Quem são os cotados para a equipe econômica do eventual governo Flávio Bolsonaro

Entre os possíveis ministros de Flávio Bolsonaro (PL), constam membros de sua equipe de campanha, empresários, parlamentares e ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro (Foto: Dall-E/Gazeta do Povo)

Com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições e a probabilidade cada vez maior de o candidato conquistar a presidência da República, começam a circular nos bastidores nomes cotados para a equipe econômica do eventual governo do senador.

Entre os possíveis indicados, constam membros de sua equipe de campanha, entre outros empresários, parlamentares e ex-integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL).

O senador já declarou que deve reduzir a estrutura do primeiro escalão do governo, dos atuais 39 para 27 ministérios. Em agosto, a coordenadora da área econômica da campanha do PL, Daniella Marques, disse que um eventual governo de Flávio terá entre 20 e 25 pastas.

Confira abaixo alguns dos nomes que despontam como possíveis titulares de cada pasta da área econômica de Flávio Bolsonaro:

Fazenda

Marcelo Kayath

Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, cotado para a Fazenda em eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) (Foto: Reprodução/YouTube/Guitarcoop)

Entre operadores do mercado financeiro, um dos nomes citados é o de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e atual sócio da gestora QSM Capital. No fim de agosto, teve seu nome sugerido ao senador para o cargo por um grupo de banqueiros, investidores e empresários. Seu nome teria apoio ainda do irmão do candidato e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Kayath, no entanto, nega ter discutido a indicação até agora. “Eu nunca conversei com o candidato Flávio Bolsonaro sobre cargos. Nunca tivemos essa conversa”, afirmou na quarta-feira (7), em entrevista à CNN Brasil. “Agora não é momento de ficar falando em cargos”, declarou.

Em setembro, à Gazeta do Povo, ele já havia comentado a especulação. “Um cargo como esse só faz sentido se houver condições políticas para implementar uma agenda consistente. O mais importante, para mim, é ajudar o Brasil a voltar a crescer com responsabilidade fiscal, investimento e oportunidade para as pessoas”, disse.

Alexandre Bettamio

Alexandre Bettamio ocupa o cargo de co-chairman de global corporate & investment banking do Bank of America (Foto: Reprodução/YouTube/Valor Econômico)

Outro nome citado à Gazeta do Povo por pessoas próximas a Flávio como possível ministro da Fazenda é o de Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America. Sua carreira é concentrada em operações de banco de investimento, assessoria a empresas e transações no mercado de capitais.

Considerado um grande sucesso no mercado financeiro internacional, Bettamio é visto como um gestor “liberal pragmático” com habilidade para construir pontes, característica fundamental para o cargo na Fazenda. Caso o senador vença a eleição, no entanto, seria necessário aguardar trâmites internos do banco americano para confirmar seu nome no ministério.

Roberto Campos Neto

O ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.)

Presidente do Banco Central (BC) entre 2019 e 2024, por indicação de Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto também teria sido sondado para assumir a Fazenda, segundo apurou a Gazeta do Povo.

Antes de assumir o cargo, Campos Neto construiu carreira no setor financeiro, com passagem pelo Santander. Depois de deixar o BC, passou a atuar no Nubank como vice-presidente do conselho e responsável global por políticas públicas. Mais recentemente, o fato de ter sido citado no caso do Banco Master teria tornado sua entrada na equipe menos interessante para a campanha de Flávio.

Mansueto Almeida

Ex-secretario do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)

Economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida foi secretário do Tesouro Nacional entre 2018 e 2020, durante os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro, e participou da formulação e execução da política fiscal federal. Sua atuação profissional é associada ao acompanhamento das contas públicas, do orçamento e da sustentabilidade da dívida.

Gustavo Montezano

Gustavo Montezano foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES) no governo Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil)

Outro cotado para a Fazenda, segundo apuração do UOL, é Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de julho de 2019 a janeiro de 2023.

Executivo com experiência no mercado financeiro, Montezano assumiu o banco de fomento no início ainda no primeiro ano da gestão Bolsonaro e conduziu sua atuação durante o período em que o governo defendia reduzir a participação estatal na economia e a devolução de recursos do BNDES ao Tesouro Nacional.

Planejamento e Orçamento

Adolfo Sachsida

Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)

Adolfo Sachsida é economista, advogado e pesquisador, com carreira no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e integra a coordenação econômica da campanha de Flávio desde agosto. No governo Bolsonaro, foi secretário de Política Econômica do Ministério da Economia e, em 2022, assumiu o Ministério de Minas e Energia (MME).

Na última quinta (8), ao negar a informação de que Flávio pretende reduzir a correção de aposentadorias e benefícios sociais, indicou que integrará o eventual mandato. “Nós iremos fortalecer os programas sociais”, disse. “Vamos reduzir impostos, vamos reduzir burocracia, vamos facilitar a sua vida.”

No mercado financeiro, Sachsida é citado como possível ministro do Planejamento, segundo a Folha. Pessoas próximas do economista, no entanto, afirmam que seu desejo é comandar a Fazenda.

Desenvolvimento Social

Daniella Marques

Daniella Marques é a coordenadora do plano econômico do candidato Flávio Bolsonaro (PL). (Foto: Marina Testoni/EQI Investimentos)

Principal porta-voz do plano econômico de Flávio, Daniella Marques foi assessora especial do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e presidiu a Caixa no último ano do governo Jair Bolsonaro. A economista chegou a ser cotada para a chapa do senador como candidata a vice-presidente

Segundo apurou Folha, Daniella é cotada para comandar um ministério na área social, que incorporar também a atual pasta das Mulheres, além de ficar responsável por algumas obras federais. Ela já estaria até mesmo buscando nomes na academia para dialogar.

Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Flávio Roscoe

Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg (Foto: Sebastião Jacinto Júnior / Fiemg)

Flávio Roscoe é empresário e presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) de 2018 a 2026. Ele se licenciou da entidade para disputar o governo mineiro pelo PL, mas acabou terminando a disputa em terceiro lugar. Ao longo de sua trajetória à frente da federação, atuou na representação dos interesses da indústria mineira perante os governos estadual e federal.

Roscoe é apontado por interlocutores políticos e empresariais como o principal nome de Flávio para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), segundo a Folha. A indicação é associada à articulação de industriais e políticos mineiros que apoiam a candidatura.

Minas e Energia

Adriano Pires

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O nome mais cotado para o Ministério de Minas e Energia (MME) é o de Adriano Pires, economista e especialista no setor energético. Sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Pires já foi superintendente-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao longo de sua carreira, atuou como consultor e analista de políticas para petróleo, gás natural, combustíveis e eletricidade.

Em 2022, chegou a ser indicado por Jair Bolsonaro à presidência da Petrobras, mas acabou desistindo em razão de um possível conflito de interesse apontado pelo Comitê de Pessoas da companhia. Também foi cotado para assumir o MME no governo passado.

Desde agosto, coordena a elaboração do plano de governo de Flávio para as áreas de infraestrutura e energia e faz a interlocução da campanha com representantes do setor. Caso não fique com o ministério, ele pode ficar com o comando da Petrobras, segundo o jornal Valor Econômico.

Agricultura e Pecuária

Pedro Lupion

Presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara)

Deputado federal reeleito pelo Paraná, Pedro Lupion (Republicanos) é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma das principais bancadas temáticas do Congresso Nacional. Seu nome ganhou força como possível ministro da Agricultura e Pecuária após a FPA anunciar apoio à candidatura de Flávio, dias antes do primeiro turno das eleições.

Na última terça-feira (6), em reunião com representantes da frente parlamentar para confirmar apoio também no segundo turno, Flávio afirmou a jornalistas que a FPA indicará o nome para comandar a pasta responsável por políticas do setor. Em 2018, após Jair Bolsonaro ser eleito presidente da República, a então deputada e atual senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi anunciada ministra da Agricultura por indicação da FPA.

Mauro Mendes

Senador eleito pelo Mato Grosso, Mauro Mendes (União)

Senador eleito pelo Mato Grosso, Mauro Mendes (União) (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Empresário, ex-prefeito de Cuiabá e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União-MT), recém-eleito senador pelo estado, também aparece como alternativa para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Durante sua gestão no governo mato-grossense, teve entre os temas centrais a infraestrutura logística e as condições econômicas de um estado fortemente dependente da produção agropecuária e da exportação de commodities.

Apesar de figurar entre os nomes cotados para a pasta, Mendes tem dito a interlocutores, contudo, que prefere o Ministério de Minas e Energia.

Relações Exteriores

Roberto Azevêdo

Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC)

Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) (Foto: Bruna Nishihata/Abag)

O diplomata Roberto Azevêdo é o principal cotado para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) entre 2013 e 2020, Azevêdo especializou-se, ao longo de sua carreira diplomática, em negociações comerciais multilaterais, representando o Brasil em fóruns internacionais. Também coordenou a elaboração do plano de governo de Ronaldo Caiado (PSD) para a área de comércio exterior.

Segundo o SBT News, sua interlocução com o agronegócio e sua experiência em comércio internacional são consideradas relevantes nas conversas sobre a escolha do chanceler. A senadora Tereza Cristina, integrante da FPA, que ganhou espaço nas discussões da campanha de Flávio, é uma das defensoras do nome de Azevêdo para o Itamaraty.

Outros nomes cotados para a equipe econômica

Além dos nomes associados a ministérios específicos, há outros possíveis integrantes da equipe econômica ou de áreas relacionadas à gestão federal. O Metrópoles relaciona quatro secretários do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sem indicação de possíveis cargos:

  • Caio Paes de Andrade, secretário de Gestão e Governo Digital de São Paulo, que foi ainda presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital e ex-presidente da Petrobras no governo Bolsonaro;
  • Samuel Kinoshita, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo e ex-assessor especial de Paulo Guedes;
  • Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, que atuou como consultora jurídica no Ministério da Infraestrutura;<br>
  • Rafael Benini, secretário de Parcerias e Investimentos de São Paulo e ex-diretor da Empresa de Planejamento de Logística (EPL) de 2019 a 2022.

Outros nomes considerados para uma eventual administração de Flávio incluem o advogado João Pedro Nascimento, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Joaquim Leite, ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro; Alexandre Ywata, ex-secretário especial de Produtividade e Competitividade de Guedes; e Walter Maciel, gestor de fundos, sem experiência no setor público.

Da cota política, circulam nomes como da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), que poderia assumir o ministério social ampliado, como alternativa ao nome de Daniella Marques; do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já abordou publicamente a possibilidade de assumir o MRE; além do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, que pode assumir um superministério que reuniria as atuais pastas da Infraestrutura, Transportes e Cidades.

Flávio diz que ministros serão definidos após segundo turno

O senador por enquanto diz ainda não ter definido nomes para ministérios em seu eventual governo. “A gente tem que ganhar a eleição primeiro antes de discutir qualquer outro assunto”, afirmou na quarta-feira (7), durante evento em que recebeu o apoio formal do partido Novo.

Até o momento, o único nome anunciado publicamente por Flávio é o do médico e presidente do Conselho do Hospital Albert Einsten, Cláudio Lottenberg, que deve assumir o Ministério da Saúde caso o postulante do PL confirme a vitória no segundo turno.

A indicação foi feita ainda em agosto, durante sabatina do candidato no Jornal Nacional, da TV Globo, e Lottenberg já aceitou formalmente o convite.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/cotados-ministros-flavio-bolsonaro/

Como a degradação das instituições afeta também a economia

STF já não é mais visto pela população e pelos investidores como garantidor de segurança jurídica no Brasil. (Foto: ChatGPT sobre foto de Antonio Augusto/STF)

Desde a publicação de A Riqueza das Nações por Adam Smith, em 1776, a humanidade vem confirmando que um dos principais fatores de crescimento econômico, enriquecimento material e desenvolvimento social é a qualidade das instituições, bem como resta provado que a degradação das instituições e o declínio de seu funcionamento levam à queda da confiança nelas depositada pela população e a crises políticas e empobrecimento econômico. Esse é o retrato do Brasil de hoje.

No Brasil, o Poder Judiciário e todo o sistema legal têm o Supremo Tribunal Federal (STF) como corte mais elevada. Ela deveria ser fundamental para a segurança jurídica, a estabilidade das leis e a confiança da sociedade necessária ao estímulo à livre iniciativa, aos investimentos privados, à proteção do direito de propriedade e dos contratos juridicamente válidos. No entanto, o STF vive o pior momento de sua história, com flagrantes agressões à Constituição, distorções funcionais e, mais recentemente, os escandalosos casos de envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. O resultado é o acentuado descrédito da corte perante a população, como mostram pesquisas recentemente divulgadas.

A falta de confiança da população nas instituições é um elemento-chave na manutenção da pobreza e do atraso mesmo em países ricos em recursos naturais

O Poder Judiciário, no entanto, é apenas o mais recente a cair na espiral de descrédito, juntando-se a um Legislativo tradicionalmente envolvido em escândalos e a um Executivo atualmente comandado por um presidente e um partido que protagonizaram alguns dos maiores esquemas de corrupção da história recente: o mensalão e o petrolão. É neste último escândalo que a desconfiança nos diversos poderes se encontra, porque foi apenas graças ao Supremo que Lula conseguiu escapar das penas impostas na primeira instância e confirmadas na segunda instância e no Superior Tribunal de Justiça, tornando-se novamente um ficha limpa e podendo disputar o Planalto em 2022.

Esse quadro somado tem o efeito direito de desestimular o espírito de iniciativa, prejudicar o ambiente de negócios e inibir os investimentos e o crescimento econômico. A má qualidade das leis, a instabilidade das regras e a deterioração moral das instâncias mais elevadas da nação formam hoje um conjunto de fatores suficientes para manter o Brasil no atraso e na pobreza, ao lado do baixo crescimento econômico agravado pelos efeitos de um governo imprudente, criador de déficits fiscais, dívida pública elevada e em trajetória crescente, juros altos e os eternos casos de corrupção típicos dos governos petistas. O resultado desse quadro é a consolidação de uma sociedade de desconfiança que transformou o Brasil em um país que, tendo condições e recursos naturais para ser um país rico e capaz de oferecer um nível socioeconômico próximo ao padrão das nações desenvolvidas, continua com elevado grau de miséria, pobreza, violência urbana e baixo índice de desenvolvimento humano.

O esforço para identificar as causas do atraso tem no livro A Sociedade de Confiança, escrito pelo sociólogo e cientista político Alain Peyrefitte, uma rica fonte de explicações. O autor francês acumulou leituras e estudos de casos em suas pesquisas feitas em cinco continentes, respaldado por suas experiências como político e ministro de Estado durante quatro décadas. Ele defende que a falta de confiança da população nas instituições é um elemento-chave na manutenção da pobreza e do atraso mesmo em países ricos em recursos naturais – tese que tem no Brasil uma prova concreta.

Peyrefitte afirmou que foi o conhecimento do antigamente chamado “Terceiro Mundo” que o convenceu de que o capital e o trabalho, considerados como fatores do desenvolvimento econômico, eram na realidade fatores secundários, e que o fator principal do desenvolvimento é imaterial, ou seja: a confiança nas instituições. Se as mais elevadas instituições sociais se degradam, sobretudo pelo descumprimento das leis e pela corrupção, o espírito de iniciativa e o estímulo aos investimentos desaparecem, e o atraso econômico torna-se apenas a consequência normal.

A história do Brasil é marcada por baixa taxa de confiança da população nos governos e nas mais altas instituições do Estado, realidade essa agravada fortemente pelos cinco mandados presidenciais conquistados pelo PT, caracterizados por políticas econômicas ruins e corrupção persistente e contínua. Esse é o legado da era petista, que, usando o argumento de combater a pobreza, aplicou as piores práticas políticas e cometeu os mais desatinados atos de corrupção e desvios de várias naturezas, além de colocar o Brasil como um pária internacional aliados às piores ditaduras e regimes totalitários. Para crescer e prosperar, o país tem que mudar seu rumo, sabendo que eventual recuperação será lenta e demorada.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/degradacao-instituicoes-economia/

Corregedor do TSE derruba decisão de Nunes Marques e libera canal “Exército do Lula”

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva derruba decisão de Nunes Marques e libera canal “Exército do Lula” no WhatsApp. (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu, na tarde deste domingo (11), a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, e autorizou o funcionamento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp.

A equipe jurídica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o canal, criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), de funcionar como uma central de comando para a difusão coordenada de conteúdos inverídicos.

Cueva já analisava a solicitação da campanha do PL e havia solicitado mais informações. Segundo o ministro, “41 minutos” depois de seu despacho, a defesa de Flávio apresentou um pedido administrativo diretamente ao presidente do TSE, que acatou a demanda.

Ao analisar a sobreposição de medidas, corregedor enfatizou que a busca por providência idêntica na via administrativa suscita sérias “preocupações” institucionais sobre a preservação da competência do juiz natural.

Ele ressaltou que a utilização de vias processuais distintas não pode converter-se em mecanismo de escolha sucessiva do julgador, violando os deveres de boa-fé, lealdade e cooperação processual estabelecidos no Código de Processo Civil.

Cueva destacou a ausência de suporte probatório que justificasse a derrubada integral do meio de comunicação. Ele pontuou que a legislação eleitoral orienta que a atuação da Justiça Eleitoral ocorra com a menor interferência possível no debate democrático, priorizando a remoção de publicações individualizadas e específicas.

Para o ministro, a suspensão indiscriminada de todo um canal afeta diretamente a liberdade de expressão e alcança manifestações políticas lícitas sem a devida demonstração de necessidade.

“A suspensão integral de um canal exige demonstração da extensão e da reiteração das condutas, de sua efetiva vinculação ao meio de comunicação atingido e, especialmente, da insuficiência de providências menos restritivas, dirigidas às publicações individualizadas”, reforçou.

Apesar de determinar a volta imediata do canal, o corregedor impôs restrições aos administradores. Eles estão proibidos de divulgar ou reproduzir conteúdos cuja ilicitude já tenha sido declarada pelo TSE, sob pena de sanções coercitivas e até de uma nova suspensão temporária em caso de reiteração massiva.

Diante do impasse de decisões, Cueva submeteu a decisão com urgência ao plenário do TSE, solicitando inclusão na primeira sessão virtual disponível, com julgamento preferencial em até 24 horas.

O colegiado deverá deliberar tanto sobre a proporcionalidade da suspensão do canal quanto sobre a fixação de limites para evitar a reiteração de pedidos cautelares coincidentes em procedimentos paralelos.

Nesta manhã, Nunes Marques determinou a suspensão do canal no prazo de 3 horas, mantendo a medida até a homologação do resultado do segundo turno das eleições.

O presidente do TSE fundamentou a ordem no dever de cuidado dos provedores de aplicação e no descumprimento das regras do próprio plano de conformidade apresentado pela Meta, controladora do WhatsApp, à Justiça Eleitoral.

Lula chama ordem de Nunes Marques de “intromissão indevida”

Horas antes da decisão do corregedor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a ordem de Nunes Marques como uma “intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”.

“Acho um absurdo. Nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação do presidente da Corte Eleitoral porque, já há alguns dias, estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas”, disse.

Janones chamou a decisão de “censura”. “Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito, a censura vai ser instalada, a censura já começou. Só que eles vão sentir agora a força de 3,3 milhões de pessoas unidas, nós não vamos nos calar”, enfatizou o deputado.

Defesa de Flávio diz que volta do canal é “estarrecedora”

Após a liminar de Cueva, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou é “estarrecedora a adoção de decisões que revelam complacência com a descarada disseminação de fake news a favor de Lula”.

“O canal de fake news que havia sido derrubado pela Presidência do TSE não apenas disseminava conteúdo falso abertamente, como também orientava milhões de seguidores a se comportarem de forma a fugir dos controles da Justiça Eleitoral e da própria Plataforma. É acintoso”, diz o comunicado.

Mais cedo, a campanha do candidato do PL havia dito que a suspensão do canal “Exército de Lula” era uma “vitória da verdade e da integridade do processo eleitoral diante da utilização abusiva das plataformas digitais”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/corregedor-do-tse-derruba-decisao-de-nunes-marques-e-libera-canal-exercito-do-lula/

Flávio Bolsonaro pede investigação contra diretor-geral da PF por suposto uso político da corporação

Defesa de Flávio pede investigação contra diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por suposto uso da corporação para beneficiar o PT. (Foto: EFE/ Andre Borges)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou neste domingo (11) uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suposto uso da estrutura da corporação para beneficiar o PT, partido do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa de Flávio pediu que Rodrigues seja investigado por anunciar uma apuração sobre a suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026 no dia do primeiro turno das eleições.

“Recebemos representação da AGU [Advocacia-Geral da União] sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, disse Rodrigues durante uma entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional na ocasião. 

No mesmo dia, no entanto, Rodrigues afirmou que não havia “nenhum indicativo concreto de interferência internacional”. Em 7 de outubro, a PF arquivou a apuração preliminar. Os advogados do senador destacam que a legislação proíbe o uso de serviços ou dependências de repartições públicas para favorecer organizações políticas.

Eles argumentam que o anúncio oficial no dia do pleito, veiculado amplamente pela imprensa, gerou impacto político à sua candidatura sem qualquer lastro probatório. Para a defesa, Rodrigues “levou essa narrativa ao eleitor, em coletiva oficial, no dia da votação, com evidente aptidão para influenciar a opinião do eleitorado contra o Noticiante [Flávio]”.

“Se não havia o que apurar, restava apenas o que divulgar. E a divulgação, no dia do primeiro turno, só aproveitava a um partido: o Partido dos Trabalhadores”, diz um trecho da notícia-crime.

Os advogados ressaltaram a linha do tempo que culminou no anúncio do chefe da PF.  No dia 1º de outubro, a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou a representação, com base em uma reportagem do jornal britânico The Guardian.

A reportagem mencionava que o Departamento de Estado norte-americano debatia a alocação de US$ 1 milhão para um programa sobre o Brasil, ressaltando expressamente que a medida ainda estava em deliberação e sem repasse efetivo de verbas.

No dia 4 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, declarou que a Justiça Eleitoral não recebeu nenhum indicativo concreto de interferência internacional no pleito.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou o pedido da AGU por falta de elementos mínimos de prova. Em 7 de outubro, a própria PF arquivou o procedimento prévio por ausência de justa causa, após despachos da Diretoria de Inteligência Policial e da Corregedoria-Geral.

A Gazeta do Povo procurou Andrei Rodrigues por meio da assessoria de imprensa da Polícia Federal, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/flavio-bolsonaro-pede-investigacao-contra-diretor-geral-da-pf-por-suposto-uso-politico-da-corporacao/

Sílvio Ribas

Derrotas eleitorais abalam o mito de Gilberto Kassab como grande estrategista

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As eleições de 2026 contrariaram a fama de estrategista infalível de Gilberto Kassab. O presidente do PSD viu suas apostas presidenciais naufragarem, a expansão da bancada partidária na Câmara ficar aquém da meta e aliados perderem disputas de governo. O alto custo dos erros de cálculo é flagrante.

No Rio de Janeiro, Kassab amargou a mais recente e dolorosa derrota. O seu candidato ao governo Eduardo Paes (PSD), visto como favoritíssimo a vencer no primeiro turno, recebeu 42,76%, atrás dos 49,27% de Douglas Ruas (PL). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou a votação de Anthony Garotinho (Republicanos) e a vitória imediata foi parar no candidato da direita.

Em Minas Gerais, a filiação ao PSD de Mateus Simões, então o vice do governador Romeu Zema (Novo), não unificou a direita. Simões acabou em quarto lugar, com 4,63%, enquanto Cleitinho (Republicanos) levou já no primeiro turno. Já em Pernambuco, a vitória da governadora Raquel Lyra (PSD) só foi possível com o distanciamento dela dos palanques nacionais.

Apesar de ser um dos governadores mais bem avaliados do país, Ratinho Jr. (PSD) não só se retirou da pré-campanha para o Palácio do Planalto como sequer conseguiu eleger o seu sucessor no Paraná. O seu candidato Sandro Alex (PSD) ficou em segundo lugar, com 25% dos votos, metade de Sergio Moro (PL).

Prognósticos sobre Flávio e apostas estaduais esbarram no saldo das urnas

O insucesso de Kassab nas eleições de 2026 como um dos cinco maiores caciques partidários do país começou no ano passado, ao insistir em uma terceira via para o Palácio do Planalto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Depois, descartou apoiar Flávio Bolsonaro (PL). Sem Tarcísio, formou um leque de presidenciáveis do PSD formado pelos governadores Ronaldo Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite. Restou Caiado, que não criou a esperada alternativa competitiva.

Candidato a vice de Caiado, Kassab terminou a disputa em quinto lugar, com 2,18% dos votos. Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentraram mais de 92% dos votos válidos.

A polarização política do país resistiu à máquina partidária e o PSD ficou atrás também de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), frustrando o seu projeto presidencial. Curiosamente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a acenar para Kassab no começo das negociações para 2026.

Em agosto, Kassab atribuiu “chance zero” à vitória de Flávio e associou a neutralidade do Centrão ao favoritismo de Lula. Antes, havia apresentado Caiado como o nome com mais condições de vencer o PT. Depois, a sua previsão de vitória do petista criou desgastes internos. Ficou celebrizada a imagem de Kassab dormindo no debate da TV Band enquanto Caiado falava.

Na Câmara, o PSD elegeu 43 deputados, ante 42 em 2022: mera estabilidade, não expansão expressiva. O PL conquistou 121 cadeiras e consolidou a liderança.

O contraste com os pleitos municipais é expressivo. Em 2024, o PSD elegeu 891 prefeitos, sendo 205 em São Paulo. Kassab avaliava que a polarização teve peso secundário nas disputas locais. O equívoco foi supor que a expansão de sua força nas cidades abriria espaço nacional entre esquerda e direita dois anos depois.

Neutralidade preserva alianças, mas evidencia limites do projeto nacional

 O PSD declarou neutralidade no segundo turno, preservando alianças como a mantida com o PT na Bahia. Mas o seu candidato Caiado e o restante dos grandes partidos do Centrão já aderiram a Flávio, com a fila puxada pela federação de União Brasil e Progressistas, além de Republicanos e Podemos.

A dispersão evidencia os entraves de uma legenda que buscou acomodar projetos presidenciais e estaduais conflitantes. No fim de 2021, Kassab chegou a vislumbrar o então senador mineiro Rodrigo Pacheco como um novo Juscelino Kubitschek, o convencendo a trocar o União Brasil pelo PSD para disputar a Presidência da República. O projeto nem sequer decolou.

O PSD venceu quatro governos no primeiro turno, com Dr. Furlan (Amapá), Eduardo Braide (Maranhão), Raquel Lyra (Pernambuco) e Fábio Mitidieri (Sergipe), e segue na disputa do Amazonas, com Omar Aziz.  

Para analistas, o saldo expõe um problema sério do Centrão: prefeitos, cargos e alianças flexíveis não garantem transferência de votos nacionais. Kassab preserva uma estrutura robusta, mas perdeu poder de conduzir a sucessão. Se Flávio vencer, terá de negociar tardiamente com o grupo cuja viabilidade eleitoral desprezou, investindo na venda de apoio a Lula.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/silvio-ribas/derrotas-eleitorais-abalam-o-mito-de-gilberto-kassab-como-grande-estrategista/

O que explica a preferência dos nordestinos por Lula nas eleições presidenciais?

Lula em Teresina (PI). Perfis de apoiadores do presidente no X dão dicas de apresentação pessoal aos seus militantes. (Foto: Rodrigo Stuckert)

Mais uma vez, o PT liderou a preferência dos eleitores nordestinos no primeiro turno da eleição para presidente. Os resultados do último dia 4 de outubro mostraram novamente uma prevalência de votos no partido de Lula, algo que se repete desde as eleições de 2002. A votação do petista na região até diminuiu em comparação com 2022, é verdade, mas foi o que garantiu a continuação da disputa presidencial no segundo turno. 

O que explica essa disparidade tão acentuada em relação ao restante do país? Em uma eleição em que a direita fez maioria no legislativo e entre os governos estaduais em todo o Brasil, por que ainda é tão difícil arrebanhar mais apoiadores nos estados nordestinos? 

Uma possível explicação seria a condição socioeconômica dos eleitores daquela região. Um cruzamento de dados oficiais do IBGE sobre o IDH, índice que mede o desenvolvimento de uma população, e os resultados das urnas contabilizado pelo TSE mostra o que parece ser uma correlação forte entre mais votos em Lula em cidades com menor desenvolvimento. 

Foi assim em Serrano do Maranhão, município com cerca de 10,5 mil habitantes na região Norte do Maranhão. O IDH do município é de 0,519, considerado baixo. No resultado das urnas, Lula obteve 87% dos votos no primeiro turno contra 11% de Flávio Bolsonaro (PL). 

Melgaço, que fica na região da Ilha do Marajó, no Pará, tem IDH ainda menor, 0,418 em uma escala onde o índice de perfeição seria 1. Por lá, o candidato do PT teve quase dois votos para cada eleitor do PL: 63% para Lula e 33% para Flávio Bolsonaro. 

Na outra ponta da tabela do IDH, os resultados são opostos. Na gaúcha Nova Pádua, que tem um IDH de 0,761 – considerado alto – as urnas deram a vitória para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, 87% contra apenas 7% de Lula. 

Em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, o IDH é ainda maior, 0,845. Os resultados da eleição seguiram o mesmo padrão, com vitória de Flávio Bolsonaro (71%) sobre Lula (21%). 

Votantes pobres X lugares pobres 

Na Bahia, onde 66% dos votos foram para Lula, foi possível observar a presença de algumas ilhas do bolsonarismo. É o caso de Luís Eduardo Magalhães, onde Flávio recebeu 62% dos votos contra 32% de Lula. O IDH do município é um dos mais altos do estado, 0,716. 

Em Santa Catarina, a proporção geral de votos no PL e no PT se inverteu, com 66% dos votos em Flávio e 25% em Lula. Ali também há ilhas, só que do petismo. O município de Calmon tem um IDH entre os menores do estado, 0,622, e registrou uma vitória de Lula por 56% contra 38% de Flávio Bolsonaro. 

Esse fenômeno foi identificado pelo cientista político Cesar Zucco ainda em 2010, em seu estudo “Eleitores Pobres vs Lugares Pobres: padrões persistentes e mudanças recentes nos padrões eleitorais brasileiros”. O trabalho, publicado pela Universidade de Cambridge, examina a mudança na base eleitoral de Lula a partir das eleições de 2006 e diferencia duas coisas que frequentemente são tratadas como equivalentes: o voto dos pobres e o voto nos municípios pobres. 

A distinção é relevante. Antes do Bolsa Família, aponta Zucco, candidatos do governo tinham mais facilidade em conquistar votos em lugares pobres do que entre pobres votantes em lugares ricos. Após a concessão do benefício, houve uma mudança significativa: Lula conseguiu conquistar apoio tanto em lugares pobres quanto entre pobres votantes em lugares ricos, especialmente nas cidades grandes. 

O Bolsa Família, então, teria sido fundamental para atingir pobres urbanos em cidades desenvolvidas, rompendo uma barreira geográfica tradicional. O argumento de Zucco é que os eleitores de baixa renda que vivem em municípios mais ricos não podem ser interpretados apenas pela condição econômica da cidade em que mora. 

Voto para Lula no Nordeste “transcendeu” o Bolsa Família 

Só que esse motivo, sozinho, não é mais suficiente para explicar a prevalência de Lula na região Nordeste. Pelo menos essa é a avaliação de Márcio Coimbra, CEO da Casa Política, ex-Diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal. À Gazeta do Povo, ele explicou que a preferência eleitoral da região pela esquerda – em especial pelo PT – “transcendeu” a gratidão pelo Bolsa Família e se tornou parte de uma identidade regional. 

“Embora a racionalidade econômica das votações anteriores tenha sido o motor de partida, o fenômeno do lulismo moldou um alinhamento afetivo e cultural profundo. Essa preferência transcendeu a simples gratidão conjuntural para se consolidar como uma verdadeira clivagem de pertencimento político”, avaliou. 

Para o cientista político, esse fator econômico de influência nos votos foi “ressignificado”. Segundo Coimbra, votar na esquerda se tornou um símbolo de cidadania e dignidade para os nordestinos, em uma espécie de reação histórica que não deve se desfazer facilmente. 

Direita precisa readequar discurso hostil contra nordestinos 

O discurso hostil de que o voto dos eleitores nordestinos representa “o atraso ou a dependência econômica”, costumeiramente associado à direita, funciona como um “repelente” eleitoral, alertou Coimbra. Segundo ele, este tipo de posicionamento é visto como um ataque que gera como resposta um comportamento de defesa coletiva contra a direita. 

Para o especialista, as forças políticas de oposição a Lula precisam readequar o discurso para conseguir cativar esse eleitor. Falar de privatizações e enxugamento da máquina pública em municípios onde o Estado é o principal indutor do desenvolvimento soa muito distante para essa população. 

Por fim, Coimbra avalia que o dinamismo econômico nas áreas do “Matopiba” e a expansão das igrejas evangélicas nas periferias urbanas do Nordeste são as principais “pontas de lança” para uma maior presença da direita na região. Ainda assim, é um trabalho que deve levar tempo para mostrar resultados mais efetivos. 

“Em municípios com forte tração agropecuária e IDH mais elevado, o ecossistema econômico reduz a dependência do Estado e aproxima a população de valores associados ao empreendedorismo e ao conservadorismo moral. Contudo, a ampla maioria dos municípios nordestinos ainda possui indicadores sociais que mantêm o papel redistributivo do Estado no centro das atenções, impedindo que essa transformação localizada altere, no curto prazo, o alinhamento majoritário da região com a esquerda”, concluiu. 

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-que-explica-a-preferencia-dos-nordestinos-por-lula-nas-eleicoes-presidenciais/

Da Rota ao Senado, Derrite se torna o mais votado de São Paulo em 2026 

A votação robusta não apenas carimba a ida de Derrite para o Senado com um mandato de oito anos, como também o coloca desde já como possibilidade à sucessão do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em 2030. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A vitória de Guilherme Muraro Derrite (Progressistas) na disputa pelo Senado Federal por São Paulo representa, também, uma vitória do governador reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — que, além de Derrite, elegeu seu outro candidato ao Senado, o até então relativamente desconhecido André do Prado (PL), contra as favoritas nas pesquisas de intenção de voto, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). 

Visto inicialmente como uma aposta de nicho e testado por crises à frente da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo — que incluem acusações e suspeitas de corrupção e envolvimento com facções criminosas na Polícia Militar e na Polícia Civil —, o ex-oficial da PM prevaleceu nas urnas com o forte apoio eleitoral do governador paulista.

Nas urnas, Derrite teve um desempenho expressivo — conquistou a vaga ao Senado com mais de 13,2 milhões de votos, representando aproximadamente 30,5% dos votos válidos no estado de São Paulo. O resultado o colocou na liderança da disputa majoritária paulista, consolidando sua votação tanto nos grandes centros urbanos quanto no interior do estado.

Votação expressiva coloca Derrite como eventual nome para disputar sucessão de Tarcísio

A votação robusta não apenas carimba a ida de Derrite para o Senado com um mandato de oito anos, como também o coloca desde já como possibilidade à sucessão do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em 2030.

Nascido em Sorocaba, no interior paulista, em maio de 1984, Guilherme Derrite ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2003, graduando-se bacharel em Ciências Policiais de Ordem Pública. Mais tarde, formou-se também em Direito e concluiu mestrado em Ciências Policiais e Segurança Pública.

Atuou como tenente entre 2010 e 2013 no famoso 1º Batalhão de Policiamento de Choque, as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), de São Paulo. Posteriormente, assumiu o comando de companhias no Corpo de Bombeiros e no policiamento do interior do estado, alcançando o posto de capitão.

Em um estado onde a percepção da insegurança frequentemente pauta o debate eleitoral, a vivência de um oficial que esteve na linha de frente do combate ao crime organizado tornou-se um ativo político relevante — e o currículo com passagem pela Rota credenciou o capitão da PM junto ao eleitorado conservador. 

Em 2018, impulsionado pela onda de renovação política que projetou quadros oriundos das forças de segurança, Derrite disputou sua primeira eleição para a Câmara dos Deputados pelo PP, obtendo mais de 119 mil votos. No Congresso Nacional, focou a atuação em temas afetos à legislação penal, ao sistema penitenciário e ao fortalecimento das polícias.

Durante seu primeiro mandato, relatou propostas na área da segurança pública como o projeto de lei que restringiu as saídas temporárias de presos — as chamadas “saidinhas” —, pauta histórica das forças policiais de direita no Congresso.

Em 2022, já filiado ao Partido Liberal (PL), foi reeleito deputado federal com 239 mil votos, figurando entre os candidatos mais votados do estado de São Paulo. Em janeiro de 2023, assumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), nomeado pelo então recém-eleito governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Gestão Derrite enfrentou homicídio de Gritzbach no aeroporto mais movimentado do país

A passagem de Guilherme Derrite pela Secretaria de Segurança Pública foi atravessada por  graves crises. No âmbito institucional, a gestão enfrentou o desgaste de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre esquemas de corrupção e extorsão dentro das próprias corporações, com policiais civis e militares apontados como operadores de lavagem de dinheiro e facilitadores de atividades da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O ápice dessa infiltração criminosa nas forças de segurança ficou evidente na execução de Antônio Vinícius Gritzbach, delator da facção assassinado com disparos de fuzil no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em um atentado que resultou na prisão e no julgamento de policiais militares integrantes de sua própria escolta e envolvidos no esquema. O episódio escancarou a incapacidade da gestão em proteger uma testemunha-chave do Estado e conter o avanço do crime organizado sobre o aparato policial.

Somou-se a esse cenário de crise a persistente “epidemia” de furtos e roubos de celulares na capital e nos grandes centros urbanos, modalidade criminosa que manteve a percepção de insegurança no cotidiano da população.

A licença temporária da Secretaria da Segurança Pública para retomar a cadeira na Câmara dos Deputados e assumir a relatoria do chamado “PL Antifacção”, em 2025, respondeu a uma estratégia de projeção eleitoral para este ano. A tramitação da proposta, no entanto, foi envolta em polêmicas.

Em poucos dias, o deputado apresentou sucessivas versões do parecer, em um vai e vem marcado por recuos forçados — como as tentativas de esvaziar as atribuições da Polícia Federal no combate a facções e de equiparar a atuação de grupos criminosos a atos de terrorismo, por exemplo. Criticado por governistas, imprensa, autoridades da segurança, especialistas e mesmo aliados, recuou e acabou compondo uma versão de consenso com o governo federal.

Dessa forma, a construção da candidatura de Derrite ao Senado evidenciou uma significativa capacidade de blindagem política diante de crises operacionais e institucionais em sua gestão frente à segurança pública de São Paulo, assim como em relação à sua atuação recente na Câmara dos Deputados.

A vitória nas urnas consagra assim um movimento de ascensão política contínua do político de direita que vem desde 2018. Aos 42 anos, Guilherme Derrite chega ao Senado Federal investido para mais um mandato de oito anos como o mais votado.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/sao-paulo-2026/perfil-guilherme-derrite-senador-mais-votado/

Quem é o aliado de Jair eleito senador com “Bolsonaro” vetado na urna

Eleito senador por Rondônia com 474 mil votos, Bruno Scheid é próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Instagram Bruno Scheid editada com IA)

O pecuarista Bruno Scheid (PL) nunca havia disputado uma eleição até o último domingo (4). Na estreia, conquistou a segunda das duas vagas de Rondônia na disputa ao Senado, com 474.226 votos, o equivalente a 26,95% dos votos válidos, atrás do colega de partido Fernando Máximo (PL).

A vitória completou uma noite de domínio do PL no estado. Scheid chega a Brasília como um dos aliados mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso desde novembro de 2025 para cumprir pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

Quando Bolsonaro foi transferido para a Papudinha, em Brasília, em janeiro de 2026, o pecuarista esteve entre os primeiros visitantes autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O vínculo era tão central para a campanha que o candidato tentou levar o sobrenome do amigo para a urna. A Justiça Eleitoral barrou a estratégia.

Em 8 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) deferiu a candidatura, mas determinou que o nome exibido na urna fosse apenas como Bruno Scheid, por entender que o sobrenome, ausente do nome civil, poderia sugerir parentesco com o ex-presidente. 

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manteve o veto. A campanha, que classificou as decisões como censura, ficou proibida de usar “Bolsonaro” como identificação pessoal na propaganda, mas seguiu explorando a ligação com o slogan “o senador do Bolsonaro”.

Scheid se aproximou de Bolsonaro por meio de Michelle

Bruno Scheid nasceu em Paragominas, no Pará, em 13 de abril de 1983, e mudou-se ainda criança para Rondônia. Cresceu no bairro Caladinho, na zona sul de Porto Velho, e trabalhou com lavoura de arroz e manejo de gado antes de se fixar em Ji-Paraná, onde atua na pecuária. No registro de candidatura, declarou a profissão de administrador e um patrimônio de R$ 1.125.641,24.

A entrada na política nacional passou pelo celular. Scheid fundou o G-Agro, rede de grupos de WhatsApp que reúne produtores para discutir agronegócio e política. Em 2021, a rede mobilizou doações para o Pátria Voluntária, programa da então primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A partir daí, Scheid foi se aproximando do ex-presidente e, com o tempo, passou a circular também ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em 2022, o nome ganhou o noticiário nacional. Além de ter estado ao menos 11 vezes no Palácio do Planalto a partir de setembro de 2021, Scheid foi apontado como um dos principais articuladores de pedidos de doação no setor agropecuário para a campanha à reeleição de Bolsonaro, falando em nome do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e de Flávio.

Naquele ciclo, chegou a ser apresentado como pré-candidato a deputado federal, mas não entrou na disputa. Seguiu na estrutura do partido, onde ocupa a vice-presidência do PL em Rondônia. 

Aliado acompanha Bolsonaro dentro e fora da prisão 

Depois da derrota de 2022, a proximidade entre Scheid e Jair Bolsonaro aumentou. Scheid passou a acompanhar o ex-presidente em viagens pelo país. Em fevereiro de 2025, foi fotografado ao lado de Bolsonaro no desembarque em Pernambuco. 

Quando Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, em 2025, a defesa pediu ao STF autorização para que Scheid visitasse o ex-presidente regularmente. Os advogados citaram a “estreita relação de amizade” com a família e argumentaram que ele ajudaria nos cuidados com a saúde de Bolsonaro nos períodos em que Michelle precisasse sair para cumprir agenda, além de manter a interlocução com o PL. 

Na primeira lista de visitantes autorizados a ir à Papudinha, o nome de Scheid apareceu logo depois do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Diego Torres Dourado, irmão de Michelle Bolsonaro. Em março, nova decisão de Moraes colocou o pecuarista no topo do cronograma de abril.

Senador eleito põe agro e anistia no centro do mandato 

O PL lançou Scheid ao Senado em 14 de março, em evento em Ji-Paraná com Flávio Bolsonaro, então pré-candidato à Presidência. A candidatura foi oficializada na convenção da coligação Juntos por Rondônia, que reuniu PL, Podemos, DC, Novo e Mobiliza. Os suplentes são Guilherme Teodoro e Dilceu Fernandes, ambos do PL. 

Sem dinheiro do fundo eleitoral nem do fundo partidário, a campanha foi bancada por pessoas físicas. Segundo as prestações parciais entregues ao TSE, Scheid arrecadou R$ 2,86 milhões — quatro doadores responderam por 95,5% do total.

A maior doação, de R$ 1,355 milhão, veio de Carla Rosana de Freitas, que o site Informa Rondônia identifica como mãe do suplente Teodoro. O próprio suplente doou R$ 121,7 mil, e Freddy e Letícia Menegussi, juntos, R$ 1,25 milhão. 

Na campanha, Scheid apresentou a defesa dos produtores rurais como uma pauta ligada à geração de empregos, à produção de alimentos e à segurança jurídica para quem investe no estado. Depois de eleito, ele afirmou que pretende atuar pelo fortalecimento do agronegócio e das empresas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/rondonia/perfil-bruno-scheid-senador-eleito-aliado-bolsonaro/

Lúcio Vaz

Viagem milionária para a China e passagem de R$ 123 mil: os gastos dos ministérios de Lula

Ministérios do governo Lula esbanjaram com passagens aéreas em 2026. (Foto: Imagem produzida por ChatGPT/Gazeta do Povo)

As viagens internacionais do governo Lula em 2026 custaram R$ 138 milhões. A mais cara teve custo de R$ 1,87 milhão: a Missão na República Popular da China, realizada no âmbito do Programa Caminhos do Sul Global: Cooperação Internacional para a Justiça Racial, por iniciativa do Ministério da Igualdade Racial (MIR). Somente as passagens do servidor Dayvid Costa custaram R$ 123 mil.

A segunda maior despesa foi destinada ao treinamento com a aeronave Legacy 500, com gastos de R$ 572 mil. Já a movimentação de militares por término de missão no exterior custou R$ 521 mil e envolveu 81 militares.

Os ministérios mais gastadores

Os maiores gastos foram registrados pelo Ministério da Defesa, com R$ 22,9 milhões. Em seguida aparecem o Ministério da Saúde, com R$ 17,7 milhões; o Ministério da Educação, com R$ 12,4 milhões; e o Itamaraty, com R$ 10,6 milhões.

Os destinos mais procurados foram Paris, ao custo de R$ 6,5 milhões; Genebra, na Suíça, também com R$ 6,5 milhões; e Londres, com R$ 4,1 milhões.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do evento Huawei Cloud Compass, em Shenzhen, na China, entre os dias 15 e 22 de março. As despesas da viagem totalizaram R$ 171 mil.

Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, viajou entre 11 e 25 de janeiro, incluindo o período de trânsito, para Riade, na Arábia Saudita, e Xangai, na República Popular da China. O objetivo foi participar da 5ª edição da Mesa-Redonda Ministerial do Fórum de Minerais do Futuro, de reunião bilateral com o ministro da Indústria e Recursos Naturais, Bandar Bin Ibrahim, e da assinatura de um Memorando de Entendimento em Recursos Naturais. A agenda incluiu ainda reunião com integrantes do alto escalão ligados ao príncipe Abdulaziz, ministro do Interior da Arábia Saudita. A viagem custou R$ 144 mil.

O Sul Global

A missão do Ministério da Educação à República Popular da China, realizada no âmbito da iniciativa piloto de estruturação de ações do Programa Caminhos do Sul Global: Cooperação Internacional para a Justiça Racial, custou R$ 2,3 milhões, dos quais R$ 1,4 milhão foram destinados a passagens aéreas.

A missão do Ministério da Saúde para participação no evento Huawei Cloud Compass, em Shenzhen, na China, com dois servidores durante sete dias, custou R$ 230 mil. Desse total, R$ 171 mil corresponderam às passagens de um dos participantes.

O Ministério da Defesa participou da Conferência dos Chefes de Defesa do Hemisfério Ocidental, em Washington, nos Estados Unidos, durante cinco dias, com despesa de R$ 200 mil. Desse valor, R$ 137 mil foram destinados à passagem de um servidor.

Também o Ministério da Defesa participou da Canso Leadership Summit, da Canso Airspace World, da Canso Annual General Meeting e da Latin America and Caribbean CEO Committee.

O espaço da primeira-dama

Uma comitiva de cinco integrantes, liderada por Rosângela da Silva, representou a Presidência da República na Semana da Nutrição 2026, em Roma. A viagem custou R$ 136 mil. A passagem da primeira-dama representou despesa de R$ 45 mil.

O Ministério das Relações Exteriores participou do Escalão Avançado do Cerimonial em Washington, DC, nos Estados Unidos, por ocasião da visita programada do presidente da República à cidade. A despesa foi de R$ 93 mil.

China e BRICS

O Ministério da Educação participou da missão internacional “Intercâmbio Internacional – Edição China (BRICS)”, vinculada ao Programa Caminhos do Sul Global: Cooperação Internacional para a Justiça Racial. A despesa total foi de R$ 327 mil para cinco integrantes, sendo R$ 194 mil destinados às passagens aéreas.

O Ministério de Minas e Energia acompanhou e assessorou o ministro da pasta no Future Minerals Forum, realizado em Riade, na Arábia Saudita, entre 11 e 14 de janeiro de 2026, e também em missão oficial à República Popular da China entre 15 e 25 de janeiro de 2026. Os gastos totalizaram R$ 222 mil, dos quais R$ 155 mil foram destinados às passagens.

Lula em visitas oficiais

O Ministério da Educação, com a presença do ministro Camilo Santana e de outros dois servidores, integrou a comitiva que acompanhou o presidente Lula em visitas de Estado à Índia e à República da Coreia. As agendas ocorreram entre 19 e 23 de fevereiro de 2026.

O gasto total foi de R$ 180 mil, dos quais R$ 112 mil corresponderam à passagem do ministro.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/viagem-milionaria-para-a-china-e-passagem-de-r-123-mil-os-gastos-dos-ministerios-de-lula/

Polzonoff

Alguém ainda comemora o dia das crianças?

Destinado a ser um palhaço triste. (Foto: Paulo Polzonoff Jr.)

Sei que hoje é feriado porque é dia de Nossa Senhora Aparecida. Mas o tema do texto é outro. Então. Acordei e tinha uma bicicleta novinha em folha ao lado da minha cama. Uma BMX Monark. Aquela de pneus vermelhos. Com a plaquinha na frente e tudo. Se fiquei feliz? Bota feliz nisso! Tão fácil a felicidade de uma criança. Aí uns meses mais tarde fui descer uma daquelas ladeiras de cascalho do Bairro Alto. No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meu caminho. Meu primeiro contato com a poesia foi dolorido.

Até desmaiei. Acordei na casa simples, muito simples, da família do João Preto. Ficava à beira de um riozinho que era um esgotão. João Preto que vivia bêbado no bar da Jô. Um dia ele me mostrou uns documentos. Dizia que tinha sido pracinha, mas nunca encontrei nenhum registro disso. As filhas dele cuidaram de mim. Quando minha mãe chegou para me buscar, me deu o banho mais dolorido que já tomei na vida. Todo ralado. Ela brigava por causa da bicicleta que nem quebrou nem nada. Só deu uma entortada. Hoje eu rio, mas se você parar pra pensar. Nossa Senhora!

Tenho medo

Sei que está na moda dizer isso, mas fui uma criança esquisita. Não era autista nem nada, só esquisita. Gostava de ler a Enciclopédia Delta Universal. Minha maior diversão era usar a máquina de escrever. Enduro, Ferrorama, Comandos em Ação. O Atari era Dismac. Brincava de morto enterrado vivo. Com a BMX Monark ficava horas e horas (e horas) dando voltas no quintal dos fundos, todo alajotado. Queria mesmo era uma piscina. Gostava de louva-deuses – ainda gosto, mas faz tempo que não vejo um. E vaga-lumes! Também gostava, e gostava muito, era até uma obsessão, de andar no muro.

Nunca quebrei um braço. Tive muito bicho-de-pé. E piolho. Minha maior alegria era receber aquelas revistinhas da Disney. Me lembro bem do pacote verde que continha dois Pato Donalds, um Tio Patinhas e um Almanaque Disney. Uma vez escrevi para a Abril, que publicou meu anúncio. Clube Ajuda-Ajuda. Recebi centenas de cartas. Também percorri o Bairro Alto coletando dinheiro para Carolina Ferri. Por onde ela anda? Com o Fábio também perdi contato (257-1078). Me esqueci de falar do laboratório de química que tínhamos num porão cheio de aranha-marrom. Dois moleques de 10 anos brincando com ácido sulfúrico e nítrico. Com o Estevão mantenho certo contato. Ele me convidou para tomar um café, mas tenho medo. Perdi os cabelos. Ganhei rugas. Envelheci.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/dia-das-criancas/

Alexandre Garcia

Fachin barra acesso de Fux ao “inquérito do fim do mundo”

Fachin negou pedido de Fux para acessar a íntegra do inquérito das fake news. (Foto: EFE/Andre Borges)

Vemos a tendência das pessoas pela maneira como elas dão uma notícia, como a da decisão que concluiu que a eleição no Rio de Janeiro não precisa de segundo turno, porque Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu e, se ele não tivesse desistido, seu registro de candidatura seria anulado. 

Portanto, os votos dele foram anulados e, sendo anulados os votos dele, o percentual se alterou e Douglas Ruas, do PL, foi eleito. Ele é o sexto governador eleito pelo PL, com  50,8% dos votos. Não, é 50,88%. Se você quiser arredondar 88 centésimos, você arredonda para 9, não é? É 50,9% ou 50,88%. Aí a gente já vê a tendência contra o Douglas Ruas.

Juiz vê xenofobia em episódio de restaurante

Um juiz de Pernambuco foi a Porto Alegre. Foi almoçar ou jantar num hotel, chegou fora de hora e perguntou para a garçonete o que havia. A garçonete disse: “Olha, agora é só à la minute”. À la minute é a opção para o à la carte. À la carte é o que está no cardápio; à la minute é o que se faz na hora. Ele não sabia o que era isso, pensou que era o nome de um prato. 

O sujeito que estava na mesa ao lado achou graça. O juiz viu como uma ofensa por causa do sotaque nordestino dele, como se fosse um crime de xenofobia. Que exagero, que vitimismo. Ele foi a Porto Alegre fazer uma palestra sobre ódio de gênero. Ódio de gênero é ódio contra todo mundo. Nós somos mamíferos, vertebrados, primatas, hominídeos, Homo e Homo sapiens. Gênero Homo. Vemos pela linguagem que está meio esquisito. 

Essa linguagem de um juiz que não sabe o que é uma opção de cardápio. Ele postou na rede social. Se houve um ataque xenofóbico, é condenável. Mas aquela agonia dele de chegar no quarto e gravar tudo que gravou. Por que não deu voz de prisão para a pessoa? Se a pessoa estava cometendo um crime, pegava em flagrante ou ia à polícia. Que coisa estranha. Eu acho que ele aproveitou a oportunidade para aparecer, talvez.

Governo fala, incêndios avançam

Vejam só a ironia: incêndio por falta de cuidados de manutenção, já é o terceiro na Universidade Federal de Pernambuco. Há muito tempo que a universidade vem pedindo recursos federais e não aparece. Houve outro incêndio na Embrapa do Piauí. E não foi só isso, ocorreram incêndios também no Ibama e na Universidade Federal de Brasília. E parece que há um recorde de incêndios na Amazônia. O atual governo fala tanto de meio ambiente — é a mania de falar e não fazer.

Secretaria de Meio Ambiente do Pará está em boas mãos

Felizmente, o povo do Pará deu um bom resultado nas urnas. O Dr. Daniel (Podemos) é o novo governador e já anunciou que Vinícius Borba será secretário de Meio Ambiente. Borba é um advogado que defende o meio ambiente, a causa ambiental, mas defende sobretudo os brasileiros, porque todo o meio ambiente está em função do brasileiro. De toda a natureza, a parte principal é o humano. 

A Secretaria de Meio Ambiente do Pará vai estar em boas mãos. Pode ser que agora o Pará passe a usar mais o seu potencial, que é muito grande. Vai ser um despertar do Pará, que está lá amarrado — o Rio Tapajós sofrendo por falta de dragagem que não pode. Não é só isso, não. É para amarrar a atividade e perseguir. Mas eu acho que agora vai.

Fachin nega a Fux acesso ao inquérito do fim do mundo

A estranha decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que estava querendo mostrar serviço. O ministro Luiz Fux pediu: “Olha, eu quero ter acesso a todo o inquérito do fim do mundo”. A resposta: “Não, não pode”. O artigo 37 da Constituição fala que, no serviço público, uma das características é a publicidade. 

O Supremo é um serviço público, faz parte dos Três Poderes, é o Judiciário. É preciso saber o que estão escondendo nesse inquérito ilegal desde o primeiro momento, arbitrário, onde não se cumpriram cláusulas pétreas da Constituição. Esse inquérito é uma das questões que precisam ser resolvidas assim que a eleição passar.

Tragédia

Uma coisa horrorosa, a tragédia que ocorreu após um sujeito, o DJ Daniel Brasil, que parece que produz barulho. Ele saiu, dizem que tomou um remédio para dormir e bebeu álcool também, e pegou o carro — eu não sei por que estava dirigindo na contramão em alta velocidade —, foi perseguido pela polícia, passou pela calçada onde dormia Carlos Alberto Minotti e o arrastou. Interessante que todo mundo fala desse DJ e ninguém fala do Carlos Alberto Minotti. Por que será? Porque um homem de 57 anos chegou ao ponto da vida de dormir na calçada.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/fachin-barra-acesso-de-fux-ao-inquerito-do-fim-do-mundo/

Moraes autoriza Flávio a voltar a visitar Bolsonaro após 90 dias de proibição

Jair Bolsonaro em frente à sua casa, em Brasília, em setembro de 2025. Moraes autorizou Flávio a voltar a visitar o pai, mas proibiu o senador de usar esse contato para fazer campanha (Foto: EFE/Andre Borges)

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou nesta segunda-feira (12) Flávio Bolsonaro a retomar as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. O senador do PL ficou proibido de visitá-lo por 90 dias.

As visitas haviam sido suspensas em 13 de julho, após Flávio obter uma carta do pai para divulgação nas redes sociais. Segundo Moraes, a conduta descumpriu a proibição de Bolsonaro utilizar essas plataformas, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Com a autorização, os encontros voltam a seguir os horários, as condições e as medidas de segurança anteriormente fixados. O regime prevê visitas às quartas-feiras e aos sábados, com duração de duas horas, em uma das três faixas de horário: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.

Moraes manteve o veto aos encontros com finalidade político-eleitoral e à divulgação de manifestos ou declarações de Bolsonaro, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

A defesa havia solicitado a retomada das visitas em 5 de outubro. Na decisão, o ministro afirmou não haver nenhum fato novo que justificasse prolongar a suspensão, conforme também apontou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Moraes determinou a comunicação imediata à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar para a adoção das providências necessárias à retomada das visitas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/moraes-autoriza-flavio-visitar-bolsonaro-apos-90-dias-proibicao/

Paulo Briguet

A mentira é tudo que restou ao Lula

O PT, “nascido na mentira”, desenterra velhas farsas eleitorais. Seu amor à mentira revela o ódio à verdade e a obsessão pela censura. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

“Nada, no mundo humano, se compara à capacidade comunista de mentir. O próprio diabo, ao vê-la, sente inveja.”
(Olavo de Carvalho)

Desde que nasceu, em 1980, o PT corresponde plenamente à fama de ser “o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam”. À precisa definição de Roberto Campos, eu acrescentaria: e dos cristãos que odeiam a Igreja. Nascido na mentira, o PT agora está morrendo abraçado a ela.

Todo o poder conquistado pelo PT em seus 46 anos de existência tem como fundamento a inversão ontológica da realidade. Se alguém se diz trabalhador e não trabalha; se alguém se diz estudante e não estuda; se alguém se diz intelectual e não pensa; se alguém se diz cristão e não tem Jesus como centro da existência — esse alguém não é um simples mentiroso, ele é um adorador da mentira, um indivíduo cuja existência está inteiramente mergulhada na revolta contra tudo que existe.

O mal, como explica Santo Agostinho, não é o oposto do bem, é a sua ausência. A essência do PT é opor-se ao bem criado por Deus, especialmente ao bem comum, que deveria ser o objetivo central de toda a atividade política.

Diante da humilhante derrota sofrida no último dia 4, e que tende a se repetir daqui a duas semanas, Lula e seus companheiros de lorota decidiram desenterrar as mentiras contadas em 2018 contra Jair Bolsonaro. “Ele” vai acabar com o Bolsa Família. “Ele” vai perseguir os pobres, os negros, os gays e as mulheres. “Ele” vai fechar as universidades. “Ele” vai acabar com a Farmácia Popular. “Ele” vai transformar o Brasil em um cenário de bangue-bangue.

Nada disso aconteceu. O Bolsa Família foi reajustado como nunca. Não houve perseguição a ninguém. As universidades continuaram. Os remédios para o povo (inclusive as vacinas, aos milhões) foram distribuídos para quem quisesse. A violência e os crimes diminuíram. E a economia melhorou, apesar da pandemia!

O psicólogo Juan Alfredo Cesar Müller dizia: “A neurose é a mentira esquecida em que você ainda acredita”. A frase explica perfeitamente o comportamento da manada esquerdista diante da iminência da derrota em 25 de outubro.

As mentiras petistas me fazem lembrar um filme de terror B dos anos 80 em que os cadáveres voltavam à vida mediante a inoculação de uma substância. O problema é que, a partir da segunda aplicação da substância, os cadáveres reagiam com menor intensidade, e por fim morriam definitivamente. A mentira desenterrada não tem apenas pernas curtas, mas vida curta. No caso, algumas horas.

Tentaram agora disfarçar os cadáveres antigos com roupas novas — “Ele” vai acabar com o Pix, “Ele” vai banir o voto feminino, “Ele” vai destruir a Constituição —, quando, na verdade, quem tentou taxar o Pix, criminalizou a participação política de inúmeras mulheres e rasgou a Constituição nós sabemos bem quem foi.

Esse imenso amor à mentira não poderia existir sem um correspondente ódio à verdade: daí a obsessão da esquerda pela censura nas redes sociais

No mundo dos sonhos do PT — em que vigoraria o sistema de controle chinês amado por Flávio Dino e Gilmar Mendes —, jamais saberíamos que a moça agora escolhida como figura central da campanha de Lula afirmou, quatro anos atrás, que igrejas deveriam ser fechadas, que o aborto deveria ser legalizado para evitar o nascimento de conservadores e que o empreendedor brasileiro “tem que se f(…) mesmo”.

A esquerda passou os últimos anos xingando os cristãos, cuspindo na direita, ridicularizando as famílias, aplaudindo a destruição de inocentes, bajulando criminosos, desrespeitando Jesus e Nossa Senhora, zombando de tudo que amamos, e agora quer “diálogo”.

Deixem o poder, anulem todas as farsas, libertem os inocentes, reconheçam seus crimes — aí talvez haja diálogo. No banco de réus.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/a-mentira-e-tudo-que-restou-ao-lula/

Torcidas gritam coro ‘Ei, Lula, vai tomar…’ em dia de Fla X Flu, e ainda protestam contra fim das bets

A faixa foi exposta no setor norte do Maracanã, em protesto contra o fim das bets – Foto: redes sociais.

Torcedores do Flamengo protestaram neste domingo (11) contra Lula em dia de Maracanã lotado, entoando a plenos pulmõees “Ei, Lula, vai tomar no cu”. Opúblico oficial presente foi de 63.300 pessoas. Quando Flamengo e Fluminense entraram em campnho para iniciar a partida válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, os torcedores também protestaram exibindo uma faixa de protesto gigante contra a decisão de cunho eleitoreiro de Lula (PT) proibindo empresas bets.

A faixa foi exibida no setor norte do Maracanã, no Rio de Janeiro, criticando além de Lula o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu na entrada dos times para o clássico contra o Fluminense,

A mensagem da faixa dizia, em essência: “O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF”. O protesto se refere à Medida Provisória editada por Lula em 25 de setembro, a duas semanas do primeiro turno, recuando da própria decisão de regulamentar a atividade e proibindo o funcionamento e a publicidade das casas de apostas (bets) no Brasil.

A medida impacta diretamente o futebol, já que vários clubes dependem de patrocínios dessas empresas — o Flamengo, por exemplo, tinha a Betano como patrocinador máster.

Além da torcida, Flamengo e Fluminense também se manifestaram em campo. Os jogadores dos dois clubes entraram com a frase “Proibir não é proteger” estampada no espaço das camisas destinado ao patrocinador principal. A ação integra uma campanha do setor de apostas contra a proibição.

A faixa foi exibida em meio ao clássico carioca e chamou atenção nas redes sociais e na cobertura esportiva.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ttc-brasil/torcidas-gritam-coro-ei-lula-vai-tomar-em-dia-de-fla-x-flu-e-ainda-protestam-contra-fim-das-bets

Ato pró-Lula em São Paulo acaba em vandalismo no metrô

Foto: Manifestação Pró-Lula em São Paulo acaba em vandalismo. Reprodução: redes socias.

Portas quebradas, grades danificadas e pichações nas entradas do metrô. Foi assim que terminou parte da manifestação em apoio a Lula (PT) e contra Flávio Bolsonaro (PL), realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. Enquanto a multidão deixava o local, manifestantes depredaram acessos das estações Consolação e Trianon-Masp, e quem precisava utilizar o transporte público acabou enfrentando transtornos.

Na Consolação, a Polícia Militar (PM) confirmou que portas e grades foram quebradas. Já na Trianon-Masp, imagens registraram pichações e danos às estruturas. A PM também relatou atritos envolvendo funcionários da estação Consolação, mas informou que a situação foi controlada.

O episódio não passou despercebido nas redes sociais. Entre as críticas, chamou a atenção o fato de os danos terem atingido justamente um serviço utilizado por trabalhadores que dependem do metrô para circular pela cidade.

“Não atacam e nem depredam nada dos banqueiros e empresas privadas da Paulista, mas fodem o patrimônio público que o trabalhador usa todo dia, parabéns para esses lixos”, escreveu um usuário do X, ao comentar as imagens.

Também surgiram cobranças para que os responsáveis pela depredação recebessem punições semelhantes às aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A comparação apareceu em comentários de internautas que questionaram o tratamento dado a episódios de vandalismo em manifestações políticas.

Enquanto as imagens circulavam, passageiros relatavam dificuldades para voltar para casa. A estação Trianon-Masp precisou ser fechada temporariamente, e outros acessos passaram por restrições.

O Metrô explicou que o fechamento da Trianon-Masp também fez parte de uma operação para evitar aglomerações, diante da grande quantidade de pessoas que deixava a Paulista. Houve reforço de funcionários, mais trens em circulação e direcionamento de passageiros para outras estações.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/lsf-brasil/ato-pro-lula-em-sao-paulo-acaba-em-vandalismo-no-metro

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