
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem adotado, neste ano eleitoral, uma agenda de benefícios sociais, ampliação do crédito e desonerações tributárias semelhante ao conjunto de medidas que classificou como um “pacote de bondades” eleitoreiro do então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2022.
À época, Lula e a cúpula do PT acusavam o adversário de usar a máquina pública para influenciar o eleitorado e criticavam o impacto fiscal das iniciativas anunciadas às vésperas da eleição.
Na campanha presidencial daquele ano, Lula e seus aliados atacaram principalmente a chamada PEC dos Benefícios, apelidada de “PEC Kamikaze”, que autorizou gastos extraordinários fora do teto e permitiu medidas como o aumento do Auxílio Brasil, a criação do benefício para caminhoneiros e do auxílio para taxistas.
“Eles estão tentando comprar o povo”, afirmou Lula à época ao criticar as medidas. O então candidato do PT também associava as medidas a uma tentativa de driblar as restrições eleitorais.
Dirigentes petistas também argumentavam que o pacote representava uma manobra de última hora com elevado impacto fiscal e potencial para desequilibrar a disputa presidencial.
Quatro anos depois, o governo Lula reúne uma agenda de medidas de forte apelo popular e impacto fiscal em pleno ano eleitoral. A principal delas é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem tem renda mensal de até R$ 5 mil, aprovada pelo Congresso em 2025 e em vigor a partir de 2026.
A medida, que se tornou uma das vitrines do governo neste ano eleitoral, é uma entre várias outras compõem o chamado “pacote de bondades” criticado por Lula em 2022.
Gás do Povo expande benefício para 15 milhões de famílias
Na área social, o governo substituiu o antigo Auxílio Gás pelo Gás do Povo, programa que prevê atendimento a cerca de 15 milhões de famílias em todos os municípios do país. A primeira etapa de execução do programa envolveu quase R$ 1 bilhão em recursos federais previstos pelo Ministério de Minas e Energia.
Ao lançar o programa, em setembro de 2025, Lula afirmou que a iniciativa busca combater a “pobreza energética”. “Todo mundo tem direito a comer e, para isso, precisa ter gás para cozinhar”, disse o petista.
Luz do Povo reduz tarifa, mas transfere custos ao sistema
Outra aposta foi a criação do Luz do Povo, programa voltado à redução da conta de energia para famílias de baixa renda. O benefício é financiado pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo abastecido por encargos cobrados nas contas de luz.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) tem alertado que o crescimento dos benefícios financiados pela CDE pressiona os encargos embutidos nas tarifas de energia. Já a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) ressaltou que a política tem mérito social, mas advertiu que o financiamento por meio da CDE tende a transferir parte dos custos para os demais consumidores e para a indústria.
Crédito subsidiado para motoristas, caminhoneiros e empreendedores
O governo também lançou uma ofensiva de crédito subsidiado. Entre as iniciativas estão financiamentos para motoristas de aplicativo adquirirem veículos, linhas especiais para caminhoneiros e o chamado Fies Empreendedor, que prevê empréstimos de até R$ 180 mil para recém-formados abrirem negócios próprios.
Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis e estimular o empreendedorismo entre ex-estudantes financiados pelo programa.
No entanto, estudos publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que o próprio Fies acumulou elevados índices de inadimplência ao longo de sua história. O órgão aponta a ausência de garantias, a baixa renda dos beneficiários e dificuldades de inserção no mercado de trabalho como fatores que comprometem a sustentabilidade financeira do programa.
Minha Casa, Minha Vida mirando faixas de renda mais altas
Em abril, Lula decidiu incluir a Faixa 4 no Minha Casa, Minha Vida, estendendo o alcance do programa de habitação a famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.
Segundo o Ministério das Cidades, a medida busca ampliar o acesso ao crédito habitacional para famílias que enfrentam dificuldades para financiar imóveis diante dos juros elevados.
Apesar disso, dados da Fundação João Pinheiro indicam que a maior parte do déficit habitacional brasileiro está concentrada entre famílias de menor renda, público que historicamente constituiu o foco do programa.
Desenrola turbinado até para adimplentes
Outra frente foi a expansão do Desenrola. Após a primeira fase, voltada à renegociação de dívidas de inadimplentes, a gestão Lula lançou novas modalidades do programa, incluindo linhas para pequenos empreendedores e uma versão destinada a consumidores adimplentes, permitindo a substituição de empréstimos mais caros por operações com juros menores.
O Ministério da Fazenda sustenta que a medida reduz o custo do endividamento e amplia o acesso ao crédito para trabalhadores informais e consumidores que mantêm as contas em dia.
No entanto, a segunda edição do Desenrola recebeu ressalvas do BTG Pactual, cujos analistas classificaram o desenho do programa como mais intervencionista que a versão anterior, por impor novas obrigações às instituições financeiras e ampliar significativamente o alcance da política de crédito.
A nova modalidade também recebeu críticas do setor bancário. Em entrevista ao portal UOL, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, que apontou que a repactuação ampla de contratos de adimplentes poderia “estimular a inadimplência” e gerar impactos sobre a lógica econômica das operações de crédito.
Ampliação do MEI e verba dobrada para propaganda da gestão Lula
O governo também encaminhou ao Congresso uma proposta para reformular o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). O texto prevê elevar o teto anual dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com reajustes automáticos pela inflação nos anos seguintes. A medida ainda precisa passar pelo Congresso.
Somam-se a essas iniciativas a aceleração das entregas de obras do Novo PAC e a ampliação das despesas com propaganda institucional do governo — que alcançaram R$ 520 milhões empenhados no primeiro semestre, mais que o dobro do registrado no mesmo período do último ano eleitoral de Bolsonaro.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/lula-ignora-criticas-bolsonaro-turbina-pacote-bondades-ano-eleitoral/
Herói da Espanha na final da Copa é católico e diz que Deus lhe deu forças

O gol que deu o título da Copa do Mundo à Espanha neste domingo veio dos pés do atacante Ferrán Torres, que havia saído do banco de reservas. A vitória por 1 a 0 contra a Argentina deu aos espanhóis o seu segundo título mundial.
“O gol é o menos importante; agora, tudo o que eu quero é agarrar esse troféu e apertá-lo com toda a minha força, porque acredito que ele representa o sonho dos 47 milhões de pessoas que representamos em campo hoje — porque acho que merecemos e demos tudo de nós”, disse Ferrán Torres após a final.
Torres, que joga pelo Barcelona, também afirmou que o gol lhe trouxe uma sensação de alívio, considerando as fortes críticas que enfrentou durante a Copa do Mundo. “Graças a Deus, Ele sempre me dá forças para continuar, e no final — como sempre digo — Deus concede as coisas àqueles que mais merecem”, enfatizou o atacante.
Dias antes da final, Torres deu uma entrevista na qual falava sobre a importância de Deus em sua vida. “Tenho um crucifixo e uma imagem da Virgem Maria; no fim das contas, acho que ter uma fé tão forte me dá muito apoio — é algo muito importante para mim”, comentou o atacante espanhol, eleito o melhor jogador da final.
Torres se destaca por sua fé católica na seleção espanhola, ao lado do técnico Luis de la Fuente — que, na coletiva de imprensa antes da semifinal, na qual derrotaram a França por 2 a 0, afirmou que reza “todos os dias, mas não porque estou em uma Copa do Mundo ou para conseguir um resultado”.
“Dou graças todos os dias — todos os dias, quando acordo e me sinto bem, olho para mim mesmo e digo: ‘Mais um dia para aproveitar a vida’. Agradeço por essas pequenas coisas. Rezo — porque rezo todos os dias — não para pedir mais ajuda”, explicou o técnico espanhol na ocasião.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/ferran-torres-espanha-copa-do-mundo-catolico/
Flávio Bolsonaro critica custo de vida e diz que brasileiros parcelam até pizza no iFood

O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (19), um vídeo em que critica o custo de vida e os preços cobrados nos supermercados em 2026. Em uma compra realizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o senador afirmou ter gasto R$ 908,40 e atribuiu o valor ao aumento das despesas das famílias brasileiras.
Na gravação, Flávio comparou os preços encontrados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com valores que, segundo ele, eram praticados em 2019, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar sustentou que a população enfrenta dificuldades para manter o padrão de consumo dos últimos anos.
“Botei aqui no carrinho algumas coisas que, certamente, todo brasileiro, precisa ter em casa. Pode variar uma marca ou outra, mas queria mostrar que não tem nem meio carrinho aqui. É uma compra que não vai durar muito para uma família de 3 a 4 pessoas e ficou muito salgada a conta: mais de R$ 900″, afirmou.
Flávio afirma que população parcela arroz, feijão e pedidos em aplicativos
Além dos preços dos alimentos e produtos básicos, Flávio também questionou a carga tributária incidente sobre a compra. “Só de impostos, que a lei fala que tem que mostrar separado, foram R$ 217,20. Realmente o poder de compra do brasileiro acabou”, disse.
Em uma segunda publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que muitos brasileiros passaram a parcelar despesas consideradas básicas. Segundo ele, a população “está parcelando o arroz e o feijão” e “até pedidos de pizza de R$ 60 no iFood”.
A lista de produtos adquiridos pelo senador inclui itens de limpeza, alimentos e diferentes cortes de carne. Entre os produtos exibidos no vídeo, a compra de sacolas plásticas, no valor de R$ 1,04, aparece como o item mais barato. Já uma peça de picanha, vendida por R$ 97,51, foi o produto de maior preço mostrado pelo parlamentar.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/flavio-bolsonaro-critica-custo-de-vida-e-diz-que-brasileiros-parcelam-ate-pizza-no-ifood/
Muhammad é o nome mais popular de bebês nascidos na Inglaterra pelo terceiro ano seguido

A lista de 2025 do Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) dos nomes de bebês mais populares na Inglaterra e no País de Gales foi divulgada este mês e apontou que, pelo terceiro ano consecutivo, Muhammad foi o nome mais popular para nascidos do sexo masculino: 5.957 meninos receberam este nome.
Mohammed (20º lugar, com 1.712 bebês recebendo este nome) e Mohammad (55º, com 895), outras grafias da tradução para o inglês do nome de Maomé, fundador do islamismo, também apareceram entre os cem primeiros nomes mais populares de nascidos nos dois países.
Outros nomes populares de origem islâmica incluíram Yusuf e Ibrahim para meninos e Maryam e Fatima para meninas.
Os três nomes mais populares para meninos em 2025 na Inglaterra e no País de Gales foram Muhammad, Noah (4.075 nascidos no ano passado receberam este nome) e Leo (3.278). Entre as meninas, os nomes mais comuns foram Olivia (2.386 bebês), Lily (2.249) e Amelia (2.153).
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/muhammad-nome-mais-popular-bebes-nascidos-inglaterra-terceiro-ano-seguido/
Bolsonaro completa um ano fora das redes sociais após decisão de Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro completou um ano afastado das redes sociais após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, tomada em julho de 2025, impediu Bolsonaro de publicar, compartilhar ou utilizar perfis de terceiros para divulgar conteúdos nas plataformas digitais. Além disso, a determinação ampliou as restrições impostas ao ex-presidente durante investigações conduzidas pelo Supremo.
Desde então, Bolsonaro mantém uma atuação política limitada no ambiente digital e depende de aliados para repercutir posicionamentos públicos. Entretanto, mesmo fora das redes, o ex-presidente continua participando de articulações políticas, encontros com apoiadores e debates sobre as eleições de 2026. Assim, a restrição segue como um dos principais pontos de conflito entre seus aliados e decisões tomadas pelo STF.
Flávio diz que recusará segurança da PF por não confiar na direção da corporação
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (19) que não pretende utilizar a equipe de segurança disponibilizada pela Polícia Federal (PF) durante a campanha eleitoral de 2026. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar disse que não confia na atual direção da corporação, comandada pelo diretor-geral, Andrei Rodrigues.
“Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, escreveu Flávio na rede social X.
Lula turbina pacote de bondades após acusar Bolsonaro de tentar “comprar o povo” em 2022
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem adotado, neste ano eleitoral, uma agenda de benefícios sociais, ampliação do crédito e desonerações tributárias semelhante ao conjunto de medidas que classificou como um “pacote de bondades” eleitoreiro do então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2022.
À época, Lula e a cúpula do PT acusavam o adversário de usar a máquina pública para influenciar o eleitorado e criticavam o impacto fiscal das iniciativas anunciadas às vésperas da eleição.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/cafe-com-a-gazeta/bolsonaro-completa-um-ano-fora-das-redes-sociais-apos-decisao-de-moraes/
A pobreza não é obra do acaso

Quem se der ao trabalho de pesquisar a história das administrações do governo central brasileiro nos últimos 70 anos constatará que pessoas, empresas e proprietários de ativos diversos foram submetidos o tempo todo a leis, decretos, regulamentos e decisões judiciais destinados a confiscar cada vez mais rendas e propriedades em ambiente de instabilidade e insegurança jurídica. Ameaças de aumento de tributos, depósitos compulsórios e outras formas inventadas pelo Estado para avançar sobre o dinheiro, bens, propriedades e direitos da população e do sistema produtivo sempre foram uma constante, tendo como agravante da prática de confisco de renda e propriedades o fato de o país ter passado a maior parte dessas sete últimas décadas sob o efeito de um imposto invisível e sem lei: a inflação. De saída, vale recordar que a inflação é essencialmente um produto governamental, um imposto sem lei, pelo qual a sociedade e os agentes privados perdem parte de sua renda e posses.
O governo dispõe de mecanismos de transferência de renda do setor privado para os cofres públicos a fim de sustentar seus gastos, mesmo em tempo de inflação. Um exemplo simples de como o governo lucra com a inflação está no sistema de contração de dívida pública por meio da venda de títulos do Tesouro Nacional. Quando alguém compra um título público e recebe, por exemplo, 14% de juros ante inflação de 5% no ano, o governo cobra de 14% a 22,5% de Imposto de Renda sobre o ganho total do investidor, a depender do prazo do título. Assim, a essa taxa de juros de 14% num título com prazo de um ano, o rendimento líquido após descontado o Imposto de Renda de 20% sobre o rendimento bruto fica em 11,2%, o que dá um rendimento real de 6,2% no ano após descontada a inflação de 5%.
O Brasil perdeu (se é que algum dia teve) a capacidade de não reeleger, de se indignar e de exigir punição aos que dilapidam o dinheiro público pela ineficiência e pela corrupção
Mas as armadilhas pelas quais o governo toma dinheiro da sociedade (pessoas e empresas) são várias e cheias de becos escuros que dificultam o entendimento de como o sistema funciona. Imagine-se o caso de um trabalhador assalariado: ele entrega parte de seu ganho ao governo quando recebe seu salário; paga impostos sobre aplicações financeiras feitas com parte de seu ganho que tenha poupado; paga impostos sobre compra de imóveis e bens de consumo durável. No caso de imóveis, ele paga tributos todos os anos pelo simples fato de os possuir (caso do IPTU e do ITR); quando ele vende tais bens, novos impostos são pagos. Se doar aos filhos em vida, incidem impostos sobre a doação; quando ele morre, os herdeiros pagam tributos sobre a herança para ter o direito de possuí-la. Por fim, todos os bens de consumo, inclusive os produtos sem os quais o ser humano não sobrevive, são tributados ao serem produzidos; há impostos sobre o transporte e, quando são vendidos, o consumidor paga mais tributos embutidos no preço final.
A necessidade de a população conhecer a realidade tributária em seus detalhes é essencial para a população entender a lógica do sistema econômico e de governo e, por consequência, desenvolver a consciência de política e cidadania. Não se trata de usar o conhecimento para revolta, mas de saber que, somente na atividade de tomar parte da renda de toda a sociedade e suas instituições em forma de tributos, o governo leva mais de um terço da renda nacional; logo, a educação tributária cumpre o papel de despertar a consciência da população para cobrar das estruturas de Estado e dos governantes uma postura moral na gestão dos recursos retirados da sociedade em impostos, além de exigir austeridade, eficiência e produtividade.
Nos tempos atuais, o Brasil perdeu (se é que algum dia teve) a capacidade de não reeleger, de se indignar e de exigir punição aos que dilapidam o dinheiro público pela ineficiência e pela corrupção. Pelo contrário, a regularidade com que os brasileiros vêm reelegendo políticos provadamente corruptos, muitos deles já condenados pela Justiça, é um comportamento preocupante e que contribui para impedir o crescimento econômico e a melhoria das condições de vida da população. Outro problema que está se tornando endêmico são os altíssimos salários, vantagens, benefícios e mordomias de certas categorias de burocratas nos três poderes, cujos valores são aprovados pelos próprios beneficiários, piorando ainda mais o quadro de corrupção e inchaço da máquina estatal, sempre voraz em comer grande parcela da carga tributária efetivamente arrecadada.
Baixo crescimento econômico, altos índices de pobreza, indicadores sociais ruins, alta carga tributária, déficits públicos, elevado endividamento do governo, atraso tecnológico, precariedade dos serviços públicos, deficiência da infraestrutura física e perspectivas ruins de aumento da renda per capita nas próximas décadas formam uma realidade que não é produzida pelo acaso. Pelo contrário, trata-se de resultado do que o Brasil – sociedade e governo – vem fazendo com suas instituições e sua realidade econômica. Em ano eleitoral, o país corre o risco de acabar repetindo o que sempre foi a política brasileira: mudam-se os nomes dos eleitos e alternam-se os partidos, mas as marcas do atraso reveladas pelos indicadores sociais ruins e o empobrecimento moral estampado na corrupção repetem seu curso normal a cada mudança de governo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/pobreza-inflacao-impostos-governo/
Israel rebate Mamdani por cogitar prisão de Netanyahu: “Deveria reparar seus estragos em Nova York”

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou neste domingo (19) um comunicado com críticas ao prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, por este ter falado sobre a possibilidade de prisão do premiê israelense.
Durante entrevista a um podcast do jornal The New York Times, o mandatário nova-iorquino afirmou que está cogitando ordenar a prisão de Netanyahu caso este venha à cidade para a Assembleia Geral da ONU, em setembro.
O primeiro-ministro de Israel tem contra si um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por acusações de supostos crimes de guerra e contra a humanidade na guerra na Faixa de Gaza, atualmente em cessar-fogo.
Em nota, o gabinete de Netanyahu lembrou que Israel e Estados Unidos não são membros do TPI.
“O TPI é um tribunal de fachada que não tem jurisdição sobre americanos ou israelenses. Seu mandado de prisão infundado contra o primeiro-ministro Netanyahu foi emitido por um ex-procurador do TPI desacreditado, Karim Khan, poucos dias antes de virem a público as alegações de má conduta sexual contra ele. Foi uma tentativa clara de Khan de desviar a atenção pública e buscar proteção contra o escrutínio público”, apontou o comunicado, citando a suspensão de Khan.
O gabinete de Netanyahu alegou que Israel “adotou medidas sem precedentes em tempo de guerra para minimizar danos a civis enquanto enfrentava o Hamas, uma organização terrorista genocida que utiliza palestinos como escudos humanos e ataca deliberadamente civis israelenses inocentes”.
“Em vez de apoiar o comportamento criminoso de Khan, o senhor Mamdani deveria concentrar-se em reparar os estragos que suas políticas causaram a Nova York”, disparou o Executivo israelense.
“Assim como Karim Khan, Mamdani parece interessado em desviar a atenção pública de suas tolices e em atacar o líder do Estado judeu e a única democracia do Oriente Médio”, concluiu a nota.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/israel-rebate-mamdani-cogitar-prisao-netanyahu/

Lula promete “guerra da verdade” contra Trump, mas esquece a realidade

Está se discutindo a questão da soberania em meio ao bate-boca entre Lula e Trump. Vi um artigo em que Dagoberto Godoy, uma das principais lideranças da indústria no Rio Grande do Sul e ex-presidente da Federação das Indústrias, afirma: “Não tem soberania sem tecnologia”.
Fiquei pensando: nós temos um potencial enorme. Discutimos terras raras, mas temos matéria-prima para tudo e condições de desenvolver tecnologia a partir dos nossos próprios recursos. O Brasil tem de tudo.
Temos o PIX, o etanol, a Embraer e tantos outros exemplos. Temos muitos centros de excelência em ensino, como São José dos Campos e São Carlos, além de diversas faculdades e institutos.
Mas os cérebros…
Os bons cérebros do Brasil, os mais brilhantes, são disputados fora do país, e não aqui.
Esse é o problema. Lula fala em “soberania”. Na última sexta-feira, 17, ele disse que a guerra que vai travar com Trump é a “guerra da verdade”.
Parece piada pronta: Lula dizendo que é a guerra da verdade. Não sei de onde é que ele vai tirar a munição, né?
Ele mesmo já contou uma história, com Jaime Lerner ao seu lado, em que teria revelado que inventava números, como o de que havia “25 milhões de meninos de rua no Brasil”. Lerner teria respondido: “Ô, Lula, mas não pode ser, senão a gente não consegue nem entrar na rua”.
Lula teria dito: “Não, a gente inventa isso. O número a gente inventa”. Porque, como minha mãe dizia: “A verdade engatinha e as mentiras voam”, né?
Se fizermos uma comparação, podemos olhar para o Chile, como fez o ex-governador de Goiás Irapuan da Costa Júnior, mostrando as diferenças entre Brasil e Chile.
Só para entender: o Chile é uma “tripinha”, uma faixa estreita de terra que, de norte a sul, tem uma extensão maior que o Brasil. Só que é uma cordilheira dos Andes empurrando o país para o mar.
No norte, há deserto; no sul, geleiras. São cerca de dois mil vulcões ao longo do território, além de terremotos, tsunamis e maremotos.
Esse é o Chile. Agora, compare com o Brasil.
O Brasil tem cerca de 12 mil dólares de renda per capita; o Chile, 20 mil dólares. No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil está em 85º lugar no mundo; o Chile, em 45º. No PISA, o Chile é o líder no continente latino-americano, enquanto o Brasil aparece na penúltima posição, à frente apenas da Venezuela.
É muito triste ver o nosso atraso.
O Chile tem três Prêmios Nobel; o Brasil, nenhum. A Argentina, que é vice no futebol, tem cinco Prêmios Nobel. O Brasil continua com zero.
Mas, em homicídios, a gente ganha: são 27 por 100 mil habitantes, enquanto o Chile tem quatro.
A saúde no Chile é muito melhor; aqui, a pessoa continua morrendo na fila.
Qual é a diferença? A elite política e as escolas. Não é apenas o ensino, mas também a educação. A família chilena forma cidadãos com princípios. A educação começa em casa; o ensino é nas escolas.
Tudo isso faz diferença para a gente gritar “soberania”.
O silêncio de Lula diante da China
Desde janeiro, está em vigor uma determinação chinesa sobre a carne bovina brasileira. A cota estabelecida é de 1 milhão e 100 mil toneladas. Após esse limite, a tarifa de 12% recebe um acréscimo de 55%.
Como a cota já foi esgotada no meio do ano, daqui para frente a carne bovina brasileira importada pela China passa a sofrer uma sobretaxa de 67%.
Eu não ouvi nada do Lula reclamando do Xi Jinping.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lula-promete-guerra-da-verdade-contra-trump-mas-esquece-a-realidade/
Cientista do Paraná vence prêmio alemão por pesquisa contra câncer agressivo

O pesquisador paranaense José Pedro Friedmann Angeli, de 43 anos, conquistou neste mês o Prêmio Alemão do Câncer 2026, por um estudo que pode contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos contra tumores resistentes aos medicamentos disponíveis. Formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, Angeli é professor da Universidade de Würzburg, na Alemanha, onde desenvolve pesquisas na área de oncologia.
A organização premiou o estudo na categoria de pesquisa experimental. Em parceria com Marcus Conrad, diretor do Instituto de Metabolismo e Morte Celular do Centro Helmholtz Munich, Friedmann recebeu o reconhecimento pelas descobertas sobre um processo chamado ferroptose, um tipo de morte celular que pode ajudar no combate ao câncer.
A ferroptose acontece quando o ferro presente nas células provoca um processo de oxidação que danifica suas membranas até levá-las à destruição. É um mecanismo natural do organismo, mas a ciência pode estimulá-lo para eliminar células tumorais.
Esse processo se assemelha ao que ocorre quando alimentos ricos em gordura, como manteiga ou queijo, ficam expostos ao ar por muito tempo e começam a oxidar, alterando a cor, o sabor e o cheiro. Nas células, ocorre algo semelhante: quando essa oxidação foge do controle e o organismo não consegue reparar os danos, a célula acaba morrendo.
Pesquisa avança no combate a tumores agressivos e resistentes
Com base nessas descobertas, os pesquisadores desenvolveram substâncias capazes de estimular esse mecanismo de forma controlada para atacar células cancerígenas. Os primeiros testes em animais mostraram que os compostos conseguiram reduzir o crescimento de tumores e dificultar a formação de metástases, etapa em que o câncer se espalha para outros órgãos.
Segundo os pesquisadores, a estratégia é especialmente promissora para tumores mais agressivos e que deixam de responder aos tratamentos convencionais. Ao entender melhor como a ferroptose acontece e quais mecanismos impedem ou favorecem esse processo. A partir disso, a ciência poderá desenvolver terapias mais eficazes contra cânceres que hoje apresentam poucas opções de tratamento.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/parana/cientista-parana-vence-premio-alemao-pesquisa-cancer-agressivo/

O risco da desmoralização institucional do STF

Poder não é sinônimo de autoridade. Poder pode ser imposto. Autoridade, não. Ela é construída lentamente. Nasce da coerência moral, do respeito à lei, da fidelidade às próprias decisões e da confiança pública. Quando o poder se distancia da autoridade, instala-se um desequilíbrio perigoso. E esse descompasso cobra um preço elevado: a erosão da credibilidade institucional.
O Supremo Tribunal Federal detém enorme poder. É a instância máxima do Judiciário, guardiã da Constituição e árbitra final dos conflitos institucionais. Seu peso é indiscutível. O problema não está no poder que exerce, mas na autoridade que, progressivamente, vem perdendo. Autoridade não se decreta: conquista-se. E também pode ser perdida.
A crise que hoje envolve o STF não resulta apenas de ataques externos ou de campanhas de deslegitimação. Ela nasce, sobretudo, de dentro. Decorre de decisões controversas, do protagonismo crescente de alguns ministros, de interpretações excessivamente elásticas da Constituição e da percepção, cada vez mais disseminada, de que a corte abandonou a discrição para ocupar o centro do palco político. Quando juízes passam a agir como protagonistas da disputa política, a toga perde parte de sua força simbólica.
A crise que hoje envolve o STF não resulta apenas de ataques externos ou de campanhas de deslegitimação. Ela nasce, sobretudo, de dentro
Nenhuma instituição se sustenta apenas pela força dos cargos que ocupa. A história demonstra que os grandes tribunais consolidam sua legitimidade pelo exemplo, pela prudência, pela previsibilidade e pela fidelidade às regras que exigem dos demais. Quando o poder fala mais alto do que a autoridade, instala-se um ruído institucional que compromete a harmonia entre os poderes e enfraquece a confiança da sociedade.
Em recente editorial, O Estado de S.Paulo, com clareza e responsabilidade, colocou o dedo na ferida de uma corte aprisionada pelas próprias contradições. Vale reproduzir alguns trechos.
O ministro Alexandre de Moraes, registra o jornal, “ameaçou os presidentes de sete Tribunais de Justiça – Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia – com afastamento do cargo, além de responsabilização penal, civil e disciplinar, caso não comprovem que o pagamento de penduricalhos autorizados por eles em abril e julho deste ano respeitou o teto constitucional”. Em seguida, o editorial pergunta: “Mas a que teto se refere Sua Excelência? Porque o próprio STF, lembremos, desmoralizou aquele que a Constituição define em português legível no artigo 37, inciso XI”.
Prossegue o editorial: “Em março, usurpando uma competência do Legislativo, o plenário do STF criou parâmetros para o pagamento das chamadas verbas indenizatórias que, na prática, elevaram o limite remuneratório dos servidores do Judiciário e do Ministério Público de R$ 46,4 mil, correspondente ao salário dos ministros da corte, para até R$ 78,8 mil. Ou seja, o STF transformou em piso aquilo que os constituintes definiram como teto da remuneração de todo o funcionalismo público. Além de inconstitucional, a decisão foi acintosa”. E conclui: “Ao ameaçar presidentes de tribunais com a destituição do cargo por suposto descumprimento de um teto que o próprio Supremo tornou letra morta, os ministros ignoram deliberadamente sua parcela de responsabilidade por essa desmoralização”.
Independentemente do juízo que cada leitor faça sobre essas afirmações, é impossível ignorar um fato: quando uma instituição é percebida como contraditória entre o discurso e a prática, sua autoridade moral sofre desgaste. E esse desgaste produz consequências que vão muito além do impacto financeiro provocado pelos chamados penduricalhos. Ele alimenta o descrédito institucional e fortalece narrativas populistas de ruptura, sempre perigosas para a democracia.
Em resumo, parcela expressiva da sociedade já não recebe com a mesma confiança as manifestações de ministros do STF contra os privilégios remuneratórios do próprio Judiciário. Para muitos brasileiros, essas declarações soam como um discurso sem correspondência com os fatos.
Quando juízes passam a agir como protagonistas da disputa política, a toga perde parte de sua força simbólica
O Brasil precisa de um Supremo forte. Mas forte em autoridade moral, e não apenas em poder formal. Forte na capacidade de arbitrar, não de protagonizar. Forte no respeito rigoroso à Constituição, e não em interpretações moldadas pelas conveniências do momento político.
A recuperação da credibilidade do STF exige autocrítica. Exige moderação, transparência, previsibilidade e autocontenção. Exige o resgate da tradição de sobriedade que sempre caracterizou os grandes tribunais constitucionais. A toga não foi concebida para o aplauso das plateias nem para o embate político cotidiano. Foi concebida para servir à Justiça.
Quando o poder se fecha sobre si mesmo, a democracia adoece. Quando a autoridade se enfraquece, o risco institucional aumenta. E quando o cidadão deixa de confiar em suas instituições, o custo para o país torna-se imensurável.
Tenho profundo respeito pelo Supremo Tribunal Federal como instituição essencial da República. Justamente por isso, preocupa-me constatar que a própria corte, ainda que involuntariamente, vem contribuindo para a formação de um ambiente de crescente desconfiança. Preservar a autoridade do STF não é um interesse corporativo de seus ministros. É uma necessidade vital para a estabilidade institucional e para a saúde da democracia brasileira.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/carlos-alberto-di-franco/stf-risco-desmoralizacao-institucional/

Bolsonaro livre: para escapar do ciclo revanchista, o país precisa fazer o que é certo

No país das notícias fantásticas, o evento da semana foi a proibição imposta pela Suprema Corte a Flávio Bolsonaro, senador da República, advogado e candidato à Presidência.
Flávio foi proibido de visitar o pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, condenado por suposta tentativa de golpe de Estado. A proibição de visitas é válida por 90 dias – mais ou menos o período até as eleições. O motivo foi a divulgação, por Flávio, de uma carta escrita pelo pai.
É ocioso discutir a dimensão jurídica dessa medida. Ela parece, a muitos juristas, inexistente. Qualquer discussão teria que começar com o processo que levou Bolsonaro à prisão.
No sistema acusatório do Brasil há uma separação entre as funções persecutória (a função de investigar e acusar) e jurisdicional (a função de julgar). Isso é um princípio elementar do Direito, me dizem os juristas.
A função persecutória é da polícia e do Ministério Público; a função jurisdicional é do Judiciário. Para preservar a neutralidade e evitar que o juiz já comece o processo com uma convicção estabelecida, o Judiciário é inerte; ele não pode instaurar inquérito por iniciativa própria.
Mas, neste caso, os inquéritos foram instaurados pelo próprio tribunal que realizou os julgamentos.
Ninguém precisa gostar de Bolsonaro para exigir sua libertação. Só precisamos gostar de nossa própria liberdade
Um segundo problema é que esse processo deveria estar na primeira instância, não na Suprema Corte. Jair Bolsonaro não tinha foro privilegiado. Esse era o entendimento da Corte – até que ele mudou, coincidentemente, pouco antes da apreciação da denúncia contra Bolsonaro
Se, ainda assim, o processo fosse julgado na Suprema Corte, ele deveria ser julgado no plenário, e não na primeira turma, como aconteceu. Foi no plenário que aconteceram os grandes julgamentos anteriores. O argumento de que isso atrapalharia a pauta da Corte não se sustenta; afinal, se a pauta não pode ser afetada pelo julgamento de uma tentativa de golpe, envolvendo um ex-presidente, então para que ela serve?
Três dos juízes da primeira turma, onde aconteceu o julgamento, deveriam ter se declarado suspeitos: um deles era supostamente alvo dos crimes em julgamento e os outros dois atuaram em processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro ou o processaram.
Bolsonaro e boa parte das pessoas do chamado “Núcleo 1” foram acusadas de atos protegidos pela liberdade de expressão: reuniões (que não envolveram execução) e atos de pensamento, reflexão ou cogitação – e a lei não pune isso.
Por último, a decisão de acusar os réus simultaneamente pelos crimes de golpe de estado e abolição violenta do Estado de Direito não faz sentido. São crimes irmanados; não é possível executar um sem executar o outro. A consequência de manter as duas acusações foi a aplicação de penas altas demais.
Essa sucessão de problemas levou muitos operadores do Direito, incluindo promotores e magistrados, à convicção de que esse e outros processos serão anulados – embora não se saiba quando ou como.
Antes de ter sido condenado e preso, Jair Bolsonaro teve seus direitos políticos suspensos por ter realizado uma reunião com embaixadores – um ato que estava dentro dos seus poderes como presidente da República.
Diante disso, percebe-se que a questão não é o direito de Jair Bolsonaro de escrever cartas, mas a garantia de todos os seus direitos – incluindo a liberdade de expressão, o direito de ir e vir e o direito de concorrer a um cargo eletivo.
É preciso dizer: soltem Jair Bolsonaro. Deixem que o povo escolha seu caminho, sem tutela.
Não se corrige uma injustiça cometendo outra de sinal contrário. É impossível consolidar uma democracia à força, com medidas de exceção. A violação dos direitos de um homem hoje é a futura violação dos direitos de todos.
Ninguém precisa gostar de Bolsonaro para exigir sua libertação. Só precisamos gostar de nossa própria liberdade.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/roberto-motta/bolsonaro-livre-pais-precisa-fazer-o-que-e-certo/
Campanha petista teme que ‘língua nervosa’ de Lula dificulte proveito eleitoral do tarifaço

A tropa da comunicação da “pré”-campanha de Lula está em polvorosa com a taxação promovida pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, que avalia ter rendido dividendos eleitorais ao petista. O problema agora é administrar a língua nervosa de Lula, para que o presidente não erre o tom nas críticas e o eleitorado associe o tarifaço a uma eventual má-condução das negociações. A estratégia é velha e conhecida, apostar no fator “ataque de um inimigo externo” para faturar com a união nacional.
Isolamento preventivo
Fala do chanceler Mauro Vieira já é parte da estratégia de preservar Lula e afastar o presidente de bate-boca com auxiliares de Donald Trump.
Trump malvadão
Lula vai usar o tarifaço na campanha, claro. Mas deve reforçar críticas ao presidente dos Estados Unidos, na linha “imperador do mundo”.
Sem envolvimento
O presidente nem mesmo deve tomar frente nas negociações, que vão ficar com o Ministério da Fazenda, Itamaraty e Indústria e Comércio.
Boca de sacola
Lula tem histórico de falar demais e azedar relações, como o caso do “Holocausto” (2024) e declarações sobre a guerra da Rússia e Ucrânia.
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