Celular de Roberta ainda tem muito a revelar, mas Lulinha só deve ser chamado pela PF após 2º turno

Roberta Luchsinger com Lula, em 2022, durante um encontro de campanha com advogados e juristas de esquerda. (Foto: Ricardo Stuckert/PT)

Quase dez meses desde que a Polícia Federal apreendeu o celular da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a perícia do aparelho está longe de esgotada. A reportagem apurou que o material recuperado “tem muito a revelar” sobre a rede de acesso e influência que ela teria construído com integrantes do governo federal.

A expectativa de investigadores é que uma eventual convocação de Lulinha para depor só deva ocorrer depois das eleições. O argumento para a demora é que ainda há muitos dados para serem analisados e o filho do presidente terá que se deslocar da Espanha, onde mora, para o Brasil.

Mas a reportagem apurou que o calendário de investigações também sofre influência política, pois o depoimento pode criar um possível fato político e tirar votos de Lula nas eleições.

A manobra ocorre em um momento de desgaste interno na PF, onde parte dos policiais quer acelerar as investigações enquanto outra ala tenta blindar o governo de desgaste.

Em paralelo, o governo vem tentando tirar o foco de Lulinha na reta final do primeiro turno, segundo analistas. Lula primeiro criou polêmica com a proibição das Bets, as casas de aposta on-line, que ele mesmo havia regulamentado.

Depois reforçou a notícia falsa lançada por ativistas pró-Lula e por uma jornalista da GloboNews de que Flávio Bolsonaro (PL) retiraria o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A Rede Globo se retratou após a divulgação das fake news.

Quanto ao caso Lulinha e Roberta, fontes a par das apurações dizem que os inquéritos podem ganhar ritmo mais acelerado somente após o fim do mês, após o segundo turno.

A quebra de sigilo do celular produziu um volume de mensagens capazes de reconstituir parte de uma suposta rede de acesso ao governo, mas o material extraído e documentos apreendidos ainda dependem de muitos cruzamentos e checagens. Mas a PF teria capacidade técnica para acelerar o ritmo das apurações, se o caso fosse prioridade.

A lobista e Lulinha negam que tenham agido para promover tráfico de influência. Dizem ter apenas uma relação de amizade.

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A apreensão do celular e as frentes de investigação

O celular de Roberta foi apreendido em dezembro de 2025, quando a PF deflagrou uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias em descontos indevidos de beneficiários do INSS. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, que também determinou o uso de tornozeleira eletrônica à lobista.

O aparelho seguiu para perícia, que passou a extrair e analisar o histórico de contatos. Desde o início, a ligação de Roberta com Lulinha e uma suposta rede de tráfico de influência foi indicada por elementos que revelavam proximidade, inclusive, com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador central das fraudes no INSS.

A partir daí, a perícia identificou diálogos em que Roberta tratava Lulinha como “sócio”, mencionava repasses e presentes a integrantes do primeiro escalão do governo e discutia articulações de negócios com empresários interessados em contratos públicos.

Material que, analisado pela PF, deu origem a três inquéritos autônomos no STF sobre suposto tráfico de influência do filho do presidente. Diferentemente de Roberta, Lulinha não é investigado no caso do INSS, mas dois desses inquéritos contra o filho do presidente estão sob relatoria de Mendonça e um terceiro com Flávio Dino. Todos estão sob sigilo.

A leitura que sustenta essa cautela teria justificativa. De um lado, evitaria expor ainda mais o tema em momento de disputa eleitoral acirrada, reduzindo o risco de a investigação ser instrumentalizada politicamente pelas campanhas, um temor que já motivou reclamações públicas do PT sobre suposta seletividade de alvos e investigações.

De outro, ajudaria a apaziguar ânimos dentro da própria PF, onde vazamentos já provocaram desconforto interno e externo. O Planalto vê o caso como fonte de desgaste político em período eleitoral.

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O que a quebra de sigilo já revelou

O material recuperado do celular de Roberta descreve o que para investigadores seria um balcão de negociação de acesso ao Estado. Documentos apontam movimentações que somariam milhões em negociações e articulações envolvendo a lobista. Entre os episódios estaria a coordenação de repasses em dinheiro vivo.

Roberta teria orientado um operador financeiro a fazer depósitos fracionados na tentativa de driblar alertas bancários, chegando a determinar que valores em espécie fossem “diluídos” entre diferentes contas para não levantar suspeita das instituições financeiras.

As mensagens também indicariam pagamentos a nomes específicos do entorno palaciano. O ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, teria recebido quase R$ 250 mil de Roberta. Ele afirma que se tratava de empréstimo pessoal já devolvido. Servidores do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também teriam recebido depósitos poucos meses antes de uma empresa de tecnologia, representada por ela, fechar contratos com a pasta, que somam mais de R$ 50 milhões.

Outro nome é o de Swedenberger Barbosa, o Berger, hoje chefe de gabinete adjunto da Presidência, a quem a lobista teria presenteado com uma pintura e um relógio. Ele nega ter recebido vantagem indevida e também afirma nunca ter atuado para favorecer negócios ligados à Roberta ou seus interlocutores.

O que dizem Lulinha e Roberta

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva contesta veementemente a interpretação dada às mensagens atribuídas a ele ou que o mencionem.

Os advogados afirmam que não há comprovação de autenticidade do material e classificam a divulgação como fruto de vazamento criminoso de conteúdo sigiloso, tirado de contexto. Sustentam ainda que Lulinha vive na Espanha, atua exclusivamente na iniciativa privada e não mantém vínculo com o governo brasileiro, destacando que a quebra de seus sigilos não teria localizado prova de irregularidade.

A defesa também pediu ao Ministério da Justiça, à direção da PF e ao STF apuração sobre vazamentos das conversas. A defesa também afirmou que Lulinha está à disposição para um eventual depoimento.

A defesa de Roberta Luchsinger tem optado por não comentar as mensagens, alegando que os autos permanecem sob sigilo e criticando o que classifica como divulgações ilegais movidas por interesse político-eleitoral. Em manifestações pontuais, a defesa reforçou que sua atuação profissional se limitava a serviços legítimos de assessoria e prospecção de negócios, sem relação direta com contratos firmados entre empresas de seu círculo e órgãos do governo.

O presidente Lula tem evitado se aprofundar no caso, limitando-se a afirmar que Lulinha deve se defender das acusações e que, caso fique comprovada irregularidade, precisará responder por seus atos. Analistas interpretaram suas declarações como uma tentativa de manter distância institucional sem romper publicamente com o filho em plena campanha eleitoral. Lula chegou a afirmar que não conhecia Roberta e chegou a chamá-la de “pilantra” durante entrevista ao Jornal Nacional.

Porém, em mensagens do celular da lobista, Roberta fala a um interlocutor que o próprio presidente teria oferecido um cargo na estrutura governamental, mas que ela havia recusado. Lula nega.

Depois de Lula afirmar que não conhecia a lobista, fotos do presidente com ela passaram a circular publicamente. A justificativa de Lula é que, como figura pública, tira fotos com muitas pessoas sem que necessariamente as conheça.

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Por que Lulinha não é investigado no caso do INSS, mas aparece em três inquéritos

Lulinha não é investigado nas fraudes do INSS. O nome dele aparece em três inquéritos autônomos, abertos a partir de elementos colhidos na apuração original dos descontos indevidos de beneficiários, mas que hoje tramitam de forma independente.

Dois estão sob relatoria de Mendonça, provisoriamente remetidos ao presidente da Corte Edson Fachin. Um investiga suposto tráfico de influência e corrupção relacionados a uma tentativa de viabilizar contrato de fornecimento de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde, negócio que não chegou a se concretizar.

O segundo apura possíveis crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos de tecnologia com a Dataprev e outros órgãos federais. Um terceiro inquérito, sob relatoria de Dino, foi aberto após a PF identificar que parte dos fatos tinha autonomia em relação às duas primeiras frentes. Ele examina a atuação de Lulinha em contratos de tecnologia e eventuais vazamentos de informações sigilosas das investigações.

Segundo investigadores, o principal desafio não é falta de material, mas o volume dele. A análise integral das conversas trocadas entre Roberta e dezenas de interlocutores, empresários, servidores públicos, assessores e o próprio Lulinha ainda está em curso, e diálogos adicionais, ainda não tornados públicos, devem revelar outras frentes de negócios e possíveis nomes do entorno governamental. Um dos pontos que a PF pretende esclarecer é o real papel exercido por Lulinha nessas articulações.

Entre as linhas de investigação estão se ele testemunhava ou participava das conversas da lobista e se atuava de forma mais ativa, orientando reuniões e emissão de documentos fiscais em benefício de empresários interessados em contratos públicos.

Outro ponto é a extensão da rede, até onde chegaram os repasses feitos por Roberta e quais servidores, além dos já identificados, podem ter recebido valores ou vantagens em troca de facilitar acesso a ministérios e estatais.

Investigadores também querem determinar se há contrapartida direta entre pagamentos documentados e os contratos que, meses depois, acabaram sendo firmados por empresas supostamente beneficiadas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/celular-de-roberta-ainda-tem-muito-a-revelar-mas-lulinha-so-deve-ser-chamado-pela-pf-apos-2o-turno/

Fux restaura um mínimo de ordem no STF em decisão sobre Aparecida

Luiz Fux derrubou decisão de Flávio Dino e restaurou poder do TSE para coibir fake news sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. (Foto: ChatGPT sobre foto de Gustavo Moreno/STF)

Na noite de segunda-feira, o ministro Luiz Fux agiu para conter a militância política com verniz jurídico exercida por seu colega de STF Flávio Dino. A pedido de Flávio Bolsonaro, Fux cassou a decisão proferida no domingo pelo aliado de Lula que restabelecia a divulgação de fake news ligando o candidato do PL a um movimento de rejeição ao título de padroeira do Brasil para Nossa Senhora Aparecida. Foi um primeiro movimento para restabelecer um mínimo de ordem no tribunal, mostrar que a “tropa de choque” não pode fazer o que bem entender, e barrar o surgimento de um “TSE paralelo” dentro da suprema corte, com ministros interferindo no processo eleitoral sem fazer parte do tribunal a quem cabe a função de supervisionar o pleito.

Em pouco mais de 30 páginas, Fux ofereceu um belo e incontestável resumo do festival de arbitrariedades que vêm sendo cometidas para, mais uma vez, desequilibrar a eleição em benefício de Lula. Se em 2022 o TSE, sob o comando de Alexandre de Moraes e tendo na corte Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, censurou informações verdadeiras, mas inconvenientes (o que ganhou de Lewandowski o nome de “desordem informacional”), e até mesmo um documentário que ninguém havia visto, além de ordenar a publicação de direitos de resposta mentirosos, desta vez é o Supremo que interfere no sentido contrário, liberando a divulgação de fake news que a corte eleitoral acertadamente veta.

Fux procura barrar o surgimento de um “TSE paralelo” dentro do STF, com ministros interferindo nas eleições sem fazer parte do tribunal eleitoral

Contra esse “TSE paralelo” funcionando nas dependências do Supremo, com ministros que não integram o “TSE oficial”, Fux diz com todas as letras: “o juiz natural da controvérsia eleitoral” é a Justiça Eleitoral. A representação inicial feita por Flávio Bolsonaro “foi livremente distribuída, no Tribunal Superior Eleitoral, ao ministro André Mendonça, e as suas decisões estavam submetidas ao referendo do plenário daquela corte, órgão a quem a Constituição reserva a última palavra em matéria eleitoral”, afirma Fux, mas Dino atropelou Mendonça, o TSE e a Carta Magna quando, para ajudar seu velho amigo, “retirou a causa desse juízo antes que ele pudesse deliberar”.

Fux também demoliu o núcleo da argumentação de Dino ao restaurar a divulgação das mentiras. O ministro indicado por Lula “não disse por que o juízo de falsidade do Tribunal Superior Eleitoral estaria errado” e ainda inventou um cenário em que “dezenas de milhões de pessoas” estariam “sendo proibidas de manifestar o seu apoio ao culto religioso relativo a Nossa Senhora Aparecida”. Nada mais longe da verdade, como demonstra Fux: “nenhuma decisão do Tribunal Superior Eleitoral proibiu a defesa de Nossa Senhora Aparecida ou de sua condição de padroeira”, afirma ele, que arremata: a decisão de Dino “cassou, assim, uma proibição que não existe, e restabeleceu a circulação de uma afirmação cuja falsidade ninguém, nem mesmo o peticionário, sustentou nos autos”.

E ninguém haverá de ignorar a certeira menção ao censor-mor da República, Alexandre de Moraes, responsável “medidas das mais autoritárias (…) adotadas no âmbito dos inquéritos das fake news e das ‘milícias digitais’ sob o pretexto de coibir a desinformação, inclusive de coerção pessoal (prisão) e patrimonial”. Fux teve a presença de espírito de citar o mantra de Moraes – “Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da democracia, das instituições e da dignidade e honra alheias!” – para mostrar que Dino estava agindo frontalmente contra seu colega de “tropa de choque” ao determinar o “restabelecimento, às vésperas da eleição, de milhares de publicações que veiculam fato reconhecido como falso pela emissora que o originou e pelo órgão jurisdicional competente”.

Por fim, destaque-se a denúncia contundente que Fux faz da trapaça jurídica que usou uma ação sobre outro tema para que o caso das publicações sobre Nossa Senhora Aparecida caísse nas mãos de Dino. Segundo o ministro, esse recurso, se não for devidamente freado, cria “um canal permanente pelo qual qualquer interessado, em qualquer feito eleitoral, pode obter deste tribunal, sem distribuição, decisão monocrática de relator previamente conhecido”. Ciente de que ele e Flávio poderiam ser acusados do mesmo estratagema, já que o candidato do PL o acionou diretamente, Fux ainda explicou que é ele o relator dos recursos relativos à constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, cujo julgamento ainda não está concluído; nessa qualidade, cabe a ele cuidar para o que foi decidido seja cumprido. Sua comparação é matadora: “aqui, a causa procurou o seu juiz conforme critérios objetivos e impessoais; lá, o interessado é que procurou o seu juiz, conforme a sua conveniência”.

Dino, Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes são os principais (mas não os únicos) responsáveis pela destruição do Supremo, transformado em uma corte de censura, de autoblindagem, de perseguição aos críticos e socorro aos amigos – inclusive em época eleitoral, como vemos agora. Enfim, um “poder político”, nas palavras do ex-ministro Luís Roberto Barroso, que também se sentia muito confortável com esse estado de coisas. O ministro Fux, ainda que possa ser criticado por suas posições em outros casos, tenta, com essa decisão, conter essa transformação do Supremo em uma casa de onipotentes – assim como faz André Mendonça, com seu pedido de investigação contra Moraes no âmbito do caso do Banco Master. É um esforço que, para o bem do país, precisa prosperar – mas, para isso, exigirá também que votemos bem no próximo domingo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/luiz-fux-flavio-dino-fake-news-nossa-senhora-aparecida/

Dirigentes da Caixa conheciam empresa de apostas do Uruguai enquanto Lula proibia bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia proibição de bets. (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)

A Caixa enviou dirigentes para visitar empresa pública de apostas do Uruguai ao mesmo tempo em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciava a proibição das bets. A viagem foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (29). A notícia foi antecipada pelo site Poder 360 e foi confirmada pela Gazeta do Povo.

De acordo com a publicação no DOU, visitaram a empresa de Apostas de Quota Fixa do governo do Uruguai o Superintendente Nacional Gabriel Hess, o diretor-executivo, Tiago de Oliveira, estes do banco Caixa, e Renato Siqueira, dirigente da Caixa Loterias. A visita ao país vizinho aconteceu de 24 e 26 de setembro e as despesas correram por conta da Caixa, de acordo com o DOU.

Procurada, a Caixa informou que se tratou de uma visita institucional de rotina e não vinculou a visita à elaboração da Medida Provisória que proibiu as bets, anunciada na sexta-feira, durante a viagem dos dirigentes da Caixa ao Uruguai (leia íntegra abaixo).

Outra coincidência é que a ida dos dirigentes aconteceu dias depois de Lula ter se encontrado com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, durante o qual o brasileiro manifestou interesse no modelo do vizinho, mais restritivo e com forte regulação estatal.

Na condição de anonimato, pessoas ligadas à Caixa Loterias informaram que a visita foi de rotina, faz parte de uma estratégia de imersão no mercado e estava previamente agendada, nada tendo a ver com a proibição das bets.

Confira a íntegra da nota da Caixa:

A CAIXA informa que, por meio da subsidiária CAIXA Loterias, analisa constantemente, de forma responsável e alinhada ao ambiente regulatório, o mercado de loterias. Por isso, entre outras ações, realiza com frequência visitas institucionais e participação em eventos para acompanhar aspectos estratégicos, regulatórios e de governança do setor. O banco reforça que suas decisões estratégicas observam critérios técnicos, legais e de sustentabilidade.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/dirigentes-da-caixa-visitam-empresa-de-apostas-do-uruguai-em-meio-a-proibicao-de-bets/#cxrecs_s

Alexandre Garcia

A incrível viagem de Lulinha para ver a aurora boreal 

Com tudo pago, a aurora boreal fica até mais bonita. (Foto: Noel Bauza/Pixabay)

Analisando dados de celulares, a Polícia Federal viu que Roberta Luchsinger pagou R$ 1,868 milhão para Lulinha e família fazerem uma viagem maravilhosa à Finlândia e Suécia para verem a aurora boreal, com uma parada nos Alpes suíços. Jatinho da Suíça até a Escandinávia, hotel caríssimo, parece que havia mordomias especiais. Eu pergunto: por que ela pagou? O que Lulinha fez para merecer tanto? Ficam aí as questões no ar, porque Lula ainda disse, na BandNews, que sabe que Lulinha não fez nada de errado.

A viagem foi organizada por Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega – o mesmo Guido Mantega que também recebia dinheiro de Daniel Vorcaro e que arranjou um encontro fora da agenda entre Vorcaro e Lula, que mandou chamar Gabriel Galípolo. Parece que estava lá nesse encontro o Ricardo Lewandowski, que também recebeu dinheiro do Vorcaro – recebeu milhões, não é um dinheiro qualquer. Lulinha, é bom lembrar, é alvo de dois inquéritos que estão com André Mendonça e um inquérito relatado por Flávio Dino.

Ofensiva de Lula contra as bets tem até ameaça de prisão

Lula disse que vai prender quem continuar fazendo aposta eletrônica. A Caixa Econômica Federal, neste ano, deve arrecadar com apostas uns R$ 25 bilhões, porque no primeiro semestre as loterias renderam R$ 12,2 bilhões. Mas os entendidos dizem que as sedes das empresas de aposta eletrônica podem estar no exterior. Depois dessa ameaça de Lula, um jurista me disse: “Como assim? Vai criar legislação penal por medida provisória, para prender gente antes que vire lei? Nem o AI-5 tinha esse poder”.

Deputado é especialista em se livrar de celulares

Ontem eu falei da operação policial contra Antônio Doido, deputado candidato à reeleição. Ele tinha R$ 87 mil guardados em casa, por não acreditar em banco, e um celular estava escondido em um buraco de esgoto. Pois descobri que o Antônio Doido é reincidente em se livrar de celulares: em dezembro passado, quando viu a polícia chegando ao bloco onde fica o apartamento funcional dele aqui de Brasília – apartamento da Câmara dos Deputados, construído com dinheiro do povo brasileiro –, jogou os celulares que ele tinha pela janela, mas os policiais conseguiram encontrá-los depois.

As pesquisas na reta final para a eleição

Ricardo Salles, em São Paulo, tinha apenas três pontos na pesquisa Quaest para o Senado e desistiu da candidatura em favor de Guilherme Derrite e André do Prado. Derrite já está na frente, Prado ainda está atrás de Marina Silva e Simone Tebet, mas ainda não se viu todo o efeito da renúncia de Salles. Ainda na Quaest, em São Paulo, Tarcísio de Freitas tem 44% contra 24% de Fernando Haddad no primeiro turno para governador. Em Minas Gerais, Cleitinho tem 37% contra 18% de Patrus Ananias no primeiro turno; no segundo turno Cleitinho tem 52% e Patrus tem a metade, 26%. No Rio de Janeiro, no primeiro turno, Eduardo Paes tem 34% e Douglas Ruas, 25%; no segundo turno, 44% a 31% para Paes. Aqui em Brasília, Celina Leão está com 39% e Leandro Grass, do PT, com 23%. No segundo turno, Celina vence Grass por 54% a 31%. Para o Senado, Michelle Bolsonaro é campeã com 26%; depois vem Leila do Vôlei, para ser reeleita com 20%. Bia Kicis está perto, com 18%; e Erika Kokay, do PT, tem 16%.

Para presidente, a Atlas/Bloomberg tem Lula com 45,3% no primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 42,2%, Renan Santos com 5,2%, Ronaldo Caiado com 1,8%, e Augusto Cury com 2%. No segundo turno, empate: Flávio com 47,7% e Lula com 47,6%. Acho que as pesquisas de opinião estão tendo muito cuidado para depois não sofrerem a descrença quando vier o resultado real – e espero que haja um resultado real que reflita o voto posto na urna.

Metodologia das pesquisas citadas na coluna

São Paulo: 1.800 entrevistados pela Quaest de 25 a 28 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A – TV/Rede/Globo.com/canais Globo/Globoplay/Eletromidia. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos porcentuais. Registro no TSE: SP-01590/2026. Minas Gerais: 1.506 entrevistados pela Quaest nos dias 25 a 28 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos porcentuais. Registro no TSE: MG-02019/2026. Rio de Janeiro: 1.302 entrevistados pela Quaest de 25 a 28 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Globo Comunicação e Participações S/A/TV Globo. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos porcentuais. Registro no TSE: RJ-04419/2026. Distrito Federal: A Quaest entrevistou 1.104 pessoas de 25 a 28 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Rede Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-02515/2026. Nacional: 5.005 entrevistados de 23 a 28 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 1 ponto porcentual. Registro no TSE: BR-04391/2026.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lulinha-viagem-aurora-boreal-roberta-luchsinger/

Nunes Marques marca para quarta (30) julgamento sobre caso Nossa Senhora Aparecida no TSE

Nunes Marques decidiu que a decisão de Mendonça será analisada no plenário virtual do TSE nesta quarta-feira (30). (Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, marcou para esta quarta-feira (30) o julgamento da liminar do ministro André Mendonça, que determinou a remoção de publicações sobre a fake news envolvendo a suposta intenção do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Os ministros analisarão o caso em uma sessão extraordinária do plenário virtual. No último dia 25, Mendonça determinou a remoção de publicações que compartilhavam o conteúdo falso. A defesa do humorista Antonio Tabet, um dos afetados pela liminar, recorreu ao STF em uma ação que tratava da remoção de posts envolvendo Deltan Dallagnol (Novo-PR), que já era relatada pelo ministro Flávio Dino.

No domingo (27), Dino sustou a ordem de Mendonça, liberou a publicação do humorista e estendeu sua decisão para outras publicações. A defesa de Flávio acionou o ministro Luiz Fux, relator de uma das ações que tratam sobre o Marco Civil da Internet no STF, e pediu que a retomada da determinação da Justiça Eleitoral.

No final da noite de segunda (28), Fux derrubou a liminar de Dino e restabeleceu a decisão de Mendonça. O ministro deu prazo de 24 horas para as plataformas removerem os posts sobre a fake news.

Tanto Dino quanto Fux pediram que suas decisões fossem analisadas pelo plenário do STF, mas o presidente da Corte, Edson Fachin, ainda não marcou uma data para a sessão.

A decisão de Dino fez com que Nunes Marques apresentasse uma reclamação formal a Fachin sobre o risco de “captura institucional” do TSE por integrantes do STF. Ele cobrou a adoção de medidas para garantir a distribuição “justa” de relatores e assegurar a regularidade da jurisdição eleitoral.

Sem citar Dino diretamente, o presidente do TSE criticou “episódios reiterados de indevida sobreposição de competência” no âmbito do STF “que vêm impactando diretamente a condução da eleição pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/nunes-marques-marca-para-quarta-30-julgamento-sobre-caso-nossa-senhora-no-tse/

Guilherme Fiuza

O tigrinho como adversário eleitoral

Presidente Lula assina medida provisória que proíbe as bets nove dias antes das eleições presidenciais. (Foto: Isaac Fontana/EFE)

A proibição das bets pouco mais de uma semana antes das eleições é um retrato do Brasil atual. A sensação hoje é de que tudo pode acontecer em todos os terrenos — e para tudo haverá uma embalagem legal ou moral. A imprevisibilidade nacional chegou ao seu ápice.

Não que o país tenha um histórico de previsibilidade alta. O período da chamada Nova República (1985-89), por exemplo, foi marcado pela elaboração e promulgação de uma Constituição em meio a um cenário de total instabilidade institucional. E o período seguinte, que prometia “normalização” com a volta da eleição direta para presidente após quase 30 anos, degenerou em caos.

Mas, após as turbulências dos ciclos Sarney e Collor, o país experimentou algo diferente. À estabilidade monetária, conquistada em meados da década de 90, correspondeu também a chegada de uma tendência de estabilidade institucional. A forma como o Brasil passou a lidar com seus compromissos internos e externos reduziu a flacidez das relações nas esferas pública e privada.

De lá para cá, mesmo com a longa aventura petista no comando da nação, os brasileiros galgaram um estágio ligeiramente mais alto de previsibilidade. A herança do respeito a contratos — ponto essencial da transformação que permitiu a estabilidade econômica ainda no século passado — constrangeu, por assim dizer, uma parcela das práticas marginais. O chamado “jeitinho brasileiro” perdeu prestígio.

O choque contra a corrupção, duas décadas depois da estabilização da moeda, foi outro marco de legalismo. Apesar das marchas e contramarchas do processo, ficou culturalmente estabelecido que as instituições por aqui também são capazes de funcionar. Mas a atual reencarnação do petismo é o dado histórico a desafiar essas premissas — e a prometer um retorno à era da avacalhação institucional.

Não por causa do PT. Como dito anteriormente, apesar dos maus serviços prestados pela sigla, houve relativa robustez da sociedade brasileira para preservar a essência das suas conquistas. A novidade na gestão atual é a adesão de parte dessa sociedade não petista à aventura da maleabilização dos princípios legais.

Como já admitido por uns e outros, parece ter havido um “vale-tudo de conveniência”

Valeu um pouco de tudo mesmo nos últimos anos — inclusive avançar contra os marcos do Plano Real e da Lava Jato. A ficção do arcabouço fiscal e a reabilitação de empreiteiras condenadas ilustram essa marcha à ré institucional. Ao lado disso, a relativização da liberdade de expressão com a consagração dos pecados semânticos (“desinformação”, “ódio” etc.).

A canetada proibindo sumariamente as bets no país veio acompanhada, como de hábito, da claque envernizadora. Trata-se de proteger as famílias da desgraça do vício, argumentaram os porta-vozes formais e informais. O problema é que a atividade tinha sido regulamentada pelo próprio governo — inclusive com planos de congênere estatal — e havia se inserido fortemente na economia nacional. De repente, o setor é extirpado, e a sociedade que se vire para refazer a vascularização local.

O problema do endividamento no Brasil é decorrente da perda de poder de compra e do encarecimento do crédito. Tudo isso está claramente descrito nas atas do Comitê de Política Monetária do Banco Central como resultante principalmente do expansionismo fiscal do governo. A solução talvez seja tentar convencer o eleitor de que é o tigrinho quem redige a ata do Copom.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/guilherme-fiuza/o-tigrinho-como-adversario-eleitoral/

Coluna Esplanada

Lula implode segurança jurídica brasileira com decisão sobre bets

Lula explora fake news na tentativa de se aproximar dos eleitores católicos. (Foto: André Coelho/EFE)

Representantes do setor de bet, casas de apostas e de jogos no Brasil e em outros países – como Estados Unidos e os da Europa – estão estupefatos com a decisão do presidente Lula da Silva (PT) em proibir os sites no país. Até no exterior a medida é vista como puramente eleitoreira e desesperada para vencer a eleição, e que deixa o Brasil malvisto como terra de insegurança jurídica.

Reports entre os empresários apontam o desastre da decisão de Lula: a medida provisória retirou do ar cerca de 240 marcas de 85 empresas que pagaram concessão de R$ 30 milhões ao Ministério da Fazenda. De três dias para cá fomentou o mercado ilegal: até este fim de semana, na conta destes empresários, serão 3 mil sites ilegais em operação e captando apostas dos mesmos brasileiros.

Enquanto as empresas legalizadas tinham ferramentas para combater lavagem de dinheiro e a ludopatia, além de já terem pagado à União, de janeiro a agosto, R$ 9 bilhões em impostos. Ou seja, a canetada de Lula derrubou o controle fiscalizatório, fomentou a ilegalidade e fez o Tesouro perder dinheiro.

Fazendo o diabo

Lamentável como o PT joga sujo para se manter no poder. Com a fake news sobre Flávio Bolsonaro (PL) retirar o título de Padroeira de Nossa Senhora Aparecida, e uma legião de haters aliados nas redes para repercutir, esse cenário explica o que Dilma Rousseff disse: “Vamos fazer o diabo para ganhar a eleição”, e o que Lula já esbravejou: “Eles não sabem do que somos capazes” para vencer.

Monocráticos

A guerra de decisões à base de canetada individual no STF só evidencia a cada dia que presidentes da República e seus partidos têm representantes na Corte. Desde 2018 a Coluna publica, amparada em informações de outros países com elogiados judiciários, que a escolha para ministro deve ser retirada do presidente. É imprescindível e urgente.

Impugnação

O MP Eleitoral recorreu ao TSE com pedido de impugnação da candidatura do deputado estadual Jamilson Name (PP-MS). O MP pede que o registro seja negado com base no artigo 17, parágrafo 4º, da Constituição, que trata da participação de partidos e candidatos ligados a organizações criminosas. Jamilson foi condenado no ano passado, em 1ª instância, por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Discurso pronto

Enquanto petistas e aliados tentam convencer o presidente Lula a participar do debate da TV Globo amanhã, Flávio Bolsonaro tem presença confirmada e com discurso pronto. Para os ataques que receberá dos demais adversários, a resposta será na linha do “o inimigo do Brasil é o Lula”. Apesar de a disputa estar acirrada com o Barba, os aliados de Flávio apostam na força de arrancada do bolsonarismo no domingo.

Assédio judicial

O líder de audiência online no Mato Grosso do Sul, o portal de notícias Midiamax e até seus jornalistas sofrem série de ações judiciais após reportagens investigativas e denúncias contra a diretoria da Federação das Indústrias do estado (FIEM). Até agora foram 17 ações, 15 delas nominalmente contra jornalistas, como forma de intimidação. A Fenaj entrou na briga em defesa do portal e da classe.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/lula-implode-seguranca-juridica-brasileira-com-decisao-sobre-bets/

Rodrigo Constantino

Fux leva Dino para o tatame jurídico: decisão de aliado de Lula foi ativismo descarado

O ministro do STF Luiz Fux. (Foto: Victor Piemonte/STF)

O ministro Luiz Fux fez nesta segunda o que o Supremo deveria ter feito há muito tempo: enquadrou a ala ativista que tenta beneficiar Lula na disputa eleitoral. Fux suspendeu a decisão de Flávio Dino que liberava posts sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida, e devolveu a ordem ao plenário. Na decisão, Fux escreveu a frase que resume tudo: “Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não!”

Ele ainda apontou o óbvio: o pedido do humorista Antonio Tabet era “forum shopping” puro, uma manobra para escolher o julgador favorável e escapar do sorteio. E lembrou que, sob o pretexto de combater desinformação, o próprio STF já adotou medidas das mais autoritárias – prisões, bloqueios patrimoniais – nos inquéritos das Fake News e das milícias digitais.

A militância petista se esforça para jogar os católicos contra Flávio e finge que Lula é o grande ícone do catolicismo, ele que tenta subverter todos os valores cristãos. O brasileiro católico e conservador não é idiota: percebe a manobra

Fux restabeleceu a lógica ao levar Flávio Dino para o tatame jurídico. A decisão do comunista, afinal, tratava-se de mais um capítulo do ativismo descarado do STF. Dino, nomeado por Lula e com histórico de militância petista, age como operador político disfarçado de juiz. A mesma Corte que censura opositores com inquéritos eternos agora libera Fake News quando convém ao projeto de poder lulista. Fux corrigiu o tiro, mas o estrago institucional já está feito: o Judiciário vira trincheira eleitoral e a segurança jurídica vira piada. Quem ainda acredita em independência dos poderes neste país ou é ingênuo ou é cúmplice.

Enquanto isso, a Polícia Federal revelou que a lobista Roberta Luchsinger pagou quase dois milhões de reais – um milhão, oitocentos e sessenta e oito mil, para ser exato – numa viagem de Lulinha e família à Escandinávia para ver a aurora boreal. É um luxo só! Com o fretamento do jatinho, passa de dois milhões a “brincadeira”. Diária de hotel de trinta e sete mil reais por pessoa. Mordomo e chef incluídos. Tudo bancado por uma lobista financiada pelo Careca do INSS. Ou seja, tudo com o suor do pagador de impostos brasileiro.

Nada pior do que medíocres que querem levar a vida de magnatas sem o devido esforço. Alexandre de Moraes foi embora do casamento do seu filho em jatinho da FAB, como se fosse um nababo. A segurança ostensiva e agressiva do evento foi bancada pelos impostos dos trabalhadores, que assistem de longe a vida dessa casta aristocrática. Nem com R$ 131 milhões em contrato de fachada Moraes quis coçar o próprio bolso para proteger seu rebento das vaias do povo revoltado. É o Estado que está a serviço deles, não o contrário.

Em comício em Belém, Lula disse que as mulheres “aprendem a tomar toque desde pequenas”. A frase viralizou, e com razão. Um presidente candidato à reeleição falando de meninas e toque em pleno comício eleitoral é, no mínimo, uma escolha desastrosa de palavras. Estaria Lula ficando gagá? Seria ele o nosso Biden tupiniquim?

Enquanto isso, a militância petista se esforça para jogar os católicos contra Flávio e finge que Lula é o grande ícone do catolicismo, ele que tenta subverter todos os valores cristãos. O brasileiro católico e conservador não é idiota: percebe a manobra. Essa polarização artificial só fortalece quem defende o legado cristão e a liberdade de expressão de verdade, sem seletividade ideológica e oportunismo eleitoral.

O lulismo tenta se manter no poder com a máquina estatal e a ajuda do Judiciário, mas a rejeição cresce. Flávio herda o capital político do pai e representa a única alternativa real ao projeto de poder petista. As pesquisas mostram que o Brasil não engoliu o retorno do PT. Quem defende liberdade econômica, segurança jurídica e combate à corrupção sabe de que lado ficar. O empate técnico no segundo turno mostra que o lulismo não conquistou o país; apenas se agarra ao poder com todos os instrumentos do Estado e a mentira como principal arma.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/fux-leva-dino-para-o-tatame-juridico-decisao-de-aliado-de-lula-foi-ativismo-descarado/

Avião com destino a Israel pousa na Arábia Saudita após briga na tripulação; suspeita é de terrorismo

Avião da FlyDubai, companhia que teve uma aeronave desviada nesta quarta-feira (30) durante voo que ia para Tel Aviv (Foto: Ronen Fefer/Wikimedia Commons)

Um avião que voava de Dubai para Tel Aviv foi desviado nesta quarta-feira (30) para a Arábia Saudita devido a uma briga entre a tripulação, em um incidente que está sendo investigado como possível ato de terrorismo.

De acordo com a agência EFE, o Ministério de Transportes israelense informou que as autoridades de segurança de Israel estão gerindo o incidente, ocorrido em um avião da companhia FlyDubai.

De acordo com o depoimento de um passageiro ao jornal israelense Jerusalem Post, a confusão ocorreu quando um dos pilotos da aeronave atacou o outro em pleno voo.

O Canal 12 israelense informou que um dos pilotos está sendo interrogado para averiguar se sua intenção era tomar o avião e derrubá-lo com os passageiros.

Dois funcionários do governo israelense e uma fonte israelense a par da situação disseram à emissora americana CNN que as autoridades do país suspeitam que o incidente possa ter sido uma tentativa de ataque terrorista.

Um dos funcionários afirmou que informações obtidas pelas autoridades israelenses indicam que o copiloto foi contido por um passageiro israelense após esfaquear o piloto da aeronave.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, cancelou sua agenda para realizar consultas com as principais autoridades de segurança do país sobre o incidente, informou a fonte da CNN. O agressor seria cidadão de Omã, segundo a apuração da emissora americana.

Em post no X, Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, disse que se tratou de um atentado.

“A noção ingênua de que nossos inimigos valorizam a vida e merecem nossa compaixão recebeu mais uma lembrança sombria esta manhã, na figura de um terrorista que planejava derrubar um avião e assassinar os 180 israelenses a bordo”, escreveu.

Horas após o incidente, Netanyahu falou sobre o assunto em um pronunciamento em vídeo. “Durante o voo, enquanto se aproximavam do país, um dos pilotos esfaqueou o outro”, disse o primeiro-ministro. “Aparentemente, ele tentou derrubar o avião com os ocupantes a bordo.”

“Conversei com um dos passageiros israelenses. Ele me contou que o avião entrou em parafuso e começou a mergulhar. Ele disse que, de alguma forma, conseguiu invadir a cabine de comando com um dos tripulantes e, juntos, neutralizaram o piloto que havia cometido a agressão, enquanto este tentava sabotar os sistemas da aeronave”, disse Netanyahu.

“Outro membro da tripulação que estava no avião entrou na cabine e conseguiu estabilizar a aeronave”, acrescentou.

Na rota do avião de Dubai até Tabuk, na Arábia Saudita, publicada pela página de monitoramento de voos Flightradar24, vê-se como, antes de atravessar a fronteira para a Jordânia, o avião, que seguia uma direção de leste a oeste, fez uma curva acentuada para o norte e perdeu altitude.

O avião voou então a uma altitude menor seguindo uma trajetória irregular, até que, ao chegar à fronteira com a Jordânia, fez meia-volta, tomou direção sul e depois rumou para Tabuk.

O gabinete de Netanyahu informou em comunicado que o incidente está sob controle e que estão sendo tomadas as medidas necessárias para o retorno seguro dos passageiros israelenses a Israel.

Em comunicado, a FlyDubai descreveu o ocorrido como um “incidente”, sem detalhar a causa, assegurou que o avião pousou sem problemas no aeroporto de Tabuk e que todos os passageiros estão a salvo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/aviao-destino-israel-pousa-arabia-saudita-apos-briga-tripulacao-suspeita-terrorismo/

Democratas voltam a acusar governo Trump de interferir na eleição no Brasil

Jeanne Shaheen, membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, está entre os autores da carta enviada a Rubio (Foto: Ida Marie Odgaard/EFE/EPA)

Um grupo de parlamentares do opositor Partido Democrata enviou nesta terça-feira (29) outra carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, para acusar o governo do presidente republicano Donald Trump de interferência na eleição presidencial brasileira e exigir que a administração federal dos Estados Unidos respeite o resultado das urnas.

A carta foi assinada pelos senadores Jeanne Shaheen, membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, Tim Kaine e Peter Welch.

Na semana passada, um grupo de 30 deputados federais democratas e o senador independente Bernie Sanders (que já fez parte da legenda) enviaram uma carta a Rubio com teor semelhante.

“Ao longo do segundo mandato do presidente Trump, vimos autoridades dos EUA se envolverem em uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil. Esse esforço intensificou-se drasticamente durante o verão [no Hemisfério Norte] de 2025, quando o governo impôs tarifas e sanções direcionadas na tentativa de influenciar o veredito da Suprema Corte brasileira no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentar incitar um golpe militar para permanecer no poder”, escreveram os senadores na carta desta terça-feira, em referência às sanções econômicas aplicadas via Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, retiradas no final de 2025.

“O contraste com a postura dos Estados Unidos durante a eleição presidencial anterior no Brasil [quando o democrata Joe Biden era presidente dos EUA] não poderia ser mais evidente. Imediatamente após o anúncio dos resultados eleitorais, os Estados Unidos agiram com rapidez — em coordenação com aliados e parceiros — para reconhecer a vitória do presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva, PT], ajudando a negar legitimidade a tentativas de contestar ou reverter o resultado”, continuaram os senadores.

Em agosto de 2025, o ex-funcionário do Departamento de Estado americano Mike Benz, em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, acusou a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) de suposta interferência nas eleições do Brasil de 2022, para “censurar os conservadores, principalmente nas redes sociais”, sob o pretexto de combate à desinformação.

“Hoje, em vez de ajudar a defender a democracia brasileira, os Estados Unidos estão utilizando pressão diplomática, econômica e política de maneiras que ameaçam enfraquecer as instituições democráticas do país, minar a confiança no processo eleitoral brasileiro e causar mais danos à nossa relação com um aliado estratégico e parceiro comercial dos EUA”, acrescentaram os parlamentares democratas na carta enviada ontem.

Rubio ainda não se pronunciou sobre o assunto. Em entrevista na semana passada à CNN Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, negou que os Estados Unidos estejam tentando interferir na eleição brasileira.

“Estamos vendo as notícias, claro que estamos acompanhando as eleições, claro que queremos saber o resultado, mas acreditamos que, como o Brasil é um país soberano e independente, queremos ver eleições livres e transparentes e vamos ver com os brasileiros o resultado”, afirmou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/democratas-voltam-acusar-governo-trump-interferir-eleicao-brasil/

Caiado critica ‘bondades’ R$ 33 bi de Lula: ‘Na eleição, lobo vira cordeiro’

Ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) disputa a Presidência da República contra Lula | (Foto: Secom-GO)

O ex-governador goiano que concorre à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), classificou como eleitoreiras, nesta quarta-feira (30), as iniciativas do presidente Lula (PT) de reajustar o Bolsa Família, acabar com as bets e criar a 3ª etapa do programa para reduzir o endividamento. O rival do projeto de reeleição do petista alertou para o eleitorado brasileiro não confiar na estratégia de “bondades” eleitorais do PT, que custarão R$ 33 bilhões ao futuro governo.

“Na eleição até lobo vira cordeiro, mas a gente conhece essa história. Depois de eleito, a conversa é outra. Não caia mais no papo do pacote de bondades de última hora, esse modus operandi do PT é ultrapassado e não resolve a vida do povo… é só olhar em volta para ver onde fomos parar”, disse Caiado, ao afirmar ter entregado resultado a Goías, como governador, do primeiro ao último dia.

Caiado comentava reportagem do Valor Econômico em que o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estimou que o próximo governo eleito precisará incluir R$ 33 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, para arcar com o custo de gastos e perdas de receita não previstos no projeto original enviado ao Congresso Nacional, em 31 de agosto.

O custo do fim das bets será de R$ 5,3 bilhões em receitas, do Desenrola 3.0 custará R$ 5 bilhões, e o reajuste de 15% no Bolsa Família terá um custo de R$ 22,7 bilhões. É o saldo das “bondades” anunciadas por Lula desde o dia 17 deste mês de setembro, reta final da campanha presidencial.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/csa-brasil/caiado-critica-bondades-r-33-bi-de-lula-na-eleicao-lobo-vira-cordeiro

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