
Uma série de vícios no procedimento adotado pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o ministro André Mendonça pode levar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a arquivar sumariamente as acusações.
Na defesa apresentada a Fachin nesta terça-feira (22), Mendonça sustentou que os erros formais no pedido de Moraes bastam para rejeitá-lo de plano. Trata-se de um juízo preliminar de admissibilidade, prerrogativa do magistrado ao receber denúncias ou representações criminais.
Moraes pede que o colega seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Ele acusa Mendonça de atuar com parcialidade nos casos do Banco Master e do INSS para persegui-lo — assim como ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre — por interesse político e pessoal.
A representação baseia-se em um relatório da Polícia Federal — requisitado por Mendonça — que identificou 52 mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes, além de citações ao magistrado. Nos diálogos, Vorcaro pedia orientação para se livrar de investigações sobre fraudes bilionárias no banco. O documento também apontou que Moraes editou um contrato de R$ 131 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de sua família.
Além de rebater as acusações, Mendonça afirmou que Moraes agiu de forma irregular ao apresentar o pedido. O primeiro desvio apontado foi sua inclusão direta no inquérito das fake news, aberto em 2019 para apurar ofensas e ameaças a ministros nas redes sociais — objeto que não se aplica ao caso.
Regimentalmente, a inclusão de um integrante da Corte em inquérito exige aval do plenário do STF. Mendonça seguiu esse rito ao levar ao plenário o relatório da PF sobre as conversas com Vorcaro. Na sessão do dia 15, contudo, aliados de Moraes travaram a deliberação ao questionar a conduta de Fachin.
Mendonça contesta ainda a requisição e o uso de relatórios apócrifos de inteligência da PF, enviados a Moraes pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Os documentos, sem data ou assinatura, criticam a atuação de Mendonça com base em avaliações subjetivas sobre suas motivações e conjecturam sobre uma suposta diferença de tratamento dada a investigados conforme a relevância política.
O ministro argumenta que os documentos são ilegais e configuram desvio de finalidade. Segundo ele, as ações de inteligência servem para subsidiar o Executivo em decisões de segurança do Estado, e não para instruir investigações criminais no Judiciário. Mendonça questiona como e por que Moraes teve acesso a peças internas da PF que lhe imputavam crimes graves.
“As atribuições de conduta não são admissíveis como objeto de exame. O material, tal como requisitado e protocolado, não serve de elemento de informação contra este signatário, pelo vício do ato que o trouxe aos autos e independentemente de qualquer consideração sobre o seu conteúdo”, escreveu Mendonça.
“Não se verifica, no caso, a mínima presença de elementos capazes de sequer cogitar haver justa causa para eventual deliberação colegiada sobre quaisquer condutas praticadas por este Ministro”, completou.
No fecho da peça, além de cobrar acesso ao inquérito das fake news, a investigação dos policiais autores dos relatórios e a apuração da conduta de Moraes, Mendonça pediu a rejeição da representação com base em três dispositivos legais.
O primeiro é o artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do STF, que permite ao relator “negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou à súmula do Tribunal”.
O segundo é o artigo 564 do Código de Processo Penal (CPP), que prevê nulidade por “incompetência, suspeição ou suborno do juiz” — tese em que Moraes seria suspeito por acusar o colega a fim de se esquivar das apurações contra si. Por fim, citou o artigo 157 do CPP para contestar a validade das provas ilícitas.
Como Fachin pode arquivar as acusações monocraticamente
Juristas consultados pela Gazeta do Povo avaliam que os vícios apontados por Mendonça, se acolhidos por Fachin, sustentam o arquivamento monocrático do pedido de Moraes. Por outro lado, observam que uma decisão do plenário pela inadmissibilidade daria maior peso institucional ao ato.
“Em tese, Fachin pode fazer um controle inicial da representação. Pode verificar se ela é admissível, se existe justa causa mínima e se o material apresentado pode sustentá-la”, diz o criminalista Guilherme Augusto Mota, professor de Direito Penal e Processo Penal. “Mendonça afirma que os elementos têm problemas de origem e utilização; se o material for considerado ilícito ou imprestável, não há base para a investigação continuar.”
“O artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do STF efetivamente confere ao relator poder para negar seguimento a pedido manifestamente inadmissível ou improcedente. Existe fundamento regimental para um juízo negativo de admissibilidade caso Fachin conclua que os vícios identificados impedem o prosseguimento do expediente”, concorda o advogado William Pimentel, especialista em Processo Penal pela Escola Paulista da Magistratura.
Pimentel pondera, contudo, que Fachin dificilmente decidirá de forma monocrática neste momento, pois o plenário já iniciou a análise de outra questão regimental do caso: se a petição de Moraes deve tramitar junto ao relatório da PF sobre suas conexões com Vorcaro.
Para o criminalista André Fini Terçarolli, a possibilidade de arquivamento sumário existe, mas exige que Fachin ouça previamente a Procuradoria-Geral da República (PGR). “Isso não torna os vícios alegados automaticamente comprovados. Seria preciso examinar o alcance do Inquérito 4.781 [fake news], a origem dos relatórios e a presença de elementos válidos e independentes”, pontua.
Mendonça pediu acesso ao inquérito das fake news, que tramita em segredo de justiça desde 2019 — alvo de críticas recorrentes de advogados devido ao acesso restrito aos autos. Após a inclusão de Mendonça no procedimento por Moraes, Fachin assumiu a relatoria e indicou o encerramento da investigação.
Decisão colegiada reduz risco de desgaste institucional
Os juristas ponderam também que a deliberação em plenário confere maior respaldo jurídico à rejeição das acusações. Na hipótese de uma decisão individual, Fachin precisará fundamentar rigorosamente a medida para não acirrar os ânimos no tribunal. Eles ressaltam que o eventual arquivamento por razões formais não entra no mérito das suspeitas.
“Um arquivamento fundado em incompetência, ausência de justa causa ou imprestabilidade jurídica dos elementos apresentados poderia estancar a escalada de imputações recíprocas e reafirmar que divergências jurisdicionais não devem virar processos de responsabilização pessoal”, afirma William Pimentel.
“De outro lado, uma decisão monocrática de encerramento, após o Plenário ter iniciado a análise de questão de ordem na Petição 16.704, poderia suscitar nova controvérsia sobre colegialidade e competência da Presidência. A tensão institucional apenas mudaria de foco: deixaria as acusações originais e passaria a envolver a própria legitimidade do ato que as encerrou”, ressalva Pimentel.
“Se Fachin arquivar a representação de forma monocrática, sem uma fundamentação cristalina, corre o risco de encerrar o processo sem estancar a crise. A discussão muda de âmbito: em vez das acusações, questionar-se-á se o presidente poderia ter decidido sozinho. Por isso há diferença entre a solução mais célere e a institucionalmente mais segura”, conclui Guilherme Mota.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/falhas-de-moraes-permitem-a-fachin-arquivar-acusacoes-contra-mendonca-no-stf/
Na ONU, Lula faz campanha e exibe sua geopolítica de botequim

Como ocorre em todo ano, em uma tradição que remonta às origens da Organização das Nações Unidas, o presidente brasileiro foi o primeiro líder a discursar no chamado “Debate Geral” da 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Representantes de praticamente todas as nações do mundo, incluindo muitos chefes de Estado e de governo, tiveram de ouvir Lula como se estivessem em um comício do petista, que tratou de temas exclusivamente internos que não diziam respeito a mais ninguém naquele auditório, como o Pix e a escala 6×1. Mas, antes disso, a plateia ilustre foi exposta à visão muito peculiar das relações internacionais defendida por Lula e seu chanceler de facto, Celso Amorim. Uma visão que, em vez de defender princípios, apenas defende os companheiros ideológicos.
Lula começou fazendo uma condenação genérica da guerra, mas não demorou para que suas escolhas de palavras mostrassem que há guerras e guerras. Como bem recordou o colunista da Gazeta do Povo Francisco Razzo, o contraste nas referências lulistas à guerra entre Israel e o Hamas é marcante: enquanto o petista condena como “genocídio” a campanha israelense contra os terroristas islâmicos na Faixa de Gaza, os verdadeiros genocidas, aqueles que defendem a extinção do Estado de Israel, não são tratados dessa forma, ganhando inclusive o benefício de nem sequer aparecerem como sujeitos dos atos que praticam: “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, disse Lula – e só podemos imaginar o quando deve ter lhe custado colocar “Hamas”, “radicalismo”, “intolerância” e “atos terroristas” na mesma frase.
Lula mais uma vez rebaixou a tribuna da ONU ao transformá-la em palanque eleitoral para suas mentiras e meias-verdades
Lula, sempre rápido em apontar agressores quando eles são seus adversários ideológicos, como Israel e os Estados Unidos (que não foram nomeados explicitamente, mas nem era necessário, diante das referências a Cuba e à Venezuela), e quando as vítimas são seus camaradas, muda completamente o tom diante do maior conflito armado desta década. “A guerra entre Rússia e Ucrânia se arrasta há cinco anos”, limita-se a dizer Lula, igualando moralmente o país invasor e o país invadido, para não ter de criticar o companheiro e ditador Vladimir Putin. Como se apenas isso não fosse suficientemente cínico, o petista voltou a exaltar o plano sino-brasileiro como demonstração de que há “forças na comunidade internacional dispostas a trabalhar pelo diálogo”, omitindo malandramente que o tal plano não passa de uma capitulação ucraniana às demandas russas, entregando a vitória ao agressor injusto.
O padrão se repete quando Lula fala da América Latina. Mesmo emburrado com Daniel Ortega, o petista diz apenas que “a Nicarágua não vai resolver os seus problemas impedindo a oposição de disputar eleições”, esquecendo-se de que, a julgar pela promessa de Ortega, nem haverá mais eleições no país – e o nome disso, o nome que Lula omite, é “ditadura”. Quanto a outro país governado por um regime amigo, o brasileiro diz apenas que “o povo venezuelano merece definir o próprio destino”. Curiosamente, o povo venezuelano já fez isso: foi em julho de 2024, quando elegeu Edmundo González Urrutia, como ficou devidamente comprovado inclusive por observadores internacionais. Lula, no entanto, se recusou a endossar o vencedor legítimo e mandou sua embaixadora à “posse” do ditador Nicolás Maduro, fraudador da apuração.
Por fim, Lula ainda tentou colocar a eleição de outubro como componente do cenário geopolítico, acusando tentativas de interferência norte-americana no pleito e apresentando-se como o único defensor da “democracia”, enquanto seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, é retratado como mero lacaio de Donald Trump. “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais” na América Latina, diz o presidente que mandou seus marqueteiros ajudarem o candidato peronista derrotado por Javier Milei em 2023 na Argentina, e que tinha o hábito de gravar vídeos de apoio a candidatos de esquerda no continente todo. Infelizmente, talvez a hipocrisia tenha sido percebida apenas pelos representantes dos países onde Lula ajudou seus camaradas.
O presidente brasileiro mais uma vez rebaixou a tribuna da ONU ao transformá-la em palanque eleitoral para suas mentiras e meias-verdades. Mentiu quando se proclamou o único representante da democracia no Brasil, como se qualquer outro resultado em outubro também não fosse a manifestação da vontade do eleitor; mentiu em suas avaliações sobre política internacional que omitem a responsabilidade de seus aliados pelos conflitos e ditaduras, mentiu sobre combate à corrupção, escondeu a catástrofe fiscal e o domínio das facções sobre áreas inteiras do país. Como sempre quando se trata de Lula e seu histórico, acredita nele quem quiser, por conta e risco.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/discurso-lula-onu-comicio-geopolitica/
TRE-PR mantém candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) concluiu nesta quarta-feira (23) o julgamento sobre o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná e decidiu mantê-lo. Por unanimidade, a Corte acompanhou o voto da relatora, Vanessa Jamus Marchi.
A relatora acolheu parcialmente os embargos apresentados pela defesa apenas para esclarecer pontos da decisão anterior. Com isso, o TRE-PR confirmou novamente que Deltan Dallagnol está elegível.
A coligação do PT também pediu que Deltan Dallagnol fosse multado sob a acusação de usar embargos para atrasar o processo. O Tribunal rejeitou o pedido. A relatora explicou que, como os embargos foram parcialmente acolhidos, não seria possível considerá-los claramente como uma tentativa de atrasar o processo. Ela também afirmou que recorrer às instâncias superiores para discutir questões jurídicas é um direito do candidato.
Os partidos que contestam a candidatura sustentam que Deltan permanece inelegível em razão da decisão do TSE que cassou seu mandato de deputado federal em 2023. Naquele julgamento, o Tribunal entendeu que Deltan antecipou sua saída do Ministério Público Federal para evitar uma possível inelegibilidade ligada a procedimentos disciplinares que estavam em andamento contra ele.
Juíza do TRE-PR repreende PT por “roteiro procedimental” no processo
Antes do julgamento desta quarta-feira, Marchi criticou uma petição apresentada pelos advogados da coligação do PT. Segundo Vanessa Jamus Marchi, o documento trazia “um verdadeiro roteiro procedimental”, com orientações sobre contagem de prazos, publicação de decisões e envio do processo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A magistrada afirmou, “com o devido respeito e firmeza necessária”, que ela e o Tribunal “não necessitam de lições pedagógicas ou de roteiros direcionais apresentados pelas partes para o conhecimento de prazos processuais, regimento interno ou para o correto e tempestivo cumprimento de suas próprias decisões”.
A relatora também defendeu a forma como o TRE-PR conduziu o processo. “A condução deste processo, a par da imensa repercussão que ostenta, pautou-se rigorosamente, desde o primeiro ato, pela estrita observância da legislação eleitoral, pela celeridade procedimental e pela neutralidade da prestação jurisdicional”, afirmou.
Sobre as providências cobradas pelos advogados da coligação do PT, Vanessa disse que elas seriam tomadas “em momento próprio, obviamente, por impulso oficial”, conforme a legislação e o regimento do Tribunal. Depois, reforçou que isso ocorreria “dispensando-se qualquer tutoramento procedimental por parte dos litigantes”.
Dallagnol continua impedido de fazer campanha até decisão no TSE
Mesmo com o registro mantido pelo TRE-PR, Deltan Dallagnol continua impedido de fazer campanha enquanto o TSE não der a decisão final sobre o caso. A suspensão dos atos de campanha foi determinada nesta segunda-feira (21) por 5 votos a 2. Deltan Dallagnol continua proibido de pedir votos, participar de debates, usar recursos dos fundos partidário e eleitoral e veicular propaganda no rádio e na televisão.
Ao divergir da maioria, o presidente do TSE, Nunes Marques, defendeu que o recurso sobre o registro fosse incluído em pauta “com a máxima brevidade”. O ministro argumentou que, se a Corte concluir posteriormente que Deltan Dallagnol pode concorrer, não será possível recuperar o tempo de propaganda e os debates dos quais ele ficou impedido de participar.
Em nota, a defesa de Deltan Dallagnol afirmou que continua trabalhando para reverter a suspensão no TSE e assegurar aos eleitores o direito de escolher seus representantes nas urnas.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/parana-2026/tre-pr-mantem-candidatura-de-deltan-dallagnol-ao-senado/
PT recorre a ação ligada ao setor de mineração para pedir que Dino investigue Flávio

O PT recorreu a uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF) originalmente relacionada à atuação de municípios em tribunais internacionais e ao setor de mineração para pedir que o ministro Flávio Dino investigue o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições.
Em junho de 2024, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) protocolou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1178 com o objetivo de proibir que municípios brasileiros litiguem perante tribunais estrangeiros.
A ação questiona atos e interpretações administrativas que autorizaram a contratação de escritórios internacionais para buscar reparações financeiras fora do Brasil por eventos ocorridos em território nacional e regidos pela legislação pátria.
Em março de 2025, o relator consignou que os municípios brasileiros integram a Federação e estão estritamente vinculados às decisões do STF. Ficou estabelecido que quaisquer obrigações ou consequências decorrentes de sentenças e contratos no exterior estão subordinadas às autoridades de soberania do Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes foi incluído na Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos em 30 de julho de 2025. Em 18 de agosto de 2025, Dino declarou a total ineficácia em território nacional de uma medida cautelar concedida pela Justiça britânica que ordenava ao Ibram desistir de pedidos liminares no STF.
O ministro considerou que a ordem da corte estrangeira afrontava a Constituição e a legislação brasileira. Na mesma decisão, o relator determinou que leis, ordens executivas, decisões judiciais e sanções unilaterais impostas por outros países, como a Magnitsky, não produzem efeitos no Brasil sobre cidadãos, empresas locais, bens ou contratos.
Dino notificou o Banco Central, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e outras entidades do Sistema Financeiro Nacional para vedar que instituições bancárias executem bloqueios de ativos, cancelamentos de contratos ou remessas financeiras decorrentes de determinações estrangeiras unilaterais sem autorização prévia e expressa do STF.
O ministro fixou a decisão com efeito vinculante e erga omnes contra qualquer ato estrangeiro que tente se sobrepor à autoridade soberana do Brasil. O efeito vinculante significa que a decisão deve ser seguida pelos demais juízes, tribunais e a administração pública.
Já o termo erga omnes (expressão em latim que significa “contra todos”) indica que os efeitos da decisão atingem toda a sociedade, valendo para todos, e não apenas para quem participou do processo.
Um dia depois, Dino reforçou que sentenças emanadas de tribunais de outros países só podem ser executadas no Brasil mediante o processo formal de homologação por meio do próprio STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou pelos canais de cooperação jurídica internacional.
PT quer estender decisão de Dino para as eleições
No pedido contra Flávio, o PT sustenta que o mesmo entendimento deve ser aplicado ao processo eleitoral e pede que a decisão de 2025 seja estendida a todas as etapas da eleição, incluindo registro de candidaturas, propaganda, votação, apuração e diplomação.
O partido também relaciona a suposta interferência a outras medidas adotadas pelo governo americano, como o tarifaço imposto ao Brasil e a aplicação da Magnitsky contra Moraes.
Entre os fatos apresentados pelo PT contra o candidato do PL estão anúncios remunerados publicados no X por perfis localizados fora do Brasil e identificados com o selo de “parceria paga”. A legenda cita publicações de contas como UHN Plus, George Behizy e Iran Observer, além do ex-deputado americano Matt Gaetz.
Segundo o partido, as publicações utilizaram cotações da plataforma de apostas Polymarket para apresentar Flávio como favorito na disputa presidencial. O PT afirma que o conteúdo pode caracterizar propaganda eleitoral de procedência estrangeira e pede que sejam identificados os responsáveis pelos anúncios, os valores pagos e o alcance das publicações no Brasil.
A legenda também quer que provedores de internet, plataformas digitais e instituições financeiras sejam impedidos de cumprir, no Brasil, eventuais ordens estrangeiras de remoção de conteúdo, rotulagem, desmonetização ou aplicação de sanções contra autoridades eleitorais, partidos e candidatos.
A petição também menciona alegações sobre um suposto interesse estrangeiro na exploração de terras raras brasileiras. O PT, porém, reconhece que não há, até o momento, contrato, promessa documentada ou ato de autoridade identificado que comprove uma eventual contrapartida. Por isso, a legenda pede que sejam apurados a origem e os eventuais responsáveis por uma proposta dessa natureza.
As acusações do PT foram apresentadas no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos negou que esteja tentando interferir nas eleições brasileiras e afirmou não ter preferência pelo resultado da disputa. Washington declarou que pretende trabalhar com qualquer governo escolhido pelos eleitores brasileiros.
A Gazeta do Povo procurou Flávio Bolsonaro por meio de sua assessoria para comentar as acusações e os pedidos apresentados pelo PT. O espaço permanece aberto para manifestação.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pt-recorre-a-acao-ligada-ao-setor-de-mineracao-para-pedir-que-dino-investigue-flavio/
Presidente do México provoca Trump sobre discurso na ONU e eleição no Brasil: “Não pode haver interferência”

A presidente do México, a esquerdista Claudia Sheinbaum, direcionou alfinetadas ao seu homólogo americano, Donald Trump, e defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua coletiva de imprensa desta quarta-feira (23).
A mandatária mexicana foi questionada sobre o discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na terça-feira (22), quando o republicano afirmou que “o México é o epicentro da violência dos cartéis”.
“Infelizmente, é inaceitável que os Estados Unidos compartilhem uma fronteira de 2 mil milhas [3,2 mil km] com um território controlado por cartéis inimigos. Portanto, o México deve retomar o controle de seu território das mãos dos inimigos da humanidade”, disse o presidente americano.
Na sua resposta à pergunta sobre o assunto, Sheinbaum foi irônica. “Eu poderia dizer: ‘É muito difícil viver ao lado de um país que tem um nível tão alto de consumo de drogas ilícitas’; ou poderia dizer: ‘É muito difícil viver ao lado de um país que tem tanta produção de armas’. Mas não vou dizer isso, não vou dizer porque temos uma boa relação com o presidente Trump e com o governo dos Estados Unidos”, alfinetou, antes de alegar que México e EUA estão “trabalhando de forma coordenada e avançando” no combate aos cartéis.
Em outro momento da entrevista coletiva, Sheinbaum foi perguntada sobre um relatório que a gestão Trump enviou ao Congresso americano na semana passada, alegando que o governo Lula falhou no combate às organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), e sobre um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que indicou risco de “interferência externa” dos Estados Unidos na eleição presidencial de outubro.
“Primeiro: parece-me que o presidente Lula tem sido um presidente muito bom”, respondeu a presidente do México, que é aliada do mandatário brasileiro.
“E, segundo: não deve haver interferência estrangeira em nenhuma eleição de nenhum país. Esse é um princípio constitucional do México, chamado ‘autodeterminação dos povos e solução pacífica de conflitos’. É para isso que existem as Nações Unidas [resolver conflitos]. Mas não deve haver interferência estrangeira”, disse Sheinbaum.
“Então, que os brasileiros e as brasileiras decidam livremente no Brasil. E que a decisão do povo seja respeitada”, concluiu.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/presidente-mexico-provoca-trump-sobre-discurso-onu-eleicao-brasil/

Brasília toda parece estar no celular de Vorcaro ou metida com os ladrões do INSS

Câmara e Senado terão muito trabalho no ano que vem com comissões parlamentares de inquérito, porque a Polícia Federal não vai dar conta de tudo o que ainda deve aparecer. Mas para isso você terá de votar direito, escolhendo dois senadores fortes e um deputado que queira apurar todas as imoralidades nos três poderes.
Um ministro do Supremo que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, está citado em um caso que envolve o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. A mulher de Ramos, advogada, pegou causas de R$ 8,5 bilhões que interessavam ao Master, rendendo R$ 427 milhões em honorários para a mulher e o filho desse desembargador. Na Segunda Turma do STF, um dos julgamentos terminou em 3 a 2: foram vencidos Gilmar Mendes e André Mendonça; votaram a favor Nunes Marques, Dias Toffoli e Edson Fachin.
Tudo isso enseja investigação policial ou política. Toffoli suspendeu multa de empresas na Lava Jato depois de um aporte no Tayayá, um caso que Fachin arquivou administrativamente, mas está no ar juridicamente, esperando que alguém faça alguma coisa. E não vamos nos esquecer das ligações da família Moraes com Daniel Vorcaro e com outros.
Agora apareceu um advogado de Vorcaro, Walfrido Warde. Não é um qualquer: foi advogado da J&F, do Bradesco, de um dos delatores da Lava Jato. Não foi pouco, tem um currículo grande. E aí aparece: Lula ficou se gabando, desafiando: “Mostrem os celulares!” Pois está tudo mostrado lá, as ligações de Warde com Vorcaro para ajudar Alexandre de Moraes a se livrar da Lei Magnitsky. Ele dizia que não queria nada, que era só para ajudar. Também está nos celulares: Vorcaro mandou uísque para Lula, Warde disse que Lula agradeceu o presente, vemos as ligações com ministros, toda essa distribuição de dinheiro.
E estão surgindo mais coisas da Roberta Luchsinger. Ela fez depósitos para o secretário-executivo adjunto e o chefe de cerimonial do Ministério do Desenvolvimento Social, comandado por Wellington Dias. O Estadão tem até foto dela entregando ao ministro um livro autografado de Paulo Coelho. Ela orienta o operador a dividir o valor para o banco não desconfiar. Um dos beneficiados, o chefe de cerimonial, se chama José Martinho. Ele é primo de terceiro grau do ministro; quando Dias era senador, Martinho trabalhava em seu gabinete e chegou a ser preso pela Polícia Rodoviária Federal em 2014, na Bahia, levando R$ 180 mil em dinheiro vivo de Brasília para o Piauí. Depois, quando Dias virou governador, Martinho foi comissionado na Secretaria de Governo do Piauí. Agora é chefe de cerimonial.
Como tem coisa para investigar! E é preciso, depois do que Fachin fez com a Lava Jato. Ela era nossa grande esperança de recuperar a vergonha na cara, de ter um país em que o corrupto não ficasse impune. Mas o corrupto ficou impune, e até suspenderam as multas das grandes empresas. As condenações proferidas por Sergio Moro tinham sido confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e pelo no Superior Tribunal de Justiça. Mas Fachin inventou aquela história de que não valia nada. Um horror, uma decepção! Isso foi um sinal verde: “Opa, agora pode tudo”. É o que está acontecendo. Ainda bem que pelo menos ficamos sabendo, porque está tudo no celular de Vorcaro – isso sem falar nos tais bacanais; ainda não apareceu nada, não sei se é para não ofender famílias, mas dizem que há fotos e diálogos incríveis.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/celulares-vorcaro-kassio-nunes-marques-inss-roberta-luchsinger-wellington-dias/
“Ligações perigosas” de Lula agora incluem ex-advogado de Vorcaro

As conexões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com personagens que aparecem nas investigações dos casos do INSS e do Banco Master se multiplicaram na reta final do primeiro turno da eleição.
Lula está, desde o início da campanha, sob o impacto de investigações que envolvem seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Também estão envolvidos a empresária Roberta Luchsinger e aliados como o ex-chefe da Casa Civil Rui Costa (PT-BA), os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Otto Alencar (PSD-BA), além de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
Agora, um novo episódio aproxima o presidente diretamente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens e um áudio de Walfrido Warde, ex-advogado de Vorcaro, obtidos pela Polícia Federal (PF) e divulgados nesta quarta-feira (23), relatam articulações para aproximar o ex-banqueiro de Lula, mencionando uma suposta oferta de garrafa de uísque ao presidente.
Warde afirma, em gravação, ter recebido uma mensagem de Marcola, então chefe de gabinete de Lula, cobrando um e-mail de Vorcaro com os assuntos que gostaria de tratar com o presidente.
Em outra mensagem, de janeiro de 2025, Warde relata a Vorcaro que havia estado com Lula e que o presidente teria perguntado se ele estava bem, teria agradecido “mais uma vez” pelo uísque e mandado um abraço. O Planalto nega que Lula tenha recebido o presente ou tenha conhecimento da articulação relatada por Warde e afirma que o presidente só se encontrou uma vez com Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024.
Nesta quarta-feira (23), o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao ministro André Mendonça uma notícia-crime contra Lula, pedindo a abertura de investigação para apurar se o presidente atuou em favor dos interesses de Vorcaro. O pedido tem como base as mensagens de Warde.
Os advogados de Flávio pedem que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apuração de suspeitas de corrupção passiva e advocacia administrativa.
Por sua vez, Flávio também é alvo de apuração ligada a Vorcaro. Ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e “outros delitos correlatos” em relação ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades.
Analistas atestam “mau momento” de Lula
O episódio acrescentou um novo elemento ao conjunto de revelações que, nas últimas semanas, tem aumentado a pressão sobre a campanha e o entorno presidencial.
Luiz Felipe Pondé, filósofo e professor, acredita que Lula tem tentado “com experiência e jogo de cintura, desviar das ameaças que chegam mais perto dele”. Avalia, porém, que a sucessão de denúncias coloca o presidente em um momento mais delicado da campanha:
“O Lula está talvez no momento mais baixo da energia dele para ganhar a eleição”, diz. “Eu acho que isso [as denúncias e o entorno voltando] pode piorar a situação dele.”
Para o cientista político Adriano Cerqueira, professor do Ibmec e da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o episódio difere das outras revelações.
“Pela primeira vez você já tem uma evidência aproximando Vorcaro de Lula com até mesmo um presente na forma de um uísque, item que está ficando muito simbólico nessa relação promíscua”, diz. “Isso não pega bem para a imagem do Lula, é uma citação direta ao presidente.”
Lulinha e Roberta voltam ao foco
Paralelamente, desdobramentos das investigações sobre o INSS voltaram a colocar Lulinha e Roberta Luchsinger no centro do noticiário, depois de perderem espaço em meio à crise do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (21), mensagens apreendidas pela PF revelaram que Roberta dizia viajar em voos da Força Aérea Brasileira (FAB) com Lulinha e relatava acesso ao Palácio do Planalto.
Em uma mensagem de novembro de 2023, ela afirmou que viajaria pela FAB “com o filho do presidente”, e, em outras mensagens, se referiu a Lulinha como “sócio”. Lula já havia negado conhecer a empresária e, em agosto, fotos dos dois juntos foram divulgadas nas redes sociais.
Novas informações atribuídas à investigação da PF ampliaram o caso nesta quarta-feira (23). Mensagens de junho de 2023 mostram Roberta orientando seu motorista a fazer pagamentos que somavam R$ 60 mil a contas de Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, e de José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial da pasta, além de uma parente deste último.
Segundo a investigação, o ministério fechou, seis meses depois da troca de mensagens, um contrato com um empresário de tecnologia representado por Roberta. A PF também encontrou mensagens sobre outros pagamentos feitos com dinheiro vivo que a empresária mantinha em malas.
As revelações se somam às apurações que já haviam levado a PF a apontar uma “comunhão de interesses econômicos” entre Lulinha e Roberta e a investigar uma possível atuação conjunta dos dois em negócios envolvendo canabidiol e contratos com o governo federal. Em agosto, a PF havia identificado ainda R$ 217 mil em despesas pagas por Roberta para Marcola. Ele afirmou que se tratava de um empréstimo pessoal já quitado.
A investigação também apura a relação entre Lulinha, Roberta e o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e menciona suspeita de uma “sociedade oculta” em negócios. Lulinha nega relação com irregularidades ou desvios de dinheiro público.
Conexões políticas do Banco Master
Enquanto isso, as investigações do Master avançaram sobre aliados históricos de Lula, como o senador Jaques Wagner (PT-BA), e parlamentares próximos ao governo, como o senador Otto Alencar (PSD-BA).
A PF identificou 74 ligações entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, entre novembro de 2023 e maio de 2025, que somaram cerca de cinco horas e meia de conversas. Os relatórios da investigação também apontam outros contatos e tratativas políticas envolvendo o senador.
Conforme a Gazeta do Povo revelou, a aproximação de Augusto Lima com o grupo político baiano foi precursora de operações do Master. O caso remonta à privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), em 2018, durante a gestão de Rui Costa.
Lima arrematou a estatal e, a partir da operação, estruturou o Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores públicos. Em 2019, levou o Credcesta ao então Banco Voiter, em uma parceria que aproximou o empresário de Daniel Vorcaro; em 2020, Lima tornou-se sócio do Master.
No caso do senador Otto Alencar, mensagens de Vorcaro o descrevem como “conselheiro” e “comandante”, enquanto o advogado Ciro Soares intermediava contatos entre os dois.
Mais recentemente, mensagens também indicaram que Vorcaro pretendia mobilizar aliados para apoiar a permanência de Otto Lobo na presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), numa articulação que envolvia contatos com Otto Alencar e Jaques Wagner. Otto Alencar e Wagner negam ter interferido em favor de Lobo, enquanto o próprio presidente da CVM nega ter pedido ajuda a Vorcaro.
Lula se defende. E o eleitor?
Além de negar envolvimento direto nos fatos investigados, Lula tem adotado um discurso de defesa das investigações, inclusive quando atingem seu filho e aliados.
Foi o mesmo discurso utilizado, a princípio, por Lula ao se referir a Alexandre de Moraes, após o vazamento de mensagens comprometedoras de Vorcaro ao magistrado que agravaram a crise da Corte e afetaram a campanha petista.
Logo depois, porém, passou a criticar diretamente a atuação de André Mendonça, relator do caso no STF, quando o ministro determinou a divulgação de mensagens e outros documentos relacionados a Vorcaro. Lula acusou Mendonça de fazer política divulgando informações seletivas que beneficiavam o candidato da oposição Flávio Bolsonaro.
Os argumentos de Lula, no entanto, segundo analistas ouvidos pela reportagem, tendem a reforçar as convicções do eleitorado polarizado: convencem o público fiel ao presidente e são desacreditados pela base do candidato de oposição, Flávio Bolsonaro.
O ponto central para a avaliação política dos episódios é como eles repercutem entre o eleitor de centro e independente, distribuído entre outros candidatos e os indecisos.
Cerqueira avalia que a estratégia é limitada entre esses eleitores. “Ele não ganha voto com isso”, diz. “O esforço dele [Lula] aqui é não perder voto.”
Para o cientista político, as novas denúncias podem favorecer uma antecipação do segundo turno. A perda de espaço das candidaturas de terceira via abre caminho para que parte desses eleitores antecipe uma escolha entre os dois nomes mais competitivos.
“Isso aí tem um efeito de reforçar aqueles que já decidiram votar no Flávio de ficarem nessa decisão e dar também um impulso final àqueles que ainda estão meio indecisos. Pode ter um efeito de acelerar o chamado voto útil pro Flávio.”
Pondé, por sua vez, acredita que o peso eleitoral das denúncias dependerá, sobretudo, do que estiver em evidência no dia da votação.
“O eleitor, em dúvida, que desempata, fica meio sem escolha porque o universo está saturado de corrupção”, afirma. “Mas o que estiver bombando, estiver aparecendo para ele, o último escândalo que sacarem da manga e estiver endereçado a um deles pode acabar determinando o voto na eleição.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/ligacoes-perigosas-de-lula-agora-incluem-ex-advogado-de-vorcaro/
Luxuosa suíte no hotel escolhido por Lula em Nova York tem diária de marajá: R$30 mil. Veja fotos.

Os poucos que podem desfrutar da experiência de Lula e se hospedar no Hyatt Grand Central New York, um dos dois hotéis que o pagador de impostos bancou para o petista passar 48 horas nos Estados Unidos, precisam preparar o bolso. Esta coluna cotou uma diária no opulento hotel: a suíte presidencial sai pela bagatela de R$30 mil por dia e conta com vários luxos distribuídos pelos 130 m² da instalação, como uma bela e grande TV (50”), com canais pay-per-view, e, destaca o hotel, um cofre.

Granfino
A sala de jantar acomoda seis pessoas confortavelmente. O banheiro com hidromassagem, claro, é todo feito de refinado mármore branco.
Olho no GPS
Bem localizado, o hotel tem na vizinhança atrações como Museu de Arte Moderna (1,4 km), Empire State (1,2 km) e o Central Park (4,1km).
Almoço salgado
O restaurante do hotel oferece opções como Atlantic Salmon e Tomatillo Salsa. Os pratos – individuais – custam mais de R$175 cada.
Por nossa conta
A comitiva de Lula precisou de dois hotéis para aboletar os aspones. O outro foi hotel Park Lane. A hospedagem passa dos R$3,2 milhões.
Irmão de Dino vai presidir sessão do conselho do MPF que analisa ação contra Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) deve rejeitar, na sexta-feira (25), o pedido para declarar a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nas investigações relacionadas ao Banco Master. A sessão está marcada para as 10h e vai analisar se as menções ao nome de Gonet em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro são suficientes para afastá-lo da condução dos casos. Quem vai conduzir os trabalhos é Nicolau Dino, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino.
A tendência, segundo integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), é que o colegiado acolha os argumentos apresentados pela defesa de Gonet e mantenha o procurador-geral à frente das apurações. Um dos principais pontos analisados é a participação do PGR em um evento patrocinado por Vorcaro, realizado antes de o empresário se tornar alvo das investigações.
A defesa sustenta que a presença de Gonet no evento e os registros fotográficos do encontro não são suficientes para caracterizar suspeição ou comprometer a imparcialidade do procurador-geral. O colegiado deverá avaliar se o conjunto de elementos apresentados justifica o afastamento de Gonet dos procedimentos relacionados ao Banco Master.
O Conselho Superior do MPF também vai analisar se existem elementos suficientes para autorizar a abertura de uma investigação sobre a atuação de Gonet no caso. A reunião ocorre em meio aos questionamentos sobre encontros e relações mantidos por autoridades com pessoas que posteriormente se tornam investigadas.
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