
O governo Lula conseguiu acelerar a tramitação de um projeto de lei que regulamenta a negociação coletiva no serviço público, uma reivindicação das entidades representativas dos servidores e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Se aprovada, a proposta dará ao funcionalismo público um novo instrumento de pressão por reajustes.
Em meio ao calendário eleitoral, a Câmara dos Deputados aprovou em junho, com protagonismo da base do Partido dos Trabalhadores (PT), o regime de urgência para o Projeto de Lei 1.893/2026, levando a proposta à votação diretamente em plenário, sem passar pelas comissões temáticas. O texto, caso aprovado, ainda deverá ser analisado pelo Senado.
Elaborada por um grupo de trabalho criado pelo governo Lula com representantes sindicais, a proposta estabelece um marco nacional para a negociação coletiva entre a administração pública e os servidores da União, estados e municípios.
O texto cria mesas permanentes de negociação, prevê mecanismos de mediação para impasses e garante licença remunerada a servidores públicos em mandato sindical.
Na prática, a proposta obriga governos a negociarem ao menos uma vez por ano com sindicatos do funcionalismo, criando no setor público uma dinâmica de pressão por reajustes e benefícios semelhante à que ocorre na iniciativa privada.
No caso do Estado, porém, eventuais concessões dependem de recursos públicos e devem respeitar limites orçamentários e aprovação do Legislativo. Ao criar mesas permanentes de reajustes fora do ciclo orçamentário, a proposta daria aos servidores públicos o poder de interferir diretamente no Orçamento do Estado.
A mudança tem potencial para alterar a relação entre governos e 12,4 milhões de servidores públicos ativos na União, estados e municípios, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A despesa brasileira com funcionalismo está entre as maiores do mundo e consome o equivalente a cerca de 13% do PIB do país, considerando servidores ativos e inativos, conforme levantamento do Banco Mundial.
Negociação coletiva esbarra no controle do Orçamento
Na avaliação de Hélio Zylberstajn, professor sênior da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), o projeto de lei ignora uma “contradição insuperável” do setor público: o conflito entre o desejo de negociar e a rigidez da Lei Orçamentária. Ao contrário do setor privado, onde o empregador tem autonomia para dispor do lucro, no Estado os recursos já estão previamente destinados pelo Orçamento aprovado no Congresso.
“Querer que a negociação coletiva altere o orçamento é dar poder para a negociação exercer as funções do Legislativo”, alerta o professor.
A preocupação é compartilhada por Deborah Toni, advogada especialista em direito público e administrativo, que pondera que a institucionalização das mesas anuais aumentará a pressão política por concessões e poderá dificultar futuras reformas administrativas, “já que amplia o poder de resistência das categorias”.
Por outro lado, Rodrigo Zambão, procurador do Estado do Rio de Janeiro, defende que o marco regulatório é uma exigência “em sintonia com a necessidade de consensualidade do direito público contemporâneo”.
Para Zambão, a proposta possui uma “trava”, no artigo 8º, que submete qualquer resultado de negociação à análise de mérito do chefe do Poder. Para ele, negociar não corresponde necessariamente a reajustar, e a formalização do processo tende a reduzir os “custos invisíveis das greves e da judicialização”.
Impasses podem ampliar pressão por greves de servidores públicos
Segundo o professor da FGV-SP, da forma como está o projeto, “o Executivo fica de mãos atadas, pois não pode prometer o que não foi aprovado pela Câmara ou Assembleia, tornando o impasse inevitável”.
Ou seja, a proposta coloca o Executivo para negociar compromissos financeiros que dependem do Orçamento e da aprovação do Legislativo. Na prática, presidentes, governadores e prefeitos poderiam assumir acordos com servidores públicos sem ter garantia de que haverá recursos disponíveis ou autorização legal para cumprir essas promessas.
Um dos pontos mais sensíveis que o PL 1.893/2026 não resolve é a ineficácia do atual sistema de greves no serviço público. Zylberstajn aponta que, em hospitais ou escolas, as paralisações costumam se arrastar por meses sem gerar pressão real sobre o “bolso” do governante, punindo apenas a sociedade.
Uma alternativa, segundo ele, seria proibir o direito de greve no setor público em troca de um sistema de arbitragem de ofertas finais. Ou seja, quando houvesse um impasse, um árbitro (ou uma instituição) seria obrigado a escolher entre as propostas do governo ou do sindicato. O projeto atual, no entanto, limita-se a prever um mecanismo de mediação consensual, sem poder de decisão.
Para o docente, a falta de critérios técnicos e de mecanismos de arbitragem indica que a questão é predominantemente política. “O governo pretende apenas agradar a base com uma medida eleitoreira e uma sinalização estratégica para fortalecer o movimento sindical ligado ao PT antes do período eleitoral”, diz.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/governo-lula-projeto-reajuste-servidores-publicos-sindicatos/
Tarcísio ironiza Haddad e diz que ministro é o “melhor da história do Paraguai”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elevou o tom contra o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) nesta segunda-feira (20). Durante a convenção estadual conjunta da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o governador fez críticas à trajetória política do petista.
Sem citar Haddad diretamente, Tarcísio afirmou que o ex-prefeito da capital paulista teria sido “o pior prefeito da história de São Paulo” e classificou, em tom irônico, como “o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai”.
A declaração repetiu uma provocação usada pelo governador no início de junho. A fala faz referência ao movimento de empresas brasileiras que instalam unidades produtivas no país vizinho. Essas companhias aproveitam a Lei de Maquila, mecanismo que reduz custos tributários para indústrias voltadas à exportação.
Tarcísio mira disputa com Haddad e diz que esquerda nunca governará SP
Além das críticas a Haddad, Tarcísio afirmou que São Paulo alcançou protagonismo econômico sem governos de esquerda no comando do Palácio dos Bandeirantes.
“São Paulo é a potência que é porque a esquerda nunca governou São Paulo. E a esquerda nunca vai governar São Paulo”, declarou o governador, que busca a reeleição em 2026.
Haddad ocupou a Prefeitura de São Paulo entre 2013 e 2016 e foi confirmado pelo PT como pré-candidato ao governo paulista nas eleições de 2026.
O partido prevê o lançamento oficial da candidatura no sábado (25), durante uma convenção em Campinas (SP), com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/tarcisio-ironiza-haddad-e-diz-que-ministro-e-o-melhor-da-historia-do-paraguai/
Eduardo Bolsonaro recebe Green Card e amplia atuação nos EUA
O governo dos Estados Unidos concedeu o green card ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, que agora possui autorização de residência permanente no país. Segundo informações da matéria, a decisão garante ao parlamentar maior estabilidade para permanecer em território americano, onde ele atua em articulações políticas e mantém contatos com autoridades dos Estados Unidos.
Além disso, a concessão do documento ocorre em meio à atuação de Eduardo Bolsonaro junto a representantes americanos em temas relacionados ao Brasil. Dessa forma, o deputado passa a contar com uma nova condição migratória. Enquanto a medida também provoca debates entre aliados e críticos sobre os impactos políticos dessa permanência nos Estados Unidos.
Lula desafia Marco Rubio a apoiar Flávio Bolsonaro: “Vamos derrotar todos”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que derrotará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial mesmo que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, “monte um comitê” de apoio ao adversário.
“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, disse Lula durante a convenção do PDT, em Brasília. O PDT anunciou apoio à pré-candidatura à reeleição de Lula.
Em meio ao tarifaço, governo publica imagem de bandeiras do Brasil e dos EUA de mãos dadas
O governo federal publicou nesta segunda-feira (20), data em que é celebrado o Dia da Amizade, uma imagem que mostra as bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de outros países considerados parceiros comerciais brasileiros de mãos dadas.
A publicação ocorre em meio ao agravamento da crise comercial após o governo norte-americano anunciar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Na legenda, o governo defende o “crescimento econômico coordenado entre os países, sem ofender a diplomacia e a soberania de cada nação”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/cafe-com-a-gazeta/eduardo-bolsonaro-recebe-green-card-e-amplia-atuacao-nos-eua/
Salles avalia que Eduardo seria melhor do que Flávio para substituir Bolsonaro

O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) opinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) seria um substituto melhor para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida ao Planalto. Em entrevista concedida ao UOL nesta segunda-feira (20), o parlamentar demonstrou um apoio com ressalvas a Bolsonaro, mas elogiou o governo do qual fez parte.
“O presidente Bolsonaro é uma coisa, os filhos são outra. Eu entendo e deixo claro aqui: se fosse para escolher um filho do Bolsonaro para ser candidato, o melhor era o Eduardo”, afirmou.
Eduardo está nos Estados Unidos e é alvo do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, um eventual retorno ao Brasil poderia significar uma prisão. O ex-parlamentar obteve um green card do governo americano e, com isso, tem facilitada sua permanência no país.
Salles também mencionou, de forma elogiosa, o ex-vereador carioca e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL). Para ele, os dois “têm em torno deles gente muito provocativa, que gosta de dividir e de criticar”. Ao mesmo tempo, o deputado afirma que “o Flávio se omitiu”. O filho mais velho de Bolsonaro precisou vir a público após o portal The Intercept revelar um áudio enviado a Daniel Vorcaro cobrando o pagamento de um patrocínio ao filme Dark Horse.
As controvérsias em torno de Flávio ainda envolvem uma discussão pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Salles ampliou a sinalização de descontentamento ao tecer elogios à ex-presidente do PL Mulher, que deixou em aberto se mantém ou desiste de sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
“Eu espero que ela seja candidata. Se for, será muito bem votada, porque tem mérito e valores para isso. Ela será uma boa senadora, sim”, opinou.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/salles-avalia-que-eduardo-seria-melhor-do-que-flavio-para-substituir-bolsonaro/
Imprensa internacional destaca tensões Lula x Trump ao comentar green card para Eduardo Bolsonaro

Órgãos de imprensa internacionais estão repercutindo o anúncio de que o governo dos Estados Unidos concedeu o green card, documento que permite a estrangeiros residência por tempo indeterminado no país, ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A agência alemã DW afirmou que a concessão do green card a Eduardo “ocorre em meio a um clima de tensão entre Brasil e EUA, menos de uma semana depois de o governo do presidente Donald Trump impor um novo tarifaço de 25% para produtos brasileiros – alegando ‘práticas comerciais desleais’ por parte do Brasil”.
“Na primeira rodada de tarifas impostas ao Brasil, em 2025, o presidente americano argumentou que as tarifas seriam também vinculadas a uma suposta perseguição do Estado brasileiro – principalmente, por meio do Judiciário, ou seja, do STF [Supremo Tribunal Federal] – ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, acrescentou a DW.
A Ansa foi na mesma linha, ao afirmar que “a medida chega em meio a um momento de tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, após o governo americano confirmar o tarifaço de 25% contra produtos brasileiros”.
A agência italiana lembrou da condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão por acusações de coação no curso do processo, imposta pelo STF no mês passado. “O ex-parlamentar, que está nos EUA há mais de um ano, alega ‘perseguição política’”, escreveu a Ansa.
A Reuters também mencionou o novo tarifaço, que entra em vigor nesta quarta-feira (22), e mencionou que Eduardo Bolsonaro “tem cultivado laços com conservadores dos EUA e com o governo Trump”.
“Adversários políticos de Eduardo e do seu irmão, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, acusaram a dupla de atuar contra o Brasil nos EUA — uma conduta que, segundo críticos, pode ter levado à imposição de tarifas americanas sobre certos produtos brasileiros”, disse a agência britânica, que afirmou que “tanto Eduardo quanto Flávio Bolsonaro negaram ter solicitado ao governo Trump a aplicação de tarifas sobre as exportações brasileiras”.
“Eduardo Bolsonaro, que já tinha autorização para trabalhar nos EUA antes de obter o green card, afirmou que só retornará ao Brasil se receber anistia”, lembrou a reportagem da Reuters, que concluiu com uma frase do ex-deputado: “Pelo menos aqui [nos Estados Unidos] eu sou livre”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/imprensa-internacional-repercussao-green-card-eduardo-bolsonaro/

CBF está blindada no Congresso com ajuda de ministro do STF

Há no Congresso Nacional um movimento velado, de pequeno grupo de deputados e senadores, que deseja entrar em campo para, de alguma forma, cobrar a transparência na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) depois do maior fiasco da história do futebol brasileiro em Copas Fifa. Em suma, querem ter acesso a contratos financeiros e também até cobrar de jogadores patrocinados por bets a publicidade de cláusulas que possam afetar o futebol.
O porém é que essa turma continua no alambrado. Ninguém por ora quer briga com o poderoso lobby da CBF no Congresso e, principalmente, com um ministro do STF, que indicou cinco vice-presidentes e teria apadrinhado o atual presidente da entidade, Samir Xaud. Um dos parlamentares ensaiou levar adiante uma CPI da CBF e foi cerceado. Já houve tentativas sem sucesso em 2012 e 2025.
De qualquer forma, a CBF precisa se explicar. O que não tem hoje é futebol, e o que mais se vê é uma entidade com suposta ingerência política e judicial, com jogadores convocados por pressão de patrocinadores, alguns deles patrocinados por bets e técnico da seleção virando garoto-propaganda de cervejeira.
O vice de Flávio
O presidenciável Flávio Bolsonaro deve se lançar com chapa puro-sangue no PL, após tentativas frustradas de conquistar nos últimos meses a adesão de Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo). E não está garantida uma mulher na vice.
Estatuto do Aprendiz
Sob intensa pressão de lobbies empresariais, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado adiou mais uma vez a análise do PL 6.461/19, que institui o Estatuto do Aprendiz. Entidades ligadas à aprendizagem profissional projetam que o novo marco regulatório tem potencial de empregar 1 milhão de jovens. O freio está em impostos da folha.
Agenda do bilhão
Deputados e senadores das Comissões de Transporte das duas Casas receberam e-mails de convite para acompanhar presencialmente o Leilão Regis Bittencourt – BR-116, do trecho São Paulo-Paraná, o filé mignon do segmento. Será na quinta-feira (23) na Bolsa de São Paulo, a B3. É que a turma do terno adora fiscalizar essas obras junto às empreiteiras.
Clínica financeira
Pesquisa Raio-X do Investidor (Anbima/Datafolha) mostrou que a parcela de brasileiros que faz apostas passou de 15% para 17% entre 2024 e 2025. E com o avanço das apostas online no país, o Instituto Sicoob lançou cartilha sobre os riscos das bets. No 2º semestre, cooperativas do Sicoob UniMais Rio oferecerão clínicas financeiras gratuitas para viciados em apostas (ludopatas) no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Sina brasileira
Mal foi inaugurado há duas semanas pelo DNIT, na Rodovia 020 no perímetro urbano em Formosa (GO), o viaduto que demorou seis anos para a conclusão já causou o 1º congestionamento. Uma carreta com altura de carga superior ao limite ficou presa sob o mesmo, e arranhou a estrutura de concreto e vergalhão.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/cbf-blindada-bets-congresso-ministro-stf/
O que muda para Eduardo Bolsonaro com a obtenção do Green Card

O governo de Donald Trump concedeu residência permanente nos EUA ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e à sua família, segundo confirmado à Gazeta do Povo nesta segunda-feira (20).
A documentação garante a eles uma série de benefícios semelhantes aos que os cidadãos americanos possuem. Eles poderão permanecer em território americano por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar no país, por exemplo.
Eduardo Bolsonaro vive nos EUA há mais de um ano e solicitou o Green Card logo no início da estadia. Apenas neste mês, no entanto, houve retorno do governo americano confirmando que o ex-parlamentar cumpre os requisitos necessários para residir permanentemente em território americano.
Além dos benefícios de trabalho e estudo, o documento abre caminho para que ele e a família solicitem a cidadania futuramente. Eduardo, a esposa e filhos também poderão ter maior facilidade para acessar programas públicos do governo, desde que sejam preenchidos os requisitos legais determinados pelo país.
A concessão do benefício surge mais de um mês depois do ex-deputado ter sido condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Ele também foi condenado ao pagamento de 50 dias-multa, fixados em dois salários mínimos cada, perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal e ficou inelegível por oito anos.
Na ocasião, os ministros acolheram os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-deputado atuou junto a autoridades dos EUA para incentivar a adoção de sanções contra magistrados do STF e medidas econômicas contra o Brasil, com o objetivo de pressionar a Corte e interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado.
Além disso, a medida foi confirmada no mesmo mês em que o governo Trump anunciou um novo tarifaço ao Brasil.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-que-muda-para-eduardo-bolsonaro-com-a-obtencao-do-green-card/

Não deixe que outros decidam por você no dia da eleição

O Tribunal Superior Eleitoral nos informou que somos 158,7 milhões de eleitores. São 2 milhões e pouco a mais que na última eleição presidencial, em 2022. O estado com mais eleitores é São Paulo, seguido por Minas Gerais – os dois juntos têm muito mais eleitores que o Nordeste inteiro. Depois vêm Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. As mulheres superam os homens em 9 milhões.
O interessante é que os jovens estão meio decepcionados com a política. Os políticos não estão à altura das expectativas dos jovens de 16 e 17 anos, porque caiu em 14% a inscrição de jovens que podem votar, mas não têm obrigação. Quem tem mais de 70 anos também não é obrigado a votar, mas eu aconselho: não abra mão do direito do voto, não deixe que outros decidam por você. Em 2022, 25% do eleitorado não votou, ou votou em branco, ou anulou o voto. Neste ano, isso daria 40 milhões de brasileiros, é muita gente. Então, vamos votar e exercer esse direito que também é uma obrigação. Não deixe que os outros escolham por você.
E pense com a sua cabeça. Sei que há muito fanatismo, em que a pessoa vota porque alguém mandou. Pense com a sua cabeça, escolha quem tem condições de administrar esse país com a herança que vai receber se for vitorioso. Que seja alguém que tenha condições de desempenhar bem nos debates.
Cultura da violência de pais contra filhos fez mais uma vítima
Uma tragédia aconteceu em Itapiranga (AM). Um pai quis repreender o filho de 6 anos, agredindo-o com uma mochila. Mas dentro dela havia facas de pesca, e elas furaram as costas do menino, que foi levado para o hospital e morreu. Certamente o pulmão foi perfurado, o hospital não tinha recursos para socorrê-lo, ou não tinha médico, ou o médico era mal formado, como já aconteceu lá no Amazonas mesmo, quando uma criança em Manaus morreu porque a médica não sabia o que fazer. O Brasil é um dos países com mais escolas de Medicina, uma produção em série.
O pai não matou o filho de propósito, mas o que ele fez demonstra uma cultura de ignorância, de decidir pela violência. O pai tem 24 anos; significa que ele foi pai aos 18 anos. Essa cultura é algo horrível. Nós vimos o outro caso, do pai que chutou o rosto de uma menina que vinha chorando atrás dele na rua. O dono de uma academia de ginástica estava do outro lado da rua, viu e quis interferir, mas o pai ameaçou: “não se meta que vai sobrar para você também”. Foi tudo registrado por câmeras, e o pai violento ainda está preso.
Pobre povo cubano – mas a ditatura está em dificuldades
Eu já trabalhava em rádio e noticiei as atividades de Fidel Castro na Sierra Maestra em 1957 e 1958. No dia 1.º de janeiro de 59, ele tomou o poder, e a ditadura comunista dura até hoje. Pobre do povo. Eu ouvia a Rádio Havana, com aquelas orquestras maravilhosas dos cassinos de Havana. Cuba era o país mais florescente da América Latina. Depois da revolução, o pessoal da esquerda brasileira ia lá para ajudar a colher cana para produzir açúcar. Hoje acho que já nem existe mais cana para ser colhida. Só sobrou o Porto de Mariel, construído com nosso dinheiro, benefícios de Lula e garantia de charuto.
Cuba não tem petróleo porque a Venezuela parou de enviar. A Rússia mandou um navio, que voltou porque Trump não deixou. A presidente do México ajudou com um navio, mas foi o último, porque Trump disse a ela que escolhesse o parceiro: ou Cuba, ou Estados Unidos. Ainda há presos políticos, há perseguição política. A nomenklatura cubana ainda tem os seus luxos, mas o povo não. É tudo uma grande tristeza, mas registro aqui porque parece que isso está acabando.
Diosdado Cabello agora virou ajudante dos Estados Unidos na Venezuela
Vocês se lembram de Diosdado Cabello, mais tirano que Maduro na Venezuela? Pois agora ele tá agindo como intermediário dos Estados Unidos, ajudando os norte-americanos. Após o terremoto, helicópteros e soldados americanos estão ajudando no resgate, mandando material humanitário, e Diosdado Cabello está no meio. Ele é processado pela Justiça americana por tráfico de cocaína, há uma oferta de US$ 25 milhões pela cabeça dele, ele está registrado como violador de direitos humanos pela ONU, mas parou de vestir camisa vermelha, está fazendo de tudo como serviçal dos americanos para ver se consegue garantir um futuro que não seja igual ao de Maduro, na prisão.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/dados-eleitores-2026-tse/
Governo Lula torra R$155 milhões com viagens em 14 dias

Apenas nas duas primeiras semanas de julho, as despesas do governo Lula (PT) com viagens dispararam em R$154,6 milhões. No total do ano, a administração petista já gastou quase R$1 bilhão (R$998,6 milhões). Diárias representam a maior despesa, R$558,3 milhões, e as passagens aéreas tomaram outros R$437,6 milhões dos pagadores de impostos. Viagens internacionais nos custaram R$126,8 milhões (13% do total). A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Até o momento, este ano, o governo do PT gastou em média R$5 milhões por dia com viagens.
Nas últimas duas semanas, só o custo de diárias pagas aos funcionários importou quase R$90 milhões em despesas.
Já representam mais de R$6 milhões os “outros gastos” do governo do PT com viagens. São taxas, seguros de viagens etc.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/governo-lula-torra-r155-milhoes-com-viagens-em-14-dias
Michelle responde a Ciro Gomes: ‘a direita do Ceará está vendida’

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar a aproximação entre lideranças da direita cearense e o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). Em comentário publicado nas redes sociais na segunda-feira (20), ela afirmou que “a direita do Ceará está vendida”, em reação às declarações do tucano sobre a disputa eleitoral no estado.
A manifestação ocorreu após Ciro elogiar e sinalizar apoio aos pré-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Para Michelle, o ex-governador do Ceará não poderia contar com o apoio do eleitorado bolsonarista. “Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho ‘toma lá, dá cá’. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu.
A declaração amplia o embate entre Michelle e parte do PL no Ceará, que defende uma composição com Ciro Gomes para as eleições deste ano. A ex-primeira-dama é aliada do senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato ao governo cearense, e tem defendido que a direita lance uma candidatura própria no estado, sem alianças com o ex-ministro.
Ditador amigo de Lula anuncia: não haverá mais eleições na Nicarágua

O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, que é um dos amigos de Lula (PT) que compõe a atrasada esquerda latino-americana, anunciou que o país não realizará mais eleições, encerrando a possibilidade de uma disputa pelo poder quando seu atual mandato terminar, no próximo ano. Ele também deixou claro que a medida tem o objetivo de impedir o retorno da oposição ao governo. Com isso, a ditadura está oficialmente proclamadada.
A eleição de 2021, a última realizada na Nicarágua, foi marcada por denúncias de fraude e a prisão de opositores e críticos do regime, modelito muito recorrente entre os países governados por amigos de Ortega.
O tirano está está no poder desde 2007, após já ter governado o país na década de 1980. Em 2025, uma reforma constitucional ampliou seu mandato para seis anos e fez da sua mulher Rosario Murillo “copresidente”, consolidando o controle do casal sobre o Estado.
Organizações internacionais, como a ONU, acusam o regime de violar direitos humanos e de transformar a Nicarágua em um Estado autoritário.
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