
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça, rejeitou dois pedidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) para exclusão de postagens apontadas como propaganda eleitoral antecipada em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As duas decisões são da última sexta-feira (19).
As representações focaram na atuação do deputado federal Mario Frias (PL-SP) na difusão dos conteúdos. Em uma das postagens, divulgada pelo Instagram “flaviobolsonaroapoio” e compartilhada por Frias, há uma montagem de Flávio com a faixa presidencial, seguido da frase “eu apoio Flávio Bolsonaro para presidente”.
Para Mendonça, “embora o conteúdo revele preferência política e associe o nome de Flávio Bolsonaro ao cargo de Presidente da República, não se identifica, em juízo preliminar, pedido explícito de voto ou expressão semanticamente equivalente a pedido de voto”. O ministro afirmou que não há, na postagem, nenhuma das chamadas “palavras mágicas”, que indiretamente pedem voto, mas apenas uma declaração de apoio.
“A expressão “eu apoio” não se confunde, necessariamente, com ‘vote’, ‘eleja’, ‘vamos eleger’, ‘apoie nas urnas’ ou outras fórmulas de convocação eleitoral direta. Trata-se, em princípio, de declaração pessoal de preferência política, admitida no ambiente de pré-campanha, […], desde que ausente pedido explícito de voto”, argumentou.
“Futuro presidente”: Mendonça viu “simpatia ou preferência”, mas não propaganda antecipada
A outra representação eleitoral trata de um conjunto de postagens relacionadas à aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da proposta de redução da maioridade penal. Os conteúdos atribuem a aprovação à influência de Flávio. Ao tratar do tema, são usadas expressões como “nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro”, “futuro governo Flávio Bolsonaro” e “futuro presidente chegando”.
Mendonça, no entanto, entendeu que as expressões, embora possuam “conotação política”, indicam apenas “simpatia ou preferência” e não levam, em si, à “conclusão segura de que houve propaganda eleitoral antecipada positiva ilícita”. Para o ministro, a pré-campanha comporta “manifestações de apoio, elogio, expectativa de candidatura e defesa de pautas públicas”, desde que não haja “pedido explícito de voto ou de expediente equivalente de inequívoco conteúdo eleitoral”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/mendonca-rejeita-acoes-contra-posts-que-chamam-flavio-bolsonaro-de-futuro-presidente/
Janones quer QG de Lula no condomínio de Bolsonaro para “fazer da vida dele um inferno”

O deputado federal André Janones (Rede-MG) pretende alugar, para servir como base para a campanha do presidente Lula (PT), uma casa no Condomínio Solar de Brasília, o mesmo onde mora e cumpre prisão domiciliar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com Janones, o objetivo é “fazer a vida dele um inferno”.
“O objetivo é ter uma casa, fazer um QG para a eleição presidencial no mesmo condomínio do vagabundo do Bolsonaro, para fazer a vida dele um inferno, fazer o enfrentamento, mostrar que nós não temos medo, que nós sabemos jogar o mesmo jogo deles”, declarou, durante um evento em Divinópolis (MG) nesta sexta-feira (19).
O deputado tem se destacado tanto pelas falas agressivas contra os opositores quanto pelo fato de assumi-las publicamente. Durante um treinamento de comunicação do PT, o parlamentar chegou a falar em “descer o cacete no gado”, “desviar o foco” de falas mal colocadas de Lula e dar como exemplo de sucesso a associação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao crime organizado, alegando que a equipe foi “criando toda a narrativa, toda a história”.
“Antes eu dizia que valia quase tudo, eu mudei o meu discurso nesses quatro anos. Hoje, para mim, vale tudo para salvar a democracia nesse país”, concluiu.

Ex-assessor de Janones já gravou vídeo na porta da casa de Bolsonaro
O método de provocações in loco já foi reproduzido pelo ex-assessor do parlamentar mineiro Bernardo Moreira Amado Barros. Ele gravou um vídeo em que aparece com um megafone zombando da prisão e do estado de saúde do ex-presidente.
“Atenção, Bolsonaro. Você disse que seu dia ia chegar com a prisão. Só tenho uma coisa para te dizer: vai ficar de mimimi até quando? Bolsonaro, [você] falou que vai morrer por conta da cadeia. Tenho só um recadinho para você: eu não sou coveiro”, diz Bernardo no vídeo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/janones-quer-qg-de-lula-no-condominio-de-bolsonaro-para-fazer-da-vida-dele-um-inferno/
Tensão no STF se agrava com embate entre ministros
ões no STF expôs um ambiente de forte tensão entre os ministros. As divergências em torno de temas sensíveis têm ampliado a percepção de divisão na Corte e evidenciado diferentes visões sobre a atuação do tribunal.
Relatoria de Mendonça aumenta pressão sobre Vorcaro
O avanço do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça, é apontado como um fator que aumenta a pressão sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segundo análise publicada por Malu Gaspar em O Globo. O andamento da investigação da Operação Compliance Zero é descrito como mais rigoroso em decisões recentes, o que pode agravar a situação do investigado no processo.
Ministros temem ser barrados na Copa do Mundo nos EUA
Ministros do Supremo Tribunal Federal têm evitado planejar presença na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, devido ao receio de possíveis restrições de visto e até risco de serem barrados em aeroportos ou estádios. A preocupação está ligada aos efeitos ainda incertos de sanções aplicadas no passado pelo governo dos EUA a autoridades brasileiras.
AGU no caso Moraes nos EUA gera riscos ao Brasil
A atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) no processo que envolve o ministro do STF Alexandre de Moraes na Justiça dos Estados Unidos pode gerar efeitos jurídicos contra o próprio Estado brasileiro, segundo entrevista do advogado Martin de Luca ao Programa Sem Rodeios da Gazeta do Povo. O caso envolve uma ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media contra decisões do ministro sobre moderação de conteúdo, e levou o governo brasileiro a intervir em defesa da soberania nacional.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/sem-rodeios/tensao-no-stf-se-agrava-com-embate-entre-ministros/
PF ainda não analisou 3 celulares de Vorcaro e 60 aparelhos: o que vem por aí no caso Master

A Polícia Federal ainda não concluiu a perícia em ao menos três telefones celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e cerca de 60 aparelhos eletrônicos apreendidos na operação Compliance Zero. A reportagem apurou que somente a análise de documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos em nove fases da operação ainda deve levar meses e pode se estender até 2027 se for mantido o ritmo atual de perícia.
A cada desdobramento da operação há um volume crescente de apreensões e perícias que transformaram o caso em uma das mais complexas apurações financeiras da história do país. Somente de Vorcaro, em três apreensões distintas, foram localizados oito celulares.
Ao menos cinco passaram total ou parcialmente por perícia. Mas é no primeiro aparelho, coletado em 17 de novembro, quando o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez, que a Polícia Federal identificou a maior parte dos documentos, contatos, conversas e registros em mídia capazes de confirmar supostas ilegalidades.
Além dos dispositivos eletrônicos, os investigadores analisam milhares de documentos físicos. O material é submetido a cruzamentos com informações dos aparelhos de Vorcaro e de outros investigados. Ao todo, pelo menos 100 dispositivos eletrônicos, a maioria celulares, foram interceptados com cerca de duas dezenas de alvos. Todos passam por perícias e procedimentos de correlação de dados.
Fontes a par das apurações afirmam que o caso se encontra em uma etapa intermediária de investigação com novas fases da operação no radar. Tanto a análise quanto a investigação devem se arrastar por meses, com potencial para avançar sobre o período eleitoral e se estender por 2027. Isso ocorre diante do volume de recursos, pessoas envolvidas e da complexidade da engenharia financeira e institucional.
O celular que mais entregou informações
A primeira fase da Compliance Zero foi em 18 de novembro. Na noite anterior, Vorcaro foi detido quando se preparava para deixar o país. Esse detalhe ajuda, segundo os investigadores, a explicar por que o material apreendido nas primeiras horas se tornaria central e bombástico: os investigados talvez não tivessem tido tempo de apagar conversas ou destruir provas.
Vale destacar que, para fazer a perícia nos celulares de Vorcaro, a PF teve de recorrer a softwares forenses de ponta depois que o ex-banqueiro se recusou a fornecer as senhas. A quebra técnica tem permitido reconstruir conversas, agendas, históricos de localização e arquivos de mídia que sustentam suspeitas de fraude bilionária, lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos.
Esse primeiro aparelho ainda não teve sua análise finalizada. Por se tratar do equipamento de uso pessoal, o celular concentra arquivos com criptografia mais complexa e mensagens deletadas. A PF já conseguiu ter acesso a todos os arquivos, mas não concluiu totalmente a análise deles, segundo apurou a reportagem.
Devido às perícias e cruzamentos de dados, principalmente do que veio desse celular, a PF descobriu que Vorcaro teria construído uma ampla rede de relações com integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e do alto escalão do Judiciário, além do envolvimento de seu próprio núcleo familiar, o que daria ao esquema “contornos de máfia”, segundo o relator do caso no STF, ministro André Mendonça.
O trabalho metódico dos peritos criminais resulta em laudos técnicos, financeiros e institucionais que aprofundam as investigações e abrem novas frentes de apuração.
Perícias já levaram à rejeição de duas propostas de delação
Com base em tudo que foi apreendido, analisado e periciado, a PGR e a PF rejeitaram duas propostas de delação premiada de Daniel Vorcaro. A justificativa das instituições é que o ex-banqueiro não apresentava fatos novos, além dos já colhidos em diferentes fases da Compliance Zero.
Para os peritos, nos documentos físicos está o maior volume bruto de trabalho pela frente. Dos milhares de documentos impressos, existem contratos, planilhas, anotações manuscritas e relatórios internos que ainda aguardam digitalização e análise.
Parte desse material passa por reconhecimento óptico de caracteres para se tornar pesquisável por palavras-chave, mas a maior parte ainda depende de leitura humana qualificada, o que torna esse gargalo um pouco mais lento na investigação.
O trabalho não se limita a examinar cada documento isoladamente. São realizados cruzamentos entre o material apreendido com Vorcaro e o que foi recolhido com outros investigados, buscando coincidências de datas, valores e nomes que apontem provas articuladas.
Da espionagem à cooptação: o que já apareceu nos laudos
A extração e análise de dados revelaram um ecossistema que iria muito além de irregularidades bancárias e possíveis fraudes envolvendo a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).
Mensagens e áudios recuperados apontam para a existência de grupos chamados internamente de “A Turma” e “Os Meninos”, formados por policiais e ex-agentes de segurança, hackers e operadores de confiança do banqueiro, que monitoravam desafetos e promoveram intimidações. A defesa de Vorcaro sempre negou tais fatos.
O material, no entanto, indica que esse núcleo paralelo teve acesso indevido a sistemas sigilosos e que policiais da ativa e aposentados, além de servidores do Banco Central e do BRB, teriam recebido pagamentos e benefícios por informações privilegiadas sobre o andamento de investigações, fiscalizações e as negociações da venda do Master.
Foi justamente o cruzamento desse tipo de mensagem que subsidiou o afastamento de servidores suspeitos de vazar conteúdo de apurações sigilosas aos investigados.
Contrato milionário e o nome de autoridades
Entre os documentos apreendidos em endereços ligados a Vorcaro, a PF localizou uma minuta, não assinada, de um contrato de R$ 50 milhões. A perícia sobre esse documento chamou atenção: o valor coincidia com o saldo que faltava para liquidar um contrato anterior de R$ 129 milhões firmado entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
O achado, ainda em análise, tornou-se um dos pontos em alerta da investigação justamente por envolver, mesmo que indiretamente, a cúpula do tribunal. O ministro, o escritório de advocacia e a esposa de Moraes não são investigados. A banca advocatícia nega a prestação de serviços e o recebimento de valores referentes ao contrato de R$ 50 milhões. O ministro não respondeu aos questionamentos da reportagem.
A esse episódio se somam outros registros em pastas de anotações e capturas de tela de visualização única nos celulares de Vorcaro, que fariam referência a conversas com o ministro. Moraes nega os diálogos.
Investigadores teriam optado por tratar esse bloco de provas com cautela redobrada, submetendo os arquivos à perícia de integridade para confirmar metadados e marcações de horário, blindando o material contra contestações sobre eventual manipulação digital. Ao longo das apurações, as perícias também revelaram o nome de autoridades que dariam sustentação política ao esquema.
Mas não foram apenas políticos e policiais que apareceram nas investigações. Parte do material recolhido mostra que operadores do mercado financeiro teriam conhecimento da fragilidade do Master antes da liquidação extrajudicial.
Investigadores analisam esse material para identificar gestoras e operadores que teriam se antecipado à crise, vendendo papéis ligados ao banco antes que o problema se tornasse público. Trata-se de uma linha de apuração que, se confirmada, alcançaria também o mercado de capitais.
Trabalho de peritos e investigadores foi afetado
O avanço técnico do material não seguiu um caminho linear. No início de 2026, a condução da perícia se tornou também uma disputa institucional. O ministro Dias Toffoli, então relator do caso no STF, chegou a reter celulares e documentos apreendidos e restringir a análise a apenas quatro peritos escolhidos, decisão que travou o ritmo das investigações por semanas.
O quadro mudou quando o processo passou para as mãos de André Mendonça, que restabeleceu o fluxo de trabalho da PF com distribuição do material entre peritos federais, destravando o que hoje é tratado como uma das fases mais produtivas da apuração.
A própria perícia gerou um efeito colateral. Em maio de 2026, um perito criminal da PF foi investigado e afastado sob a suspeita de vazar dados sigilosos extraídos dos celulares nas primeiras fases da operação. O episódio não ficou isolado: outros agentes também foram alvos de sanções, sob suspeita de integrarem uma rede paralela de monitoramento e vigilância cibernética ligada aos próprios investigados.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/pf-ainda-nao-analisou-3-celulares-de-vorcaro-e-60-aparelhos-o-que-vem-por-ai-no-caso-master/
Toma lá, dá cá: Lula já pagou R$18,4 bilhões em emendas

O governo Lula (PT) abriu a carteira para bancar emendas de deputados e senadores nas últimas semanas. No total, já foram pagos R$18,4 bilhões em emendas parlamentares, este ano. O dado que mais impressiona é o total distribuído apenas no mês de maio: R$14,1 bilhões, quase 77% de tudo que o governo petista pagou em 2026. Em junho, já são R$605 milhões liberados pelo governo aos parlamentares.
Comparação
Em maio do ano passado, por exemplo, o governo Lula distribuiu pouco mais de R$188 milhões para pagar emendas parlamentares.
Coincidência?
Às vésperas da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) o governo reservou R$12 bilhões para as emendas.
Individuais
A maior parte das emendas pagas pelo governo Lula este ano são individuais, que custaram mais de R$13 bilhões até o momento.
Bancada
Outros R$4,5 bilhões dos pagadores de impostos custearam as emendas de bancada do Congresso Nacional, este ano.
Be the first to comment on "Mendonça rejeita ações contra posts que chamam Flávio Bolsonaro de “futuro presidente”"