Jornal cita 8 voos de Moraes em jatos ligados a Vorcaro; ministro vê ‘ilações’

Ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa Viviane Barci de Moraes – Foto: redes sociais

Reportagem expôs, nesta terça-feira (31), que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, fez ao menos oito voos em jatinhos de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso pela maior fraude financeira da história do Brasil. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os aviões teriam decolado entre 16 de maio e 16 de outubro de 2025, com o ministro e sua esposa Viviane Barci de Moraes, que teve seu escritório contratado por R$ 129 milhões para defender o banco.

Por meio de seu gabinete, Moraes alegou que seriam “ilações” e “absolutamente falsas” as informações do jornal sobre os voos em jatinhos de empresas ligadas a Vorcaro e ao cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel (também preso pelo esquema bilionário). Além disso, o ministro afirma que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.

Os registros dos voos com Moraes e Viviane foram obtidos pela Folha a partir de dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), vinculado ao Comando da Aeronáutica, e do Registro Aeronáutico Brasileiro, mantido pela Anac.

Tais informações indicaram que sete dos voos com o ministro foram em aviões da empresa Prime Aviation, da qual Vorcaro era sócio por meio do fundo Patrimonial Blue. E a casa do banqueiro seria de propriedade a mesma empresa autorizada a operar táxi aéreo com seus jatinhos.

E outra viagem com o ministro e sua esposa, registrada em 7 de agosto de 2025, foi operada pelo jato executivo Falcon 2000 da Dassault, que tem prefixo PS-FSW. A aeronave sem autorização para táxi aéreo tem Zettel como um dos sócios e está registrado em nome da empresa FSW SPE, ainda segundo a Folha.

Ao jornal, o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes alegou ter critérios operacionais sem ligação com qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos para contratar serviços de táxi aéreo. Admitiu contratar diversos serviços de táxi aéreo, entre os quais, “em algum momento” está o da empresa Prime Aviation. Mas refutou: “Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/jornal-cita-8-voos-de-moraes-em-jatos-ligados-a-vorcaro-ministro-ve-ilacoes

O STF se blinda e ri do brasileiro

Ministros do STF têm coleção de decisões para blindar a si mesmos de desdobramentos do caso Banco Master. (Foto: ChatGPT sobre foto de Antonio Augusto/STF)

Na semana passada, os integrantes do Supremo Tribunal Federal deram novos passos importantes em um processo escancarado de blindagem em causa própria. Por 8 votos a 2, o plenário da corte validou a estratégia de Davi Alcolumbre e negou a prorrogação da CPMI do INSS, prejudicando enormemente a continuidade das investigações realizadas por deputados e senadores. A CPMI, recorde-se, estava começando a puxar o fio de uma possível relação do Banco Master, de Daniel Vorcaro, com a fraude bilionária que desfalcou milhões de aposentados e pensionistas por meio de descontos não autorizados. E é aqui que o Supremo entra, pois alguns de seus ministros têm relações comprovadas com Vorcaro, seja na negociação de um resort, seja no contrato milionário com escritórios de advocacia das famílias de membros do STF, seja na participação em eventos patrocinados pelo banco, com direito a festinhas exclusivas.

Impedir a CPMI de continuar seu trabalho, no entanto, não foi decisão isolada, mas a continuação de uma estratégia coletiva de proteção. André Mendonça pode até ter votado pela prorrogação da CPMI, mas antes havia interpretado de forma ampla (a nosso ver, indevidamente) o direito à não incriminação para dispensar investigados de comparecer à comissão para depor. Cristiano Zanin negou um pedido para obrigar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a instaurar a CPI do Banco Master. Gilmar Mendes anulou as quebras de sigilo da Maridt Participações (a empresa dos irmãos Toffoli) e do fundo Arleen, que negociaram o resort Tayayá; as quebras haviam sido decretadas por outra CPI, a do Crime Organizado. Além disso, em seu voto para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, Gilmar ainda deu vários indícios de que, com a provocação certa, toda a investigação do Master pode ter o mesmo destino da Lava Jato: a lata de lixo e a impunidade. E, coletivamente, os ministros ainda assinaram uma nota vergonhosa afirmando não ver nenhum elemento que tornasse Dias Toffoli suspeito para relatar o caso Master no STF – embora ele estivesse abrindo mão da mesmíssima relatoria, em uma solução bastante heterodoxa, para dizer o mínimo.

Em todas essas decisões, os ministros podem usar os argumentos que bem entenderem, mas, se esse conjunto cheira a blindagem, soa como blindagem, parece blindagem, a conclusão é inescapável: trata-se, sim, de blindagem, e só isso seria suficiente para que todo o Supremo estivesse profundamente desmoralizado diante da nação. Magistrados mais preocupados em proteger a si próprios que em fazer justiça são indignos da cadeira que ocupam. Mas o Supremo consegue descer a níveis ainda mais baixos.

Todas essas decisões apresentam contradições gritantes com a própria jurisprudência e a prática recente do Supremo. Ao decidir sobre a CPI do Master, Zanin ignorou decisões anteriores que levaram à abertura de CPIs que cumpriam as exigências constitucionais. As decisões que derrubaram quebras de sigilo alegaram que requerimentos haviam sido aprovados “no atacado” – exatamente como as denúncias do 8 de janeiro. Durante o julgamento da CPMI do INSS, os ministros criticaram da Lava Jato ao rigor de quem quer estender inquéritos para além do prazo mínimo; do vazamento de informações a um suposto desvio de finalidade no trabalho dos senadores e deputados. Gilmar Mendes chegou ao cúmulo de criticar os parlamentares por desejar “inquéritos eternos”, acrescentando que “as prorrogações indevidas ou sem critério não rimam com a ideia do devido processo legal” – e o que é o inquérito das fake news, a não ser um “inquérito eterno”?

O hipócrita ainda faz um esforço para preservar as aparências de coerência, para justificar-se perante padrões que se reconhecem como válidos. Não é o que ocorre com os ministros do STF

De um lado, os ministros usam um rigor punitivista, para não dizer empenho implacável, inclusive contra a lei e a Constituição, em tudo que diz respeito às investigações e processos relacionados aos eventos de 8 de janeiro; de outro, aplicam o garantismo extremo no caso do INSS. De um lado, vazamentos frequentes de informações por parte de ministros da corte a jornalistas selecionados. De outro, broncas a políticos, purismo e indignação diante do usual trabalho jornalístico de obter informações relevantes de interesse público. De um lado, a criação inclusive de um grupo de trabalho para monitorar possíveis violações da liberdade de expressão; de outro, a crítica à pesca probatória.

Em outras ocasiões, usamos o termo “hipocrisia” para descrever esse tipo de atitude. Mas o caso é ainda mais grave. O hipócrita ainda faz um esforço para preservar as aparências de coerência, para justificar-se perante padrões que se reconhecem como válidos. Não é o que ocorre com os ministros do STF. Será mesmo que eles, quando dizem seus absurdos, emitem decisões absurdas ou proferem votos absurdos, não imaginam que alguém haverá de identificar o duplo padrão? Parece-nos muito difícil que seja assim. Os ministros sabem que estão se contradizendo, e sabem que os brasileiros percebem isso. Mas, como na frase imortalizada por Rhett Butler, personagem de … E o vento levou, eles não dão a mínima.

Esse discurso que já não se preocupa sequer em parecer consistente com aquilo que a própria corte afirmou no passado recente evidencia a desfaçatez institucionalizada. É, na prática, uma afronta direta à inteligência dos brasileiros. Uma mensagem implícita de que eles estão acima de tudo, da Constituição, da lei, dos princípios mais fundamentais do Estado de Direito, e de que há risco se alguém ousar questionar esse poder. Algo extremamente grave, como se a blindagem, a criação de uma armadura ou escudo protetor, estivesse quase concluída. Algo que convida todos os verdadeiros democratas à resistência e à ação.

É preciso dizer novamente com todas as letras: não bastam mais críticas pontuais, nem manifestações tímidas. Os abusos se acumularam em um nível que já não permite silêncio. E essa autoblindagem institucionaliza o desequilíbrio de poderes. Juristas que ocupam posições de responsabilidade – seja na academia, seja em entidades de classe – precisam voltar a se manifestar com clareza. O mesmo se espera de lideranças empresariais, da comunicação e institucionais.

O que está em jogo não é um episódio isolado, mas a própria integridade da ordem constitucional. São necessárias mais vozes corajosas, lúcidas e independentes, dispostas a nomear os fatos como eles são. Se nada for feito, a blindagem se completa e o Supremo se torna, na prática, uma instância sem controle, acima da Constituição que deveria guardar.

Neste cenário, só há dois caminhos: ou o Senado, pressionado pela sociedade, cumpre o seu dever constitucional agora, ou a correção virá pelo voto, com um novo Senado. Mas há uma certeza inescapável: quando aqueles que deveriam ser controlados passam a controlar todos os mecanismos de controle – e quando a armadura do poder se fecha por completo –, já deixamos para trás o estágio da “democracia agonizante”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/stf-blindagem-banco-master-desfacatez/

Penduricalhos no MPF já somam mais de R$458 milhões desde 2025

Procurador-geral da República, Paulo Gonet. Foto: Leobark Rodrigues/SECOM MPF

Generosos penduricalhos, fartamente distribuídos no Ministério Público Federal (MPF), custaram ao pagador de impostos mais de R$458,3 milhões entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, conforme levantamento da coluna com dados do próprio MPF. A fatura considera coisas do tipo “Abono de permanência”, quando o servidor já pode aposentar, mas escolhe permanecer na labuta; as famigeradas “verbas indenizatórias”, até obscuras “outras remunerações temporárias”.

Naco do PGR

Desses penduricalhos citados, R$751,7 mil foram pagos a Paulo Gonet, mas boa parte ficou retida nos descontos, que o governo não perdoou.

Teto pra quem?

Gonet furou o teto duas vezes, sempre nos meses de janeiro. Recebeu, líquido, R$82,2 mil (jan/2025) e R$82,7 mil (jan/2026).

Bolo esmiuçado

Verbas indenizatórias foi o que mais custou: R$374,9 milhões, seguido por “outras remunerações temporárias” (R$66 mi) e o abono (R$17,3 mi).

Todo ouvidos

À coluna, o MPF diz que os pagamentos seguem leis federais, decisões do STF e STJ, resoluções do CNMP e que respeita o teto constitucional.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/penduricalhos-no-mpf-ja-somam-mais-de-r458-milhoes-desde-2025

Rejeição de Lula se equipara a Bolsonaro em 2022

Presidente Lula vive momento preocupante para seu projeto de reeleição. (Foto: Ricardo Stuckert /PR)

A rejeição crescente do eleitorado ao governo e ao próprio presidente Lula (PT) é motivo de pânico na pré-campanha presidencial. O governo petista já registra 52% de reprovação, segundo o Paraná Pesquisas (BR-00873/2026), e 53,3% dos eleitores dizem que Lula “não merece um novo mandato” à frente da Presidência. Em março de 2022, o Datafolha apontava rejeição de 55% ao então presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

O Paraná Pesquisas identificou no mesmo levantamento que 47% dos brasileiros não votam em Lula “de jeito nenhum”.

Em maio de 2014, o Datafolha apontou que 35% dos eleitores não votariam na então candidata à reeleição Dilma “de jeito nenhum”.

A alguns meses da eleição de 2022, a rejeição a Lula, segundo o Datafolha, ficou entre 33% e 35% entre março e maio.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/rejeicao-de-lula-se-equipara-a-bolsonaro-em-2022

Decisão do STF contra CPMI do INSS reforça pressão da oposição para CPI do Master

CPMI do INSS encerrou sem a aprovação do relatório final com 216 indiciamentos. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de levar ao plenário a liminar que prorrogava a CPMI do INSS terminou em derrota expressiva — por oito votos a dois — e evidenciou a resistência da Corte a investigações com potencial de ampliar a crise institucional. Essa reação contrária é compartilhada pelo governo e pela cúpula do Congresso.

Embora visto por parte de analistas como um movimento arriscado, o gesto de Mendonça também foi interpretado como uma estratégia para explicitar a posição majoritária do tribunal diante de outro foco de elevada tensão: o escândalo do Banco Master. O placar do julgamento consolidou a percepção de alinhamento entre poderes para barrar novas frentes de investigação.

Ao mesmo tempo, os votos dos ministros reforçaram o entendimento de que a instalação de comissões parlamentares de inquérito é um direito constitucional das minorias parlamentares. Esse ponto passou a pressionar o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a abrir a CPMI do Banco Master, travada há quatro meses mesmo tendo os requisitos formais.

Oposição sofre derrotas no STF e na votação do relatório da CPMI do INSS

A liminar de Mendonça atendia à oposição, que pleiteava mais prazo para aprofundar investigações. Ao justificar a sua decisão, o ministro sustentou tratar-se de uma prerrogativa da minoria que não podia ser mais ignorada por Alcolumbre, a quem cobrou ação. No plenário, porém, prevaleceu a tese de que a prorrogação requer ato político do Legislativo, não do Judiciário.

Na sequência, a base governista aproveitou a proximidade do fim da CPMI do INSS para derrubar na semana passada o relatório final do colegiado, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O parecer, com mais de 200 pedidos de indiciamentos, foi rejeitado por 19 votos a 11, um resultado festejado por aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A inclusão do nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, nos pedidos de indiciamento foi o maior motivador da avassaladora reação orquestrada.

Para Marcus Deois, diretor da consultoria política Ética, a rejeição do relatório esvazia a função das CPIs. “Sem aprovar o documento, não há qualquer encaminhamento formal ao Ministério Público, consolidação institucional de fatos apurados nem consequência concreta”, afirma, ao lamentar o aumento do descrédito da sociedade nesses instrumentos.

Decisão do STF ajuda apoiadores da CPMI do Master a cobrar Alcolumbre

O STF reafirmou que a Constituição garante à minoria o direito de criar CPIs, desde que atendidos requisitos como número mínimo de assinaturas e fato determinado. Por outro lado, fixou que a prorrogação dos trabalhos precisa seguir regras do Congresso. A distinção entre instalação (direito assegurado) e prorrogação (decisão política) passou a orientar o debate no Senado.

Juristas e parlamentares avaliam que o efeito prático da decisão foi duplo: encerrou a CPMI do INSS, mas pressionou as presidências do Senado e da Câmara, que estão segurando outras investigações. O entendimento do STF pode ter, então, impacto direto sobre pedidos de novas comissões, incluindo a que ainda pretende investigar o Banco Master.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, criticou o que chamou de reação corporativista do STF, mas destacou que a decisão fortalece o Senado para instalar novas comissões sem interferência externa. Com 51 assinaturas — mais que o dobro do necessário —, o pedido de CPI do Master ganhou novo impulso, apesar das suas barreiras explícitas.

Vieira e o senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendem que não há mais justificativa para adiamento, já que a Suprema Corte devolveu ao Legislativo a palavra final sobre a matéria. Eles entraram com mandado de segurança junto ao próprio STF para garantir a CPI do Master e esperam que o contexto favoreça uma decisão favorável. O pedido é relatado por Nunes Marques.

Nos bastidores, cresce especulações se Alcolumbre convocará sessão do Congresso antes das eleições, na qual teria de ler o requerimento para a abertura de uma CPMI do Master. Para a oposição, a derrota de Mendonça acabou, paradoxalmente, abrindo caminho tanto político quanto jurídico para avançar na investigação do escândalo financeiro e institucional.

Decisão de Mendonça de levar liminar ao plenário do STF divide avaliações

Após o episódio, Mendonça passou a defender, em manifestações públicas, a necessidade de atuação estratégica no Judiciário. Em recente evento na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, ele ressaltou que “juiz não deve ser uma estrela”, mas precisa agir com a devida prudência e responsabilidade institucional para “semear um novo tempo”.

Para aliados e parte da oposição, o ministro tem usado a sua posição para explicitar tensões dentro da própria Corte. Entre esses pontos sensíveis estão relações suspeitas entre ministros do STF e o Master. O ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR) observa que Mendonça adota a estratégia de “expor abusos do STF” via atos formais e decisões com repercussão jurídica.

O jurista André Marsiglia criticou a decisão de Mendonça de levar a liminar ao plenário. Para ele, o juiz deveria esperar o STF ser acessado por terceiros na questão. Apesar de expor a posição dos ministros da Corte sobre o tema, o impacto negativo foi maior: a blindagem deles. “A CPMI foi encerrada não para ocultar desvios do INSS, mas para barrar apurações do Master”, diz.

Ainda que a derrota da liminar de Mendonça tenha sido clara no plenário, o episódio reposicionou o debate sobre o papel das CPIs, a autonomia do Congresso e o equilíbrio entre os Três Poderes — com efeitos que tendem a se prolongar no embate eleitoral de 2026. As pressões da opinião pública e da oposição ainda enfrentam enorme indisposição para qualquer avanço.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/decisao-do-stf-contra-cpmi-do-inss-reforca-pressao-da-oposicao-para-cpi-do-master/

Desembargador do TJMA é afastado em investigação sobre venda de sentenças

Luiz de França Belchior Silva é investigado na Operação Inauditus. (Foto: Ribamar Pinheiro/TJMA)

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira (1º), mandados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinaram, entre outras coisas, o afastamento do desembargador Luiz de França Belchior Silva por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Ele foi encontrado em Fortaleza.

A Operação Inauditus também entregou a decisão de afastamento do cargo ao desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior. Ele, porém, já não exercia a função devido a outra investigação que apura o desvio de recursos públicos na construção do Fórum de Imperatriz (MA) e pelas apurações na Operação 18 Minutos, também focada em venda de sentenças. A Gazeta do Povo entrou em contato com as defesas de Belchior Silva e Guerreiro Júnior. O espaço segue aberto para manifestação.

“As diligências revelaram um esquema de direcionamento de decisões, com celeridade seletiva, de distribuição por prevenção e de atuação conjunta de servidores, entre outros, com o objetivo de beneficiar parte em litígio, mediante vantagens indevidas. Também foram identificadas movimentações financeiras com indícios de triangulação e de ocultação da origem ilícita dos recursos”, diz nota divulgada pela PF.

O comunicado também menciona a “prisão preventiva do principal operador do esquema”. Este, porém, não é um desembargador. As medidas ainda incluem o afastamento de outros três servidores, a colocação de tornozeleira eletrônica em seis investigados e o bloqueio de bens de até R$ 50 milhões. Outros 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, São Luís, e nos municípios maranhenses de São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães, além de São Paulo e Lagoa Seca (PB).

Os desembargadores e servidores ainda não são réus, uma vez que as investigações estão em andamento, mas podem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/desembargadores-do-tjma-sao-afastados-em-operacao-que-apura-venda-de-sentencas/

Alexandre Garcia

Ou o Senado bota freios no STF, ou o eleitor troca o Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, em cerimônia no STF em agosto de 2025. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Neste momento, em que se anuncia que Lula finalmente vai mandar a mensagem indicando Jorge Messias para o Supremo, é bom lembrarmos mais uma vez que o Senado tem sido responsável pela ida para o Supremo de gente sem notável saber jurídico e sem reputação ilibada. E também tem sido o responsável por não tirar ministros do Supremo quando aparecem evidências – evidência não é indício; evidência é aquilo que nem necessita ser demonstrado – de falta de reputação ilibada. Não vou nem falar de notável saber jurídico, porque isso ainda poderia ser discutível, mas o outro não é.

O Senado é responsável e, se o Senado não fizer as correções, está nas mãos dos eleitores fazer uma renovação imensa do Senado em outubro. Serão eleitor 54 senadores, dois terços da casa. É para resolvermos isso de uma forma ou de outra, porque é algo que precisa ser resolvido. O país não consegue mais andar nessa decadência moral de todas as formas.

STF liberou juízes para julgar ações de escritórios de parentes, mas agora quer Código de Ética

O presidente do Supremo, Edson Fachin, informou que a ministra Cármen Lúcia está elaborando um anteprojeto de Código de Ética. Como é irônico isso! Não faz muito tempo, em agosto de 2023, o Supremo decidiu que é inconstitucional o inciso VIII do artigo 144 do Código de Processo Civil, segundo o qual o juiz não pode julgar processos em que as partes sejam clientes de escritórios de cônjuges, filhos, primos, sobrinhos ou parentes até terceiro grau do juiz. A origem do pedido foi uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Associação Brasileira de Magistrados. Os juízes não queriam essa limitação, e por quê? Porque queriam julgar as ações dos escritórios de seus parentes.

O placar no STF foi 7 a 4. O relator era Fachin – o mesmo que agora está querendo o Código de Ética –, e ele defendeu a manutenção da lei. Gilmar Mendes abriu a divergência, defendeu que a restrição era inconstitucional. Ele foi seguido por Dias Toffoli, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça e Cristiano Zanin. Seguiram o relator – ficaram vencidos, portanto – Cármen Lúcia, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Isso não é o enterro da ética, o enterro da moralidade exigida no artigo 37 da Constituição para todos os setores do serviço público?

E agora falam em Código de Ética… mas aquela já era uma exigência ética, moralizadora, derrubada por desejo da Associação de Magistrados Brasileiros e pela maioria do Supremo, legislando em causa própria. Pelo jeito não é só o Supremo que precisa de um Código de Ética, deveria ser para todo o Judiciário, porque pelo jeito a Lei Orgânica da Magistratura não está valendo muito. Vejam só em que estamos metidos… dá uma tristeza, porque eu vejo o que meu avô me ensinava sobre ética, e depois temos de ver isso aí.

A empresa de fachada do diretor do BC que ajudava Daniel Vorcaro

A Polícia Federal descobriu que o Banco Master pagava a Belline Santana, que era chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central e está afastado. Santana criou uma empresa com capital de R$ 5 mil chamada Inspiração Projetos Educacionais, para dar educação financeira a crianças. O endereço da empresa é uma residência em São Paulo e o telefone da empresa é uma apenas uma sucessão de noves. Leonardo Palhares, que trabalhava para Daniel Vorcaro, teria pago R$ 500 mil duas vezes a Santana. Um outro diretor do BC também está afastado: Paulo Sérgio Neves de Souza, da área de Fiscalização.

Eu fico pensando como é que um banquinho como o Master conseguiu um rombo inédito, que não houve nem nas quebras de bancos grandes como o Bamerindus: foram R$ 50 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito. Pois conseguiu assim, comprando gente. E ainda abalou um banco estatal, o BRB, aqui da capital do país, que agora está apelando ao Banco Central; não apresentou o balanço trimestral, que deveria ter apresentado nesta terça, e parece que já não havia apresentado o do trimestre anterior também. O que se diz por aqui é que o BRB não vai ser atendido nem pelo FGC. É preciso responsabilizar quem inventou isso. O governador Ibaneis Rocha deixou o governo no sábado porque quer ser candidato ao Senado, mas vai ter de se explicar. Ele já foi convidado, mas não vai à CPI do Crime Organizado. Ele está, como dizemos no Rio Grande do Sul, num mato sem cachorro. 

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/senado-indicacao-jorge-messias-supremo/

Lula defende Irã e diz que tem “muito malandro” querendo lucrar com crise dos combustíveis

Presidente afirmou que motivo dado por EUA e Israel para a guerra é “mentira” e que governo está empenhado em fiscalizar postos e distribuidoras. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu oIrã da guerra com os Estados Unidos e Israel e retomou as críticas, nesta quarta-feira (1º), aos empresários brasileiros do setor de combustíveis que, supostamente, querem tirar vantagem das medidas que o governo vem tentando implementar para segurar o aumento do preço principalmente do diesel no país, como redução de impostos e subvenção a produtores.

Desde o início do conflito, o preço do combustível subiu 9%, em média, nos postos e teve picos de até 24% em algumas localidades, além da em algumas cidades do país. O motivo é a disparada do preço do petróleo no mercado internacional por causa da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que levou ao fechamento parcial de uma das principais vias de escoamento do óleo extraído por países do Oriente Médio, responsável por 20% do abastecimento mundial.

“Acontece que como você tem gente mau caráter nesse país, tem gente que está mesmo recebendo pra não aumentar [o preço do diesel], está aumentando. […] Nós vamos ter que colocar alguém na cadeia. […] Tem muito malandro, tem gente tão safada nesse país que é capaz de querer ganhar dinheiro com o enterro da mãe”, disparou em entrevista à TV Cidade de Fortaleza, onde cumpre agenda ao longo do dia.

Lula reforçou que determinou à Polícia Federal e aos Procons estaduais para fiscalizar e investigar donos de postos de combustíveis e das distribuidoras para apurar aumentos abusivos mesmo sob as medidas de contenção anunciadas pelo governo. Entre elas estão a isenção de PIS e Cofins (impostos federais), subvenção aos produtores e acordo com quase a totalidade dos governos estaduais para reduzir o ICMS de importação, em que cada lado paga metade do que deixará de ser arrecadado temporariamente.

“A fiscalização está ativa. A minha ordem é ir para a estrada, para o posto de combustíveis e para a distribuidora”, pontuou lembrando que o Brasil importa 30% do diesel que consome, produzindo os 70% restantes para suprir a demanda nacional.

O presidente ainda citou que a antiga estatal de distribuição BR Distribuidora, que era subsidiária da Petrobras, ainda tinha como controlar o preço cobrado pela venda dos combustíveis mesmo quando as refinarias promoviam reajustes.

No entanto, após a privatização feita durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – “aquele governo que acha que pode vender tudo”, afirmou –, essa intervenção passou a ser proibida – ao longo dos últimos três anos de governo, se especulou a possibilidade de reestatizar a empresa.

Lula defende Irã

Na mesma entrevista, ainda em relação à crise dos combustíveis, Lula defendeu o Irã dos ataques dos Estados Unidos e de Israel – a “guerra do seu Trump e do seu Netanyahu” –, afirmando que não havia qualquer produção de armas nucleares no país persa, motivo gerador do conflito segundo os dois líderes envolvidos.

“É mentira, não tem bomba ou arma nuclear. Eu digo que é mentira porque eu fui em 2010 ao Irã fazer um acordo, e fizemos um acordo, e que depois os Estados Unidos e a União Europeia não aceitaram. Um acordo para que o Irã pudesse enriquecer urânio nos mesmos métodos do Brasil, porque aqui a nossa Constituição diz que a gente só pode utilizar [combustível nuclear] para fins pacíficos, não podemos produzir armas nucleares”, disse o presidente.

Lula ainda afirmou que Estados Unidos e Israel acharam que acabariam com a guerra apenas com a morte do líder iraniano Ali Khamenei, mas que o Irã é um país grande e populoso que está reagindo aos ataques.

O petista ainda citou que publicou, na véspera, um artigo em jornais estrangeiros da França, Rússia, China, Estados Unidos e Inglaterra, criticando estes países por promoverem guerras – são membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que Lula tenta reformar para permitir a entrada do Brasil e outras nações desde o início deste terceiro mandato.

“Um artigo chamando à razão. Eles são os cinco membros, e são eles que fazem guerra”, completou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/lula-defende-ira-malandro-lucrar-crise-combustiveis/

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