
Mensagens de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, trocadas com a lobista Roberta Luchsinger e vazadas na segunda-feira (17) apontam fortes indícios de crime de tráfico de influência. As evidências envolvem não só o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas também membros de diferentes escalões no governo federal. Essas mensagens devem favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral, segundo analistas ouvidos pela reportagem.
O cientista político Leandro Gabiati, diretor da Dominium Consultoria, projeta que a exploração política do episódio pela oposição tende a durar ao menos até o pleito.
“Eu entendo que essa questão do filho do presidente estará presente ao longo da campanha. Não é algo que vai se encerrar automaticamente. Esses vazamentos, inclusive, devem continuar ao longo da campanha. Evidente que isso tende a desgastar Lula diante do eleitorado mais moderado e entre aqueles que ainda não definiram o voto”, avalia.
As comunicações de Lulinha foram realizadas por Whatsapp e interceptadas pela Polícia Federal. Elas constam em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, especialmente sob a relatoria do ministro André Mendonça.
As evidências mostram que Lulinha e Roberta discutiram sobre possíveis ações de lobby junto ao núcleo do governo de Lula ao menos entre 2023 e 2024. Elas apontam supostos contatos deles com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, vulgo Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Em uma das apurações, Lulinha é investigado por usar seu prestígio para favorecer empresas em negociações com o Ministério da Saúde para conseguir autorizações para a comercialização de produtos de cannabis medicinal. Embora as mensagens tenham vazado, o STF não concluiu o processo e as comunicações seguem em processo de investigação.
Roberta já vinha sendo investigada por receber repasses de R$ 1,5 milhão de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, envolvido em desvios bilionários do órgão. Em mensagens apreendidas pela Polícia Federal, Antunes teria mencionado a necessidade de creditar “mais uma parcela” de R$ 300 mil em uma determinada operação e, ao ser questionado sobre o destinatário, respondeu: “o filho do rapaz” – em provável referência a Lulinha.
Em diálogo de março de 2024, Roberta afirmou a Lulinha que o grupo atuava em “nível diferenciado” e que o “futuro é a Suíça”.
Advogados do filho de Lula vinham dizendo que sua relação com Roberta era apenas de amizade. A defesa dele divulgou nota na segunda-feira afirmando que as mensagens são “um recorte seletivo” e que sua divulgação “parcial” revela “um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e de obediência às leis”.
Candidatura de Lula deve ser afetada por mensagens do filho
A candidatura à Presidência de Lula deve ser afetada e a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) beneficiada diante dos novos indícios contra Lulinha. Analistas ouvidos pela reportagem apontam o escândalo como o propulsor do desgaste do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto ao eleitorado indeciso.
O escândalo reabre feridas associadas a apadrinhamento político, aparelhamento estatal e trânsito de influências no entorno da família presidencial. A divulgação de conversas obtidas pela Polícia Federal atinge o Palácio do Planalto no momento em que a gestão petista tenta blindar a agenda econômica.
Levantamentos do Instituto Quaest já refletem impacto negativo da abertura de apurações contra Lulinha no STF no fim de julho. Veja dados sobre as pesquisas citadas no fim da reportagem.
Em 15 de julho, a Quaest registrava Lula com 45% das intenções de voto no segundo turno contra 37% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, consolidando uma vantagem de oito pontos percentuais para o atual mandatário.
No dia 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de dois inquéritos para apurar o envolvimento de Lulinha em tráfico de influência e corrupção.
Em 3 de agosto, um terceiro inquérito foi instaurado no STF para apurar o favorecimento da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda.
Na pesquisa Quaest de 5 de agosto, Lula caiu para 44% e Flávio subiu para 39%, encurtando a distância para cinco pontos.
Na rodada seguinte, divulgada em 14 de agosto, Lula oscilou para 43% enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 40%.
A diferença de apenas três pontos percentuais configura empate técnico na margem de erro, escancarando a queda da vantagem governista.
O cientista político Marcos Quadros, diretor acadêmico da Universidade Estácio, analisa o reflexo direto das denúncias de corrupção na decisão do eleitorado indeciso.
“As pesquisas são fotografias do momento político específico. O eleitor indeciso, que vota à direita e à esquerda a depender das circunstâncias, certamente será o fiel da balança nessas eleições. O envolvimento do filho de Lula com a rapinagem do erário público tem impacto certo”, avaliou.
Revelações do esquema
Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Roberta Luchsinger foram reveladas pelo portal Metrópoles e pelo jornal O Globo e confirmadas pela Gazeta do Povo.
Além de revelarem que Lulinha teria participação direta em negócios e lobby no governo federal, as mensagens apontam sua relação com uma empresa privada que ganhou contratos federais de aproximadamente R$ 85 milhões. Lulinha também é investigado em um inquérito que apura possíveis crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados à estatal Dataprev.
A Polícia Federal também interceptou diálogos em que a lobista alinhava com Marcola a aquisição de joias. Em 29 de abril de 2024, véspera do Dia das Mães, o ex-chefe de gabinete da Presidência recebeu imagens de peças de luxo e consentiu com a transação.
A estratégia do Palácio do Planalto baseia-se em isolar Lula do escândalo. Contudo, para Marcos Quadros, o dano político à imagem da gestão petista já está contratado.
“Os episódios de corrupção que mais interferirão nessa decisão serão os mais recentes ou aqueles que forem melhor explorados na campanha e nas mídias”, disse.
Oposição amplia pressão no STF por depoimento de Lulinha
A oposição intensificou a pressão por novas providências para investigar Lulinha. O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, protocolou pedido ao STF para a preservação imediata das provas e para que seja avaliada a possibilidade de ouvir Lulinha pelas autoridades responsáveis pela investigação. “Ninguém pode estar acima da investigação. Nem mesmo o filho do presidente da República. O Brasil merece saber a verdade”, afirmou.
Viana também voltou a questionar a decisão do STF que havia impedido a quebra de sigilos de Lulinha e de outras pessoas no âmbito da CPMI. “Filho do presidente, senador, deputado, todo mundo tem que prestar declarações”, disse.
Na Câmara, o líder da Oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), pretende protocolar uma representação na PGR cobrando providências.
Ele também pedirá a preservação imediata das provas, a oitiva de Lulinha e outras medidas consideradas necessárias para o avanço das investigações. “Se a própria Polícia Federal considera ouvi-lo, o Brasil precisa de respostas”, afirmou.
Defesa diz que Lulinha se manifestará em momento oportuno
Procurada pela Gazeta do Povo, a defesa de Roberta Luchsinger informou que não se pronunciaria em razão do segredo de justiça que vigora sobre os autos.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou em nota que confia no Poder Judiciário e que se manifestará no momento oportuno.
“A defesa reafirma sua confiança nas instâncias formais e adequadas de apuração dos fatos e se manifestará nos autos em momento adequado, somente após o acesso integral aos dados obtidos pelas quebras de sigilo”, diz parte do texto.
A defesa de Lulinha contesta ainda a interpretação dada às mensagens. Afirma que os conteúdos são fragmentos de material sigiloso e que recortes podem estar fora do contexto original. Questiona origem e integridade das mensagens e sustenta que a divulgação seletiva pode produzir uma narrativa distorcida.
A reportagem não conseguiu localizar as defesas de Marco Aurélio Santana Ribeiro e de Wedenberger Barbosa.
Lula tem dito que o filho deve se defender e que, caso seja inocente, precisa provar sua condição. Se for culpado, precisa responder pelos seus atos.
Registros de pesquisas no TSE
As pesquisas eleitorais do Instituto Quaest citadas nesta reportagem possuem registros oficiais no TSE sob os números BR-07181/2026, de 15 de julho; BR-06591/2026, de 05 de agosto; e BR-06773/2026, de 14 de agosto.
O levantamento publicado em 15 de julho foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A consulta publicada em 05 de agosto foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho a 3 de agosto de 2026. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
A pesquisa publicada em 14 de agosto foi encomendada pela TV Globo. A Quaest realizou o levantamento por meio de entrevistas presenciais com 2.004 pessoas aplicadas em âmbito nacional do dia 10 a 13 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/novas-mensagens-de-lulinha-indicam-trafico-de-influencia-e-abrem-espaco-para-flavio-crescer/
A gastança governamental começa a derrubar o varejo

Em poucos dias, duas grandes redes de varejo, com décadas de atuação e conhecidas por todos os brasileiros, pediram recuperação judicial, evidenciando sua frágil situação. No domingo, as Casas Bahia, rede que teve prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano, protocolou o pedido no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. Na véspera, o conglomerado das Lojas Marabraz pediu a recuperação judicial de cinco de suas empresas. O instrumento é usado por empresas em apuros, antes que passem a correr risco concreto de falência, permitindo renegociação das dívidas com credores; ainda que a recuperação seja bem-sucedida e as redes não fechem as portas, os dois episódios mostram as consequências nefastas de uma política fiscal desastrosa, que insiste em manter a economia rodando muito acima de sua capacidade.
A história de cada empresa que busca a recuperação judicial ou vai à falência tem suas peculiaridades. Um caso emblemático é o de outra gigante do varejo, as Lojas Americanas, cujo declínio ocorreu devido a uma fraude contábil na casa das dezenas de bilhões de reais. Outras empresas vivem disputas internas entre sócios (é o caso da Marabraz), ou colhem os resultados de decisões de negócio equivocadas, como a demora em se adaptar a modelos de comércio eletrônico. Mas há um elemento comum que é fatal para as grandes redes varejistas: os juros altos, que dificultam a manutenção de estoques, reduzem o apetite do consumidor e encarecem o crediário, vital para empresas que vendem bens como móveis e eletrodomésticos, os carros-chefe de redes como Casas Bahia e Marabraz. Esses produtos pertencem àquela categoria cuja aquisição o consumidor costuma adiar em tempos de vacas magras, redirecionando o consumo para os itens de primeira necessidade, como alimentos e medicamentos.
O modelo lulista, uma repetição turbinada da “nova matriz econômica” que nos legou a recessão de 2015-16, começa a mostrar sua exaustão
Apontar a influência dos juros altos no declínio de grandes redes varejistas, no entanto, é contar a história apenas pela metade. É preciso perguntar por que o Banco Central continua a manter a Selic em patamares tão altos, quase dez pontos porcentuais acima da inflação medida pelo IPCA. E a resposta não está no BC, mas no Palácio do Planalto. Ao levar adiante uma política fiscal baseada na expansão dos gastos e no estímulo ao consumo, de forma a manter a economia superaquecida, Lula criou a pressão inflacionária que forçaria o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a retomar o aperto monetário, depois de um ciclo de afrouxamento no primeiro ano e meio do terceiro mandato lulista.
Com recordes sucessivos no número de famílias brasileiras endividadas e inadimplentes, e o fracasso dos programas eleitoreiros de renegociação como o Desenrola (cuja primeira versão acabou servindo para elevar o endividamento, segundo o BC), o brasileiro ou parou de comprar, ou está redirecionando seu consumo. E, assim, o modelo lulista, que era uma repetição turbinada da “nova matriz econômica” que nos legou a recessão de 2015-16, começa a mostrar sua exaustão, arrastando consigo gigantes que não caíram nem mesmo na maior crise econômica da história do país, e que ficaram mais vulneráveis devido a eventuais fragilidades individuais ou que afetam determinados setores.
Nas duas últimas reuniões do Copom, os diretores do BC foram mais explícitos, nos comunicados curtos e nas atas, a respeito de como a política fiscal expansionista do governo se tornou um “risco de alta” para a inflação, o que força o BC a adotar uma política monetária contracionista para preservar o valor da moeda e impedir que a inflação escape totalmente do controle. Sem uma reversão imediata e real (ou seja, longe dos déficits primários “dentro da meta” apenas graças a artifícios contábeis aprovados no Congresso) na gastança, não há como a Selic voltar a níveis saudáveis, e a chance de vermos mais empresas de varejo passando pelas mesmas dificuldades de Casas Bahia e Marabraz só irá aumentar.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/recuperacao-judicial-casas-bahia-marabraz-juros/

Varejistas com problemas mostram que economia será tema forte na campanha

Parece que estamos vivendo tempos como os da campanha eleitoral de Bill Clinton contra George H.W. Bush. Foi James Carville, um assessor de Clinton, quem criou a frase “É a economia, estúpido!”, para mostrar aos eleitores que as coisas estavam mal no governo do adversário. Hoje, a frase está aí, de bandeja, para quem quiser tirar esse governo. Hoje, 9,1 milhões de empresas estão inadimplentes e 82% das famílias estão endividadas. As Casas Bahia, com quase 300 lojas, estão em recuperação judicial, e tem mais: o Grupo Marabraz, com 130 lojas fechando, a Tok&Stok. O varejo entrou em crise porque as pessoas não têm dinheiro para comprar, estão endividadas. A demanda cai e começa um círculo vicioso. O governo, para piorar, impõe burocracia para dificultar o trabalho e cobra muito imposto. As grandes empresas, então, se mudam para o Paraguai.
O governo está pagando R$ 1 trilhão por ano de juros – ou seja, dinheiro jogado fora – porque se endividou, porque gasta muito e não presta bons serviços públicos, apesar de arrecadar muito com impostos. O que significa R$ 1 trilhão em juros? São duas Petrobras. A demanda cai, o crédito está caro e o PIB está virado para baixo, começou a cair agora. Como diz um ex-presidente do Banco Central, a situação de Lula 3 está mais para Dilma 3. É a economia.
Confusão com afastamento de presidente do TCE do Maranhão só aumenta
O caso do Maranhão está pior do que se pensava. Começou com Flávio Dino afastando o presidente do Tribunal de Contas do Estado, que é sobrinho do governador. No meio disso está a história de um sujeito condenado por matar João Bosco Sobrinho, em um centro comercial lá de São Luís, em agosto de 2022. O assunto foi para o Superior Tribunal de Justiça, aqui em Brasília, porque envolve um desembargador que teria oferecido dinheiro para ver se esse condenado ficava calado, sem entregar ninguém. Pois agora esse condenado conta que frequentava o gabinete do governador desde o tempo em que ele era vice-governador; tinha até vaga marcada no estacionamento do Palácio dos Leões. Disse, ainda, que o dinheiro era de propinas, ou seja, de corrupção.
O governador agora está pedindo para o Supremo cancelar a decisão em que Dino afastou por 180 dias o presidente do TCE. Mas vejam que belo exemplo, esse do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão. Que me desculpem os inocentes dos TCs, mas temos visto cada uma nesses Tribunais de Contas, que muitas vezes se tornam um lugar para colocar político que não foi reeleito.
A propósito disso, lembro de António de Oliveira Salazar, que foi ditador de Portugal por 36 anos. Ele era solteirão, só tinha uma irmã. Mas tinha sobrinhos. Sobrinho em italiano é nipote, mas Salazar nunca praticou nepotismo, pelo contrário: ele proibiu o Estado português de ter qualquer negócio com o sobrinho. Mas aqui é o sobrinho do governador, é o Lulinha, filho do presidente… todos metidos em escândalos.
Lula dá desculpa esfarrapada para não ir a debate
A Band e o Estadão estão organizando debates em parceria, e marcaram um para este domingo, entre os candidatos à Presidência da República. Lula mandou dizer que não vai, e a desculpa dele é que convidaram candidatos cuja presença não era obrigatória. Vejam só como é a burocracia: é obrigado convidar candidatos de partidos com cinco ou mais deputados federais, caso de Ronaldo Caiado e Augusto Cury; mas, se o partido não tiver cinco deputados, seu candidato não precisa ser convidado. Isso não quer dizer que seja proibido convidar. O Novo não tem cinco deputados, mas convidaram Romeu Zema para o debate. O Missão também não tem, mas convidaram Renan Santos. Por causa disso, Lula disse que não vai, e Flávio Bolsonaro disse que, se Lula não for, ele também não vai, porque não quer ficar debatendo com os outros. Isso só vai valorizar ainda mais a cobertura da campanha e a troca de ideias pelas redes sociais, e vai derrubar a importância da televisão na campanha eleitoral – com exceção, claro, de quem ainda está mais apegado aos meios mais tradicionais, que são só de informação, não são de comunicação.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/varejo-problemas-casas-bahia-marabraz/

“Gambiarra do STF”: David Ágape explica a Vaza Toga 5

Documentos sigilosos obtidos pelo jornalista investigativo David Ágape, do site A Investigação, revelam que, em dezembro de 2023, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que tribunais de todo o país cruzassem seus quadros de servidores e magistrados com uma lista de 2.119 CPFs extraídos de processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
Em entrevista à coluna Entrelinhas, David detalha que a operação teve origem em um procedimento aberto pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), então comandada pelo ministro Luís Felipe Salomão. Segundo os documentos, Salomão havia solicitado a Moraes informações sobre integrantes do Judiciário que aparecessem em investigações ou ações penais relacionadas ao 8 de Janeiro. O gabinete do ministro, porém, foi além do pedido: determinou a extração dos CPFs cadastrados em ações penais, inquéritos e 124 petições e ordenou que a relação fosse distribuída aos tribunais de todo o país.
Cada tribunal recebeu prazo de 15 dias para fazer a checagem e informar o resultado, inclusive nos casos em que nenhum servidor ou magistrado fosse encontrado na lista.
Para David Ágape, o episódio ajuda a explicar uma relação que, segundo ele, já aparecia em outras reportagens da série Vaza Toga. “Esse caso aqui mostra claramente a instrumentalização do Estado por Alexandre de Moraes. Era mais uma pecinha que faltava no quebra-cabeça. Isso porque o Luís Felipe Salomão é aliado de Moraes, parceiro de Moraes”, afirma.
Uma operação que foi além do pedido
A documentação mostra que a solicitação da Corregedoria do CNJ se transformou em uma operação muito mais ampla. A lista não reunia apenas pessoas formalmente investigadas ou denunciadas. Entre os 2.119 CPFs, havia 711 pessoas classificadas apenas como “requeridos”, isto é, nomes que apareciam em petições sem necessariamente estarem submetidos a uma investigação formal.
Mesmo assim, os CPFs foram submetidos à mesma checagem funcional nos tribunais. A principal origem da lista foi a PET 10820, documento que já havia aparecido na Vaza Toga 2. Naquela ocasião, a petição foi apresentada como instrumento utilizado nas audiências de custódia e na triagem dos presos após o 8 de Janeiro.
Onze meses depois, Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Moraes, assinou o ofício que formalizou a operação e determinou o cruzamento dos dados em âmbito nacional.
Para Ágape, a sequência dos acontecimentos é reveladora. “O Alexandre de Moraes respondeu e fez além do que foi pedido, e mandou dados pessoais de milhares de pessoas. E esse caso revela muita coisa. Primeiro, é que há um descompasso, há um descontrole de Alexandre de Moraes nos inquéritos que estão em sua mão”, diz o jornalista.
A concentração das PETs
Outro ponto levantado pela investigação é a concentração de processos sob a relatoria de Moraes por meio do mecanismo de prevenção. A documentação analisada pela reportagem aponta para 124 PETs relacionadas ao caso.
No STF, a prevenção permite que um processo seja distribuído ao ministro que já atua em casos considerados semelhantes ou relacionados. Para Ágape, porém, o mecanismo estaria sendo utilizado de maneira excessivamente abrangente.
Na avaliação apresentada pelo repórter, o problema está na utilização desse mecanismo para reunir processos que, segundo ele, não teriam relação suficiente entre si. “Ele abre esse monte de PETs. Muitas vezes não tem nada a ver uma coisa com a outra”, diz o jornalista.
Como exemplo, cita a tentativa, segundo ele, de estabelecer conexões entre diferentes investigações: “A Polícia Federal tenta correlacionar o caso das ditas com o cartão de vacina de Jair Bolsonaro, e começa a juntar tudo isso. Mas por que eles fazem essa correlação? Para que não haja um sorteio.”
Segundo Ágape, a consequência seria a permanência dos processos sob a relatoria de Moraes. “E aí, por um acaso, tudo cai na mão do Alexandre de Moraes, por conta desse mecanismo de prevenção”, resume.
“É uma gambiarra”
O jornalista também questiona a própria utilização das PETs para reunir procedimentos que não se enquadrariam em outras classes processuais. “Lembrando que a PET é todo tipo de processo que não se encaixa numa ação penal, num inquérito ou num outro tipo de processo no STF”, afirma.
Na sequência, ele resume sua crítica com uma expressão que já havia utilizado para descrever outros procedimentos do Supremo: “É uma gambiarra. Como toda boa gambiarra, não existe nada mais permanente do que uma gambiarra temporária, e eles vão empurrando com a barriga.”
Ágape relaciona esse mecanismo ao chamado inquérito das fake news. “É a grande gambiarra do STF para todas essas eleições, inclusive investigando crimes que ainda não aconteceram”, avalia.
A frente disciplinar no CNJ
A nova investigação também resgata a atuação de Luis Felipe Salomão na Corregedoria Nacional de Justiça. Segundo a reportagem, a gestão foi marcada por procedimentos disciplinares contra magistrados críticos ao STF, entre eles Ludmila Lins Grilo, Marlos Melek e Sebastião Coelho.
É nesse contexto que Ágape situa a relação entre a Corregedoria e o gabinete de Moraes.
Após as revelações da Vaza Toga 1, 2 e 3, partidos como Novo e PR apresentaram representações contra auxiliares de Moraes, entre eles Airton Vieira e Cristina Yukiko Kusahara. Segundo Ágape, os procedimentos acabaram arquivados pela Corregedoria. “Nada aconteceu, pelo contrário, foi arquivado dizendo que não tinha nada de mais”, destaca.
Para ele, o episódio é parte de uma sequência maior: “São denúncias tão graves. Por que ninguém fez nada?” Ágape afirma que o CNJ, por meio da Corregedoria, seria a instituição responsável por apurar e eventualmente punir os envolvidos. “E quem que era o responsável por isso? O senhor Luís Felipe Salomão.” A conclusão apresentada por ele é direta: “Luís Felipe Salomão simplesmente arquivou, e ele arquivou porque ele é parceiro de Alexandre de Moraes.”
O caso Flávio Dino
Os documentos também revelam a existência de uma petição sigilosa envolvendo Flávio Dino que permanece sob a relatoria de Moraes. O nome do atual ministro do STF aparece na documentação como requerido.
Ágape chama atenção para a permanência do procedimento e admite não saber por que ele continua aberto.
“Há uma investigação sigilosa, uma petição sigilosa contra Flávio Dino e que está na mão do Alexandre de Moraes”, revela.
Em seguida, levanta a hipótese: “Podemos especular por que o Alexandre de Moraes arquivou várias denúncias contra Flávio Dino, mas essa ele mantém em aberto há tanto tempo.”
O próprio jornalista reconhece que não tem a resposta para a questão. “Por que está aberto o Alexandre de Moraes? Essa é uma pergunta que não sabemos a resposta. Talvez a imaginação do nosso público consiga chegar a uma conclusão”, finaliza.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/entrelinhas/gambiarra-do-stf-david-agape-explica-a-vaza-toga-5/

Defender o STF ficou constrangedor demais até para Merval Pereira

De que serve a toga do juiz? O simbolismo é claro: a toga transmite seriedade, um adereço sóbrio que passa a ideia de que, por baixo daquela vestimenta, há alguém poderoso e ciente de sua nobre missão. Para completar o cenário de pompa, o STF possui os tais “capinhas”, cuja função se resume em retirar e colocar a toga nos ministros. A toga simboliza principalmente a impessoalidade, a imparcialidade, a autoridade institucional e a solenidade da função de julgar, enquanto a estátua da Justiça, de olhos vendados, lembra que não importa quem está sendo julgado, mas sim o que foi feito.
A toga cobre quase todo o corpo e é usada por cima da roupa comum. Ela “apaga” a individualidade do magistrado, mostrando que ele não julga como pessoa particular (com gostos, preferências ou interesses pessoais), mas como representante da lei e do Estado. A cor preta da toga reforça isso: ausência de cores, sobriedade e neutralidade.
Ao vestir a toga, o juiz assume o papel institucional. Como sintetizou o estudioso Joseph Campbell: quando todos se levantam à entrada do magistrado, não se levantam para a pessoa, mas para a toga e para a função que ela representa.
O que se tem, hoje, são ministros que abandonaram a toga e colocaram, em seu lugar, uma estrela vermelha.
A veste confere formalidade e gravidade aos atos judiciais, lembrando a todos (e ao próprio juiz) a seriedade e a responsabilidade de decidir sobre a vida, a liberdade e os direitos das pessoas. Ela também funciona como um “manto de Justiça” e, historicamente, evoca um certo caráter de sacerdócio ou compromisso com valores superiores à pessoa.
A toga tem raízes na Roma Antiga, onde era uma vestimenta de cidadãos e magistrados, símbolo de status civil, dignidade e autoridade pública. Em resumo, a toga não é apenas um uniforme ou adorno: é um símbolo vivo de que o julgamento deve ser neutro, impessoal e institucional.
Fiz essa longa digressão, com a ajuda do Grok, para concluir que os ministros supremos brasileiros claramente rasgaram suas togas. O que temos no lugar de juízes são agentes políticos, usando seu poder de forma arbitrária e com evidente viés partidário. Se antes essa era uma denúncia basicamente dos conservadores, hoje cada vez mais gente percebe o fenômeno. Merval Pereira, em sua coluna do Globo de hoje, comenta:
“Hoje em dia, o STF virou um player político, instituição onde se tomam decisões fundamentais para o país. Participar de acordos políticos, ou opinar sobre questões políticas, indica uma vontade de ser mais um elemento nessa transação política que não devia ser objetivo de ministros, ou do próprio STF. Com o gesto de intermediação, Moraes dá a impressão de que toma partido da campanha de Lula, isso depois de o presidente-candidato tê-lo convidado para tomar “um cafezinho”. É difícil armar um sistema democrático em que freios e contrapesos se contraponham para equilibrar a relação entre os Poderes, se um deles adere a outro e passa a ser intermediário de acordos.”
Essa postura, porém, não é novidade. Barroso chegou a festejar, num convescote de comunistas da UNE: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. O grau de interferência dos ministros do STF chegou ao absurdo, representando o verdadeiro golpe contra a nossa democracia. A Gazeta do Povo, em seu editorial desta terça, resume: “Os ministros do STF têm desenvolvido um padrão muito preocupante: o de defender teoricamente todas as liberdades e garantias individuais, enquanto na prática decidem e votam para aboli-las uma a uma”.
Quando Lula assumiu a Presidência pela primeira vez em 2003, uma estrela vermelha foi colocada no jardim da casa oficial. O PT nunca fez distinção entre partido, governo e estado. E essa visão distorcida da República chegou ao Supremo Tribunal Federal, aparelhado por militantes esquerdistas. O que se tem, hoje, são ministros que abandonaram a toga e colocaram, em seu lugar, uma estrela vermelha. É a destruição total de uma fundamental instituição republicana.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/defender-o-stf-ficou-constrangedor-demais-ate-para-merval-pereira/
Lula “recupera” dedo da mão esquerda em vídeo publicado por petistas do Ceará

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com todos os dedos das mãos em um vídeo publicado nas redes sociais do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, e do senador Camilo Santana, ambos do PT. O Tribunal Regional Eleitoral local (TRE-CE) apura o uso de inteligência artificial, já que o petista perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho nos anos 1960, quando era torneiro mecânico.
A peça publicitária segue publicada no perfil de Chagas Vieira e não indica uso de IA, conforme as regras. O vídeo foi repostado em em colaboração com os políticos petistas da coligação, manifestando apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas. O PL apresentou uma reclamação alegando propaganda antecipada, visto que o vídeo foi publicado no dia 2 de julho, além do uso de inteligência artificial.
A Justiça Eleitoral do Ceará manteve o vídeo no ar ao indeferir, no dia 10 de julho, o pedido de liminar do PL para a remoção do conteúdo. No entanto, o tribunal argumentou que o partido não comprovou o suposto uso de IA por meio de laudos, limitando-se a declarar o aparente uso do recurso.
“A inversão do ônus da prova prevista no art. 9º-I não é automática, tampouco pode decorrer da simples alegação de que o conteúdo aparenta ter sido manipulado. Pressupõe indício mínimo, ainda que sujeito a posterior contraditório, de que efetivamente se está diante de conteúdo sintético gerado por inteligência artificial, apto a justificar o deslocamento do encargo probatório”, cita a decisão.
A reportagem procurou a Meta, proprietária do Instagram, que declarou não ter interesse em comentar. A reportagem tentou também falar com o jornalista Chagas Vieira, mas não conseguiu e ainda aguarda retorno. O espaço permanece aberto para considerações.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/ceara/lula-recupera-dedo-da-mao-esquerda-em-video-publicado-por-petistas-do-ceara/
Plano de saúde dos senadores gera rombo milionário: arrecada R$5 e gasta R$40 milhões

É deficitário o plano de saúde de senadores, ex-senadores e, claro, dependentes de suas excelências. Todos se penduram na benesse que, sem escolha, é custeada pelo pagador de impostos. Levantamento do Ranking dos Políticos considerou a despesa ao longo de 2025, apenas de usuários do sangue azul, sem os servidores. São 79 senadores, 187 ex-senadores e mais 363 dependentes. A arrecadação foi de R$5.179.524,92. As despesas são bem maiores, R$40.476.846,63.
Gota no oceano
Os R$5 milhões vieram de contribuições dos beneficiários. Soma-se a esse valor a merreca de R$86 mil em coparticipação.
Cabe tudo
O rombo abarca indenizações e restituições, pagamentos a prestadores de serviços de saúde, tratamentos de longo prazo etc, etc, etc…
Câmara no azul
Na Câmara, a assistência consegue ser superavitária. Foram R$8,35 milhões em arrecadação contra R$8,22 milhões em despesas.
É só comparar
O custo por beneficiário da Câmara foi de R$520,88 por mês. No deficitário Senado, o valor salta para R$5.362,59.
Lulinha e Roberta dividiam mansão ‘QG do lobby’, em Brasília

Uma mansão localizada no Lago Sul, em Brasília, era utilizada pela lobista Roberta Luchsinger e pelo empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para encontros e reuniões. O imóvel, situado na QI 26, já havia sido apontado como uma espécie de ponto de apoio de Lulinha quando ele estava na capital.
Segundo informações publicadas por O Globo, a casa também teria sido palco de reuniões entre Lulinha e pessoas ligadas ao esquema investigado na fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A propriedade é alugada por Roberta Luchsinger, que mantém relação próxima com Lulinha e sua família.
A lobista também é citada nas investigações sobre as relações de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo relatos já divulgados, encontros entre os dois teriam ocorrido na mansão.
O imóvel, com localização privilegiada e vista para a Ponte JK e o Lago Paranoá, já havia sido usado anteriormente pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. O aluguel mensal da residência seria de cerca de R$ 25 mil.
A proximidade entre Roberta e Lulinha já havia sido revelada anteriormente. A lobista chegou a publicar nas redes sociais uma foto mostrando uma tatuagem feita em conjunto com Renata Abreu Moreira, mulher de Lulinha, em referência à amizade entre as duas.
Tarcísio sobe para 50% e pode vencer Haddad no 1º turno

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aparece na liderança da disputa pelo governo do Estado em 2026, com 50% das intenções de voto no cenário estimulado, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira (19). O petista Fernando Haddad tem 33,8%. A diferença entre os dois é de 16,2 pontos percentuais.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Tarcísio também lidera, com 29,1%, contra 12% de Haddad. Outros nomes somaram 0,2% ou menos individualmente, enquanto 51,8% não souberam ou não quiseram responder e 6,1% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos ou escolheriam branco ou nulo.
No cenário estimulado, Tarcísio aparece com 50%, seguido por Haddad, com 33,8%. Vera Lúcia tem 1,5%, Carlos Machado, 0,8%, Vivian Mendes, 0,8%, Izadora Dias, 0,4%, e Policial Edjane, 0,4%. Outros 7,5% disseram que não votariam em nenhum, branco ou nulo, enquanto 4,8% não souberam ou não opinaram.
Em relação à rodada anterior, realizada em julho, Tarcísio oscilou de 48,5% para 50%, enquanto Haddad caiu de 35,1% para 33,8%. Com isso, a vantagem do governador sobre o ex-prefeito de São Paulo passou de 13,4 para 16,2 pontos percentuais.
O levantamento também mostra vantagem de Tarcísio em diferentes segmentos do eleitorado. Entre os homens, ele tem 59,8%, contra 29,4% de Haddad. Entre as mulheres, a diferença é menor: 41,3% para o governador e 37,6% para o petista. Na faixa de 16 a 24 anos, Tarcísio registra 42,2%, contra 37,3% de Haddad. Já entre eleitores de 35 a 44 anos, o governador chega a 54,9%.
Em um segundo cenário estimulado, no qual aparecem apenas Tarcísio e Haddad, o governador tem 53%, contra 36,9% do petista. O resultado mantém uma vantagem de 16,1 pontos percentuais.
A série histórica desse cenário mostra que Tarcísio lidera a disputa desde fevereiro. Naquele mês, ele tinha 58,7%, contra 32,4% de Haddad. A diferença diminuiu ao longo do primeiro semestre, chegando a 13,5 pontos em julho, mas voltou a crescer em agosto, quando o governador marcou 53% e o petista, 36,9%.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Haddad aparece com o maior índice: 44,3% dos entrevistados disseram que não votariam nele. Tarcísio tem 27,4% de rejeição. Vera Lúcia aparece com 11,2%, enquanto Carlos Machado tem 9%, Vivian Mendes, 8,5%, Izadora Dias, 7% e Policial Edjane, 6,4%. Como cada entrevistado poderia citar mais de um candidato, os percentuais não somam 100%.
Senado
Na disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado, a pesquisa estimulada mostra Simone Tebet na liderança, com 31,1% das citações. Marina Silva aparece em seguida, com 30,1%, e Guilherme Derrite tem 28,2%. Salles registra 19,7%, André do Prado, 16,8%, e Soninha Francine, 5,8%. Cada entrevistado poderia escolher até dois candidatos.
Na pesquisa espontânea, porém, o cenário é bastante mais indefinido. Simone Tebet aparece com 5,1%, seguida por Guilherme Derrite, com 3,7%, e Marina Silva, com 1,7%. Outros nomes têm percentuais inferiores. O dado que mais chama atenção é o elevado número de eleitores que ainda não definiram o voto: 77,4% não souberam ou não opinaram.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 16 e 18 de agosto de 2026, com 1.680 eleitores de 80 municípios do Estado de São Paulo. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,4 pontos percentuais para os resultados gerais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-08913/2026.
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