STF e PGR terceirizam a represália contra Alessandro Vieira

Alessandro Vieira foi relator da CPI do Crime Organizado e pediu indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral da República. (Foto: ChatGPT sobre foto de Saulo Cruz/Agência Senado)

O senador sergipano Alessandro Vieira (MDB) teve oficializada, no último sábado, sua candidatura à reeleição na convenção estadual de seu partido, realizada em Aracaju. Mas Vieira não precisará enfrentar apenas os demais candidatos que também pleiteiam uma das duas vagas em disputa no Senado: ele também terá de superar a tentativa do ministro do STF Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de inviabilizar sua candidatura como represália pelo relatório da CPI do Crime Organizado, apresentado em abril deste ano e na qual Vieira pediu o indiciamento, por crime de responsabilidade, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por suas relações não explicadas com o banqueiro Daniel Vorcaro; de Gilmar Mendes, pelas decisões que blindaram Toffoli; e de Gonet, pela inação ao resistir à abertura de uma investigação contra os ministros.

O relatório foi rejeitado por 6 votos a 4 na CPI, e isso deveria bastar para dar o assunto por encerrado – mas não para Gilmar, que encaminhou à PGR uma representação contra Vieira por suposto abuso de autoridade. Gonet (que, recorde-se, já foi sócio de Gilmar no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa até 2017) rejeitou a acusação de abuso de autoridade, mas, para não desperdiçar a oportunidade de mostrar ao país que ninguém tenta investigar os ministros do STF sem ao menos botar a carreira em risco, enviou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral sergipana, para que apure a “hipótese de ilícito eleitoral”. Se a Justiça Eleitoral entender que houve alguma irregularidade – por exemplo, um suposto abuso de poder político –, Vieira poderia ficar inelegível.

O “crime”, ou o “abuso”, de Alessandro Vieira foi ter feito perguntas “imperguntáveis” em nossa juristocracia

O elo entre o assunto principal da CPI do Crime Organizado e o Banco Master não era inexistente – as negociações do resort Tayayá envolviam um fundo acusado de lavar dinheiro para o PCC –, mas era tênue. E pode-se também argumentar que a decisão de incluir os três ministros e o procurador-geral na lista de indiciados da CPI foi uma forma não muito sábia de contornar a decisão de Davi Alcolumbre e Hugo Motta de inviabilizar uma CPI do Banco Master, bem como o fato de Gonet se recusar a investigar Toffoli e Moraes. Mas mesmo quem considere a opção de Vieira imprudente, inadequada ou equivocada tem de reconhecer que existe uma distância enorme entre a inadequação e o abuso – seja de autoridade, seja de poder político.

É função dos senadores – ainda que muitos prefiram se esquecer disso – fiscalizar os ministros do STF, e Vieira incluiu Toffoli, Moraes, Gilmar e o procurador-geral Gonet no seu relatório como parte de suas prerrogativas de senador. Seu “crime”, ou seu “abuso”, foi ter feito perguntas “imperguntáveis” em nossa juristocracia: por que Toffoli escondeu até não poder mais sua participação na empresa familiar que negociou o Tayayá com Vorcaro? Por que tentou impor sigilo total sobre as investigações do Master quando era o relator do caso no STF? O que Vorcaro pretendia pagando exorbitantes R$ 129 milhões ao escritório da esposa de Moraes? Por que Gilmar usou uma manobra jurídica surreal para impedir que a empresa dos Toffoli fosse investigada? E por que o procurador-geral também não se faz essas perguntas todas?

A situação de Alessandro Vieira não é de todo inédita: críticas e até piadinhas envolvendo ministros do STF e processos conduzidos na corte têm rendido investigações e processos a deputados e senadores, e nem mesmo discursos feitos na tribuna escapam do espírito vingativo, como bem sabe o deputado Marcel van Hattem, denunciado pela PGR por críticas a um delegado da PF que age como braço-direito de Moraes. Mas talvez esta seja a primeira vez que um senador corre o risco de ver sua carreira política encerrada por fazer o seu trabalho de senador ao assinar um relatório de CPI, e ainda por cima com o recurso de um truque judicial que “terceiriza” o trabalho para a Justiça Eleitoral. Independentemente dos meios, o objetivo continua o mesmo: intimidar qualquer um que ouse mexer com os ministros do Supremo e questionar seus negócios inexplicáveis.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/stf-pgr-represalia-alessandro-vieira-inelegibilidade/

Comércio de rua em crise: empresários tentam se reinventar para evitar fim das lojas físicas

Movimento de consumidores nas lojas da rua 25 de Março, em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O comércio de rua está sendo pressionado por uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. Em cinco anos, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro cresceu 86,3%, enquanto manter uma loja física ficou mais caro e o orçamento das famílias passou a ser pressionado pelo endividamento.

Entre 2020 e 2025, o faturamento do e-commerce brasileiro passou de R$ 126,45 bilhões para R$ 235,52 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOMM).

O crescimento não representa apenas uma mudança temporária provocada pelas mudanças de hábito decorrentes da pandemia. Na avaliação de Fernando Balotim, economista e especialista em reconstrução de empresas, o varejo físico está diante de uma transformação estrutural na forma como os consumidores pesquisam e compram.

“A pandemia acelerou uma transformação que já vinha ocorrendo no varejo. O consumidor deixou de depender do deslocamento até a loja porque encontrou conveniência no comércio eletrônico”, afirma.

Esse movimento ganhou ainda mais força com a expansão de grandes marketplaces, como Mercado Livre e Amazon, e de plataformas internacionais, como Shein e AliExpress, que ampliaram a oferta de produtos a preços competitivos e intensificaram a concorrência especialmente em segmentos como vestuário, eletrônicos, itens domésticos e acessórios.

Para o economista, a competição baseada apenas em preço e variedade tornou-se cada vez mais difícil para o comércio de rua diante das grandes plataformas digitais, que operam com maior escala e eficiência logística.

“As lojas que permanecerem competitivas serão aquelas capazes de integrar o ambiente físico ao digital, oferecendo conveniência, relacionamento e experiências que a internet não consegue reproduzir”, diz Balotim.

Internet ganha mais espaço nas decisões de compra

A transformação também aparece em levantamentos sobre o comportamento dos consumidores. Pesquisas da Fecomércio-PR realizadas para o Dia das Mães e o Dia dos Namorados mostram que o comércio de rua perdeu participação nas intenções de compra entre 2025 e 2026, enquanto as compras pela internet ganharam espaço.

No Dia dos Namorados, a intenção de comprar pela internet aumentou de 29,6% para 35%, enquanto o comércio de rua, considerando lojas do centro e dos bairros, recuou de 33,6% para 29,4%.

No Dia das Mães, o movimento foi semelhante. As compras pela internet cresceram 8,6%, enquanto o comércio de rua perdeu 2,6% de participação.

“Nossa percepção é que o consumidor está reduzindo sua intenção de compras em lojas de rua, pois a internet e os shoppings ficaram mais acessíveis e seguros ao longo do tempo”, avalia Lucas Dezordi, assessor econômico da Fecomércio-PR e professor de Economia da PUCPR.

Endividamento das famílias, juros elevados, aumento dos custos e avanço do e-commerce pressionam o comércio de rua, que busca novas estratégias (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Manter um ponto comercial ficou mais caro

A transformação no comportamento do consumidor ocorre ao mesmo tempo em que o custo de manter uma operação física também aumenta. Os preços de locação de imóveis comerciais subiram 8,91% em 2025, a maior alta da série histórica do Índice FipeZAP Comercial, iniciada em 2013.

O resultado foi registrado para salas e conjuntos comerciais de até 200 m². No mesmo ano, o índice mostrou alta nas dez cidades acompanhadas. Em Brasília, por exemplo, a alta acumulada foi de 18,80%; em Campinas, de 16,12%; e em Niterói, de 15,48%.

O custo do aluguel, porém, é apenas uma parte das despesas que permanecem mesmo quando o fluxo de clientes diminui. Folha de pagamento, energia elétrica, impostos, manutenção e estoque também pressionam o caixa das empresas.

É justamente essa estrutura de custos fixos que torna mais difícil a adaptação dos pequenos negócios ao novo ambiente de consumo. Quando o faturamento cai, as despesas não necessariamente acompanham a redução na mesma velocidade.

Famílias endividadas e juros altos pressionam o varejo

A queda mais acentuada no movimento das lojas ocorre em um momento em que os consumidores também enfrentam maior pressão sobre o orçamento. De acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 81,6% das famílias brasileiras estão endividadas.

O endividamento torna os consumidores mais seletivos na hora das compras e reduz o espaço disponível no orçamento para o consumo, principalmente para produtos considerados não essenciais.

“O comércio de rua enfrenta um triplo estrangulamento: queda da demanda, aumento dos custos operacionais e juros elevados. O consumidor está com o orçamento comprometido e o lojista enfrenta despesas cada vez maiores para manter a operação”, afirma Balotim.

Além da queda na demanda, os empresários precisam lidar com um ambiente de crédito restritivo. De acordo com dados do Banco Central, as taxas para capital de giro destinado a micro e pequenas empresas variam entre 23% e 26% ao ano, podendo superar 30% em operações de curto prazo ou sem garantias.

Segundo o especialista, o lojista é pressionado por duas frentes: o custo elevado dos juros, que reduz a rentabilidade da operação, e o aumento da inadimplência no varejo, que eleva a percepção de risco e torna os bancos mais restritivos na concessão de crédito.

Adaptação ao digital vira questão de sobrevivência

Apesar dos números, a mudança no comportamento do consumidor não representa o fim das lojas de rua, especialmente se os comerciantes buscarem novos canais de venda.

Foi o que aconteceu com a loja de móveis da família do comerciante Alisan Oliveira de Cardoso, de 33 anos. Com mais de 20 anos de atuação em um ponto comercial no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, e uma clientela formada principalmente por indicações, o comerciante decidiu entrar no e-commerce como alternativa para ampliar as vendas.

“Já tinha uma boa venda, mas era muito de indicação. Com a internet, conseguimos alcançar novos clientes e dobrar o número de produtos vendidos”, conta. Nos últimos seis anos, após começar a vender on-line, as vendas do lojista cresceram 50%.

A mudança no comportamento do consumidor também obriga os comerciantes a repensar a função da loja física. Para Balotim, o estabelecimento que funciona apenas como um ponto de venda enfrentará dificuldades cada vez maiores para competir com o comércio eletrônico.

A tendência é de que as lojas físicas passem a combinar a venda presencial com canais digitais e outras funções, como pontos de retirada de compras on-line, espaços de experimentação, atendimento personalizado e relacionamento com os clientes.

Para o especialista, o comércio de rua precisa deixar de depender exclusivamente do fluxo espontâneo de consumidores e encontrar novas formas de gerar valor para o cliente.

O comércio de rua não desaparece, mas muda de função

A transformação do varejo não significa necessariamente o fim das lojas físicas. O que está em mudança é a função que elas desempenham na relação com o consumidor.

A loja tradicional, baseada apenas na exposição de produtos e na dependência do fluxo espontâneo de pessoas, enfrenta uma concorrência cada vez maior das plataformas digitais. Ao mesmo tempo, os estabelecimentos que conseguem integrar os canais físico e on-line podem transformar a presença física em uma vantagem competitiva.

Na avaliação de Balotim, o comércio de rua continuará existindo, mas precisará encontrar novas formas de gerar valor.

“O comércio de rua não vai morrer, mas o seu modelo de geração de valor mudou para sempre”, aponta o especialista.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/crise-comercio-de-rua-comerciantes-tentam-evitar-fim-lojas-fisicas/

Negativa de vistos abre novo capítulo de tensão entre Brasil e EUA

Veto à entrada de funcionários do Departamento de Estado dos EUA no Brasil amplia atritos entre países (Foto: EFE/ Andre Borges/Octavio Guzmán)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acirrou a crise com os EUA ao negar vistos de entrada no Brasil a dois altos funcionários do Departamento de Estado americano, que pretendiam se reunir com autoridades nacionais e verificar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Para a gestão petista, a visita teria como finalidade interferir na votação de outubro.

O novo ponto de atrito entre os países surge dias depois do novo tarifaço imposto pela Casa Branca e do governo acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) em protesto às novas cobranças.

Uma primeira reação aos recentes episódios, por parte dos americanos, veio nesta terça-feira (28) com a extensão da emergência nacional que o presidente Donald Trump havia decretado em 2025 em relação ao Brasil. Naquela ocasião, o republicano impôs uma sobretaxa de 40% sobre importações brasileiras, que, somada aos 10% da tarifa global do Dia da Libertação, resultou num tarifaço de 50%. A extensão da emergência nacional, porém, não implica o retorno dessas tarifas, que foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.

Quando anunciou o primeiro tarifaço, Trump endereçou uma carta a Lula justificando a medida com base em uma relação comercial injusta e na postura do STF em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que na ocasião ainda não havia sido condenado pela suposta tentativa de golpe.

Negativa de visto é ato simbólico, mas com capacidade de afundar relação entre Brasil e EUA

Para Ludmila Culpi, doutora em Ciência Política e professora de Relações Internacionais e Negócios Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a negativa de visto a funcionários dos EUA sinaliza uma mudança de postura do Brasil na condução de sua resposta política e diplomática.

Ela pontua que, antes, o Brasil respondia apenas com notas e declarações e agora adotou uma postura mais firme como instrumento concreto para impedir que a disputa se transferisse para o território nacional antes da eleição. Na visão de Culpi, isso tende a ser lido em Washington como uma resposta mais dura do que as anteriores.

A analista prevê maior pressão por parte do governo Trump, uma vez que existem suspeitas de “risco de instrumentalização política” a menos de três meses da eleição. Ela destaca que o histórico entre os países, até o momento, sinaliza que as próximas ações podem ser ainda mais prejudiciais para a economia brasileira.

“A expectativa é de que o governo americano assuma uma retórica dura, com possível ampliação de sanções individuais (como a Global Magnitsky e negativa de vistos a autoridades brasileiras) mais do que uma nova rodada tarifária iminente, uma vez que a tarifa geralmente tem processo mais lento e já foi usada”, avalia.

Ricardo Caichiolo, professor de Relações Internacionais e diretor do Ibmec Brasília, afirma que a negativa de vistos marca mais um capítulo na relação tensa entre os governos de Lula e Trump. Em análise à Gazeta do Povo, ele destaca que o episódio, interpretado por Brasília como tentativa de ingerência nas eleições de outubro, reforça um padrão de retaliações recíprocas, o que eventualmente pode levar à adoção de novas tarifas ou sanções pontuais.

Relembre o caso

No último sábado (25), o jornal The Washington Post informou que o governo brasileiro barrou a entrada de dois altos funcionários do Departamento de Estado dos EUA, que viriam ao país com a missão de verificar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

A delegação norte-americana seria composta por Riley M. Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado americano, e Samuel Samson, subsecretário Adjunto do Departamento de Estado, ambos indicados políticos da administração de Donald Trump.

De acordo com a publicação americana, a Casa Branca planejava enviar a delegação ao país com o objetivo de se reunir com autoridades eleitorais brasileiras e discutir assuntos relacionados às eleições presidenciais de outubro, entre eles a integridade e a transparência do sistema eleitoral.

O jornal The New York Times afirmou que o Brasil vetou a viagem da delegação dos EUA por temer que eles planejassem semear dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral do país, meses antes das eleições.

“Quem de fora quiser se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”, declarou o petista no final de semana, numa mensagem que foi vista como uma referência ao veto à missão norte-americana que viria ao país.

Apesar do encontro entre Lula e Trump em maio ter sinalizado uma melhora na relação entre os países, as novas ações dos governos atestam uma realidade contrária na qual, cada vez mais, Brasil e EUA se distanciam diplomaticamente.

EUA já miraram o Brasil nas esferas judicial e econômica

Desde que retornou ao poder, o presidente republicano tem pressionado o Brasil por meio de sua política externa. Além de atingir a economia brasileira, os EUA também miram o país na esfera judicial.

Um dos exemplos é o processo aberto na Justiça da Flórida contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por decisões judiciais consideradas ilegais contra empresas e cidadãos americanos. Outro foi a imposição de sanções com base na Lei Magnitsky, que posteriormente foi derrubada após uma tentativa de aproximação entre Washington e Brasília.

O governo americano, por meio do Departamento de Estado, também revogou vistos de autoridades brasileiras após a condenação de Jair Bolsonaro. Entre os nomes estão membros do governo Lula, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, e membros atuais e aposentados do STF como Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli e outros. A medida também atingiu familiares dos magistrados.

O foco agora se volta às eleições de outubro, quando Lula deve concorrer com o senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Sanções dos EUA contra Rússia podem atingir o Brasil com nova tarifa

O Senado americano iniciou nesta terça-feira a votação de um projeto de lei que pode resultar em novas tarifas ao Brasil.

Apesar de o país não ser o alvo central da medida, cujo foco é a Rússia, a proposta do senador Lindsey Graham que está em tramitação no Congresso pode render novas tarifas secundárias ao Brasil.

Trata-se de um projeto apresentado em julho do ano passado. Na ocasião, Graham advertiu Brasil, China e Índia sobre a aplicação de sanções se os países não interromperem o comércio de petróleo com a Rússia.

O aliado de Trump declarou que os EUA esmagariam as economias dos países que adquirem petróleo russo “barato”. Ele sugeriu a possibilidade de Washington impor uma alíquota de até 100% sobre importações dos parceiros de Moscou.

A Rússia tem sido um importante fornecedor de diesel ao Brasil. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos seis primeiros meses do ano, o Brasil importou 4,5 milhões de metros cúbicos de diesel russo, 6,25% a menos do que no mesmo período de 2025, quando foram comprados 4,8 milhões.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/negativa-de-vistos-abre-novo-capitulo-de-tensao-entre-brasil-e-eua/

Moraes dá 48h para Bolsonaro explicar vídeo de IA e alerta sobre revogação da domiciliar

Moraes afirma que eventual autorização de Bolsonaro para vídeo de IA pode configurar descumprimento das medidas cautelares. (Foto: EFE/Andre Borges)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esclareça, no prazo de 48 horas, se houve autorização para a produção do vídeo de inteligência artificial divulgado na convenção do PL, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência.

No conteúdo, o avatar com imagem e voz idênticas às do ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão injusta” e declara o apoio ao filho na disputa. Depois do evento, o PT acionou o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Moraes destaca que a eventual concordância de Bolsonaro com a divulgação do vídeo pode configurar uma “nova e grave transgressão”, que pode levar à reversão imediata da prisão domiciliar para o regime fechado no sistema prisional.

Caso o ex-presidente não tenha concordado com a produção do vídeo, o ministro afirmou que, além de “constituir desrespeito à ordem judicial” por Flávio e pelo PL, “tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deepfake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral”.

O ministro apontou que a deepfake se caracteriza pela “criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.

O despacho aponta que o TSE reafirmou seu entendimento de que a utilização de imagem de lideranças políticas, sem sua concordância, “caracteriza propaganda ilícita e ostensiva prática de desinformação”.

Segundo o ministro, a Corte eleitoral considera passível de sanção principalmente conteúdos que associam imagens e elementos visuais “em contexto capaz de induzir o eleitor em erro”.

“Caso se constate que a imagem de Jair Messias Bolsonaro foi utilizada sem sua anuência, para transmitir ao eleitorado a impressão de que pode participar da campanha eleitoral, apesar de estar com os direitos políticos suspensos, a conduta tipificará patente hipótese de desinformação eleitoral mediante conteúdo sintético manipulado, passível de sanções”, afirmou.

Medidas cautelares de Bolsonaro

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em prisão domiciliar humanitária desde março. Ele precisa seguir uma série de medidas cautelares, que se tornaram mais rígidas após Flávio divulgar uma carta manuscrita pelo pai nas redes sociais.

A decisão ressalta que a manutenção da domiciliar depende da condição estrita de não utilizar redes sociais ou se comunicar externamente, diretamente ou por terceiros.

No último dia 17, Moraes proibiu Bolsonaro de receber “visitas com finalidade político-eleitoral” até o término das eleições de 2026 e a “divulgação de manifestos políticos eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.

Defesa de Flávio disse ao TSE que ação do PT criminaliza ato político

A defesa de Flávio pediu ao TSE que rejeite a ação do PT e contestou a acusação de deepfake, reforçando que o vídeo informava de forma clara que havia sido produzido com inteligência artificial. Para os advogados, o PT pretende criminalizar a “transferência de capital político”.

Eles argumentaram que o avatar do ex-presidente “nada mais é do que a versão moderna e tecnológica daquilo que sempre foi usado em eventos partidários e eleitorais como bonecos de papel, imagens em cartazes e até em máscaras, camisas, com mensagens de apoio”. O caso é relatado pelo presidente da Corte eleitoral, ministro Nunes Marques.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-da-48h-para-bolsonaro-explicar-video-de-ia-alerta-revogacao-domiciliar/

Zema diz que é preciso remover “três frutas podres” do STF

Zema defendeu a renovação do Senado para viabilizar processos de impeachment contra ministros do STF. L (Foto: EFE/ Isaac Fontana)

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, voltou a dizer, nesta segunda-feira (27), que “três frutas podres” precisam ser removidas do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu a renovação do Senado para viabilizar processos de impeachment contra integrantes da Corte.

Sem citar nominalmente os ministros, Zema afirmou que sua crítica tem como alvos “o ministro cuja esposa fez um contrato de R$ 129 milhões; um outro ministro que fez uma transação do Tayayá de R$ 35 milhões; e um outro ministro que recebeu apoio para seus congressos jurídicos”.

“Aí, todos andaram no jatinho do banqueiro bandido, todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido. O brasileiro está com isso na garganta. A crise já está instalada e para resolvê-la nós precisamos, para o bem do Supremo e do Brasil, eliminar essas frutas podres”, acrescentou o candidato, em entrevista ao portal Metrópoles.

Ele se referiu aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. “Será que o Brasil vai continuar sendo essa republiqueta ou essa república de bananas, onde alguns enriquecem enquanto o brasileiro está aí, o mais endividado da história, lutando para pagar suas contas? Será que é esse o país que nós queremos”, questionou Zema.

O escritório de advocacia Viviane Barci, esposa de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões para prestar consultoria por três anos anos ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. O escritório Barci de Moraes negou qualquer irregularidade.

Toffoli chegou a relatar o caso Master no STF, mas deixou a função após a Polícia Federal encontrar menções a ele no celular do banqueiro. Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, o fundo usado por Vorcaro para comprar a parte do resort Tayayá, que pertencia à empresa do ministro, investiu R$ 35 milhões no empreendimento.

Em fevereiro, Toffoli confirmou que foi sócio dos irmãos na empresa que teve participações no resort, mas destacou que jamais teve qualquer relação financeira com o Vorcaro.

Em abril, o jornal Folha de S. Paulo revelou que o Master financiou eventos paralelos ao Fórum Jurídico de Lisboa, apelidado de “Gilmarpalooza”, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, além de custear despesas de autoridades brasileiras em outro evento em Londres.

Gilmar apresentou uma ação contra Zema por suposta calúnia após o ex-governador divulgar vídeos em que fantoches representam o próprio ministro e Toffoli em uma conversa sobre a CPI do Crime Organizado.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/zema-diz-que-e-preciso-remover-tres-frutas-podres-do-stf/#cxrecs_s

Moraes dá 5 dias para resposta de órgãos paulistas sobre tornozeleira de “Débora do Batom”

Sequência de ocorrências de ausência de sinal de GPS colocaram prisão domiciliar de Débora em risco. Defesa diz que quantidade em curto espaço de tempo é indicativo de falha e pede substituição do equipamento. (Foto: Débora Rodrigues/Arquivo Pessoal / Joedson Alves/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu um prazo de cinco dias para que a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) responda questões sobre o monitoramento eletrônico da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que ficou conhecida como “Débora do Batom”. Ela cumpre pena de 14 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em seu despacho, Moraes cita a ausência de sinal de GPS em relatórios recentes e quer saber se isso decorre de falha técnica ou de violação do monitoramento. Em maio, o relatório citado apontou 88 ocorrências de ausência de sinal de GPS. Débora cumpre pena em prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica e sua defesa sempre negou que quaisquer medidas cautelares tenham sido descumpridas.

Falhas no sinal de GPS

A determinação de Moraes atende a requerimentos formulados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa já sustentou nos autos, em maio, que os episódios não representariam tentativa de evasão, mas sim instabilidades técnicas do sistema de monitoramento, reiterando que a apenada permaneceu em sua residência. Nesta tarde, os advogados voltaram a dizer que não houve qualquer violação da tornozeleira.

Moraes ordenou ao Núcleo de Monitoramento de Pessoas da SAP-SP que esclareça os registros que apontaram ausência de sinal de GPS no equipamento da apenada. A unidade deverá indicar se as ocorrências derivam de falha técnica operacional do sistema ou se configuram violação efetiva das medidas impostas. A Gazeta do Povo procurou a SAP-SP, que confirmou ter recebido o pedido do STF e informou que responderá no prazo.

Na mesma decisão, o ministro notificou a Penitenciária Feminina de Tremembé/SP para que informe sobre a validade de cursos profissionalizantes, comprove a existência de um convênio com o Poder Público e a inserção dos cursos no projeto político-pedagógico da unidade prisional, além de encaminhar as certificações oficiais.

Pedidos pendentes

A apuração sobre os dados de localização e os comprovantes de estudos antecede a análise de pedidos formulados pela defesa de Débora Rodrigues.

Entre as solicitações pendentes estão a homologação de dias de remição de pena obtidos por trabalho, leitura e aprovação no Enem, a progressão de regime para o semiaberto, com direito a saídas temporárias e trabalho externo, e o reconhecimento de excesso de execução.

Relembre

Débora do Batom foi condenada a 14 anos de prisão por associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de Golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Durante os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, a cabeleireira escreveu “perdeu, mané” com batom na Estátua da Justiça. A frase veio do ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, logo após o presidente Lula (PT) vencer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

A relação entre a conduta e a punição levou Débora a ser um símbolo, para a direita, de que haveria desproporcionalidade nas penas e ausência de individualização das condutas que culminaram em danos aos prédios públicos da capital federal.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/moraes-da-5-dias-para-resposta-de-orgaos-paulistas-sobre-tornozeleira-de-debora-do-batom/#cxrecs_s

Lula defende SUS e provoca Trump em evento com diretor da OMS

Lula alfinetou Trump durante evento com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, no Rio. (Foto: EFE/ Andre Borges)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta terça-feira (28) que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, diga ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “tratamento de saúde não é só para rico”.

“Quando você puder conversar com o presidente Trump, ele que anunciou que ia cortar verba da OMS, diga para ele: como é que o presidente de um país, que não é rico como os Estados Unidos, consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República?”, afirmou o petista durante uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro.

Durante o evento, Lula e sua comitiva destacaram que o Brasil é o “único país no mundo” com mais de 100 milhões de habitantes que possui um sistema de saúde universal, público e gratuito.

“Vá à Nova York para ver se o povo da periferia tem o tratamento que estão dando aqui. Vá tentar pegar uma ambulância lá em Nova York para ver quanto custa”, provocou.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que recebeu simbolicamente um cartão do SUS durante a visita, afirmou que a saúde é uma “escolha política” e que o Brasil serve de exemplo para o mundo ao tratar a saúde como um direito constitucional.

“A propósito, eu sou do Rio de Janeiro e também, com orgulho, que mostrar a vocês meu cartão do SUS”, disse o diretor da OMS em tom de brincadeira, mostrando a carteirinha para a plateia.

Adhanom está no Brasil para participar da 26ª Conferência Internacional sobre a AIDS, que começou no domingo (27) e vai até esta sexta (31).

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/lula-defende-sus-e-provoca-trump-em-evento-com-diretor-da-oms/#cxrecs_s

Especialistas contestam qualquer ‘crime’ em vídeo de Bolsonaro com IA

Vídeo foi exibido em evento fechado com aviso de que foi produzido por inteligência artificial – Foto: reprodução.

Como a assessoria jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), especialistas ouvidos pela coluna discordam de automática irregularidade eleitoral na exibição de vídeo com imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerado por inteligência artificial. O professor de Direito Constitucional Max Kolbe lembra que as imagens foram exibidas em uma convenção partidária, ambiente de natureza intrapartidária: “a legislação eleitoral admite manifestações políticas dirigidas aos convencionais”.

Tudo às claras

“Não houve ocultação da tecnologia nem tentativa de convencer o público de que Bolsonaro havia efetivamente gravado”, diz o advogado.

Tá limpo

Kolbe também afasta suposto crime de Jair Bolsonaro, se confirmado que o ex-presidente não participou da produção do vídeo.

No seu quadrado

À Bandnews TV, a advogada eleitoralista Francieli Campos lembrou que regras para propaganda intrapartidária são diferentes da eleitoral.

Processo moroso

Francieli diz ainda que eventual punição a Flávio dificilmente acontece este ano e frisou que o senador tem “imunidade parlamentar”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/especialistas-contestam-qualquer-crime-em-video-de-bolsonaro-com-ia

Em SP, favoritismo pode reeleger Tarcísio em 1º turno

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. (Foto: Marcelo S. Camargo/FUSSP).

Com aprovação de 63,8% dos eleitores do Estado, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) continua bem próximo de sua reeleição em primeiro turno, de acordo com novo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (29).

De acordo com os novos números, que presentam variação mínima em relação ao lavantamento de junho, Tarcísio soma 48,5% das intenções de voto, contra 35,1% do principal opositor, Fernando Haddad (PT).

Os demais candidatos, desconhecidos, todos de extrema-esquerda como Haddad, têm desempenho irrisório: Vera Lúcia (PSTU) soma 1,7%, Carlos Machado (PCB) 1,1% e Vivian Mendes (UP) 0,9%. No cenário espontâneo, quando o entrevistador pede que o eleitor c=mencione o candidato em quem pretende votar, Tarcísio tem 27%, quase o triplo de Haddad, que empacou nos 11%.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/em-sp-favoritismo-pode-reeleger-tarcisio-em-1o-turno

‘Recurso’ contra tarifaço é lorota de Lula: OMC está paralisada

Lula (PT) – Foto: Assessoria/PR.

Está no campo da demagogia eleitoral a jogada de Lula (PT) de “apelar à Organização Mundial do Comércio (OMC)” contra o tarifaço do governo dos Estados Unidos, a fim de esticar o caso o máximo possível, até pela falta de entregas. Porém, como esta coluna já mostrou, a OMC está paralisada desde 2019, quando o primeiro governo Donald Trump abandonou e paralisou o Órgão de Apelação (Appellate Body), o que foi mantido nos anos Joe Biden e, claro, na atual administração Trump. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Como a OMC está “congelada” por decisão dos EUA, não é razoável que o tarifaço de Trump venha a ser revertido… por representantes de Trump.

Não se encontrasse em estado catatônico, o Órgão de Apelação seria o caminho na OMC para bater o martelo sobre a controvérsia. Seria.

O Órgão de Apelação da OMC está paralisado desde dezembro de 2019. Nos últimos sete anos não resolveu qualquer controvérsia.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/recurso-contra-tarifaco-e-lorota-de-lula-omc-esta-paralisada

Lula ignora posse no Peru porque Keiko Fujimori é de direita

Keiko Fujimori, presidente do Peru. (Foto: Divulgação/Oficina de la Presidenta).

A nova presidente do Peru, Keiko Fujimori, tomou posse nesta terça-feira (28), em Lima, marcando o início de um novo ciclo político no país após uma das disputas eleitorais mais apertadas da história recente. A cerimônia de investidura coincidiu com as comemorações pelos 205 anos da independência peruana.

Como Keiko é mais uma liderança da direita a assumir o poder de um país vizinho, Lula (PT) boicotou a cerimônia de posse, que contou com vários chefes de Estado, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei. O ministro das Relações Exteriores representou o governo brasileiro.

A lista de dignitários presentes também inclui o rei Felipe VI da Espanha e os presidentes José Antonio Kast (Chile), Rodrigo Paz (Bolívia), Daniel Noboa (Equador), Nasry Asfura (Honduras), José Raúl Mulino (Panamá), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai).

Aos 51 anos, Keiko Fujimori chega pela primeira vez à Presidência do Peru. Nascida em Lima, em 25 de maio de 1975, ela é a filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori, que morreu em 2024, e de Susana Higuchi, falecida em 2021.

Durante a campanha, a presidente eleita apresentou um plano de governo com foco em três eixos principais: segurança pública, combate à corrupção e retomada do crescimento econômico.

Na área da segurança, Keiko propôs a criação de centros de comando e vigilância integrados em todo o território peruano, utilizando mapas de criminalidade em tempo real e ferramentas de inteligência artificial para análise preditiva e coordenação das forças de segurança.

No combate à corrupção, a nova presidente defendeu o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização dos gastos públicos e a ampliação das atribuições da Controladoria-Geral da República para aumentar a transparência e a eficiência na gestão dos recursos públicos.

Já na economia, Keiko prometeu reduzir a burocracia enfrentada por pequenas e médias empresas, simplificando processos administrativos para estimular investimentos, incentivar o empreendedorismo e diminuir os custos considerados desnecessários para o setor produtivo.

A eleição presidencial foi marcada por forte polarização e uma longa apuração dos votos no segundo turno. Keiko derrotou o deputado de esquerda Roberto Sánchez por uma margem estreita.

O resultado oficial foi confirmado em 3 de julho pelo Júri Nacional Eleitoral (JNE), encerrando semanas de expectativa e questionamentos sobre o desfecho da disputa.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/e01-internacional/lula-ignora-posse-no-peru-porque-keiko-fujimori-e-de-direita

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