
A situação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, será analisada nesta sexta-feira (25) pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), em um procedimento aberto após as mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão do Conselho debaterá a permanência de Gonet à frente das investigações relacionadas ao banco e apontará quais serão os desdobramentos caso sejam identificados elementos que justifiquem uma apuração sobre a conduta do procurador-geral.
A representação que deu origem ao procedimento foi apresentada por deputados do Partido Novo em 2 de setembro, depois da divulgação de informações do relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro. Os parlamentares pediram que Gonet fosse afastado dos procedimentos relacionados ao Banco Master e que um subprocurador-geral da República fosse designado para atuar nos casos. Segundo a representação, a existência de referências ao próprio PGR nas investigações poderia comprometer sua imparcialidade.
O pedido, porém, não equivale a uma acusação criminal contra Gonet. O procedimento em análise pelo Conselho Superior também não é, neste momento, um processo administrativo disciplinar destinado a aplicar uma punição ao procurador-geral. A questão central é verificar se existem elementos que comprometam sua atuação nos casos relacionados ao Banco Master e, conforme o entendimento do colegiado, se há motivos para uma investigação.
A sessão desta sexta-feira não definirá, por si só, a permanência de Gonet no cargo. Segundo o advogado, cientista político e doutor em Direito Político e Econômico Arthur Bezerra de Souza Junior, entre os possíveis desdobramentos estão o arquivamento, a realização de diligências complementares, a instauração de sindicância ou processo administrativo e, se houver indícios de crime comum, a designação de um subprocurador-geral para examinar os fatos.
A possibilidade de Gonet deixar de atuar especificamente nos procedimentos relacionados ao Banco Master, porém, não se confunde com a destituição do cargo de PGR, pondera Souza Junior.
O que o Conselho pode decidir
O relator do procedimento é o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino. O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação do MPF e tem, entre suas atribuições, competências relacionadas a processos administrativos e à autorização de ações para perda de cargo de membros vitalícios da instituição.
No caso específico de Gonet, contudo, o primeiro resultado possível é mais restrito: o Conselho pode entender que as informações não são suficientes para afastá-lo dos casos do Banco Master. Nesse cenário, o procedimento pode ser arquivado, e Gonet permanece à frente da PGR e dos processos em que não houver impedimento.
Outra possibilidade é o colegiado entender que há elementos suficientes para afastar Gonet dos procedimentos relacionados ao Banco Master. A medida, porém, teria efeito apenas sobre sua atuação no caso e não implicaria perda do cargo de procurador-geral da República.
Há ainda um terceiro caminho: se os conselheiros identificarem elementos que indiquem possível crime comum atribuído ao PGR, poderá haver encaminhamento para uma investigação. Portanto, mesmo uma decisão desfavorável a Gonet na sexta-feira não significaria automaticamente sua saída da Procuradoria-Geral da República.
Caso o Conselho identifique indícios de crime comum, isso também não significará uma condenação ou mesmo uma denúncia imediata contra Gonet. Segundo Souza Junior, a Lei Complementar 75/1993 prevê que o Conselho Superior designe um subprocurador-geral da República para analisar o inquérito, as peças de informação ou a representação e, se for o caso, promover a ação penal.
O especialista explica ainda que o subprocurador designado poderá avaliar os elementos disponíveis, requisitar diligências e, caso entenda não haver justa causa, requerer o arquivamento. Se considerar presentes elementos suficientes de autoria e materialidade, poderá apresentar denúncia ao STF.
Além do futuro de Gonet, a decisão pode desencadear consequências nos processos dos envolvidos no caso Master. Analistas avaliam que uma eventual investigação de Gonet pode gerar pedidos de anulação de provas que estejam relacionadas com atos do PGR.
“Uma vez reconhecida formalmente a falta de imparcialidade do chefe do Ministério Público no caso, as defesas ganhariam fundamento concreto para questionar manifestações, requerimentos ou decisões processuais que tenham resultado diretamente de sua atuação”, explica o advogado constitucionalista Luiz Gustavo Cunha.
O que aparece contra Gonet nas mensagens apreendidas pela PF
O material apreendido pela PF revelou diálogos em que Daniel Vorcaro conversa com interlocutores, referindo-se a “Paulo e Andrei” e também a “Gonet”. A PF interpretou as referências como sendo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Um dos interlocutores de Vorcaro é o advogado Ciro Soares. Em uma das interações, em março de 2025, o advogado envia uma foto com Gonet e pede para que Vorcaro ligue, porque “ele quer falar com você”. Depois disso, a PF registra quatro chamadas de voz.
Gonet também aparece no material relacionado a um evento realizado em Londres, em abril de 2024. Por meio de terceiros, Gonet teria respondido ao convite com “Oba! Tomara que tenha charuto e Macalan” e solicitado que seu filho também estivesse na viagem.
O procurador-geral reconheceu ter encontrado Vorcaro naquela ocasião, mas afirmou que o encontro foi breve e ocorreu em um evento jurídico que tinha o Banco Master entre os patrocinadores.
“Não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024. A única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal. A atuação do Ministério Público Federal em primeiro grau e no Supremo Tribunal Federal (STF) sempre foi pelo total esclarecimento dos fatos e pelo sucesso da persecução penal”, afirmou Gonet no último dia 15, durante sessão no STF para discutir a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, em razão das relações com Vorcaro.
As referências a “Paulo” surgem ainda nas mensagens com o contato “Alexandre de Moraes”. Em uma delas, o ex-banqueiro diz que a situação econômica do Master está boa, mas que o Banco Central (BC) estaria sendo pressionado pelo MPF e pela PF a tomar alguma decisão sobre o banco. Nesse contexto, Vorcaro pede:
“É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem, que aí vai tudo pro saco. […] Vou te mandar os nomes que têm ido ao Bacen alegando que farão algo em breve”. Logo depois, são enviados nomes de procuradores, agentes da PF e delegados.
Possível relação pessoal entre Gonet e Vorcaro e interferências no caso Master devem ser analisadas
A defesa de Gonet se apoia principalmente na ausência, segundo sua manifestação durante sessão do STF em 15 de setembro, de uma relação pessoal com Vorcaro e na explicação de que o encontro entre os dois ocorreu em um evento público em Londres. O procurador-geral da República também sustenta que não há registro de contato direto dele no celular de Vorcaro.
Assim, mais do que as menções ao nome de Gonet nas mensagens, o Conselho terá de esclarecer se elas correspondem a contatos ou interferências efetivamente ocorridos. Para Souza Junior, uma referência feita por terceiros, isoladamente, não comprova que a autoridade tenha participado dos fatos narrados.
A análise, segundo ele, deve reconstruir a extensão da relação entre Gonet e Daniel Vorcaro, confrontando a versão apresentada pelo PGR com mensagens, agendas, registros de eventos e outros elementos disponíveis. Também será necessário verificar se houve alguma interferência concreta de Gonet nas investigações do Banco Master, como recebimento de pedidos, acesso a informações sigilosas, orientações ou atos capazes de beneficiar o investigado.
Outro ponto é esclarecer se Gonet, seu filho ou pessoas próximas receberam convite, custeio, vantagem ou tratamento diferenciado relacionado aos eventos mencionados nas conversas. Nesse caso, seria necessário identificar a natureza do eventual benefício, quem o ofereceu e quem o pagou.
No curto prazo, portanto, o principal efeito da sessão será definir se Gonet continuará atuando no caso Master e se o material reunido pela PF justifica algum tipo de providência institucional. A perda do cargo, por sua vez, dependeria de uma sequência jurídica e política diferente, com participação do presidente da República e do Senado Federal.
Perder o cargo é um processo diferente
A Constituição estabelece um mecanismo específico para a destituição do procurador-geral da República, que passa pela iniciativa do presidente da República e depende de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.
Isso significa que o Conselho Superior do MPF não tem, sozinho, poder para simplesmente destituir Gonet do cargo de procurador-geral.
O mandato atual de Gonet começou em 19 de dezembro de 2025, após sua recondução pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aprovação pelo Senado. Via de regra, ele deve permanecer no cargo até dezembro de 2027.
Gonet é subprocurador-geral da República e, como membro da carreira do MPF, possui vitaliciedade. Isso significa que ele não pode perder o cargo efetivo por decisão administrativa: a perda do cargo depende de sentença judicial transitada em julgado, nos termos da Constituição e da legislação do Ministério Público.
A função de procurador-geral da República, porém, é distinta do cargo efetivo de carreira. O PGR é nomeado para um mandato de dois anos. Assim, uma eventual saída de Gonet da PGR não significaria, por si só, a perda de seu cargo de subprocurador-geral da República.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/o-que-pesa-contra-gonet-quais-chances-perder-cargo-procurador-geral/
PT prepara o “tapetão” para tirar Flávio Bolsonaro da disputa

Qualquer ator político realmente comprometido com a democracia precisa saber perder: reconhecer quando o eleitorado preferiu outro candidato ou partido e trabalhar para recuperar o terreno até o próximo pleito. Não é o caso do petismo. Além dos já conhecidos esquemas de corrupção montados com o objetivo de perpetuar o PT no poder, a legenda ainda parte para o jogo sujo quando pressente a mera probabilidade de derrota – e tem sido assim há muito tempo, como sabe quem se lembra do escândalo do “dossiê dos aloprados”, em 2006. A diferença, de lá para cá, é que o partido aprendeu a usar também a própria Justiça como cúmplice.
O ex-procurador Deltan Dallagnol, candidato ao Senado cujo caso a Gazeta do Povo vem acompanhando de perto, não é o único a sofrer com essa estratégia. O petismo pensa grande, e quer levar para o tapetão a disputa mais importante do próximo mês de outubro, com o objetivo de tirar Flávio Bolsonaro da corrida presidencial. O pretexto é a alegação estapafúrdia, que Lula chegou a repetir na tribuna da ONU, de que o senador do PL seria beneficiado por uma suposta interferência estrangeira na eleição – assunto de que Lula entende muito, pois ele e o PT não pensam duas vezes antes de ajudar camaradas em eleições de vários países latino-americanos; o caso mais recente foi o de 2023, na Argentina, quando marqueteiros petistas foram enviados para turbinar a campanha de Sérgio Massa, que acabou derrotado por Javier Milei.
Para evitar um resultado adverso em 4 e 25 de outubro, o PT está preparando um “terceiro turno” – que, a depender da pressa dos ministros amigos, pode até acontecer antes dos dois primeiros
A ofensiva petista se dá em duas frentes: no Tribunal Superior Eleitoral, conta inclusive com o reforço de Renan Santos, candidato do Missão, com base em supostas publicações impulsionadas feitas por perfis da direita norte-americana com cotações da plataforma Polymarket que indicam favoritismo de Flávio em outubro – Renan ainda mencionou uma suposta negociação para a exploração de terras raras no Brasil. Além disso, como garantia, o PT também foi ao STF pedir que o candidato do PL seja investigado pelo mesmo motivo. E, para acrescentar um detalhe sórdido à tentativa de melar a eleição no Supremo, os petistas usaram um truque que tem se tornado cada vez comum.
O pedido de investigação contra Flávio foi inserido em uma ação já existente, relativa à possibilidade de municípios brasileiros litigarem perante tribunais estrangeiros. Que relação isso tem com supostas interferências estrangeiras na eleição? Zero, obviamente. Mas inventou-se um elo qualquer, invocando questões de “soberania”, para garantir que o pedido contra Flávio constasse da ADPF 1178. E por que essa ação em específico? Porque ela é relatada por Flávio Dino, o ex-ministro da Justiça de Lula e aliado político do presidente candidato à reeleição. Trata-se, portanto, de puro malabarismo jurídico destinado a colocar o pedido nas mãos de um ministro considerado amigável às súplicas do petismo, evitando o sorteio.
O PT recorre ao truque agora porque sabe que ele funciona. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o usou recentemente para recuperar o cargo pelas mãos do mesmo Flávio Dino após ter sido afastado por ordem de André Mendonça, fazendo seu pedido dentro de um inquérito relacionado ao filme Dark Horse. Gilmar Mendes foi ainda mais longe: em fevereiro, ressuscitou uma ação já arquivada, da produtora Brasil Paralelo, para blindar o colega Dias Toffoli e anular a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa familiar dos Toffoli, que negociou com Daniel Vorcaro.
E, se o truque funciona, é porque há ministros do Supremo que o fizeram funcionar, pois chegaram a tamanho grau de degradação moral e institucional que não se veem limitados por absolutamente nada. Já é suficientemente torpe que essa mistura de malandragem jurídica com abuso de autoridade sirva para atrapalhar ou impedir investigações, ou para atropelar decisões “desagradáveis” de outros ministros. Agora, ela é vista como o meio para potencialmente cassar a voz de dezenas de milhões de eleitores brasileiros. Recorrendo a esse artifício para colocar o destino da candidatura de Flávio Bolsonaro nas mãos de Flávio Dino, o PT torna-se cúmplice do abuso – embora saibamos que isso não haverá de incomodar um partido que já não tem bússola moral há décadas. Essas práticas incompatíveis com o Estado de Direito e o devido processo legal envergonhariam qualquer pessoa idônea, mas não quem acredita que se pode “fazer o diabo” para vencer uma eleição, nas imortais palavras de Dilma Rousseff.
Candidatar-se não é um direito absoluto – a lei brasileira tem uma lista de circunstâncias que tornam alguém inelegível; circunstâncias concretas, como a condenação por órgão colegiado por determinados crimes, como aconteceu com Lula em 2018. Abusos de poder político e econômico também existem, ninguém haverá de negá-lo. Mas o que estamos vendo agora é diferente. Para evitar um resultado adverso em 4 e 25 de outubro, o PT está preparando um “terceiro turno” – que, a depender da pressa dos ministros amigos, pode até acontecer antes dos dois primeiros –, pois confia mais em um pequeno grupo togado que no voto de dezenas de milhões de brasileiros, e não hesitará em fazer a vontade desse grupo prevalecer sobre o desejo do eleitor. E ainda há quem acredite que Lula é realmente um “democrata”…
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/pt-tapetao-acoes-tse-stf-flavio-bolsonaro/

Empresário amigo de Vorcaro mostra que aprendeu com os “anões do Orçamento”

Vocês ainda se lembram dos “anões do Orçamento”? Tinham esse nome porque eram todos baixinhos. O deputado João Alves era o líder desse grupo, que metia a mão nos milhões do orçamento, do dinheiro dos seus impostos. Para justificar a fortuna que ele tinha amealhado, dizia que havia ganho na loteria umas 200 vezes. O também deputado Miro Teixeira denunciou que, segundo a Caixa, Alves tinha ganho 24 mil vezes em cinco anos. Ele acabou renunciando ao mandato para não ser cassado e ficar inelegível. Isso aconteceu há mais de 30 anos.
Pois agora surgiu uma cópia de João Alves: um empresário ligado a Daniel Vorcaro, Antônio Carlos Freixo Júnior, diz que ganhou 570 vezes na loteria, e que isso lhe rendeu R$ 176 milhões, segundo o Ministério Público de São Paulo. Vocês notaram que, desde que o Supremo “lavou” a Lava Jato e fez Lula virar ficha limpa, todos entenderam que a corte deu luz verde para a corrupção? Nesses últimos quatro anos, a corrupção subiu em todos os lugares. Venda de almas e de favores, corrupção de funcionários do público fazendo advocacia administrativa, se omitindo, fingindo que não veem, e isso em toda parte.
PT vai inventar interferência americana para tentar melar a eleição
Muita gente está preocupada e lançando suposições, porque Lula sentiu que a brisa da mudança está virando vento. As pesquisas mostram que a campanha dele vai mal. Um amigo argentino que acompanha a disputa aqui me disse que Lula está desatualizado, fora de moda, que essa campanha parece que não ser feita para jovens, porque repete as mesmas lenga-lengas de sempre e os jovens que trabalham com redes sociais querem coisas mais rápidas. Lula não admite que possa perder para um candidato jovem, e por isso começou a espalhar que Trump está interferindo. Como assim? O que Trump pode fazer? Não pode fazer nada. Eu não vi nas redes sociais nada de diferente, que me convencesse a mudar voto.
Muita gente acredita que isso é uma preparação, em conluio com os amiguinhos do Supremo, que sabemos quem são, para atrapalhar a eleição se houver a percepção de que Lula vai perder, talvez até no primeiro turno. Deixo o aviso para nos acautelarmos contra as invenções desses últimos dias, porque agora faltam menos de duas semanas para a eleição.
Brasil se retira antes de discurso de Netanyahu na ONU e passa vergonha
Que vergonha passamos na ONU! A delegação brasileira se retirou do plenário porque o chefe de governo de Israel ocuparia a tribuna. E Netanyahu, quando viu essa retirada, ainda questionou: “Algum covarde ainda não se retirou? Por favor, se retire”. A delegação brasileira foi uma das que se retiraram, como já tinha feito no ano passado e em 2024, por ordens do governo Lula. No discurso, o presidente fala em multilateralidade, em paz com todo mundo, mas faz uma coisa dessas. Nenhuma novidade: com Lula, a fala é sempre diferente da prática.
Milei disse verdades na tribuna da ONU
O que teve muita repercussão nos jornais brasileiros foi o discurso de Javier Milei. Ele disse umas verdades: que a ONU é inútil, que não tem evitado guerras, que é um bando (e isso eu vi lá, quando estive na sede da ONU) de burocratas de nariz em pé. Cada vez que muda um secretário-geral, ele traz o seu trem da alegria, o pessoal do seu país de origem, apaniguados políticos que ficam lá o resto da vida sendo sustentados pelos países filiados da ONU, sem efetividade, eficácia ou eficiência. Estão lá para aplaudir e fazer reuniões.
Foi um discurso efetivo. Milei falou das Malvinas, falou da atração de investimentos para a Argentina, mostrou o que a Argentina tem, e aproveitou para fazer a crítica correta, porque a ONU estava cheia de boas intenções, quando de sua criação dela. Mas depois… Eu cobri guerras no Oriente Médio, e em alguns lugares – não era o caso das tropas brasileiras, mas de militares de países europeus – eu só vi os boinas azuis, ou capacetes azuis, em barzinho tomando cerveja.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/empresario-amigo-daniel-vorcaro-loteria/
Quem são os evangélicos que chamam Bolsonaro de “Anti-Messias” e pressionam Mendonça

Como se não bastasse toda a tensão que já cerca o STF, o ministro André Mendonça ainda levou um puxão de orelha de seus “irmãos de fé”. No último dia 10, o grupo conhecido como Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito publicou uma carta aberta ao magistrado cobrando serenidade e imparcialidade na condução do caso do Banco Master.
Mas a bronca não parou por aí. O documento também avisava que a religião não deveria servir de “escudo, palanque ou instrumento eleitoral” — um conselho curioso vindo de uma organização totalmente mergulhada na disputa política.
Em 2022, por exemplo, a Frente declarou apoio a Lula já no primeiro turno e afirmou em um manifesto que o Estado de Direito deveria deter as “forças destruidoras do Anti-Messias”. O texto, baseado em uma interpretação bíblica, afirmava não existir outra opção, “diante de Deus, nosso Pai, e de Cristo Jesus, nosso Senhor”, senão trabalhar pela derrota de Jair Bolsonaro.
“Anti-Messias” é uma expressão teológica que vem de uma leitura da Segunda Carta aos Tessalonicenses (um dos textos do Novo Testamento de autoria do apóstolo Paulo). No manifesto, o termo aparece ligado à pandemia, à fome, ao armamentismo, à militarização e à violência contra indígenas, negros, mulheres e outras minorias.
Na visão da Frente, Bolsonaro não era só um adversário político. O ex-presidente encarnava todos os males que deveriam ser combatidos. Arrancá-lo do poder era também uma questão de fé.
Grupo guerrilheiro
A história do grupo ajuda a entender tanto a cobrança a André Mendonça quanto a demonização de Jair Bolsonaro. Criada em 2016, em meio ao impeachment de Dilma Rousseff, a Frente surgiu como uma resposta à aproximação cada vez maior entre o meio evangélico e a direita política.
Um dos fundadores é o sociólogo Anivaldo Padilha, pai do cacique petista Alexandre Padilha, ministro da Saúde de Lula. Ex-membro da organização guerrilheira Ação Popular, Anivaldo foi preso durante o regime militar e, após oito anos de exílio, tornou-se referência no Brasil da teologia da missão integral, que associa a pregação do Evangelho à justiça social e aos direitos humanos.
Outro pioneiro da Frente é Ariovaldo Ramos, pastor, teólogo, escritor e ativista social. Também ligado à missão integral, Ramos é um dos grandes articuladores da esquerda no meio evangélico e colaborou com o programa Fome Zero durante o primeiro governo Lula.
A fiadora de Janja
Mas a porta-voz e maior articuladora é a jornalista Nilza Valéria Zacarias. Uma das coordenadoras do movimento, Nilza afirma que a bancada conservadora em Brasília não representa a verdadeira base evangélica — composta, segundo ela, principalmente por mulheres negras e pobres.
Graças a um projeto de adaptar o Evangelho às ideias progressistas, a jornalista ganhou trânsito livre no Palácio do Planalto. E hoje ela atua como uma espécie de fiadora cristã de Janja nas agendas da primeira-dama pelas periferias do país.
Reverter a resistência evangélica ao PT é o objetivo da peregrinação eleitoral de Janja. Porém, no discurso de Nilza, a estratégia é maquiada com um verniz religioso. “O povo evangélico gosta do diálogo. A gente tem um princípio de irmandade muito forte, e os irmãos conversam”, disse a jornalista para o site Metrópoles.
No entanto, por mais que a primeira-dama rode o Brasil com seus “crentes de estimação”, ainda há uma barreira gigante para convencer o eleitorado evangélico: as pautas morais. “Como defendemos o Estado laico, a tolerância religiosa e somos, por exemplo, a favor da legalização do aborto, eles não vão dar nem R$ 1 para a gente”, afirmou Nilza à revista Marie Claire.
O dinheiro, então, vem de outro lugar. A Frente recorre a editais e ao apoio de organizações filantrópicas, entre elas o Fundo Brasil de Direitos Humanos — entidade abastecida com dólares de megafundações internacionais como a Ford Foundation e a Open Society Foundations, de George Soros. São exemplos de uma rede internacional que financia, mundo afora, iniciativas ligadas a pautas progressistas e identitárias.
Não à toa, o grupo já está fazendo política fora do Brasil. Em agosto, representantes da Frente foram a Washington entregar aos gabinetes de três congressistas do Partido Democrata uma carta de “alerta” sobre possíveis interferências do governo dos EUA nas eleições brasileiras e o uso da religião para fazer campanha por Flávio Bolsonaro.
Bíblia petista
Por aqui, a militância nas igrejas é embasada na Bíblia, de onde a Frente tenta extrair alguma justificativa divina para seu programa de esquerda. O fundador Ariovaldo Ramos, que se define como “totalmente anticapitalista”, é um dos mais esforçados garimpeiros dessa mineração bíblica.
Ao interpretar a comunidade cristã de Jerusalém descrita no livro de Atos, Ramos diz que os primeiros cristãos deixaram de lado a propriedade privada e passaram a compartilhar seus bens. Ele inclusive chama essa de experiência de “a primeira sociedade comunista”.
O mesmo raciocínio aparece na abordagem a outros temas. O grupo associa o fim da escala 6×1 ao princípio bíblico do descanso. Já o racismo ganha o status de pecado. E as cotas são apresentadas como formas de reparação inspiradas em episódios do Êxodo.
Ou seja, a Frente não recorre à Bíblia apenas para defender a pauta progressista. A ideia é mostrar que o projeto do PT já está todo lá.
A manobra, no entanto, não funciona quando o assunto é a legalização do aborto. Sem conseguir extrair das Escrituras um único versículo favorável à pauta, o grupo vai por outro caminho: apela para a tese do “Estado laico” e dos “direitos reprodutivos” (a defesa de que a decisão de interromper uma gravidez deve caber à própria mulher, e não ser imposta pelo Estado com base em princípios religiosos).
“Papo de Crente”
Essa leitura política do Evangelho também abre portas. É o caso da própria Nilza, que em 2023 ganhou uma vaga no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da Presidência, o chamado “Conselhão”.
Desde então, Nilza não largou mais o casal presidencial. Ela organiza os encontros regionais de Janja com mulheres evangélicas, acompanha Lula em reuniões com lideranças cristãs internacionais e ajudou a lançar o jingle pró-reeleição “Crente pode sim em Lula votar”.
Mas o auge da parceria talvez seja a participação de Lula e Janja no Papo de Crente, principal programa do canal da Frente no YouTube.
Gravada no Palácio da Alvorada, a entrevista começou com uma oração do pastor Marco Davi de Oliveira, conhecido por seus estudos sobre racismo nas igrejas protestantes. Ele também pediu bênçãos, proteção e sabedoria para o presidente e o governo.
Ao longo da conversa, Lula falou dos programas sociais do PT e atribuiu sua volta à Presidência a um “compromisso de fé” com os pobres. No encerramento, Janja cantou um trecho de “Deus Cuida de Mim”, clássico da música gospel do pastor Kleber Lucas, uma das poucas estrelas do gênero a apoiar publicamente o petista em 2022.
Regravada naquele ano num dueto com Caetano Veloso, a canção virou uma espécie de símbolo da tentativa de aproximação do lulismo com os evangélicos — a trilha sonora de um governo que jura gostar de igreja.
“Esqueça de mim”
Ainda no Papo de Crente, o presidente garantiu que não usaria a religião para conseguir votos. “Se alguém achar que eu vou ganhar uma eleição porque eu vou numa igreja fazer discurso, esqueça de mim. Não me faço utilizar [sic] uma igreja como palanque”, disse.
Lula ainda reivindicou para si o monopólio de uma relação, digamos, “pura” com os cristãos. “A minha relação com a igreja é essa, é a relação verdadeira. Não tem mentira, não tem uso eleitoral”.
Tudo isso depois de orações, bênçãos, “compromisso de fé” e a cantoria de Janja. E é essa mesma Frente de Evangélicos que agora cobra de André Mendonça que sua crença não vire “escudo, palanque ou instrumento eleitoral”.
A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com Nilza Valéria Zacarias, que aceitou dar uma entrevista. As perguntas foram encaminhadas por escrito para a jornalista, mas não houve retorno até a conclusão deste texto.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/quem-sao-evangelicos-chamam-bolsonaro-anti-messias-pressionam-mendonca/
Queda histórica do turismo pressiona ainda mais o regime de Cuba

Dados divulgados nesta quinta-feira (24) mostraram uma queda histórica no turismo em Cuba, o que amplia a pressão sobre o regime comunista da ilha.
Segundo informações da agência EFE, o Escritório Nacional de Estatística e Informação (Onei, na sigla espanhol) informou que Cuba recebeu entre janeiro e agosto 450.353 turistas estrangeiros, 64,4% a menos que no mesmo período do ano anterior, e em agosto apenas 30.490 estiveram no país.
O setor de turismo de Cuba estava em crise desde a pandemia de Covid-19, mas a pressão dos Estados Unidos desde janeiro – que paralisou a chegada de voos e impôs sanções secundárias que provocaram a saída das principais redes hoteleiras internacionais da ilha – acabou por demolir o setor.
O regime cubano reconheceu em julho que as pressões dos EUA provocaram a saída do país de sete redes hoteleiras internacionais que gerenciavam 46% do total de quartos do país – mais de 80 mil, segundo dados oficiais.
Os números de turistas estrangeiros neste ano ficam longe das marcas recordes ligadas ao degelo das relações diplomáticas entre EUA e Cuba, que permitiram a chegada, em 2018, de 4,6 milhões de turistas, e em 2019 de 4,2 milhões, devido à eliminação de restrições do governo americano às viagens ao país caribenho.
Diante da crise, o regime cubano aprovou em junho várias medidas para dinamizar o setor turístico, entre elas a aprovação de novas modalidades de negócio para o setor privado, incluindo a gestão de hotéis, o aluguel de automóveis e os serviços de transporte de passageiros.
Segundo a ONU Turismo, antes da crise dos últimos anos, o setor de serviços – que inclui o turismo – representava cerca de 80% do PIB do país, seguido pela indústria e pelo setor agropecuário e pesqueiro.
Alegando que Cuba abriga bases militares e de inteligência de adversários dos Estados Unidos, Washington vem aumentando a pressão sobre a ditadura castrista.
Além das medidas relacionadas ao setor de turismo, Washington intensificou as sanções contra agentes do regime e outros segmentos econômicos estratégicos de Cuba, como estatais do setor de mineração, e indiciou em maio o ex-ditador Raúl Castro, pelas mortes de quatro ativistas cubano-americanos no abate de dois aviões civis em 1996.
No seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), o presidente americano, Donald Trump, disse que seu governo “busca uma mudança fundamental na situação em Cuba”.
“O regime comunista está sob grande pressão — a maior pressão que já enfrentou. É um Estado absolutamente fracassado. Está fracassando como nunca antes e vai cair. [O secretário de Estado] Marco Rubio está conduzindo uma negociação. Ele está profundamente envolvido em negociações com Cuba. Vamos ver o que acontece”, afirmou Trump.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/queda-historica-do-turismo-pressiona-ainda-mais-o-regime-de-cuba/

Caetano fez o L. De novo. E daí?!

Primeiro foi Caetano Veloso que apareceu fazendo o L. Vi aquilo e pensei: “Xi, lá vai o pessoal da direita se escandalizar”. Não deu outra. Depois foi a vez da irmã dele, Maria Bethânia. Vi aquilo e pensei: “Três, dois, um pra alguém falar em Lei Rouanet”. Dito e feito. Em seguida veio o vídeo: um monte de artista dizendo “Bora, Lula!” Estava lá o onipresente Gilberto Gil. Paulinho da Viola também. Até a Malu Mader e o marido dela, quem quer que seja.
Toda eleição é a mesma coisa. Artistas de maior e menor calibre, todos assumidamente de esquerda, com uma história de militância na esquerda, demonstram apoio a candidatos de esquerda. E às vezes até de extrema-esquerda. Que seja. E a direita sobe nas tamancas, como se Chico Buarque fazendo o L fosse novidade. Ou traição. Uma afronta! Como se fosse revoltante um artista que passou décadas lutando por ideias associadas à esquerda, e cuja carreira depende dessa imagem de falsa resistência aos valores da burguesia, apoiar um candidato que ecoa ideias… de esquerda. Digo, pode até ser revoltante (está mais para ridículo), mas o que você esperava? Seja sincero.
Boquinha
Mas é que tem gente que gosta de passar raiva. Só pode ser. Uma espécie de masoquismo político. É isso. Ou vai ver esse povo (talvez você) que ainda se escandaliza com o L de Caê, Bethânia & Cia. não entendeu uma coisa meio básica: o escândalo, seja ele moral, estético ou político, sempre foi uma das matérias-primas da arte. Pelo menos foi assim ao longo de todo o século XX, quando a tal da indústria cultural se consolidou como fonte de riqueza e amparo do poder. E o mais importante no contexto atual: seja fazendo o L no meio de um show ou aparecendo por alguns segundos em vídeo, a opinião dos artistas não tem a menor importância.
Não tem a menor importância. Não tem. Em itálico e negrito: não tem a menor importância. Agora em caixa alta: NÃO TEM A MENOR IMPORTÂNCIA. Absolutamente ninguém que esteja indeciso vai votar em Lula porque viu a Sophie Charlotte, a Betty Gofman ou a Zezé Polessa fazendo o L ou gritando “Bora, Lula”. Ninguém. Opinião de artista não vira voto. Não faz nem cosquinha. Serve no máximo para irritar ainda mais quem já está irritado e para escancarar a escravidão ideológica dessas pessoas, algumas jovens e outras que passaram dos 80tinha sem aprender nada. E, se aprenderam, não podem falar. Do contrário, perdem o fio da meada de toda uma obra. Sem falar na boquinha.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/artistas-lula/

O aumento indecente do Bolsa Família a serviço das eleições

Chega a ser escandaloso o presidente Lula conceder um reajuste no Bolsa Família a menos de um mês das eleições. A ação revela o uso eleitoral de um programa social cujo objetivo foi completamente desvirtuado desde a sua criação.
Ao contrário da propaganda difundida pela esquerda, o Bolsa Família não nasceu com o presidente Lula, mas com o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Nos seus dois mandatos, FHC criou programas de transferência de renda como o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Bolsa Qualificação e Bolsa Renda, a fim de dar auxílio para as pessoas em situação vulnerável. Os programas foram bem-sucedidos e, depois, sob a administração Lula, foram unificados com o nome de “Bolsa Família”.
Os programas de transferência de renda não tiveram sua origem no Brasil e tampouco foram idealizados pela esquerda. Na verdade, sofreram forte influência do economista liberal, prêmio Nobel, Milton Friedman. Para Friedman, pessoas abaixo de determinada renda receberiam dinheiro do governo, em vez de pagar imposto. O economista defendia isso como uma forma mais simples de combater a pobreza e, idealmente, substituir diversos programas assistencialistas e burocráticos.
A ideia era que o benefício fosse transitório até que a pessoa conseguisse um emprego e saísse da condição de extrema pobreza. Sem surpresas, a premissa original do programa foi deixada para trás no Brasil
Ainda no primeiro mandato de Lula, o programa foi instrumentalizado pelo PT como forma de garantia de votos e perpetuação no poder. O presidente Lula foi muito hábil em colar a verba assistencialista à sua imagem. Não à toa, sua força está justamente nos estados mais pobres e dependentes do programa. De acordo com o Datafolha, entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula tem 53% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro. Os dados confirmam a força eleitoral do programa.
A relação entre votos e assistencialismo traz reflexões importantes. A primeira é: se há pessoas que votam num candidato por conta do Bolsa Família, então ele deixou de ser um programa de Estado para se tornar um programa dependente do governo de turno, pelo menos na percepção do eleitor.
A segunda é que ele deixou de ser transitório para se tornar permanente, trazendo incentivos ruins para o mercado de trabalho. Não é incomum ouvir pessoas dizendo que preferem ganhar o Bolsa Família a trabalhar.
Talvez seja por isso que o Brasil tenha 66 milhões em idade ativa (15 a 64 anos), mas prefiram não trabalhar. É claro que nessa conta entram também donas de casa, estudantes, herdeiros ou qualquer pessoa que optou por não trabalhar por qualquer motivo. Entretanto, é razoável supor que uma parte do grupo que opta por não trabalhar decorra do incentivo do Bolsa Família, ainda mais quando há 50,1 milhões de pessoas beneficiadas pelo programa.
Sem dúvida, esse número deve ser visto com ressalvas, pois há crianças e idosos e pessoas que trabalham e recebem o benefício. No entanto, certamente há muitas pessoas em idade ativa que preferem viver do auxílio governamental do que seguir para o mercado de trabalho. Esse desincentivo é particularmente importante para o Brasil.
Hoje, no país, há um verdadeiro desperdício de mão de obra, fator essencial para gerar crescimento econômico e reduzir a pobreza numa economia emergente, de renda média, como é o caso brasileiro. É inadmissível ter quase 40% da população economicamente ativa (PEA) parada no país por opção, quando é urgente aumentar o PIB de maneira significativa e sustentável.
Um outro problema do Bolsa Família é o seu custo. O dinheiro do benefício não cai do céu, mas é pago por impostos de quem está trabalhando. De acordo com o orçamento de 2026, somente o Bolsa Família custa R$ 158 bilhões, sem contar outros programas assistencialistas, como o Gás para Todos, BPC etc.
Com o aumento de 15,04% autorizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes – decisão que passa por cima do TSE –, o Bolsa Família trará um custo adicional de R$ 22 bilhões para os cofres públicos em 2027. O problema é que nada disso é de graça. Como diria Thomas Sowell: “se alguém recebe sem trabalhar, tem alguém trabalhando sem receber”.
À luz desses números, é necessário encontrar um caminho para diminuir o tamanho do Bolsa Família, oferecendo uma porta de saída para os beneficiários, a fim de transformar o programa em transitório, e não em permanente.
O sucesso do Bolsa Família deveria ser medido pelo número de pessoas que saem do programa, e não por aquelas que entram. É urgente mudar essa lógica. Mas, para isso, seria necessário alguém com a coragem de pensar no país, e não apenas em se perpetuar no poder; seria necessário um estadista, e não um populista, como é o caso do atual presidente da República.
Metodologia da pesquisa citada na coluna
Metodologia: A pesquisa Datafolha entrevistou presencialmente 2.001 eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país, em 125 municípios, entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026. Nível de confiança: 95%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no grupo total entrevistado. Nos segmentos, as margens são maiores. Entre quem recebe o benefício ou mora com um beneficiário, a margem de erro sobe para cinco pontos. Registro no TSE sob o nº BR-04029/2026.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alan-ghani/o-aumento-indecente-do-bolsa-familia-a-servico-das-eleicoes/
‘Fala, meu amor’: mensagens revelam intimidade entre Vorcaro e Alcolumbre. Veja prints

A relação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o dono do já liquidado Banco Master, Daniel Vorcaro, aparece marcada por declarações de amizade e proximidade em mensagens apreendidas pela Polícia Federal.
Em uma das conversas, enviada em 1º de fevereiro de 2025, data da eleição de Alcolumbre para a Presidência do Senado, Vorcaro parabenizou o parlamentar pela vitória e desejou sucesso no novo mandato.
“Parabéns meu amigo. Que venham seus melhores anos! Que Deus te abençoe nessa empreitada. Desejo muito sucesso”, escreveu o banqueiro.
A resposta de Alcolumbre foi igualmente pessoal: “Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão!”.
Pouco tempo depois, em 30 de março, outra conversa reforçou o tom de intimidade entre os dois. Segundo a publicação, Alcolumbre escreveu a Vorcaro: “Sou seu irmão!!! Pra vida toda!!”.
Vorcaro respondeu à mensagem com emojis de coração e afirmou: “E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer”. Veja abaixo:


Os diálogos, extraídos do celular do banqueiro, fazem parte do material analisado pela PF no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master e foram divulgados nesta quinta-feira (24) pela revista Veja.
Alcolumbre contesta publicação
Após a divulgação do conteúdo, a assessoria de Alcolumbre reagiu à reportagem por meio de nota à imprensa e classificou a publicação como “mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional”. Veja na íntegra:
“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma.
Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida. Se fazem isso com um chefe de Poder, é de se imaginar o que estão a fazer com outros indivíduos e instituições.
No entanto, não conseguirá intimidar a Presidência do Congresso Nacional com esse expediente.
O presidente do Senado sabe de onde partiram essas falsas acusações e quais interesses estão por trás dessa ofensiva. Não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública. Irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo.
Medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade.
Assessoria de Imprensa
Presidência do Senado”
Lobista que era cunhado de Gilmar relatou a Vorcaro jantar com Zanin

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, periciado pela Polícia Federal, mostram o lobista Chiquinho Feitosa relatando a Vorcaro, em 28 de maio de 2024, que estava jantando com o então cunhado Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e as respectivas esposas, e que havia tratado de “assuntos de nosso interesse”.
“Querido amigo, estou aqui jantando com Gilmar, Zanin e as esposas. Conversei alguns assuntos de nosso interesse e passei as informações que o Fernando me deu. Se for estar por aqui, me fala!”, escreveu Feitosa às 20h55. Vorcaro respondeu: “Ótimo, vou estar. Nos vemos amanhã”.
Zanin negou qualquer contato. Em nota, afirmou que “nunca teve qualquer relação com Daniel Vorcaro, tampouco com Chiquinho Feitosa”, que “nunca jantou, nunca os recebeu em audiência e nunca conversou com eles sobre qualquer assunto”.

O mesmo ministro, nesta semana, indeferiu o pedido de liminar do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que pretendia obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a instalar a CPI do Banco Master. A decisão foi tomada na terça-feira (22). Zanin entendeu que, naquele momento, não havia prova inequívoca de omissão inconstitucional da Presidência do Senado e que o requerimento parecia desdobramento de pedido anterior, e não fato novo autônomo. Mesmo assim, manteve o processo em andamento e determinou que Alcolumbre preste informações, com possibilidade de manifestação da AGU e da PGR.
A CPI buscada por Vieira, protocolada em março com 41 assinaturas, pretendia investigar relações de ministros do STF — em especial Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — com Vorcaro, ex-controlador do Master, liquidado pelo Banco Central e alvo da Operação Compliance Zero.
Procurado, Feitosa disse não se recordar com precisão do jantar e afirmou que, se esteve na presença dos ministros, foi em ocasião social, com outros convidados, e que não tratou de assunto de interesse de Vorcaro. O gabinete de Gilmar Mendes afirmou que o ministro “não teve conhecimento de qualquer entendimento entre ele e terceiros”, “não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados” e “não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”. Sobre o jantar específico de 28 de maio de 2024, o gabinete não confirmou nem negou a realização.
As mensagens indicam que Vorcaro usava Feitosa como interlocutor junto ao STF em temas de precatórios de interesse do banco. Em 19 de abril de 2024, Feitosa aconselhou Vorcaro a “começar uma relação direta” com Gilmar Mendes, dizendo que seria “importante para o futuro”. Dias antes, em 11 de abril, Feitosa encaminhou contato da assessoria de Gilmar; Vorcaro se reuniu com o ministro naquele dia. O gabinete de Gilmar reiterou que o ministro votou contra os interesses ligados aos precatórios do Master.
Em 1º de junho de 2024, Feitosa ainda escreveu a Vorcaro que estava no aniversário de Camilo Santana, então ministro da Educação, e que Gilmar também estava no evento, convidando Vorcaro a ligar. O gabinete de Camilo Santana afirmou que “nunca existiu contato nem nenhuma relação pessoal ou profissional” com Vorcaro.
Chiquinho Feitosa, ex-deputado federal e ex-suplente de senador, é presidente do Republicanos no Ceará e atua como lobista em Brasília. Relatos anteriores já apontavam contrato de consultoria dele com empresa ligada a Vorcaro, no valor de R$ 500 mil mensais em determinado período.
Fachin pede parecer da PGR sobre diretor da PF citado no caso Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que apresente um parecer sobre a conduta de Andrei Rodrigues à frente da diretora-geral da Polícia Federal (PF).
O prazo para apresentação do parecer é de 72 horas, conforme citado pelo SBT News.
Recentemente, Andrei foi afastado do cargo por André Mendonça, após ser citado em mensagens de Daniel Vorcaro e sob a suspeita de aliança com o banqueiro e desvio de foco nas investigações. Flávio Dino restituiu o cargo ao diretor-geral um dia depois.
Diante da exposta crise no STF, Fachin anulou as decisões e tomou a relatoria do caso para si. Na semana passada, Andrei Rodrigues negou em manifestação a Fachin ter montado relatórios de investigação contra ministros da Suprema Corte.
MPF decide se Gonet será investigado no caso Master
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) julga nesta sexta-feira (25) se abrirá ou não uma investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após ter seu nome citado em mensagens de Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Banco Master.
O colegiado vai avaliar se deve designar um subprocurador-geral da República para investigar possível prática de crime atribuída a Gonet. O Conselho deverá avaliar se o material apresenta elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação quanto à possível prática de crime por parte do PGR.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/justica/ttc-justica/mpf-decide-se-gonet-sera-investigado-no-caso-master
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