Lula deixa exportadores brasileiros de lado para apoiar Maduro

Alexandre Garcia
Alexandre Garcia comenta sobre o apoio de Lula a Maduro, a investigação contra a JBS e o protesto de um acusado pelo 8/1 no Gilmarpalooza. (Foto: EFE/André Coelho)

Lula saiu da COP 30 e foi para a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Santa Marta, na Colômbia. De um lado e de outro eventos esvaziados. Tinham poucos presidentes da República na Celac. Os presidentes do Uruguai e do Chile não foram. O do Paraguai também não, porque participou da posse do presidente da Bolívia.

A presidente mexicana, que é de esquerda, tampouco esteve presente. Foi uma reunião para defender o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Lula se queixou da ação americana no Caribe, dizendo se tratar de uma intervenção militar. A operação é, na verdade, para evitar que a droga chegue nos Estados Unidos. O que acontece com isso?

Lula briga com os Estados e os pobres dos exportadores brasileiros, como disse o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, vão ficar meses na espera por uma resolução para o tarifaço. Parece que Lula não se importa muito. Ele quer fazer política, estar no palanque.

E deve estar no palanque errado, porque defende — de novo, ele é coerente — a droga. Se os Estados Unidos combatem a droga, Lula defende, como defendeu ao chamar a megaoperação da polícia do Rio de Janeiro de “desastrada” e de “matança”. A maciça maioria da população, 87% dos moradores do morro, aprovaram a ação.

Enquanto isso, cada vez mais se restringe a exportação brasileira. No primeiro mês com tarifas em vigor, que foram só 15 dias de agosto, a queda foi de 18%. No segundo mês, em setembro, a redução foi de 20%. Agora, a queda nas exportações é de 38%. É uma perda muito grande e significa que impacta empregos e empresas brasileiras que vivem de exportar para os Estados Unidos.

Amigos de Lula no alvo do Departamento de Justiça dos EUA

Já os amiguinhos de Lula, o pessoal da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, estão sendo investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Quatro grandes frigoríficos são acusados de cartel, uma vez que o rancheiro americano, criador de gado, está ganhando menos pela carne vermelha enquanto o preço sobe no supermercado.

Os irmão Batista são apoiadores de Lula, inclusive, foram até ele e disseram que poderiam levar recados ao presidente americano. Trump cumprimentou, mas pediu para o Departamento de Estado verificar.

Juiz não tem que se meter na política

Um juiz de Brasília mandou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) remover uma publicação do X, na qual afirmava que PT significa “Partido dos Traficantes”. O artigo 53, da Constituição, estabelece que deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

O juiz da Vara Cível não é constituinte, mas disse que a inviolabilidade só vale no âmbito da Câmara dos Deputados. Não é o que está escrito na Constituição. A inviolabilidade é absoluta, no universo. Urbi et orbi.

O editorial do Estadão, deste domingo (9), destaca que um juiz não tem que se meter na luta política: “Democracia implica confronto de discursos, ainda que sejam ásperos, exagerados, injustos ou mesmo mentirosos. A Justiça não tem o papel de policiar o discurso de deputados eleitos pelo voto popular, muito menos de higienizar o debate público”.

Gilmarpalooza: Refugiado interrompe evento de Gilmar Mendes na Argentina

Um refugiado brasileiro interrompeu um evento de Gilmar Mendes, em Buenos Aires, para dizer que está sendo acusado injustamente por Alexandre de Moraes. O homem será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre os dias 14 e 25 de novembro pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ele é acusado por suposto uso de substância inflamável; deterioração de patrimônio tombado; dano qualificado pela violência e grave ameaça; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado. Durante o protesto, o homem relatou que não entrou em prédios públicos e que está sendo acusado sem provas, assim como outros. O auditório ouviu em silêncio.

Quando a equipe de segurança se aproximou, ele disse que não faria mal a ninguém e que só queria dizer que está longe dos filhos há três anos por causa dessa perseguição. O homem saiu do evento e foi embora. Gilmar não respondeu, passou a palavra para a pessoa seguinte, que era o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

O evento é promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), instituição fundada pelo ministro. O evento não foi nos Estados Unidos, porque Gilmar já não tem mais o visto. Agora, ele vai correr o risco de ter pessoas que fugiram para Portugal, Espanha, Estados Unidos, protesto em seus eventos.

No dia 8 de janeiro de 2023, elas fizeram uma manifestação que é permitida pela Constituição, não estavam armadas. Os que praticaram dano ao patrimônio público têm que pagar, mas devem ser identificados e tem que haver prova de que eles fizeram o dano.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lula-deixa-exportadores-brasileiros-de-lado-para-apoiar-maduro/

Adolfo Sachsida

Lula e os liberais: por que eles votarão em Lula de novo?

Com base no histórico das últimas eleições, é fácil deduzir para onde vão os liberais em 2026. (Foto: Imagem criada com Perplexity IA/Gazeta do Povo)

As eleições de 2022 foram decididas por uma margem mínima de votos. Nesse cenário, é inegável que os liberais brasileiros tiveram papel decisivo na vitória de Lula. Assim, qualquer estratégia da direita para 2026 precisa compreender como reverter esse apoio e convencer os liberais de que a alternativa conservadora é a melhor opção para o país.

Para isso, é essencial entender que o grupo liberal está longe de ser homogêneo. Economistas, por exemplo, tendem a ser liberais na economia e, não raro, estendem seu arcabouço técnico para o campo moral e político. Costumam enxergar o mundo sob a ótica da maximização de lucro ou de utilidade — e, por esse prisma, restrições impostas por visões conservadoras dificilmente penetram em seu horizonte intelectual. Assim, acabam frequentemente apoiando candidatos progressistas que, embora defendam políticas econômicas ruins, promovem maior liberalização nos costumes.

Esse comportamento não é novidade. Na Revolução Russa, os liberais preferiram se aliar aos bolcheviques — o segmento mais radical da esquerda — contra os conservadores que pediam moderação. O mesmo padrão se repetiu em outras revoluções, como a Francesa: liberais sempre se aproximaram mais dos radicais de esquerda do que dos conservadores. As causas disso são complexas e merecem um estudo próprio. O fato concreto, porém, é simples: os liberais apoiaram Lula em 2022 e, salvo surpresa, apoiarão novamente em 2026.

Alguém pode objetar dizendo que os liberais votaram em Bolsonaro contra Haddad em 2018. Infelizmente, essa leitura está equivocada. Naquele pleito, a maioria dos liberais brasileiros apoiou Haddad ou buscou refúgio em uma “terceira via” — e, curiosamente, muitos apontaram Ciro Gomes como o candidato mais moderado. Falo com conhecimento de causa: em 2018, eu integrava um grupo que reunia boa parte da elite dos economistas brasileiros, e ali eu estava entre a minoria que defendia abertamente Jair Bolsonaro.

Costumam enxergar o mundo sob a ótica da maximização de lucro ou de utilidade — e, por esse prisma, restrições impostas por visões conservadoras dificilmente penetram em seu horizonte intelectual

Se a direita pretende voltar ao poder em 2026, é preciso aceitar um fato simples: a maioria dos liberais não estará conosco. O caminho da vitória está em reafirmar nossa base conservadora — com uma postura firme no combate ao crime organizado, na defesa da vida, da propriedade e da liberdade. A isso deve somar-se um discurso econômico liberal: responsabilidade fiscal, limitação do tamanho do Estado, redução de impostos e burocracia, e reformas que ampliem o poder de escolha das famílias e aumentem a produtividade do país. Essa é a combinação que pode garantir uma base sólida e consistente de apoio.

E, se ainda restarem dúvidas sobre o comportamento liberal, deixo uma reflexão. Em 2022, muitos de meus colegas economistas diziam que não votariam em Bolsonaro porque ele “não privatizou tudo” e “não respeitou integralmente o teto de gastos”. Eu lhes respondia:

— Deixa eu ver se entendi: você não irá votar em Bolsonaro porque ele não privatizou tudo e nem conseguiu manter o teto de gastos em 100% do tempo, mas irá votar em um candidato que promete não privatizar nada e que irá acabar com o teto de gastos. É isso mesmo?

Diante dessa pergunta, o silêncio era a resposta — e, no fim, votaram e fizeram campanha por Lula. O motivo formal variou: em 2022, foi “pela democracia”; em 2026, talvez seja “pela soberania”. Pouco importa o rótulo. O fato é que eles voltarão a votar em Lula.

Para vencer, a direita deve mirar onde há terreno fértil: defender o conservadorismo britânico, que une valores judaico-cristãos na esfera moral e liberdade de mercado na econômica. Fora disso, é perda de tempo — e de apoio.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/adolfo-sachsida/lula-e-os-liberais-por-que-eles-votarao-em-lula-de-novo/

Roberto Motta

A falácia do “trabalhador do tráfico”

Policiais do Rio de Janeiro levam suspeitos presos em operação contra o Comando Vermelho em 28 de outubro. (Foto: EFE/Antonio Lacerda)

Há uma semana, o ministro da Fazenda declarou a um jornal que “a cabeça do crime organizado está na praia de Miami e não na Penha”. É provável que a declaração faça parte do esforço do governo federal para desmerecer a operação policial do dia 28 de novembro, no Rio de Janeiro. Essa declaração se parece com outras que escuto com frequência. “Não adianta prender o traficante pé-de-chinelo que está na favela portando um fuzil”, dizem alguns críticos. “Tem que ir atrás dos grandes traficantes, que não moram na favela, moram na Vieira Souto”. Esse tipo de argumento é, muitas vezes, aceito como correto e como uma demonstração da inutilidade do combate ao tráfico. Mas quando o examinamos com cuidado ele se desmancha.

Primeiro, é evidente que os criminosos que comandam as organizações – os chefões – são muito mais difíceis de ser capturados. O dinheiro do narcotráfico dá a esses criminosos acesso aos melhores advogados, que usam mecanismos jurídicos sofisticados para defender seus clientes. O dinheiro também corrompe agentes nas instituições do Estado. Muitos líderes de organizações criminosas saem pela porta da frente da cadeia, soltos por medidas judiciais inexplicáveis.

Não se pode esperar por condições perfeitas para combater o crime. Essas condições nunca existirão. O combate precisa ser feito agora, dentro das restrições e com todas as dificuldades

Isso é motivo para desistir de combater o tráfico? Absolutamente não. Estamos diante de um argumento falacioso que tenta nos convencer de que ou a polícia e a Justiça conseguem investigar, prender, julgar e condenar todos os envolvidos, ou então ninguém pode ser preso e nada pode ser feito.

Mas, na vida real, as operações são sempre incompletas, porque o combate ao crime é uma luta assimétrica, na qual os criminosos desfrutam de muitas vantagens e da possibilidade de violar a lei. Não se pode esperar por condições perfeitas para combater o crime. Essas condições nunca existirão. O combate precisa ser feito agora, dentro das restrições e com todas as dificuldades.

Existe outro erro lógico e moral em um argumento que minimiza o papel do “pequeno traficante”: se não houvesse alguém disposto a segurar um fuzil para defender uma boca de fumo, não haveria tráfico. O traficante da favela não é um pobre coitado que, ingenuamente, foi envolvido no crime. O “trabalhador do tráfico” fez a escolha consciente de participar de uma facção. Sem o “vapor”, sem o olheiro e sem o soldado armado de fuzil, o tráfico de drogas não existiria.

Crime é escolha – uma escolha que, multiplicada por milhares de decisões individuais, determina se vamos viver em um país decente ou em um inferno de sangue, corrupção e violência. Como vivemos agora.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/roberto-motta/falacia-do-trabalhador-do-trafico/

Em meio à COP 30, Trump ironiza ambientalistas e diz que obra em Belém virou “grande escândalo”

Donald Trump confirmou que os Estados Unidos não enviarão representantes de alto escalão à conferência do clima de Belém (Foto: Daniel Torok/ White House)

Ausente da Conferência do Clima (COP 30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou neste domingo (9) a construção da Avenida da Liberdade, em Belém (PA), uma obra de 13 quilômetros que corta áreas de floresta e comunidades locais. Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou o projeto como um “grande escândalo” e acusou o governo brasileiro de devastar a Amazônia para fins políticos.

“Eles devastaram completamente a Floresta Amazônica no Brasil para construir uma rodovia de quatro faixas para ambientalistas circularem. Virou um grande escândalo!”, escreveu o presidente norte-americano.

No post, Trump citou uma reportagem da Fox News que afirma que 100 mil árvores foram derrubadas para a construção da estrada. O presidente, que retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris durante seu primeiro mandato, é a ausência mais notável na conferência climática mundial que acontece nesta semana em Belém.

Anunciado em 2020, o projeto da Avenida da Liberdade ganhou ritmo após a confirmação de Belém como sede da COP 30, conferência do clima da ONU. A estrada, que liga diferentes zonas da capital paraense, tem sido alvo de críticas de ambientalistas e organizações civis desde o início das obras.

Em março, a BBC noticiou que a rodovia ameaça ecossistemas locais e comunidades tradicionais. O governo do Pará respondeu, à época, que as comunidades estão sendo “beneficiadas com infraestrutura e serviços” e que o objetivo da obra é melhorar a mobilidade urbana, especialmente durante o evento internacional.

Críticas dos EUA à COP 30

As declarações de Trump vieram um dia depois de o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, classificar a COP 30 como uma conferência “prejudicial e equivocada”. Em entrevista à Associated Press, Wright afirmou que o evento “é essencialmente uma farsa” e “não é uma organização honesta buscando melhorar a vida humana”.

“Posso até comparecer à próxima edição, apenas para levar um pouco de bom senso”, ironizou o secretário.

A Casa Branca confirmou que os Estados Unidos não enviarão representantes de alto escalão à conferência, justificando a decisão com argumentos econômicos. Segundo comunicado oficial, o presidente “não colocará em risco a segurança econômica e nacional do país para perseguir metas climáticas vagas”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/em-meio-a-cop-30-trump-critica-obra-em-belem-e-chama-estrada-de-grande-escandalo/

Flop-30? Falhas na COP de Belém viram munição para oposição

A COP 30 acontece no Parque da Cidade, área onde funcionava o antigo aeroporto de Belém (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O evento que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planejou como vitrine internacional da liderança ambiental brasileira tem se transformado em um foco de constrangimento político e críticas generalizadas. Nos últimos dias, problemas como apagões, falta de água, preços abusivos e problemas de infraestrutura serviram de munição para a oposição, que batizou o encontro da Conferência do Clima (COP 30), realizada em Belém, de “Flop-30”.

Nas redes sociais, parlamentares do PL e de outros partidos oposicionistas passaram a ironizar o evento, que, segundo eles, escancara o abismo entre o discurso de sustentabilidade e a prática do governo. “Enquanto vendem o discurso de sustentabilidade, a realidade em Belém é de desorganização e desperdício de dinheiro público. Mais um exemplo de como o desgoverno prefere o palco ao resultado”, afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC).

Os problemas estruturais registrados nos primeiros dias da conferência — que incluem falta d’água em alojamentos, quedas de energia e valores abusivos cobrados por alimentos — se somam a denúncias de superfaturamento e contratações sem licitação.

Parlamentares da oposição, liderados pelo deputado Luciano Zucco (PL-RS), protocolaram representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo investigação sobre um contrato bilionário firmado com um organismo internacional para organizar a conferência. Segundo o grupo, a medida teria sido usada para burlar a legislação brasileira e escapar de mecanismos de controle público.

“É o retrato da incoerência de um governo que fala em sustentabilidade e responsabilidade, mas pratica desperdício e desorganização”, disse Zucco, líder da oposição na Câmara.

A COP 30 acontece no Parque da Cidade, área onde funcionava o antigo aeroporto de Belém. Toda a estrutura é temporária e foi montada às pressas para receber chefes de Estado, autoridades e representantes da sociedade civil.

Críticas aos preços da COP 30 aumentam e ministro de Lula ironiza

Os relatos de falta d’água e dificuldades logísticas ganharam grande repercussão nas redes sociais, somando-se a críticas aos preços elevados cobrados nos quiosques da COP30. Após as reclamações, um dos pontos de alimentação do evento reduziu os valores nesta sexta-feira (7): refeições que custavam R$ 60 passaram a ser vendidas por R$ 45, com direito a café ou chá de cortesia.

Mesmo com o desconto, os valores continuam considerados altos pelos participantes. Um pão de queijo custa R$ 30, o mesmo preço de coxinhas, empadas e esfihas. As bebidas quentes, como café e chá, também partem de R$ 30, e uma garrafa de água mineral de 250 ml é vendida por R$ 25 — embora o item esteja sendo distribuído gratuitamente em latas para jornalistas credenciados.

Enquanto a oposição acusa o governo de “desorganização e desperdício de dinheiro público”, o ministro do Turismo, Celso Sabino, reagiu com ironia às reclamações, afirmando que as queixas refletem uma “síndrome de vira-lata”. “Ainda bem que o problema está sendo o preço da coxinha. Está tudo funcionando, com muita infraestrutura, hospitalidade e comida farta”, disse Sabino, destacando que há refeições completas por R$ 40 em restaurantes próximos ao Parque da Cidade, onde o evento é realizado.

O ministro também comparou os valores cobrados na COP30 aos de outras conferências internacionais. “Na COP anterior, em Baku, paguei 10 dólares em uma lata de refrigerante zero. É natural que em grandes eventos haja um caso ou outro de comida mais cara. É a lei da oferta e da procura”, disse.

Em tom mais crítico, Sabino sugeriu que parte das críticas tem viés preconceituoso contra a cidade-sede da conferência. “Aqui em Belém, sempre tem gente para criticar. Isso é uma espécie de síndrome de vira-lata, mas graças a Deus estamos superando isso. O brasileiro está passando a amar o seu país e a defendê-lo cada vez mais”, completou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/flop-30-falhas-na-cop-de-belem-viram-municao-para-oposicao/

Era lorota: 80% dos que ganham até R$5 mil já não pagam IR, dizem especialistas

O governo Lula (PT) não divulga o número exato de pessoas que serão de fato beneficiadas pela tão alardeada “isenção do imposto de renda até R$5 mil por mês”. A conta é simples. A projeção do governo é que existem 10 milhões de pessoas na faixa de renda (R$3.001 a R$5.000) a beneficiadas pelo projeto de Lula e cia. Entretanto, o governo petista não revela quantas já têm deduções suficientes para já possuírem a “isenção na prática”. Especialistas como o Dr. Gabriel Vieira, advogado tributarista sócio do Grupo GSV, estimam que isso deve superar os 80% do total.

Para inglês ver

O tributarista Vieira estima que a maior parte dos que ganham até R$5 mil “de forma efetiva não sentirão financeiramente essa alteração”.

Muitas categorias

Deduções incluem contribuição previdenciária, dependentes, despesas médicas, odontológicas, planos de saúde, com instrução, entre outras.

Maioria se encaixa

A taxa real em renda de R$5 mil, sem deduções, é 6,7% (R$335,15), segundo a Receita. Dois dependentes, por exemplo, deduzem R$379,18.

Outro exemplo

Quem ganha R$5 mil/mês e paga pensão alimentícia de R$350 já tem, na prática, a isenção do IR; 100% da pensão é descontada do imposto.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/era-lorota-80-dos-que-ganham-ate-r5-mil-ja-nao-pagam-ir-dizem-especialistas

Deputado português do Chega sugere que Lula é ladrão


André Ventura, líder do partido português Chega. (Foto: Redes sociais).

Uma publicação do deputado português André Ventura, líder do partido de direita Chega, gerou polêmica após o parlamentar sugerir, de forma irônica, que o presidente Lula (PT) seria ladrão.

O comentário surgiu depois que o Palácio do Planalto divulgou nas redes sociais uma foto oficial da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em que Lula aparece ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.

Reagindo à imagem, Ventura escreveu:

“Será que o primeiro-ministro ficou com a carteira?”

A frase, interpretada como uma insinuação de que Lula roubaria, rapidamente viralizou nas redes sociais. Veja abaixo:

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/deputado-portugues-do-chega-sugere-que-lula-e-ladrao

Interferência: Lula deu bronca em Motta contra relatoria de Derrite

Deputado Luciano Zuco (PL-RS) – Foto: Zeca Ribeiro/Câmara.

A mais recente interferência do presidente Lula (PT) em assuntos internos do Legislativo reacendeu críticas sobre os limites entre os poderes.

No sábado (8), o petista ligou pessoalmente para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), para reclamar da escolha do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do Projeto de Lei que cria a chamada Lei Antifacção, proposta enviada pelo próprio governo ao Congresso.

O incômodo do presidente da República, teria se dado porque Derrite é aliado e secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), um dos nomes mais fortes da direita para a disputa presidencial de 2026. O político inclusive, se licenciou do cargo para relatar o projeto que endurece o combate ao crime.

A cobrança direta de Lula é considerada, nos bastidores, uma interferência inaceitável em decisão que cabe exclusivamente à Câmara. A escolha de relatores é prerrogativa do presidente da Casa e deve seguir critérios técnicos e regimentais, não o desejo do Palácio do Planalto.

O líder da Oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), afirmou ao Diário do Poder, neste domingo (9), que o petista quer impor a sua vontade na Câmara. O parlamentar também apontou interferências do Judiciário:

“É um caso gravíssimo de interferência indevida de um Poder sobre outro. O que vimos foi o presidente da República tentando impor sua vontade à Câmara dos Deputados, numa clara afronta à independência entre os Poderes. Infelizmente, esse tipo de atitude virou rotina no Brasil — quando não é o Executivo pressionando, é o Judiciário atuando por meio decisões para reverter derrotas do governo no Legislativo. Isso fere o equilíbrio institucional e desrespeita o voto popular.”

Também ao Diário do Poder, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), afirmou que Lula precisa cuidar do Executivo, ao apontar que o presidente tem feito um mau trabalho:

“Lula não tem que se meter no Legislativo. Ele precisa cuidar do Executivo — o que, aliás, tem feito muito mal. A escolha do presidente Hugo Motta por Derrite foi acertada, demonstrando respeito à independência do Parlamento e à experiência de quem realmente entende de segurança pública”, ponderou o parlamentar.

Apesar da ingerência evidente, Hugo Motta não reagiu. Limitou-se a justificar sua escolha, afirmando a Lula que a relatoria seria conduzida “de forma técnica, sem viés político”, conforme informações do jornal o Globo.

A postura passiva reforçou entre parlamentares a percepção de que o presidente da Câmara é “acovardado”, como vem sendo chamado por parlamentares da oposição.

Deputados federais como Evair de Melo (PP-ES) já haviam afirmado, em entrevista ao podcast Diário do Poder, que o parlamentar age sob algum tipo de pressão ou constrangimento político.

Relembre o posicionamento de Evair durante o podcast abaixo:


A reportagem entrou em contato com o Planalto para comentar o caso e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/lula-liga-para-motta-e-tenta-mandar-na-camara-interferencia-causa-revolta-entre-deputados

‘Tempos sombrios’: para governadores, Lula prega o ódio

Governadores discursaram durante a abertura da 56ª Convenção da Confederação Israelita do Brasil (Conib). (Fotos: Reprodução/Instagram/@ronaldocaiado).


Governadores alinhados à direita aproveitaram o jantar de abertura da 56ª Convenção da Confederação Israelita do Brasil (Conib), realizado no sábado (8) em São Paulo, para criticar a atuação do presidente Lula (PT) à frente do Governo Federal.

Entre os presentes estavam Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Cláudio Castro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (União-GO) e Eduardo Leite (PSD-RS).

O principal alvo das falas foi a decisão do Brasil de deixar a IHRA (Aliança Internacional em Memória do Holocausto), movimento visto como um afastamento do país em relação a Israel. O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, adotou postura mais equilibrada e defendeu a “reconstrução de pontes” entre os dois países.

Tarcísio de Freitas afirmou que o Brasil vive “tempos sombrios” e criticou a saída da IHRA. O governador paulista defendeu a retomada da parceria com Israel, destacando seu papel estratégico “contra o avanço da intolerância e do terrorismo”.

Cláudio Castro, fez um discurso combativo, ligando a violência urbana ao terrorismo. O governador carioca defendeu as operações policiais em comunidades do Rio — criticadas pelo governo Lula — e afirmou que não aceitará “instituições narco-terroristas”.

Castro ainda reagiu a críticas do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP) com ironia, chamando-o de “paspalhão”. O psolista acusou o governador de fazer “demagogia com sangue”.

Ronaldo Caiado, foi o único a citar Lula nominalmente. O governador goiano acusou o governo petista de “pregar o ódio de classe” e ser “conivente com o narcotráfico”. Durante seu discurso, Clara Ant, assessora especial da Presidência e representante do governo no evento, deixou o salão.

Já o gaúcho Eduardo Leite (PSD) adotou tom conciliador. O governador defendeu o diálogo e a convivência democrática, afirmando que “os conflitos fazem parte da vida em sociedade” e que é preciso “construir pontes, mesmo nas diferenças”.

Pedido de equilíbrio

Encerrando os discursos, Claudio Lottenberg, presidente da Conib, pregou serenidade e diálogo. Ele afirmou que “negociar não é ceder, é escolher a vida” e pediu “maturidade e pragmatismo” nas relações do Brasil com Israel.

Lottenberg lembrou ainda que a comunidade judaica brasileira é diversa, com vozes de direita e de esquerda, e que “a defesa da vida deve estar acima das disputas ideológicas”.

Além dos governadores, participaram do evento o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o senador Efraim Filho (União-PB), e os deputados General Pazuello (PL-RJ) e Hugo Leal (PSD-RJ).

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/tempos-sombrios-para-governadores-lula-prega-odio-de-classe

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