinária realizada na noite de terça-feira (21).
A fala foi transmitida ao vivo pelos canais oficiais do Legislativo e rapidamente passou a circular nas redes sociais.
Assim que encerrou os trabalhos, Goggi disse: “Eu quero que se f*da, que vá todo mundo tomar no c* e que o meu p*u cresça.”
Como o sistema de áudio permanecia aberto, a declaração foi registrada integralmente pela transmissão oficial e pôde ser ouvida por quem acompanhava a sessão ao vivo.
O episódio ocorreu imediatamente após o encerramento formal da sessão.
O parlamentar aparentemente não percebeu que o microfone continuava ligado, o que fez com que as ofensas fossem captadas e divulgadas na transmissão institucional da Câmara Municipal de Vitória.
As imagens e o vídeo do momento passaram a ser compartilhados em diferentes plataformas digitais ainda na manhã desta quarta-feira (22), ampliando a repercussão do caso.
Até o momento da publicação, o episódio havia gerado intenso debate nas redes sociais em razão do conteúdo das declarações feitas pelo presidente da Casa.
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