Quantos influenciadores, políticos e autoridades Vorcaro comprou?

Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master e alvo de investigação por fraude financeira. (Foto: reprodução/Youtube Esfera Brasil)

A Polícia Federal fez uma nova operação para colher provas sobre o pagamento, da parte de Daniel Vorcaro, a influenciadores para que falassem mal do Banco Central ou defendessem o Banco Master na internet. Não que o BC fosse se impressionar com influenciadores, mas a ideia era fazer barulho e dizer aquela chorumela de que Vorcaro era um coitadinho, o Master era um banco pequeno que estava sendo oprimido pelos grandes bancos – Itaú, Santander, Safra, BTG – para evitar concorrência no mercado. Mas a concorrência dele era comprar pessoas, comprar autoridades. Fiquei sabendo, de conversas da prisão, que ele comprou muito mais gente do que nós já sabemos; a Polícia Federal talvez já saiba disso. Em um partido, especificamente, quase ninguém ficou de fora. É muita gente, e não sei se vão conseguir abafar tudo isso.

Vorcaro ainda quer blindar certas pessoas, por achar que assim ele vai preservar a família dele. Eu discordo; falei com alguns advogados, e eles acham que é um erro da parte dele. O melhor seria contar tudo o que a polícia não encontrar no celular – embora eu ache que pouca coisa deve ter ficado de fora dos celulares.

Quem critica o Banco Central pelos juros não vê que o BC está protegendo o valor da moeda

Mas não é só para elogiar Vorcaro que as pessoas criticam o Banco Central. Vi o senador Cid Gomes falando mal do BC por causa dos juros. O Banco Central é o guardião da moeda, do valor da moeda circulante, que já não é mais algo físico, a cédula de real. A inflação se faz sentir, principalmente no feijão e no arroz, e para não desvalorizar o real é preciso controlar o crédito. A expansão do crédito pode significar expansão da inflação e desvalorização da moeda. Esse é o dilema do Banco Central: ter de elevar os juros para evitar o imposto mais injusto que existe, a inflação, que tira mais dos pobres. Quem tem dinheiro aplicado compensa a inflação na aplicação, mas o pobre não tem dinheiro para aplicar, e perde.

A Inglaterra não tem mais um “Defensor da Fé”

Segunda-feira passada, 6 de julho, foi o dia da decapitação, em 1535, de Thomas More, que virou santo por discordar do cisma que formou a Igreja Anglicana, em que o rei da Inglaterra é o chefe da igreja. Pois agora o rei Charles III aparece não mais como “chefe da Igreja Anglicana”, nem como “Defensor da Fé”; agora, ele é o “protetor da fé na nação multirreligiosa”. Já estão admitindo que a nação virou multirreligiosa, não é mais apenas cristã. Os críticos, na Inglaterra, dizem que ele esqueceu a Páscoa, mas se lembrou do Ramadã. Essa é a Europa que resistiu aos ataques otomanos, ao assédio ocorrido especialmente na Europa do leste: agora está caindo diante de uma infiltração em que o inimigo vem para dentro, para tomar o poder político, a cultura e a religião.

Eu também já precisei pilotar avião no sufoco

Todo mundo já noticiou esse caso incrível do instrutor de voo em Córdoba, na Argentina, que estava com a aluna e resolveu saltar do avião durante o voo, dizendo a ela “você sabe o que tem de fazer”. Ele pulou, se estatelou lá embaixo, caiu numa fazenda, demoraram um ou dois dias para achar o corpo dele; ela conseguiu pousar. Estão investigando para saber qual foi o motivo. Aconteceu algo parecido comigo: estávamos só o piloto e eu, voando da Namíbia para Angola, e o piloto, que havia bebido demais, capotou; perguntou se eu sabia pilotar, e eu disse que só teoricamente – jornalista tem de conhecer tudo, eu já havia lido sobre aviões, voo e pilotagem, sabia por que o avião voa, como se pilota. Tive de assumir, e fiquei gostando. Puxei o nariz para cima, mudei o profundor um pouquinho, levantei a cauda, mexi no leme e acabei saindo da rota. Quando ele acordou, uns 50 minutos depois, verificou a nossa posição: estávamos em cima de mísseis cubanos! Mas sobrevivemos: ele picou e ficou espantando macaco em cima das árvores para sair do radar. Foi a única forma de não nos atacarem.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/operacao-pf-vorcaro-influenciadores/

Polzonoff

Por que a menção a Deus incomodou tanto a promotora?

A promotora ficou pistola! (Foto: Reprodução)

Vi e revi o vídeo em que a promotora Elayne Christina da Silva Rodrigues se dizia profundamente ofendida ao ouvir uma simples menção a Deus num evento qualquer. “É inconstitucional”, afirmou ela, sem ter a menor ideia do que estava falando. Como se Estado laico fosse o mesmo que Estado ateu. Aff. Uma promotora! Na hora, fiquei com raiva. Ainda mais pela arrogância da mulher. Depois, pensei melhor. “Por que a menção a Deus a incomoda tanto?”, me perguntei. Para responder a essa pergunta, porém, tive de viajar até uns confins escuros e frios da minha memória.

Não foi uma viagem agradável, confesso. É que também tive minha fase ateia. Que era ateia mesmo, de revolta contra Deus. Mas que eu dizia ser agnóstica, simplesmente porque o termo soava mais inteligente. Foi um tempo de zombar da crença que hoje compartilho, mas que naquele tempo me era alheia e até hostil. Tempo de desdenhar, quando não de ofender o Criador. E só de me lembrar disso tudo sinto uma pena profunda de quem fui. E, por extensão, da Elayne. Afinal, se a menção a Deus a incomoda, talvez seja porque a promotora, no íntimo, teme a possibilidade de Ele existir. Em todo o Seu poder e sobretudo misericórdia.

Questão Tostines

A promotora que não está sozinha nessa cruzada. Nessa militância contra Deus. Pelo contrário! Dá para dizer que a maré está propícia para essa gente que se acha superior porque não acredita em Deus e que não acredita em Deus porque se acha superior. (Questão Tostines) (Já fui assim). Essa gente que reduz a fé a uma superstição cafona e que não entende como alguém é capaz de agir de acordo com valores cristãos básicos nem como alguém é capaz de almejar a santidade. Essa gente que, se um dia parar um segundinho para pensar na Eternidade… Uau. Não gosto nem de imaginar o que pode acontecer a elas.

Ou melhor, gosto, sim. Imagino que, ao se deparar com o que há para além da finitude, mesmo uma pessoa como a Elayne seja capaz de se arrepender. Como, aliás, ainda me arrependo. De tantas coisas… Imagino que mesmo a Elayne possa, um dia, entender que esse seu ateísmo (e militante, ainda por cima!) a reduz a uma coisa. A um amontoado de células e reações físico-químicas. E reduz a experiência humana a uma sequência de acasos sem sentido. E, porque sou livre para imaginar, imagino Elayne um dia de joelhos. Agradecendo. A Deus. Por tudo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/promotora-deus/

Coluna Esplanada

STF está obrigando União a abrir créditos extraordinários para parlamentares

Prédio do Supremo Tribunal Federal em Brasília: Casa Civil do Palácio do Planalto não tem outra opção a não ser acatar o STF. (Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF)

Advogados que frequentam o Supremo Tribunal Federal (STF) andam surpresos com os despachos proferidos pelos ministros. Em muitas decisões em que são provocados por gestores estaduais e parlamentares, os juízes do STF determinam que o Executivo abra créditos extraordinários no Orçamento Geral da União. A Casa Civil do Palácio do Planalto não tem outra opção a não ser acatar o STF.

12 milhões para quem?

A sigla “R$ 12MM” tem circulado em anotações entre portas da advocacia baiana. É o valor que teria sido encontrado na lupa do rastro do dinheiro do Banco Master para uma advogada na Bahia com ligações profundas no Tribunal de Justiça do estado. A pergunta é: para quem foram esses R$ 12 milhões e por quê? Consta em Brasília que os investigadores já sabem.

Apetite docente

O #TôComProf, programa do MEC com 45 empresas parceiras para oferecer benefícios a docentes da educação básica, registrou por ora 58 mil adesões em menos de três meses, num universo de 2,7 milhões de professores da rede pública. Entre as parceiras, o iFood liderou a adesão: mais de 53 mil escolheram o clube do app.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/stf-esta-obrigando-uniao-a-abrir-creditos-extraordinarios-para-parlamentares/

Luciano Trigo

Por que a grande mídia odeia Neymar?

Transformar Neymar em bode expiatório da derrota ignora os fatos e revela como disputas políticas contaminam até o futebol. (Foto: Angel Colmenares/EFE)

A eliminação do Brasil na Copa produziu um roteiro previsível. Bastaram poucas horas para que a grande mídia voltasse seus holofotes para Neymar. Manchetes, comentários e análises o apontaram como símbolo do fracasso brasileiro, como se a sua simples presença fosse suficiente para explicar a queda da seleção. O que vimos foi uma campanha intensa e seletiva de desqualificação.

O problema é que os fatos contam uma história diferente. Neymar praticamente não participou da Copa: em três partidas ficou no banco de reservas e, nas outras duas, entrou apenas na metade do segundo tempo.

O futebol é um esporte coletivo, e derrotas raramente têm uma única causa. Elas são resultado de escolhas administrativas, planejamento, preparação, decisões da comissão técnica e circunstâncias próprias de cada partida. É legítimo discutir se a convocação de Neymar foi acertada; o que não parece razoável é transformá-lo no bode expiatório do desastre.

O tratamento dispensado a Neymar chama ainda mais atenção quando se considera sua trajetória. Com 80 gols em 126 jogos, ele é o maior artilheiro da história da seleção brasileira, superando Pelé. Durante mais de uma década, foi o principal jogador do Brasil, decidiu inúmeras partidas importantes e sustentou sozinho, em muitos momentos, a criatividade ofensiva da equipe.

Ainda assim, há tempos Neymar ocupa um lugar peculiar na cobertura esportiva. Erros que seriam tratados como circunstanciais em outros atletas são interpretados, no seu caso, como demonstrações de falha de caráter. Suas conquistas são relativizadas; seus fracassos, apresentados como confirmações de uma narrativa enviesada. A grande mídia parece partir da conclusão de que Neymar representa tudo o que há de errado no futebol brasileiro.

A pergunta é: por quê?

Redações e universidades se tornaram comunidades de consenso, nas quais opiniões divergentes são tratadas como sinais de delinquência moral

Em seu canal no YouTube, o insuspeito Rui Costa Pimenta, presidente do PCO – Partido da Causa Operária – ofereceu uma explicação. Rui afirma com todas as letras que Neymar passou a receber um tratamento mais agressivo após declarar seu voto em Bolsonaro, em 2022. Desde então, o jogador deixou de ser visto como atleta e passou a ser tratado como símbolo político, como um alvo preferencial daqueles que odeiam o ex-presidente.

Nem toda crítica feita a Neymar tem origem política, é claro. Há críticas esportivas legítimas, mas é difícil ignorar que, ao tornar público seu posicionamento político, Neymar passou a ser analisado não pelo que faz dentro de campo, mas pelo que representa fora dele.

A perseguição a Neymar é sintoma de um problema maior. É sabido que o ambiente nas grandes redações é quase unanimemente lulopetista – como, aliás, no ambiente acadêmico. Um e outro se tornaram comunidades de consenso, nas quais opiniões divergentes do pensamento hegemônico são tratadas como sinais de delinquência moral.

Jornais e universidades se converteram, assim, em aparelhos ideológicos a serviço de um campo político. Muitos de seus profissionais se comportam como militantes que enxergam na perseguição uma virtude. Neste cenário, Neymar ocupa o papel de inimigo simbólico para aqueles que defendem a democracia de um lado só. Eles se esquecem que a pluralidade de pensamento e de opinião deveria ser parte inerente da democracia que afirmam defender.

Em uma democracia, qualquer pessoa deveria ter o direito de expressar suas escolhas. Mas, no Brasil de hoje, opiniões políticas funcionam como critério oculto para avaliar a competência profissional de alguém, ou até mesmo seu direito à existência.

Quando um jogador de futebol se torna pivô de um campo de batalha ideológico, o problema não está mais dentro das quatro linhas. Neymar é apenas o exemplo mais evidente de um fenômeno que atinge diariamente milhões de pessoas anônimas, que são constrangidas a ficar caladas para não correrem o risco de punição social e outros prejuízos.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luciano-trigo/por-que-a-grande-midia-odeia-neymar/

Dívida pública brasileira dispara no último ano de Lula no governo

Levantamento independente aponta que endividamento relativo ao PIB saltará para 96,5% ao final deste ano. (Foto: André Borges/EFE)

A dívida pública brasileira deve encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um dos piores patamares das últimas décadas, segundo levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, baseado em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). O endividamento bruto do país, aponta, saltará de 83,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para 96,5% do PIB em dezembro de 2026.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (10) pelo site Poder360, mostram um avanço de 12,6 pontos percentuais que coloca o Brasil como o segundo país do G20 com maior crescimento da dívida pública no período. O país fica atrás apenas da China, com alta projetada é de 29,6 pontos percentuais.

O desempenho brasileiro também é pior que o de outras economias emergentes, como África do Sul (8,2%), México (8,9%) e Argentina (-13,9%), que conseguiram conter melhor a expansão do endividamento.

Os números indicam ainda que a situação fiscal brasileira se aproxima dos níveis observados durante a crise econômica dos anos de 2015 e 2016, no governo de Dilma Rousseff (PT). Naquele período, a dívida bruta do país passou de 61,6% para 77,4% do PIB, em meio à recessão econômica.

As projeções do FMI apontam que a trajetória de alta deve continuar nos próximos anos, com um avanço de 96,5% para 105,5% do PIB até o fim da próxima gestão presidencial, um crescimento adicional de nove pontos percentuais.

Entre os 38 países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil também aparece entre as maiores altas de endividamento. O aumento projetado é inferior apenas ao registrado pela Finlândia, de 19,1 pontos percentuais, e pela Polônia, de 16,9 pontos.

Os números, porém, variam conforme a metodologia utilizada pelos órgãos de medição. Pelo padrão adotado pelo Banco Central e pelas projeções do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, a dívida pública passou de 71,7% do PIB em 2022 e deverá atingir 83,6% do PIB em 2026, uma alta de 11,9 pontos percentuais.

As diferenças decorrem dos critérios adotados por cada instituição. O FMI considera todos os passivos do governo geral, o Banco Central exclui determinados ativos e passivos específicos, enquanto o Tesouro Nacional contabiliza apenas a dívida pública federal, que representa parte do endividamento total do setor público.

O cenário para os próximos anos também preocupa a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Em relatório divulgado em junho, o órgão projeta um período marcado por déficits primários permanentes e crescentes, dificuldades para o cumprimento das metas fiscais e limitações para conter o avanço da dívida.

Segundo o órgão, seria necessário um superávit primário de 2,1% do PIB por ano para estabilizar a relação entre dívida e PIB. As projeções indicam que o endividamento bruto poderá atingir 102% do PIB em 2032 e chegar a 115% do PIB em 2036, mantendo a trajetória de crescimento das contas públicas brasileiras.

A IFI considera riscos externos para o cálculo, como os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo, além dos efeitos da reforma da tributação sobre o consumo nas contas de estados e municípios. Apesar de possíveis ganhos de eficiência e produtividade na economia, a instituição avalia que a situação fiscal continuará desafiadora.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/divida-publica-brasileira-dispara-ultimo-ano-lula-governo/

Novo líder do PT reconhece “arranhão” na relação com Alcolumbre que afeta votações

Camilo Santana afirma que trabalha para reaproximar Lula e Alcolumbre com vistas às eleições de outubro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), reconheceu que a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sofreu um “arranhão” após a crise envolvendo a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o senador, o desgaste tem impactado diretamente a votação de propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto.

A crise teve início quando Lula indicou Messias contrariando a preferência de Alcolumbre, que defendia a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o posto. Posteriormente, Messias foi rejeitado pelo Senado enquanto que o presidente segue fazendo provocações de que poderá indicar o nome novamente.

“O presidente do Senado praticamente não tem colocado as pautas mais importantes do governo em votação em razão da crise com o Messias. Falta aí um pouco de diálogo. O próprio presidente Alcolumbre tem colocado que deseja uma reaproximação e um diálogo com o presidente”, afirmou Santana em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (10).

Camilo disse que pretende atuar para reduzir as tensões e apoiar os esforços já realizados pela nova líder do governo no Congresso, senadora Teresa Leitão (PT-PE). O objetivo é conseguir avançar nas pautas que serão usadas como bandeira de campanha de Lula à reeleição.

“Queremos garantir esse diálogo do presidente Lula com Alcolumbre para distensionar e aprovar a PEC da Segurança e o fim da escala 6×1”, declarou.

Apesar de ainda não haver uma reunião marcada entre Lula e Alcolumbre, o senador minimizou a demora e atribuiu a falta de um encontro à agenda presidencial das últimas semanas. Para ele, a reaproximação deve ocorrer antes da eleição presidencial de outubro.

“É claro que ficou um arranhão na relação, mas eles vão conversar, vão distensionar isso pelo bem do Brasil”, completou.

A retomada do diálogo entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Senado é considerada estratégica pelo governo para destravar a votação de pautas prioritárias antes do período eleitoral. Entre os principais objetivos do Executivo estão a aprovação da PEC da Segurança Pública, que busca ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado, e o avanço de medidas voltadas ao fortalecimento das políticas de segurança no país.

Outra prioridade é a aprovação definitiva do fim da escala de trabalho 6×1, considerada uma das principais bandeiras sociais do governo neste ano. A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e a garantia de duas folgas por semana, com o texto já aprovado pela Câmara dos Deputados e aguardando análise do Senado.

Além dessas medidas, o governo também pretende avançar em projetos relacionados à regulamentação do trabalho por aplicativos e em outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, inclusão social e segurança pública. A avaliação de integrantes da base governista é que a reaproximação entre Lula e Alcolumbre será decisiva para garantir a tramitação dessas propostas antes do início mais intenso das articulações eleitorais.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/lider-pt-reconhece-arranhao-relacao-alcolumbre-afeta-votacoes/

Flávio Bolsonaro afirma estar aberto ao diálogo e apoio de Michelle

Senador diz que ex-primeira-dama compartilha de sua visão política e que precisa de união para derrotar Lula na eleição de outubro. (Foto: André Borges/EFE)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (9) que segue aberto ao diálogo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e espera contar com o apoio dela em sua campanha. Após retornar de uma viagem aos Estados Unidos, ele defendeu a união da direita para enfrentar o PT nas eleições de 2026.

As declarações foram dadas um dia após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmar que a direita precisa “se entender melhor” para aumentar as chances de vitória nas eleições presidenciais. O dirigente também disse acreditar que o cenário político ainda pode sofrer mudanças e anunciou que pretende atuar pessoalmente para reaproximar Flávio e Michelle nas próximas semanas.

“Eu estou sempre aberto aqui a conversar, sempre esperando o tempo que ela achar que é o suficiente para ela estar com a gente na campanha, vestindo a camisa”, declarou o senador a jornalistas ao desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Flávio Bolsonaro também afirmou acreditar que Michelle compartilha de sua visão política e acrescentou que “ninguém aguenta mais quatro anos de PT” e que “tem que estar todo mundo junto para combater esse inimigo do Brasil, que é o atual governo”.

O desgaste entre os dois teve início durante as negociações sobre o apoio do PL à pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB-CE) ao governo do Ceará e à disputa por uma vaga ao Senado no estado. As divergências levaram Michelle a divulgar um vídeo nas redes sociais com críticas ao enteado.

A ex-primeira-dama afirmou ter sido “maltratada”, “humilhada” e “desrespeitada” por Flávio Bolsonaro. Segundo ela, o senador teria dito que seria melhor ela “ficar fora das decisões do partido”, alegando que ela havia “chegado ontem” e que “não entendia nada de política”.

Michelle também afirmou que, após o episódio, concluiu que seu apoio político à pré-candidatura presidencial de Flávio “não era desejado ou era insignificante”. Para ela, o partido deveria apoiar o senador Eduardo Girão e afirmou que Ciro já havia feito ataques ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seus filhos.

Após a repercussão das declarações, Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo redes sociais pedindo desculpas. O senador afirmou que nunca teve a intenção de ofender a ex-primeira-dama e manifestou respeito pelo trabalho que ela desenvolveu à frente do PL Mulher.

Posteriormente, Michelle afirmou que não guardava mágoas e disse que o objetivo de suas declarações era apenas esclarecer os fatos. Ela também defendeu a união do grupo político para concentrar esforços na oposição ao governo federal.

Mesmo após o gesto de conciliação, Michelle deixou oficialmente a presidência nacional do PL Mulher no fim de junho deste ano. A decisão ocorreu após uma reunião com Valdemar Costa Neto e foi atribuída ao desgaste provocado pela crise familiar e política com o senador.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/flavio-bolsonaro-aberto-dialogo-apoio-michelle/

Redução do IPVA para 25% do valor atual avança na Câmara. PT é contra

PEC pode reduzir IPVA em até 75% (Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil)

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pode, na prática, reduzir o valor do IPVA em até 75%.

A PEC 3/2026 limita a alíquota do IPVA a 1% do valor venal do veículo — atualmente, a alíquota pode chegar a 4% dependendo do estado. Além disso, estabelece que o imposto seja calculado com base no peso do automóvel. Para veículos menos poluentes, os estados ainda poderão adotar abatimentos, embora o texto não especifique a dimensão desse desconto.

Assim, considerando os parâmetros propostos pela PEC, o IPVA de um automóvel com valor venal de R$ 40 mil chegaria, no máximo, a R$ 400. Como na legislação atual a alíquota pode chegar a 4% do valor venal, o valor do imposto para o mesmo veículo é de até R$ 1,6 mil.

Agora, após aprovação na CCJ, o texto será analisado por uma Comissão Especial e, em seguida, será votado no plenário da Câmara. Se aprovada, a PEC passa à análise do Senado.

À Gazeta do Povo, o autor da proposta, deputado Kim Kataguiri (União-SP) aponta que a criação da Comissão Especial depende de iniciativa do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). “Nossa expectativa é alta para que ele anuncie a instalação do colegiado ainda antes das eleições”, afirma o parlamentar.

Como o peso do veículo entra no cálculo do novo IPVA

Na justificativa da PEC, o Kataguiri afirma que o modelo em vigor cria um “imposto patrimonial permanente” sobre os automóveis, sem considerar sua depreciação. Além disso, argumenta que a cobrança atual não considera o impacto efetivo que o veículo gera sobre a infraestrutura viária ou o espaço urbano.

Guilherme Peloso Araújo, sócio do Carvalho Borges Araujo Advogados, explica que a lógica adotada na PEC é a de que veículos de maior peso causam maior desgaste nas vias públicas. Sendo assim, os donos de automóveis mais pesados deveriam contribuir com um valor ou percentual maior de imposto para reparação dos danos causados.

“Parece ser uma ótima medida. Qualquer redução em impostos de propriedade e impostos de circulação de mercadorias são muito bem-vindos no ambiente brasileiro”, comenta o advogado.

PT alega que redução do IPVA “beneficiará ricos”

Após a aprovação da PEC na CCJ, o deputado Helder Salomão (PT-ES) criticou a medida.

“O cara que tem um caminhão velho, pesado, vai pagar um imposto maior do que o cara que tem uma Ferrari construída com fibra de carbono, levíssima. Não podemos promover aqui uma distorção e privilegiar os ricaços”, afirmou o parlamentar na sessão da CCJ.

Sobre a declaração, Kim Kataguiri pondera que, como o imposto é um percentual sobre o valor venal do veículo, naturalmente o dono de uma Ferrari, que custa milhões, vai pagar muito mais imposto em valores absolutos do que o dono de um caminhão. “Um por cento de R$ 3 milhões sempre será maior do que um por cento de R$ 300 mil”, diz o parlamentar.

“O PT usa essa velha falácia da Ferrari como espantalho para justificar a cobrança de impostos escorchantes de todo mundo”, disse.

Para Kataguiri, como o caminhão é uma ferramenta que transporta arroz, feijão e remédios, a população em geral poderia ser beneficiada com queda de preços. “Quando o Estado cobra um IPVA absurdo de um caminhoneiro, esse custo vai direto para o preço do frete, que vai direto para a prateleira do supermercado”, avalia.

Para o autor da PEC, no fim, quem paga a conta do IPVA alto é o cidadão mais pobre, que sofre com a inflação.

“A nossa proposta defende um teto para proteger o pagador de impostos e baratear o custo de vida no Brasil. Já o PT prefere que todos paguem impostos altíssimos, inclusive o trabalhador, só para manter o discurso demagógico de que estão taxando os ricos”, conclui.

Apesar disso, um alívio mais concreto na inflação, decorrente de uma possível redução no custo do transporte e dos fretes, não é uma garantia, como explica o tributarista Wilson Sahade, sócio do escritório Lecir Luz e Wilson Sahade Advogados.

A justificativa é que o IPVA representa uma parcela menor dos custos do que despesas como combustível, manutenção, pedágio, seguro, financiamento e mão de obra. “Por isso, a redução do imposto não garante, automaticamente, queda no preço final das mercadorias”, comenta.

PEC pode gerar guerra fiscal entre estados

Como prevê que os estados podem conceder benefícios para veículos menos poluentes, a PEC pode acabar gerando disputas estaduais por vendas e emplacamentos. O autor da proposta vê a concorrência tributária como positiva.

“Isso é excelente. Se esse desconto forçar os estados a disputarem quem cobra a menor alíquota, o grande vencedor será o pagador de impostos”, diz.

Para Sahade, se por um lado a medida prevê alívio ao contribuinte, por outro traz perdas de arrecadação para estados, Distrito Federal e municípios, que recebem 50% da arrecadação do IPVA.

A proposta não apresenta estudos sobre o impacto da redução da alíquota do IPVA na arrecadação. A PEC, contudo, prevê a limitação dos gastos governamentais com publicidade e um limite para as despesas do Legislativo e dos Tribunais de Contas em todo o país, proporcional a 0,4% da arrecadação.

O advogado tributarista Matheus Lavocat avalia que, ao estabelecer um teto para a alíquota do IPVA, a PEC pode afetar de forma abrupta as finanças locais. A perda de arrecadação pode ocorrer mesmo diante da contenção de gastos públicos prevista na proposta e do aumento nas vendas de automóveis decorrente da redução do IPVA.

Em seu parecer favorável à proposta, o relator da PEC na CCJ, deputado Rodrigo de Castro (União-MG), admite que, no decorrer da tramitação, será preciso avaliar a sustentabilidade das medidas para as contas de estados e municípios.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/ipva-pec-reducao-imposto-camara/

Lula nega apoio ao pai de Motta na Paraíba e azeda o clima com presidente da Câmara

O Planalto estranhou a súbita disposição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), em andar com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal. Bombeiros entraram em cena para descobrir qual era o desconforto do parlamentar, já que o governo não tem intenção de fazer o assunto andar. O problema é o apoio de Lula aos candidatos ao Senado pela Paraíba. O petista sinalizou apoio a dois nomes, nenhum deles conta com apoio de Motta.

Casos de família

Motta pedirá votos para Nabor Wanderley (Rep), seu pai, que acabou preterido por Lula apesar da submissão do presidente da Câmara.

Lula volátil

O PT estadual até fechou com Motta e vai apoiar as indicações do deputado. O problema é Lula, que escanteou Wanderley.

MDB levou

Lula apoiará Veneziano Vital do Rêgo, para prender o rabo do MDB. O senador precisa renovar o mandato em outubro.

Sem espaço

O outro nome é o de João Azevedo, do PSB, atual governador do Estado. O partido, da chapa de Lula, também terá apoio do petista.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-nega-apoio-ao-pai-de-motta-na-paraiba-e-azeda-o-clima-com-presidente-da-camara

EUA não entendem por que o tarifaço interessa a Lula

Momento em que o presidente Donald Trump recebia o senador Flávio Bolsonaro e acompanhantes – Foto: White House.

Apesar de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter sido recebido com deferência especial na audiência do USTR (Ministério do Comércio de lá), os representantes do governo dos Estados Unidos – que têm o papel de julgar a aplicação de tarifas – deixaram claro que não conseguem entender como sanção dessa magnitude pode ajudar politicamente o atual presidente Lula (PT), como alega o pré-candidato de oposição a presidente. A informação é de brasileiros presentes à audiência. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Na cabeça dos burocratas americanos, aumentar tarifas prejudica o país e a economia, por isso o “benefício político” tem sido difícil de entender.

Eles ignoram que o PT aposta o tarifaço para vociferar contra os EUA e a oposição, no palanque. No tarifaço de 2025, Lula subiu nas pesquisas.

Ao confrontar Trump, líder da maior economia do mundo (e um dos mais rejeitados), Lula tenta se vender como grande adversário dos EUA.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/eua-nao-entendem-por-que-o-tarifaco-interessa-a-lula

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