
Uma operação de busca e apreensão realizada nesta terça-feira (11), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, contra um adversário político do colega e também ministro Flávio Dino, colocou o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro de uma nova crise, dessa vez por avançar novamente contra a liberdade de expressão e de imprensa.
O alvo da operação foi Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, que alega ser alvo de perseguição por parte de Dino no STF. Ele sofreu busca e apreensão porque, segundo investigação conduzida por Moraes, teria fornecido informações ao jornalista Luís Pablo, publicadas em reportagens, no ano passado, sobre o uso de veículos oficiais por Dino no Maranhão.
Em março, o próprio Luís Pablo foi alvo de busca e apreensão ordenada por Alexandre de Moraes. Foi a partir da extração de mensagens de seu celular que a Polícia Federal apontou que Cutrim teria sido a fonte das informações publicadas sobre Dino.
O próprio Flávio Dino é relator de outra investigação contra Cutrim, no STF, por suposta coação e obstrução de Justiça, em caso envolvendo um assassinato no estado. Em julho, Dino determinou a prisão domiciliar de Cutrim e o afastou do cargo de secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, no governo de Carlos Brandão (MDB), ex-aliado de Dino. Os dois romperam a aliança política em 2023, e hoje são de grupos políticos rivais no estado, em razão de disputas eleitorais e por cargos na máquina pública.
Dino nega uso irregular de veículos oficiais no Maranhão e diz ser alvo de monitoramento “clandestino e ilegal” no estado em contexto de “agressões e ameaças”. “Foram produzidas clandestinamente imagens do ministro e da sua família, inclusive filhos que são crianças, abrangendo seus itinerários habituais e normais”, diz nota divulgada por sua assessoria de imprensa. (Leia a íntegra ao final desta reportagem.)
A defesa de Raimundo Cutrim, por sua vez, questiona a atuação de Moraes e Dino nas investigações. Sobre a operação desta terça (11), o advogado Berilo Freitas chama a atenção para o precedente aberto contra o trabalho da imprensa.
“A decisão do ministro Moraes abre um precedente extremamente perigoso e ilegal, ferindo, de morte, o sagrado direito de preservação da fonte para o jornalismo. Reputo como uma forma vil de intimidar toda a imprensa nacional. Como pode um jornalista ser investigado, sua fonte e seu advogado, e a notícia de possível crime que divulgou não ser?”, diz o advogado.
Ele também levanta objeções ao dever de imparcialidade de Dino pelo fato de ele também investigar Cutrim por suposta prática de coação e obstrução de Justiça. “Como pode o ministro Flávio Dino ser uma suposta vítima de ‘perseguição’ do dr. Cutrim num processo e ser subscritor de um mandado de prisão contra o mesmo dr. Cutrim em outro processo? O dr. Cutrim é inimigo pessoal e político há vários anos de Flávio Dino, isso é público e notório”, afirma Berilo Freitas.
O STF e Alexandre de Moraes não se manifestaram sobre as críticas da defesa de Cutrim e outras manifestadas ao longo do dia por entidades da imprensa, políticos e críticos do tribunal.
Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram “profunda preocupação” com a decisão de Moraes.
“Ações judiciais que quebram o sigilo da fonte não têm amparo constitucional e abrem precedentes que ameaçam a liberdade de imprensa, amparada pela Constituição de 1988. O artigo 5º, inciso XIV, diz taxativamente que é ‘resguardado o sigilo da fonte quando necessário para o exercício profissional’”, afirmaram as associações.
“Casos de questionamentos a reportagens devem ser tratados dentro da lei, que prevê direito de resposta e indenizações. A violação do sigilo do profissional e de suas fontes leva a intimidações contra a imprensa que não condizem com o Estado Democrático de Direito e o livre exercício do jornalismo”, diz ainda a nota das entidades do setor.
O advogado especialista em liberdade de expressão André Marsiglia viu no episódio um risco para a cobertura jornalística do Caso Master. “O recado de Moraes está dado: quem continuar servindo de fonte para Malu Gaspar, Lauro Jardim etc. sobre o que ministros fazem de errado estará com a cabeça a prêmio. Como Moraes tem pudores de censurar diretamente a grande imprensa, vai secar suas fontes pelo medo”, publicou.
Já o ex-juiz eleitoral e advogado Adriano Soares da Costa afirmou que o STF “vem escalando na transformação do Brasil em um Estado policial”. “É óbvio que a busca e apreensão contra a fonte de jornalistas apenas é possível por meio de pesca probatória operada contra o jornalismo. Não há outro meio de se chegar a uma fonte”, publicou.
Oposição critica decisão de Moraes
Entre os políticos, o primeiro a se manifestar contra Moraes, pela manhã, foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. “Venho me solidarizar com vocês. Minha solidariedade, porque o sigilo da fonte é sagrado. Que todos se conscientizem da gravidade do que está acontecendo no país, a liberdade está em jogo”, afirmou a jornalistas no intervalo de uma reunião de sua campanha eleitoral.
Em nota, o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha e líder da oposição no Senado, afirmou que a decisão de Moraes “é um grave precedente contra a liberdade de imprensa”.
“O sigilo da fonte é uma garantia constitucional, historicamente essencial ao jornalismo investigativo. Sem essa proteção, fontes podem deixar de denunciar corrupção, abusos e irregularidades. Permitir que o Estado utilize busca e apreensão para alcançar uma fonte jornalística coloca em risco a própria atividade de informar e fiscalizar o poder”, afirmou Marinho.
Já o ex-procurador Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado (Novo-PR), comparou a decisão de Moraes no caso envolvendo Dino à atuação da Lava Jato. Segundo ele, mesmo diante de investigações sobre vazamentos, a operação nunca determinou busca e apreensão contra jornalistas nem tentou identificar suas fontes, por considerar que “isso seria autoritário e inconstitucional”.
Para Dallagnol, a quebra do sigilo da fonte ameaça a liberdade de imprensa e pode intimidar cidadãos que denunciam abusos de autoridades. Ele criticou o que considera uma reação diferente de setores que se opuseram à Lava Jato, mas agora tratam a medida envolvendo Moraes e Dino como normal.
Dino diz ser alvo de ameaças e agressões
Em nota divulgada por sua assessoria, Flávio Dino diz ser “alvo constante de agressões e ameaças” e afirma que “jamais houve uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão”. “Um carro blindado foi cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, no âmbito de acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país”, diz a nota.
Leia a íntegra da nota de Flávio Dino:
“A assessoria do ministro Flávio Dino, em face da repetição de inverdades, informa que JAMAIS houve uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. Um carro blindado foi cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, no âmbito de acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país.
O ministro Flávio Dino é alvo constante de agressões e ameaças, como é público e notório. E as investigações identificaram que até mesmo os VEÍCULOS PARTICULARES do ministro e de sua família eram monitorados e seguidos. As pessoas que comandavam esse esquema não são JORNALISTAS; exercem outras profissões.
Fruto desse monitoramento, chegaram a levantar informações sobre os seguranças do ministro (nomes, quantidades etc), o que levou a um redesenho da equipe.
O trabalho dos investigadores também apontou o acesso ilegal, por funcionário público, a informações sigilosas de segurança, que foram utilizadas em um monitoramento clandestino e ilegal. Foram produzidas clandestinamente imagens do ministro e da sua família, inclusive filhos que são crianças, abrangendo seus itinerários habituais e normais.
A investigação continua para determinar os motivos e os objetivos do monitoramento clandestino e ilegal, que expôs a integridade física do ministro e da sua família.
Em face dos fatos novos, o gabinete já solicitou providências adicionais de segurança para o ministro e sua família, também de natureza reservada.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/moraes-avanca-contra-liberdade-de-imprensa-em-operacao-contra-adversario-de-dino/

Moraes aboliu o sigilo da fonte jornalística no Brasil

Até onde vai a garantia da fonte para o jornalista? O sigilo da fonte não está nada garantido depois dessa decisão do ministro Alexandre de Moraes, que usou o “inquérito do fim do mundo” no Maranhão para ordenar busca e apreensão contra um ex-secretário estadual de Assuntos Legislativos. Esse ex-secretário teria passado a um jornalista informações sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão por integrantes da família de Flávio Dino, para eventos sem ligação com o múnus da Justiça.
As pessoas se apropriam das coisas do Estado. Se isso acontecesse em um país escandinavo, primeiro, seria respeitado o sigilo da fonte; e, segundo, isso seria um escândalo gigantesco. Na Finlândia, na Dinamarca, na Suécia, na Noruega, os ministros da Suprema Corte vão de bicicleta ou de metrô para o trabalho, e não têm nem residência paga pelo Estado, nem roupa lavada. Eu cheguei a conhecer um ministro do Supremo que lavava e passava a própria roupa, e fazia sua comida – acho que era Néri da Silveira, mas já não estou certo. O certo é que nós não podemos nos acostumar com esse tipo de mordomias e regalias.
Não vou entrar na questão individual, porque eu não conheço todos os detalhes; há inclusive uma informação que procura justificar a busca e apreensão alegando que Raimundo Cutrim teria transferido R$ 100 mil para o jornalista Luís Pablo. Em geral, jornalista recebe a informação e agradece. Se o jornalista levou algum dinheiro, precisa procurar outra coisa para fazer, porque não é mais digno de continuar no jornalismo. Em toda a minha vida de jornalista, só houve uma tentativa de me subornar, que eu narrei no meu livro. Calim Eid ficou com a mão estendida, segurando um maço de dólares, e eu fui embora, obviamente – e publiquei tudo depois, essa tentativa de me dar um presente. Jornalista não aceita presentes.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/alexandre-de-moraes-sigilo-fonte-jornalismo/
Governo Milei reitera acusação de que Brasil financia campanha anti-Argentina e promete revelar fontes

O governo do presidente argentino, Javier Milei, reiterou nesta terça-feira (11) sua acusação de que o Brasil seria um dos responsáveis por uma campanha anti-Argentina e afirmou que divulgará em breve as fontes que embasam essa afirmação.
O assunto foi abordado pelo porta-voz da presidência, Adrián Ravier, em entrevista coletiva. Segundo informações do jornal La Nación, ao ser questionado sobre o assunto, ele respondeu que “há fontes provenientes das redes sociais que precisariam ser avaliadas”.
“Em princípio, o que observamos é um sentimento ou animosidade dirigido aos argentinos no contexto da Copa do Mundo e ao próprio presidente, devido ao liberalismo que ele representa. Em última análise, isso sugere que o sentimento não diz respeito apenas à seleção argentina — como, por exemplo, se jogam de forma violenta ou infringem alguma regra —, mas envolve algo mais relacionado ao presidente”, acusou Ravier.
“Precisaríamos buscar as fontes mencionadas em relação ao Partido Democrata [dos Estados Unidos], ao Brasil, ao México ou à Espanha. Não tenho essas fontes disponíveis para apresentar agora, mas vamos fornecê-las mais tarde”, acrescentou o porta-voz da Casa Rosada.
Milei começou a fazer as acusações de que o Brasil seria um dos responsáveis por uma campanha anti-Argentina após sua participação na convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo, realizada em 25 de julho e na qual o aliado Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato à presidência.
Na ocasião, Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma série de comentários que fizeram o Brasil rebaixar as relações entre os dois países, ao determinar que seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará à Argentina.
Em entrevista publicada no fim de semana pelo jornal argentino Clarín, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, disse que a normalização das relações com o país vizinho só ocorrerá se Milei parar as “agressões” contra Lula.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/governo-milei-reitera-acusacao-brasil-financia-campanha-anti-argentina-promete-revelar-fontes/
PF cumpre mandados contra esquema de diplomas falsos de medicina

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quarta-feira (12), quatro mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e um de prisão temporária em uma investigação contra a venda de diplomas e documentos falsos de cursos de medicina, no âmbito da Operação Canudo. As buscas ocorreram em Montes Claros (MG), Bocaiuva (MG), Barreiras (BA) e Luís Eduardo Magalhães (BA).
As apurações começaram em 2023, após a apreensão de um desses diplomas, apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). Apesar do avanço, a investigação identificou ao menos 45 médicos inscritos em conselhos regionais de diversos estados que teriam pago ao grupo investigado para obter documentos falsos usados para viabilizar o registro profissional.
Havia, ainda, uma manobra para cursar apenas o final da graduação.O grupo investigado produziria históricos escolares falsos, com os quais era possível viabilizar a transferência.
De acordo com a Superintendência da PF em Minas Gerais, o principal investigado já havia sido alvo de uma investigação, em 2016, sobre uma organização criminosa envolvida em fraudes no Enem. O esquema recrutava professores e estudantes para realizar as provas e transmitir as respostas, por dispositivos eletrônicos, a candidatos que pagavam para obter vantagem no exame.
A investigação identificou movimentações financeiras entre integrantes do grupo e pessoas suspeitas de adquirir os documentos. Segundo a PF, o esquema tinha ramificações em diferentes estados, embora não haja, na nota, a identificação dos conselhos regionais afetados.
A fraude funcionaria de duas maneiras. Em uma delas, diplomas falsificados eram apresentados diretamente aos conselhos profissionais para obtenção do registro. Na outra, históricos escolares e documentos acadêmicos adulterados permitiam que interessados ingressassem ou fossem transferidos para faculdades de medicina com o curso já em andamento, inclusive nos períodos finais da graduação.
A movimentação ocorre em meio ao debate sobre a formação médica no Brasil. Em abril de 2025, o Ministério da Educação lançou o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A primeira prova culminou em um resultado negativo para 107 dos 351 cursos, mais de 30%, que receberam conceitos 1 ou 2, considerados insatisfatórios.
O resultado levou o governo a anunciar medidas como suspensão de novos ingressos, redução de vagas e restrições a programas federais para os cursos com pior desempenho. A aplicação das sanções, porém, está em disputa judicial. Na última quarta-feira (5), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu provisoriamente as penalidades após recurso de entidades que representam instituições privadas de ensino superior.
FONTE:GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/pf-cumpre-mandados-contra-esquema-de-diplomas-falsos-de-medicina/
Juiz que bebeu vinho em sessão tem afastamento do cargo confirmado no TJ-MG e no CNJ

Já afastado cautelarmente, o juiz Milton Salles teve contra si, nesta terça-feira (11), uma decisão unânime do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A punição veio após ter sido visto, em uma sessão virtual, bebendo vinho direto do gargalo e acendendo um cigarro. O magistrado afirmou ser vítima de difamação.
Pelas regras da magistratura, um magistrado precisa manter uma chamada “conduta ilibada na vida pessoal”. Pela determinação do TJ-MG, foram fixadas, entre outras medidas:
- I – a suspensão imediata das credenciais e permissões de acesso funcional do magistrado aos sistemas judiciais e administrativos disponibilizados pelo TJ-MG e pelo CNJ, podendo ele acompanhar apenas os processos em que for interessado como cidadão comum;
- II – o impedimento do magistrado, enquanto durar o afastamento, de ingressar, para fins funcionais, nas dependências dos fóruns, prédios administrativos e demais instalações da Corte;
- III – o impedimento de utilização de veículos oficiais pelo magistrado;
- IV – a imediata comunicação desta decisão ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- V – a suspensão do direito ao porte e registro de arma de fogo;
- VI – a imediata comunicação às unidades responsáveis pela tecnologia da informação e pela gestão de acessos deste Tribunal, para o cumprimento da suspensão das credenciais.
A Corregedoria-Geral de Justiça segue acompanhando o caso, tendo instaurado um processo administrativo sigiloso desde a segunda-feira.
Magistrado se diz exausto e dispara contra autoridades
Depois da repercussão e de ter sido afastado, Salles publicou vídeo nas redes sociais em que dispara contra autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, além de integrantes de outros tribunais federais e locais:
“Meu nome é Milton Livio Salles, tenho 36 anos de magistratura e quero deixar um depoimento sobre essa difamação que estão fazendo contra mim. Esse Tribunal de Justiça de Minas Gerais, esse STJ, o STF, o Alexandre de Moraes, são todos uns corruptos. Falo isso com conhecimento de causa. Olha, estou cansado, muito cansado”, desabafou.
Ele ainda desafiou quem quisesse “bater de frente com ele” a ocupar um espaço público para debate, sugerindo como local o Jornal Nacional, da TV Globo. Nenhum doscitados comentou publicamente o caso ou retornou os contatos da Gazeta do Povo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/juiz-que-bebeu-vinho-em-sessao-tem-afastamento-do-cargo-confirmado-no-tj-mg-e-no-cnj/
Patrimônio do atual governador do Amapá cresce 460% em apenas quatro anos

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.
Petista 407% mais rico
O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.
Pobre Riedel
Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.
Modesta variação
Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.
É o admitido
A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Michelle fecha com Flávio e dispara: ‘Só atiram pedras em árvores que dão fruto’

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltaram a aparecer juntos publicamente nesta terça-feira (11), em Brasília.
Ao lado de Flávio, Michelle afirmou que está apoiando o senador em nome de um “bem maior” e defendeu que o grupo político permaneça unido na disputa eleitoral.
“Daqui para frente agora, todo mundo junto para resgatar a nossa amada nação”, declarou.
A aparição conjunta ocorre pela primeira vez desde que Michelle publicou um vídeo no qual fez críticas a Flávio, em meio às divergências que vieram à tona dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante o encontro desta terça, a ex-primeira-dama procurou minimizar as desavenças e afirmou não guardar ressentimentos.
“Eu não guardo mágoa de ninguém. […] Meu coração é limpo, graças a Deus. Até porque se eu guardar mágoa, eu não vou conseguir viver. Então, estou livre desse sentimento. Acho que as coisas vão se ajustando aos poucos”, afirmou.
Michelle também disse que as diferenças com Flávio foram superadas por meio do diálogo e da fé. “Oramos juntos e está tudo certo”, declarou ao comentar as rusgas com o enteado.
Na sequência, a candidata ao Senado recorreu a uma expressão popular para se referir às críticas que recebeu: “Só atiram pedras em árvores que dão fruto”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://diariodopoder.com.br/politica/e01-politica/michelle-fecha-com-flavio-e-dispara-so-atiram-pedras-em-arvores-que-dao-fruto
Renan vê ‘ditadura do Judiciário’ após Moraes investigar fonte de jornalista

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinou mandado de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e apontado como fonte do jornalista Luís Pablo.
Para o candidato, a investigação sobre a origem das informações utilizadas pelo jornalista ameaça o sigilo de fonte, que classificou como essencial à atividade jornalística.
“O sigilo de fonte é base do jornalismo, é base da democracia”, afirmou.
Renan também relembrou uma entrevista recente em que foi questionado sobre a possibilidade de descumprir uma determinação do Supremo. Na ocasião, declarou que não cumpriria uma decisão que considerasse ilegal.
“Se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, a decisão ilegal não se cumpre. Ponto”, disse.
Segundo o candidato, o episódio reforça esse argumento. Ele afirmou que decisões que violem garantias constitucionais podem prejudicar o jornalismo investigativo, as operações policiais e a fiscalização do poder público.
“Ela acaba com o processo jornalístico, ela acaba com o processo investigativo que garante a função da fonte dentro do jornalismo. E sem jornalismo e sem investigação, você não consegue ter democracia”, declarou.
Renan também criticou a atuação do STF e afirmou que decisões desse tipo podem dificultar investigações da imprensa sobre possíveis irregularidades envolvendo ministros da própria Corte.
“Ou seja, está proibido investigar qualquer ilegalidade de qualquer ministro do STF. E a isso você dá o nome de defesa da democracia”, afirmou.
Ao final, o candidato voltou a defender que o Judiciário estaria ultrapassando seus limites de atuação.
“O Brasil está se aproximando de ser, aí sim, uma ditadura do Judiciário. E quando há uma ditadura do Judiciário, não há a quem recorrer”, disse.
PF apura suposto desvio no fundo eleitoral do PCO

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (11), a Operação Causa Própria para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitoral.
A investigação começou a partir da análise de prestações de contas eleitorais e partidárias apresentadas à Justiça Eleitoral, além de relatórios de inteligência financeira e diligências realizadas pela própria Polícia Federal.
Segundo os investigadores, há indícios de que recursos públicos destinados a atividades partidárias e eleitorais tenham sido repassados a empresas e pessoas físicas sem capacidade operacional compatível com os valores recebidos. Também são investigados possíveis vínculos diretos ou indiretos entre os beneficiários dos recursos e integrantes da estrutura partidária.
A operação cumpre mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares determinadas pela Justiça Eleitoral. Entre as medidas estão o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, o sequestro e a indisponibilidade de bens, restrições patrimoniais e o afastamento cautelar de investigados de funções de direção e administração em entidades relacionadas aos fatos apurados.
Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal também não descarta a identificação de outras infrações ao longo do avanço das investigações.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/xwk-politica/pf-apura-suposto-desvio-no-fundo-eleitoral-do-pco
Operação mira sete do PCC por sequestrar e torturar advogado

Sete acusados de integrar a facção criminosa PCC foram alvos de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, nesta quarta-feira (12), por envolvimento nos crimes de organização criminosa, sequestro, extorsão, tortura e ameaça praticados contra um advogado da Baixada Santista. A Operação Patrocínio Fiel foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e pelos 1º, 3º, 4º e 5º Batalhões de Choque da Polícia Militar paulista, com apoio do MP de Santa Catarina.
Os 19 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversos endereços, entre eles o imóvel apontado como o local onde o advogado teria sido mantido em cativeiro, e residências e empresas ligadas aos investigados, nos municípios paulistas de Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, além da capital catarinense, Florianópolis.
O MPSP justificou que a operação visa interromper a atuação dos alvos identificados como faccionados do PCC e para preservar a integridade da vítima e assegurar a obtenção de provas fundamentais para o avanço das apurações.
“Com a realização de prisões cautelares, a operação visa a desarticular importantes lideranças do PCC com atuação na Baixada Santista. As investigações prosseguem sob sigilo para garantir a efetividade das diligências em andamento e a completa responsabilização dos envolvidos”, disse o MPSP.
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