
O ministro Dario Durigan, da Fazenda, anunciou nesta segunda-feira (1º) que se reunirá com autoridades dos Estados Unidos nos próximos dias para discutir a decisão do governo de Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. Segundo ele, a medida pode abrir caminho para sanções contra instituições financeiras brasileiras e gerar impactos sobre o sistema de pagamentos do país, incluindo o PIX.
Durigan afirmou que a nova classificação aumenta a insegurança jurídica para bancos e demais instituições financeiras, que já começaram a reforçar mecanismos internos de controle para evitar riscos de punições por parte das autoridades norte-americanas.
De acordo com o ministro, basta uma suspeita de ligação entre contas bancárias e integrantes das facções para que uma instituição passe a ser alvo de sanções impostas pelo Tesouro dos Estados Unidos.
“Basta você ter uma alegação dizendo que um determinado banco brasileiro tem contas do PCC. A autoridade norte-americana pode dizer que esse banco está sancionado pelo Tesouro dos Estados Unidos e não pode operar com o PIX porque o sistema estaria sendo usado para movimentar dinheiro de facção criminosa”, declarou em entrevista à rádio CBN.
O ministro relacionou o temor de sanções aos bancos brasileiros à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301, que também inclui questionamentos sobre o PIX. O sistema de pagamentos foi citado por autoridades norte-americanas sob a alegação de que poderia criar distorções competitivas e dificultar o acesso de empresas do país ao mercado brasileiro.
Durigan rejeitou as críticas e disse que as acusações carecem de embasamento técnico. Para o ministro, a decisão do país norte-americano abre margem para algum tipo de intervenção que afeta o desenvolvimento das próprias tecnologias brasileiras.
“O PIX é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil. Nós não podemos ficar presos ao risco de uma intervenção ou de uma subserviência que tire a gente do caminho da inovação e de gerar infraestrutura de pagamento boa para as nossas empresas e famílias”, afirmou.
Articulação de Flávio Bolsonaro
O ministro também mencionou a recente viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, onde ele se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e com o presidente Donald Trump. Após os encontros, Flávio declarou que Rubio demonstrou apoio à classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.
Nos últimos dias, o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticaram integrantes da família Bolsonaro que estiveram nos Estados Unidos e alertou para possíveis efeitos de interferências externas em assuntos considerados internos do Brasil. O Executivo argumenta que medidas adotadas por governos estrangeiros podem gerar impactos econômicos e atingir políticas estratégicas nacionais, incluindo o sistema de pagamentos brasileiro.
“A gente tem respondido com muita diplomacia e contato bilateral com os Estados Unidos. Temos participado das audiências e esclarecido que essas alegações não têm fundamento técnico”, disse Durigan.
O ministro afirmou ainda que o governo pretende ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado sem comprometer o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Apesar das preocupações, Durigan garantiu que não existe, neste momento, qualquer ameaça concreta ao funcionamento do PIX e que a prioridade do governo é preservar a estabilidade do sistema.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/ministro-eua-tentar-blindar-bancos-pix-possiveis-sancoes/
Governo Lula gasta R$ 80 milhões para divulgar fim da escala 6×1

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou R$ 80 milhões para divulgar a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados e que agora aguarda análise do Senado. A campanha foi lançada no início de maio com o mote “tempo com a família” e se tornou uma das mais caras ações publicitárias da atual gestão.
De acordo com o levantamento apurado pela Folha de S. Paulo e publicado no último final de semana, os recursos foram aplicados pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) na produção e veiculação de peças publicitárias em diferentes meios de comunicação. Dados obtidos por meio de registros no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e posteriormente confirmados pela própria Secom mostram que a iniciativa recebeu um investimento superior ao destinado a outras campanhas recentes do governo federal.
O montante reservado para promover o fim da escala 6×1 representa o dobro dos gastos realizados em 2025 para divulgar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. E supera, ainda, os recursos destinados à divulgação da nova edição do programa Desenrola Brasil, de R$ 45 milhões.
Em nota, a Secom informou que não há previsão de ampliação dos recursos destinados às campanhas do fim da escala 6×1 e do Desenrola Brasil. Segundo a pasta, “em ambas as ações, a veiculação abrangerá múltiplos meios de comunicação, indo além da TV e da internet”.
A secretaria também afirmou que a distribuição das verbas publicitárias segue critérios técnicos. De acordo com o órgão, a definição dos investimentos considera fatores como audiência, perfil do público-alvo, cobertura geográfica e diversificação dos meios de comunicação, com o objetivo de ampliar o alcance das campanhas.
O modelo adotado pelo governo prevê que a Secom define os temas das campanhas e repasse os recursos para agências contratadas. Em geral, entre 5% e 10% do orçamento é destinado à produção de vídeos, banners e demais peças publicitárias, enquanto a maior parte da verba é utilizada na compra de espaços em veículos de comunicação, plataformas digitais e redes sociais.
Nos últimos anos, o governo também ampliou significativamente os investimentos em publicidade digital. A participação da internet nos gastos com campanhas passou de cerca de 20% para mais de 30%, fazendo com que os valores destinados a plataformas como Google e Meta ultrapassassem, pela primeira vez, os investimentos em anúncios pagos nas redes de televisão do SBT e da Band.
Além da campanha sobre o fim da escala 6×1, o governo federal utilizou recursos publicitários para divulgar iniciativas como o slogan “Brasil Soberano”, os programas Gás do Povo e Agora Tem Especialistas, além da ampliação da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês.
Os gastos federais com publicidade atingiram no último ano o maior volume empenhado desde 2017. Ao todo, cerca de R$ 1,5 bilhão foram reservados para ações de comunicação institucional, sendo R$ 924 milhões administrados diretamente pela Secom, enquanto a maior parte do restante foi utilizada pelo Ministério da Saúde.
Mesmo com o aumento recente dos investimentos em divulgação governamental, a previsão orçamentária para 2026 aponta uma redução nos gastos totais com publicidade. A estimativa é de aproximadamente R$ 1,44 bilhão para campanhas institucionais ao longo do próximo ano.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/governo-lula-gasta-80-milhoes-divulgar-fim-escala-6×1/

Flávio informou Trump sobre atuação do Comando Vermelho no Rio

O documento que o governo dos Estados Unidos utilizou como base para reconhecer o Comando Vermelho como organização terrorista teve o delegado Felipe Curi, ex-secretário de segurança do estado do Rio, como um dos principais autores. As informações foram compiladas pela secretaria e entregues durante a visita do senador presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ao presidente Donald Trump.
O relatório entregue por Flávio foi produzido com informações coletadas pela inteligência da Polícia Civil durante a gestão de Curi. São informações consistentes revelando que a facção controla a maioria das 1.900 favelas no Rio – com fuzis de guerra, granadas, drones que jogam bombas. Com ataques a delegacias, hospitais, transportes públicos, policiais e contra os próprios moradores. O documento de Flávio também mostra que o Comando Vermelho é o principal responsável por roubos de veículos, cargas e de pedestres no Rio.
Inspeção nas urnas
Três representantes do partido União foram ao TSE fazer a 1ª inspeção dos códigos-fonte das urnas que serão usadas na eleição deste ano. A atividade integra o conjunto de ações do “Ciclo de Transparência Democrática promovido pela Justiça Eleitoral”. O União Brasil foi a 1ª legenda a inspecionar os códigos. Mais partidos vão enviar seus “hackers” a partir desta semana.
Apertem os cintos!
Um voo da American Airlines de Miami para o Rio de Janeiro na noite de sábado (29) vale um filme de ação. O AA905 teve atrasos em solo, policiais dentro do avião, madame rica retirada à força da classe executiva, retorno para a Flórida após três horas de voo por problema técnico e…, para mais tensão, 10 viaturas dos bombeiros na pista de pouso.
Caso nacional
O caso Credcesta-Master vai entrar na pauta de campanhas Brasil afora. Todo o Congresso sabe que o grande salto de Daniel Vorcaro e Guga Lima (que vai depor à PF e pode entregar tudo) foi o consignado do Estado da Bahia – onde desfila o advogado Eugênio Kruschewsky, o 4º mais bem pago por Vorcaro. Filipe Barros (PL-PR), candidato ao Senado, já citou o Credcesta em evento na sexta (29).
Fim do Carf
O deputado federal Beto Preto (PSD-PR) apresentou o PL 2665/26 que extingue o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão colegiado do Ministério da Fazenda. Na ementa, ele passa a atribuição para os tribunais da Justiça Federal. Não por acaso, vagas de conselheiros do Carf, que analisa fusões e aquisições de mega empresas, são super requisitadas por senadores e deputados.
Saúde no tribunal
As queixas de beneficiários de planos de saúde cresceram 395% em 10 anos, segundo a ANS. Eram 18.502 reclamações no 1º quadrimestre de 2016. Hoje são 91.543. Rafael Robba, do Vilhena Silva Advogados, especialista em direito à saúde, afirma que houve aumento significativo na recusa por parte dos planos em procedimentos de rotina, como tratamentos oncológicos e cirurgias. Os dados refletem a alta da judicialização.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/flavio-informou-trump-sobre-atuacao-do-comando-vermelho-no-rio/
Destino dos Correios sob o petismo é sangrar até morrer

Como uma das principais apostas dos Correios para estancar a sangria que aflige a estatal desde que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto não funcionou, a empresa está planejando – quem poderia imaginar? – repetir a dose. O plano de demissão voluntária (PDV) lançado em 2026 só atingiu cerca de um terço da meta: eram 10 mil desligamentos esperados, mas quase 3,2 mil funcionários pediram as contas. Por isso, a empresa já planeja uma nova rodada de PDV, ainda sem data de lançamento e que pretende reduzir o inchadíssimo quadro da estatal em mais 5 mil empregados, dos quase 80 mil que estão hoje nos Correios. Não vai funcionar, garante o presidente do Sindicato dos Correios no Rio de Janeiro, Marcos Sant’Aguida.
A situação da estatal é desesperadora. O prejuízo em 2025 foi de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do rombo do ano anterior – e o resultado de 2026 pode ser ainda pior, pois o Tesouro Nacional estima déficit de R$ 9,1 bilhões. A receita bruta caiu 11,35% em 2025 na comparação com 2024. Um consórcio formado por Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Itaú e Santander aceitou emprestar R$ 12 bilhões à estatal em 2025, mas reluta em colocar mais R$ 8 bilhões na empresa; enquanto isso, o aporte governamental de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, parte do acordo que viabilizou o empréstimo, ficará para 2027, como parte da “herança maldita” que Lula deixará para seu sucessor – ainda que esse sucessor seja ele mesmo, a depender dos resultados de outubro.
O estatismo jurássico, a teimosia petista e o aparelhamento político transformaram os Correios em uma empresa inviável
E não há garantia nenhuma de que esse dinheiro todo de fato seja capaz de reverter a trajetória dos Correios. A empresa, cuja eficiência já fez dela motivo de orgulho nacional, mostrou-se incapaz de competir em uma nova realidade em que plataformas de e-commerce adquirem frotas próprias para suas entregas, com outras empresas de logística também capazes de realizar melhor o trabalho que os Correios parecem ter desaprendido a fazer. Reverter a decadência exige muito mais que o valor levantado pela estatal junto ao setor bancário – valor esse que, muito provavelmente, será drenado pelas despesas do dia a dia em vez de servir para quaisquer investimentos necessários a uma virada de chave.
A privatização apareceria como a melhor solução em um caso desses, mas a janela de oportunidade para os Correios já se fechou. Quando a estatal ainda tinha lucro, ou prejuízos inferiores a R$ 1 bilhão, atrativos como uma capilaridade única no Brasil ainda serviriam para atrair interessados, e o Brasil poderia ter se inspirado em casos bem-sucedidos de outros países que privatizaram seus serviços postais sem abandonar a chamada “universalização” do atendimento; Jair Bolsonaro até tentou, colocando os Correios no programa de desestatização, mas a venda, aprovada pela Câmara, emperrou no Senado. Com a troca de governo, à medida que o estatismo, o inchaço e a ineficiência foram se alastrando, à atratividade diminuía na mesma velocidade. Hoje, é impensável que um investidor privado aceite pagar até mesmo um valor simbólico para assumir os Correios, diante do gigantismo do rombo e dos desafios.
O estatismo jurássico, a teimosia petista e o aparelhamento político transformaram os Correios em uma empresa inviável, que o próprio governo se recusa a ajudar, adiando seu aporte bilionário para o fim do prazo acertado – quando talvez seja tarde demais. A estatal se tornou o paciente cuja hemorragia não cessa, independentemente de quantas bolsas de sangue ele receba, até que um dia elas não sejam mais suficientes diante da gravidade do quadro, ou até o estoque simplesmente termine. Uma empresa que ainda tinha salvação, mesmo quando seu declínio já havia começado, caminha para um fim que seria evitável, caso as decisões sobre seu futuro não estivessem nas mãos de gente tão obtusa.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/correios-crise-pdv/
Médica afastada da Fiocruz critica “silenciamento” de vozes divergentes sobre vacinas

A médica Isabel de Fátima Alvim Braga, servidora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirma que o debate científico está sendo censurado no Brasil pelo medo de punições e pelo risco de silenciamento de profissionais que questionam posições oficiais. Em entrevista à Gazeta do Povo, ela disse que o problema ultrapassa seu caso pessoal e envolve uma ameaça mais ampla à liberdade de expressão e ao direito ao questionamento dentro da sociedade e da classe médica.
Isabel teve suas redes sociais bloqueadas por decisão judicial após ser processada pela própria Fiocruz, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU). A medida não só retira conteúdos já publicados, mas proíbe a abertura de novos canais e a possibilidade de qualquer manifestação, o que configura censura prévia. Ela também está afastada de suas atividades na Fiocruz após a abertura de um processo administrativo que, segundo ela, envolve uma perícia realizada em uma área da instituição onde havia sido desenvolvida uma pesquisa sobre urânio.
Os conteúdos postados nas redes sociais que foram alvo do processo judicial associavam a vacina da Covid-19 a doenças, denúncias sobre a contaminação da água do Rio de Janeiro por urânio em razão de pesquisas feitas em laboratórios da Fiocruz e críticas a pesquisas sobre crianças e adolescentes trans.
“A minha questão hoje é o direito de manifestação, porque essa questão não é sobre mim, mas o que isso representa para a sociedade: hoje eles podem calar uma médica, amanhã pode ser um cidadão comum”, afirma. “Hoje sou eu que perco a rede social, amanhã é outra pessoa que vai ser presa porque não quis dar vacina do HPV para menina de 9 anos que não tinha relação sexual e a escola obrigou.”
Falta de lógica nas medidas judiciais tomadas
O bloqueio dos perfis de Isabel nas redes sociais ocorreu menos de um mês após a participação da médica em uma audiência pública no Senado sobre o PL 2.745/2021, proposta que busca criminalizar a divulgação de informações falsas sobre vacinas, mas que pode abrir brecha para abusos. Questionada sobre uma possível relação entre a exposição recente e as medidas judiciais tomadas contra ela, Isabel afirmou que não tem como comprovar essa ligação, mas vê os episódios como parte de um movimento de silenciamento.
“Parece haver uma relação, mas eu não tenho como provar. O que posso dizer é que existe uma tentativa de silenciamento. Estou no serviço público desde 2012, há quase 15 anos, e nunca havia respondido a um processo administrativo. De repente, em um único mês, surgiram três processos administrativos e mais dois judiciais, todos da mesma instituição. Acho que isso demonstra algum grau de assédio”, afirmou.
A médica também questionou a competência da Fundação Oswaldo Cruz para conduzir parte do caso. “Quando se trata de uma perícia, o julgamento deveria caber ao Conselho de Medicina, e não à Fiocruz”, disse.
A Fiocruz foi procurada para esclarecer os questionamentos da médica, mas não respondeu às perguntas enviadas pela Gazeta do Povo.
Autocensura alimentada pelo controle financeiro
Isabel afirma que a liberdade de expressão depende diretamente do direito ao questionamento e avalia que casos como o dela acabam transmitindo aos profissionais de saúde a mensagem de que opiniões divergentes não devem ser expostas publicamente.
“Se a gente não seguir o que o governo falar, vão dizer que é anticiência. Se a gente questionar, as mesmas pessoas que acusam os outros de misoginia acabam silenciando homens e mulheres. As mesmas pessoas que enxergam transfobia e racismo em tudo chamam a minha Estrela de David de suástica e dizem que eu deveria morrer por causa da minha origem genética. As mesmas pessoas que dizem defender a ciência silenciaram uma mulher por ter uma opinião contrária. Não há liberdade de expressão sem direito ao questionamento”, declarou.
A médica também afirma existir uma autocensura entre profissionais da área da saúde, motivada, segundo ela, pela dependência de financiamentos e recursos públicos para pesquisas e projetos.
“Sempre houve uma autocensura entre profissionais de saúde, especialmente em questões relacionadas ao financiamento de projetos. Onde o dinheiro influencia, as pessoas tendem a evitar conflitos. Existe uma politização nesse ambiente, principalmente porque há financiamento público direcionado para determinadas pautas”, afirmou.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/medica-afastada-da-fiocruz-critica-silenciamento-de-vozes-divergentes-sobre-vacinas/

Preços de ingressos da Copa do Mundo transformam futebol em esporte de milionários

Estive vendo os preços de ingressos nos estádios da Copa do Mundo. Os preços vão de R$ 3 mil para ver um jogo até R$ 80 mil a final. Mas os preços, em sua maioria, de R$ de 8 mil a R$ 15 mil cada jogo. Dizem que futebol é o esporte do povo, mas acho que é o esporte da elite somente para milionários assistirem, não é?
Agora pergunto o seguinte: estamos em ano eleitoral e você prefere pensar em Copa do Mundo ou no voto? A Copa do Mundo vai decidir o que na sua vida, na vida dos seus filhos e dos seus netos? Nada. Zero. Serão 90 minutos da sua atenção para, depois, festejar ou se entristecer. Mas o voto é decisivo. Então, vamos pensar no voto. A Copa do Mundo será um novo Coliseu, uma arena, um circo. Mas e o pão depois? Só para lembrarmos um pouquinho disso.
Brasil é o único país em que medidas de transferência de renda aumentam a desigualdade, diz pesquisa
Bom, eu estava vendo uma pesquisa do Gini que afirma que o Brasil é o único país em que, quando o Estado se mete no quesito “transferência de renda”, a desigualdade aumenta. Em todos os países do mundo em que o Estado interferiu com medidas de transferência de renda, a desigualdade diminuiu. Mas no Brasil não. Aqui, a desigualdade sem governo é 53, e com governo é 56. O máximo de desigualdade seria 100, enquanto nenhuma desigualdade seria um. Aqui o resultado de desigualdade subiu, mostrando que o governo atrapalha.
Enquadrar homofobia a racismo foi fácil, mas não querem enquadrar PCC e CV a terrorismo
E falando em governo, vocês lembram que o Supremo decidiu que homofobia pode ser punida e enquadrada como crime de racismo porque homofobia e racismo é a mesma coisa. E agora? Terrorismo é o mesmo que falar em domínio de cidades, bairros, da região amazônica e das fronteiras por parte do PCC e Comando Vermelho (CV)? Isso não é o mesmo que terrorismo? É muito fácil enquadrar.
O secretário de Estado é um tal de Marco Rúbio, disse Lula
Eu vi aquela fala do Lula lá em lá em Alagoas, que chamou Estados Unidos de Estados Unidos da América do Norte. O secretário de Estado é “um tal de Marco Rúbio”. E ele disse outra palavra que eu não vou repetir aqui. Ele também disse que o Trump — que ele chama de “Trumpy”, com Y no fim —quer é um Osama Bin Laden. Será que não teve ninguém para dizer para ele que Osama Bin Laden foi em 2011, há 15 anos, e ele foi morto no governo Obama. Barack Obama é um democrata. Ele devia saber porque é o presidente da República.
Dizem que vai ter 3.500 pessoas no “Gilmarpalooza”
Bom, aqui em Lisboa eu vi a chegada de muitos brasileiros. Do dia 1º até o dia 3 vai ter o que o pessoal está chamando de “Gilmarpalooza”, um dos encontros que Gilmar vai fazer. Dizem que vai ter 3.500 pessoas. Oficialmente tem 135 autoridades que vieram com autorização para se ausentar do país. E a gente pagando diária. Do Tribunal de Contas da União (TCU), que cuida das contas públicas, tem 13 que vão receber diária, e não sei se receberam passagem. Há 13 também do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), e os dois juntos já dá R$ 692 mil de diária que você vai pagar.
Da AGU virão 22 servidores para assistir aqui. De Tocantins, oito. Hoje eu vi um deputado lá no restaurante onde eu estava almoçando. Ele subiu, foi lá para o terraço, e depois a gente viu que no terraço tinha uma bela piscina com belas moças tomando banho de biquíni. Não entendi.
Flávio Dino palestraria sobre “Constitucionalismo Transformador”
Entre os ministros do Supremo não virá mais o Flávio Dino porque ele caiu em casa, teve um uma fratura e um rompimento de ligamento. O tema que ele levaria é “Constitucionalismo Transformador”. Se é “transformador”, é um perigo porque nós estamos em decadência. Não está transformando para cima, está transformando para baixo (se é que isso existe). E fala em “constitucionalismo”. Em 1932, quando o ditador Getúlio Vargas não queria Constituição, teve o movimento constitucionalista com constitucionalismo. Mas agora? Que estranho. Como fazem coisas estranhas no país…
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/precos-de-ingressos-da-copa-do-mundo-transformam-futebol-em-esporte-de-milionarios/
Lula e Trump: quando o medo do presidente dos EUA vira política externa

Para um presidente tão falante, chama atenção o medo, não a estratégia. Medo quase infantil, incontrolável, de Lula (PT) diante de Donald Trump. Relatos de pessoas próximas revelam um presidente que, há poucas semanas, fez de tudo para evitar o encontro na Casa Branca, após o Itamaraty adiar a visita da primeira semana de março. Quando a agenda de 7 de maio virou incontornável, ele impôs veto à imprensa. Não queria testemunhas, tinha medo de ser humilhado por Trump, como o ucraniano Volodimir Zelenski. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Meio sem querer, assumiu o monopólio da informação para confirmar, negar ou inventar, controlando a narrativa sobre fatos do Salão Oval.
Outro medo seria Trump usar o combate ao terror para reproduzir em Brasília o que fez a Maduro, levado pela orelha à prisão em Nova York.
A diplomacia brasileira, que já foi tão elogiada, hoje serve ao presidente que tem mais medo de Trump do que as facções criminosas têm da lei.
Flávio diz que Lula foi ‘lamber a bota’ de Donald Trump

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria ido aos Estados Unidos “lamber a bota” do presidente norte-americano Donald Trump durante encontro realizado neste mês. A declaração foi feita durante um evento do PL no Paraná, onde o senador também criticou a política de segurança do governo federal.
No discurso, Flávio disse que Lula teria feito “lobby” em favor das facções criminosas PCC e Comando Vermelho, enquanto aliados do PL teriam defendido junto ao governo dos EUA a classificação desses grupos como organizações terroristas. O parlamentar voltou a afirmar que a oposição tem atuado de forma mais firme no combate ao crime organizado.
O senador também acusou o presidente de defender a soberania das facções criminosas e insinuou que o petista estaria ligado ou sofrendo pressão desses grupos. As declarações ocorreram após críticas feitas por Lula, que chamou Flávio de “traidor” por buscar apoio de autoridades norte-americanas em temas relacionados ao Brasil.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/flavio-diz-que-lula-foi-lamber-a-bota-de-donald-trump
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