Senado cobra BC sobre empréstimo ligado à cunhada de Hugo Motta

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (19) um requerimento solicitando informações ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre uma operação de empréstimo envolvendo Bianca Medeiros, cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o Banco Master.

O pedido foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e busca confirmar a existência do contrato, além de obter detalhes sobre o valor da operação e a data em que o acordo teria sido firmado.

Os parlamentares também questionam se as garantias apresentadas pela empresária eram compatíveis com o montante concedido e se as condições do empréstimo, como as taxas de juros, seguiram parâmetros compatíveis com a média do mercado financeiro.

Outro ponto abordado no requerimento diz respeito ao eventual pagamento da dívida.

A comissão quer saber se houve quitação total ou parcial do contrato e, em caso de inadimplência, quando ela começou, qual o tamanho do débito e quais medidas estão sendo adotadas pelo liquidante da instituição. Na justificativa do requerimento, o senador afirma ter se baseado em reportagem jornalística segundo a qual Bianca teria confirmado, por meio de assessoria, a celebração da operação de crédito com o Banco Master em 2024.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/senado-cobra-bc-sobre-emprestimo-ligado-a-cunhada-de-hugo-motta

Alckmin é recebido com vaias em evento de prefeitos em Brasília

Vice-presidente Geraldo Alckmin. (Foto: Reprodução/YouTube/TV Portal CNM).

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) enfrentou um clima hostil nesta terça-feira (19), durante a abertura da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

Escalado para representar o presidente Lula (PT) ausente do evento por cumprir agenda em São Paulo, Alckmin subiu ao palco sob uma mistura de aplausos e vaias que ecoaram pelo auditório e até pela transmissão oficial da cerimônia.

O vice-presidente tentou manter o tom institucional enquanto fazia um balanço das ações do Governo Federal para os municípios. Mas bastaram os primeiros minutos na tribuna para o plenário expor o desconforto de parte dos prefeitos presentes.

As manifestações negativas voltaram no encerramento da fala, ainda que em menor intensidade, evidenciando que o ambiente estava longe da cordialidade que o Palácio do Planalto esperava encontrar em um dos principais encontros políticos municipalistas do país. Veja abaixo:

Em um dos trechos mais políticos do discurso, Alckmin afirmou que Lula nunca perguntou “de que partido era” qualquer prefeito antes de liberar recursos e criticou práticas de perseguição política.

“O presidente Lula nunca perguntou para prefeito nenhum de que partido ele era”, declarou. Em seguida, afirmou que governantes não podem agir como “capitães do mato”, perseguindo adversários políticos ou ameaçando prefeitos com “orfandade administrativa”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/alckmin-e-recebido-com-vaias-em-evento-de-prefeitos-em-brasilia

Lula é encurralado na Bahia devido a escândalos do filho Lulinha

Lula e Fabio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha” – Foto: Fábio Campanato/Agência Brasil.

A viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bahia para a entrega de moradias populares foi marcada por constrangimentos e cobranças populares. 

Durante o evento de entrega de chaves de conjuntos habitacionais, o chefe do Executivo Federal foi alvo de protestos vindos da plateia, que cobravam explicações públicas a respeito do suposto envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em esquemas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O clima de tensão expôs o descontentamento de parcelas da população com os recorrentes desdobramentos de investigações que miram a família presidencial. 

Manifestantes presentes ergueram faixas e entoaram palavras de ordem direcionadas a Lula, exigindo transparência sobre as suspeitas de corrupção que envolvem a cúpula do poder e a atuação de Lulinha, cujo nome passou a figurar de forma central no radar de comissões parlamentares e de inquéritos policiais.

O cerne do protesto popular baseia-se nas recentes descobertas e avanços institucionais contra os desvios no INSS. 

Fábio Luís teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados por decisão aprovada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a autarquia previdenciária. 

O colegiado apura indícios de que o filho do presidente teria atuado ou se beneficiado diretamente de uma rede de desvios e vantagens indevidas dentro do órgão federal, gerando forte reação da oposição e da opinião pública.

Além do âmbito do Congresso Nacional, a Polícia Federal conduz uma investigação que apura fraudes estruturadas na Previdência. 

Relatórios e andamentos recentes da corporação apontam que o flanco que envolve Lulinha é um dos mais sensíveis e avançados do inquérito, gerando forte preocupação nos bastidores do Palácio do Planalto. 

O clima de instabilidade aumentou consideravelmente após questionamentos sobre as recentes trocas de delegados federais responsáveis pela condução do caso, levantando suspeitas de interferência política por parte do Ministério da Justiça para blindar os familiares de Lula.

O episódio na Bahia demonstra o desgaste da imagem governista mesmo em redutos tradicionalmente favoráveis ao Partido dos Trabalhadores (PT). 

A tentativa de utilizar palcos institucionais e entregas de programas sociais para autopromoção política acabou ofuscada pela pressão popular e pela exigência de respostas claras sobre a conduta moral e legal dos envolvidos no escândalo do INSS.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/lula-e-encurralado-na-bahia-devido-a-escandalos-do-filho-lulinha

Cresce a crise Flavio/Vorcaro e PL trata de vice

Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – (Foto: Reprodução/DP)

Não era bom o clima na sede do PL na reunião de Flávio Bolsonaro com parlamentares, nesta terça- (19), com a descoberta da visita do senador a Daniel Vorcaro já de tornozeleira. Flávio confirmou a visita. Enquanto isso, o PL acha oportuno discutir quem será vice, após descartar Michelle Bolsonaro substituindo Flavio. O senador veta nomes ligados a Ciro Nogueira, presidente do PP, alvo da quinta fase da operação Compliance Zero, que apura supostas falcatruas do enrolado Banco Master.

Mantenha distância

O Centrão também já não manifesta interesse na vaga de vice de Flávio após vazamento de mensagens de áudio e visitas do senador a Vorcaro.

Só depois

Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas (SP), e MDB devem manter a “neutralidade” no plano nacional. Isso até o resultado da eleição

Nome nordestino

No PL, há ainda a preferência por um nome feminino do partido. A deputada Roberta Roma (BA) já foi sondada para composição.

Cartas na mesa

Roberta é esposa do ex-ministro da Cidadania João Roma. Mas o partido ainda avalia abrir a vaga para o Progressistas.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/cresce-a-crise-flavio-vorcaro-e-pl-trata-de-vice

Galípolo classifica como ‘comuns’ visitas de Vorcaro

Gabriel Galípolo preside o Banco Central do Brasil, desde outubro de 2024. (Foto: Pedro França/Agência Senado).

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu no Senado a atuação da autoridade monetária no caso envolvendo o Banco Master. A audiência na Comissão de Assuntos Econômicos teve como foco as investigações contra Daniel Vorcaro e a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Sobre as mais de 20 visitas de Daniel Vorcaro ao Banco Central durante a gestão anterior, Galípolo afirmou que reuniões frequentes são comuns em instituições sob pressão financeira. Em determinado momento, o clima da audiência ficou tenso durante um embate entre Galípolo e o senador Renan Calheiros (AL). O parlamentar do MDB afirmou que Galípolo teria declarado anteriormente que a operação de venda do Master ao BRB estava correta, afirmação negada pelo presidente do Banco Central.

Renan insistiu e disse possuir um áudio que comprovaria a declaração, mas o material não foi apresentado durante a sessão. Em resposta, Galípolo afirmou que a função do Banco Central é tentar preservar instituições financeiras antes de optar pela liquidação, mas ressaltou que, no caso do Master, “não havia o que proteger”.

O presidente do BC também comentou uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e Daniel Vorcaro. Naquele período, Galípolo já havia sido indicado para comandar o Banco Central, mas ainda não tinha assumido oficialmente o cargo.

Segundo ele, o encontro teve caráter estritamente técnico e tratou da crise enfrentada pelo Banco Master. Galípolo afirmou ainda que não comunicou o então presidente da instituição, Roberto Campos Neto, sobre a reunião por considerar que os diretores do BC têm autonomia para esse tipo de interlocução. À época, Gabriel Galípolo ocupava a Diretoria de Política Monetária do Banco Central.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/galipolo-classifica-como-comuns-visitas-de-daniel-vorcaro

Governo Lula dobra emendas pagas em 2026

Lula (PT) – Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O governo Lula (PT) abriu as comportas das emendas parlamentares e já pagou R$5,4 bilhões aos congressistas, este ano. Há duas semanas, o valor era de ‘apenas’ R$2,7 bilhões, metade do total atual. Emendas parlamentares individuais representam R$4,1 bilhões, enquanto as emendas de bancada custaram R$1,2 bilhão aos pagadores de impostos. As informações são da Transparência do Tesouro Nacional. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

Maio é o mês com o maior número de emendas pagas pelo governo Lula, em 2026, aponta o Tesouro Nacional: R$2,6 bilhões.

Já o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União revela que já foram pagas R$11,34 bilhões em emendas parlamentares, este ano.

O Portal da Transparência também aponta que o governo reservou R$28,3 bilhões para pagar emendas, em 2026.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/governo-lula-dobra-emendas-pagas-em-2026

Renan Ramalho

Saem Moraes e Cármen, entram Kassio e Mendonça: o TSE fará eleições livres?

Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ao tomarem posse como presidente e vice do TSE, em 12 de maio (Foto: Luiz Roberto/TSE)

Em 2022, ministros do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitiram que petistas xingassem Jair Bolsonaro de genocida e fascista, mas puniram bolsonaristas que chamaram Lula de corrupto e ladrão. Bolsonaro foi proibido de fazer propaganda com imagens do comício que lotou a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no 7 de Setembro, e não pôde usar a residência oficial para fazer suas lives na campanha.

Um documentário sobre o atentado contra sua vida sofreu censura prévia no TSE, que também o multou por falar que o governo Lula favoreceria o aborto e banheiros unissex. Para que nunca mais disputasse a Presidência, Jair foi declarado inelegível em 2023 pela Corte Eleitoral e, dois anos depois, condenado a 27 anos de prisão pelo STF.

Com Lula empossado na Presidência, o ministro Luís Roberto Barroso bradou que enfrentou e derrotou o bolsonarismo. Pouco tempo depois, Gilmar Mendes celebrou que “se hoje nós temos a eleição do presidente Lula, isso se deveu a uma decisão do Supremo Tribunal Federal”, pois “a política deixou de ser criminalizada”.

Passaram-se quatro anos. Bolsonaro e centenas de seus apoiadores foram presos e silenciados, e, no entanto, a imagem e a credibilidade do STF só pioraram. Para recuperar a confiança, Cármen Lúcia criou um Zé Gotinha de urna eletrônica para o TSE, na esperança de vacinar o eleitor infantil contra as contagiosas “fake news”.

Mas eis que novos atores políticos surgiram para se insurgir contra a politização da Corte. Um senador da República, que tem o dever constitucional de fiscalizar a conduta dos ministros do STF, está para ser cassado por pedir indiciamento de três deles numa CPI. Um ex-governador foi denunciado criminalmente por satirizá-los. Ao contrário de aliados e protegidos de Lula – a quem, aliás, se opõem –, ambos correm sério risco.

Se Romeu Zema for rifado da disputa presidencial por causa de fantoches, Lula terá um adversário a menos na eleição de outubro. Conseguirá desidratar Flávio Bolsonaro por causa do áudio em que pede dinheiro para Daniel Vorcaro? E o STF, que até então estava no centro do caso Master, vai escapar do escândalo jogando-o no colo do principal rival de Lula? Se Vorcaro delatar à la Mauro Cid, a Polícia Federal de Andrei Rodrigues fecha o acordo?

Para sorte ou azar de Flávio, o caso está sob condução de André Mendonça. Uns dirão que ele não vai perseguir o filho de quem o tornou ministro; outros podem considerar que, pelo rigor adotado até agora nas investigações, não vai poupar ninguém, inclusive o 01, se aparecerem suspeitas sérias sobre origem e destino do dinheiro “investido” no tal filme criado para enaltecer a biografia de Jair Bolsonaro.

Tudo pode se complicar se a obra, a ser lançada em plena campanha, não passar de propaganda eleitoral para alavancar Flávio. O TSE já foi acionado por petistas para investigar não apenas isso, mas sobretudo a participação de Flávio na captação de milhões de dólares, e a transferência por Vorcaro a partir de uma empresa brasileira a um fundo americano – transação que entrou na mira da PF.

Novamente, para sorte ou azar de Flávio, quem comanda o TSE neste ano é Kassio Nunes Marques. Uns dirão que ele não é (e está longe de ser) Alexandre de Moraes; outros, contudo, que ele só se tornou ministro pelas mãos de Bolsonaro porque era o preferido do Centrão, o grupo político que domina, de facto, a política brasileira e se move entre a direita e a esquerda conforme lhe convém, inclusive nas eleições.

Por tudo isso, o melhor seria que STF e TSE aprendessem com os erros de 2022, e que levaram o Brasil à atual situação. Que nesta eleição, os ministros julguem com vendas nos olhos, sem olhar que lado político ganha ou perde com suas decisões. Que mantenham a balança equilibrada, sem escolher esse ou aquele fato para pesar somente num dos lados. E que não ponham sua pesada espada sobre a cabeça de nenhum candidato.

Em suma, que nenhum presidenciável precise de sorte ou tema o azar nos dois tribunais e que, caso inocentes, sejam julgados tão somente pelo eleitor.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/renan-ramalho/saem-moraes-e-carmen-entram-kassio-e-mendonca-o-tse-fara-eleicoes-livres/

Vídeo: Renan Calheiros e Galípolo batem boca durante sessão no Senado. “Servidores foram expostos e caluniados”

Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, nesta terça-feira (19), o presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), bateu boca com o convidado sobre a atuação do órgão monetário no caso Master.

Segundo o senador, em abril de 2025, o BC teria formalizado um ofício ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) solicitando um socorro de R$ 11 bilhões para evitar a quebra do Banco Master, alertando para o risco de uma crise sistêmica. O parlamentar alegou que o FGC negou o montante total, mas liberou R$ 5 bilhões a pedido da autarquia.

Galípolo negou as informações veementemente. “O Banco Central está respondendo ao Tribunal de contas uma acusação por não ter autorizado”, disse o executivo. Ou seja, o contrário da informação trazida pelo parlamentar. O presidente do órgão disse que os servidores do BC foram, inclusive, “expostos e caluniados” nas ruas de Brasília. Argumentou que houve inclusive tentativas de demitir o presidente do BC e seus diretores.

Na sequência do embate, Calheiros subiu o tom ao reafirmar que o Banco Central teria agido ativamente para salvar a instituição financeira. Galípolo respondeu:

“Só se a pessoa não tiver TV a cabo ou internet vai acreditar que o Banco Central Trabalhou para vender para o BRB. E gostaria de agradecer à imprensa, porque se não fosse o jornalismo profissional eu não estaria mais sentado nesta cadeira”.

Ele ainda argumentou que a autarquia sequer tem autorização legal para comentar publicamente casos particulares de fiscalização.

Renan Calheiros e Galípolo debatem retaliação do Centrão

Na sequencia ambos comentaram a entrada de uma proposta na Câmara dos Deputados que teria sidio articulada pelo “Centrão” para permitir a exoneração do presidente e dos diretores da autoridade monetária pelo Legislativo.

Renan Calheiros disse que Galípolo não veio a público denunciar a manobra política à época. “Nós não tivemos reação pública de Vossa Excelência. A reação pública era pedagógica para a gente delimitar o limite da independência do Banco Central”, criticou o emedebista, sugerindo que a falta de um posicionamento incisivo enfraquece a autonomia institucional frente a pressões políticas.

Em resposta, Galípolo disse que se manifestou. E defendeu que a verdadeira independência do BC se materializa em decisões técnicas, e não em discursos políticos midiáticos.

“O Banco Central não tem que ir para a televisão gravar um Instagram ou um TikTok. O Banco Central não é palanque. Toma a decisão correta, independente de quem está jogando pedra e fazendo barulho”, rebateu Galípolo, acrescentando que “quem está sentado na minha cadeira não pode pensar no que vão dizer nas redes sociais”.

Renan aproveitou para cquestionar se o Banco Central não deveria ter reagido à pressão. De pronto, Galípolo respondeu: “Exato, o Banco Central não tem que reagir à pressão”, justamente por conta da independência do órgão. “É muito importante que o Banco Central não seja arrastado para esse tipo de debate”, completou.

A estratégia do FGC

Galípolo também aproveitou para defender a atuação do FGC no episódio, classificando-a como “correta e fundamental”. Ele explicou que não houve socorro a pedido do BC, mas uma estratégia do próprio Fundo.

Diante da possibilidade de liquidação iminente, o FGC optou por antecipar o pagamento de garantias que já venceriam naturalmente, o que ajudou a estancar a crise enquanto o BC avaliava cenários de venda parcial ou total da instituição.

Comparando a derrocada do Banco Master a crises históricas do sistema financeiro nacional, como a do banco Bamerindus, por exemplo, Galípolo destacou que as instituições do passado eram sistemicamente muito maiores. O caso Master, por outro lado, se mostrou complexo pelo “destino dado ao dinheiro e pelos envolvidos”.

“Eu não estou sendo acusado disso porque não consegui encontrar um banco bom para fazer essa segregação. Mas, se tivesse, era obrigação do meu mandato fazer”, explicou. “Esse é o papel do Banco Central: tomar a decisão técnica independente da pressão. Não ceder à pressão”, concluiu o executivo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/renan-calheiros-e-galipolo-batem-boca-durante-sessao-no-senado-servidores-foram-expostos-e-caluniados/

O Brasil das crises não pode matar o Brasil dos sonhos

Em meio a tantos escândalos, que se avolumam e quase não nos deixam respirar, é fácil perder de vista o país que desejamos para nós e para as futuras gerações. Neste vídeo, o presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, diz que não podemos simplesmente nos contentar com o “mal menor” na política, mas trabalhar por três grandes objetivos: um Brasil rico, um Brasil decente e um Brasil seguro. Descubra o que isso significa e como você pode ajudar a construir esse país.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/brasil-rico-brasil-decente-brasil-seguro/

Uma reeleição de R$ 140 bilhões

O presidente Lula no lançamento de uma linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, nesta terça-feira. (Foto: ChatGPT sobre foto de Ricardo Stuckert/Presidência da República)

“Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”, disse em 2013 a então presidente Dilma Rousseff. Ela sabia do que falava, pois para se reeleger em 2014 fez o Banco Central (que à época não tinha a autonomia que tem hoje) segurar os juros e a Petrobras represar o preço dos combustíveis para não acelerar a inflação. Venceu, e logo na sequência o Brasil viveu a maior crise econômica de sua história, que nem a pandemia de Covid-19 conseguiu igualar. Pois Lula, que patina nas pesquisas de intenção de voto, caminha para repetir o roteiro de seu “poste”, gastando o que há tempos não tem em medidas eleitoreiras que já somam R$ 140 bilhões, segundo levantamento do banco BTG Pactual divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Várias das medidas têm consequências fiscais diretas, seja em custo direto para o governo – como os subsídios para o gás e a energia elétrica; o recente subsídio à gasolina não entrou na conta do BTG –, seja em dinheiro que a União deixará de arrecadar, no caso da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, a medida mais “cara” do pacote, com renúncia de R$ 31 bilhões, ainda que parcialmente compensada pelo aumento em outros impostos (o fim da “taxa das blusinhas”, assinado na semana passada, também não está no levantamento). Muitas outras, no entanto, têm o chamado “caráter parafiscal”, ou seja, sem resultado direto no Orçamento da União, mas que nem por isso podem ser consideradas inofensivas.

Por trás dos programas eleitoreiros está um velho princípio do terraplanismo econômico lulopetista: o consumo desenfreado como forma de manter a economia aquecida

Por trás de programas como o “Desenrola 2.0”, as facilidades para o consignado ou os programas de crédito para a aquisição de caminhões está um velho princípio do terraplanismo econômico lulopetista: o consumo desenfreado como forma de manter a economia aquecida e garantir números melhores para o PIB no fim do ano. Na reunião ministerial de dezembro do ano passado, Lula deixou isso muito claro: “não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema”. No entanto, como o “dinheiro na mão do povo” não está se refletindo em melhoria nas intenções de voto, a solução é seguir aumentando a dose até se observar algum resultado.

Lula pode até desprezar a macroeconomia, mas ela não perdoa: quando há estímulo ao consumo, com mais dinheiro em circulação e sem aumento correspondente na produtividade, o resultado é pressão inflacionária. O IPCA acumulado dos últimos 12 meses voltou a subir e está em 4,39%, muito perto do limite máximo de tolerância do regime de metas de inflação, que é de 4,5% para uma meta de 3%. No Boletim Focus desta segunda-feira, a expectativa para o IPCA cheio de 2026 é de 4,92%. Isso atrapalha muito – se não impedir de vez – qualquer processo de afrouxamento monetário que o Banco Central pretenda realizar, baixando a Selic. Os comunicados e atas do Copom reconhecem que a guerra no Oriente Médio tem sua parcela de culpa no repique inflacionário, mas não ignoram a irresponsabilidade fiscal do governo Lula.

A dívida pública, como proporção do PIB, disparou nos quatro anos deste terceiro mandato de Lula, o que também deixará sua marca em forma de pressão sobre os juros; este ano deve registrar novo déficit primário, mesmo com todas as acrobacias contábeis que retiram gastos do cálculo da meta fiscal. A essa altura, só uma guinada muito radical na política fiscal pode evitar uma crise nos moldes da de 2015-16, ainda que ela não venha de imediato, como veio no caso de Dilma Rousseff. Se a oposição vencer em outubro, terá o ônus de implantar medidas impopulares para consertar o estrago feito pelo petismo; mas, se Lula for reeleito, não terá “herança maldita” alheia nenhuma para culpar quando a bomba que armou explodir no próprio colo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/reeleicao-medidas-lula-140-bilhoes/

Alexandre Garcia

Perseguição às famílias que ensinam filhos em casa precisa acabar

Famílias que fazem homeschooling têm sido alvo de decisões judiciais que determinam multa e até prisão. (Foto: Imagem criada utilizando ChatGPT/Gazeta do Povo)

Começo hoje com o tema mais importante de um país: ensino educação. Famílias que optaram por unir educação e ensino em casa estão sendo punidas, multadas e condenadas. É inacreditável isso; como se sabe, a educação se dá em casa, com a família; é a formação do caráter das novas gerações, os princípios, a ética, a moralidade, os valores, a cultura e os valores culturais. Na escola, aprendem-se as letras, as ciências, a história, a geografia e as artes. Mas os pais – e “pais” significa pai e mãe, já que hoje temos de explicar coisas óbvias que minha geração aprendia no segundo ano do primário – que decidem oferecer tudo isso em casa estão sendo perseguidos.

Depois que um casal em Jales foi condenado por educar e ensinar suas filhas em casa, agora um casal em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, está com uma multa de R$ 1,4 milhão e não resistiu: resolveu matricular as duas crianças, que estavam recebendo uma educação muito melhor em casa. A reportagem da Gazeta do Povo mostra que, em casa, elas estavam aprendendo Português, Matemática, Ciências, Educação Física, culinária, corte e costura, Inglês, música e canto coral. Isso começou na pandemia, quando as escolas fecharam – todo mundo sabia que as crianças estavam praticamente imunes àquele vírus, mas fecharam as escolas mesmo assim; esse é um país idiota, não é possível. Então, os pais passaram a lecionar em casa, pegaram os currículos e os livros de uma escola cristã para ensinar, com grande resultado. Agora, vão fazer o quê? Vão matricular na escola pública e continuarão ensinando em casa.

Os filhos desse casal vão brilhar nos vestibulares e na vida, certamente. Conheço um outro casal, cujos filhos são educados e ensinados em casa. São crianças brilhantes, principalmente em relação à formação. Dizem que não há sociabilidade, mas há, sim: elas frequentam a igreja, frequentam o parquinho, a praça, convivem com outras crianças, vão a festas de aniversário. Integração não acontece apenas na escola, até porque em certas escolas há muita droga e muita violência.

Nos Estados Unidos, na França, na África do Sul, no México, na Austrália, em Portugal, no Reino Unido e no Canadá, o ensino domiciliar é absolutamente normal; só não é normal no Brasil. Existe um projeto de lei que já passou na Câmara dos Deputados e está no Senado agora; é preciso fazer com que ele seja aprovado também no Senado.

STF rasga a lei e a Constituição, mas pede “serenidade” ao brasileiro irritado

O ministro Flávio Dino disse que uma funcionária de uma companhia aérea comentou com um policial que tinha vontade de xingá-lo e matá-lo. Ele recebeu essa informação não de segunda, mas de quarta ou quinta mão: o policial contou para o chefe dele, o chefe quis agradar e repassou para outro chefe, o chefe do chefe do chefe acabou levando o relato para o ministro Dino. O Supremo emitiu nota, dizendo que é preciso paz social e pedindo “serenidade” à população. Parece que estão pedindo serenidade a um rebanho de ovelhas quando o lobo aparece. As pessoas estão reagindo ao desrespeito à lei, à Constituição, ao Estado Democrático de Direito e ao devido processo legal. O Supremo pedir serenidade é como dizer “vocês estão indo para o matadouro, mas ninguém pode berrar”.

O Supremo precisa ter humildade, olhar para dentro e perceber que é uma das causas de toda essa perturbação no país. Só não é a maior porque a causa está nos três poderes, e também no poder do eleitor, pois a maior parte dos envolvidos foi colocada lá pelo eleitor, que transmitiu seu poder de cidadão para essa pessoa. Outros não receberam voto, mas receberam o aval e a aprovação do Senado para posições de autoridade – ministro do Supremo, por exemplo. E pensar que tanta gente, nos três poderes, ainda recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro…

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/perseguicao-familias-homeschooling-jales-araucaria/

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