
Ainda estão pendentes de análise no Congresso Nacional 80 vetos presidenciais. Quase todos (79) foram assinados pelo presidente Lula (PT) no atual mandato, mas um deles permanece intocado desde junho de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou trechos da lei aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado que previa o despacho gratuito de bagagens em viagens em companhias aéreas. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
O Congresso tem mais seis semanas de trabalho no primeiro semestre, antes do recesso parlamentar e depois só volta após as eleições.
São 77 os vetos “sobrestando a pauta”, ou seja, deveriam ser analisados antes de qualquer outra matéria em sessão conjunta do Legislativo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, explicou na sessão que derrubou o veto à Lei da Dosimetria: ele define a ordem da análise.
Derrotas de Lula no Congresso indicam aposta do Centrão em enfraquecimento do governo

A sequência de derrotas sofridas pelo governo no Congresso na última semana acendeu um alerta vermelho no Palácio do Planalto. A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada de vetos presidenciais estratégicos não foram apenas reveses pontuais, mas a confirmação de uma mudança estrutural na postura do Centrão em relação à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os episódios envolveram pautas que demandaram alto investimento político do Executivo e são vistos por analistas como um sinal de que a base aliada se tornou mais volátil e menos comprometida com a agenda governista.
Para o cientista político Emerson Masullo, professor e especialista em políticas públicas pela Universidade de Brasília (UnB), o movimento vai além de falhas na articulação. “As recentes derrotas não devem ser lidas apenas como ineficiência, mas como uma ‘precificação’ de autonomia. O Centrão não busca necessariamente a queda do governo, mas a manutenção de uma ‘crise controlada’”, afirma.
Na leitura do especialista, o bloco atua com foco no médio prazo, já de olho no cenário eleitoral de 2026. Essa estratégia funciona como um “hedge político” — termo do mercado financeiro que designa uma estratégia de proteção.
“Ao impor derrotas em pautas ideológicas ou fiscais sensíveis, o bloco sinaliza ao eleitorado de centro-direita que não é um ‘puxadinho’ do Executivo. Assim, o grupo valoriza seu passe para as coligações futuras, independentemente de quem esteja no poder”, explica Masullo.
Emendas viram “pedágio” e não garantem mais apoio
Os fatos citados também evidenciaram os limites dos instrumentos tradicionais de governabilidade. Em uma tentativa de garantir a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal empenhou R$ 12 bilhões em emendas parlamentares. O montante recorde, contudo, não se traduziu em votos automáticos ou facilidade na sabatina.
“A liberação de recursos era o fim da negociação; hoje, é apenas o ‘pedágio’ para o início da conversa”, diz Masullo.
Na avaliação do professor, com o fortalecimento das emendas impositivas e maior autonomia orçamentária do Congresso, o Executivo perdeu capacidade de controle. “Emendas e cargos garantem a sobrevivência, mas não garantem mais a agenda”, completa.
Votação de Messias vira “termômetro” da fragilidade do governo
O analista político Alexandre Bandeira avalia que o problema reside na forma como o governo se organiza desde o início do mandato. Para ele, a articulação é falha por não passar pelas lideranças do próprio governo, mas sim pelas mãos das presidências da Câmara e do Senado.
“A sabatina de Jorge Messias foi um grande laboratório, um termômetro da força do governo. Mesmo com a liberação massiva de recursos, houve dificuldade extrema em garantir votos”, pontua Bandeira.
O episódio expôs que o Planalto não controla integralmente sua base nem em votações de altíssimo interesse pessoal do presidente.
Entre parlamentares, a leitura sobre esse movimento é menos teórica e mais pragmática: a sequência de derrotas do governo é vista como um recado claro de que o Centrão elevou o preço do apoio e passou a testar os limites do governo de Lula.
Nos bastidores, deputados e senadores admitem que não há rompimento em curso, mas falam em “recalibragem” da relação, com votações usadas para marcar posição diante do eleitorado e ampliar poder de barganha. A avaliação predominante é de que o bloco atua com cautela: mantém espaços no governo, mas evita associação automática ao Planalto, especialmente em pautas de maior desgaste, já considerando o cenário eleitoral de 2026.
Janela curta pressiona governo e aumenta risco de novas derrotas
Além da mudança de comportamento, o calendário joga contra. Com a aproximação do período eleitoral, a tendência é de esvaziamento das atividades no Congresso, o que reduz a margem de manobra do governo e aumenta o risco de novos reveses em matérias de impacto fiscal.
Para Alexandre Bandeira, o cenário eleitoral também influencia a saída do Centrão da base do governo, porque, segundo ele, decisões no presente já consideram a possibilidade de mudança no comando do Executivo.
“Os parlamentares olham para as pesquisas e tomam decisões. Há um pragmatismo do Centrão no sentido de olhar 2027, nem tanto mais 2026”, afirma.
Masullo também pontua que o bloco do Centrão ensaia um distanciamento, mas ainda mantém uma certa influência no governo.
“O que vemos é o fim da ‘lua de mel utilitária’. O Centrão se afasta no discurso, mas mantém os fios conectados nos espaços de poder e nos ministérios que gerem entregas diretas na ponta [municípios]”, diz. Ou seja, o Centrão tentará preservar cargos e influência, mas vai se descolar do governo em votações que forem convenientes.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/derrotas-de-lula-no-congresso-indicam-aposta-do-centrao-em-enfraquecimento-do-governo/
STF decide quem pode falar e leva o medo ao Congresso
Na ofensiva do STF para calar aqueles que criticam o governo Lula e os abusos do Supremo Tribunal Federal, a liberdade de expressão ganhou companhia da imunidade parlamentar entre os direitos e garantias individuais abolidos pela corte. O presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, recorda a história e a importância da proteção dos parlamentares por suas palavras e votos, e mostra como casos recentes, como os de Nikolas Ferreira, Marcel van Hattem e Flávio Bolsonaro – e vários outros políticos, sempre do mesmo lado do espectro político –, refletem um avanço do STF sobre o Congresso que precisa ser respondido com firmeza.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/stf-imunidade-parlamentar-medo-congresso/
O plano do PT para o Brasil

O Partido dos Trabalhadores encerrou seu 8.º Congresso Nacional com a aprovação e a divulgação de um manifesto em que exalta os feitos – alguns reais, outros ilusórios, outros fora de contexto – do terceiro mandato de Lula e repete o mantra da “herança maldita” para explicar tudo o que não deu certo. É um documento redigido com o olhar para as eleições de outubro, obviamente; mas quem quer que o leia com critério perceberá que ele acaba sendo uma ótima peça publicitária… para a oposição. Afinal, boa parte do que está ali, se tornado realidade, seria uma verdadeira catástrofe para o Brasil.
A começar, claro, pela declaração de que o “horizonte programático” do partido é o “socialismo democrático” – uma impossibilidade em si, já que não existe nenhum exemplo bem-sucedido de regime socialista que também seja democrático, e a história mostra muito bem que, tendo de escolher entre o socialismo e a democracia, líderes com a mesma ideologia do petismo sempre ficam com aquele e acabam com esta. Não à toa, tudo o que aparece no manifesto com o termo “democratização” significa, no fundo, que o setor em questão deve ser colocado sob a tutela do partido, o autoproclamado representante do povo. “Democratizar” a comunicação, por exemplo, é o eufemismo para a censura ditada pelo governo; “democratizar” o campo é o código para a violação do direito de propriedade; e assim sucessivamente.
O que o PT promete é mais controle estatal sobre a sociedade, mais intervencionismo na economia, e mais estímulo à irresponsabilidade no gasto público
Curiosamente, entre os alvos da “democratização” petista está, agora, o Judiciário. Ao que tudo indica, já não basta, para o petismo, que a Justiça brasileira, especialmente os tribunais superiores, tenha livrado Lula da cadeia e limpado sua ficha, tenha demolido a Lava Jato, esteja perseguido ferozmente os críticos – famosos e anônimos – do governo, e faça ativismo judicial em prol das plataformas petistas em assuntos de comportamento: é preciso botar o cabresto de vez nos juízes e ministros. E o documento ainda foi redigido, aprovado e publicado antes de o Senado humilhar Lula, recusando o nome de Jorge Messias para o STF; é de se imaginar o que os petistas teriam incluído no manifesto a respeito do Judiciário se ele tivesse sido escrito após a derrota.
Quanto trata de economia, o petismo se limita a uma ladainha de indicadores positivos, comparados com o mandato anterior, sem considerar o estrago feito pela pandemia, primeiro com a devastação dos negócios graças ao “fecha tudo”, e depois com a enorme pressão inflacionária oriunda da retomada da atividade econômica. Como já se esperava, o petismo afirma ter trazido “a inflação de volta à meta”, uma afirmação duplamente mentirosa – primeiro, porque a meta é de 3% ao ano, enquanto os 4,5% são apenas o limite superior da banda de tolerância; segundo, porque o mérito por não deixar a inflação fugir do controle é da política monetária contracionista do Banco Central, não do governo. A contribuição de Lula vai na direção contrária: provocar inflação ao basear toda a sua política econômica no estímulo ao gasto governamental e ao consumo das famílias – um roteiro que, de acordo com o manifesto, será mantido em um eventual quarto mandato lulista. E, com a dívida pública crescendo quase dez pontos como proporção do PIB no atual mandato, o PT ainda tem a desfaçatez de afirmar que “todos esses resultados foram conquistados em conjunto com a melhora das contas públicas”.
Em resumo, o que o PT promete é mais controle estatal sobre a sociedade, mais intervencionismo na economia, e mais estímulo à irresponsabilidade no gasto público. Uma receita desastrosa, evidentemente, mas que o petismo tenta embalar de forma bonita, embora um tanto passivo-agressiva, ora ressaltando números como o baixo desemprego, ora afirmando que, se não mantiver o PT no poder, o país cairá nas garras da “extrema direita fascista”. Nada que o Brasil já não conheça, vindo de onde vem; mas é um sinal forte de que o petismo não tem mais nada a oferecer ao país além das receitas antigas que dão resultados de curto prazo enquanto plantam estagnação e recessão econômica, e que ocultam o avanço do Estado sobre a sociedade usando a camuflagem da “democratização”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/congresso-nacional-pt-manifesto/

Previsões para a inflação de 2026 não param de subir

Todas as segundas-feiras sai o Boletim Focus, do Banco Central, que faz uma pesquisa com mais de 100 agentes do mercado financeiro sobre expectativas para a economia brasileira. E a previsão para o IPCA deste ano continua crescendo; agora, é de 4,89%. A inflação está acelerando mesmo: foi de 0,7% em fevereiro e 0,88% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, ainda está em 4,14%. A meta de inflação é 3%, admitindo-se um máximo de 4,5%, mas nas previsões esse limite já foi estourado, pois a estimativa é de quase 5%. Isso serve de alerta para o Banco Central, que cuida do crédito e da moeda.
Enquanto isso, o presidente Lula está propondo um plano de rolagem de dívida, para facilitar o pagamento dos endividados. Delfim Netto dizia, ironicamente, que dívida é para ser rolada, não para ser paga. Pois a dívida do Estado brasileiro está em R$ 10,356 trilhões. São papéis jogados no mercado, pelos quais o Estado paga juros para poder cobrir suas dívidas, porque gasta demais. Os municípios têm superávit; já no governo federal, o déficit primário de março foi de R$ 80 bilhões. Não sei como a economia brasileira resiste.
Atenção às promessas mirabolantes na campanha eleitoral
Margaret Thatcher dizia que não existe dinheiro público; o que existe é uma parte do trabalho das pessoas que vai para o Estado. E quando acabar esse dinheiro, como é que o Estado faz? Essa é uma questão muito séria, pois veremos muitas promessas e mentiras durante a campanha eleitoral, e é bom que fiquemos com todos os pés atrás em relação a promessas e discursos de políticos. Como eleitores e pagadores de impostos, temos de endurecer a espinha; não dá para nos curvarmos só porque o sujeito é político. O político é nosso empregado, nosso mandatário. Os mandantes somos nós. O poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes, diz a Constituição. Eles são nossos procuradores, é bom ficarmos repetindo isso para fixar na mente. E agora temos uma voz pública, uma voz digital; todos podem nos ouvir, não dependemos mais de uma estação de televisão ou de um meio específico. A ágora digital está disponível para todos criticarem, reclamarem e cobrarem daqueles que se dispõem a nos representar.
Dinheiro de emendas não compra mais a lealdade dos congressistas?
Falando em gasto público, é interessante essa história de liberar verbas em momentos de votação, como aconteceu nas votações da semana passada. Lula liberou R$ 12 bilhões em emendas, mas pelo jeito os que receberam as emendas, de um modo geral, disseram “não estamos mais à venda”. Tomara mesmo que isso seja verdadeiro.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/previsoes-inflacao-2026-alta/

A “lavagem cerebral” de Haddad e a empáfia da esquerda

No Dia do Trabalho, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, expôs de forma explícita a visão distorcida que ele, o PT e a esquerda de forma geral têm sobre si mesmos e sobre seus críticos e adversários.
Ao comentar o resultado das últimas pesquisas eleitorais, Haddad não disfarçou o desprezo que eles costumam dedicar a quem não reza pela cartilha do grupo. Ou a quem simplesmente não acredita que Lula deva ser reconduzido ao Planalto nas eleições de outubro.
“É inadmissível o que está se vendo nas pesquisas. O contraste é tão grande que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre esses dois personagens na história do Brasil”, afirmou o ex-ministro, em referência ao presidente Lula e ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL e seu principal adversário no momento, em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.
Como se fosse o detentor do monopólio da virtude e estivesse acima do bem e do mal, Haddad tratou quem não apoia Lula como um bando de seres hipossuficientes, incapazes de escolher seus representantes de forma racional e consciente – e não por manipulação ou ignorância. Só faltou ele recorrer à velha máxima de Pelé e dizer que “o brasileiro não sabe votar”.
Hoje, quem está na posição de vidraça é Flávio, mas o adversário poderia ser qualquer outro que o discurso provavelmente seria o mesmo, com as devidas adaptações. Na verdade, a afirmação de Haddad não foi um caso isolado. Ela reflete a velha crença marxista de que eles são os “legítimos” representantes dos trabalhadores e quem não os reconhece como tais é “alienado”, “massa de manobra da burguesia” e “lacaio de patrão”.
Para o ex-ministro e sua turma, parece impossível aceitar que grande parte dos brasileiros esteja simplesmente cansada de Lula, do PT e do jeito deles de fazer política. Não aguenta mais vê-los falar dos problemas do país como se o PT não tivesse ocupado o Palácio do Planalto por quase 18 anos desde 2003 e como se muitas das dificuldades do Brasil hoje não fossem resultado das políticas equivocadas que implementaram. Inclusive na atual gestão.
É difícil para eles entender que, de repente, a maioria da população esteja farta dos escândalos de corrupção em escala industrial que marcam os governos petistas e das benesses em série concedidas a seus apaniguados na arena empresarial, como o empresário Joesley Batista, do grupo J&F.
Em 2022, muita gente caiu na lorota do frentão “pela democracia” e acabou relevando o petrolão, o mensalão e a prisão do demiurgo petista e de seus principais aliados por corrupção. Acreditou que, desta vez, seria diferente e fez o L no embalo da onda. Mas, agora, diante dos escândalos do Banco Master e das fraudes do INSS, parece que a ficha caiu, como se dizia nos tempos dos velhos orelhões que se espalhavam pelo país.
“Descondenado”
Apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter “descondenado” Lula e seus colaboradores mais próximos e anulado multas bilionárias impostas às empresas e aos empresários que impulsionavam a bandalha, os malfeitos ainda estão presentes na memória de uma parcela considerável dos eleitores. Não há dúvidas de que é principalmente a economia que move o voto, mas a corrupção continua a ser, conforme as pesquisas, uma das grandes preocupações dos brasileiros na hora de ir às urnas.
Quem votou em Lula de nariz tampado em 2022 imaginando que ele faria um governo ecumênico, que honraria a aliança heterogênea que o elegeu, também ficou a ver navios. A tal da frente ampla que viabilizou sua eleição se revelou um verdadeiro estelionato eleitoral. Desde o princípio, Lula e o PT procuraram governar de forma hegemônica, como sempre fizeram, confinando os parceiros eleitorais de conveniência a posições secundárias na Esplanada dos Ministérios e reservando os postos-chaves para as lideranças do partido.
Além disso, Lula e o PT se mostraram incapazes de admitir que não tinham maioria no Congresso e passaram a “pedir água” ao STF, de forma direta ou por meio de prepostos, sempre que seus projetos eram rejeitados pela maioria dos parlamentares. Numa exemplo emblemático da parceria firmada entre o presidente e o STF, Lula chegou a afirmar certa vez, ao ser questionado sobre a prática sistemática do governo de recorrer à corte: “Se eu não recorrer ao Supremo, não consigo governar”.
No fim, em vez do alegado fortalecimento da democracia que sua eleição representaria, o que se viu foi que as restrições impostas à liberdade de expressão e a perseguição deflagrada contra a direita e até a centro-direita desde antes da última campanha se intensificaram – muitas vezes à revelia da Constituição, dos códigos legais e dos ritos processuais. Um contingente significativo de brasileiros que se identificam mais com as ideias conservadoras foi demonizado e marginalizado da vida política nacional.
Tudo isso pode parecer perfumaria para Haddad, mas é esta a avaliação que muitos eleitores estão fazendo hoje, ao buscar alternativas ao lulopetismo e ao consórcio Lula-STF que assumiu o comando do país nos últimos anos. É isso que explica, em boa medida, a queda de Lula e a ascensão de Flávio nas pesquisas mais recentes.
Taxa das blusinhas
Na economia, não é diferente. Não precisa ser um Prêmio Nobel de Economia para se dar conta de que a gastança sem lastro realizada pelo atual governo foi o que levou os juros à estratosfera, para que o Banco Central pudesse manter a inflação sob controle.
Também não é preciso ser um gênio da economia para saber que foi isso que turbinou o endividamento recorde das famílias e das empresas, enquanto Lula e a primeira-dama Janja da Silva viajam pelo mundo, hospedando-se nos hotéis mais caros com suas entourages ilimitadas. Nem para saber que foi o governo Lula que impôs a chamada “taxa das blusinhas”, penalizando principalmente a população de renda mais baixa, e aumentou de forma generalizada os impostos, prejudicando os negócios e os cidadãos.
Qualquer brasileiro sabe, ainda, quem é que passa pano para a bandidagem e trata os criminosos como vítimas da sociedade – e não há propaganda oficial capaz de mudar essa percepção forjada em quase duas décadas de governos petistas. Não é à toa que Lula e o PT fazem de tudo para fugir do debate sobre a segurança pública. O mesmo se pode dizer em relação à ligação do presidente e do partido com o regime tirânico dos aiatolás, com o ex-ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, e com a ditadura cubana.
Apesar de dizer que teme a “interferência externa” nas eleições deste ano no Brasil, Lula não se sentiu constrangido de enviar seu marqueteiro para tentar ajudar – sem sucesso – seus amigos peronistas nas eleições da Argentina, em 2023. Nem de trabalhar, também sem sucesso, pela liberação de um empréstimo do Banco do Brics, dirigido pela ex-presidente Dilma Rousseff, meses antes do pleito no país vizinho. Ou de gravar um clipe para a campanha de Maduro, em 2013.
Neste cenário desolador, de deterioração econômica, leniência com o crime, asfixia das liberdades e proximidade com ditadores, atribuir o crescimento da oposição a uma “lavagem cerebral”, como fez Haddad, vai além até da empáfia clássica do PT e da esquerda em relação aos que não os apoiam. É um caso exemplar de autoengano deliberado que nem os psicólogos e os psiquiatras conseguiriam explicar.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-fucs/a-lavagem-cerebral-de-haddad-e-a-empafia-da-esquerda/

Roraima se transformou em puxadinho da Venezuela

É fato, e inegável, diante de números tão significativos desde a crise econômica e depois territorial do país vizinho: o estado de Roraima tornou-se um “puxadinho” de luxo da irreconhecível Venezuela, outrora forte nas décadas de 70 e 80.
O estado brasileiro virou a porta de entrada – e de permanência – para milhares de venezuelanos legais e ilegais no Brasil. Cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o ex-governador de Roraima, Edilson Damião (União), que ficou pouco mais de um mês como governador, alertou para a barra que segura lá por conta da Venezuela. Tem dito a interlocutores que deixará o estado com as contas organizadas, apesar da pressão enfrentada nos últimos anos, sobretudo com a crise migratória, e que caberá ao sucessor manter os serviços públicos funcionando.
Aliados destacam que, apesar de pequeno, Roraima já opera sob forte demanda: são mais de 9 mil estudantes vindos da Venezuela na rede estadual. Além da assistência social em parcerias. Nos bastidores, a avaliação é de que a atual gestão reequilibrou as finanças após anos de dificuldades e entrega o governo sem débitos com a União, com pagamentos em dia.
A madrinha de Bessias
Jorge Messias, o Bessias, sempre foi um apadrinhado no governo Lula por Dilma Rousseff, sua 1ª chefe no Palácio do Planalto. Ela o apadrinhou também ao STF, num trato com Lula da Silva. Daí muitos entenderem agora que o presidente não tenha feito esforço pelo rapaz. Dilma estava tão convicta da aprovação do pupilo que saiu da China para ir à festa do Bessias num jantar. O Senado despejou água no chope, e muita!
Senado quer um ministro do STF
O que se ouviu de um líder da oposição tão logo o painel de votação do Senado fez um meteoro cair em Brasília: “Lula quis emplacar o 3° advogado do PT no STF!! Ele subestimou a inteligência da Casa…”. O Senado deu um recado republicano. E ainda sonha em fazer um nome seu ministro. E não falam de Rodrigo Pacheco.
Escândalo do INSS
Enquanto a fila de pedidos dos benefícios vira quarteirões sem solução, e o andar de cima troca de presidente como de roupa em vestiário de shopping, a cúpula do INSS nota um esfriamento da operação da Polícia Federal sobre seu maior escândalo. O que se sabe, lá dentro, é que tem muita gente na moita. E com malinha pronta para quando a viatura aparecer na porta.
Banco Master
A advogada Ana Patrícia Dantas Leão, ex-candidata à presidente da OAB local e já candidata declarada, mantém um perfil atuante nas redes sociais e um programa de rádio sobre direito de família, sua especialidade. Mas seu silêncio sobre quanto ganhou do Banco Master e que petições assinou causa uma sombra de suspeição. Afinal, o que há de errado em mostrar pelo menos petições que seriam públicas?
Investimentos
Pelo 5º ano consecutivo, o YouTube é o canal mais citado por pessoas investidoras para se informar sobre produtos financeiros (35%), seguido pelo Instagram (27%). É o que mostra a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima em parceria com o Datafolha. A televisão caiu de 34% para 21% das menções nestes cinco anos. A IA é usada por 9% dos investidores na busca informações, 49% destes são da Geração Z.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/roraima-se-transformou-em-puxadinho-da-venezuela/
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