
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nesta semana se prorroga ou não a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A análise ocorre após o vencimento do prazo de 90 dias da medida e leva em conta tanto o estado de saúde do ex-presidente quanto sua conduta durante o período em que permaneceu em casa.
O benefício venceu na última quinta-feira (25), mas Moraes ainda avalia os desdobramentos da apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro antes de definir se a prisão domiciliar será estendida. A expectativa é de que os advogados do ex-presidente se reúnam com o ministro nos próximos dias para discutir o caso.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o final do mês de março após passar mais de uma semana internado em um hospital de Brasília para tratar de uma grave pneumonia bacteriana nos dois pulmões contraída no 19º Batalhão da Polícia Militar – conhecido como “Papudinha” – onde cumpria a condenação pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
No último sábado (27), a defesa de Bolsonaro informou ao Supremo que não existem elementos capazes de impedir a renovação da medida. Os advogados sustentam que a apreensão da arma com um militar responsável pela segurança de Bolsonaro não pode ser considerada uma falta grave.
Segundo os advogados, a pistola estava regularmente registrada e já pertencia ao ex-presidente antes da condenação e da prisão domiciliar. A defesa também afirma que Bolsonaro nunca foi comunicado sobre eventual cassação do registro da arma ou mesmo de início do processo administrativo necessário e, por isso, alegam que “a manutenção da arma era legítima”.
Em outra manifestação ao STF, a defesa afirmou que, em nenhum momento, houve determinação de apreensão ou devolução da arma “licitamente mantida pelo peticionário”.
“A arma permaneceu regularmente registrada perante os órgãos competentes durante todo o período”, aponta a defesa.
A pistola foi apreendida durante uma blitz da Polícia Militar, em Brasília, no dia 15 de junho. A arma estava no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e foi recolhida por não estar acompanhada do certificado de registro.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, que instaurou inquérito e ouviu Bolsonaro. Durante o depoimento, o ex-presidente confirmou ser o proprietário da pistola e afirmou que ela permanecia em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar, dizendo que havia solicitado apenas um conserto no armamento.
Ao delegado responsável pela investigação, Bolsonaro declarou que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.
A Procuradoria-Geral da República defendeu que a definição sobre eventual falta grave seja tomada somente após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal. O entendimento é de que a investigação precisa ser finalizada para verificar se os fatos apurados justificam ou não impacto na situação do ex-presidente perante o Supremo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-decide-nesta-semana-prorroga-prisao-domiciliar-bolsonaro/
Flávio Bolsonaro diz que Brasil tem “inveja” de outros países da América Latina

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (28) que o Brasil tem “um pouco de inveja” dos países da América Latina que, segundo ele, vêm elegendo governos de direita. A declaração foi feita durante um evento em Buenos Aires, na Argentina, voltado à comunidade judaica e ocorreu às vésperas de um encontro do parlamentar com o presidente argentino, Javier Milei.
Ao comentar o cenário político da região, Flávio disse que falta apenas o Brasil para completar o mapa de avanço da direita na região.
“Enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda”, afirmou.
O senador participa de uma conferência de três dias organizada pela Fundação Aliados de Israel em conjunto com a organização Amigos Americanos dos Acordos de Isaac. O encontro reúne cerca de 20 parlamentares de diferentes países com o objetivo de fortalecer as relações da América Latina com Israel, ampliar ações contra o terrorismo e o extremismo e incentivar a adoção da Definição de Trabalho em resposta ao Antissemitismo.
Durante o discurso, Flávio também voltou a defender uma aproximação diplomática entre Brasil e Israel. Ele prometeu que, caso seja eleito, pretende transferir a embaixada brasileira para Jerusalém, retomando uma promessa feita anteriormente por Jair Bolsonaro (PL).
“Hoje, na prática, não existe uma relação diplomática plena entre o Brasil e Israel. O Brasil está sem embaixador em Israel desde 2024”, pontuou.
Flávio Bolsonaro ainda elogiou o encontro do Escudo das Américas, iniciativa apoiada pelo governo do presidente Donald Trump em parceria com governos latino-americanos para ampliar o combate ao crime organizado. Segundo Flávio, acompanhou a iniciativa com “profunda admiração”.
Ao abordar a segurança pública, o senador criticou a atuação do governo brasileiro após os Estados Unidos classificarem, em maio, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. De acordo com ele, enquanto outros países buscavam fortalecer ações conjuntas contra o crime, o governo brasileiro foi no caminho contrário ao pedir a revogação da medida.
A agenda de Flávio Bolsonaro na Argentina inclui um encontro nesta segunda-feira (29) com Javier Milei na residência oficial da presidência, a Quinta de Olivos. O evento será encerrado na terça-feira (30), e, segundo os organizadores, busca fortalecer a cooperação parlamentar entre os países da região com base em valores compartilhados e no apoio a Israel.
Durante a conferência, o embaixador argentino em Israel, Axel Wahnish, afirmou que a Argentina pretende atuar como elo entre os países latino-americanos na luta contra o terrorismo e o antissemitismo. Desde que assumiu a presidência, em dezembro de 2023, Milei tem apoiado fortemente o governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/flavio-bolsonaro-brasil-inveja-outros-paises-america-latina/
Sob Lula, Correios caminham para rombo recorde e governo avalia injetar mais recursos

Lançado para recolocar os Correios no azul até 2027, o plano de recuperação da estatal — sustentado por um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União — tem se mostrado insuficiente para reverter a deterioração financeira da empresa.
Mesmo após medidas de reestruturação que incluíram programas de demissão voluntária (PDVs), fechamento de unidades e venda de ativos, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,16 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026, quase o dobro do resultado negativo observado no mesmo período do ano anterior.
Mantido esse ritmo, a estatal poderá superar, neste ano, o prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões registrado em 2025. Nesse cenário, o governo estuda injetar mais recursos para financiar a continuidade da reestruturação.
Para especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, os números indicam que as ações adotadas até agora aliviam a pressão financeira de curto prazo, mas não enfrentam problemas estruturais que tem corroído a competitividade da estatal frente ao avanço de gigantes privados da logística e do comércio eletrônico.
“O plano de recuperação ajudou a estabilizar um pouco a operação, mas não capturou os resultados esperados e não deve capturar. Ele não é suficiente”, afirma Rodrigo Barros, sócio da Andersen Consulting especializado em logística e supply chain.
Crise se agravou nos últimos anos
A deterioração das contas dos Correios acelerou nos últimos. Depois de registrar lucro de R$ 3,7 bilhões em 2021, a estatal passou a acumular sucessivos resultados negativos. O prejuízo foi de R$ 768 milhões em 2022 e de R$ 597 milhões em 2023, primeiro ano do governo Lula (PT).
A partir de 2024, as perdas saltaram para R$ 2,6 bilhões e, no ano seguinte, houve prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões, o pior resultado da história.
Foi nesse contexto que os Correios mergulharam em uma crise sem precedentes, marcada por trocas no comando da estatal, embates com sindicatos, negativa de empréstimos por bancos privados, venda de ativos e programas de demissão voluntária.
Medidas de ajuste ficaram abaixo do esperado
Uma das principais apostas da direção dos Correios para reduzir despesas permanentes era o Programa de Demissão Voluntária (PDV). A iniciativa, porém, ficou abaixo das expectativas. No primeiro programa, lançado em fevereiro e encerrado em março, apenas 3.181 empregados aderiram, menos de um terço da meta inicial de 10 mil desligamentos.
Mesmo assim, a estatal afirma ter alcançado cerca de 45% da economia projetada de R$ 1,4 bilhão com a medida.
Diante da baixa adesão, os Correios anunciaram na semana passada que estudam um novo PDV voltado a aproximadamente 5 mil empregados, com potencial estimado de redução de despesas de R$ 685,4 milhões até 2027. A medida está ligada ao fechamento de cerca de mil pontos de atendimento, entre agências e centros de tratamento e armazenamento de cargas.
Embora as medidas tenham contribuído para melhorar o resultado operacional e levar os Correios a um lucro bruto de R$ 153,4 milhões no primeiro trimestre, o avanço das despesas administrativas e financeiras acabou anulando esse ganho.
Em um ano, os gastos administrativos saltaram de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões, impulsionados por reajustes salariais, inflação e provisões para processos judiciais. Já o resultado financeiro ficou negativo em R$ 636,9 milhões.

Segunda etapa da recuperação já gera dúvidas
Para Paulo Fernandes de Oliveira, especialista em logística e professor de MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV), o desempenho abaixo do esperado das medidas de ajuste levanta dúvidas sobre a segunda etapa do plano de recuperação.
O desenho apresentado pelos Correios previa que o empréstimo de R$ 12 bilhões garantiria liquidez e financiaria a transição enquanto a estatal avançaria na redução de custos, na geração de novas receitas e em parcerias com o setor privado.
A expectativa era gerar um impacto positivo recorrente de até R$ 7,4 bilhões por ano a partir da segunda etapa da reestruturação. No entanto, a baixa adesão ao PDV e a persistência dos prejuízos colocam em xeque essa trajetória.
“O plano ficou muito aquém do esperado. A redução de despesas não foi a que eles gostariam. A venda de ativos ajudou no caixa, mas é algo pontual. O problema estrutural continua lá”, afirma.
A dúvida ganha relevância porque o governo já autorizou uma nova operação de crédito de até R$ 8 bilhões com garantia da União para financiar a continuidade da reestruturação, enquanto a estatal negocia novas fontes de financiamento para os próximos anos.
“A pergunta é: até quando o governo vai continuar financiando esse déficit?”, questiona Oliveira.
Competitividade é o principal desafio
Além da questão financeira, Barros afirma que a injeção de recursos não substitui uma redefinição estratégica da companhia. “Dinheiro ajuda bastante, mas precisa vir acompanhado de um plano robusto. O plano apresentado serve para tapar um buraco no curto e médio prazo”, afirma.
Na avaliação dele, os Correios perderam competitividade justamente no mercado que deveria sustentar sua recuperação: o de encomendas e logística voltado ao comércio eletrônico.
Enquanto o volume de correspondências tradicionais, que sustentou a empresa por décadas, continua encolhendo, a disputa pelas encomendas passou a exigir investimentos crescentes em tecnologia, automação e integração logística.
“O mercado pede mais nível de serviço, mais agilidade, mais transparência, mais rastreabilidade e mais eficiência operacional. Hoje os Correios não conseguem entregar isso”, diz.
Oliveira observa que essa adaptação ocorre justamente em um momento em que os concorrentes privados ampliam sua vantagem competitiva.
Nos últimos anos, empresas como Mercado Livre e Amazon aceleraram investimentos em centros de distribuição, automação e expansão de suas redes logísticas, reduzindo gradualmente uma das principais vantagens históricas dos Correios: a capilaridade e a capacidade de atender localidades mais remotas.
“Isso faz a barra subir ainda mais para os Correios. Se já estavam atrás, agora ficam ainda mais distantes”, afirma.
Risco fiscal e futuro dos Correios
Murilo Viana, especialista em contas públicas, destaca o impacto fiscal da deterioração operacional dos Correios.
Segundo ele, a estatal é hoje a principal responsável pelo resultado negativo das empresas federais e tende a ampliar a pressão sobre o Tesouro caso o plano de recuperação não consiga reverter a trajetória de prejuízos.
O ponto mais sensível é a opção do governo por financiar a reestruturação por meio de endividamento com garantia da União. Na prática, se os Correios não conseguirem honrar a dívida, o Tesouro poderá ser chamado a assumir os pagamentos.
Viana reforça que, mesmo assim, esse desenho é insuficiente para resolver o problema estrutural dos Correios. “Uma empresa que apresenta queda nominal de receita, despesas elevadas e patrimônio líquido negativo precisa fazer investimentos pesados para ganhar competitividade. Em um ambiente de juros tão elevados, ela precisa de injeção de capital. Não precisa de mais dívida”, afirma.
Além disso, uma capitalização direta também teria custo fiscal e poderia acender outro alerta: o risco de os Correios passarem a ser tratados formalmente como estatal dependente. Nesse cenário, receitas e despesas deixariam de ser contabilizadas separadamente e passariam a integrar os limites fiscais do governo federal. “Tudo que o governo não precisa em tempos de necessidade de ajuste”, diz.
A preocupação é reforçada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que cobrou ajustes no plano de recuperação e apontou fragilidades na análise da capacidade de pagamento da estatal para a concessão da garantia da União. O tribunal também alertou para o risco de exposição fiscal caso sejam necessários novos aportes ou outras medidas de suporte financeiro.
Para o analista, as decisões mais profundas acabaram sendo empurradas para depois da eleição.
“A impressão é que a atual gestão está tentando arrumar recursos para fechar a conta dos Correios no curtíssimo prazo e empurrar um ajuste estrutural para o início do próximo mandato”, afirma. “Independentemente de quem vencer a disputa presidencial de 2026, será difícil evitar uma discussão mais ampla sobre o futuro da estatal.”
O outro lado
Em nota à Gazeta do Povo, os Correios contestaram as avaliações de que o plano de recuperação estaria aquém do esperado e afirmaram que os resultados do primeiro trimestre ficaram dentro das premissas estabelecidas pela reestruturação. Segundo a estatal, houve desempenho superior ao previsto tanto nas receitas quanto no controle de despesas.
A empresa informou que a receita bruta alcançou R$ 4,04 bilhões no período e atribuiu parte relevante do prejuízo a despesas com passivos judiciais e precatórios, que somaram R$ 1,4 bilhão e corresponderam a 44% do resultado negativo registrado no trimestre.
Sobre o Programa de Demissão Voluntária, os Correios afirmaram que os desligamentos realizados entre 2024 e 2025, que totalizaram 3.756 adesões, devem gerar economia de R$ 943 milhões em 2026. Já o ciclo deste ano, com 3.181 adesões, tem potencial de reduzir despesas em R$ 685,4 milhões até 2027.
A empresa também afirmou que segue implementando as medidas previstas no plano de reestruturação, incluindo ações para fortalecer a saúde financeira da empresa, modernizar a malha logística e capacitar a força de trabalho.
“O objetivo é assegurar que a empresa retome o equilíbrio econômico-financeiro e volte a apresentar resultado líquido positivo ao final de 2027, consolidando a transformação dos Correios em uma plataforma de serviços moderna, ágil e integrada à economia digital, a serviço da população brasileira”, diz a nota.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/crise-correios-rombo-recorde-governo-injetar-mais-recursos/
Gilmar ameaça Lula e acende alerta no Planalto
O Sem Rodeios desta segunda-feira (29) vai ao ar em horário especial às 9h30 e analisará o que há por trás da mensagem do ministro Gilmar Mendes. A coluna de Lauro Jardim, do O Globo, revelou que Gilmar alertou o presidente Lula de que, se necessário, o STF poderá “vigiar” o TSE durante as eleições de 2026. A declaração foi interpretada por críticos como uma ameaça e um sinal da disposição da Corte de intervir sobre decisões do TSE, que será presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques e terá como vice o ministro André Mendonça.
Rumble reforça time contra Moraes nos EUA
A plataforma de vídeos Rumble ampliou sua equipe jurídica na ação movida nos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, poucos dias após a entrada da Advocacia-Geral da União no processo em defesa do Brasil e do magistrado. A empresa incorporou uma nova advogada ao caso, reforçando a estratégia judicial em meio à disputa sobre decisões de Moraes relacionadas ao bloqueio de perfis e conteúdos em plataformas sediadas nos EUA, que a Rumble e a Trump Media alegam violar garantias constitucionais americanas sobre liberdade de expressão.
Delação pode levar a novos alvo no escândalo do INSS
As negociações para uma delação premiada no escândalo bilionário das fraudes no INSS avançaram e podem ampliar significativamente o alcance das investigações. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República retomaram as tratativas com o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos operadores do esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. A expectativa dos investigadores é que a colaboração revele novos envolvidos.
Jaques Wagner chama ação de PF de “patacoada”
O senador Jaques Wagner (PT-BA) criticou duramente a atuação da Polícia Federal após a divulgação da imagem do dinheiro apreendido durante a operação que o atingiu no caso envolvendo o Banco Master. Wagner classificou a exposição como uma “patacoada” e acusou a PF de tentar reeditar práticas da Operação Operação Lava Jato. O senador disse ainda ter levado a reclamação diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Sem Rodeios vai ao ar em horário especial às 9h30 pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/sem-rodeios/gilmar-ameaca-lula-e-acende-alerta-no-planalto/
Desaprovação a Lula alcança 48% com preocupação com segurança pública

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 48% de acordo com uma nova rodada da pesquisa Nexus divulgada nesta segunda-feira (29). A avaliação negativa tem, entre os principais motivos, a preocupação dos brasileiros com a segurança pública.
A pesquisa apontou que a aprovação a Lula é exatamente a mesma, de 48%, com uma variação de apenas 1% na comparação com o levantamento divulgado há duas semanas.
A Nexus ouviu 2.009 pessoas em todo o país entre os dias 26 e 28 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-05821/2026.
A pesquisa da Nexus apontou, ainda, que 42% dos brasileiros avaliam o terceiro mandato de Lula como ruim ou péssimo, enquanto que 38% consideram como ótimo ou bom:
- Ótimo: 18%;
- Bom: 20%;
- Regular: 18%;
- Ruim: 9%;
- Péssimo: 33%.
Lula tem enfrentado uma forte oscilação em sua popularidade principalmente após o segundo ano deste governo, entre uma maior e menor desaprovação principalmente em relação à segurança pública. No começo deste terceiro mandato, as questões econômicas se sobressaíam entre as preocupações dos brasileiros.
No entanto, com o avanço do governo e a dificuldade de conter a alta criminalidade nas cidades, principalmente no roubo a celulares e tráfico de drogas, a avaliação de parte significativa da população é de que a gestão petista não tem uma política pública eficaz com a segurança pública.
Segundo a Nexus, 29% dos entrevistados ressaltam a segurança pública, a violência e a criminalidade como principais problemas deste governo. A saúde pública vem na sequência com 26%, mesmo índice da preocupação com a corrupção.
Ações do governo na segurança pública
Para tentar reverter essa imagem de uma suposta inércia na questão da segurança pública, o governo Lula passou a intensificar as ações principalmente a partir do ano passado. Entre elas o programa Celular Seguro, lançado para permitir que vítimas de roubo, furto ou perda bloqueiem rapidamente o aparelho, a linha telefônica e aplicativos bancários por meio de uma única plataforma.
A ferramenta foi posteriormente ampliada com o Modo Recuperação e, mais recentemente, com o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), que integra dados de operadoras, polícias e da Anatel para dificultar a revenda de aparelhos roubados e facilitar sua recuperação.
Outra aposta do governo é o programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em 2026 com previsão de R$ 11 bilhões em investimentos. A estratégia concentra esforços na asfixia financeira das facções, no combate ao tráfico de armas, no fortalecimento da investigação de homicídios e na modernização do sistema penitenciário, incluindo a implantação de padrões de segurança máxima em 138 presídios estaduais, criação de um centro nacional de inteligência penal e ampliação das operações integradas entre União e estados.
No campo legislativo, o governo também encaminhou ao Congresso a PEC da Segurança Pública, considerada a principal proposta estrutural da gestão para o setor. O texto busca consolidar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição, ampliar o compartilhamento de informações entre as forças policiais, fortalecer a atuação da Polícia Federal no enfrentamento ao crime organizado, garantir recursos permanentes para a área e formalizar o papel das guardas municipais como integrantes do sistema nacional de segurança.
Esta ação, no entanto, enfrenta uma forte resistência da oposição pela sensação de que o governo Lula pretende interferir na prerrogativa constitucional dos estados de definirem suas políticas de segurança pública. A PEC já foi aprovada na Câmara dos Deputados e está parada no Senado aguardando despacho do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para dar andamento à tramitação.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/desaprovacao-lula-48-preocupacao-seguranca-publica/
Flávio Bolsonaro escolhe São Paulo para comitê eleitoral e reforça aposta em Tarcísio

A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) prepara a instalação do comitê eleitoral em São Paulo. Segundo informações apuradas pela Gazeta do Povo, a equipe do senador já encontrou um imóvel na capital paulista e fechou o contrato, agora em fase final de formalização.
A residência de Flávio Bolsonaro continua em Brasília, mas o senador deve passar mais tempo em São Paulo a partir da definição do comitê. A escolha pelo local tem caráter estratégico e reflete o peso que o estado assumiu na articulação da pré-campanha presidencial.
O movimento se soma a outra decisão diferente: a convenção nacional do PL acontece pela primeira vez em São Paulo, marcada para 25 de julho. Em 2022, quando oficializou a campanha à reeleição de Jair Bolsonaro (PL), o partido se reuniu no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
São Paulo concentra lideranças decisivas para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro
O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e a capital paulista, com 9,3 milhões de habitantes, reúne cerca de 5% do eleitorado nacional. Além do peso numérico, o estado abriga lideranças que a equipe de Flávio Bolsonaro considera estratégicas para a campanha presidencial.
A principal delas é o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), tratado como fiador político da candidatura no maior estado do país. A alta aprovação de Tarcísio é considerada o principal fator puxador de votos para Flávio Bolsonaro no estado.
A proximidade com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também entrou no cálculo. Em 2024, durante a disputa municipal, Nunes fazia acenos à família Bolsonaro — o vice-prefeito paulistano, Ricardo de Mello Araújo, foi escolhido por Jair Bolsonaro; em 2026, aderiu por completo à pré-campanha de Flávio.
O setor empresarial completa o arranjo. Entre os interlocutores está Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que faz a ponte com o setor produtivo e tem levado à pré-campanha pautas econômicas consideradas prioritárias para o segmento.
Desistências em São Paulo ampliam o espaço de Tarcísio na pré-campanha
Aliados próximos consideram que Tarcísio de Freitas tem chance de vencer a eleição no primeiro turno. O cenário teria se consolidado após as desistências de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), que retiraram as pré-candidaturas ao governo de São Paulo nas últimas semanas.
A leitura ajuda a explicar a ancoragem do comitê de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Esses aliados ponderam que, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno, a oposição estadual tende a chegar enfraquecida. Com a disputa encaminhada no estado, o governador teria mais fôlego e espaço na agenda para se dedicar à campanha presidencial.
Flávio, Tarcísio e Nunes têm alinhado o discurso de pré-campanha para um dos temas prioritários ao eleitorado, a segurança pública. Integrante do plano de Flávio para a área, o programa “Muralha Brasileira” repete a ação disseminada em cidades e estados país afora, com foco claro em aprimorar o uso de videomonitoramento e das tecnologias disponíveis, como aliado em ações de prevenção e repressão ao crime e marcadas pelo fortalecimento do setor de inteligência e integração policial.
A proposta do presidenciável incorpora elementos do “Muralha Paulista” e do “Smart Sampa”: são nomes distintos para a mesma ideia, alterando-se o âmbito (municipal, estadual e federal). Uma das ênfases da campanha, entre os possíveis uso do sistema, é fechar o cerco contra agressores de mulheres que possuem medidas protetivas, a partir do cruzamento da informações entre a tornozeleira eletrônica utilizada pelo indivíduo e o celular da vítima.
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro estuda ainda dar holofote ao programa da cidade de São Paulo de eletrificação da frota no transporte coletivo: a frota de veículos elétricos da cidade de São Paulo conta com 1.570 ônibus e 189 trólebus movidos a bateria e a ideia analisada pelo presidenciável do PL seria de estímulo à proposta para outras cidades brasileiras.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/comite-flavio-bolsonaro-tarcisio-sao-paulo/
Rumble registra nova advogada em ação contra Moraes na Justiça dos EUA

A plataforma de vídeos Rumble registrou uma nova advogada para atuar oficialmente na ação movida contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Justiça Federal dos Estados Unidos.
Segundo documento protocolado na sexta-feira (26) na Corte Federal do Distrito Médio da Flórida, em Tampa, a advogada Rossana Baeza apresentou um “notice of appearance”, instrumento usado para comunicar formalmente ao tribunal que ela passa a representar uma das partes no processo.
No documento, Baeza informa que entra no caso como advogada da Rumble. A ação tem como autores a própria Rumble e a Trump Media & Technology Group, empresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O réu indicado no processo é Alexandre de Moraes.
A movimentação ocorre depois de a Justiça americana admitir a entrada do governo brasileiro no processo e suspender, de momento, a análise do pedido de julgamento à revelia contra Moraes. A revelia ocorre quando uma parte deixa de responder a uma ação dentro do prazo, o que pode permitir o avanço do processo sem sua contestação formal.
Rumble e Trump Media haviam pedido que Moraes fosse julgado à revelia porque, na avaliação das empresas, o ministro teria sido notificado por um meio autorizado pela Justiça americana e não respondeu dentro do prazo.
A AGU pediu para ingressar no processo sob o argumento de que o caso envolve interesses institucionais do Estado brasileiro. O governo brasileiro sustenta que a ação está relacionada a decisões tomadas por Moraes no exercício do cargo de ministro do STF.
A ação nos Estados Unidos foi apresentada pela Rumble e pela Trump Media contra Moraes por causa de decisões do ministro envolvendo a remoção de conteúdos da plataforma. As empresas afirmam que medidas determinadas no Brasil seriam ilegais sob a legislação americana.
O advogado Martin De Luca, que também representa a Rumble no caso, criticou a forma como a AGU apresentou a decisão da Justiça da Flórida sobre o julgameno à revelia de Moraes ao público brasileiro. Em publicação no X, ele afirmou que a Justiça americana apenas permitiu que o governo brasileiro intervenha para apresentar seus argumentos, mas não decidiu o mérito da ação.
Segundo De Luca, a decisão não significa que o Brasil substituiu Moraes como parte no processo, nem que o caso foi encerrado ou que o ministro tenha sido considerado imune pela Justiça americana. O advogado também afirmou que a Corte não validou as ordens sigilosas de remoção de conteúdo nos Estados Unidos.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/rumble-registra-nova-advogada-em-acao-contra-moraes-na-justica-dos-eua/

Que Deus tenha piedade do Brasil: proibiram as fogueiras de São João

No último dia 24, comemoramos o Dia de São João Batista, uma das festas mais tradicionais do calendário católico, especialmente no Nordeste brasileiro. Como bem observou o professor Pedro Augusto, da Paraíba, cujo trabalho acompanho há muitos anos, a festa de São João destaca-se por marcar o nascimento do santo, e não a sua morte ou martírio, como geralmente ocorre.
Segundo o Evangelho de São Lucas, a mãe de João, Santa Isabel, prima de Nossa Senhora, engravidou em idade avançada, o que levou a jovem Maria, grávida de Jesus, a viajar até a aldeia de Isabel para ajudá-la durante os meses de gravidez. Sempre que rezamos os mistérios gozosos do terço, contemplamos essa linda história de fé. Quando Maria chegou à casa de Isabel, a prima disse:
“Bendita és tu entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. Donde a mim esta dita, que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre.” (Lc 1, 42-44)
A tradição das fogueiras de São João também está ligada a esse episódio. Como Maria morava distante, Isabel teria avisado Maria sobre o nascimento de João por meio de sinais de fumaça.
Os homens do governo determinaram que o fogo anunciador de Isabel deve ser substituído por lâmpadas de led
Logicamente, o Estado jamais morreu de amores por essa tradição. O burocrata logo pensa: “Famílias que fazem fogueiras para celebrar um mistério da fé? Isso não pode ficar assim”.
Eis que as “otoridades” encontraram a desculpa perfeita para acabar com essa história de fogueira junina durante a covid. Em 2020, o governo do Paraíba decretou que as fogueiras de festas juninas estavam suspensas enquantodurasse a pandemia. Fizeram o mesmo com as missas e a Eucaristia, lembram?
Chegamos a 2026, e o que aconteceu? Segundo informa o professor Pedro Augusto, o que era provisório virou definitivo: o Estado resolveu proibir as fogueiras em ambientes urbanos e pronto acabou. Famílias que há várias gerações mantinham o costume da fogueira de São João agora foram obrigadas a abandoná-lo, sob risco de sofrer as penas da lei. Doravante, se quiserem comemorar o São João em ambiente familiar, os paraibanos terão que fazer “fogueiras cenográficas” que “não soltam fumaça”. Os homens do governo determinaram que o fogo anunciador de Isabel deve ser substituído por lâmpadas de led e papel celofane vermelho com ventilador. Ah, o Estado também estimula a delação de vizinhos que porventura desrespeitem a lei.
Aos desatentos, a proibição das fogueiras pode parecer um episódio menor e irrelevante. Mas, para quem sabe que o Estado nada mais é do que a “sistematização do processo predatório sobre um determinado território”, o caso revela a verdadeira dimensão do que os políticos e burocratas estão fazendo com o nosso país em todas as instâncias da vida: eles não querem apenas o seu dinheiro e a sua obediência; eles querem aquilo que você tem de mais precioso: a sua alma.
Amanhã, quando o Estado vier proibir a sua fé, lembre-se das fogueiras da Paraíba.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/deus-tenha-piedade-brasil-proibiram-fogueiras-sao-joao/

Uma partida de futebol é mais importante que o serviço público

Estou falando aqui em época de Copa do Mundo. Em primeiro lugar, vejo algumas notícias de jogos. Vi o jogo, por exemplo, de Portugal e Colômbia; jogaram 90 minutos e não fizeram nenhum ponto. Por isso o americano não dá bola, porque não marcar nenhum ponto não gera empolgação.
Notei que em Brasília haverá quase um feriado, pois todos foram dispensados às 11 da manhã para um jogo que começa às 14 horas. Eu não vi isso no passado, nos anos em que acompanhei a Copa, como em 58, 62, 66 e 70; na época, a gente acompanhava colocando um radinho bem baixinho ali para ficar ouvindo. O que estão dizendo para nós é que uma partida de futebol é mais importante que o serviço público.
Única aposta responsável é em si mesmo
Tem outra coisa: eu estava lendo hoje, em uma agência de notícias, a tragédia de uma senhora enfermeira cujo marido era oficial da PM. Ela descobriu, depois que ele morreu, que ele estava com mais de R$ 1 milhão em dívidas por causa de apostas.
São essas apostas que o pessoal chama em inglês de “bet”, que significa apostar. Não sei se foi modismo ou se são empresas estrangeiras que usam a palavra inglesa. Esse tenente da PM começou na Copa do Mundo de 2022 e agora a situação se revelou.
Há também o caso de uma moça na Bahia, auditora fiscal, cujo irmão se matou por estar com dívidas de milhões por causa dessas apostas. E a cara de pau é que, de vez em quando, entra propaganda de aposta no meu celular dizendo: “Aposte com responsabilidade”.
A única aposta responsável é a aposta em si mesmo, como eu sempre fiz. Eu nunca apostei na vida, a não ser em mim mesmo, e deu certo. Quando apostamos em nós próprios, começamos ganhando o dinheiro que não perdemos na aposta e que deixamos de gastar. Apostar em si próprio significa investir no aperfeiçoamento técnico, tecnológico ou literário, aperfeiçoando a sua capacidade de gerar riqueza.
Para autorizar jogo, deve-se pensar na área social
Isso é óbvio, mas não sei por que as pessoas acham que o jogo é um caminho, influenciadas pela propaganda gratuita das loterias do governo. Anunciam que alguém ganhou R$ 20 milhões, mas quantos milhões de pessoas perderam? Aquele milhão que o sujeito ganhou é apenas uma parte do que o pessoal perdeu, pois o resto vai para a loteria.
O artigo 5º da Lei de Contravenções Penais diz: “estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público”. Consideram-se jogos de azar todos os jogos em que o ganho ou a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte. Isso é jogo de azar. Futebol não é jogo de azar, mas apostar em resultado de futebol vira jogo de azar. É crime promover loteria não autorizada.
Ainda no artigo 5º, o parágrafo segundo fala em multa de R$ 2 mil a R$ 200 mil para quem participar, ainda que pela internet — uma atualização de 2015 — de um jogo ilegal não autorizado. Para autorizar jogo, deve-se pensar na área social. Estou vendo gente que recebe Bolsa Família, ou seja, dinheiro do trabalho dos outros, e aposta nessas plataformas eletrônicas. Isso é incrível.
Aproveitei para falar nisso porque acho que o tema está mais perto da gente do que a eleição, que está a 98 dias. Isso está na nossa cara, talvez até na nossa família.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/partida-futebol-mais-importante-copa-mundo/
Lula triplica gastos com propaganda nas redes sociais que ele hostiliza

Passam de R$18,7 milhões as despesas do governo Lula (PT) com propaganda no Facebook e Instagram, nos últimos três meses. É o maior valor do ano. Entre novembro e janeiro, a gestão petista gastava R$2,3 milhões por mês nas redes sociais, em média. Entre abril e junho, os gastos dispararam para mais de R$6,2 milhões a cada trinta dias. O governo Lula é, de longe, o maior anunciante do grupo Meta no Brasil. Curiosamente, Lula tem adotado iniciativas hostis contra as redes sociais, da taxação a censura e controle de conteúdo.
PT derrama milhões
O segundo maior anunciante do Facebook é o PT: R$2,7 milhões em três meses, quase 100% com propaganda para Fernando Haddad (PT).
Grana não falta
Um “Instituto Conhecimento Liberta” ficou em terceiro; torrou R$755 mil em anúncios. Com seus perfis ‘associados’, gastos vão a R$1,8 milhão.
Na conta carioca
A Prefeitura do Rio de Janeiro disparou para a quarta posição entre os maiores anunciantes do Facebook, em 2026: R$656 mil em 90 dias.
Números oficiais
O levantamento foi feito na plataforma da própria Meta, que divulga todos os pagamentos feitos por anunciantes de cunho político, social etc.
Jorginho denuncia Lula na PGR por insultar catarinenses de ‘racistas’

A Procuradoria-Geral da República (PGR) será acionada nesta segunda-feira (29) pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), para investigar se o presidente Lula (PT) cometeu crime de xenofobia contra os catarinenses, ao discursar em Itajaí, na sexta-feira (26). Na ocasião, o petista atacou o governador e reforçou uma acusação de “hegemonia branca” e racismo contra catarinenses.
O governador considerou que o discurso de Lula superou o mero debate político, ao atacar a honra dos catarinenses com uma insinuação do presidente de que a população de Santa Catarina seria formada por racistas que se achariam superiores aos demais brasileiros.
“Uma coisa é o presidente me criticar ou vir a Santa Catarina dizer coisas que não condizem com a realidade. Isso faz parte do debate político e nós respondemos com fatos. Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, disse Jorginho Mello.
O governador refutou a acusação de racismo feita por Lula, citando que Santa Catarina recebeu mais de 500 mil novos moradores, entre 2017 e 2022, sendo o estado que mais acolheu pessoas de outros estados na última década.
“Se aqui fosse esse lugar de preconceito que ele tentou pintar, por que tanta gente escolheria Santa Catarina para viver, trabalhar, criar seus filhos e fugir da violência e da desigualdade?”, questionou Jorginho Mello.
O Código Penal do Brasil pode tratar xenofobia como crimes de racismo ou injúria racial, quando discriminação, xingamento ou ofensa à honra atinge pessoa específica em razão de sua origem regional, nacionalidade ou etnia. E as penas variam de 1 a 5 anos de reclusão, mais multa.
Governo de Tarcísio é aprovado por 63,1% em São Paulo

O governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) tem como trunfo na disputa por sua reeleição a aprovação de 63,1% de seu governo, entre os eleitores paulistas. É o que dizem os números da pesquisa de intenções de voto do Instituto Vox Brasil, divulgados neste domingo (28).
Somente 31,5% dos entrevistados reprovam a gestão do principal rival do presidente Lula (PT) em São Paulo, que é aliado estratégico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A aceitação do governo de Tarcísio é mais um desafio a ser superado pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), escalado por Lula, a contragosto, para o embate que garantiria um palanque competitivo para a esquerda tentar reeleger o petista com ajuda do eleitorado paulista.
Mas aprovação do governo estadual, aliada à rejeição do próprio Haddad, a maior com 48,8%, dá a oportunidade de Tarcísio se reeleger em 1º turno com 58% do que seriam considerados votos válidos, na simulação de uma apuração oficial. Enquanto Haddad teria 42%, neste cenário que exclui respostas que indicam nenhuma ou outras opções de voto.
A Vox Brasil ouviu 1.480 eleitores do Estado de São Paulo, em entrevistas presenciais domiciliares, entre quinta-feira (25) e este sábado (27). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo nº SP-08939/2026. E tem margem de erro de 2,55 pontos, com nível de confiança de 95%.
Veja os números da aprovação do governo de Tarcísio, na pesquisa Vox Brasil:

Vídeo: Rivelino analisa chances do Brasil para o hexa
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/mais/videos/rivelino-analisa-chances-do-brasil-para-o-hexa
Be the first to comment on "Moraes decide nesta semana se prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro"