Traição a Lula dispara e pautas do Planalto despencam 40% no Congresso

Traição a Lula no Congresso nunca esteve tão alta e base aliada segue infiel ao Planalto. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A taxa de aprovação das pautas do governo Lula no Congresso Nacional despencou em 2026 nas duas Casas legislativas de forma vertiginosa, escancarando um derretimento sem precedentes da atuação dos aliados do Palácio do Planalto no Parlamento.

De acordo com relatório da consultoria Ética Inteligência Política divulgado em julho, a queda na aprovação das pautas governamentais no Senado Federal, ambiente onde a gestão petista ostentava relativa tranquilidade, atingiu a marca de 36,5 pontos percentuais, despencando de 75% em 2025 para meros 38,5% no primeiro semestre deste ano.

Na Câmara dos Deputados, a retração na aprovação das matérias de interesse do Executivo também foi expressiva, registrando uma queda de aproximadamente 20 pontos percentuais, recuando do patamar de 58% registrado em 2025 para escassos 38% em 2026.

O balanço revela ainda que a fidelidade da base aliada do Planalto, principalmente entre as siglas do Centrão, como PSD, União Brasil e Podemos, donas de cargos do alto escalão e de ministérios no governo, desmoronou pela metade, caindo de 80% em 2025 para 40% neste ano.

Em outra frente de enfraquecimento, o apoio de partidos como PP, MDB e Republicanos, que também integram a Esplanada dos Ministérios, recuou no Congresso para a faixa dos 40%. Vários parlamentares dessas legendas votaram abertamente contra as pautas de interesse direto do governo Lula.

Razões do colapso governista

O relatório da consultoria Ética Inteligência Política expõe que a fidelidade de parte expressiva da base aliada era atrelada à liberação de emendas parlamentares pelo Executivo ao longo das negociações políticas.

A partir do momento em que as emendas impositivas, de execução obrigatória, passaram a ter pagamento garantido durante o primeiro semestre do ano eleitoral, deputados e senadores livraram-se das rédeas do Planalto.

Somado a isso, a movimentação da janela partidária na Câmara dos Deputados fortaleceu a oposição. O Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, saltou de 87 para 97 deputados federais, sufocando ainda mais a margem de articulação governista, que agora gira em torno de escassos 38% na Casa.

A infidelidade da base aliada do governo Lula também se consolida nas votações de vetos presidenciais pelo Congresso Nacional, onde o Planalto acumula sucessivas derrotas em matérias econômicas e sociais.

Em três anos de mandato, o Congresso analisou 87 vetos do presidente Lula e derrubou 43 deles. A taxa de rejeição de 49% é inédita em duas décadas e supera o histórico de todos os predecessores: Jair Bolsonaro (PL), Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e até os governos anteriores do próprio Lula.

O índice de derrotas do petista no Congresso pode aumentar ainda mais nas próximas semanas. Atualmente, a lista de projetos aprovados no Parlamento, que foram vetados integralmente ou parcialmente pelo Planalto e aguardam análise dos parlamentares, soma 96 matérias.

O cerco dos vetos

Na pauta de deliberação das sessões conjuntas, existem 70 itens vetados pelo governo prontos para votação no plenário. Desses, aproximadamente 50 já ultrapassaram o prazo constitucional de 30 dias corridos sem apreciação e trancam a pauta do Congresso.

O diretor do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, explica que o alto índice de derrubadas de vetos do presidente Lula no Congresso Nacional não pode ser entendido como fato isolado.

“Dos 87 vetos presidenciais analisados desde 2023, 43 foram rejeitados, uma proporção próxima de 50% e incomum em comparação com governos anteriores. Isso evidencia não apenas falhas de articulação do Planalto, mas uma transformação mais profunda na relação entre os Poderes”, analisou.

Para o cientista político e diretor acadêmico da Estácio, Marcos Quadros, os parlamentares têm autonomia constitucional para deliberar sobre as pautas em debate no Congresso. A infidelidade partidária, por exemplo, faz parte do jogo político.

“Se tantas vezes visualizamos decisões que claramente não atendem ao interesse nacional, importa creditarmos isso à qualidade dos nossos parlamentares, e a qualidade dos nossos parlamentares reflete as capacidades de avaliação daqueles que os elegem”, disse.

Raio-x do estudo

O levantamento da Consultoria Ética Inteligência Política comparou o comportamento parlamentar no Congresso Nacional entre o primeiro semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026, com dados consolidados até junho de 2026.

O relatório foi concluído e divulgado em 24 de julho de 2026, tendo a íntegra e o acervo de dados disponibilizados no repositório de documentos do portal de notícias Poder360 (leia aqui a íntegra).

O estudo quantitativo de inteligência legislativa analisou 100% dos parlamentares ativos com voto registrado no período, abarcando a totalidade dos 513 deputados federais e 81 senadores nas votações nominais. O levantamento ponderou votações de alto impacto fiscal e político, a exemplo do VET 3/2026 – PL da Dosimetria e do VET 51/2025 – LDO, além de projetos sobre licenciamento ambiental e matérias tributárias analisadas no período.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/traicao-a-lula-dispara-e-pautas-do-planalto-despencam-40-no-congresso/

Polarização marca confronto entre Tarcísio e Haddad com debate sobre segurança e governo Bolsonaro

Primeiro debate em SP escala para temas nacionais e discute governos Lula e Bolsonaro. (Foto: Renato Pizzutto/Band)

A polarização nacional deu o tom do primeiro debate das eleições de 2026 em São Paulo, realizado pela Band na noite deste domingo (9). O encontro colocou frente a frente o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), em uma reedição do segundo turno do pleito estadual de 2022. Neste ano, Tarcísio representa o legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e será o principal aliado do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no maior colégio eleitoral do país. Da mesma forma, o presidente Lula (PT) volta a usar Haddad como um dos principais expoentes do petismo e da esquerda brasileira.

Em sintonia com as pesquisas que apontam a violência como a principal preocupação do eleitor, o confronto começou com a discussão sobre segurança pública. A dinâmica garantiu 20 minutos para cada candidato administrar seu tempo. No primeiro questionamento, Tarcísio de Freitas lembrou das operações que levaram ao fim da cracolândia no centro da capital e perguntou ao petista por que o programa “De Braços Abertos”, da época em que Haddad era prefeito, não teve o mesmo sucesso.

O ex-prefeito destacou o aspecto social do programa e criticou o governador por não compartilhar com o Ministério Público o mérito das operações contra o tráfico de drogas e o combate a facções criminosas. “O prefeito cuida de pessoas doentes; o programa não tinha capacidade de enfrentar o tráfico de drogas, que é assunto da polícia”, respondeu Haddad. “Você tem dificuldade de compartilhar o mérito. O Ministério Público foi essencial para a operação no centro. O promotor Lincoln Gakiya o procurou para apresentar o programa sobre o centro. Sem o Ministério Público, que é desrespeitado por falta de menção, nada disso teria acontecido”, completou.

Em resposta, Tarcísio disse que o atual governo encerrou as atividades na cracolândia após mais de 30 anos, em uma atuação conjunta com a prefeitura paulistana, o Ministério Público e o setor de inteligência da Polícia Militar. “Por isso, percebemos o modus operandi e conseguimos acabar com o crime, que lavava dinheiro e movimentava o fluxo segundo interesses próprios”, afirmou o governador.

No segundo bloco, o fim da cracolândia — associado à operação na favela do Moinho, local indicado como um dos principais pontos de abastecimento de drogas no centro da capital — voltou ao debate. Tarcísio mencionou um evento do governo federal para a entrega de moradias que contou com a presença de Lula e Haddad. “Temos uma cena ruim, que é de membros do governo federal, inclusive Fernando Haddad, no palco com a traficante que comandava o tráfico na favela do Moinho após a operação”, disse Tarcísio.

Haddad reagiu e disse não ter nenhuma relação com a mulher. “Que deselegância. Você acha que eu conheço o tráfico de drogas como você conhece? Se você sabia que ela era traficante, por que não foi lá prendê-la? Eu não sabia; senão, teria dado voz de prisão. Eu não tenho esse tipo de proximidade com nada do que você está falando”, respondeu o petista.

“Você tem vergonha do Bolsonaro?”, questiona Haddad

Haddad acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro de dar um “calote” no ex-governador de São Paulo João Doria durante as negociações sobre o ICMS para baixar os preços dos combustíveis no país. Segundo ele, o estado paulista cobrou R$ 45 bilhões no Supremo Tribunal Federal (STF) pela dívida supostamente deixada por Bolsonaro aos governadores do país.

“A primeira audiência que você teve comigo foi para cobrar o calote que o governo do qual você fez parte deu no estado de São Paulo. Em 30 de março de 2023, nós assinamos o acordo para reparar o mal que o governo Bolsonaro fez aos governadores”, disse o ex-ministro da Fazenda ao governador paulista.

Tarcísio pediu a Haddad que priorizasse o debate sobre o estado e lembrou que o petista foi derrotado pelo ex-presidente nas eleições presidenciais de 2018. “Você está muito focado no Bolsonaro, esquece o Bolsonaro. Você não está mais concorrendo com ele, isso foi em 2018, já passou”, respondeu Tarcísio.

Haddad interrompeu a fala do governador e perguntou se ele tinha vergonha do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Não. Foi a pessoa que me abriu as portas. Gratidão não se prescreve. Foi alguém que me estendeu a mão. Uma pessoa que pegou um técnico e fez dele um ministro. Em vez de dividir ou fatiar o governo e a Esplanada para vários partidos, ele resolveu colocar pessoas da área. Não tenho vergonha, tenho gratidão”, rebateu o governador.

Pré-candidatos disputam “paternidade” da operação Carbono Oculto

Fernando Haddad criticou o combate ao avanço das atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo e mencionou as investigações envolvendo o alto escalão da PM paulista por ligações com o crime organizado. “Você pegou uma corporação respeitada pela população e hoje ela está envergonhada das decisões que o seu secretário de Segurança Pública tomou”, afirmou o petista em ataque direcionado ao ex-secretário Guilherme Derrite (PP), pré-candidato ao Senado na chapa de Tarcísio de Freitas.

O governador defendeu Derrite e afirmou que São Paulo tem os menores indicadores da série histórica do país, desde 2001, em homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), roubos e furtos. Além disso, Tarcísio citou as investigações contra o PCC no setor de combustíveis e a operação Fim da Linha, conduzida pelo MP, que revelou a participação da facção criminosa na licitação do transporte coletivo na capital.

“A última alcança justamente um vereador do PT, Senival Moura, que foi alvo da operação. […] Nós fizemos mais de 500 operações em conjunto com o Ministério Público e com a Polícia Federal. A cada três dias, a gente tem uma operação”, respondeu o governador.

Os pré-candidatos também disputaram a “paternidade” da operação Carbono Oculto, que investigou o uso de fundos de investimentos com sedes na avenida Faria Lima para lavagem de dinheiro proveniente do setor de combustíveis, movimentado por facções. “Segundo especialistas, a maior operação contra o crime organizado da história teve como um dos protagonistas a Receita Federal, ligada ao Ministério da Fazenda”, argumentou Haddad.

Tarcísio disse que a investigação que culminou na operação começou com a Polícia Civil do estado de São Paulo. “Quem tem inteligência, quem faz a investigação, quem vai para o campo, é a polícia. Não é o Ministério Público. Sem dúvida nenhuma, ele ajuda muito. A gente sentou com os promotores do Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado] para ver cada detalhe da Carbono Oculto. Logo depois, veio a operação Poço de Lobato, de que pouco se fala, mas o modus operandi era o mesmo”, afirmou.

Haddad critica ex-presidente do Banco Central e tarifaço; Tarcísio aponta risco de recessão econômica     

Fernando Haddad, voltou a criticar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro ao lembrar da nomeação de Roberto Campos Neto para a chefia do Banco Central. O ex-presidente do BC deixou o cargo no final de 2024, durante o governo Lula. “Ele entregou o maior escândalo de corrupção da história do Banco Central, que é o caso Master, liquidado pelo atual presidente do BC. Ele entregou um conjunto de fintechs, que foi usado pelo crime organizado”, disparou.

Na resposta, Tarcísio de Freitas argumentou que o ex-ministro da Fazenda desconsiderava outros problemas na economia do país, ao ignorar o alto gasto público e um arcabouço fiscal “frouxo”, que permitiu que as despesas crescessem mais que a inflação. “A gente continua com a taxa de investimento baixa, com a produtividade baixa e estamos caminhando para uma situação problemática, de recessão. Em que medida, com o que temos hoje, estamos caminhando para uma situação como vimos no governo Dilma Rousseff (PT)?”, questionou.

Ao ser questionado sobre o tarifaço dos Estados Unidos, no bloco reservado para as perguntas dos jornalistas, Haddad afirmou que a taxação teve “caráter ideológico” por parte do presidente Donald Trump e que os diferentes partidos deveriam se unir para defender os interesses nacionais.

“Infelizmente, um grupo político resolveu apoiar o agressor, o que é inadmissível, seja em uma guerra militar, seja em uma guerra comercial. Isso não aconteceu em nenhum lugar do mundo. O que um governador tem que fazer é colocar o boné certo na cabeça”, provocou o petista, ao lembrar do vídeo em que Tarcísio aparece com o boné do Maga (Make America Great Again).

Tarcísio lembrou que o estado de São Paulo foi um dos mais afetados do país. “No plano estadual, a gente fez a calendarização dos créditos acumulados de ICMS. As empresas exportadoras têm créditos e a gente procurou antecipar essa devolução. A segunda medida é a liberação de linhas de crédito com mais prazo de carência e taxas de juros competitivas para dar um fôlego financeiro”, apontou o governador.

Tarcísio defende privatização da Sabesp

Na abertura do terceiro bloco, Fernando Haddad criticou a política de desestatização da gestão Tarcísio de Freitas e disse que o estado foi tomado por uma “onda privatista”. “Tudo está sendo vendido. O serviço funerário foi privatizado, os parques estão sendo privatizados, distorcendo a finalidade desses locais, os trilhos estão sendo todos vendidos e a Sabesp [Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo] foi vendida 20% abaixo do valor para um único concorrente da licitação”, citou o petista.

Tarcísio defendeu a política de privatizações para trazer mais investimentos aos diferentes setores e lembrou que, sem os recursos, o estado não teria condições de atingir as metas do Marco Legal do Saneamento. “A Sabesp é um patrimônio que nós temos, um grande instrumento para conquistar a universalização do serviço de água e esgoto. Em 2019, Guarulhos só tratava 2% do esgoto. Hoje, está tratando 45% e vai chegar ao final deste ano com o tratamento de 78%”, argumentou.

“O transporte sob trilhos está há anos sem investimentos. […] São trens antigos e subestações que não têm aterramento. Isso tudo será revisitado com R$ 14 bilhões de investimento”, acrescentou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/sao-paulo-2026/debate-eleicoes-tarcisio-haddad-seguranca-publica-sao-paulo/

Ataques na guerra da Ucrânia mudam de foco e mortes de civis disparam

Socorristas ucranianos no local de um ataque com mísseis russos contra um depósito de alimentos em Kiev, na semana passada (Foto: MAXYM MARUSENKO/EFE/EPA)

Pelo menos 13 pessoas morreram e cerca de outras 50 ficaram feridas nesta segunda-feira (10) em um ataque de drones ucranianos contra a cidade de Nizhnekamsk, na república russa do Tartaristão, que teria como alvo a refinaria local, segundo relatos de autoridades locais e meios de comunicação ucranianos, reproduzidos pela agência EFE.

Esta ofensiva é o mais recente exemplo da mudança de perfil que está ocorrendo na guerra entre os dois países e que está deixando o conflito mais letal para civis.

Segundo dados da ONU, nos primeiros seis meses de 2026, as baixas civis na Ucrânia (1.396 mortos; 7.978 feridos) foram 37% superiores às do mesmo período em 2025 e 114% superiores às do primeiro semestre de 2024.

Já o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que pelo menos 797 civis russos foram mortos até agora neste ano, segundo informações reproduzidas pela CNN em reportagem no fim de semana.

Olha Polishchuk, gerente de pesquisa para a Europa Oriental da ACLED, uma organização global de monitoramento de conflitos, disse à emissora americana que a guerra na Ucrânia está passando por uma fase de aumento nos números de ataques e baixas, relacionado à maior variedade de alvos atingidos pelos dois lados.

Enquanto a Rússia tem se concentrado em alvos civis para quebrar o moral ucraniano e forçar Kiev a se render, a Ucrânia passou a realizar mais ataques contra refinarias de petróleo, navios-tanque, a infraestrutura energética em geral e a logística militar russa nas áreas ocupadas do leste ucraniano, além de armazéns de empresas que acusa de ajudarem o Kremlin na guerra, como os da gigante local de comércio eletrônico Wildberries.

A estratégia de mirar a principal fonte de financiamento ao esforço de guerra russo tem dado resultado, já que a Rússia está sendo obrigada a frear exportações de combustíveis e passou até a importá-los.

“Vemos que todos esses ataques realizados pela Ucrânia também são replicados contra a própria Ucrânia”, disse Polishchuk. “Assim, após os ataques à Wildberries, por exemplo, muitos armazéns na Ucrânia pertencentes à loja de eletrônicos Rozetka também se tornaram alvos.”

A especialista destacou que esse movimento tem sido acompanhado por uma queda nos confrontos armados na linha de frente, com os avanços russos se tornando “muito, muito lentos”.

Além da mudança de perfil nos enfrentamentos, outro fator que contribui para o aumento nas baixas de civis é que os dois lados enfrentam dificuldades para interceptar as ofensivas do lado adversário.

Enquanto a Rússia não consegue evitar ataques com drones em pontos profundos do seu território – Nizhnekamsk, alvo do ataque desta segunda-feira, fica a mais de mil quilômetros da fronteira com a Ucrânia –, as forças de Kiev não têm capacidade suficiente para deter os mísseis balísticos russos.

Após outro ataque que deixou dezenas de mortos e feridos na região de Kiev na semana passada, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a cobrar o mandatário americano, Donald Trump, para que conceda a licença para que os ucranianos fabriquem sistemas de defesa antiaérea Patriot.

FONTE; GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/ataques-guerra-ucrania-mudam-foco-mortes-civis-disparam/

Suspensão de Gabriela Hardt no CNJ é continuação da “vingança dos corruptos”

Gabriela Hardt (em foto de 2023) foi suspensa por dois anos devido à homolgação do acordo para a criação de uma fundação que financiaria ações educativas de combate à corrupção. (Foto: ChatGPT sobre foto de Gil Ferreira/Agência CNJ)

Quando a tentativa canhestra de reescrever a história da Lava Jato – capitaneada pelo presidente Lula e pelos ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli – se encontra com a inversão de valores que vitimiza os corruptos e transforma em bandidos os que deram tudo de si no combate à corrupção, o resultado é o que acabamos de ver no Conselho Nacional de Justiça. A juíza Gabriela Hardt, que assumiu a condução da Lava Jato após a saída de Sergio Moro e condenou Lula no caso do sítio de Atibaia, foi suspensa de suas funções por dois anos. Sua “irregularidade”? Homologar um acordo para a constituição de uma fundação dedicada a ações educativas de combate à corrupção.

Em setembro de 2018, a Petrobras pagou US$ 853 milhões em um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para evitar processos na Justiça norte-americana, devido à corrupção desenfreada instalada pelo petismo na estatal. Em uma medida incomum, atestado da confiança dos norte-americanos no bom trabalho da Lava Jato, eles concordaram em repatriar 80% desse valor, ou R$ 2,6 bilhões pelo câmbio da época. Metade desse dinheiro serviria para ressarcir acionistas minoritários e a outra metade iria para a nova fundação, que seria constituída pelo MPF, mas teria um Comitê de Curadoria Social (CCS) formado não pelos procuradores, mas por cinco pessoas “com reputação ilibada e trajetória reconhecida em organizações da sociedade civil” – no máximo, MPF e Ministério Público do Paraná teriam uma cadeira cada no conselho de deliberação. Tudo isso estava no acordo assinado entre a Petrobras e o MPF e homologado por Hardt, mas que seria anulado poucos meses depois pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Um após o outro, investigadores e magistrados que tiveram a coragem de desmontar um dos maiores esquemas de corrupção da história brasileira e colocar na cadeia os que participaram dele estão sofrendo represálias

Este acordo tem sido mencionado à exaustão por Gilmar Mendes e por políticos petistas, segundo os quais os procuradores da força-tarefa da Lava Jato estariam tentando se apropriar do dinheiro da Petrobras. Os próprios termos do acordo, no entanto, desmentem essa acusação. O MPF não ficaria com o dinheiro, e nem sequer teria o poder de decidir onde ele seria empregado. Ainda que houvesse alguma controvérsia pelo ineditismo da medida, passível de ajuste em um ou outro ponto, a narrativa do decano do STF e dos petistas não tem amparo nenhum na realidade, mas ainda assim foi comprada por todos os integrantes do CNJ, como se Hardt houvesse cometido alguma monstruosidade jurídica e estivesse totalmente ciente disso – a única divergência entre os conselheiros envolveu a duração da suspensão, e não a existência de irregularidade.

E aqui chegamos ao ponto mais grave da decisão do CNJ: ela pune um magistrado por uma decisão tomada de boa-fé, ou seja, cria um “crime de hermenêutica”. Não houve venda de sentença, não houve interesse pessoal envolvido, não havia suspeição nem impedimento, não houve violação a direitos e garantias constitucionais, não houve desvio de finalidade; houve apenas uma decisão que Gabriela Hardt tomou dentro do que era sua prerrogativa, e que foi reformada em instância superior. Nenhuma democracia pune magistrados por isso – embora os “defensores da democracia” brasileiros não se importem muito com isso, como demonstrou Moraes quando mandou o CNJ investigar um juiz que deu ganho de causa ao ex-deputado estadual Homero Marchese, censurado por uma ordem do ministro do Supremo. Se uma decisão tomada de boa-fé pode ser transformada em infração disciplinar apenas por ter sido revertida ou por desagradar sabe-se lá quem, o sistema judicial estará irremediavelmente comprometido.

De tudo o que ocorreu no CNJ em relação à juíza Gabriela Hardt, salva-se apenas uma pequena parte do voto do presidente do conselho e do Supremo, ministro Edson Fachin. Ele errou gravemente ao também considerar que a magistrada cometeu irregularidade, mas ao menos reconheceu “a grossa corrupção que foi apurada pela Operação Lava Jato” e rejeitou a narrativa do “conluio” entre juiz e procuradores, tão usada por Dias Toffoli em suas decisões de desmonte da Lava Jato. Ainda assim, é muito pouco para alguém que, recorde-se, foi quem abriu as portas para fazer de Lula um ficha-limpa ao anular todos os processos contra o petista e que, ao votar contra Hardt, colabora com a “vingança contra os juízes”, nas palavras do subprocurador-geral da República José Adônis Callou de Araújo Sá, que defendeu a rejeição do processo disciplinar.

Procuradores punidos e até demitidos por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, um ex-procurador com mandato parlamentar cassado em decisão teratológica do TSE, um ex-juiz também com mandato tornado réu por uma piada e, agora, uma juíza suspensa por dois anos. Um após o outro, investigadores e magistrados que tiveram a coragem de desmontar um dos maiores esquemas de corrupção da história brasileira e colocar na cadeia os que participaram dele estão sofrendo a represália prevista por Luís Roberto Barroso cinco anos atrás: “na Itália, a corrupção conquistou a impunidade. Aqui, entre nós, ela quer vingança. Quer ir atrás dos procuradores e juízes que ousaram enfrentá-la. Para que ninguém nunca mais tenha a coragem de fazê-lo”. Mas, se desejamos um Brasil verdadeiramente decente, isso não pode prosperar nem durar: as punições injustas devem ser revertidas e aqueles que hoje são os cúmplices da vingança hão de ser responsabilizados, mais cedo ou mais tarde. Lutemos com todas as nossas forças para que isso possa acontecer.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/suspensao-gabriela-hardt-cnj-vinganca-corruptos/

Alexandre Garcia

Lula coleciona atritos com vizinhos e deixa Brasil isolado

Lula afasta vizinhos e deixa Brasil diplomaticamente isolado. (Foto: André Borges/EFE)

O embaixador argentino ontem saiu de Brasília rumo a Buenos Aires, onde vai ficar provavelmente até que se defina quem será o novo presidente do Brasil. Com o Lula parece que não está dando. O embaixador Daniel Raimundi, fora do mundo oficial, é muito querido aqui em Brasília. 

Lá nos Estados Unidos, o Senado americano aprovou, por 51 a 47, Daniel Perez, filho de cubanos, para ser o embaixador aqui. O encarregado de negócios — que eu acho que foi para ser embaixador no Paraguai — era Escobar. Os Estados Unidos têm mandado para cá gente que fala espanhol, que fala uma língua latina e tem mais facilidade de se entender conosco. Lembro do meu querido amigo Diego Asêncio; ele e a Nancy, mulher dele, representaram o governo dos Estados Unidos aqui lá pelos anos 80, depois de ele ter sido refém durante muito tempo na Colômbia, num ataque dessas guerrilhas que agora o novo governo colombiano pretende dar um final. 

Lembro que Lula não foi à posse do novo presidente da Colômbia e nem foi à posse da nova presidente do Peru. São vizinhos, fazem fronteira com o Brasil; não importa a cor político-ideológica. Agora está esse rompimento com a Argentina, em que temos uma relação com o nosso principal parceiro do Mercosul num nível mais baixo, o nível de encarregado de negócios. O embaixador brasileiro de lá, voltou para Brasília e, como eu mencionei, domingo o embaixador argentino foi para Buenos Aires.  

Já tivemos uma briga com o Paraguai, e o Paraguai hoje está cada vez mais importante, recolhendo as empresas brasileiras. Aqui são centenas de empresas em RJ, que é a recuperação judicial; a situação está cada vez pior. O Armínio Fraga acha que está muito parecido com o governo Dilma. O Lula 1, 2, 3… Imagina.

Cinto de segurança em ônibus 

Uma outra questão que quero chamar atenção de novo: houve um acidente de ônibus aqui. Um ônibus foi atingido por um caminhão carregado de areia. Um ônibus que ia daqui do Distrito Federal para Uberlândia, se não me engano, e teve seis ou sete mortos.

As pessoas que ficaram protegidas e quase não ficaram feridas estavam de cinto. As que morreram não estavam de cinto. Para pensar nisso: não entre num ônibus sem cinto. O ônibus urbano não tem essa possibilidade, mas intermunicipal e interestadual, o cinto faz toda a diferença, faz muita diferença.

Os ventos no Sul e o muro da penitenciária 

E uma outra questão, que não é política: ventanias lá no Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul está numa região intermediária entre o Polo e o Equador, está no meio do caminho. Ali é o entrechoque climático. E lá, os ventos chegaram a 90 km/h. Eu estava no Rio no dia da ventania de 105 km/h. Eu não só estava no Rio, como estava na rua; estava saindo de um barco e tendo que caminhar 800 metros até o hotel. Eu estava contra o vento e deu. 

Mas o que eu queria contar é que um vento de 90 km/h derrubou a muralha de uma penitenciária regional em Pelotas. Aí eu fico pensando: alguém vai investigar quem foi a construtora, quem fiscalizou essa construção? É uma penitenciária. Se um sopro do lobo mau na casa dos três porquinhos derruba, na hora que algum CV ou PCC, ou seja lá o que for, descobrir que basta dar uma batida com um trator num muro desse e o muro cai, sai todo mundo de uma penitenciária. Foi construída com quê? Qual foi a mistura de cimento com areia, com brita? Foi na proporção certa? Meu Deus.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lula-coleciona-atritos-com-vizinhos-e-deixa-brasil-isolado/

Operações da PF contra Lulinha e Jaques Wagner ‘queimam’ ministro da Justiça no governo

Wellington Lima e Silva, ministro da Justiça – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Cresce a lista dos que apostam que Wellington César Lima e Silva não terá vida longa no Ministério da Justiça de Lula. No PT, a fritura do ministro se intensificou nas últimas semanas, sobretudo após batida da Polícia Federal em endereços de Jaques Wagner, ex-líder do presidente no Senado, que perdeu a vaga após a operação policial. Para piorar, setores da própria PF andam insatisfeitos com o desempenho do ministro, considerado “meio mole” na defesa da corporação.

Acusado de ingratidão

As críticas contra o ministro são sobre atuação da PF contra Jaques e contra Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

Olha o estrago

O aperto da PF ocorre em ano eleitoral e com tudo para ficar ainda pior. Além de Lula, Jaques Wagner também precisa renovar o mandato.

Meu peixe

Jaques foi o fiador de Wellington na Esplanada de Lula. Além de o nomear duas vezes para comandar o Ministério Público da Bahia.

Vapt-vupt

O senador baiano também emplacou o aliado no Ministério da Justiça de Dilma. Durou 11 dias, até o STF mandar escolher entre a pasta e o MP.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/operacoes-da-pf-contra-lulinha-e-jaques-wagner-queimam-ministro-da-justica-no-governo

No debate da Band, Tarcísio lembra caso de traficante no palanque de Haddad e Lula

Tarcísio Gomes de Freitas durante debate da Band neste domingo (9) – Foto: reprodução da TV.

Durante uma discussão, no debate da Band, o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) lembrou a presença de uma traficante no palaque de Lula e Fernando Haddad (PT), durante evento na Favela do Moinho, em junho do ano passado. A criminosa logo seria presa pela Polícia Civil de São Paulo.

Como lembrou o governador, a traficante Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, conhecido como Leo do Moinho e apontado como chefe do tráfico de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC) no centro de São Paulo, subiu ao palco dos petistas e ainda posou para fotos, inclusive, ao lado de Haddad.

A cerimônia foi realizada para assinatura de um “acordo de moradia”. Além de Lula e Haddad, estivam no mesmo palanque os ministros Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Jader Filho, das Cidades; e Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica.

Alessandra foi presa em setembro de 2025. Segundo denúncia do Ministério Público, ela auxiliava o irmão e transmitia informações sobre o que acontecia dentro da favela, além de receber ordens de dentro da prisão.

Durante o discurso, Flávia Maria da Silva, apresentada como líder comunitária da Favela do Moinho, pediu autorização a Lula para chamar ao palco três mulheres que também foram apresentadas como lideranças comunitárias.

“Sou eternamente grata à nossa equipe, Yasmin, Alessandra e Janine. Somos quatro mulheres de orgulho para o Moinho, porque nós lutamos até o fim, não abandonamos vocês”, disse Flávia. Na sequência, ela pediu que as mulheres fossem ao palco para serem apresentadas a Lula, que cumprimentou a criminosa.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/destaque-2/no-debate-da-band-tarcisio-lembra-caso-de-traficante-no-palanque-de-haddad-e-lula

No DF, metade dos debatedores não tem chance de vitória nas urnas

Celina Leão, atual governadora do Distrito Federal, durante debate na Band – Foto: reprodução.

O debate da Band entre os candidatos ao governo do Distrito Federal foi marcado pela participação de políticos que não têm chance de vitória e que em geral se aproveitam desse tipo de evento para tentar se destacar pela agressividade. No debate deste domingo, três dos seis candidatos não são protagonistas de fato, fazem apenas “figuração”

Isso ficou confirmado com a participação de candidatos tipo o advogado Quico Caputo (Novo), novato em política após gestão apagada na seccional da OAB-DF anos atrás. Outro político que mal pontua nas pesquisas é o ex-jornalista do Maranhão Ricardo Capelli (PSB), praticamente desconhecido da população do DF e muito ligado ao ex-governador e atual ministro do STF Flávio Dino. Também integra esse grupo de “figurantes” a deputada Paula Belmonte (PSDB), apesar de sua destacada atuação na Câmara Legislativa.

Os três registram de dois a três pontos nas pesquisas, se tanto, e acabaram ocupando tempo precioso do debate  que objetiva promover a comparação de propostas e posicionamentos políticos de quem de fato importa porque têm chanvce efetiva de vitória, como a atual governadora Celina Leão (PP), que lidera todos s levantamentos, o ex-deputado Leandro Grass (PT) e até o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), cuja presença no pleito ainda está pendente de decisão da Justiça.

Celina Leão defendeu as ações da sua administração na área de saúde, citando investimentos e apontou a tragédia na gestão de givernos passados ligados à esquerda: “Contratei, desde que eu assumi o governo, mais de 700 médicos. Cancelei o aniversário de Brasília para contratar médicos para atenção básica. Você não consegue resolver o problema em quatro meses. Temos cinco hospitais com ordem de serviço assinada desde quando eu virei governadora.” Ela contou também que o Hospital do Recanto das Emas está na segunda laje.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/destaque-3/no-df-metade-dos-debatedores-nao-tem-chance-de-vitoria-nas-urnas

Governo já tomou dos brasileiros R$2,5 trilhões em impostos, este ano

Lula (PT) faz gesto obsceno ao se referir à oposição – Foto: redes sociais.

A partir desta terça-feira (11), o Impostômetro, plataforma da Associação Comercial de São Paulo, passa a registrar R$2,5 trilhões de impostos tomados da população brasileira, apenas em 2026. Nunca um governo tomou tanto dinheiro do brasileiro, tão rapidamente. Até o final deste ano, pela primeira vez na História, o pagador de impostos vai ver sair do bolso mais de R$4 trilhões, outro recorde histórico sob o governo Lula (PT). A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Em 2025, o governo Lula (PT) conseguiu chegar perto, mas foram R$3,98 trilhões tomado dos pagadores de impostos.

Entre 2024 e 2025 a arrecadação cresceu quase 10%: passou de R$3,62 trilhões para R$3,98 trilhões. Este ano vai chegar aos R$4,13 trilhões.

Apesar dos valores estratosféricos, a plataforma Gasto Brasil aponta que o governo já gastou mais de R$900 bilhões a mais do que arrecadou.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/destaque-4/governo-ja-tomou-dos-brasileiros-r25-trilhoes-em-impostos-este-ano

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