

Estou preocupado com a Justiça Eleitoral sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, porque ele me pareceu acuado na reunião plenária do Supremo de terça-feira, dia 15, sob ameaças de mostrar a tal mulher de R$ 10.000. O filho dele, o Kevin, ganhando R$ 500.000 por mês do Master. Ele chegou a pedir para ir embora lá no Supremo para sair daquela reunião, tão assustado estava. Alegou que, como presidente do TSE, não poderia participar da reunião, mas foi uma fuga para não se tocar muito no assunto.
Como é que ele se sente lá na presidência do TSE quando Gilmar Mendes decide sobre um assunto que está na Justiça Eleitoral, que é a questão do aumento do Bolsa Família para ser pago entre o primeiro e segundo turno? Questão que Gilmar certamente combinou com Lula: que o Messias entraria com um pedido, ele se lembraria que tinha sido relator de um caso parecido lá em 2020, aparecia como relator e decidia: “Não, isso está decidido, é constitucional, não tem nada contra”.
Quando o artigo 299 da lei eleitoral mostra muito bem que qualquer benefício oferecido, prometido, entregue em época eleitoral é compra de voto. Isso aí é um reajuste do valor do Bolsa Família. Gilmar não pensou ao decidir que nem está no orçamento. Não se pode autorizar uma despesa que não esteja prevista no orçamento.
E outra: a cronologia. Vai ser pago dia 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno. Meu Deus.
O presidente do TSE não vai botar a boca no mundo nesse absurdo? Eu fico preocupado com isso. E daqui para frente os desafios dessa eleição tão decisiva, que pode decidir anistia para o 8 de janeiro, que pode decidir o fim do desespero das questões fiscais brasileiras, o desequilíbrio fiscal, o excesso de dívida pública, a corrupção pegando solta, o desrespeito à lei nos Três Poderes.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, irmão do José Genoino, afirmou: “Não, o caso do Supremo está enterrado”. Imagina, isso mostra a vontade do governo: “não se fale mais no Supremo”. Não, tem que falar. Tem que falar em Dino, pendurado em Lula, e Moraes, pendurado em Lula, além de Gilmar, Zanin e Toffoli. Não tem como separar, e Lula sabe disso. Está pesando mesmo.
Falar difícil para dizer o óbvio
Mas uma outra questão: A Folha de S.Paulo publicou um relatório da Agência Brasileira de Informação (Abin) sobre a influência de Washington nas eleições brasileiras. Vi aqui um termo que chegou a um nível de “criticidade”. Procurei no Aurélio e não achei; no Paulo Freire está “criticidade”. Tudo bem, pode estar lá no Caldas Aulete, Michaelis. “Criticidade”. Linguagem tem que ser simples e clara para todo mundo entender.
Decerto queriam dizer “nível crítico”; é tão mais simples. Meu Deus do céu, como as pessoas gostam de complicar o que é simples. Chamar avião de aeronave, disponibilizar em vez de oferecer, comercializar em vez de vender. Para que isso? Que perda de tempo.
O poder dos charutos de Vorcaro
Bom, vamos em frente. Agora o corregedor-geral de Justiça, aquele “missão cumprida”, Dolce & Gabbana, Benedito Gonçalves, aparece no celular de Vorcaro em 2024 dizendo: “Sempre à disposição, amigo, obrigado pelo carinho. Vamos marcar o charuto”.
Eu acho incrível a atração que o charuto de Vorcaro exerce sobre homens públicos Eu sou um fã de Freud e vejo Freud com charuto. Era um fumante de charuto. Mas também era o formulador da teoria da simbologia do charuto marcada lá no inconsciente da pessoa. E aí eu fico preocupado.
Bom, Vorcaro continua preso. Agora o pai dele está com diverticulite, segundo alega a defesa. Isso faz com que Vorcaro fique com uma expectativa muito maior. E a defesa está pedindo que Henrique Vorcaro, 64 anos, possa se tratar fora da prisão.
Mas quem é o relator? Porque o Fachin abrangeu tudo. Ainda ontem eu falava com uma pessoa lá do Supremo: Zé Fachin está agindo como monsenhor. Parece que ele está lidando num seminário, numa congregação. E, no entanto, como o Gilmar lembrou, até a máfia tem regras.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/kassio-nunes-tse-assiste-gilmar-bolsa-familia-campanha/
Deltan Dallagnol tem campanha suspensa após pedido do PT ao TSE

Neste sábado (19), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão atende a pedido da Coligação Paraná Para Todos, da qual o PT faz parte, e da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil).
A liminar foi concedida em caráter de urgência. O recurso contesta o acórdão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) que, em votação apertada, havia deferido o registro de candidatura de Dallagnol ao Senado.
Pela decisão, o candidato fica proibido de receber ou usar recursos do Fundo Partidário e do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), de veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão e de praticar outros atos de campanha, incluindo a participação em debates. A medida vale até o julgamento do recurso ordinário pelo colegiado do TSE.
TSE aponta ausência de fato novo relevante
O ministro fundamentou a decisão na ausência de “fatos supervenientes” (acontecimentos novos) capazes de justificar uma conclusão diferente daquela já firmada pelo TSE em 2023, quando a Corte cassou o registro de candidatura de Dallagnol ao cargo de deputado federal, eleito nas eleições de 2022.
Naquele julgamento, o TSE reconheceu, por unanimidade, que Dallagnol pediu exoneração do cargo de procurador da República, em novembro de 2021, em fraude à lei, com o propósito de evitar a inelegibilidade prevista na alínea “q” do artigo 1º da LC 64/90. A norma torna inelegível por oito anos quem pede exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar.
Segundo o TSE, a exoneração antecipada impediu que quinze procedimentos então em tramitação no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) evoluíssem para processos administrativos disciplinares que poderiam resultar em demissão ou aposentadoria compulsória.
Decisão do TRE-PR motivou o recurso
No julgamento do novo pedido de registro de candidatura para 2026, a maioria do TRE-PR entendeu que a decisão de 2023 não vinculava o pleito atual e que o arquivamento da quase totalidade dos quinze procedimentos disciplinares, sem conversão em processo administrativo disciplinar, configurava fato superveniente apto a afastar a inelegibilidade, nos termos do artigo 26-D da LC 64/90.
A defesa de Dallagnol sustentou, no TRE-PR, que a decisão de 2023 não fixou prazo de inelegibilidade e que a exoneração é ato jurídico perfeito e não pode ser reinterpretada a partir de fatos posteriores.
O ministro do TSE, no entanto, entendeu que o TRE-PR promoveu uma revisão da interpretação já firmada pela Corte Superior sobre o mesmo conjunto de fatos, o candidato e a mesma causa de inelegibilidade, o que somente poderia ser feito pelo próprio TSE, em eventual reexame de sua jurisprudência. Segundo a decisão, isso viola o dever de coerência e integridade da jurisprudência previsto no artigo 926 do Código de Processo Civil (CPC).
Para o relator, o fundamento da inelegibilidade foi a conduta fraudulenta em si, e não o resultado final dos procedimentos disciplinares, de modo que os arquivamentos posteriores não alteram a qualificação jurídica do ato já reconhecida em 2023.
Caso será submetido ao plenário do TSE
O relator também apontou risco de dano irreversível ao processo eleitoral caso a candidatura de Dallagnol permaneça na disputa. Segundo a decisão, a eleição para o Senado no Paraná tem duas vagas e não exige vinculação partidária de votos, o que pode distorcer de forma definitiva o resultado se o registro do candidato for posteriormente indeferido pelo TSE.
O ministro Floriano de Azevedo Marques determinou a comunicação imediata ao TRE-PR para o cumprimento da decisão e solicitou a inclusão do referendo da liminar em pauta do plenário do TSE, virtual ou presencial, no menor prazo possível.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/parana-2026/deltan-dallagnol-tem-campanha-suspensa-apos-pedido-do-pt-ao-tse/
Governo Lula demite Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo da PF

O ministro Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública (MJSP), oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal.
A demissão foi confirmada na última sexta-feira (18) e oficializada na edição do dia do Diário Oficial da União (DOU) (veja na íntegra).
O político viajou aos Estados Unidos em fevereiro do ano passado para fazer oposição internacional ao Judiciário brasileiro, focando principalmente no ministro Alexandre de Moraes por conta da condução do processo pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão..
Há dois meses, o governo dos Estados Unidos concedeu a Eduardo o chamado “greencard”, que é a autorização oficial de residência no país norte-americano por tempo indeterminado.
À época, Eduardo Bolsonaro justificou a viagem para buscar apoio para punir o que chamou de “violadores dos direitos humanos”, conseguir articular uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, e que tinha uma “missão” contra Moraes. Em paralelo, o parlamentar havia se tornado alvo de uma ação do PT por supostamente estar “incitando retaliações” contra o Brasil junto a autoridades americanas.
“Para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos. Aqui, poderei focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e sua Gestapo da Polícia Federal merecem”, disse na época.
A demissão de Eduardo foi oficializada através do Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo fato de a Polícia Federal ser subordinada à pasta. O ex-deputado ainda não se pronunciou.
A demissão de Eduardo Bolsonaro começou a ser discutida em janeiro deste ano através de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro. O procedimento sumário foi instaurado por faltas injustificadas ao serviço e abandono de cargo.
Segundo a apuração, a investigação comprovou que o ex-deputado faltou ao serviço de forma intencional e sem apresentar qualquer justificativa legal por um período superior a 30 dias consecutivos. Pela legislação do funcionalismo público federal, esse limite configura o abandono de cargo.
A Corregedoria apontou que, após ter seu mandato de deputado federal cassado pela Câmara em dezembro de 2025, o afastamento legal que ele possuía para exercer a atividade política expirou. Sendo assim, Eduardo Bolsonaro tinha a obrigação funcional imediata de retornar às suas atividades de escrivão.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/governo-lula-demite-eduardo-bolsonaro-abandono-cargo-pf/

André Mendonça manda prender Alexandre de Moraes

A gente é bombardeado por tantas informações, tantos malfeitos e canalhices. São tantas e tão diversas as opiniões e os interesses por trás de escândalos como o do Master Tribunal Federal que às vezes fica difícil parar para pensar no que realmente queremos. Qual o melhor desfecho para esse caso? O que desejo e imagino? Pois estava aqui pensando e um bom começo seria este: no meio de uma sessão qualquer do MTF, André Mendonça aproveita a presença dos distintos ministros vorcaretes para decretar a prisão de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. De Toffoli e Nunes Marques também. E ainda a de Gonet.
Alexandre de Moraes protesta. Esperneia data vênia para cá, data vênia para lá. Um agente da Polícia Federal abre caminho por entre os capinhas e o algema e o leva diante do olhar normalmente apalermado de Edson Fachin. Ao perceber que a coisa é séria, Gilmar Mendes se levanta todo esbaforido. O instinto dos da sua laia é fugir. Mas ele é contido por Fux, que o imobiliza como aprendeu a fazer no tatame de jiu-jítsu. Algemado, mas não calado, Gilmar Mendes é levado ao camburão aos gritos de absurdo!, leviandade!, covardia! Antes de desaparecer no Uber black da PF, ele promete vendetta.
Rojões
Toffoli não resiste à prisão. Na verdade, ele parece até aliviado com o desfecho para essa crise. Gonet, por sua vez, começa a redigir mentalmente, ali mesmo, sua peça de defesa. Quanto ao Nunes Marques, coitado. Dá até pena, porque ele não tem a menor ideia do que está acontecendo. Tu tá indo em cana, cara! Zanin sai de fininho, com medo de que sobre para ele. Ao mesmo tempo Flávio Dino, percebendo que a situação ficou feia para o seu lado, assume o microfone para elogiar a atitude de André Mendonça. Ele só para de inventar citações de Cícero e Aristóteles quando se dá conta de que a barra está mais ou menos limpa. Por enquanto.
Aqui no Pilarzinho estouram rojões. Aumentam os rumores de que Lula vai desistir da candidatura. Vai, não vai, será que vai? Desistiu mesmo. Mais rojões. O Twitter sai do ar, desta vez não por ordem judicial, e sim por excesso de tráfego. Alcolumbre não é encontrado em lugar nenhum. Impressionante. Alguns homens se lembram de agradecer e se põem de joelhos. Jornalistas cujo nome não citarei começam a chorar. Outros começam a pedir a liberdade de Bolsonaro e do pessoal do 8 de janeiro. Acabo de ler aqui que Alexandre de Moraes contratou um advogado especialista em delação premiada. Tão bom imaginar.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/alexandre-de-moraes-preso/
Roberta Luchsinger detalha viagens em voos da FAB e encontro com Lula em mensagens

Mensagens de Roberta Luchsinger revelam que a lobista compartilhava voos da Força Aérea Brasileira (FAB) com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para chegar ao seu pai, o presidente Lula (PT). Os diálogos foram divulgados pelo portal Metrópoles nesta segunda-feira (21).
O primeiro registro é de 24 de março de 2023, menos de três meses após a posse do presidente. Luchsinger envia uma foto de uma sacada em que é visível o Congresso Nacional e diz à sua mãe: “fomos de aero lula pra Brasília rsrs”. Maria Ângela Luchsinger, então, questiona se o apelido se referia ao “avião do Lula” e a filha confirma. Em outro trecho de quase um ano depois, Luchsinger anuncia a um cliente de sua empresa de consultoria: “Estamos voltando de FAB”.
Em um dos trechos, de 11 de junho de 2025, a empresária diz que está na sala de Lula e que, por isso, não conseguiria responder a advogada Camila Rodrigues Carnier de Almeida:
“Estou no palácio, não consigo escrever muito porque estou na sala do pai do Fábio”Roberta Luchsinger, em conversa com Camila Almeida
Em outro diálogo, de 21 outubro de 2023, um sábado, a lobista afirma ao empresário Henry Lowenthal que irá a Brasília na quarta-feira seguinte por ocasião do aniversário do presidente na sexta-feira, 27 de outubro. Roberta revela a Lowenthal que o petista “volta a ativa” na segunda-feira, 23 de outubro.
A fala bate com os fatos. Lula retomou seus despachos no Planalto em 23 de outubro após quase um mês afastado por conta de cirurgias no quadril e pálpebras feitas em 29 de setembro.
O petista já afirmou que nunca viu Luchsinger. Já havia, porém, uma foto com a lobista. Os diálogos reforçam a contradição. Ela é investigada no âmbito da apuração sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Polícia Federal (PF) também identificou pagamentos de contas, empréstimos e a compra de uma joia realizados por Roberta para Marco Aurélio Ribeiro (Marcola), ex-chefe de gabinete de Lula.
Luchsinger comprou Macallan para réveillon com Lulinha
Na última segunda-feira (14), o Metrópoles revelou que Luchsinger encomendou quase R$ 18 mil em vinhos, champanhes e uísques para a virada de 2024 para 2025 em uma mansão no Lago Sul, em Brasília. Em um dos áudios, ela diz ao fornecedor que o “whisky pode ser o Macallan, que o Fábio gosta”.
A marca é a mesma servida em uma degustação bancada pelo banqueiro Daniel Vorcaro em Londres, em 2024, durante a viagem de autoridades para o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias. Entre os participantes estavam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ministros e outras autoridades.
No ano seguinte, uma mensagem atribuída a Gonet e encaminhada pelo advogado Ciro Soares a Vorcaro dizia: “Oba!!! Tomara que tenha charuto e macallan”. O banqueiro respondeu: “Agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de macallan rsrs”. A conversa tratava da segunda edição do fórum em Londres, que acabou cancelada.
O Macallan é um uísque escocês single malt de alto padrão. No pedido feito por Luchsinger, foram encomendadas uma garrafa de 15 anos por R$ 1.699, duas de 12 anos da linha Sherry Oak a R$ 899 cada e duas de 12 anos da linha Double Cask a R$ 869 cada. As cinco somaram R$ 5.235.
Em Nova York, Vorcaro também promoveu uma degustação de uísque no Carnegie Club durante a Brazil Week. O encontro ocorreu em 14 de maio de 2024 e teve a participação do então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A prestação de contas da viagem registra ainda US$ 121 mil em 25 garrafas de Macallan 30 anos destinadas a presentear convidados.
A Gazeta do Povo entrou em contato com as defesas de Roberta Luchsinger, Lulinha, com Camila Rodrigues Carnier de Almeida, com Henry Lowenthal e com o Planalto. O espaço segue aberto para manifestação.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/roberta-luchsinger-detalha-viagens-em-voos-da-fab-e-encontro-com-lula-em-mensagens/
Bolívia prende integrantes do PCC e CV após alertar sobre expansão das facções no país

O governo da Bolívia informou neste domingo (20) que autoridades policiais prenderam nove pessoas sob suspeita de participação em quatro homicídios registrados na cidade de San Ignacio de Velasco, perto da fronteira com o Brasil (com o Mato Grosso).
Destas, oito são brasileiros que seriam vinculados aos grupos criminosos Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), relatou o governo boliviano, segundo informações do jornal El Deber.
Sete dos suspeitos foram presos em San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz. “Todos fazem parte da organização criminosa Comando Vermelho. Lamentavelmente, essas pessoas entram [na Bolívia] por locais não autorizados, aproveitando a extensão da fronteira, para realizar atividades criminosas”, informou o comandante-geral da polícia boliviana, Adrián Álvarez.
A polícia relatou que esses detidos possuem antecedentes por crimes como tráfico de drogas e homicídio.
Em Santa Cruz de la Sierra, capital de Santa Cruz, outras duas pessoas foram apresentadas na sexta-feira (18); uma delas é ligada ao PCC, informou o governo boliviano.
“[Essas prisões foram] fruto do trabalho intenso entre todas as unidades especializadas de investigação e inteligência, agora mostramos resultados objetivos no compromisso de tolerância zero com essas organizações criminosas”, disse Álvarez.
Essas prisões ocorreram no âmbito do Plano Fronteira Segura, criado pelos ministérios da Defesa e de Governo diante da alta da violência relacionada à disputa por rotas do narcotráfico na região de fronteira.
Na semana passada, o ministro de Governo da gestão do presidente Rodrigo Paz, Marco Antonio Oviedo, disse que o PCC e o CV estão controlando rotas e regiões na fronteira com o Brasil, inclusive cobrando “pedágios”, e recrutando cidadãos bolivianos para ingressar nas suas fileiras.
O alerta foi feito durante discurso na Assembleia Legislativa da Bolívia na quarta-feira (16), no qual Oviedo apresentou justificativas para a prorrogação do estado de emergência no país, aprovada pelos parlamentares por mais 90 dias.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/bolivia-prende-integrantes-pcc-cv-apos-alertar-expansao-faccoes-pais/

Em busca de voto, Lula aumenta Bolsa Família e promete canetinha emagrecedora

No que conota desespero eleitoral pela sua reeleição, o presidente Lula da Silva (PT) mete no bolso do brasileiro a tentativa se manter no Palácio do Planalto. O que se sabe é que o projeto de Lula é de poder, não de Estado: o reajuste do Bolsa Família e a distribuição de “canetinha emagrecedora” no SUS, a duas semanas do pleito. Essas benesses eleitoreiras de Lula vão custar perto de R$ 130 bilhões de despesas em quatro anos. Isso no país que já tem déficit nas contas públicas.
Freio no bolso
Capital do maior PIB per capita do país, e meca do mercado imobiliário nacional, Brasília tornou-se um termômetro de como está o setor da casa própria – e hoje há um claro freio no segmento. Com a alta Selic (13,75%) e bancos dificultando empréstimos, parte da população parou de comprar, e outra usa um “teto” menor para o investimento.
Pesquisa Loft/Offerwise mostra que 50% dos moradores de Brasília que pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses planejam gastar entre R$ 351 mil e R$ 800 mil (o que é desejado também por 71% dos vendedores). O mercado está tão parado que a Coluna descobriu três situações: uma construtora tem quase R$ 600 milhões em imóveis travados para vender. Outra passou a oferecer bancar custos de ITBI e registro do imóvel. E uma terceira, de alto padrão, oferece um carro elétrico zero km na garagem para quem adquirir o apartamento.
O levantamento da Loft/ Offerwise também aponta que 75% dos vendedores estão dispostos a conceder desconto e 63% aceitam reduzir até R$ 50 mil do valor do imóvel.
Xerifão do RJ?
Xerifão judicial do Rio de Janeiro, o desembargador do TJ-RJ Ricardo Couto mostra a que veio no mandato tampão de governador: reestruturou as contas e contratos do estado, cortou 1.800 comissionados políticos, mas curiosamente a folha salarial aumentou R$ 169 milhões na gestão. E manteve subsídios para a poderosa Fetranspor e patrocínio milionário para projetos culturais de um grande grupo de mídia parceiro.
Do armazém
Com a dificuldade do país em guardar suas safras, o governo finaliza proposta para reorganizar as regras dos Centros Logísticos e Industriais Aduaneiros (CLIAs) e criar o A2, modelo de armazém alfandegado, com possibilidade de migração dos portos secos e CLIAs. A advogada Marcela Bocayuva afirma que “estabelecer regras estáveis significar criar segurança jurídica e atrair investimentos”. E melhora a infraestrutura logística.
Pacto Global
O Pacto Global da ONU – Rede Brasil realizou a 5ª edição do SDGs in Brazil, em Nova York. Reuniram-se mais de 200 empresários e autoridades para apresentar resultados em clima, governança, anticorrupção e direitos humanos. A quatro anos do prazo da Agenda 2030, a intenção é demonstrar a transição dos compromissos corporativos para dados reais e rastreáveis, posicionando a sustentabilidade como estratégia de resiliência.
Prêmio iCS
As inscrições para a 2ª edição do Prêmio iCS de Economia e Clima foi prorrogada. Os interessados em participar têm até o dia 2 de outubro para se cadastrarem. Promovida pelo HUB do iCS e ANPEC, a iniciativa reconhece estudos que ampliem o conhecimento sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no país. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/em-busca-de-voto-lula-aumenta-bolsa-familia-e-promete-canetinha-emagrecedora/
Dobra número de pessoas em sitação de rua no governo Lula: agora são quase 400 mil

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.
Subiu em flecha
Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.
Lorota oficial
O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.
Conta de diminuir
Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.
Só vê quem quer
Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.
Pesquisa nacional mostra Lula estável, Flávio em alta e empate no 2º turno

Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21) aponta (PT) na frente no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, com 40% das intenções de voto estimuladas, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro, porém, no segundo turno simulado entre os dois, o placar é 46% a 45%, dentro da margem de erro.
Primeiro turno: Lula não se mexe, Flávio sobe, Cury em 3º
No voto espontâneo, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 34%. O escritor Augusto Cury aparece com 4%, seguido por Renan Santos e Ronaldo Caiado (ambos com 3%). Brancos, nulos e “nenhum” somam 6%; 8% não sabem ou não responderam.No cenário estimulado (quando o entrevistador lê os nomes), os números são:
- Lula: 40%
- Flávio Bolsonaro: 37%
- Augusto Cury: 6%
- Ronaldo Caiado: 5%
- Renan Santos: 3%
- Romeu Zema e Samara: 1% cada
- Brancos/nulos/nenhum: 4%
- NS/NR: 2%
Na série histórica da Nexus, Lula oscila entre 39% e 42% nas últimas rodadas. Flávio Bolsonaro subiu de patamares próximos a 33-35% em agosto para 37% agora. Cury, que chegou a 11% no fim de agosto, recuou para 6%.Segundo turno: disputa acirrada em todos os cenáriosEm todos os confrontos de segundo turno testados, Lula vence ou empata tecnicamente:
- Lula 46% x Flávio Bolsonaro 45% (7% branco/nulo)
- Lula 45% x Ronaldo Caiado 45%
- Lula 47% x Zema 41%
- Lula 47% x Renan Santos 39%
- Lula 44% x Augusto Cury 43%
A série histórica do confronto Lula x Flávio mostra estabilidade há meses, com o petista oscilando entre 46% e 49% e o senador entre 43% e 46%.
Rejeição alta para os dois principais
Quase metade do eleitorado declara que não votaria de jeito nenhum em Lula (49%) ou em Flávio Bolsonaro (50%). O potencial de voto (único candidato + poderia votar) é de 49% para Lula e 47% para Flávio.Cury e Caiado têm rejeição menor (35% e 38%), mas também menor conhecimento: 24% e 21% dos eleitores não os conhecem.
Governo Lula: avaliação negativa e aprovação abaixo de 50%
A avaliação do governo é negativa: 35% consideram ótimo ou bom, 18% regular e 45% ruim ou péssimo (38% péssimo). A aprovação pessoal do presidente fica em 46% contra 50% de desaprovação.Entre quem avalia o governo como ótimo/bom, 91% votam em Lula no primeiro turno. Entre quem avalia como ruim/péssimo, 73% vão para Flávio Bolsonaro.
Polarização e problemas do país
A Nexus mapeou o eleitorado em clusters de polarização. Os “bolsonaristas convictos” (antilulistas que rejeitam o antibolsonarismo) são 32%, o maior grupo. Os “lulistas convictos” somam 24%. Há ainda 18% de não polarizados e 9% que se declaram anti-Lula e anti-Bolsonaro ao mesmo tempo.
Os principais problemas citados pelos eleitores (primeiro + segundo lugar) são segurança pública/violência/criminalidade (32%), saúde pública (28%) e corrupção (26%). Educação e “classe política” vêm na sequência.
O interesse nas eleições permanece alto: 77% dizem ter muito ou razoável interesse (56% “muito interesse”).A pesquisa reforça o quadro de polarização persistente e de uma disputa que, um mês antes do primeiro turno, ainda não tem favorito claro no segundo turno. Os números de piso e teto calculados pela Nexus (excluindo quem admite mudar de voto até outubro) mostram Lula com teto de 36% e piso de 40% no primeiro turno no cenário principal — um sinal de que parte de seu eleitorado ainda não está plenamente consolidada.
O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-00485/2026, ouviu 2.006 eleitores por telefone (CATI) entre 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança.
Moraes disse jamais ter viajado em jato de Vorcaro, mas vídeo o desmente

Um vídeo divulgado neste domingo (20) mostra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho ligado ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A gravação, revelada pelo jornal O Globo, foi feita em 22 de agosto de 2025 no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e contradiz a versão do gabinete do magistrado meses atrás.
Em nota de 31 de março passado, após reportagem da Folha, o gabinete de Moraes afirmou que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”. A mesma nota classificou as informações como “ilações da fantasiosa matéria” e “absolutamente falsas”.
O levantamento da Folha, depois confirmado pelo Estadão, apontou que o casal fez ao menos oito voos em aeronaves ligadas a empresas de Vorcaro entre maio e outubro de 2025, considerando trajetos com origem em Brasília. Sete deles teriam ocorrido em aviões da Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro foi sócio. O oitavo foi em um Falcon 2000 associado a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.
Neste domingo, o escritório Barci de Moraes alterou a versão do ministro. Confirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation, e que, “em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes”. Segundo a nota, Vorcaro e “qualquer outra pessoa alheia ao escritório” não estavam presentes nesses voos. A contratação, diz o texto, “segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves”.
A aeronave vista no vídeo tem o prefixo PP-NLR. Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que, no dia anterior ao desembarque, Vorcaro pediu a uma funcionária que priorizasse a reserva da família Moraes: “Não deixe de atender Barci”. No mesmo 22 de agosto, o ministro participou de um fórum do Lide no Rio usando roupas semelhantes às da gravação.
O caso se soma a outras revelações sobre a relação entre o ministro, a esposa e Vorcaro, incluindo um contrato de R$50 milhões entre empresa do ex-banqueiro e o escritório de advocacia da família Moraes, maior patrte pagos em quotas dessa areonave Legaly utilizada pelo ministro e mais um helicóptero fabricando pela Arirbus, além dos R$131 milhões, também citados no relatório da PF que periciou mensagens extraídas do celular do banqueiro. Moraes classifica as acusações como “farsa montada” e “vingança” política. Até agora, o STF não decidiu se abre inquérito formal sobre o episódio.
Moraes vira relator de pedido que envolve a própria esposa dele e Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi sorteado relator de um mandado de segurança que pede a divulgação dos registros de entrada no Senado de várias pessoas — entre elas a própria esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A ação foi ajuizada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) na Justiça Federal do Paraná, segundo informou a revista Veja. O processo subiu ao Supremo porque envolve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Kilter afirma ter feito três pedidos com base na Lei de Acesso à Informação, todos recusados sob o argumento de que se trata de dados pessoais.
Além de Viviane Barci e Vorcaro, o parlamentar quer saber se também frequentaram o Senado o empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como Careca do INSS) e o sindicalista José Ferreira da Silva (Frei Chico), entre outros nomes.
O caso chegou à Corte na semana passada e ainda não teve decisão de Moraes. A definição da relatoria reacende o debate sobre impedimento, já que o ministro passa a analisar um pedido que toca diretamente o nome de sua mulher e de uma figura citada nas investigações sobre o Banco Master.
Ministro nomeado por Lula congela campanha de Dallagnol com base em demissão que nunca ocorreu

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu na noite de sábado (19) a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão monocrática, que atendeu a pedido do PT, atabalhoada, apoia-se na “demissão” do procurador Diogo Castor de Mattos, colega de Dallagnol na força-tarefa da Lava Jato. Castor foi punido administrativamente pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em 2021, por 6 votos a 5, por ter pago com recursos próprios um outdoor em homenagem à operação. A pena aplicada foi a de demissão administrativa. No entanto, ela nunca se concretizou.
A medida do ministro do TSE, que foi nomeado ao cargo por Lula (PT) e é conhecido por sua amizade a Alexandre de Moraes, revoga, na prática, a autorização do TRE-PR, que deferiu o registro por 4 votos a 3.
O argumento central da liminar, segundo reportagem sore o assunto publicada pelo jornalista Dvid Ágape no site A Investigação, retoma a cassação do mandato de deputado federal de Dallagnol, ocorrida no TSE em 2023.
A Justiça Federal rejeitou a ação que buscava efetivar a perda do cargo. Em fevereiro de 2025, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a absolvição, por entender que não havia dolo e que o pagamento havia sido particular. Castor permanece no Ministério Público Federal e, em novembro de 2025, foi designado para comissão até junho de 2026. O próprio Ágape resume o ponto: “Castor nunca foi demitido. A Justiça rejeitou a ação, o TRF-4 manteve a absolvição e ele segue atuando no MPF.”
O que o TSE usou em 2023 — e o que mudou
A cassação de 2023 se apoiou na Lei Complementar 64/1990 (art. 1º, inciso q): inelegibilidade do membro do Ministério Público que se desincompatibiliza em meio a risco de processo administrativo disciplinar (PAD) que possa resultar na perda do cargo.
O tribunal considerou cinco elementos: punições disciplinares anteriores, 15 procedimentos no CNMP, a “demissão” de Castor, o momento da exoneração de Dallagnol (16 dias depois da punição do colega e 11 meses antes da eleição) e a tese de que ele teria antecipado o risco de um PAD.
A reportagem destaca que nenhum desses procedimentos se transformou em PAD formal contra Dallagnol. O Ministério Público Eleitoral, ao reanalisar o caso em 2026, identificou 16 procedimentos — um a mais do que o TSE havia citado. Destes, 13 já estavam arquivados e sem relação com a saída; os outros três se encerraram com a exoneração, mas não eram aptos a gerar demissão.
O TRE-PR, ao deferir o registro neste ano, entendeu que o cenário fático havia mudado. Floriano, na liminar, afirmou o contrário: que não houve alteração relevante desde 2023 e que havia urgência para evitar “distorção do voto” caso a candidatura fosse depois rejeitada.
Quem é o ministro
Floriano de Azevedo Marques foi nomeado para o TSEpor Lula (PT) em 2023 e reconduzido pelo petista em 2025. É amigo de longa data do ministro Alexandre de Moraes: os dois ingressaram juntos na Faculdade de Direito da USP em 1986. Moraes o convidou para o tribunal.
A reportagem também menciona que Floriano esteve envolvido em episódio ligado ao caso Banco Master: um almoço com o advogado José Luís Oliveira Lima (Juca) no dia seguinte à entrega de uma proposta de delação. O ministro confirmou o encontro, mas negou participação no mérito.
O efeito político
Dallagnol liderava as pesquisas para o Senado no Paraná, com 31,6% segundo o instituto Paraná Pesquisas, à frente de Gleisi Hoffmann (PT), com 25,9%. A suspensão da campanha atinge o candidato que aparece na ponta e beneficia os adversários enquanto o plenário do TSE não decide.
Ágape descreve o raciocínio usado pelo tribunal como “filme de Minority Report”: procedimentos que poderiam virar PAD, e um PAD que poderia gerar inelegibilidade — nenhum dos dois se concretizou. Mesmo assim, o que não aconteceu é usado para barrar o que está acontecendo agora.
A decisão ainda será submetida ao plenário do TSE. Até lá, a campanha de Dallagnol permanece congelada.
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