
Depois de cobrar silêncio do ex-governador e pré-candidato presidencial Romeu Zema por ter dado decisões favoráveis ao governo de Minas Gerais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes foi além e pediu que Zema seja incluído no abusivo e eterno inquérito das fake news, enviando uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes. E nem adianta questionar o que o mineiro teria feito de tão grave, porque muitas vezes não é preciso ter feito nada para acabar incluído neste inquérito. Com Zema foi parecido: ele apenas compartilhou um vídeo em que fantoches representando Gilmar e Dias Toffoli conversavam sobre uma quebra de sigilo.
Os fatos: a CPI do Crime Organizado no Senado havia decretado a quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático da Maridt Participações, a empresa familiar da qual Toffoli é sócio (o que ele tentou esconder do país até não ser mais possível) ao lado dos irmãos, e que tinha participação no resort Tayayá. As cotas foram vendidas a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, e cuja controladora era investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro para o crime organizado. Em uma manobra jurídica extravagante (para usar um eufemismo) para evitar que o caso fosse sorteado, a Maridt apresentou recurso dentro de uma ação de 2021, arquivada em 2023, envolvendo uma quebra de sigilo contra a produtora Brasil Paralelo, e cujo relator era Gilmar Mendes, que desenterrou a ação e derrubou a quebra de sigilo da empresa dos Toffoli.
Muitas autoridades podem até ter se irritado com a forma como foram satirizadas, mas só os ditadores perseguiram e criminalizaram a piada política
É este o episódio real que os autores da série “Os Intocáveis” ironizaram, usando o exagero e outros recursos clássicos da sátira, recursos esses que já foram empregados inúmeras vezes, contra toda classe de políticos e autoridades, sem que ninguém tivesse visto crime algum. Em um trecho que, levado ao extremo, justificaria até a criminalização dos imitadores profissionais, Gilmar escreve na notícia-crime que “valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de deep fake, o vídeo emula vozes de ministros da suprema corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”. Convenhamos: é preciso muita fé para acreditar que os espectadores do vídeo de fato tomarão um diálogo travado entre dois fantoches como retrato exato do que aconteceu – e muita má-fé para usar esse argumento como indício de existência de crime.
O que os autores de “Os Intocáveis” fazem não difere em nada do que muitos outros antes deles já fizeram em termos de sátira a autoridades no Brasil: o grupo Porta dos Fundos, os humoristas do Casseta & Planeta, os cartunistas do Pasquim – como lembrou o colunista Paulo Polzonoff Jr., o Cabaré do Barata, do humorista Agildo Ribeiro, também usava fantoches. A história da sátira política, na verdade, remonta à Grécia Antiga. E, em todo esse tempo, muitas autoridades podem até ter se irritado com a forma como foram retratadas, mas só os ditadores perseguiram e criminalizaram a piada política; em democracias, ela é corretamente entendida como expressão do animus jocandi, protegido pela lei e pela jurisprudência de inúmeros países (inclusive o Brasil), e o jogo segue, como afirmou um certo Alexandre de Moraes em 2018, exatamente em um julgamento sobre sátiras a candidatos: “Quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa (…) Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão é absolutamente inconstitucional”.
Ao que tudo indica, o senso democrático de Gilmar Mendes é diretamente proporcional a seu senso de humor – que o diga o senador Sergio Moro, tornado réu por calúnia a propósito de uma piada envolvendo o decano do Supremo. Naquela ocasião, a Procuradoria-Geral da República ofereceu a denúncia, e a Primeira Turma a aceitou de forma unânime, com o voto de Moraes. A notícia-crime de Gilmar contra Zema foi enviada por Moraes à PGR, que ainda não se pronunciou; manter neste caso o entendimento adotado no caso de Moro significa, mais uma vez, abolir a liberdade de expressão no Brasil – e mostrar que os autores da sátira acertaram em cheio na escolha do adjetivo para o título de sua série.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/romeu-zema-gilmar-mendes-fantoches-fake-news/

Supremo quis ser tribunal político e agora paga o preço

Vejam só a tragédia do Supremo, que se tornou um tribunal político. Todas as suas manifestações são as de uma corte política. No entanto, os ministros não tiveram o voto da origem do poder, que legitimasse um poder político. O STF deveria ser um tribunal técnico; ao menos é o que está na Constituição. Mas Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes estavam imaginando um papel político para o Supremo e assumiram isso; assumiram até o poder – que eles não têm – de mudar a Constituição, de fazer leis, de impedir que o presidente da República fizesse nomeações para cargos de confiança, como foi o caso de Alexandre Ramagem na Polícia Federal. E os ministros estão pagando por isso agora, porque, ao se tornarem políticos, tornaram-se violáveis.
O ex-governador Romeu Zema vem falando nos “intocáveis de Brasília”. O Supremo era respeitado como tribunal; os juízes atravessavam uma ruela que passava entre o plenário e o prédio principal, e as pessoas cumprimentavam. Os ministros do STF frequentavam shoppings em Brasília e eram muitas vezes abordados para uma foto, ou muitas vezes não eram nem sequer reconhecidos. Hoje todos sabem quem são, e eles não podem sair para a rua. Estão pagando o preço da vulnerabilidade de ser políticos.
O próprio ministro Alexandre de Moraes definiu isso uma vez: quem não quiser ser criticado, ser satirizado, ironizado, que não se meta na vida pública, disse ele. Pois os ministros resolveram assumir o papel político, e deu nisso: deixaram de ser respeitados, embora Zema esteja demonstrando que eles se consideram intocáveis. Ficou mal para o Supremo se tornar um tribunal político.
Abortismo de Jorge Messias o desqualifica para ser ministro do STF
Jorge Messias quer esse papel também, quer ser ministro do Supremo. Ele é o advogado-geral da União, foi advogado auxiliar de Dilma Rousseff. Ninguém nem sabia quem ele era, a ponto de todos terem entendido “Bessias” naquele telefonema em que Dilma avisava sobre um termo de posse para Lula virar ministro e escapar da Lava Jato em Curitiba. A Constituição exige notável saber jurídico, mas Messias nem notável é, quanto mais ter notável saber jurídico. Não é uma referência na academia, nos tribunais, em publicações, em defesas de teses; não é um grande nome do mundo jurídico brasileiro.
Mas há outras coisas graves que o desqualificam, e um amigo meu que escreve no Estadão abordou esse aspecto: é o caso da assistolia fetal, a prática em que um bebê no útero da mãe é assassinado com uma injeção no coração. O Conselho Federal de Medicina proibiu terminantemente os médicos de cometerem esse assassinato, sob pena de perder o registro. Mas houve reação – sempre da esquerda ou da extrema esquerda –, o caso foi ao STF, pediram um parecer da AGU, e Messias respondeu que o CFM está errado, que pode matar, que não tem problema.
Isso é gravíssimo porque atenta contra o direito à vida, garantido no artigo 5.º da Constituição, cláusula pétrea, além de ser do direito natural. Se o feto não tiver cérebro, se a mãe puder morrer por causa da gestação, ou em caso de gravidez resultante de estupro, a lei não pune. Mas abortar simplesmente porque é a vontade de alguém que deseja se livrar da gravidez, isso é assassinato. Assim como também foi assassinato – e eu assisti a isso – quando se dizia na televisão que não havia tratamento para a Covid. Quantos milhares não morreram porque não quiseram lhes oferecer o tratamento? Não dá para esquecer disso.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/stf-tribunal-politico/

Nas mãos de Cristiano Zanin, a última esperança contra a tortura

Caríssimo leitor, imagine-se na seguinte situação: um belo dia, um oficial de justiça bate à sua porta e diz que uma simples decisão monocrática de um juiz determinou que você deve ser executado e que sua morte deve ser realizada da forma mais atroz possível.
Acrescente a essa cena imaginária o fato de que você simplesmente não recebeu nenhuma intimação para se defender neste processo e que não lhe foi nomeado nem mesmo um advogado dativo para defender seu direito à vida.
Antes que você esboce qualquer reação, o exercício imaginativo que estamos propondo ainda impõe a proibição ao leitor de tomar qualquer medida que possa dificultar a execução da pena: não há como fugir do oficial de justiça, não tem como lutar contra ele e não existe nem mesmo a possibilidade de gritar por socorro: você vai ser lentamente queimado por agentes químicos de uma forma extremamente dolorosa até que sofra uma parada cardíaca.
Sem culpa alguma, em um processo judicial à sua revelia, seu destino é ser torturado e morto
Ainda há mais um detalhe: mesmo que você não tenha direito de tomar conhecimento dos fundamentos da decisão que decretou sua morte, saiba que ela é totalmente descabida. Ignora completamente a absoluta vedação constitucional à prática da tortura, bem como as normativas do país que há mais de 20 anos proíbem que se mate pessoas da sua idade.
Tentando justificar-se, a decisão deste juiz baseou-se em uma orientação de uma pequena secretaria da Organização Mundial de Saúde, que não tem nenhuma força normativa em nosso país.
Ponto final. Agora, fique quieto, cale-se e morra carbonizado.
Se o leitor já se indignou apenas por este pensamento especulativo proposto acima, saiba que esta é a realidade que foi imposta a aproximadamente 1400 crianças que tinham acima de 22 semanas de gestação e foram vitimadas pela Assistolia Fetal autorizada pela decisão monocrática do Ministro Alexandre de Moraes nos autos da ADPF 1141.
Assim como nosso leitor, também consternados, cinco senadores, dezoito deputados, dr. Sebastião Coelho, o secretário-geral do Movimento Nacional Brasil sem Aborto, as fundadoras do Instituto Isabel e o subscritor desta coluna impetraram um habeas corpus, último recurso constitucional apto para salvar esses bebês.
Agora, a decisão de salvar essas crianças está nas mãos de Cristiano Zanin, eis que a ação foi-lhe distribuída.
É notório que o Ministro construiu sua trajetória jurídica com forte foco no princípio da ampla defesa, especialmente durante sua atuação como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entretanto, de forma equivocada, ele não conheceu o habeas corpus impetrado em favor destas incontáveis crianças que estão morrendo queimadas, impedindo-as de ter voz em nossa justiça.
Agora, interposto um recurso, espera-se que o nobre ministro reconsidere sua decisão, admitindo a única possibilidade de salvação destes bebês, que foram condenados à morte e não tiveram a mínima chance de defesa contra as liminares proferidas por Alexandre de Moraes.
No ramo jurídico, sabe-se que o princípio da ampla defesa pode ser mitigado, mas nunca suprimido.
Que aquele espírito combativo do advogado Cristiano Zanin prevaleça sobre eventuais e sensíveis ponderações políticas inerentes a seu atual cargo, para que, corajosamente, ele assegure a possibilidade de dar voz aos nascituros e extirpe de nosso país a tortura da Assistolia Fetal.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/danilo-de-almeida-martins/nas-maos-de-cristiano-zanin-a-ultima-esperanca-contra-a-tortura/
Flávio pode ficar de fora das eleições por suposta calúnia contra Lula? O que diz a lei

As chances de o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro ser impedido de concorrer às eleições de 2026 em razão do inquérito instaurado pela Polícia Federal são muito baixas, segundo a legislação brasileira.
O ministro Alexandre de Moraes determinou, no último dia 15, a abertura de investigação para apurar suposta prática de calúnia por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Lula. Ambos estão entre os principais nomes no cenário eleitoral de 2026, aparecendo com destaque nas pesquisas de intenção de voto.
Segundo Adriano Soares, advogado e ex-juiz de Direito Eleitoral, os critérios previstos na Lei da Ficha Limpa, principal legislação sobre inelegibilidade, não contemplam o crime de calúnia. “Não há que haver inelegibilidade. Não existe inelegibilidade por questões relativas a dano moral ou a crimes contra a honra, que é o caso. Esses crimes simplesmente não geram inelegibilidade, porque não há qualquer previsão legal nesse sentido na Lei da Ficha Limpa”, avalia.
Para o especialista, o máximo que poderia ocorrer, em tese, seria a suspensão dos direitos políticos, o que ainda assim seria improvável. A Constituição Federal prevê essa sanção em casos de condenação criminal com trânsito em julgado (art. 15), ou seja, quando não há mais a possibilidade de recurso. Mesmo nesse cenário, a suspensão vigora exclusivamente durante o período de cumprimento da pena.
“Levando em conta que nós estamos no fim de abril e que ainda é uma investigação — não existe nenhuma ação penal proposta ou denúncia —, em uma tramitação regular, a previsão é que esse processo seja concluído apenas no ano que vem, no final do ano, depois das eleições.” aponta Soares.
No caso específico do crime de calúnia, as penas previstas são relativamente baixas, o que implicaria um curto período de tempo de suspensão dos direitos políticos. Além disso, a legislação também admite a substituição da pena por sanções alternativas, como multa ou prestação de serviços à comunidade, bem como a retratação, que pode levar à extinção da punibilidade.
Nesse contexto jurídico, a possibilidade de Flávio Bolsonaro ficar impedido de disputar as eleições de 2026 é considerada remota. Mesmo em um cenário extremo e desfavorável — isto é, havendo condenação definitiva —, o eventual cumprimento da pena tenderia a ocorrer de forma rápida e sem efeitos duradouros sobre seus direitos políticos, não sendo suficiente, em regra, para afastá‑lo do pleito.
Especialistas não veem crime de calúnia em fala de Flávio Bolsonaro
A publicação de Flávio Bolsonaro que motivou a abertura do inquérito foi feita logo após a prisão do ditador venezuelano Nicolas Maduro, realizada pelo governo americano. Na ocasião, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”
Para Bruno Gimenes, advogado e mestre em Direito Penal, não há materialidade suficiente para caracterizar o crime de calúnia. “Para que o crime de calúnia se consuma, é necessário narrar um fato criminoso e imputá-lo diretamente à pessoa caluniada. No caso, o senador tece comentários jocosos, típicos do debate político, sem o dolo de macular a honra do presidente, mas tão somente criticá-lo asperamente”, afirma.
Gimenes sustenta seu argumento citando situações semelhantes em que o presidente Lula também fez críticas duras ao futuro concorrente. “Da mesma forma, fez o presidente ao chamar o senador de ‘fascista’, sem que isso configurasse crime de injúria. Também não houve calúnia quando o acusou de fraude no uso de verbas de gabinete, enquanto deputado estadual. A liberdade de expressão de atores políticos é via de mão dupla”, completa.
Ambos os especialistas lembram ainda que, na condição de senador, Flávio Bolsonaro está amparado pela imunidade parlamentar. O direito, protegido na Constituição Federal (art. 53), assegura que deputados e senadores são invioláveis civil e penalmente por suas opiniões, palavras e votos.
Na avaliação de Soares, a instauração do inquérito impõe limitações indevidas ao debate eleitoral. “Isso se insere em um contexto mais amplo do que estamos vendo hoje no Brasil, de tentativas de criminalizar o discurso político e de concentrar poderes que não são compatíveis com a democracia no Supremo Tribunal Federal”, conclui.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/flavio-bolsonaro-pode-ficar-inelegivel-2026-suposta-calunia/
Mendonça autoriza Vorcaro a fazer exames em hospital

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou nesta quarta-feira (22) o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a deixar a prisão para realizar exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília.
Ele está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal e teria passado mal nos últimos dias. Vorcaro recebeu atendimento médico na prisão e relatou ter urinado sangue.
O ministro determinou que a PF organize a escolta para o deslocamento do empresário. O local e o horário dos procedimentos não foram divulgados por razões de segurança, informou a Agência Brasil.
O banqueiro foi preso novamente na terceira fase da Operação Compliance Zero, realizada em 4 de março.
Inicialmente, ele ficou detido no Complexo Penitenciário de Potim (SP), mas foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília, no dia 6 do mês passado.
Dias depois, Mendonça autorizou a transferência do empresário para a sede da PF, na capital federal. A defesa de Vorcaro deve apresentar uma proposta de delação premiada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/mendonca-autoriza-vorcaro-a-fazer-exames-em-hospital/
Por que as decisões de Gilmar Mendes contra políticos geram polêmica?

O ministro Gilmar Mendes, do STF, acionou órgãos de investigação contra o senador Alessandro Vieira e o ex-governador Romeu Zema. As medidas, tomadas em abril de 2026, reacendem o debate sobre os limites de atuação do Judiciário e o respeito à imunidade parlamentar e à liberdade de expressão.
O que motivou a ação do ministro contra o senador Alessandro Vieira?
O ministro Gilmar Mendes pediu que a Procuradoria-Geral da República investigue o senador por causa de seu relatório na CPI do Crime Organizado. No documento, Vieira sugeriu o indiciamento de três ministros do STF. Para Mendes, o parlamentar cometeu abuso de autoridade e usurpação de competência, enquanto defensores do senador afirmam que ele estava apenas exercendo sua função legislativa.
Qual é a situação envolvendo o ex-governador Romeu Zema?
Zema foi incluído no inquérito das fake news após publicar um vídeo satírico em suas redes sociais. O material usava inteligência artificial e marionetes para simular um diálogo entre os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O ministro alega que o vídeo fere a honra da Corte, mas especialistas apontam que o humor e a sátira política são direitos protegidos pela Constituição.
O que é a imunidade parlamentar mencionada no caso?
É uma regra da nossa Constituição que garante que deputados e senadores não sejam punidos civil ou criminalmente por suas opiniões, palavras e votos durante o exercício do cargo. Ela serve para proteger a independência do Poder Legislativo, evitando que parlamentares sejam intimidados por outros poderes ao realizarem investigações ou fiscalizações, como ocorre em uma CPI.
Como juristas avaliam essas investidas do Judiciário?
Muitos analistas veem essas ações como um ‘avanço indevido’ sobre o processo político. Eles argumentam que, ao transformar atos típicos da política (como um relatório parlamentar ou uma crítica de oposição) em crimes, o STF corre o risco de desequilibrar o sistema de freios e contrapesos da democracia, podendo até interferir nas eleições de 2026 ao tornar possíveis candidatos inelegíveis.
Existem outros políticos enfrentando situações semelhantes no STF?
Sim. Além de Vieira e Zema, o senador Sergio Moro tornou-se réu recentemente após uma queixa de Gilmar Mendes. Também é citado o caso de Daniel Silveira, preso em 2021 por críticas em vídeo. O temor de advogados constitucionalistas é que essas condenações criminais resultem na suspensão de direitos políticos, retirando lideranças do cenário eleitoral.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/por-que-as-decisoes-de-gilmar-mendes-contra-politicos-geram-polemica/
Cremerj encontra 27 fetos em tambores em hospital do RJ; um deles armazenado há 16 anos

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) encontrou 27 fetos armazenados em tambores no Instituto Fernandes Figueredo (IFF), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), durante uma vistoria realizada neste mês de abril. Entre os casos, chamaram atenção um bebê que teria nascido em 2010 — há cerca de 16 anos — e outro sem qualquer identificação ou prontuário.
Um dos fetos não possuía documentação médica. Os demais apresentavam datas que variavam entre 21 de maio de 2010 e 22 de março de 2026. O relatório elaborado pelo Cremerj está sendo analisado pelo Ministério Público e a Defensoria da União. As informações foram confirmadas pela Gazeta do Povo.
Os corpos dos fetos com peso superior a 500 gramas estavam distribuídos em sete tambores de grande porte, com até 13 bebês armazenados por recipiente, todos conservados em formol. O Cremerj não identificou irregularidades quanto às condições de armazenamento.
Legislação prevê possibilidade de sepultamento ou cremação em casos específicos
A legislação brasileira determina que, nos casos de morte fetal de bebês nascidos com mais de 20 semanas ou com peso superior a 500 gramas ou altura maior que 25 centímetros é obrigatória a emissão da declaração de óbito. O documento permite a realização de sepultamento ou cremação, que podem ser realizados pela família, se assim quiserem.
Em nota, o Instituto Fernandes Figueira informou que tratativas para viabilizar o registro dos óbitos e a realização do sepultamento ou da cremação já estavam em andamento desde o último mês de março. Ainda segundo o instituto, foi necessário submeter o pedido à Justiça para a obtenção de autorização legal para dar seguimento aos trâmites.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/cremerj-27-fetos-hospital-do-rj-fiocruz/
Inseguro no Senado, governo revisa projeção de votos pró-Messias

Tem explicação a mudança na sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para ocupar a vaga do ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O cenário mudou e piorou muito a intenção do “Bessias” de ocupar a suprema cadeira, na última semana. A sutil mudança, apenas um dia, de 28 para 29 de abril, garante a votação após a reunião de líderes, quando deve sair a “aferição final” da pressão para a sabatina de Messias.
Esvaziou
Há uma semana, otimistas falavam até em 52 votos pró-Messias. Esta semana, tabelas indicam que não bate nos 50, com contas até em 43.
Não colabora
Governistas e oposicionistas contam que o clima azedou mais por “culpa” do Supremo do que pelas derrapadas do inábil governo do PT.
Supremo governismo
Nas “barbeiragens” do STF, diz uma fonte, aparece o inquérito aberto contra o Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula em outubro.
Pé atrás
Há ainda a inclusão de Romeu Zema (Novo), outro nome da oposição, no interminável “inquérito das fake news”, e a eleição do Rio de Janeiro.
Lula tem histórico de tentar ‘criar caso’ com os EUA

A promessa de Lula (PT) de aplicar “reciprocidade” no caso do delegado brasileiro expulso dos Estados Unidos por tentar burlar regras de imigração contra o ex-deputado Alexandre Ramagem, é apenas mais uma das várias tentativas do petista, ao longo dos anos, de “criar caso” e desestabilizar a relação entre os dois países. Começou em 2004, quando Lula ameaçou expulsar o jornalista Larry Rohter, do New York Times, por reportagem sobre sua bebedeira. Lula acabou recuando. Sempre recua. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Em 2010, tentou “mediar” em favor do programa nuclear do Irã. Foi enxotado pelos EUA, que iniciava sanções contra a ditadura dos aiatolás.
Na guerra da Ucrânia, Lula passou pano para invasores russos. E apoiou os terroristas do Hamas contra Israel, onde virou persona non grata.
Em 2023, atual mandato, Lula passou a criticar a “hegemonia do dólar” e a colecionar provocações aos EUA, país que mais investe no Brasil.
Carol De Toni questiona passeio de Lula na Europa

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) pediu explicações ao Ministério das Relações Exteriores e à Casa Civil sobre a viagem do presidente Lula (PT) à Europa, iniciada em 16 de abril.
Nos pedidos, a deputada solicita detalhes dos gastos, como passagens, hospedagem, diárias, segurança e outras despesas. Também quer saber quais critérios foram usados para escolher os integrantes da comitiva (apontada como a maior delegação de ministro do mandato) e quais resultados a viagem deve trazer para o Brasil.
Outro ponto questionado é a participação do governo no evento “Global Progressive Mobilisation”, realizado em Barcelona, que reúne lideranças internacionais com foco político. Durante a agenda, Lula afirmou que “a extrema direita representa um risco real à democracia, indicando o tom das discussões”.
Para a deputada, a participação do governo brasileiro em articulações internacionais com o objetivo de conter um espectro político específico, no caso, a direita, levanta questionamentos legítimos, especialmente por ocorrer em ano eleitoral.
“Estamos falando de recursos públicos sendo utilizados em agendas que não apresentam, até o momento, conexão clara com geração de empregos, investimentos ou melhorias concretas na vida do brasileiro. A população brasileira tem o direito de saber quanto está sendo gasto e quais benefícios concretos essa viagem trará para o país. Transparência e responsabilidade com o dinheiro público não são opcionais, são obrigação”, afirmou.
O requerimento também questiona a mobilização do governo em torno da candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas. A deputada ressalta que é necessário esclarecer os custos dessa articulação e seus benefícios diretos ao país.
“A democracia pressupõe liberdade de ideias e pluralismo político. Diante disso, é legítimo perguntar: é correto utilizar dinheiro público (dinheiro do povo) para conter ideias com as quais o governo discorda?”, questionou a parlamentar.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/carol-de-toni-questiona-passeio-de-lula-na-europa
Vereadora faz gesto obsceno durante sessão e viraliza no interior do CE

A vereadora Susenilda Costa (PDT) protagonizou um episódio polêmico durante sessão da Câmara Municipal de Ubajara, no interior do Ceará, na última sexta-feira (17).
A situação ocorreu enquanto o vereador Marcondes (PSD) discursava contra a proposta de mudança do horário das sessões para o período noturno. Ao questionar “quantas coisas a gente tem para fazer à noite?”, a parlamentar reagiu com um gesto obsceno com a mão, simbolizando “fazer sexo”.
Após o gesto, Susenilda riu da situação, que rapidamente repercutiu nas redes sociais.
O momento foi registrado em vídeo e passou a circular na internet. A discussão ocorria no contexto sobre a reorganização do funcionamento das sessões legislativas no município.
Veja abaixo:
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