

Eu já contei que a pessoa que vai me buscar para uma palestra em Brasília avisou que está com carro blindado. Acho que nunca andei de carro blindado na vida. E fico chocado ao perceber a realidade do meu país. Estou aqui na Europa, onde nunca ninguém vai andar de carro blindado – talvez faça isso no Irã, que nem é mais Europa. Aqui ninguém fala de tiroteio, assalto à mão armada, essas coisas que temos no Brasil e que tratamos com a maior naturalidade. Nós naturalizamos o anormal, e vamos nos acomodando à nossa decadência.
Digo isso enquanto vejo o Atlas da Violência no Brasil. Tivemos 42,6 mil homicídios em 2024, mas o próprio Atlas informa que podem ser 50 mil, tudo isso em um único ano! Isso está perto do número de soldados norte-americanos mortos na Guerra do Vietnã ao longo de dez anos. Ou seja, viver no Brasil é dez vezes mais perigoso que ter sido um soldado americano no Vietnã.
Diz o Atlas que o estado campeão de homicídios é o Amapá, de Davi Alcolumbre e de Randolfe Rodrigues; é um estado pequeno, será que eles não resolvem isso? Na ponta oposta da lista, o estado mais seguro é o maior, o mais populoso, o de maior produção, o de maior pagamento de impostos, o de maior economia: São Paulo. São 45,7 homicídios a cada 100 mil habitantes no Amapá, contra 6,6 em São Paulo.
Depois do Amapá, vêm Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Coincidência ou não, são todos estados onde o candidato Lula é forte nas pesquisas. Ele faz discursos sobre o assunto, mas até agora o que vemos é PCC e Comando Vermelho trocando tiros, fazendo buzinaço pelas ruas da antiga capital do Brasil, dominando a Amazônia. Donald Trump sugeriu que os narcotraficantes fossem considerados terroristas, mas a realidade aqui é Deolane Bezerra, presa e investigada por associação com o PCC, tirando fotografia com o presidente e com a primeira-dama.
Cláudio Castro também está enrolado com Daniel Vorcaro
Nós acompanhamos a relação de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro e tantos outros. Agora o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele teria trabalhado para o Master ficar com R$ 3,6 bilhões da RioPrevidência, de 235 mil funcionários do Rio de Janeiro. Cláudio Castro está para lá de enrolado.
Não tem segredo: consumidor vai pagar pela redução de jornada
Falei antes dos estados do Nordeste, mas não mencionei o Piauí. Pois agora mencionarei, porque vi uma gravação, feita em abril, do presidente da Federação do Comércio, que é a associação de todos os comerciantes do estado, dizendo que o Piauí tem 3,4 milhões de habitantes, mas só 300 mil têm carteira assinada. O resto está todo recebendo dinheiro dos impostos, do trabalho dos outros. São mais de 3 milhões de pessoas, beneficiárias de todo tipo de favores que servem, no fim das contas, para comprar votos.
Não satisfeito, o governo federal ainda quer que as pessoas trabalhem menos. E o presidente da Federação do Comércio acrescentou: “eu sou dono de uma rede de supermercados. Claro que, se eu tiver de pagar a mesma coisa para os meus funcionários trabalharem menos, vou ter de compensar isso. De R$ 5 milhões, vou passar a pagar R$ 6,5 milhões de folha. Então, vou ter de cobrar isso no preço das mercadorias, e todos vão pagar”.
Esta é a triste história do nosso país em decadência. É fácil entender por quê. Basta olhar este século, por exemplo, com governantes dizendo que não faz mal roubar celular, é só para tomar uma cervejinha. É a decadência moral total.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/atlas-da-violencia-criminalidade-normalizacao/

Conta do escândalo do Banco Master não para de crescer

A conta na praça do escândalo do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, até o momento: R$ 68 bilhões. Foram prejuízos de R$ 52 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (o povo pagará essa, via depósito compulsório do BC para proteger os bancos); R$ 12 bilhões perdidos pelo BRB; R$ 4 bilhões de rombos nos fundos previdenciários de governos e prefeituras no Master. Ou seja, a aposentadoria dos seus servidores.
Agrado de Lula para o agro
O presidente Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encontrou uma forma de se aproximar do agronegócio e tentar mais apoio nas urnas: liberar investimentos pesados em obras rodoviárias para escoar produção. Um dos eixos de escoamento do agro de Goiás – e também do sul da Bahia para o Centro-Oeste – a BR-020 que corta Formosa (GO), a 100 km de Brasília, segue com poeira no para-brisa do caminhoneiro no trecho urbano. As obras começaram no governo Jair Bolsonaro, mas foram paralisadas antes do fim da gestão.
O DNIT as retomou no final de 2024 e agora promete entregar metade delas ainda este ano. São pelo menos três viadutos e duplicação de pistas. No Norte, o Ministério dos Transportes acaba de liberar quatro licitações para pavimentar e melhorar a BR-319, que corta Rondônia até Manaus, e eixo de escoamento da forte agropecuária de Rondônia para o Centro-Oeste.
Marina escoltada
Sem seguranças ou assessores, os presidentes do Banco Central e Republicanos, Gabriel Galípolo e Marcos Pereira, respectivamente, estavam no voo 3018 da Latam no sábado (23) à noite de Congonhas (SP) para Brasília. É o mesmo voo em que a ex-ministra, agora deputada, Marina Silva teve escolta de quatro agentes federais (embarque e desembarque). Que medo é esse? A assessoria da parlamentar não comentou.
Giroflex ligado
Vem mais giroflex ligado aí. As novas fases das operações da Polícia Federal vão mirar os gestores públicos de fundos previdenciários de prefeituras que aportaram dinheiro no Banco Master e perderam tudo. Puxando os papéis, descobriu-se um elo latente de valiosas comissões (eufemismo para propinas) para prefeitos e secretários municipais, “convencidos” de que o aporte no Master era um retorno garantido. Não para o servidor.
Carros elétricos
CEO da chinesa BYD, o ex-deputado Alexandre Baldy explica o crescimento meteórico da marca no Brasil nos últimos três anos, quando começaram as vendas: “O brasileiro é ávido por tecnologia”, argumenta, citando um dos diferenciais dos modelos. E cravou que a BYD está vendendo 22 mil carros por mês no Brasil – ou em média 750 por dia.
Financiamento de imóveis
Numa concorrente direta com a Caixa, tradicional fomentadora do setor, o Banco Santander elevou o percentual máximo de financiamento de imóveis de até 80% para até 90% do valor do imóvel. As taxas de juros praticadas atualmente pelo banco são a partir de 11,69% ao ano mais a taxa referencial (TR). O objetivo é ampliar o acesso ao crédito imobiliário ao reduzir o valor da entrada exigida do comprador.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/conta-do-escandalo-do-banco-master-nao-para-de-crescer/
Decreto de Lula ameaça o debate eleitoral com censura
Com o pretexto de regulamentar uma decisão do Supremo Tribunal Federal já bastante equivocada – aquela que mudou as regras do Marco Civil da Internet –, o presidente Lula assinou um decreto que apenas piora a situação e ameaça ainda mais a liberdade de expressão no Brasil, especialmente em ano eleitoral. O presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, aponta os erros do decreto e os perigos que ele traz para o debate eleitoral.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/decreto-lula-debate-eleitoral-censura/

O debate interditado na oposição a Lula

A sucessão presidencial no Brasil está especialmente embaralhada. Faz parte das corridas eleitorais o cenário indefinido e a consolidação das opções mais competitivas em cima da hora. Mas parece que a comunicação total das redes, cada vez mais veloz e reativa, criou um componente extra de ansiedade no debate público.
A expectativa sobre quem seria o substituto do ex-presidente Jair Bolsonaro no pleito demarcou a fase preliminar da campanha. O eleitorado de oposição ao petismo já se dividia conforme determinadas preferências. Uns queriam um perfil de maior confrontação, na linha do temperamento do ex-presidente; outros preferiam uma opção mais ponderada. O problema começou aí.
Desde muito cedo, a campanha eleitoral de 2026 foi marcada pela intolerância e pela propensão à patrulha. Na verdade, ainda em 2025, o debate entre os simpatizantes da oposição já trazia a cobrança por escolhas definitivas. E, se não fossem assim manifestadas, ou se o perfil escolhido não fosse o “certo”, multiplicavam-se as acusações de “traidor” ou “xiita”.
O cenário atual de beligerância e elevada hostilidade entre adeptos de Jair Bolsonaro já estava delineado desde o ano passado, independentemente dos fatos mais recentes envolvendo a candidatura de seu filho Flavio. Desde antes dessa definição, o campo de guerra estava demarcado: já não se permitia uma boa convivência entre inclinações diferentes.
Era como se fosse uma disputa ferrenha entre “donos” de um legado, todos checando obsessivamente à sua volta se a cartilha definitiva da sucessão estava sendo cumprida à risca
(“Todos” é força de expressão, porque não há como generalizar esse tipo de conduta. Mas é bastante característico dos tempos atuais que grupos de vozes mais estridentes acabem direcionando o debate como um todo.)
A definição do senador Flavio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência pegou muita gente de surpresa. Embora a escolha tenha partido de seu pai, não era um nome que circulasse tanto nas cogitações, desde o período em que não se sabia ao certo se o ex-presidente poderia concorrer. Muitos viram nessa escolha uma boa estratégia: a manutenção do sobrenome Bolsonaro na disputa por meio de um candidato com lealdade sanguínea ao ex-presidente.
Outros tantos consideraram uma escolha forçada, por não verem na trajetória do senador expressão política comparável à do pai. Seria uma situação normal da democracia, em que o próprio desenrolar da campanha confirmaria ou não as várias premissas postas — e permitiria ao eleitorado de oposição amadurecer sua escolha. Mas isso não foi possível.
A própria imprensa — ou melhor dizendo, a nova imprensa, que surgiu como excelente contraponto aos desvios da imprensa tradicional — contribuiu para o problema. Apesar dos bons serviços prestados, essa nova imprensa vem confundindo um pouco seu público, que eventualmente vê nela uma espécie de porta-voz da “direita”, seja lá o que isso signifique (conceitos vagos comportam variadas acepções). Linha editorial é uma coisa; ativismo ideológico é outra. E essa parte mais audível do público passou a cobrar adesão jornalística a candidatos — o que é uma aberração em si.
Foi nessa escalada de intolerância e cobranças generalizadas que se chegou ao cenário conflagrado de hoje. A própria cogitação da candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas, em certo ponto desse percurso, expôs o terreno envenenado. Para muitos adeptos do governador de São Paulo como presidenciável, era imperioso retirar a família Bolsonaro do protagonismo; para outros tantos, o perfil “moderado” de Tarcísio era uma traição ao bolsonarismo. E tome patrulha matando, na raiz, a troca de ideias.
O que se pode constatar, a menos de cinco meses da eleição, é que o projeto de uma alternativa presidencial ao PT é uma montanha de fragmentos e estilhaços. Não há sobriedade para se discutir nada consistente no panorama sucessório. Para qualquer consideração das opções colocadas, há um bombardeio apontado para a opinião que ousar colocar a cabeça de fora. Ou essa beligerância reflui, ou a oposição vai ficar vendo a banda passar.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/guilherme-fiuza/o-debate-interditado-na-oposicao-a-lula/

Pacto de não agressão

A direita está em “guerra”. Romeu Zema rompeu com Flávio Bolsonaro assim que vazou o áudio do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, depois disse que era página virada, mas subiu novamente o tom. Ronaldo Caiado, que tinha sido mais cauteloso no começo, também subiu o tom e disse que as justificativas de Flávio até agora não foram satisfatórias. Mas enfatizou que a prioridade da centro direita é derrotar Lula no segundo turno.
Vejo com naturalidade as trocas de farpas, uma vez que são todos concorrentes do mesmo eleitorado. A disputa é para ver quem consegue ir para o segundo turno contra Lula, que tem enorme rejeição. Claro que Zema e Caiado vão mirar em Flávio no espectro da direita, pois precisam se colocar como alternativas melhores e viáveis. É do jogo.
Durante evento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil, AmCham, nessa segunda-feira, em São Paulo, Romeu Zema disse que quem votar em Flávio Bolsonaro estará ajudando a reeleger Lula e alegou que o cenário eleitoral deste ano é mais complicado do que o de 2022, pois não havia escândalo envolvendo a direita.
Será preciso ter calma e frieza, e engolir muito sapo, para deixar essas intrigas de lado e promover a união de todos contra o petismo depois. Ou teremos mais quatro anos, no mínimo, de lulismo
Zema tem um ponto: o PT mal ligou sua máquina de destruir reputações, e se o telhado do Flávio for de vidro, então ele será o adversário dos sonhos para o lulismo. Mas não se pode esquecer o peso do sobrenome Bolsonaro, muito maior que o de Zema e Caiado. Por isso mesmo muitos bolsonaristas acham que não deveria haver “fogo amigo” agora, o que só dá munição para o PT. É preciso lembrar, porém, que a própria militância bolsonarista já vem detonando Zema e o Partido Novo antes de sua reação após o áudio com Vorcaro.
O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC), foi às redes sociais afirmar que Romeu Zema é baixo e que, “na primeira oportunidade, vem mais uma facada”. Antes disso, porém, Kim Paim, próximo de Eduardo Bolsonaro, já tinha associado Zema a Adélio Bispo, sem qualquer crítica dos irmãos Bolsonaro. O jogo tem sido pesado e sujo, principalmente por parte dessa ala fanatizada do bolsonarismo, que caça “traidores” por toda parte e dedica 90% de sua energia para atacar gente como Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro.
A postura do Zema gerou um racha interno no Partido Novo, pois muitos pré-candidatos dependem dos votos bolsonaristas em seus estados e fecharam alianças com o PL. Jeffrey Chiquini, que chegou “ontem” no partido, escreveu um textão criticando Zema e impondo ao Novo uma escolha: ou ele ou o ex-governador de Minas Gerais. Eis o clima tenso existente hoje dentro do partido.
Enquanto isso, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, dá entrevista com versão diferente daquela apresentada pelo próprio Flávio para sua visita a Vorcaro após a prisão. Foi para encerrar a relação, como disse o próprio Flávio, ou para cobrar o resto do dinheiro, como diz agora o presidente do partido? Com um aliado desses, o Flávio nem precisa de inimigos à esquerda…
Flávio tenta uma aproximação com o centrão, mas este prefere manter certa distância. A Federação União-PP considera improvável o apoio ao pré-candidato do PL após o caso Vorcaro. Representantes do agronegócio também avaliam que o senador Flávio Bolsonaro perdeu competitividade para a disputa presidencial após a repercussão do caso Banco Master, segundo fontes do setor ouvidas nesta segunda-feira pela imprensa.
Para piorar a situação, a Polícia Federal realizou nova operação mirando no ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL. Os agentes investigam a transferência de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master. O Rio é o berço do bolsonarismo, e Castro é um aliado importante do senador Flávio. A narrativa ética contra o PT fica cada vez mais complicada em meio a tantos escândalos.
Caiado está certo, porém: a centro direita precisa estar unida no segundo turno contra Lula. Essa continua sendo a prioridade. Pontes foram destruídas no caminho, pois a disputa eleitoral é acirrada e os nervos estão à flor da pele. Mas será preciso ter calma e frieza, e engolir muito sapo, para deixar essas intrigas de lado e promover a união de todos contra o petismo depois. Ou teremos mais quatro anos, no mínimo, de lulismo, o que poderá ser a destruição total do país.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/flavio-bolsonaro-zema-caiado-pacto-de-nao-agressao/
Aliado de Trump comemora encontro do presidente com Flávio: “Basta uma eleição para mudar tudo”

O estrategista de comunicação americano Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o encontro do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o mandatário republicano nesta terça-feira (26) na Casa Branca.
Após a reunião, Miller postou no X uma mensagem elogiando o político brasileiro e com um trecho da entrevista coletiva que Flávio concedeu em Washington após o encontro, na qual o próprio estrategista de comunicação fez alguns comentários.
“Basta uma eleição para mudar tudo. Para o povo do Brasil, farto dos cartéis narcoterroristas, da tomada do poder pelo PCC [Primeiro Comando da Capital] e da perseguição de opositores políticos, votar em Flávio Bolsonaro pode mudar TUDO!”, escreveu Miller.
O estrategista é um dos principais elos entre o governo Trump e a família Bolsonaro e este mês já havia defendido Flávio após a divulgação do áudio em que o político brasileiro cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O único líder capaz de acabar com a corrupção no STF [Supremo Tribunal Federal], eliminar os narcoterroristas que [o presidente] Lula protege e colocar o Brasil à frente da China é Flávio Bolsonaro!”, escreveu Miller na ocasião.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/aliado-trump-comemora-encontro-presidente-flavio/
“Visita em meio a tempestade política”: imprensa internacional repercute encontro Flávio-Trump

Órgãos de imprensa internacionais estão repercutindo a visita do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontro que ocorreu nesta terça-feira (26) na Casa Branca.
As agências Reuters, Bloomberg e France-Presse (AFP) destacaram o pedido de Flávio (que estava acompanhando do irmão, Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo) para que Washington declare o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas e sua promessa de que, caso seja eleito em outubro, o Brasil vai aderir à iniciativa de defesa Escudo das Américas.
“A visita à Casa Branca ocorre em meio a uma tempestade política no Brasil devido aos contatos de Flávio Bolsonaro com um banqueiro preso por suposta fraude”, afirmou a AFP, citando o caso do áudio enviado pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, episódio revelado este mês.
A agência francesa disse que o pré-candidato presidencial alegou não ter “absolutamente nada a esconder”. “Trump demonstrou grande interesse na campanha eleitoral, mas ‘não houve declaração de apoio, nem deveria ter havido, e eu jamais pediria algo assim’, enfatizou Bolsonaro”, relatou a AFP.
A Reuters também destacou o momento político em que o encontro com Trump foi realizado. “A visita do senador Bolsonaro na terça-feira ocorreu em meio a uma crise política que afetou sua competitividade nas pesquisas recentes contra o atual presidente de esquerda [Luiz Inácio Lula da Silva], às vésperas das eleições de outubro”, escreveu a agência britânica.
“A turbulência foi desencadeada pela admissão do senador de que havia solicitado dinheiro para financiar um filme sobre seu pai a um banqueiro brasileiro que foi preso sob acusações de fraude”, continuou a Reuters.
“O senador Bolsonaro afirmou que as negociações para o financiamento do filme envolveram um contrato de investimento privado e que não houve favores ou irregularidades. O senador havia negado anteriormente qualquer contato com o banqueiro”, acrescentou a agência.
A agência americana Bloomberg enfatizou que o encontro desta terça-feira ocorreu no mesmo mês em que Trump recebeu Lula na Casa Branca.
“O encontro acontece poucas semanas depois de Trump e Lula se reunirem para continuar a reparar os laços que se deterioraram no ano passado em meio a desentendimentos sobre comércio, política externa e o destino de Jair Bolsonaro, que foi condenado por [acusações de] conspiração para um golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022”, afirmou a Bloomberg.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/imprensa-internacional-repercute-encontro-flavio-trump/
Empresários pressionam Alcolumbre para barrar votação do fim da escala 6×1 antes das eleições

Empresários de grandes setores da economia se reuniram nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para adiar a votação da proposta que acaba com a escala 6×1 após uma eventual aprovação na Câmara dos Deputados. O grupo afirma que a medida está sendo usada como “bandeira eleitoral” e cobra que o debate ocorra apenas depois das eleições.
A articulação ocorre em meio ao avanço na Câmara com o aval do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), onde o relatório já foi apresentado na comissão especial e deve ser votado ainda nesta quarta-feira (27).
Cerca de 30 lideranças empresariais participaram da reunião com Alcolumbre, entre elas Paulo Skaf, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Ricardo Alban, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“A única coisa que precisa é não ter pressa e fazer de forma açodada, não ouvir ninguém. As pessoas que discutiram esse projeto não conhecem a realidade do Brasil. Nós somos contra uma discussão de um tema tão importante ser feita com motivação política eleitoral”, declarou Skaf.
Já Ricardo Alban afirmou que o texto em discussão não reflete a realidade econômica do país e criticou o “engessamento” das regras trabalhistas na Constituição. “O texto que está sendo aprovado, possivelmente, na Câmara, não é condizente com a realidade da economia brasileira”, disse.
Os empresários ainda alertaram Alcolumbre sobre impactos econômicos da proposta e afirmaram que a redução da jornada pode provocar aumento de preços entre 6% e 8%. Após o encontro, Skaf disse que o presidente do Senado “ouviu com atenção” os argumentos do setor produtivo e reconheceu a complexidade do tema.
“Em lugar nenhum do mundo você tem escala de trabalho engessada na Constituição. Isso não existe. Normalmente é a livre negociação”, afirmou Alban.
O que diz a PEC
O relatório da proposta prevê uma transição de um ano para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. Pelo texto, a carga cairia inicialmente para 42 horas após 60 dias da promulgação da PEC e chegaria a 40 horas depois de 12 meses.
A proposta também prevê que categorias com regras específicas, como profissionais da saúde e trabalhadores embarcados, possam ajustar escalas por meio de acordos coletivos. Outros detalhes da regulamentação ainda dependeriam de novos projetos de lei e negociações entre patrões e trabalhadores.
Empresários defenderam que mudanças na jornada continuem sendo definidas principalmente por convenções coletivas e acordos setoriais. O grupo também citou exemplos internacionais, como Chile, Paraguai e Alemanha, para argumentar que alterações na carga horária precisam respeitar a realidade econômica de cada setor.
Depois da análise na Câmara, a PEC ainda precisará passar pelo Senado em dois turnos de votação. Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de ao menos 308 deputados e 49 senadores.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/empresarios-pressionam-alcolumbre-barrar-votacao-fim-escala-6×1/
PF nas ruas contra 3 entidades suspeitas do roubo no INSS

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta quarta-feira (27), mais uma fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos associativos realizados sem autorização em aposentadorias e pensões em todo o país.
Pessoas ligadas a três entidades são alvos de medidas determinadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. As entidades investigadas nesta fase são: Amar/Masterprev, Abapen e Unibap.
Ao todo, estão sendo executados 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras determinações judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. As ações ocorrem nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal.
Esta nova etapa busca aprofundar as investigações sobre possíveis crimes contra a administração pública, incluindo organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de bens e dilapidação patrimonial.
Irã executa mulher que deu à luz na prisão e o Brasil silencia sobre atrocidades

A ditadura iraniana segue matando seus próprios cidadãos, com destaque para cidadãs acusadas de supostamente atentarem contra seus maridos, sob o mais constrangedor silêncio de entidades de defesa das mulheres no Brasil e na Europa.
Em comunicados distintos, as organizações de defesa dos direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, e Hengaw, vozes isoladas, informaram que o regime dos aiatolás executaram uma jovem mãe de 28 anos de idade que deu à luz na prisão. Ela é acusada, claro, de haver matado o marido com soníferos.
Organizações de direitos humanos afirmam que em geral as mulheres mataram maridos abusivos, com quem podem inclusive ter tido laços familiares antes do casamento, e posteriormente não conseguiram arrecadar o “dinheiro de sangue” necessário para evitar a execução.
Assim como ignorou até mesmo o assassinato frio e covarde de jovens brasileiros por terroristas do Hamas, durante o ataque de 2023, o governo Lula nem sequer manifestou “preocupação” com as mulheres executadas pelo regime dos aiatolás, do qual o petista se considera aliado.
A mulher foi presa grávida há três anos e o filho já tem dois anos de idade e está sob os cuidados da avó materna. Ela é a sexta mulher executada somente este ano. Em 2025, foram 48 mulheres mortas a mando do regime ditatorial dos aiatolás por supostamente atentarem contra maridos ou noivos.
A presa mais conhecida, ainda não executada, é Narges Mohammadi, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2023. No cárcere, ela teve diagnóstico de grave problema cardíaco, sofreu um infarto após uma greve de fome que a fez perder 19 quilos.
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