
O primeiro confronto direto entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), transmitido na noite deste domingo (19) pela TV Bandeirantes, expôs profundas diferenças entre os candidatos e desfilou fortes trocas de acusações. Levado às urnas no domingo seguinte (25), este embate submeterá ao Brasil, pela segunda vez, à escolha de rumos opostos.
Em três blocos de perguntas formuladas pela emissora e pelos próprios candidatos, Lula e Flávio não deixaram de cobrar um do outro esclarecimentos para questões polêmicas e atribuir mentiras nas respostas. Sem a vantagem do favoritismo, Lula partiu para o ataque, tentando explorar episódios associados a Flávio, que evitou embarcar em armadilhas.
O rival do presidente preferiu expôr logo de cara as fragilidades do governo petista com casos de corrupção, endividamento das famílias, violência urbana em ascensão e ligação com ditaduras. O tom irônico de Flávio com contradições e as cobranças reiteradas de Lula mostraram a disposição dos dois para não deixar o ringue de esquerda contra direita até impor desgastes.
As propostas de plano de governo ficaram em segundo plano no confronto que dominou o programa de elevada audiência. Um Lula tentando desqualificar Flávio como candidato presidencial e um Flávio se postando como arauto de novo tempo, movido por votos da mudança, preencheram o debate. O saldo é de tensões que sobressaem discursos.
Candidatos investem no desgaste do adversário e ampliam polarização
A política de Jair Bolsonro para lidar com a pandemia, o histórico de corrupção de adminstrações petistas e posições em votações no Congresso foram temas abordados no debate. Os candidatos expuseram números e propostas, mas a tônica de suas falas parece ter rendido mais efeito. Lula insistiu em associar Flávio a um entreguismo aos Estados Unidos. Flávio acentuou o fracasso de Lula nas entregas ao longo de 20 anos.
Enquanto Flávio procurou explorar os clamores populares por segurança pública e por melhora do poder de compra não correspondidos pelo atual governo, Lula investiu no retrato preconceituoso de um movimento resumido no termo bolsonarismo. O presidente tentou ainda colar no adversário a imagem de elitista, distante da realidade da maioria da população.
Na entrevista antes do início, Flávio descreveu o tom de sua performance, comparando nomes de equipes e apoiadores. “Governaremos com mais Danis [Daniella Marques, conselheira econômica] e Tarcísios [Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo] e não Haddads [Ferrnando Haddad, ex-ministro da Fazenda] e Dilmas [Dilma Rousseff, ex-presidente]”.
Lula tentou exibir experiência e postura moderada e institucional, apelando pela civilidade e pelo “alto nível” do confronto. O fato é que o presidente chegou ao estúdio sob o impacto da entrevista exibida na noite anterior à CNN da lobista Roberta Luchsinger, implicando o presidente e o filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, em casos de tráfico de influência.
Entrevistas e ensaios para debate, luta pelas ruas e choques de expectativas
As entrevistas na TV Globo serviram de ensaio para o primeiro confronto televisivo dos rivais. Lula adotou tom menos agressivo que no primeiro turno e acenou a pautas da direita, como a redução da maioridade penal. O movimento sugeria tentativa de diminuir resistências além de sua base.
Já Flávio investiu em ataques a Lula e reagiu às acusações que cercam sua candidatura, vindas de adversários e de outras frentes. A postura combinou defesa do próprio histórico e ofensiva contra o governo, antecipando um duelo em que propostas disputam espaço com rejeições pessoais.
Os rivais também buscaram públicos estratégicos e estenderam às ruas a batalha das redes sociais. Mobilizações, carreatas e comícios deram expressão física ao confronto digital. Mais que exibir força, os atos visaram converter engajamento em votos e reduzir a abstenção na reta final.
As promessas de Lula, apoiadas na máquina federal, reforçaram o viés populista de sua reação eleitoral. Flávio, por sua vez, procurou moderar o otimismo diante de novos apoios e das apostas do mercado em sua vitória. Administrar expectativas tornou-se parte da disputa, ainda sem desfecho.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/silvio-ribas/debate-de-flavio-e-lula-escala-a-tensao-da-batalha-entre-continuidade-e-mudanca/
Em debate, Flávio pergunta sobre Lulinha e Lula chama adversário de “malandro carioca”

O primeiro debate entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, na noite deste domingo (18), começou com uma troca de acusações: o candidato do PL mencionou a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ambos são investigador por envolvimento no escândalo do INSS. Por outro lado, o presidente questionou Flávio sobre o financiamento do filme Dark Horse com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do escândalo do Banco Master.
O debate transmitido pela Band foi dividido em três blocos. No primeiro, os mediadores fizeram perguntas que foram respondidas pelos dois candidatos. A jornalista Adriana Araújo abriu o debate com uma pergunta sobre a segurança pública e a redução da maioridade penal. Flávio disse que irá declarar guerra contra o crime organizado e classificar PCC, CV e milícias como terroristas. Não vai ter ninguém passando a mão na cabeça de bandido como acontece no atual governo. […] Quem vai andar com medo nas ruas são eles”, declarou.
Lula iniciou sua fala criticando Flávio Bolsonaro por não ter se manifestado favoravelmente à PEC da Segurança Pública, enviada pelo governo ao Congresso em 2025. O presidente afirmou que sua gestão aprovou a lei antifacções e está combatendo o crime organizado, inclusive com operações contra o “andar de cima”, ou seja, pessoas que atuam nos níveis mais altos dessas organizações. Lula também defendeu a PEC, que, segundo ele, permitirá maior integração entre União, estados e municípios no enfrentamento à criminalidade.
Em seguida, ocorreu o primeiro embate direto com o banco de tempo de 15 minutos para administração de cada candidato. Lula fez a primeira pergunta sobre Flávio ter votado contra a ampliação da licença-maternidade quando era deputado estadual no Rio, mas o candidato do PL respondeu com o questionamento sobre as relações do filho do petista com a lobista Roberta Luchsinger.
Lula afirmou não conhecer a lobista, disse que ela é um problema da Polícia Federal e sugeriu que a lobista teria sido induzida a dar uma entrevista à CNN na noite de sábado (17).
Lula também disse que Lulinha disponibilizou dados bancários e telefônicos para investigação e acusou o governo de Jair Bolsonaro de ter abrigado a organização responsável pelas fraudes no INSS. Flávio contestou que quem “roubou” os aposentados e pensionistas foi o governo do PT. Lula pediu explicações de Flávio sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e os valores associados ao financiamento do filme Dark Horse.
Flávio, por sua vez, acusou Lulinha de estar na Espanha para fugir das investigações e criticou a atuação da PF no caso. Lula rebateu dizendo que o irmão do candidato do PL Eduardo Bolsonaro estaria nos Estados Unidos “conspirando contra o Brasil” e afirmou que os envolvidos deveriam responder à Justiça.
O confronto ficou mais acalorado quando Flávio chamou Lula de corrupto, exibindo a mão com a palavra e as letras “PT” destacadas. Lula, na contrapartida, pediu a explicação sobre o destino de recursos associados ao caso Vorcaro. O petista chamou o senador de “irresponsável” e afirmou que “ele consegue ser pior do que o pai”, em referência a Jair Bolsonaro.
Lula chama Flávio de “miliciano” e “malandro carioca”
Durante o confronto, Lula chamou Flávio de “miliciano” por ter empregado no gabinete parentes de Adriano da Nóbrega, que foi acusado de chefiar o “Escritório do Crime” no Rio de Janeiro. O senador retrucou que foi o ministro André Mendonça quem determinou a prisão de Vorcaro e acusou Lula de utilizar a PF de forma seletiva. Lula cobrou explicações sobre o destino do dinheiro de Vorcaro a Flávio e defendendo que as investigações avancem.
Na reta final do primeiro bloco do debate, Lula cometeu uma gafe ao chamar Flávio Bolsonaro de “malandro carioca”, em uma referência à postura do adversário diante dos questionamentos sem respostas feitos durante o confronto. A expressão foi usada para insinuar que o senador estaria evitando responder diretamente às perguntas do candidato à reeleição, em meio à troca de acusações entre os dois candidatos.
No início do segundo bloco, Flávio Bolsonaro se solidarizou com a população do Rio de Janeiro após Lula se referir a ele como “malandro carioca” no bloco anterior. O senador acusou o presidente de demonstrar preconceito contra os cariocas e criticou o uso da expressão durante o debate.
Flávio Bolsonaro chegou acompanhado de Moro e Nikolas; Lula estava junto com primeira-dama
Na chegada aos estúdios, em São Paulo, Flávio afirmou que aguardava o confronto direto com Lula desde o primeiro turno para “esfregar verdades na cara” do adversário e comparar o plano de governo do PL com o projeto de reeleição petista.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro chegou acompanhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), pelo governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL-PR), pelo governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e pela coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques (PP-SP).
Com uma gravata azul, verde e amarela, Lula foi o segundo a chegar para o debate da Band. O petista afirmou que esperava uma “aula de civilidade para que a sociedade aprenda a respeitar a política”. “Eu vim para discutir o Brasil. […] Minha estratégia é conversar com o eleitor”, disse o presidente da República, que chegou acompanhado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.
No primeiro turno, Flávio e Lula optaram por não participar do debate na sede do Grupo Bandeirantes de Comunicação. O evento — único realizado por um canal de televisão na fase anterior das eleições — teve a presença dos candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Lula e Flávio discutem sobre SUS e atuações de governos na área da saúde
Questionado pela bancada sobre como reduzir as filas de exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar os recursos destinados à área, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende convidar Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para assumir o Ministério da Saúde.
O candidato defendeu a implantação de um prontuário eletrônico integrado, vinculado ao CPF dos pacientes, para reunir informações médicas e facilitar o atendimento. Também propôs o uso da telemedicina em situações de emergência, com encaminhamento dos pacientes às unidades de saúde adequadas, além da automatização dos serviços e da garantia de disponibilidade de medicamentos. Flávio prometeu um SUS com atendimento humanizado e padrão de qualidade semelhante ao do Einstein.
Lula criticou as propostas do adversário e questionou se a indicação de um ex-dirigente do Einstein representaria uma intenção de privatizar o SUS. O presidente afirmou que Flávio não tem experiência em saúde pública e responsabilizou o governo de Jair Bolsonaro por desconsiderar a ciência durante a pandemia de Covid-19, que deixou cerca de 700 mil mortos no Brasil. Lula defendeu o fortalecimento do sistema público e afirmou ter orgulho de ter trabalhado para recuperar o SUS.
Nas perguntas direcionadas, Flávio questionou Lula sobre as saídas temporárias de presos e citou casos de pessoas assassinadas por condenados que estavam fora das prisões. Lula respondeu que é favorável à ressocialização de detentos com bom comportamento, mas defendeu que condenados por crimes hediondos não tivessem acesso ao benefício.
Na sequência, Lula disse que Flávio nunca trabalhou e não conhece a realidade dos trabalhadores. Reconheceu que o custo de vida continua elevado, mas comparou a inflação dos alimentos durante os governos de Jair Bolsonaro e em sua gestão.
Segundo o presidente, os preços subiram 56% no governo anterior e 17% durante seu mandato. Lula defendeu aumentos reais para o salário mínimo e para aposentados e pensionistas, além de prometer combater a inflação, que atribuiu, em parte, aos conflitos no Oriente Médio e às ações do presidente americano Donald Trump contra o Irã e seus impactos sobre a circulação pelo estreito de Ormuz.
Em novo confronto sobre saúde, Lula voltou a criticar a atuação de Jair Bolsonaro durante a pandemia. Flávio Bolsonaro admitiu que houve falhas na condução da crise sanitária, mas argumentou que, se Lula pôde ser vacinado, isso ocorreu porque o governo de seu pai comprou as vacinas. O senador também acusou o presidente de apresentar contradições em relação ao legado de Jair Bolsonaro.
Lula propõe abertura de sigilos bancários e telefônicos
No terceiro bloco, Lula propôs que ele e Flávio Bolsonaro abram, nesta segunda-feira (19), seus sigilos bancários e telefônicos como forma de demonstrar quem é mais honesto. O presidente afirmou que está disposto a autorizar o acesso às informações de toda a própria família, desde que o senador faça o mesmo com seus familiares.
Flávio não respondeu diretamente se aceitaria a proposta, mas questionou a origem de supostos recursos destinados a Lula e mencionou alegações atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre pagamentos feitos “por fora e em dinheiro vivo”. O senador citou valores que, segundo ele, envolveriam R$ 30 milhões relacionados ao Instituto Lula e ao financiamento de um filme sobre a trajetória do presidente.
Ainda no último bloco, Lula questionou Flávio sobre uma possível entrega das terras raras brasileiras aos norte-americanos em um eventual governo do senador e criticou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Flávio retrucou as acusações e lembrou que viajou ao país para defender os interesses brasileiros e disse que Lula atuou em favor de facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho.
Na área da segurança pública, o senador prometeu ampliar o monitoramento por câmeras, com mais de um milhão de equipamentos, implementar o Cadastro Nacional de Pedófilos e defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes graves.
O encerramento do debate foi tumultuado, com integrantes das campanhas dos dois candidatos envolvidos em um clima de tensão após uma noite marcada por ataques.
Mesmo com as manifestações da plateia restritas pelas regras do debate, integrantes das comitivas das duas campanhas se manifestaram em diversas ocasiões ao longo do programa, levando os mediadores a intervir para conter as reações. A tensão aumentou especialmente nas considerações finais, quando os ânimos ficaram mais acirrados, em meio à troca de acusações, sendo necessário até a interrupção do debate em meios aos gritos e protestos das duas alas.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/flavio-bolsonaro-lula-primeiro-debate-presidencial/
Lula compra votos e monta armadilha populista, mas podemos desmontá-la

O segundo turno da eleição presidencial ocorrerá no próximo domingo. Esta, portanto, é uma semana decisiva para uma eleição decisiva, em que os brasileiros terão de escolher se querem continuar sob um regime disfuncional e de exceção, uma juristocracia, ou se desejam voltar ao equilíbrio e à normalidade democrática. Trata-se da opção entre um país decente, seguro e rico, ou um país onde a irresponsabilidade virou norma e a mentira, sua marca registrada; entre um futuro promissor, ou o seu sepultamento.
Não pode haver dúvida válida acerca da única alternativa razoável. Lula foi conivente e cúmplice dos abusos perpetrados durante anos pelo STF. Tirou vantagem deles, alimentou-os e serviu-se deles para seus fins, incompatíveis com o bem do Brasil. Votar em Lula é, infelizmente, contribuir para a demolição da democracia e do progresso, ainda que muitos não o tenham percebido – e seguem sem percebê-lo ainda que o petista, neste exato momento, esteja empenhado em violar qualquer decência que se requer de um homem público, abrindo mão até das aparências.
Não basta que não nos deixemos comprar; é preciso trabalhar para que todos os que nos são próximos também não se deixem comprar
Contra o espírito da lei eleitoral e da Lei de Responsabilidade Fiscal, Lula tem abusado do poder político e econômico, empenhando-se em comprar o voto dos brasileiros com uma enxurrada de medidas populistas cujo efeito fiscal, medido pela Instituição Fiscal Independente, já beira os R$ 300 bilhões. São pacotes de estímulo ao consumo, crédito para setores específicos e, mais recentemente, o reajuste eleitoreiro do Bolsa Família, o fim da escala 6×1 e o perdão de dívidas tributárias dos MEIs; a mais nova cartada do petista é uma outra PEC, desta vez para garantir transporte público gratuito aos fins de semana. São medidas que, embora sedutoras no curto prazo, comprometem as finanças do país, gerando inflação e juros altos, estrangulando milhões e milhões de empreendedores, dos menores aos maiores, que são os principais responsáveis por criar emprego e levar desenvolvimento ao país.
As “bondades” eleitoreiras de Lula também violam a igualdade substancial que deve haver entre todos os candidatos. Oferecer benefícios desmedidos, sobretudo para uma população carente, é tentar apoiar-se na miséria involuntária de tantos e tantas, para perpetuar-se no cargo e, depois, continuar a violentar a boa-fé e a perspectiva de futuro dos brasileiros.
Tentar, no entanto, não é garantia de conseguir. E cabe a cada um de nós frustrar o jogo sujo do petismo nos próximos sete dias. Não basta que não nos deixemos comprar; é preciso trabalhar para que todos os que nos são próximos também não se deixem comprar. É preciso alertá-los neste momento em que se multiplicam as fontes de informação fraudulentas, em que jorram uma infinidade de mentiras ou de meias-verdades, e em que o TSE trata com desequilíbrio os candidatos, permitindo que Lula siga em frente com o uso da caneta presidencial e do dinheiro público para a compra de votos.
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Não há mistério. Não é difícil compreender que cada “bondade” de Lula só é possível arrancando cada vez mais dinheiro do pagador de impostos – inclusive do mais pobre. Não é difícil compreender que a inflação gerada pelo desequilíbrio fiscal come com sobras qualquer ganho oriundo de um novo auxílio ou reajuste eleitoreiro em benefício social. E não é difícil recordar a grave crise de 2015-16, a maior da nossa história, que não foi superada nem mesmo pelo “fecha tudo” da pandemia, e que tem como causa a mesma irresponsabilidade que Lula demonstra agora
Nunca vale a pena hipotecar o futuro pela satisfação momentânea de alguma necessidade, ainda que real. O momento atual evoca dois exemplos, um bíblico e outro da cultura popular. Na Bíblia, o filho mais velho de Isaac, Esaú, vende ao irmão mais novo, Jacó, seus direitos de primogenitura (que lhe conferiam vários privilégios) por um prato de lentilhas, tamanha a fome que sentia no momento – “estou morrendo de fome; de que me servirá a primogenitura?”, diz. Ao cair em si, arrependeu-se, mas já era tarde. Milhares de anos depois, um quadro clássico do programa do apresentador Silvio Santos colocava uma criança em uma cabine isolada acusticamente, e ela deveria responder “sim” ou “não” a propostas de troca, sem saber do que se tratava. Não raro ela terminava com objetos de pouco valor, deixando passar chances de sair com um prêmio valioso.
Por ignorância ou de forma consciente, ainda há quem queira trocar a possibilidade de um país decente, rico e seguro por algumas benesses momentâneas
A criança, ao não saber o que estava em jogo, contava apenas com a própria sorte; Esaú, por outro lado, sabia muito bem do que abria mão. Pouco importa: por ignorância ou de forma consciente, ainda há quem queira trocar a possibilidade de um país decente, rico e seguro por algumas benesses momentâneas, que causarão mais desemprego, mais inflação, mais crise e criarão um clima propício a mais arbítrios e desmandos autoritários. Que não sejamos nós a fazer essa troca irresponsável, e que não sejam nossos parentes e amigos a fazê-la por omissão de nossa parte. Não podemos, de maneira nenhuma, permitir que escorra pelos dedos a oportunidade de tirar o Brasil da armadilha populista que ainda nos aprisiona.
Responsabilidade especial cai sobre os ombros de quem alcança centenas de milhares ou até milhões de brasileiros. Estes estão ainda mais obrigados que os outros a não esmorecer até o dia 25, e a manter o senso de urgência, a consciência de que não se pode perder nenhum momento. Pensamos sobretudo em tantos candidatos que foram recém-eleitos no primeiro turno. Muitos seguem fazendo um trabalho belíssimo, mas outros parecem ter adormecido sobre os próprios louros. Não é hora para isso.
O momento nos pede um esforço final. Não se trata de política com minúscula, mas de Política com maiúscula: a defesa da arquitetura da liberdade, das regras do jogo da convivência civilizada. Lembrar e divulgar as barbaridades do atual governo e dos abusos do STF é proteger também os que ainda não perceberam a gravidade do que está acontecendo. Compreende-se o cansaço e até a dificuldade de tratar de temas políticos em público, mas que no dia 25, independente do que ocorrer ao fim da apuração, que tenhamos a tranquilidade de ter feito o que estava ao nosso alcance.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/lula-compra-votos-armadilha-populista-podemos-desmonta-la/
Aliados de Lula intensificam ataques contra Kassio e Mendonça em campanha

Para desgastar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e a direita, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram ataques contra os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Indicados por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), ambos integram a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por conter a desinformação na campanha.
Acusações sem provas e ofensas partiram principalmente do deputado federal André Janones (Rede-MG), escalado pelo PT para mobilizar a militância nas redes sociais. A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE para investigar o parlamentar por operar o canal de WhatsApp “Exército de Lula”. Desde a semana passada, o canal virou alvo de disputa no TSE, após decisões de Nunes Marques para suspender seu funcionamento e do ministro Ricardo Cueva para mantê-lo no ar.
Advogados do PL dizem que o canal é “uma estrutura organizada, com comando centralizado, tropa disciplinada e método declarado, montada para produzir e espalhar desinformação em escala industrial em benefício de uma candidatura presidencial e, em muitos momentos, em ataque à Justiça Eleitoral e às instituições da República”.
Além de acusar Janones de espalhar desinformação sobre as propostas do adversário, a defesa de Flávio listou vídeos em que o parlamentar discursa contra Mendonça. Seriam ataques de caráter institucional que, segundo os advogados, mereceriam reação semelhante à implementada pelo ministro Alexandre de Moraes contra apoiadores de Bolsonaro que afrontaram o TSE no passado, se a Corte seguisse suas próprias regras. Na época, o ministro suspendeu dezenas de perfis nas redes sociais e abriu investigações contra parlamentares e militantes da direita.
A ação no TSE registra que, em 9 de setembro, Janones orientou a militância a espalhar nas redes um vídeo em que acusava falsamente Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para “colocar na rua os ladrões que roubaram os aposentados”.
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“Os ladrões do INSS, os bandidos envolvidos no escândalo do INSS. André Mendonça acaba de colocar eles na rua. Olha o estrago que esse vagabundo fez com um dia que ele conseguiu afastar o chefe da Polícia Federal”, bradou no vídeo, gravado em frente ao STF. “Está revelado o que esse canalha queria com o afastamento do chefe da PF. Senta o dedo sem dó, explode esse vídeo para o Brasil inteiro, para que todo mundo saiba que André Mendonça, junto com o Flávio Bolsonaro e com a extrema direita, é o chefe de uma quadrilha no nosso país”, continuou Janones.
No dia anterior, o deputado insinuou que Mendonça afastara Rodrigues para evitar que a Polícia Federal investigasse Flávio por suposta solicitação de dinheiro ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro afastou Rodrigues do cargo por causa da produção de relatórios apócrifos de inteligência e monitoramento clandestino de autoridades. Esses relatórios pouco fundamentados foram usados por Moraes para acusar Mendonça de abuso de autoridade.
Nos dias seguintes, Janones passou a incentivar a militância a postar a frase “fora Mendonça” nas redes sociais.
Um pedido de prisão contra o parlamentar foi distribuído por sorteio a Mendonça. Em gravação, Janones afirmou que cumpriria qualquer ordem de prisão, afastamento ou remoção de conteúdo, mas ponderou que poderia mobilizar seguidores contra o magistrado.
“Pode enviar, ministro, qualquer notificação, qualquer ordem de prisão, qualquer ordem de remoção de conteúdo, que eu irei obedecer. Poderia, ministro, agora convocar os meus milhões de seguidores para manifestar contra a Vossa Excelência, mas eu não vou fazer isso não. Eu poderia também tentar jogar o povo contra a Vossa Excelência, contra o Judiciário, poderia? Poderia, não poderia? Mas eu não vou fazer isso não, ministro. Sabe por quê? Porque eu aprendi com o presidente Lula que a gente deve sempre respeitar o Estado Democrático de Direito. E é isso que eu vou fazer.”
No dia 10 de setembro, o deputado voltou a provocar o ministro nas redes. Depois que Mendonça retirou o sigilo do caso Master – sob pressão dos outros ministros, para julgar a abertura de uma investigação contra Moraes –, Janones comemorou: “a casinha do André Mendonça caiu”, disse em vídeo. “Vocês vão entender por que o Mendonça estava querendo proteger esses bandidos de Flávio Bolsonaro, da família Bolsonaro e dos aliados deles”, afirmou.
Em 14 de setembro, ele passou a anunciar nas redes que “Mendonça caiu”, acrescentando que o ministro “pediu e recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro”. Não há comprovação de tal afirmação. Na ocasião, a imprensa divulgou mensagens em que Vorcaro abordava um deputado e um advogado para tentar uma audiência com o ministro.
Em nota, Mendonça confirmou a audiência para tratar de processo do interesse do Master, no qual posteriormente votou contra a instituição. O ministro também comprovou ter pago com o próprio cartão de crédito um terno confeccionado por indicação do advogado.
No pedido de investigação contra Janones no TSE – que pode condená-lo à cassação do mandato e à inelegibilidade –, a defesa de Flávio lembra que o inquérito das fake news foi aberto em 2019 para investigar ofensas e notícias falsas contra ministros que poderiam incentivar a “quebra da normalidade institucional”.
Para os advogados do candidato, a ofensiva contra Mendonça busca deslegitimar sua atuação no TSE, tribunal do qual é vice-presidente e relator de ações contra irregularidades na propaganda eleitoral. “Imputar-lhe, sem prova e em massa, crimes de corrupção e de integração de ‘quadrilha’ com o candidato adversário não é crítica ao Judiciário: é a preparação deliberada da desconfiança sobre qualquer decisão que contrarie o Investigado ou o Presidente-candidato — e, no limite, sobre o próprio resultado”, alertaram os advogados.
PT quer Nunes Marques fora do comando do TSE
Contra Kassio Nunes Marques, a mais recente iniciativa partiu do deputado Rui Falcão (PT-SP), que pediu ao STF o afastamento do magistrado de suas funções no TSE. Para isso, pediu a abertura de uma investigação contra Nunes Marques por suspender o canal de Janones sem provas de disseminação em massa de desinformação.
O parlamentar sustenta que a decisão do ministro configuraria falsidade ideológica eleitoral, crime caracterizado por “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”.
A acusação é de que afirmações feitas por Nunes Marques na decisão de suspender o canal de Janones não estão comprovadas no pedido apresentado por Flávio. Um exemplo é de que o canal espalhava desinformação reconhecida pelo TSE. Um relatório técnico do órgão não encontrou tais conteúdos, mas não descartou a possibilidade de edição ou exclusão.
Ainda acusa Nunes Marques de atuar de forma parcial com motivação política para favorecer Flávio Bolsonaro, principalmente em razão da suspensão do canal de Janones.
“Essas circunstâncias, se confirmadas pelo exame dos autos, indicam tratamento diferenciado conferido ao pedido de uma das candidaturas em disputa, com sacrifício das garantias processuais da outra, e constituem elementos objetivos de parcialidade partidária, cuja relevância se acentua pela posição institucional do Ministro, que preside o Tribunal encarregado de conduzir a eleição presidencial e de proclamar o seu resultado”, diz a petição.
A ação de Rui Falcão contra Kassio Nunes Marques foi enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que ainda não despachou no processo.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, também já acionou o STF para investigar Janones por suposta prática de injúria. A petição cita diversas declarações nas quais Janones chama o senador de “bandido”, “ladrão”, “vagabundo” e “miliciano”.
“A conduta do querelado [Janones] não é isolada, mas compõe padrão reiterado de comportamento. Em verdade, o querelado é contumaz na promoção de conteúdos ofensivos para fins de desgaste reputacional, o que reforça o elemento subjetivo de sua conduta, deixando claro que não se trata do regular exercício do mandato, mas sim da utilização das redes sociais com propósito único de atingir a honra do querelante [Flávio Bolsonaro]. Inclusive, o próprio querelado já confessou que sua verdadeira intenção é ofender deliberadamente Flávio Bolsonaro”, afirmaram os advogados de Flávio ao STF.
O processo está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, propôs uma conciliação entre as partes para encerrar a ação.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/aliados-de-lula-intensificam-ataques-contra-kassio-e-mendonca-em-campanha/
Moraes será relator de novo inquérito contra Flávio Bolsonaro no STF

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova investigação contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo sua relação com o advogado Willer Tomaz. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar o caso, distribuído à Corte há pelo menos uma semana.
A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a relação entre o senador e o advogado Willer Tomaz se limita à amizade entre as famílias. Em nota, classificou como falsas as informações de que Flávio teria compartilhado uma conta bancária com Tomaz ou com empresas ligadas a ele.
O senador também chamou a investigação de fake news e alegou que as acusações têm motivação eleitoral, com o objetivo de prejudicá-lo durante a campanha presidencial.
Willer Tomaz declarou estranhar a divulgação da investigação em um domingo, a poucas horas do debate presidencial. O advogado acusou o uso indevido da estrutura policial para retomar acusações que considera infundadas e influenciar o resultado das eleições.
Ele também afirmou que a estrutura de apostas nunca operou como plataforma de apostas e que a empresa citada nas investigações é apenas uma holding patrimonial, negando irregularidades financeiras entre as empresas mencionadas.
Tomaz ainda criticou a quebra de seu sigilo telemático, que, segundo ele, estaria sendo utilizada para buscar elementos que sustentem acusações com finalidade político-eleitoral.
Segundo inquérito contra Flávio no STF
Com a abertura do novo procedimento, Flávio passa a ser investigado em dois inquéritos no Supremo. O primeiro apura suspeitas relacionadas a um pedido de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse e está sob relatoria do ministro André Mendonça.
A nova apuração, sob relatoria dde Moraes, teve origem em uma investigação da PF que tramitava na primeira instância, no Rio Grande do Sul, sobre possíveis irregularidades envolvendo empresas de pagamentos digitais e o mercado de apostas esportivas.
Durante as diligências, os investigadores relataram ter identificado indícios de que Willer Tomaz teria ligação com uma empresa autorizada a operar apostas esportivas no Rio de Janeiro. A análise de dados extraídos da nuvem do celular do advogado teria revelado contatos com Flávio Bolsonaro, o que levou ao envio do caso ao STF em razão do foro privilegiado do senador.
O material reunido pela PF incluiria, segundo fontes a par do caso, registros de encontros, festas e reuniões, além de informações sobre possíveis pagamentos de viagens e documentos pessoais encontrados no iCloud do advogado. Também foram identificados supostos vínculos com uma conta bancária em que Flávio aparecia como “usuário master”. Essa relação foi noticiada pelo UOL na última semana e negada pela defesa de Flávio.
A investigação também apontaria que uma conta bancária vinculada ao advogado movimentou cerca de R$ 130 milhões de março a maio de 2025. Para os investigadores, ainda é necessário aprofundar a análise sobre a origem e a destinação dos valores.
Willer Tomaz já havia sido alvo de busca e apreensão em agosto, durante a Operação Sem Desconto, em uma investigação relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA), sem que Flávio fosse investigado naquele procedimento. Flávio se manifestou anteriormente sobre sua relação com o advogado de quem é amigo pessoal e tem negado a prática de quaisquer crimes.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-sera-relator-de-novo-inquerito-contra-flavio-bolsonaro-no-stf/

O que Vorcaro e Roberta Luchsinger podem revelar em delação

A irmã de Vorcaro diz que ele está apavorado na prisão, está em pânico, não aguenta mais e quer falar tudo. Ele quer fazer delação falando tudo, não importa quem estiver envolvido. Eu não sei se vai haver dificuldade para isso, porque aquelas gravações que a Veja mostrou em que Vorcaro conta que houve pressão para dar R$ 1 bilhão, se ele conseguisse — e ele deu R$ 500 mil já — se conseguissem um aporte de 10 bilhões dos fundos de previdência das estatais, do Banco do Brasil, da Petrobras, da Caixa e dos Correios para o Banco Master.
Conversando lá, inclusive com o (hoje) ministro da Saúde, que era ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, através do braço direito dele no Palácio do Planalto.
E ele conta também que o patrocínio para o filme Dark Horse, do Bolsonaro, foi feito legalmente, às claras, e para um documentário sobre Lula pediram 30 milhões por fora, pagamento em dinheiro vivo lá ao Vorcaro: Vorcaro, Vaccari, Vaccari, Vorcaro. Parecido com o famoso Vaccari que já estava na Lava Jato, e o Paulo Okamotto, do Instituto Lula. A Veja desta semana confirma tudo isso.
Roberta Luchsinger diz ter provas e querer delação premiada
E quem confirma também, na entrevista que deu para a CNN, é a Roberta Luchsinger. Ela disse que tem provas de tudo o que disse na CNN e quer, sim, fazer delação premiada. É incrível que essas gravações, como eu estava dizendo, foram oferecidas à Procuradoria-Geral da República e não aceitaram, sendo que precisavam de prova. Ora, prova. O procurador é que procura a prova. O delator conta, e aí cadê a prova? Vai lá buscar. Está aqui o indício.
Promessas de Lula entram no debate sobre crimes eleitorais
E por falar nisso, tem gente aí reclamando do Tribunal Superior Eleitoral: “Ah, o Lula está cometendo crimes eleitorais, um atrás do outro.” São essas promessas: vai dar canetinha para emagrecer, vai pagar 5 mil para cada microempresário, vai perdoar a dívida do microempresário, aumentou o Bolsa Família. Ele nem sabia que não teve aumento do Bolsa Família, ainda era o aumento que o Bolsonaro deu. Diz ele que não sabia, ou guardou para dar em cima da eleição para ter mais efeito. Tudo isso está no artigo 299 do Código Eleitoral. É crime eleitoral dar, oferecer ou fazer promessa. Basta fazer promessa. A história das bets, que seria para agradar as religiões.
Aí perguntam: “Puxa, o Tribunal Eleitoral não faz nada?” Não, o tribunal não tem que fazer nada. Os juízes não têm iniciativa para fazer isso. Fora o Moraes e o Toffoli, que tiveram a iniciativa de fazer o inquérito do fim do mundo — Toffoli, no caso, e arranjou um relator sem sorteio. Quem tem a iniciativa disso? Ou é o partido que se julga prejudicado, ou é a própria Procuradoria-Geral Eleitoral, que pode, sim, ao tomar conhecimento de uma notícia-crime, tomar a iniciativa. Não sei se estão guardando, porque o candidato que faz isso simplesmente perde o registro, perde a candidatura, fica fora da eleição. Mas ninguém está fazendo nada até agora, pelo menos.
Lula fala enquanto incêndios avançam na Amazônia
Mudando um pouquinho de assunto, Manaus está irrespirável. Já faz mais de uma semana de fogo por ali. Incêndios são assim: centenas de incêndios neste momento. Nunca teve tanto incêndio na Amazônia como agora. E a saliva do Lula não apaga incêndio. Não adianta só falar. Tem a mania de falar, de criar um factoide, mentira… uma atrás da outra não resolve. Está lá a Amazônia queimando.
Violência atinge Paris e outras cidades europeias com incêndios e saques
E, por falar em queimar, eu queria registrar aqui com uma dor no coração, porque esse é patrimônio da humanidade, o que estão fazendo em Paris, em outras cidades francesas, Marselha, até na Itália, em Milão. Em Paris, um quebra-quebra, fogo em igrejas, fogo em escolas, fogo em monumentos, destruição. E a gente vai ver quem são: migrantes ou filhos de migrantes, gente que veio do Oriente Médio, da África, foi acolhida pelos franceses e está lá nessa violência terrível.
Aí eu faço uma comparação: o Hitler mandou o Dietrich von Choltitz, general comandante das forças de ocupação de Paris, queimar Paris, e ele se recusou porque é um patrimônio da humanidade. Até hoje os parisienses guardam o quarto de hotel em que ele ficava, no Hotel Le Meurice, como homenagem a esse soldado que impediu isso. No entanto, as pessoas que foram acolhidas pelos franceses, acolhidas pelos italianos, estão fazendo isso: essa destruição, uma tristeza, acabando com lojas de pequenos comerciantes, invadindo, roubando mercadorias, depredando a loja, vandalizando tudo, quebrando vidros… Meu Deus do céu, agredindo pessoas na Europa. Civilização, né?
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/o-que-vorcaro-e-roberta-luchsinger-podem-revelar-em-delacao/
Milão tem outro dia de protestos violentos; grupo de extrema-esquerda fala em “expropriação proletária”

Milão teve outro dia de protestos violentos neste domingo (18), com depredações, saques e ataques.
Fontes policiais relataram nesta segunda-feira (19) que 14 agentes das forças de segurança ficaram feridos em confrontos; 271 pessoas que participaram dos tumultos foram levadas à sede da polícia, das quais 220 são menores de idade e 60 estrangeiros, segundo informações da agência italiana Ansa.
Os protestos, motivados pelo aumento do custo de vida, começaram no sábado (17) e lembraram a violência dos tumultos registrados na França nos últimos dias.
A primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira para abordar o tema.
“Mais uma vez, os homens e mulheres das forças de segurança tiveram de enfrentar a violência de criminosos que — por vezes atuando dentro de grupos organizados — aproveitam-se de manifestações para buscar o confronto e semear o caos”, escreveu a premiê italiana no X no domingo.
Assim como na França, a atuação de organizações de extrema-esquerda é investigada. Segundo a Ansa, um grupo que se autodenomina Movimento 17 de Outubro afirmou nas redes sociais que a “mobilização” continuará todos os sábados “até a queda deste governo ladrão”.
“Somos o povo das ruas — aqueles que veem a única violência real nos cassetetes da polícia”, apontou o grupo, que negou acusações de atuação violenta.
“Os violentos são vocês; vocês nos negaram um futuro, e agora estamos tomando esse futuro para nós”, alegou. “Rejeitamos todas as acusações. É este sistema — que está nos matando — que é verdadeiramente violento.”
Um vídeo do grupo mostrou pessoas que haviam saqueado lojas no centro de Milão entregando os itens a uma pessoa em situação de rua, com a legenda: “Expropriação proletária em Milão”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/milao-tem-outro-dia-protestos-violentos-grupo-extrema-esquerda-fala-expropriacao-proletaria/
Rogério Marinho é nome forte do PL para disputar presidência do Senado

Fortalecido no PL pela boa condução da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o senador Rogério Marinho (PL-RN) chegou a ser cotado para ocupar um relevante ministério em um eventual governo Flávio. A coluna apurou que este não deve ser o destino do político potiguar, ao menos não no início da gestão. Flávio escalou Marinho para disputar a Presidência do Senado com uma missão principal: destravar os pedidos de impeachment de ministros do STF.
Linha definida
Caso mude os ventos e Marinho não dispute a cadeira, o PL não tem planos de apoiar Davi Alcolumbre (União-AP), tampouco larga a bandeira
Sem esculhambação
Não se fala no PL em “faca no pescoço” do Supremo ou impeachments de maneira deliberada, mas Alexandre de Moraes não deve escapar.
Missão dada
Vencida esta etapa, aí sim, caso não tente a reeleição, o senador teria cadeira garantida na Esplanada desenhada por Flávio Bolsonaro.
Pode escolher
Marinho não deve sofrer veto em nenhuma pasta, mas as apostas dentro do PL pendem para a Casa Civil, sempre muito poderosa.
FONTE: GAZETA DO POVO https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/rogerio-marinho-e-nome-forte-do-pl-para-disputar-presidencia-do-senado
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