Marques faz andar revisão da sentença contra Bolsonaro

Ministro do STF, Kassio Nunes Marques | Foto: Luiz Roberto / TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, deu um andamento decisivo no pedido de revisão criminal protocolado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

O magistrado estendeu o prazo inicial e concedeu 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente o seu parecer sobre a ação que visa anular a condenação imposta a Bolsonaro no caso envolvendo as investigações de suposta trama golpista.

A determinação de Nunes Marques atende ao pedido de análise da peça protocolada pelos advogados de Bolsonaro no início de maio de 2026. 

A defesa sustenta que o processo que resultou na pena de 27 anos e três meses de prisão (atualmente cumprida em regime domiciliar temporário por razões de saúde) é manchado por “erro judiciário” e graves nulidades processuais, necessitando de uma correção imediata por parte do Judiciário.

Entre os argumentos centrais apresentados pela defesa e detalhados na ação, destaca-se o cerceamento de defesa e a incompetência da Primeira Turma do STF para julgar o ex-chefe do Executivo. 

Os advogados apontam que, pela dignidade e natureza do cargo anteriormente ocupado, o julgamento deveria ter ocorrido de forma transparente perante o Plenário da Corte, e não em um colegiado fracionado.

Outro ponto de forte contestação técnica diz respeito à delação premiada do ex-ajudante de ordens, Mauro Cid. 

A defesa de Bolsonaro requer a anulação completa dos depoimentos, alegando que a colaboração careceu de voluntariedade, além de apontar que os advogados do ex-presidente não tiveram acesso integral e paritário aos elementos de prova que constam nas investigações. 

No mérito, a petição reforça a ausência de provas materiais que liguem o ex-presidente a qualquer ato ilícito ou liderança de plano de ruptura institucional.

Sob a relatoria de Nunes Marques, o caso agora segue os ritos regimentais. 

Após a manifestação oficial da PGR, a revisão criminal será remetida para o julgamento dos cinco ministros integrantes da Segunda Turma do STF.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/marques-faz-andar-revisao-da-sentenca-contra-bolsonaro

Câmara aprova redução da jornada semanal em 4 horas

Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara – Foto: Ag.Câmara.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), por 472 a 22 votos em primeiro turno e 461 a 19 em segundo turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) que é um salto no escuro porque não ter sido precedida de qualquer exame mais cuidadoso: reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e o fim da escala 6×1.

Os deputados também rejeitaram destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5×2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.

A ânsia pela aprovação da medida claramente demagógica e eleitoreira tramitou praticamente em tempo recorde, em razão das manobras do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/camara-aprova-reducao-da-jornada-semanal-em-4-horas

Mendonça é barreira para Moraes

O programa Sem Rodeios desta quinta-feira (28) analisará o avanço das investigações sobre o caso Banco Master e a abriu nova frente que preocupa o senador Flávio Bolsonaro (PL -RJ) no STF. Segundo bastidores relatados pelo O Globo, aliados do parlamentar avaliam que uma eventual entrada do ministro Alexandre de Moraes no inquérito pode ampliar a pressão política e jurídica sobre o entorno bolsonarista.

PGR avalia delaçãod e Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República deve decidir ainda nesta semana se aceita avançar nas negociações para uma delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A defesa do banqueiro tenta fechar um acordo diretamente com a PGR após a Polícia Federal rejeitar a proposta por considerar que faltavam provas relevantes e haver suspeita de proteção a aliados.

Flávio reforça ofensiva contra facções nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro voltou à Casa Branca nesta quarta-feira (27) para reuniões com o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, um dia após encontro com o presidente Donald Trump. Segundo a equipe do senador, os temas debatidos incluíram liberdade de expressão, combate ao crime organizado e os decretos do governo Luiz Inácio Lula da Silva sobre regulação das plataformas digitais.

Câmara aprova fim da escala 6×1

Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários. O texto prevê transição em duas etapas: primeiro para 42 horas e, após um ano, para 40 horas semanais, além de garantir dois dias de descanso por semana. A proposta agora segue para análise do Senado.

CCJ adia votação da maioridade penal

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara adiou a votação da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos após um pedido de vista coletiva apresentado por deputados do PT, PSOL e PCdoB.

O Sem Rodeios vai ao ar às 13h30 pelo canal do YouTube da Gazeta do Povo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/sem-rodeios/mendonca-e-barreira-para-moraes/

Fintechs se tornaram “duto do crime organizado” para lavagem de dinheiro do PCC

Investigação aponta que fintechs são usadas pelo PCC e outras facções para lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas e demais crimes. (Foto: Pablo Jacob/governo de SP)

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou nesta quinta-feira (28) que fintechs passaram a ser usadas como “duto do crime organizado” para lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), em um esquema bilionário que movimentou recursos do tráfico de drogas e armas e adulteração de combustíveis. As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva sobre a Operação Fluxo Oculto, realizada mais cedo em cinco estados e voltada contra seis empresas do setor financeiro digital suspeitas de ligação com a facção criminosa.

A operação ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul e é considerada um desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto do ano passado. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o PCC reorganizou sua estrutura financeira após a ação de 2025 e ampliou o número de fintechs usadas para ocultar dinheiro ilícito.

“Essas fintechs estão sendo exploradas não apenas por essa organização criminosa, como por outros grupos criminosos também, compartilhando os mesmos espaços de fluxo financeiro. Essas empresas têm se tornado um duto do crime organizado para esse fluxo de lavagem do dinheiro ilícito”, afirmou o promotor João Paulo Gabriel.

O promotor explicou que as investigações identificaram quatro frentes principais envolvendo as fintechs. A primeira delas está relacionada à própria estrutura dessas empresas, que utilizam “contas-bolsões” para esconder a origem e o destino dos recursos, criando camadas de blindagem patrimonial exploradas pelas organizações criminosas.

Essas operações passaram a ser proibidas pelo Banco Central, no ano passado, por reunirem recursos de vários clientes em apenas uma conta para a compensação do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Desde então, uma norma obrigou as fintechs a informarem à Receita Federal quem são os responsáveis e beneficiários pelos recursos.

Segundo a Receita Federal, três das fintechs alvos da operação não prestaram contas à Receita Federal sobre os investimentos, e outras três declararam ter movimentado cerca de R$ 8 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025.

João Paulo Gabriel explicou que, durante a Operação Carbono Oculto, se descobriu que pelo menos três fintechs era utilizadas pelo PCC. Após a ação, a facção se reorganizou e passou a utilizar seis empresas, “o que propiciou criar várias camadas para o fluxo financeiro”, afirmou pontuando que a investigação rastreou a transferência de R$ 4 bilhões das empresas já investigadas para as fintechs alvo da nova operação.

A terceira linha apontada pelo Gaeco envolve a criação de fintechs de fachada em nome de laranjas logo após a operação do ano passado. Segundo João Paulo Gabriel, uma das empresas investigadas teria encerrado contratos antigos e refeito toda a estrutura operacional usando novas companhias fictícias, inclusive com capital social formado por títulos podres, ou seja, sem lastro financeiro comprovado.

O promotor afirmou ainda que o setor apresenta sinais de contaminação pelo crime organizado. “A própria estrutura das fintechs, nesse cenário, mas sem generalizar, está bastante contaminada. Várias já foram alvos de outras operações tanto da Polícia Federal como do Gaeco”, declarou.

Conexão entre facções

E, por fim, o quarto eixo que é considerado pelas autoridades como “talvez o mais preocupante”, por envolver a convergência entre diferentes organizações criminosas dentro do mesmo sistema financeiro. Segundo o Gaeco, as fintechs investigadas eram utilizadas simultaneamente por vários grupos criminosos, compartilhando os mesmos canais de movimentação financeira.

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que a Carbono Oculto foi “a maior operação contra organizações criminosas” já realizada no país. Segundo ele, as investigações descobriram “complexas estruturas de cadeias de fundos de investimentos utilizados para lavar dinheiro e ocultar os reais beneficiários”.

“Aquelas pessoas que, do conforto das suas mansões e apartamentos de luxo nas áreas mais nobres do país e do exterior, financiam e ganham com o desespero da população brasileira que é vítima das organizações criminosas”, declarou.

A Receita Federal informou que o avanço das investigações só foi possível após mudanças regulatórias que passaram a exigir mais transparência das fintechs e fundos de investimentos. Segundo Barreirinhas, o Brasil convivia com um “vácuo regulatório e de governança” que permitia a essas empresas atuarem sem as mesmas obrigações impostas aos bancos tradicionais.

As autoridades revelaram ainda que as fintechs investigadas movimentaram R$ 26 bilhões e que parte dessas operações ocorreu com dinheiro em espécie. Segundo a Receita, algumas empresas chegaram a movimentar R$ 1 bilhão em dinheiro vivo e uma delas realizou operações de R$ 1 milhão diretamente em espécie.

Espalhamento da adulteração de combustíveis

A operação desta quinta-feira (28) também avançou sobre o esquema de adulteração de combustíveis pelo PCC descoberto no ano passado durante a Operação Carbono Oculto. O promotor Yuri Fisberg afirmou que, após a ação, empresas ligadas à fraude passaram a abrir novas companhias de fachada em diversos estados do país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

“Essas empresas simulavam compras milionárias de nafta enquanto o combustível era entregue em postos da capital paulista e da Grande São Paulo”, pontuou.

As investigações também resultaram na identificação e lacração de empresas e terminais terrestres ligados ao esquema. De acordo com o Gaeco, toda a movimentação financeira encontrada apresenta conexão direta com os alvos já investigados na operação anterior e com estruturas ligadas a fundos de investimentos e fintechs utilizadas pelo PCC.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/fintechs-duto-crime-organizado-lavagem-dinheiro-pcc/

Quebradeira de empresas e colapso de marcas famosas assombram campanha de Lula

Governo Lula vê a retomada, ainda mais acentuada. da subida do número de empresas sob recuperação judicial, interrompida desde o fim do governo Dilma. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.)

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final carregando uma marca trágica para o setor produtivo. Em meio ao caos fiscal, juros elevados, crédito dificultado e famílias endividadas, o Brasil alcançou em 2025 o maior número de recuperações judiciais de sua história.

A onda de balanços negativos e a séria deterioração financeira de empresas símbolos nacionais do varejo e da indústria transformaram-se em um problema para a campanha de Lula à reeleição. Elas contradizem o discurso governista de ótimo momento para a economia brasileira.

Levantamentos de consultorias como RGF & Associados e Serasa Experian mostram que 5,3 mil empresas encerraram 2025 sob proteção judicial para renegociar dívidas, salto de 24% em relação ao ano anterior. Só no último trimestre, 510 pedidos foram registrados, com R$ 40 bilhões em dívidas.

O cenário atingiu em cheio setores dependentes de crédito e consumo das famílias, como varejo, vestuário, móveis e brinquedos. Marcas associadas à estabilidade empresarial passaram a simbolizar a fragilidade financeira do ambiente econômico brasileiro e a crise existencial no setor produtivo.

Oposição destaca quebradeira de empresas acima da pandemia e Dilma

Parlamentares da oposição afirmam que o governo criou as condições para o ambiente hostil ao setor produtivo, marcado por insegurança regulatória, aumento da carga tributária, expansão de gastos públicos, juros persistentemente elevados e baixa confiança de investidores.

Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, rebateu nas redes sociais o discurso otimista do governo sobre a economia, lembrando que o setor produtivo amarga o “elevado custo do dinheiro” e a irresponsabilidade fiscal. “A inadimplência e as recuperações judiciais batem recordes”, diz.

Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), dados de mercado mostram explosão de pedidos de recuperação judicial a partir de 2025, superando largamente as crises econômicas de 2016 e da Covid-19. “É mais fácil uma empresa sobreviver à pandemia do que a um governo petista”, protestou.

Lula interrompe o ciclo de queda de recuperações judiciais desde 2017

O atual mandato de Lula encerrou o ciclo de queda no número de empresas em recuperação judicial, iniciado após a gestão Dilma Rousseff (PT). Em 2014, eram 828. O número disparou e chegou a 1.863 em 2016, auge da recessão, da crise fiscal e da desconfiança que levaram à queda da petista.

Após esse pico, houve gradual melhora. No governo Michel Temer (MDB), os números recuaram para 1.420 em 2017 e 1.408 em 2018. O indicador seguiu cedendo no governo de Jair Bolsonaro (PL): 1.387 em 2019, 1.179 em 2020 e 891 em 2021, apesar dos impactos da pandemia.

Em 2022, último ano do governo passado, o país atingiu o menor patamar da série recente, com 833 empresas em recuperação judicial. A reversão começou a partir de 2023, já na gestão Lula. O número saltou para 1.405 naquele ano, avançou para 2.273 em 2024 e explodiu para 5.280 em 2025.

Trata-se de uma alta de 276% em relação ao início do atual governo e do maior nível da série histórica apresentada, situação inversa à de 2022. O mercado espera que até 8,3 mil empresas possam falir este ano, indicando agravamento da crise de crédito, da inadimplência e do custo financeiro.

Gigante do varejo brasileiro, Pão de Açúcar vê crescer prejuízos e dívidas

O grupo das redes Pão de Açúcar e Extra está entre os casos mais emblemáticos dessa agonia. O GPA entrou em recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas, após sucessivos prejuízos, perda de valor de mercado e geração de caixa insuficiente para tocar operações.

A situação ganhou peso simbólico porque o GPA já foi considerado uma potência do varejo sul-americano. O balanço de 2025 trouxe alerta formal sobre risco à continuidade operacional do grupo. Analistas atribuem a crise à combinação de juros altos, pressão financeira e insucesso de estratégias.

Outra gigante atingida foi a Bombril, uma das marcas mais conhecidas da indústria nacional. A empresa pediu recuperação judicial pressionada por contingências tributárias bilionárias e dificuldades acumuladas ao longo de anos. O passivo citado pela companhia gira em torno de R$ 2,3 bilhões.

Estrela, símbolo dos brinquedos brasileiros, luta pela sua sobrevivência

A crise afetou outras empresas notáveis como Brinquedos Estrela, Tok&Stok e Coteminas. No caso da Estrela, dona de sucessos históricos como Banco Imobiliário e Autorama, a deterioração é atribuída ao crédito caro, retração do consumo e troca de brinquedos tradicionais pelo entretenimento digital.

Na esfera pública federal, a tragédia é ainda maior. Os Correios acumulam prejuízo de R$ 8,5 bilhões apenas em 2025 e recorrem a operações de crédito com garantia do Tesouro Nacional para seguir com investimentos. A estatal sofre perda de competitividade, alta de custos e atraso tecnológico.

Colapso empresarial prova a piora geral da economia, alertam analistas

Segundo analistas, o avanço recorde das recuperações judiciais expôs não só falhas de gestão, mas, sobretudo, deterioração do ambiente econômico. Enquanto o governo aponta geração de empregos e controle relativo da inflação, empresas criticam os gastos públicos e a insegurança regulatória.

O consultor financeiro Vandyck Silveira acredita que o governo Lula 3 contribuiu para acelerar um modelo de gestão populista que levou à derrocada da Argentina após anos de gastança desenfreada e ao colapso financeiro de países da zona do euro em 2008, puxado pela sigla PIIGS, de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha.

“Há uma lei inviolável da economia: nenhum país pode gastar mais do que arrecada de forma crônica. Quando faz isso, a lei da gravidade econômica incide e traz os governos de volta para a Terra. Não aprendemos com os erros e as crises do passado. A disputa pelo poder está acima de tudo”, diz.

Especialista vê “cenário desesperador” para próximo mandato presidencial

O conselheiro de empresas Ismar Becker avalia que “razões matemáticas” indicavam a atual onda de falências e recuperações judiciais. Segundo ele, o Lula 3 acelerou gastos públicos antes mesmo da posse, até desembocar no recém-lançado “pacote de bondades eleitorais” de R$ 200 bilhões.

“Os juros tendem a permanecer em patamar absurdo e a inflação, ainda que mascarada, já aponta para 5%”, afirma. Na avaliação de Becker, quem vencer a eleição presidencial terá de encarar “a hora da verdade” em 2027. “Ou se enfrenta o problema fiscal ou o mercado fará o próprio ajuste, prevê.

Para o especialista, a combinação de desequilíbrio fiscal profundo, crédito caro e perda de confiança nos indicadores econômicos pode empurrar o país para um cenário “desesperador”. Nesse quadro, investidores fugiriam do financiamento da dívida pública ou exigiriam juros ainda mais altos.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/quebradeira-de-empresas-e-colapso-de-marcas-famosas-assombram-campanha-de-lula/

Franklin Ferreira

Fúria Épica: como EUA e Israel desmantelaram o poder militar iraniano

O A-10 Thunderbolt (na foto, em missão no Afeganistão) tem sido usado especialmente para neutralizar a Marinha iraniana. (Foto: Master Sgt. William Greer/US Air Force/Domínio público)

As operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã representam uma das mais impressionantes demonstrações de poder aéreo, integração operacional e supremacia tecnológica da história militar contemporânea. As matérias “Epic Fury Unleashed”, de Tim Ripley, “Shattered Shields”, de Babak Taghvaee, “Fury from the Sea”, de Mike Crutch, e “Heading to the Desert”, de Alan Warnes, entre outras, publicadas pela AirForces Monthly entre maio e junho de 2026, descrevem um quadro inequívoco: os americanos e israelenses impuseram perdas devastadoras às forças iranianas enquanto sofreram danos relativamente limitados em comparação ao inimigo.

Do ponto de vista puramente militar, a campanha revelou um contraste brutal entre uma máquina de guerra moderna, integrada e altamente profissional, representada por Estados Unidos e Israel, e uma teocracia islamista envelhecida, apoiada em ataques de saturação por mísseis e drones, guerras por procuração e estruturas militares vulneráveis.

O colapso do escudo iraniano

Os ataques iniciais da Operação Fúria Épica – denominada Operação Rugido do Leão pelo lado israelense – foram planejados para destruir aquilo que Teerã apresentava como sua grande proteção estratégica: a combinação de defesa aérea, bases de mísseis, centros de comando e instalações da Guarda Revolucionária Islâmica. O resultado foi devastador para os iranianos.

Segundo os articulistas da AirForces Monthly, forças americanas e israelenses atingiram radares, centros de comando, depósitos subterrâneos, instalações navais, fábricas de mísseis e sistemas antiaéreos em ataques coordenados conduzidos por aeronaves F-15 Strike Eagle, F-16 Fighting Falcon, F-35 Lightning II, B-1 Lancer, B-2 Spirit e B-52 Stratofortress, além de drones e mísseis de cruzeiro.

A superioridade da coalizão foi evidente desde o início. Israel utilizou extensivamente F-35I Adir, F-15I Ra’am e F-16I Sufa, além de drones, enquanto os Estados Unidos integraram aos recursos aéreos mencionados aeronaves de guerra eletrônica e de reabastecimento, satélites e inteligência em uma campanha contínua de ataques de precisão. As operações envolveram centenas de surtidas em poucos dias e um nível impressionante de coordenação aérea. A defesa iraniana simplesmente não conseguiu acompanhar o ritmo da ofensiva.

O Irã perdeu não apenas liberdade de movimento, mas também proteção de sua logística e a capacidade de reação coordenada

A destruição da aviação iraniana

Um dos aspectos mais humilhantes para o regime iraniano foi a destruição de sua força aérea e de seus meios estratégicos. Diversas matérias das revistas relatam os múltiplos ataques contra bases aéreas, hangares reforçados, aeronaves estacionadas e centros de manutenção.

A Força Aérea Iraniana já era consideravelmente atrasada em comparação com os padrões ocidentais. Grande parte de seus caças derivava de plataformas da década de 1970 ou dependia de manutenção improvisada. Quando confrontada pelas aeronaves americanas e israelenses, que operavam com elevado grau de integração e apoiadas por sofisticados sistemas de guerra eletrônica, ela praticamente desapareceu do campo de batalha.

Mesmo quando o Irã conseguiu lançar mísseis e drones contra bases americanas e israelenses, os resultados militares foram bastante limitados. As análises indicam danos localizados e alguns ataques bem-sucedidos contra bases americanas e infraestruturas civis nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia, Omã, Iraque e Israel, mas nada que tivesse impacto significativo no equilíbrio estratégico da guerra. Em contrapartida, os ataques da coalizão destruíram instalações críticas e desestruturaram em larga escala o sistema de comando e coordenação militar iraniano.

A supremacia aérea absoluta

Talvez a maior vitória militar da coalizão tenha sido a conquista da supremacia aérea incontestada. Israel e Estados Unidos operaram com liberdade no espaço aéreo iraniano, com aeronaves penetrando repetidamente o território inimigo. As reportagens descrevem ataques realizados “ao longo de toda a extensão do Irã”, algo que teria sido impensável décadas atrás contra um Estado regional tão bem armado.

O Irã havia investido bilhões de dólares ao longo dos anos em sistemas antiaéreos, redes de radares e uma defesa aérea em camadas. A propaganda do regime vendia essas capacidades como suficientes para deter Israel e intimidar os Estados Unidos. A guerra demonstrou o oposto. Os sistemas iranianos foram amplamente neutralizados por meio de guerra eletrônica, inteligência de sinais, ataques preventivos e mísseis antirradiação. Em muitos casos, as aeronaves da coalizão operaram praticamente sem oposição efetiva.

A campanha também gerou um efeito geopolítico e militar profundamente constrangedor para Moscou e Pequim. Durante anos, Rússia e China promoveram a imagem de que seus sistemas antiaéreos modernos seriam capazes de negar o acesso aéreo até mesmo às forças ocidentais mais avançadas. No entanto, diante da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel, grande parte desses equipamentos foi neutralizada, enganada ou destruída em poucos dias de combates.

Sistemas que eram apresentados como pilares da defesa iraniana mostraram-se incapazes de impedir a penetração contínua e quase irrestrita de aeronaves de ataque e de guerra eletrônica no espaço aéreo do país. O impacto psicológico e comercial dessa derrota é considerável. Além de enfraquecer militarmente o Irã, a guerra desmoralizou parte significativa do prestígio internacional da indústria bélica russa e chinesa, gerando sérias dúvidas sobre a real eficácia de seus sistemas diante de forças ocidentais integradas, tecnologicamente superiores e operacionalmente maduras.

Esse desfecho tem enorme significado militar. Uma vez conquistada a supremacia aérea, todo o conflito tende a pender para o lado que controla os céus, condicionando o desfecho de toda a campanha. O Irã perdeu não apenas liberdade de movimento, mas também proteção de sua logística e a capacidade de reação coordenada.

Um resgate espetacular

Um dos episódios mais dramáticos de toda a campanha, de acordo com Stefano D’Urso, em “New Details Emerge About Rescue Mission Deep Inside Iran”, no The Avionist, foi o espetacular resgate da tripulação de um F-15 Strike Eagle do 494.º Esquadrão de Caça. Após a aeronave ser abatida por um míssil antiaéreo iraniano em 3 de abril de 2026, os Estados Unidos desencadearam uma das mais complexas e arriscadas operações de Busca e Resgate em Combate (CSAR) da história recente. Em poucas horas, o piloto foi localizado e retirado do território inimigo por uma força composta por helicópteros HH-60 Jolly Green II, aeronaves HC-130 Combat King II e A-10 Thunderbolt II, que penetraram o espaço aéreo iraniano em plena luz do dia sob ameaça constante de fogo antiaéreo, mísseis e tropas terrestres.

O resgate do oficial de sistemas de arma, gravemente ferido, revelou ainda mais a força operacional e a determinação americana. Durante 36 horas, o oficial permaneceu isolado atrás das linhas iranianas enquanto uma gigantesca força de salvamento era mobilizada. Ao todo, a missão envolveu 155 aeronaves, incluindo quatro bombardeiros estratégicos, 64 caças e 13 outras dedicadas ao resgate. Para confundir os iranianos, ataques de distração foram realizados simultaneamente em sete locais diferentes, enquanto dois MC-130 Commando II pousavam em terreno improvisado numa fazenda iraniana para apoiar a extração. Helicópteros MH-6 Little Bird penetraram profundamente em território hostil para completar a retirada do oficial ferido.

O Irã sofreu o que é descrito como “desorganização sistêmica”: a perda simultânea de capacidade de comando, defesa aérea, logística e ação ofensiva

A operação foi marcada por intensos combates, fogo antiaéreo cerrado, dificuldades extremas de navegação e até problemas críticos durante a decolagem dos MC-130 em pista improvisada. Ainda assim, a missão terminou com sucesso. Mais do que um simples resgate, o episódio tornou-se uma demonstração impressionante da capacidade americana de projetar poder, coordenar operações de alta complexidade e mobilizar recursos massivos para salvar seus combatentes. Em termos simbólicos, reforçou um dos princípios centrais da tradição militar dos Estados Unidos: a convicção de que nenhum soldado deve ser abandonado em território hostil.

O peso esmagador da Marinha americana

Outro elemento decisivo na campanha foi a participação ativa da Marinha dos Estados Unidos. Reportagens da AirForces Monthly destacam a impressionante concentração de poder naval americano no Golfo Pérsico e no Mar da Arábia, composta pelos porta-aviões USS Abraham Lincoln, USS Gerald R. Ford e USS George H. W. Bush, além dos navios de assalto anfíbio USS Tripoli e USS Boxer, apoiados por destroieres e submarinos nucleares.

Os grupos de porta-aviões atuaram como plataformas móveis de supremacia aérea e poder de fogo. Com F/A-18 Super Hornets, EA-18 Growlers de guerra eletrônica e aeronaves de alerta antecipado E-2 Hawkeye, os americanos conseguiram manter pressão constante e ininterrupta sobre as forças iranianas.

O Irã tentou contra-atacar com drones e lanchas rápidas, mas a disparidade operacional foi avassaladora. Um dos episódios mais simbólicos dessa superioridade foi o afundamento da fragata iraniana IRIS Dena pelo submarino nuclear USS Charlotte, ocorrido em águas internacionais no Oceano Índico, próximo ao Sri Lanka. Durante a campanha, a Marinha iraniana foi praticamente dizimada, com pesadas perdas em embarcações, instalações costeiras, centros de comando e infraestrutura logística.

O controle marítimo permaneceu firmemente nas mãos dos Estados Unidos desde o início até o fim das operações, confirmando mais uma vez a supremacia naval como um dos pilares fundamentais do poder militar americano.

As perdas – um contraste brutal

Embora a coalizão tenha sofrido alguns danos, o desequilíbrio de perdas foi evidente. Os iranianos conseguiram atingir bases americanas em países árabes, lançar mísseis contra cidades israelenses e causar danos pontuais em aeronaves e infraestrutura. Talvez o episódio mais notável tenha sido a derrubada de três caças F-15 americanos pela defesa aérea iraquiana. Um avião E-3 Sentry (AWACS) também foi destruído em solo na Arábia Saudita durante um ataque iraniano contra bases usadas pelos Estados Unidos. Ainda assim, esses sucessos tiveram impacto estratégico mínimo e não alteraram o curso da guerra.

Do lado iraniano, as perdas foram incomparavelmente maiores. Reportagens da AirForces Monthly descrevem a destruição em larga escala de instalações militares, radares, depósitos de mísseis, centros de comando, aeronaves, navios, hangares e infraestrutura da Guarda Revolucionária Islâmica. Um F-35I israelense abateu um caça iraniano Yak-130 sobre Teerã em março de 2026 – o primeiro abate ar-ar da história do F-35 contra uma aeronave tripulada. As baixas humanas também foram significativas, especialmente entre oficiais superiores, operadores de sistemas antiaéreos, cientistas nucleares e membros de elite da Guarda Revolucionária. Essa decapitação da liderança militar enfraqueceu gravemente a estrutura de comando do regime. O próprio líder supremo, Ali Khamenei, foi morto ainda nas primeiras horas do conflito.

Em termos militares clássicos, o Irã sofreu o que pode ser descrito como uma “desorganização sistêmica”: a perda simultânea de capacidade de comando, defesa aérea, logística e ação ofensiva. Em contraste, Estados Unidos e Israel demonstraram alto grau de integração tecnológica, profissionalismo, flexibilidade operacional e superioridade de inteligência, operando de forma coordenada em múltiplos teatros com eficácia muito superior à de seus adversários.

A derrota militar também desencadeou uma forte onda de expurgos internos no Irã. O regime intensificou prisões em massa, execuções sumárias por suposta traição e perseguições contra militares, cientistas e civis acusados de colaborar com o Ocidente. Mais uma vez, a humilhação externa resultou em repressão ainda mais dura no plano interno – um padrão clássico de regimes totalitários sob pressão.

O significado militar da vitória e suas implicações políticas

Do ponto de vista estritamente militar, o conflito no Irã reforçou algumas conclusões fundamentais sobre a guerra moderna. Primeiro: a supremacia aérea continua sendo decisiva, isto é, quem controla o ar controla o ritmo do conflito. Segundo: tecnologia avançada, inteligência integrada e guerra eletrônica são capazes de neutralizar sistemas defensivos que pareciam robustos. Terceiro: forças profissionais altamente treinadas mantêm uma vantagem esmagadora sobre estruturas militares ideologizadas e politizadas.

O cessar-fogo e as negociações atuais parecem menos um acordo definitivo do que uma pausa armada

A campanha consolidou Israel como a principal potência militar regional e reafirmou os Estados Unidos como a única força global capaz de projetar poder de forma maciça e sustentada em qualquer teatro de operações. Para o regime iraniano, o conflito representou uma dolorosa demonstração de suas limitações militares reais. Para americanos e israelenses, tratou-se de uma vitória estratégica de grande importância.

Acima de tudo, a operação reforçou a tese de que a combinação ocidental de superioridade tecnológica, treinamento profissional de alto nível e coordenação operacional eficaz permanece extremamente difícil de ser superada – uma ideia que Victor Davis Hanson desenvolveu com vigor em sua obra clássica Por que o Ocidente venceu: massacre e cultura da Grécia Antiga ao Vietnã. Hanson argumenta que a tradição militar ocidental, originada nas pólis gregas com seus soldados-cidadãos, produziu ao longo da história “os soldados mais letais da civilização”, caracterizados pela busca não apenas da contenção do inimigo, mas de sua destruição decisiva.

Contudo, a grande questão que permanece não é apenas militar, mas política. A campanha demonstrou de forma inequívoca a superioridade operacional de Estados Unidos e Israel sobre o Irã, destruindo bases, degradando defesas aéreas e expondo a vulnerabilidade do regime dos aiatolás. Porém, vitórias militares nem sempre se traduzem em soluções políticas duradouras.

O cessar-fogo e as negociações atuais parecem menos um acordo definitivo do que uma pausa armada – semelhante ao armistício da Guerra da Coreia de 1953, e não a uma rendição incondicional como a da Alemanha ou do Japão em 1945. O Irã saiu militarmente enfraquecido da guerra, mas não politicamente derrotado. O risco estratégico para Washington e Jerusalém é que Teerã use esse intervalo para reconstruir suas capacidades, reorganizar suas milícias na região e preparar uma nova rodada de confrontação.

A história mostra repetidamente que conflitos apenas pausados raramente geram paz genuína: eles apenas suspendem temporariamente a violência enquanto ambos os lados se rearmam. Ainda assim, permanece o fato central desta guerra: quando confrontado diretamente pela força militar combinada de Estados Unidos e Israel, o regime iraniano não conseguiu proteger seus céus, suas bases, sua infraestrutura estratégica nem sua projeção de poder regional. E isso já altera profundamente o equilíbrio psicológico e militar do Oriente Médio pelos próximos anos.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/franklin-ferreira/furia-epica-eua-israel-desmantelaram-poder-militar-ira/

Coluna Esplanada

Fim da escala 6×1 passou na Câmara graças a acordo de Lula e Motta

Câmara aprova PEC que acaba com a escala 6″1, reduz a jornada para 40h e prevê dois dias de folga por semana. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Dificilmente a PEC do fim da escala 6×1 na jornada de trabalho vai avançar no plenário do Senado. Com um Congresso Nacional fortemente patronal, a exceção será a Câmara dos Deputados, por acordos que só os presidentes Lula da Silva e o da Câmara, Hugo Motta, sabem.

Na Casa Alta, a história é outra. E não tem a ver com a rabugice do presidente do Senado Davi Alcolumbre em relação ao Palácio. O Senado é constitucionalmente representante dos estados, cujos governadores estão super pressionados pelos empresários, dos pequenos aos magnatas, por conta dos efeitos do fim da escala 6×1.

A chiadeira é grande de norte a sul do país sobre o fim da escala 6×1, por questões óbvias: além de considerarem um projeto puramente eleitoreiro, para fortalecer a reeleição de Lula, os empresários e entidades – de pequenas Câmaras de Lojistas até associações industriais – têm em mãos estudos que mostram que o fim da escala 6×1 vai trazer mais desempregos, queda de produção e redução do PIB se a PEC passar. Só o governo não vê.

Deolane

A “influencer” Deolane Bezerra, presa acusada de lavar dinheiro da facção PCC, dificilmente sairá da cadeia desta vez. A Polícia Civil paulista encontrou o celular-chave de sua ligação com os criminosos. Nas buscas ela entregou o que estava em mãos, mas os investigadores encontraram o aparelho-mãe bem escondido na mansão.

Prima do Val

Candidata a deputada federal, a policial federal Susanna do Val, prima do senador Marcos do Val (Pode-ES), tem comemorado nas redes sociais, com banners, cada conquista dos nomes da direita que apoia. Foi assim quando a PGR pediu arquivamento de todas as denúncias contra o parlamentar. No post mais recente, ela comemorou a soltura da ex-deputada federal Carla Zambelli na Itália.

Kaefer no PRD

O empresário e ex-deputado federal Alfredo Kaefer (PR) prepara sua candidatura a deputado federal direto de Cascavel. Ele assumiu a presidência do PRD no Paraná, já oficializou 100 diretórios municipais e, no seu planejamento, chegará a 200 executivas até a eleição. Diz que tem conversado com diferentes frentes partidárias do centro e da direita.

São João Air

A companhia Latam estreou o voo 3980 de Brasília para Campina Grande (PB) lotado na última segunda-feira (25). Será diário, pela manhã. Justamente na iminência das grandes festas juninas da conhecida cidade. Aliás, centenas de deputados, senadores, assessores e moradores de Brasília com raízes paraibanas e nordestinas, já estão de olho na rota.

Índice Copa

Podemos chamar isso de Índice Copa de Inflação. Levantamento da Fipe mostra que os produtos tradicionalmente consumidos durante a Copa Fifa estão, em média, mais caros do que em 2022. O carvão para churrasco teve alta de 26,1%, as carnes bovinas subiram 21,4% e os refrigerantes, 22,9%. A cachaça teve aumento de 29,1%, mas a vodca ficou 9,2% mais barata. Alguns petiscos registraram queda nos preços, como a salsicha (-9,1%) e o salame (-6,7%). Os televisores estão 6,2% mais caros.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/fim-da-escala-6×1-passou-na-camara-gracas-a-acordo-de-lula-e-motta/

Petrobras anuncia alta da gasolina; contribuinte ajuda a bancar reajuste

Reajuste entra em vigor nesta sexta-feira (29/05). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (28), um novo aumento no preço da gasolina. O valor do combustível vendido às distribuidoras vai subir R$ 0,48 por litro.

Apesar disso, conforme estatal, o impacto para o consumidor “será menor” porque o Governo Federal vai bancar R$ 0,44 desse aumento com dinheiro público, por meio de uma subvenção econômica.

Com isso, o preço médio da gasolina passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro; um aumento real de R$ 0,04. A mudança começa a valer nesta sexta-feira (29).

Em nota, a estatal explicou que o desconto pago pelo governo faz parte da subvenção econômica criada pela Medida Provisória nº 1.358/2026.

Ou seja, o consumidor deixa de pagar integralmente na bomba, mas continua financiando o reajuste via cofres públicos.

Veja abaixo a nota na íntegra:

“A Petrobras informa que implementará a partir de amanhã, 29 de maio, um ajuste nos seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras de R$ 0,48 por litro. Informa também que ofertará um desconto de R$ 0,44 por litro, no âmbito da subvenção econômica instituída pelo governo federal nos termos da Medida Provisória nº 1.358, de 13 de maio de 2026, do Decreto nº 12.984 e da Portaria MF nº 1.496, de 25 de maio de 2026, equivalente ao valor fixado pelo Ministério da Fazenda, observando os tributos federais (PIS, Cofins e CIDE) incidentes sobre o preço de venda praticado por produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo.

Dessa forma, o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final é mitigado pela subvenção econômica concedida. Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro.

Para o consumidor, considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas. Este valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31/12/2022″. 

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/petrobras-anuncia-alta-da-gasolina-contribuinte-ajuda-a-bancar-reajuste

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