
O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), defendeu nesta terça-feira (14) que haja uma “faxina” nos Poderes da República.
A declaração ocorreu após o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pedir, em seu relatório final, o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O parlamentar questiona em postagem nas redes sociais, “o que o povo brasileiro está pensando” dessa situação, onde ministros do STF são colocados como indiciados, em uma comissão que investiga o crime organizado.
Ainda na publicação, Gaspar escreve: “Este país não aguenta mais tanta sujeira. A Nação brasileira está na lama, é fedentina pra todo lado!”.
Veja abaixo a declaração completa:
Tabelas paralelas indicam Messias aprovado ao STF

A movimentação do governo Lula (PT) que diminuiu a resistência de Davi Alcolumbre (União-AP) ao nome de Jorge Messias para uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal alterou os números de tabelas que circulam no Senado com a estimativa de votos para o ainda advogado-geral da União. Na ala governista, otimistas apontam até 52 votos pró-Messias. Na oposição, o clima é de cenário ainda indefinido, mas com o indicado de Lula com ao menos 30 votos garantidos dos 41 necessários.
Tá no salto
Se confirmada a aprovação de Messias, a oposição duvida que o número de votos chegue a 52, que o governo diz ter. Seriam entre 41 e 49 votos.
Repeteco
Há nos dois lados a estimativa de um placar semelhante ao de Flávio Dino, 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções.
Oposição raiz
A avaliação de opositores é que a resistência perdeu força sem o presidente do Senado, mas o AGU deve ter no mínimo 25 votos contra.
Centrão
A oposição ainda não desistiu de virar votos contra Jorge Messias e tenta articular com senadores do MDB, PSD e União Brasil.
Flávio vence Lula com 42% a 40% no segundo turno, diz pesquisa

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula (PT) em um possível segundo turno.
O resultado representa um empate técnico dentro da margem de erro. Nas pesquisas anteriores, o primogênito de Bolsonaro e o petista empatavam em 41%.
Presidência da República – 2º Turno
- Flávio Bolsonaro x Lula
- Flávio: 42%
- Lula: 40%
- Branco/Nulo: 16%
- Indecisos: 2%
Outros candidatos também são citados contra Lula (PT), visando as eleições de outubro.
Lula x Romeu Zema
- Lula: 43%
- Zema: 36%
- Branco/Nulo: 17%
- Indecisos: 4%
Lula x Ronaldo Caiado
- Lula: 43%
- Caiado: 35%
- Branco/Nulo: 18%
- Indecisos: 4%
Lula x Renan Santos
- Lula: 44%
- Renan Santos: 24%
- Brabco/Nulo: 27%
- Indecisos: 5%
Lula x Augusto Cury
- Lula: 44%
- Augusto Cury: 23%
- Branco/Nulo: 5%
- Indecisos: 28%
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 9 e 13 de abril, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.
Pesquisa: 55,4% são favoráveis a impeachment no STF

Uma pesquisa do instituto Futura/Apex divulgada nesta terça-feira aponta que 55,4% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 32,1% se dizem contrários à medida, enquanto 12,5% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também mediu a percepção sobre a divisão política no país. Para 34,9% dos entrevistados, o Brasil está dividido e há cansaço com a situação. Já 25% afirmam que o país está dividido e se alinham ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 22,2% dizem estar do lado do presidente Lula. Outros 12,4% consideram que não há divisão.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2.000 eleitores entre os dias 7 e 11 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O estudo foi financiado pelo próprio instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme exigido para levantamentos desse tipo.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/pesquisa-554-sao-favoraveis-a-impeachment-no-stf
Esquema de R$1,6 bi leva PF a nove estados para prender 39 investigados

Um esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão com lavagem de dinheiro e transações ilegais levou a Polícia Federal a deflagrar, nesta quarta-feira (15), a Operação Narco Fluxo, em nove estados, para prender 39 investigados e desarticular uma organização criminosa que atuou com movimentações ilícitas de valores, no Brasil e no exterior. Entre os presos estão MC Ryan e o MC Poze do Rodo, celebridades musicais do funk.
Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos/SP, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Os crimes com uso de criptoativos foram identificados em desdobramentos de investigações anteriores sobre esquemas de lavagem de capitais, apuradas com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
“As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão”, detalhou a PF.
Para interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento pelos crimes, a Justiça Federal ainda ordenou medidas de constrição patrimonial, como sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. E já foram apreendidos carros de luxo, dinheiro, armas, documentos e equipamentos eletrônicos que ajudam para aprofundar as investigações.
Os alvos da Narco Fluxo podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Moraes manda PF investigar Flávio Bolsonaro por postagem contra Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou a Polícia Federal (PF) instaurar um inquérito para apurar se o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu calúnia contra o presidente Lula (PT) em uma postagem em que diz que “Lula será delatado”, em referência à prisão do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (13) e o sigilo foi levantado nesta quarta-feira (15).
A ordem, na verdade, vem de uma representação da própria PF. Na postagem, Flávio diz que “é o fim do Foro de São Paulo” e menciona os crimes de tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, “suporte a terroristas e ditaduras” e “eleições fraudadas”.
“Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputa fatos criminosos ao presidente da República”, entendeu o ministro.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com o ponto de vista da investigação e reforçou o pedido pela instauração do inquérito. Outra autoridade a endossar a denúncia foi o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Agora, a PF tem 60 dias para se manifestar.
Do lado oposto, governistas têm divulgado conteúdos associando o pré-candidato da direita a milícias do Rio de Janeiro. Contra essa associação, Flávio vem acionando o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
Para sua configuração, o crime de calúnia exige que o fato atribuído à vítima seja crime e que a alegação seja falsa. O Código Penal prevê o aumento de pena para crimes contra a honra do presidente da República, ao mesmo tempo que a jurisprudência tem entendido que os políticos estão naturalmente mais sujeitos a críticas.
O que diz Flávio Bolsonaro
Por meio de nota, o senador expressou “profunda estranheza” com a decisão. Advogado, Flávio opinou que a medida é “juridicamente frágil”, uma vez que suas postagens não se enquadram em nenhuma descrição criminosa.
“A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como “descondenado” para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então Presidente Jair Bolsonaro”, disse o parlamentar.
Flávio ainda chamou a atenção para o fato de que o caso foi distribuído justamente a Moraes, “personagem central do desequilíbrio democrático recente”. De acordo com a certidão disponível nos autos, a distribuição ocorreu por sorteio. Ao final, o senador cobra de Lula “explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-manda-pf-investigar-flavio-bolsonaro-por-postagem-contra-lula/
Gilmar Mendes cita ações do governo de MG no STF para reagir a críticas de Zema

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa dos colegas Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e reagiu a uma fala em que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) defende que, para além de um impeachment, os dois sejam presos.
Na publicação desta quarta-feira (15), o ministro lembrou que o governo de Minas Gerais, ainda durante a gestão de Zema, pediu à Corte o adiamento do pagamento de parcelas da dívida estadual com a União.
“É a política do utilitarismo: o STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião”, argumentou o magistrado.
Ministro cita nota do Ministério da Fazenda

Ministro utilizou notícias e citou nota técnica da Fazenda para acusar Zema de praticar “política do utilitarismo”. (Foto: Reprodução/X/Gilmar Mendes)
Gilmar vai além, citando uma nota técnica do Ministério da Fazenda sobre os pedidos de socorro do estado ao Supremo para lidar com o endividamento. “Sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal, com riscos concretos à continuidade de serviços públicos essenciais”, completa.
A fala gerou reações. O advogado e pré-candidato a deputado federal Jeffrey Chiquini (Novo) respondeu diretamente na postagem, criticando a classificação da fala de Zema como “ataque” e dizendo tratar-se de uma crítica. Em meio a outra fala em que o ministro defende a investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pelo pedido de indiciamento dos três ministros, Chiquini opina: “Ataque às instituições é se utilizar da toga para constranger e ameaçar opositores políticos”.
A sinalização de possível retaliação contra Vieira apareceu também em uma fala em que Toffoli defendia a cassação eleitoral de nomes que se insurjam contra a Corte. No fim das contas, o relatório final foi rejeitado, após uma manobra do governo que gerou seis votos contrários e quatro favoráveis.

Ainda que visto de Ramagem tenha vencido, há o pedido de asilo político

Alexandre Ramagem está nos Estados Unidos, à disposição das autoridades de imigração. Embora estivesse condenado a 16 anos aqui, ele estava com passaporte válido, tinha visto de turista, e foi para os EUA. Podia ficar lá por 180 dias, e nesse ínterim pediu asilo político; afinal, ele é obviamente um perseguido político aqui. As autoridades de lá alegam que o prazo de permanência venceu, mas há essa pendência relativa ao asilo no Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
STF impediu Bolsonaro de nomear Ramagem para a PF, mas era tudo fofoca. E agora?
Ramagem era deputado federal e, antes disso, foi chefe da Agência Brasileira de Inteligência – foi a Abin que alertou o Palácio do Planalto várias vezes sobre a possibilidade de quebra-quebra na Praça dos Três Poderes. Antes disso, Jair Bolsonaro tentou nomeá-lo diretor da Polícia Federal, mas foi impedido por um ministro do Supremo. Ou seja, um membro de outro poder impediu uma decisão administrativa do Poder Executivo, passando por cima do artigo 2.º da Constituição, que diz que os poderes são independentes.
Alexandre de Moraes achou que Bolsonaro queria ter influência sobre a Polícia Federal, por causa de toda aquela fofoca sobre Marielle Franco. Aquilo chegou ao Supremo como se fosse verdade, e o Supremo acreditou em fofoca. Agora está provado que não houve nada disso. Moraes mandou investigar, a Polícia Federal investigou, terminou o inquérito, entregou a Moraes: não houve nenhuma influência de Bolsonaro na PF. Moraes mandou refazer, com outro delegado. Ele investigou e chegou ao mesmo resultado: Bolsonaro não interferiu na PF. Agora Moraes, sem saber o que fazer, mandou tudo para o procurador-geral da República. Tudo isso, a proibição de que Ramagem fosse nomeado, por nada. E agora? E todo o prejuízo a Ramagem, à sua família, quem será responsabilizado? Alguém será responsabilizado por isso?
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É vergonhoso para uma corte superior ter um ministro investigado por crime sexual
O ministro do STF Nunes Marques abriu inquérito contra o ministro do STJ Marco Buzzi, denunciado por importunação sexual em Balneário Camboriú, por uma moça de 18 anos – depois apareceram denúncias semelhantes dentro do STJ. Buzzi está afastado temporariamente, mas o tribunal está pensando em afastá-lo definitivamente. Ainda assim, ele recebe mais de R$ 40 mil por mês, fora os penduricalhos.
Um investigado por crime sexual ocupando um cargo desses… Não sei o que diz a lei especificamente sobre isso, mas acho que quanto maior o cargo, quanto mais informação e consciência a pessoa tem de que não pode fazer isso, que é uma agressão, um desrespeito à outra pessoa, mais grave é o crime. Seria uma agravante. E quanto mais iletrada fosse a pessoa que age assim, maior a atenuante.
Gleisi terminará como Dilma terminou em 2018?
No Paraná, uma pesquisa mostra que Gleisi Hoffmann está em um cenário parecido com o que Dilma Rousseff teve em 2018, quando tentou se eleger para o Senado em Minas Gerais. Parecido porque ela aparece entre os primeiros. Alvaro Dias lidera; em seguida vem Deltan Dallagnol; e Gleisi está atrás dos dois, empatada com Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa. Gleisi está 20 pontos atrás de Alvaro Dias e 5 atrás de Dallagnol. O Paraná é onde Flávio Bolsonaro, segundo o Paraná Pesquisas, tem quase o dobro de intenções de voto de Lula, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Em uma outra pesquisa, Futura, Flávio Bolsonaro tem 48% contra 42,6% de Lula no segundo turno. José Dirceu deu entrevista à GloboNews, comentando a pesquisa, e disse que não são votos para Flávio, que Flávio é Jair Bolsonaro, e o representante do pai – ele falou “delegado do pai”, no sentido de alguém que recebeu a delegação do pai para ser candidato em nome do pai.
Metodologia das pesquisas citadas na coluna
Paraná Pesquisas: 1,5 mil entrevistados pelo Paraná Pesquisas entre os dias 10 e 12 de abril de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal (PL). Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,6 pontos porcentuais. Registro no TSE: PR-06559/2026.
Futura: 2 mil entrevistados pelo instituto Futura Inteligência entre os dias 7 e 11 de abril de 2026. A pesquisa para presidente da República foi contratada pelo Futura Pesquisas e Assessorias Ltda. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos porcentuais. Registro no TSE: BR-08282/2026.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/alexandre-ramagem-preso-eua-asilo-politico/
Lula só enganou quem quis ser enganado

Em 2018, antes de ser condenado em segunda instância, tornando-se ficha-suja, e começar a cumprir a pena a que tinha sido condenado na Lava Jato, Lula falou sobre sua eventual candidatura à Presidência da República naquele ano. Entre outros temas, ele afirmara que a recessão e o desemprego podiam ser resolvidos somente com mais gastos do governo. Para uma mente despreparada em economia, a proposta poderia parecer boa, pois o Brasil é um país carente de tudo, principalmente de investimentos em infraestrutura física. Assim, parece normal acreditar que, se o governo aprovar um programa de obras e contratar empreiteiras, estas contratarão trabalhadores, o nível de emprego aumentará, o consumo dos trabalhadores crescerá e a indústria, o comércio e os serviços venderão mais, contratarão mais gente, pagarão mais impostos e a economia em geral crescerá.
Lula e o PT não são ingênuos; sempre apostaram na capacidade desse discurso em conquistar votos entre a grande massa da população. O fato é que em 2018 – quando o candidato do PT acabou sendo Fernando Haddad –, banqueiros e segmentos da elite empresarial e da grande mídia deram apoio ao PT, que foi derrotado. Passados quatro anos, na eleição presidencial de 2022, o apoio se repetiu; com o auxílio da atuação completamente enviesada da Justiça Eleitoral na campanha, o resultado foi a derrota de Jair Bolsonaro em sua tentativa de reeleição. Lula retornou ao Planalto com o mesmo velho discurso, acrescentando que um pouco mais de inflação não faz mal, um pouco mais de déficit é bom e que austeridade fiscal é coisa de neoliberal insensível aos problemas sociais.
Lula nunca prometeu austeridade fiscal na campanha de 2022, pelo contrário: defendeu o gasto público sempre que teve a chance
Lula foi eleito, inventou novos ministérios, criou cargos, inchou a máquina estatal, aumentou o gasto público, seguiu com seu discurso populista demagógico e aprofundou a prática de tentar dividir o país entre “nós e eles”, sempre raivoso e culpando os demais pelos problemas do país e do mundo. Como seria fácil prever, voltaram as fraudes, os desvios e outros tipos de corrupção, com o velho Lula repetindo seu mantra de que nunca sabia de nada. Nessa caminhada, Lula só não disse claramente a seus apoiadores e ao Brasil que seu governo e seu partido continuariam mergulhados até o pescoço em escândalos.
Passados três anos de seu governo marcado por déficit público, apoio a regimes ditatoriais sanguinários e acusações de corrupção, Lula vê sua popularidade cair ao mesmo tempo em que economistas e banqueiros que o apoiaram explicitamente se mostram indignados com os rumos do governo, refletidos em atitudes como as constantes tentativas de aumentar impostos e em indicadores como a disparada da dívida pública. Mesmo com todo esse histórico, Lula, ao que tudo indica, disputará o quarto mandato de presidente da República, certamente com o mesmo velho e batido discurso. Se novamente a população der seu voto a Lula, mantendo-o no comando do país, é fácil prever que ele seguirá aumentando os gastos públicos, conforme sempre afirmou, ao lado do que o PT mais gosta: aumentar impostos, elevar a dívida pública e demonstrar pouca preocupação com a inflação e o baixo crescimento econômico.
O fato é que Lula só enganou quem quis ser enganado. Ele nunca prometeu austeridade fiscal na campanha de 2022, pelo contrário: defendeu o gasto público sempre que teve a chance. Sua prática não tem desmentido o discurso, de forma que não há desculpa para quem hoje está indignado com o péssimo governo e a destruição da moral pública característicos dos governos do PT, depois de ter anunciado apoio em 2022, como fizeram, por exemplo, os economistas pais do Plano Real. Quem segue apoiando um governo e um partido com esse histórico ou é completamente ingênuo ou lucra com o caos. Como não é razoável acreditar em ingenuidade de banqueiros e empresários bem-sucedidos, nada mais lógico do que supor a segunda opção, ou seja, que muitos apoiadores se beneficiam do caos econômico e moral que atinge o país.
Uma questão que merece alerta diz respeito ao perigo de o Brasil entrar em uma fase na qual os impostos serão tão elevados que o resultado de longo prazo será jogar a economia em retrocesso e manter o país no atraso e na pobreza. A economia é a ciência da escassez e das restrições. Há limites para o aumento da carga tributária e o aumento do endividamento público. Quando ultrapassados os limites tecnicamente estabelecidos pela prudência financeira, a sociedade inteira paga, inclusive e sobretudo aqueles a quem o governo diz proteger: os pobres e os miseráveis.
Tomar medidas que parecem proteger os mais carentes no curto prazo, mas sempre acabam com graves efeitos colaterais em prejuízo daqueles a quem o governo diz defender, é uma forma de populismo e demagogia que, além de manter a população no atraso, impede que o país ingresse no grupo das nações desenvolvidas. Essa é uma realidade que parece cada vez mais entranhada na estrutura política, econômica e social do Brasil.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/lula-economia-engano/
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