

A resistência do Supremo Tribunal Federal (STF) à meta da direita de atingir maioria no Senado, eleger o presidente da Casa e pautar impeachment de ministros da Corte em 2027 ganhou força na campanha eleitoral. Liderado há um ano por Gilmar Mendes, o movimento também ficou mais explícito.
Na quarta-feira (19), Gilmar disse não temer candidatos com essa bandeira. Embora reconheça seu apelo eleitoral, ele prevê “imensas dificuldades” para concretizá-la. O magistrado tentou mostrar tranquilidade, mas sinalizou a existência de uma barreira, o que soa como advertência sobre o embate de 2027.
Um dia antes, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, também reagiu ao tema. Na primeira sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após o início da campanha, disse que criticar o Judiciário é legítimo, mas classificou a denúncia de abusos por políticos como populismo e ameaça às instituições.
Os discursos dos ministros expõem o choque de posições que deve marcar 2027. Enquanto eles denunciam “ataques” para deslegitimar o STF, os candidatos de direita ao Senado defendem a contenção do ativismo judicial como um claro e constitucional instrumento para reequilibrar os Poderes.
Gilmar deflagrou batalha contra os impeachments ao dificultar seu rito
Gilmar resolveu se antecipar a fatos indesejados e já deflagrou a batalha contra o afastamento de ministros ainda em dezembro de 2025. Em decisão monocrática, ele suspendeu dispositivos da Lei do Impeachment (1.079/1950) e reinterpretou pontos centrais do rito, alegando inconstitucionalidades.
A liminar restringiu inicialmente à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apresentação de denúncias e fixou quórum de dois terços (47) já na fase de admissibilidade no Senado. Após reações, Gilmar recuou, mas apenas na exclusividade da PGR, retomando o direito de o cidadão apresentar pedido.
Em 10 de dezembro, o ministro tirou do plenário virtual o julgamento da decisão, previsto para ocorrer dois dias depois. A liminar segue à espera de referendo, mas sem data marcada. Na prática, Gilmar deixou aberta uma disputa decisiva sobre regras que podem ser usadas pelo Senado em 2027.
O episódio acirrou a controvérsia sobre os limites entre os Poderes. Gilmar sustenta a necessidade de ajustar a legislação de 1950 à Constituição. Seus críticos enxergam atuação em causa própria e conflito institucional, quando o próprio STF redefine o meio de responsabilizar seus integrantes.
Resistência do STF às mudanças já vinha antes de investidas de Gilmar
A resistência do STF aos freios e contrapesos do Legislativo antecede as medidas preventivas e intimidatórias de Gilmar. Em 4 de outubro de 2023, o então presidente da Corte Luís Roberto Barroso se insurgiu contra a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita decisões monocráticas.
A PEC 8/2021, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, de Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), proíbe a suspensão de atos do Legislativo ou do Executivo por decisão individual, além de fixar prazos para certas medidas cautelares e pedidos de vista, reforçando a ação colegiada do STF.
Barroso argumentou à época que não via necessidade de mudanças e lembrou medidas internas adotadas pela própria Corte para reduzir o alcance de decisões individuais e disciplinar pedidos de vista. A reação revelou divergência sobre quem deve firmar limites à atuação do Judiciário.
Desde então, os embates entre membros do STF e parlamentares tornaram-se rotineiros e atingiram níveis de tensão históricos. Sem perspectivas de conciliação, o cenário é agravado pela aliança entre Corte, Executivo e PGR. Em meio aos movimentos, a crise institucional migra para a arena eleitoral.
Eleição de senadores de direita vira a peça-chave no confronto institucional
A estratégia da direita para “ocupar” a Casa da Federação se tornou a única forma de sanar a balbúrdia institucional. O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) divulgou apoio a 47 candidatos ao Senado, na grande maioria alinhada com o impeachment de ministros do STF, sobretudo Alexandre de Moraes.
Moraes acrescenta mais pressão à meta. Relator desde 2019 do Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, ele enfrenta críticas pelo alcance, pela duração e pelo modelo processual da investigação, que atinge frontalmente nomes da direita, criando agora até um TSE paralelo.
Vice-presidente do STF, Moraes deverá, conforme a tradição, assumir a sua presidência no segundo semestre de 2027. A perspectiva tende a aumentar a pressão da oposição para que eventuais pedidos de impeachment sejam examinados pelo novo Senado antes ou durante sua chegada ao comando.
Eleger senadores com esse perfil é só parte da equação. A presidência da Casa tem poder decisivo sobre a tramitação das denúncias. Por isso, a escolha do sucessor de Davi Alcolumbre (União-AP), em fevereiro de 2027, irá se tornar uma segunda eleição estratégica após as urnas de outubro.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/silvio-ribas/resistencia-contra-impeachment-de-ministros-do-stf-cresce-na-eleicao-liderada-por-gilmar/
Candidato que apoia os abusos do STF não merece voto
As candidaturas estão definidas e a campanha eleitoral começou. Agora, o eleitor tem cinco deveres: informação, formação, influência, mobilização e voto consciente, explica o presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira. E, com o retorno à normalidade democrática sendo a grande prioridade nacional, é preciso saber quais candidatos e partidos se omitiram ou até apoiaram os abusos recentes cometidos pelo STF, pois esses definitivamente não merecem nosso voto.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/candidatos-apoio-abusos-stf-voto/
CNJ parte para a intimidação ao punir desembargadores da Lava Jato

A ofensiva recente realizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra os magistrados que participaram da Operação Lava Jato não se resumiu à severa e injusta punição à juíza Gabriela Hardt, suspensa de suas funções por dois anos pelo “crime” de ter homologado um acordo para a montagem de uma fundação destinada a ações educativas de combate à corrupção. Na mesma sessão, no início de agosto, o CNJ instituiu outro “crime de hermenêutica” para afastar por 60 dias os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz e Loraci Flores de Lima, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) – Thompson foi um dos desembargadores que mantiveram a condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia, em novembro de 2019, e, quando presidiu o TRF4, restabeleceu a ordem depois que um desembargador havia ordenado a soltura de Lula durante um plantão de fim de semana.
Em setembro de 2023, Thompson e Lima ajudaram a formar a unanimidade pela suspeição do juiz Eduardo Appio, que havia assumido meses antes a 13.ª Vara Federal de Curitiba, ficando responsável pelos processos da Lava Jato que ainda corriam na primeira instância. Appio, que já estava afastado provisoriamente desde maio daquele ano, era alvo de vários pedidos de suspeição por manifestações públicas sobre a Lava Jato antes de assumir a 13.ª Vara, fez doações (ainda que valores muito baixos) às campanhas de Lula em 2018 e 2022, e chegou a usar o código “LUL22” como senha de acesso aos sistemas do Judiciário. As circunstâncias de suspeição pareciam evidentes, e os desembargadores, ao declarar Appio suspeito, ainda determinaram a anulação de todos os seus atos na condução dos processos da Lava Jato – nada diferente do que o STF fez quando declarou, de forma aberrante, a parcialidade de Sergio Moro, em 2021.
O CNJ mostra que deslizes mínimos (reais ou inventados) bastarão para atormentar e até prejudicar a carreira de todos os que, de alguma forma, deram sua contribuição para o sucesso da Lava Jato
O relator do processo disciplinar no CNJ, conselheiro Rodrigo Badaró, argumentou que Thomson e Lima haviam cometido uma infração disciplinar, pois sua decisão tinha efeitos sobre processos que estavam parados por ordem do STF, quando na verdade se tratava do oposto, o de impedir que um juiz suspeito continuasse tomando decisões dentro desses processos. A alegação de que os desembargadores ainda usaram provas que o STF havia considerado imprestáveis – no caso, as célebres planilhas da Odebrecht – também não para em pé, porque, mesmo que o julgamento da suspeição de Appio tenha ocorrido no mesmo dia em que Dias Toffoli anulou o conjunto probatório (em uma de suas muitas decisões absurdas de desmonte da Lava Jato), o voto do relator Lima havia sido colocado no sistema do TRF4 cinco dias antes, e o acórdão da decisão nem sequer mencionava as tais planilhas.
Ou seja, na pior das hipóteses teria havido apenas uma decisão equivocada por parte dos membros do TRF4 (e o dizemos apenas com finalidade retórica, pois o mais provável é que nem sequer isso tenha ocorrido), e não uma intenção deliberada de desobedecer determinações do STF, muito menos de desorganizar a condução dos processos da Lava Jato. E, como afirmou à Gazeta do Povo o professor de Direito Penal Tédney Moreira, decisões equivocadas se contestam pelos meios ordinários, como recursos a instâncias superiores, jamais por processos disciplinares. Do contrário, como aconteceu com Gabriela Hardt e, antes dela, com outros magistrados, criminaliza-se a hermenêutica: uma interpretação discordante ou mesmo um erro – como o do juiz mineiro que mandou um condenado do 8 de janeiro para o regime semiaberto por ter feito um cálculo diferente –, em vez de serem apenas reformadas pelos meios processuais ordinários, se tornam irregularidades passíveis de punição no campo disciplinar. Não à toa o Ministério Público Federal, representado pelo subprocurador-geral José Adonis Callou de Sá, defendeu que Thompson e Lima não fossem punidos porque os elementos citados não conseguiram “demonstrar cabalmente, sem qualquer margem de dúvida, a prática de infração disciplinar”.
Thompson e Lima estão longe de terem tido papéis de protagonismo na Lava Jato – este último nem sequer participou de qualquer julgamento dos casos envolvendo Lula, e aquele era parte de um colegiado que julgou um dos processos. Mas o CNJ mostra, com essa punição, que deslizes mínimos (reais ou inventados) bastarão para atormentar e até prejudicar a carreira de todos os que, de alguma forma, deram sua contribuição para o sucesso da operação, seja condenando os envolvidos no escândalo, seja freando as ações de um juiz suspeito por simpatias político-partidárias. O efeito de intimidação criado por tais punições não é um efeito colateral, mas parte essencial do desmonte de combate à corrupção, que tem um tripé: anular tudo o que foi feito na Lava Jato, criminalizar os agentes da lei e vitimizar os corruptos, e garantir que novas ofensivas contra a ladroagem não voltem a ocorrer. Mas, como já dissemos antes, o Brasil que quer decência precisa resistir e lutar para que a verdade e a justiça sejam restabelecidas, para que os ladrões e seus cúmplices paguem por seus atos, e para que os que deram tudo de si para combater a corrupção sejam reconhecidos por sua coragem.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/cnj-punicao-desembargadores-lava-jato-intimidacao/
Janja repudia falas de Renan Santos em debate; candidato reage e desafia Lula

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, repudiou, nesta segunda-feira (24), as declarações do candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, durante o primeiro debate presidencial, promovido pela TV Band em parceria com o Estadão. Renan mencionou Janja duas vezes ao criticar a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no evento.
“O Lula, coitado, tem que ficar lá com aquela Janja. Era mais certo ter vindo no debate, teria companhias melhores”, disse o candidato. “Lula até desistiu de apresentar proposta. Ele não está nem com saco, porque a maior parte do tempo ou ele está bêbado ou com a Janja, melhor ficar bêbado nessas horas, né, presidente?”, acrescentou.
Em nota, a primeira-dama disse que Renan a atacou de “forma pessoal e depreciativa” e que as declarações não configuram uma crítica política, mas, sim, “uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher”.
“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político”, afirmou Janja.
Ela ressaltou que “não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão”. A primeira-dama citou que “episódios como esse não são um caso isolado” na trajetória do candidato do Missão.
“Renan Santos já esteve envolvido em declarações de violência contra as mulheres e incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo. É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres”, destacou.
Janja enfatizou que o debate político deveria ser um espaço para debater propostas. “Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é”, disse.
Renan Santos diz que Janja cita “misoginia” para evitar críticas
Após a manifestação da primeira-dama, Renan Santos afirmou que, em uma democracia, “não deve ser errado apontar que pessoas assim são ruins, sejam elas homens ou mulheres”. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele disse que Janja usou a “mesma estratégia” quando foi criticada por cumprir agenda no exterior.
“Janja não quer que você tenha direito sequer de criticá-la. A mesma estratégia que ela usou contra mim nessa nota, ela utilizou contra todos os brasileiros e brasileiras que criticaram o fato de ela torrar o nosso dinheiro em viagens internacionais. Ela disse que isso tudo é misoginia”, pontuou.
Ele também acusou a primeira-dama de agir como uma “espécie de rainha louca” e “deslumbrada”. Renan disse que, se Janja “se sentiu tão ofendida”, deveria enviar Lula para o próximo debate presidencial. “Assim, ele vai poder defender a honra dele e vai poder explicar para mim porque você é uma boa companhia”, desafiou.
Lula e os candidatos do PL, Flávio Bolsonaro, e do Novo, Romeu Zema, não participaram do debate da TV Band.
Leia a íntegra da nota de Janja
“Diante do episódio ocorrido no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes na noite deste domingo (23/08), manifesto repúdio às falas do candidato Renan Santos (Missão). Situações como essa não podem ser normalizadas.
O candidato atacou, de forma pessoal e depreciativa, uma mulher que não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão. Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de “pena” está longe de ser uma crítica política.
É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político. Episódios como esse não são um caso isolado.
Renan Santos já esteve envolvido em declarações de violência contra as mulheres e incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo. É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres.
Nós, mulheres, sabemos o quanto precisamos lutar para sermos ouvidas sem sermos interrompidas, desqualificadas ou atacadas. Por isso, faz-se tão necessário repreender imediatamente atos como esses, que depreciam nossas existências.
Debate político é, ou deveria ser, um lugar para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o nosso país. Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/janja-repudia-falas-de-renan-santos-em-debate-candidato-reage/

Na sauna com Lulinha

Estava lendo sobre a vida de luxo que o Lulinha vive na Espanha. Condomínio com piscina, spa e sauna. Na hora, me lembrei de que faz muito tempo que não relaxo numa sauna bem quente -e dou um mergulho na água gelada depois. Diliça. Mas sauna hétero, hein! Sauna hétero! Me deu vontade. Aí me toquei: para um escritor, nada é impossível. Basta imaginar, ué! E foi assim que, num piscar de olhos, me vi abrindo a porta da sauna do condomínio onde o Lulinha mora em Madri. “¡Hola! ¿Qué tal?”, cheguei chegando e esbanjando a pontuação invertida.
Para minha surpresa, quem é que encontro na sauna? Ele, claro! O Lulinha. Me apresento. Digo que sou brasileiro. Ele não responde nada. Esclareço que sou jornalista. Tenho diploma! Tenho diploma! Lulinha ri e me pergunta como consegui entrar na condomínio de luxo. Digo que bastou imaginar e fica por isso mesmo. Casmurro, ele se levanta para ir embora, mas peço que não, fica, vamos conversar, você parece ser um cara legal e, além do mais, me fascina a figura do Filho de Político. “Todo tratador de elefantes é um cara legal”, diz ele. Me recosto. Sauna boa. E assim, como quem não quer nada, comento: “Não deve ser fácil ser filho do Lula…” Ele faz que sim com a cabeça.
Ahã! Uau! Nossa!
Ficamos ali, suando e conversando. Eu lhe falo do Museu do Prado. Ele quer saber se sou fascista. Pergunto por que Madri e não Barcelona ou Ibiza. “Combina mais com você”. Ele dá de ombros. Conto que era o autor do Diário da Janja, mas que desisti porque os xingamentos me incomodam. Ele ri e me incentiva a continuar com a série. Até que Lulinha não aguenta: “Que tipo de jornalista é você? Sujeito estranho. Não vai me perguntar do escândalo, não?!” Sinceramente, estava mais interessado na sauna. Além disso, sou cronista. Mas ele parece querer desabafar e desabafa.
A tudo escuto com ouvidos de confessor. Os milhõe$, os nomes, os interesses mesquinhos. A ausência de ideologia. Aqui e ali, comento com ahãs, uaus e nossas. É tudo muito revoltante, sem dúvida. Mas não deixa de ser também tragédia. Cercado pelo que há de pior, Lulinha nunca teve chance – e no entanto teve. Até que paira entre nós o silêncio e não resisto. “Cara, eu só queria saber uma coisa. Para que tudo isso?”, pergunto. Ele me olha surpreso. Como se nunca ninguém tivesse lhe feito essa pergunta. Ou melhor, como se ele próprio jamais tivesse parado para se perguntar para quê.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/sauna-lulinha/

Durigan não passa de mais um burocrata descolado da realidade brasileira

Estou há mais de meio século em Brasília e me acostumei a ver os burocratas que chegam aqui, empolgados, porque vão fazer parte do poder, e começam a se separar da nação, do país real, porque estão muito entusiasmados com o Estado. Então eles começam a achar que o Estado é mais importante que a nação, mas não é. O Estado veio depois da nação; primeiro surgiram as pessoas, que se organizaram e resolveram constituir um Estado para poder dar serviços públicos básicos de segurança, justiça, saúde e educação, para quem precisa deles.
Digo isso porque eu ouvi o ministro da Fazenda, Dario Durigan, dizer que está na hora de limitar as pessoas jurídicas, a “pejotização”. Ele sugere que cada empresa só possa ter 10% de contratados PJ. Eu fui pessoa jurídica na TV Manchete, na Globo; ainda hoje sou pessoa jurídica, sou empresa. E queria saber o que o ministro Durigan tem contra isso, porque nós, empresas, também pagamos impostos.
Ele argumenta que a pejotização está fazendo a Previdência definhar. Está definhando mesmo, mas não é por causa das pessoas jurídicas. Ele deveria dar uma olhada na idade das pessoas, as que vão se aposentar e aquelas que vão sustentar os aposentados e pensionistas. E olhar a administração, porque muito fundo de pensão por aí só tem renda porque administra. As pessoas físicas e jurídicas não aguentam mais um governo que cada vez gere pior as finanças que são do povo. O Tesouro Nacional é do povo; as finanças públicas são do público; os bens públicos são do público; os carros que os burocratas usam, os prédios onde eles trabalham. E é absolutamente injusto que eles vivam como se fosse em uma corte, no tempo da realeza – embora, se formos analisar, a monarquia britânica custe menos, proporcionalmente, que os nossos políticos.
Somos nós que sustentamos o burocrata e toda a estrutura estatal, com nossos impostos, obtidos através de trabalho, de suor, de inteligência, de planejamento, de risco, em todos os setores: indústria, comércio, serviços, agropecuária. Mas o burocrata estatizante acha que o Estado tem de impor regras às pessoas a quem ele serve.
Investigações sobre filme de Bolsonaro avançam, mas e o Lulinha?
O ministro Flávio Dino – que também é um funcionário do público, como ministro da suprema corte, depois de ter sido juiz federal, governador e senador; como senador e governador, foi nomeado pelo público; no STF, foi indicado por um presidente eleito pelo povo e aprovado por senadores sustentados pelo povo – autorizou a Polícia Federal a ter acesso às investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre a produção e o financiamento do filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O objetivo da investigação é saber se há dinheiro público envolvido, porque há uma suspeita de que havia recursos da prefeitura de São Paulo.
Enquanto isso, as investigações da Polícia Federal sobre Lulinha supostamente prosseguem. Lula diz e repete que não vai se meter nas investigações sobre o filho dele, mas o que todos estão vendo é que o filho do presidente é peça-chave do tráfico de influência, como a própria Roberta Luchsinger atesta, quando diz que Lulinha “não faz nada. Ele só entra em campo quando precisa. Tem que se preservar”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/dario-durigan-critica-pejotizacao/
Ancine registra filme sobre Bolsonaro em meio à investigação do Master e emendas

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) concedeu o Registro de Obra Estrangeira (ROE) para o filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em meio às investigações de como a obra foi financiada e possíveis irregularidades nas gravações no Brasil.
A autorização da Ancine foi concedida no dia 7 de agosto e tornada pública nesta semana, e ocorre também em meio a um processo administrativo contra a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme, após uma denúncia de que cenas teriam sido gravadas no Brasil sem comunicação prévia. Pela regulamentação, produções estrangeiras realizadas em território nacional precisam informar a Ancine e apresentar a documentação exigida.
Segundo a agência, a Go Up não havia apresentado os documentos necessários para as gravações, motivo pelo qual a empresa pode ser multada entre R$ 2 mil e R$ 100 mil caso a irregularidade seja confirmada. Na semana passada, a Polícia Federal também solicitou à Ancine informações sobre o processo administrativo envolvendo a produção.
O filme “Dark Horse” é estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente, com 1h40 de duração e ainda precisa cumprir outras etapas antes de chegar aos cinemas. O registro concedido pela Ancine não significa que o filme já esteja autorizado a ser lançado nos cinemas, mas representa uma etapa do processo regulatório. Os próximos passos incluem:
- Solicitação do Certificado de Registro de Título (CRT);
- Comprovação dos direitos de exploração comercial da obra no Brasil;
- Cumprimento de eventuais exigências da Ancine;
- Obtenção da classificação indicativa no Ministério da Justiça.
Para um filme destinado às salas de cinema, o CRT precisa indicar esse segmento de exploração e comprovar que o responsável possui os direitos comerciais correspondentes. Quando não há exigências pendentes, os procedimentos regulamentares de registro têm prazo de até 30 dias para conclusão.
Somente depois do cumprimento de todas as etapas regulatórias, incluindo o CRT e a classificação indicativa, Dark Horse poderá ser lançado comercialmente.
Investigações sobre “Dark Horse”
A investigação sobre o financiamento de Dark Horse corre em outra frente e foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julho, com foco nos repasses feitos pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. Mensagens e áudios divulgados pelo site Intercept Brasil apontam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou recursos do empresário em um suposto contrato de R$ 134 milhões.
Outra investigação envolve a empresária Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, que é alvo de uma apuração da Polícia Civil de São Paulo sobre suspeitas de fraudes, superfaturamento e desvios em contrato do Instituto Conhecer Brasil (ICB) com a prefeitura de São Paulo. O ministro Flávio Dino autorizou a Polícia Federal a acessar informações reunidas nessa investigação para verificar possíveis conexões com a produção.
A apuração também busca esclarecer se recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à empresária foram utilizados na produção de “Dark Horse”. Em 2024, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme, destinou R$ 2 milhões ao ICB, mas afirma que o dinheiro não foi usado no longa, enquanto Karina nega o uso de recursos públicos ou de empresas brasileiras na produção.
FONTE:GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/ancine-registra-filme-bolsonaro-investigacao-master-emendas/
Investigação sobre lavagem do tráfico chega ao STF por possível elo com casos Master e INSS

Uma investigação sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, iniciada em 2024 pela Polícia Civil de São Paulo, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste mês, por possível ligação com as fraudes do Banco Master e das aposentadorias do INSS. Os investigadores rastrearam uma rede de contas, empresas de fachada e pessoas físicas que, segundo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentaram cerca de R$ 48 bilhões no período de cinco anos.
A investigação partiu da prisão, em 2024, de um traficante flagrado com drogas, instrumentos para venda de entorpecentes e R$ 100 mil em espécie. Com a quebra de seu sigilo bancário e de seu fornecedor, a polícia passou a vasculhar sucessivas transações financeiras, partindo de empresas em nome de laranjas para outras controladas por operadores suspeitos de movimentar recursos de diversos esquemas criminosos. A investigação cresceu e recebeu o nome de Operação Saturno.
A conexão com o Master foi identificada numa sequência de transações entre várias empresas. Identificou-se, inicialmente, que uma distribuidora, chamada Maguinific, repassou R$ 7,5 milhões, oriundos de venda de drogas, à Nexpay, uma fintech de intermediação de pagamentos em sites de compras da China. Para repassar o dinheiro aos vendedores chineses, a Nexpay fazia operações de câmbio no Master.
Outra ligação com o Master aparece em duas transferências que somam R$ 940 mil de uma empresa chamada Wave para a Entre Investimentos e Participações, grupo que mantinha fundos no Master e que teria sido usado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para repassar dinheiro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a Wave é usada para lavar dinheiro de diversos esquemas criminosos e aparece na Operação Saturno “exercendo papel fundamental na dissipação de valores oriundos do tráfico de drogas”.
Já a suspeita de ligação com as fraudes do INSS aparece porque a Prospect Consultoria Empresarial, pertencente ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, repassou R$ 13,7 milhões à empresa Arpar Administração, Participação e Empreendimento.
Essa empresa, por sua vez, transferiu recursos a um grupo de outras cinco empresas suspeitas de receberem dinheiro do tráfico.
Várias dessas empresas intermediárias, segundo a investigação, foram abertas em nome de “laranjas” – em geral, trabalhadores de baixa renda abordados por conhecidos que pediam seus documentos pessoais para abrirem uma firma em troca de pagamentos mensais, de R$ 1 mil ou R$ 2 mil.
No relatório final da investigação, a Polícia Civil de São Paulo pede o envio do caso à Justiça Federal em razão de ligações com investigações da Polícia Federal. Foram indiciadas oito pessoas apontadas como controladoras das empresas que lavavam dinheiro para o tráfico e diversos outros esquemas.
“Foi possível identificar que os sistemas de lavagem não atuam para apenas um segmento, fundindo operações relacionadas ao tráfico, sonegação, fraudes, contrabando, entre outros, atuando na dissipação dos valores, que são empregados em câmbios paralelos, compra de criptomoedas, transmutados em valores em espécie, para retornarem ‘lavados’ aos verdadeiros responsáveis”, diz o relatório final.
“Desvendou-se a existência de um verdadeiro ‘SISTEMA FINANCEIRO PARALELO’, à margem dos sistemas de controle, onde operadores oferecem serviços de todos os tipos e naturezas, desde a abertura fraudulenta de contas correntes ao câmbio paralelo, recebendo spreads [margens de lucro] pelas operações e serviços prestados”, diz o documento.
O Ministério Público de São Paulo concordou com o envio do caso para a Justiça Federal e reafirmou a complexidade do caso. “Os investigados operavam esquema sofisticado de circulação e dissimulação de valores ilícitos, com uso reiterado de contas em nome de terceiros, empresas sem atividade econômica real, fintechs, bancos digitais e até criptoativos, em dinâmica de pulverização e recomposição dos recursos, dificultando sobremaneira sua rastreabilidade”, diz o parecer do órgão.
Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal (MPF) opinou pelo envio do caso ao STF, em razão da possível conexão com casos investigados na Corte – os inquéritos do Master e do INSS são supervisionados pelo ministro André Mendonça.
O procurador que analisou o relatório ressalvou, no entanto, a possibilidade de não haver conexão direta com os esquemas do banco e do órgão da previdência.
“A prática demonstra que a análise de RIFs [relatórios de inteligência financeira] muitas vezes leva à verificação de esquemas paralelos sem conexão, haja vista que muitos doleiros e operadores transacionam entre si em sistema de compensação. Nesses casos, evidentemente não há conexão, mas eventualmente descoberta fortuita, que deve ser autuada em separado, apenas com as peças pertinentes, e encaminhada ao Juízo competente”, escreveu no parecer favorável ao envio da investigação ao STF.
O inquérito chegou ao gabinete de André Mendonça no último dia 12 em segredo de Justiça e, até o momento, o ministro não adotou providências.
O que dizem os envolvidos citados na investigação
Procurada pela reportagem, a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmou que desconhece a investigação e que não iria se manifestar sobre as suspeitas. A defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, também não se manifestou. O espaço permanece aberto.
Em depoimento no inquérito, em abril, o dono da Nexpay afirmou que a empresa foi fechada no ano passado. Alegou que a Maguinific era uma empresa de e-commerce e operou com a Nexpay por aproximadamente dois meses e meio. Segundo ele, a empresa cadastrou as empresas estrangeiras para recebimento dos valores, enviou documentação com dados de compradores, valores e conversões cambiais.
“Os documentos apresentados eram considerados regulares, contendo CPFs válidos, inexistindo indícios aparentes de irregularidade no momento das operações […] Não havia ciência da eventual origem ilícita dos valores, considerando que as operações eram acompanhadas de documentação formal e regular”, afirmou o dono da Nexpay.
As demais empresas não tiveram seus sócios ou administradores indiciados – a investigação verificou que estavam em nome de laranjas, em geral trabalhadores de baixa renda, que não operavam as contas nem sabiam da origem ilícita dos valores.
Empresas da Operação Saturno já haviam aparecido em investigação sobre PCC
A estrutura formada por empresas como Wave e Arpar já havia aparecido em investigação sobre uma suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Como a Gazeta do Povo mostrou em julho, documentos da CPMI do INSS apontaram que a Wave recebeu R$ 514,5 milhões da Victory Trading, empresa de Victor Shimada, sancionado pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com uma rede de lavagem de dinheiro da facção.
A Wave também foi apontada como parte da chamada rede Arpar, que teria sido usada para lavar recursos de diferentes esquemas criminosos.
A empresa foi procurada pela reportagem da Gazeta do Povo em julho, mas não se manifestou. Anteriormente, em maio de 2025, ao Fantástico, da TV Globo, ao tratar de outra irregularidade investigada, um representante da companhia negou que a Wave tivesse participação em lavagem de dinheiro, afirmou que a empresa trabalhava com criptomoedas e disse que as operações haviam sido encerradas.
Em julho, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu Shimada em sua lista de sancionados para combater o crime organizado transnacional. Segundo o governo americano, ele teria participado de uma rede de lavagem de dinheiro utilizada pelo PCC para movimentar recursos provenientes de atividades ilícitas. A medida também atingiu empresas e outros integrantes apontados como parte da estrutura financeira da organização.
A defesa de Shimada negou as acusações. Em manifestação à Gazeta do Povo à época, os advogados afirmaram que ele não tem relação com o PCC, classificaram as acusações como infundadas e questionaram as sanções impostas pelos Estados Unidos.
Agora, documentos da Operação Saturno mostram que essa mesma estrutura aparece em uma investigação sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com transações que também alcançaram empresas relacionadas ao Banco Master e ao esquema de fraudes do INSS.
Em nota enviada à Folha de S.Paulo, em 3 de julho de 2026, a Entre Investimentos afirmou que “realiza suas operações em conformidade com as normas e regulamentações aplicáveis ao setor financeiro” e reforçou seu compromisso com a integridade, a transparência e o cumprimento da legislação vigente. A empresa disse ainda que permanecia à disposição das autoridades competentes sempre que fosse necessário.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/investigacao-sobre-lavagem-do-trafico-chega-ao-stf-por-possivel-elo-com-casos-master-e-inss/#cxrecs_s
Motta ataca rival do pai apoiado por Lula: ‘só vomita ódio’

O presidente da Câmara, deputados Hugo Motta (Republicanos-PB), fez duras críticas ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que disputa a reeleição ao Senado pela Paraíba e é adversário de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), na corrida eleitoral.
Em entrevista à TV Arapuan na noite de segunda-feira (24), Motta classificou Veneziano como “vazio” e “amargo” e afirmou que o senador “só vomita ódio e não entrega nada para a Paraíba”.
Motta também acusou Veneziano de recorrer à influência do irmão, Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), para pressionar prefeitos paraibanos. Segundo o deputado, a influência seria utilizada para “chantagear e coagir prefeitos” e obrigá-los a apoiar sua candidatura por medo.
Na avaliação de Motta, Veneziano estaria perdendo espaço político e dependeria do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar renovar o mandato. “Ele vê a cada dia seu mandato terminando e a perspectiva da não renovação. Veneziano se acosta ao prestígio do presidente Lula porque ele não tem mais o prestígio e confiança da população”, afirmou.
Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta e ex-prefeito de Patos (PB), é o principal adversário de Veneziano na disputa pelo Senado. Lula declarou apoio à candidatura de Veneziano.Ver Comentários
Flávio Bolsonaro supera Lula e abre vantagem em São Paulo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na liderança da corrida presidencial entre os eleitores de São Paulo, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (24).
No maior colégio eleitoral do país, o parlamentar registra 38% das intenções de voto no primeiro turno, cinco pontos percentuais à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 33%.
Na sequência aparecem Renan Santos (Missão) e Pablo Marçal (PRTB), ambos com 7%.
Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) registra 3%.
O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 1%.
Os demais candidatos, somados, também alcançam 1%.
Brancos e nulos correspondem a 3%, mesmo percentual dos eleitores que não souberam ou não responderam.
O levantamento também testou um eventual segundo turno entre Flávio e Lula.
Nesse cenário, a vantagem do senador se mantém em cinco pontos, ele alcança 49% das intenções de voto, contra 44% do atual presidente. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
Apesar da liderança de Flávio, os dois principais nomes da disputa apresentam índices elevados de rejeição em São Paulo.
Lula aparece com 51% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio registra 49% nesse mesmo indicador.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal no Estado.
A administração Lula é aprovada por 41% dos entrevistados e desaprovada por 55%.
Outros 4% não souberam ou não responderam. Na avaliação qualitativa, 25% classificam o governo como ótimo ou bom, 32% como regular e 40% como ruim ou péssimo.
São Paulo tem peso decisivo na eleição presidencial por concentrar a maior quantidade de eleitores do país.
Nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro (PL) venceu Lula no Estado tanto no primeiro quanto no segundo turno, com 47,71% contra 40,89% na primeira etapa e 55,24% contra 44,76% na votação decisiva.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores em todo o Estado de São Paulo entre 19 e 22 de agosto.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06537/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
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