STF se recusa a dizer quem estava com telefone que trocou mensagens com Vorcaro

Alexandre Garcia
Vorcaro trocou mensagens com telefone funcional do STF no dia em que foi preso; CPMI do INSS quer saber quem era o ministro que respondeu. (Foto: Imagem criada utilizando Whisk/Gazeta do Povo)

No dia da primeira prisão de Daniel Vorcaro, ele mandou mensagens para um telefone do Supremo – é certo que o número era do STF, isso já foi esclarecido pela CPMI do INSS. E quem estava com aquele telefone do Supremo respondeu com um formato de mensagem típico de quem precisa esconder algo: mensagens de visualização única, que se apagam depois de serem lidas. Vorcaro perguntou se o dono do outro telefone “conseguiu bloquear”. O banqueiro ligou para esse número do STF desde cedo, quando soube pelo serviço de espionagem digital dele que seria preso. Passou o dia inteiro ligando, esperando que alguém bloqueasse sei lá o quê, e depois pegaria o jatinho para o Oriente Médio.

O presidente da CPMI fez um ofício, que eu vi, datado de 19 de março, para Desdêmona Arruda, diretora-geral do Supremo, perguntando quem está com esse telefone funcional do Supremo. O prazo dado pela CPMI já terminou, mas até agora não se tem notícia da resposta. Talvez ela tenha respondido e a informação está mantida em sigilo absoluto. Sempre lembro que no artigo 2.º da Constituição é o Legislativo que aparece como o mais importante dos três poderes, enquanto o Supremo vem em terceiro, porque não tem voto. É o Legislativo que representa o povo, e o povo é a origem do poder.

Escritório de advocacia de esposa de ministro do STJ entra na lista das movimentações “atípicas”

Falando de tribunais superiores, vocês se lembram do ministro do STJ Marco Buzzi, afastado depois de uma denúncia de assédio contra uma moça de 18 anos, no mar, em Balneário Camboriú. O Estadão publicou que o escritório da mulher dele, a advogada Katcha Buzzi, é reincidente em “movimentações atípicas” segundo o Coaf. A movimentação média normal do escritório – ela diz que já se desligou, mas a movimentação é de 2024 – era de R$ 58 mil por mês, mas em dezembro de 2024 foi de R$ 2,625 milhões. É mais um caso que nos faz pensar que essas tais “movimentações atípicas” (que eufemismo!) estão bem espalhadas no Judiciário.

Ex-presidente do BRB pegou R$ 1,8 milhão em empréstimos do banco que comandava

Quem também tem movimentação bancária estranha é Paulo Henrique Costa, que era o presidente do BRB quando o banco estatal do Distrito Federal iria comprar o Master. O governador Ibaneis Rocha mobilizou toda a bancada governista e conseguiu aprovar a compra, mas agora diz que a culpa da situação atual do BRB é da oposição; é claro que a oposição não tem nada com isso, ela estava contra a compra – mas vale tudo para tentar enganar as pessoas.

Agora ficamos sabendo que o então presidente do BRB, nomeado pelo governador, tinha tomado empréstimos pessoais no próprio banco que ele presidia, e está devendo R$ 1,78 milhão. Se fosse um banqueiro privado, dono do banco, ele poderia pegar dinheiro do seu banco e ninguém teria nada com isso. Mas o Banco de Brasília não é do seu presidente, embora ele tenha agido como se fosse o dono. Ele que tomasse dinheiro na Caixa Econômica Federal, ou em outra instituição; o único banco onde ele não poderia pegar dinheiro é o que ele está presidindo. É um banco público, e o presidente do banco é servidor do público.

Multa de R$ 500 mil a família mostra que ditadura sanitária segue firme

Uma família no Paraná foi condenada a pagar uma multa de meio milhão de reais por não ter vacinado os filhos contra a Covid. Vai passar fome se tiver de pagar isso tudo; já entraram na casa deles procurando bens para penhorar. O casal tem dois filhos, de 10 e 12 anos, que não tomaram aquela injeção que supostamente serve para evitar Covid, mas não evita o contágio e ainda tem efeitos colaterais graves, como está avisado na bula da Pfizer. Os pais preocupados devem ter lido a bula e pensado “não, meu filho não vai tomar”. E foram multados em R$ 300 por dia, mas, como a tal recusa vem de longe isso, a multa já está em R$ 500 mil. O Brasil é o único país do mundo que faz isso.

Lula foi batizar caça e conferir o que a Embraer anda criando

Lula batizou o primeiro caça Gripen produzido no Brasil. “Gripen” é grifo, são aquelas aves de rapina que estão, por exemplo, na Notre Dame de Paris. A negociação com a sueca Saab é para 36 caças, e 15 deles serão feitos aqui, em uma joint venture entre Saab e Embraer para fabricar esses aviões em Gavião Peixoto. O primeiro ficou pronto, Lula foi batizá-lo e também teve a chance de ver um carro voador feito no Brasil pela Embraer. Tem dez motores elétricos: oito para manter o veículo sustentado no ar, e dois para fazer a propulsão, ou a tração. Não sei quantos lugares tem, imagino que ele pode ser adaptado à necessidade. E já tem muitas encomendas

A subsidiária da Embraer que está fazendo esse veículo voador é a Eve Air Mobility. Tem nome estrangeiro para atingir o mundo todo. A Embraer, inclusive, botou um X no fim do nome da sua divisão de inovação: ficou EmbraerX, como já se quis fazer com a Petrobras, transformando em Petrobrax, mas não deu certo. Perderam a oportunidade de pegar o primeiro nome registrado do Brasil, “Braxil” com X, que aparece em uma carta náutica de 1424. Só para sabermos que Portugal apenas mandou Cabral para chantar os marcos, como aqueles em Touros e em Cananeia, para dizer “isso aqui é nosso, já descobrimos isso há muito tempo, está lá registrado no mapa”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/stf-telefone-mensagens-daniel-vorcaro/

Oito presentes do PT para a ditadura de Cuba (pagos com o seu dinheiro)

Lula e o ditador Miguel Díaz-Canel: Cuba nunca quitou suas dívidas com o Brasil, mas continua recebendo favores dos governos petistas (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Cuba está no chão — e mais do que nunca. Apagões de mais de 11 horas por dia, filas de dois quilômetros para abastecer carros, cirurgias canceladas por falta de energia, lixo acumulado nas ruas. 

A crise, agravada com o fim da ajuda venezuelana e o endurecimento das sanções de Donald Trump, transformou a ilha num caso humanitário grave  e trouxe de volta à tona um debate que o PT prefere manter na encolha. 

Os chamados “movimentos sociais” pressionam o governo por mais apoio. Grupos como o MST, a Frente Brasil Popular, o Povo Sem Medo e a Aliança Bolivariana assinaram uma declaração conjunta em fevereiro cobrando que Lula “assuma um papel ativo” no socorro a Havana. 

A Federação Única dos Petroleiros foi além: mobilizou sindicatos e partidos de esquerda na campanha “Petróleo para Cuba”. Foi uma tentativa de pressionar a Petrobras a furar o bloqueio americano.

Em um discurso para os militantes, em fevereiro, Lula fez o que sempre faz diante da torcida: culpou os Estados Unidos. “O nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos EUA contra eles”, disse. 

Neste mês, o governo começou a organizar, em silêncio, uma doação de 21 mil toneladas de alimentos e medicamentos para Havana — o maior carregamento humanitário que o Brasil enviará a um único país no período recente, segundo uma apuração da BBC News Brasil

O assunto é tratado com discrição. Afinal, é ano eleitoral, e uma conta que o PT preferia não mostrar certamente vai aparecer durante a campanha: ao longo de mais de duas décadas no poder, os governos petistas destinaram bilhões de reais a Havana em financiamentos, repasses e acordos. 

A conta ficou com o contribuinte brasileiro, pois Cuba nunca pagou. Veja a seguir como esse rombo foi construído, favor a favor. 

1. O porto da Odebrecht

Em janeiro de 2014, Dilma Rousseff viajou até Cuba para inaugurar, ao lado do ditador Raúl Castro, o Porto de Mariel, a 40 quilômetros de Havana. Lula também esteve lá. 

“Estou muito orgulhoso por viver até o dia de poder presenciar a construção de um porto desta magnitude, e mais feliz porque o Brasil colaborou com este novo momento que Cuba vive”, disse o petista. 

O custo total das obras chegou a US$ 957 milhões. O BNDES entrou com US$ 682 milhões — dinheiro público, emprestado com prazo de 25 anos para pagamento, o mais longo já concedido pelo banco em toda a sua história. A obra foi executada pela Odebrecht. 

Mas o principal nunca voltou: a grana. 

2. A garantia em charutos 

Para liberar centenas de milhões de dólares para as obras do Porto de Mariel, o governo petista aceitou uma contrapartida que se tornou um dos maiores símbolos dessa relação. Segundo documentos da época, o Brasil aceitou como garantia o dinheiro que Cuba ganha com a venda de seus famosos charutos. 

O problema é que esse montante fica guardado num banco em Havana, sob a tutela da ditadura, sem que o Brasil tivesse qualquer noção real sobre os valores. Resumindo: se Cuba não pagasse, o governo brasileiro teria direito de penhorar a venda de charutos — mas dentro de Cuba, numa conta controlada pelo próprio devedor. 

O Tribunal de Contas da União (TCU) criticou duramente o acordo e classificou as garantias como de “baixa qualidade”. Apesar dos avisos, o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou: “Nossos empréstimos são lucrativos para nós e têm baixíssimas taxas de inadimplência”. 

3. Quantos aeroportos cabem numa ilha? 

O Porto de Mariel não foi a única grande obra que o Brasil ofereceu de bandeja para a ditadura cubana.   

O BNDES e o Proex (Programa de Financiamento de Exportações) também financiaram a modernização do Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, e de aeroportos regionais em Santa Clara, Holguín, Cayo Coco e Cayo Largo. 

O governo do PT ainda bancou a construção de uma fábrica de soros e equipamentos de hemodiálise em Cuba. “Não há nenhum partidarismo na liberação dos recursos. Os critérios são baseados apenas na demanda das empresas e na capacidade de pagamento delas”, disse o então ministro da Fazenda, Guido Mantega. 

Em todos os projetos, o modelo era idêntico: as construtoras brasileiras recebiam à vista via BNDES, enquanto a dívida (a perder de vista) ficava com o regime cubano — e o risco, claro, era todo do contribuinte. 

4. Médicos como moeda de troca 

Em 2013, o governo Dilma lançou o Mais Médicos para levar atendimento a regiões carentes do país. O programa foi apresentado como solução para esse problema, mas também criou um mecanismo pouco transparente de repasse de recursos à ditadura de Havana. 

Em vez de contratar os profissionais diretamente, o Brasil pagava à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que repassava os valores a Cuba. O regime ficava com a maior parte do dinheiro, enquanto os médicos recebiam apenas uma fração. 

Vários cubanos desertaram do programa e processaram a Opas nos Estados Unidos, acusando a organização de participar de um esquema de trabalho análogo à escravidão. Em 2025, o Departamento de Estado dos EUA revogou os vistos de ex-funcionários do Ministério da Saúde da gestão Dilma, acusados de serem “cúmplices de um esquema de exportação de mão de obra forçada do regime cubano”. 

Entre 2013 e 2017, o programa custou cerca de R$ 13 bilhões aos cofres públicos — mais da metade enviada ao exterior para o convênio com Havana. 

5. O calote e quem pagou a conta 

Em junho de 2018, Cuba pagou US$ 4 milhões de uma parcela de US$ 10 milhões devida ao BNDES. Depois disso, parou. 

Com o calote formalizado, o banco acionou o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo público bancado pelo Tesouro Nacional. O BNDES foi ressarcido e o prejuízo (como previsto) passou para o contribuinte.

Não por acaso, a inadimplência coincidiu com a eleição de Bolsonaro: foi o regime cubano que encerrou o Mais Médicos e, na mesma tacada, deixou de pagar as parcelas do BNDES, após o novo presidente exigir que os médicos recebessem salário integral e fizessem o Revalida. 

Lula, de volta ao poder em 2023, tentou colocar panos quentes: “Cuba vai acertar e todos vão acertar porque todos são bons pagadores e nunca deveram ao Brasil”, afirmou. 

Cuba foi mais honesta. Em reunião com o Ministério da Fazenda, em fevereiro de 2024, a ditadura reconheceu a dívida, citou “choques externos diversos” (pandemia, embargos americanos, mudanças climáticas) e disse não ter condições de pagar. 

Ao fim de 2023, a dívida vencida era de US$ 671,7 milhões. Somando as parcelas a vencer, o total chegava a US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 5,7 bilhões).

6. Os documentos secretos 

Em junho de 2012, apenas um mês após a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor, o governo foi na contramão da transparência que anunciava. O então ministro petista Fernando Pimentel (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) assinou um ato colocando sob sigilo os documentos dos financiamentos brasileiros a Cuba e Angola. 

A justificativa oficial era técnica: proteger “informações estratégicas” e cláusulas comerciais. Na prática, isso significava que contratos pagos com dinheiro público ficariam fora do alcance da sociedade por até 15 anos. O prazo vai até 2027.

O sigilo não valia para todo mundo. Órgãos como o Tribunal de Contas da União e comissões do Congresso podiam acessar os dados, desde que seguissem regras de confidencialidade. Ainda assim, o público em geral ficava no escuro. 

Entre todos os países que receberam crédito do BNDES naquele período, apenas Cuba e Angola tiveram esse nível de proteção — não por coincidência, regimes autoritários e alinhados ideologicamente ao PT. 

7. Devendo, mas sempre recebendo 

Em setembro de 2023, já de volta ao poder, Lula viajou a Cuba para a Cúpula do G77+China e se reuniu com o ditador Miguel Díaz-Canel. Novos acordos de cooperação em saúde e agricultura foram anunciados. 

Nísia Trindade, então ministra da Saúde, comemorou: “O Brasil se beneficia de um conhecimento de ponta que Cuba desenvolveu”. 

Fora da pauta oficial, Lula e Díaz-Canel discutiram a dívida bilionária que Cuba reconheceu não ter condições de pagar. O petista, então, veio com outra solução generosa: propôs um escalonamento. 

A oposição no Congresso resistiu — qualquer renegociação depende de aprovação legislativa, e ela não veio. A dívida segue em aberto. 

8. Arroz e feijão 

Em fevereiro deste ano, o governo enviou a Cuba duas toneladas de medicamentos contra tuberculose e Doença de Chagas. Agora, segundo a BBC News Brasil, a gestão de Lula prepara um carregamento muito maior.

Serão 21 mil toneladas de alimentos e remédios — mais do que o Brasil doou para todos os outros 22 países que ajudou no segundo semestre de 2025.  

O petróleo está fora de cogitação, mas não por falta de vontade do PT. É que a Petrobras tem ações negociadas em bolsas americanas e poderia ser punida pelo governo dos EUA. 

Em 2014, Lula disse que o Porto de Mariel provaria que Cuba poderia “atrair investimentos e produzir produtos de alta tecnologia”. Em 2026, o Brasil manda arroz e feijão.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/oito-presentes-pt-ditadura-cuba/

Israel anuncia morte de comandante do Irã responsável por fechar Ormuz; regime ameaça bloquear outra passagem

Navios petroleiros cruzando o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial (Foto: ALI HAIDER/EFE/EPA)

O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (26) que o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Alireza Tangsiri, responsável pelo fechamento do Estreito de Ormuz, foi morto em um ataque na cidade portuária de Bandar Abbas, em um momento em que o regime iraniano ameaça bloquear outra passagem estratégica na região.

Duas fontes do governo de Israel haviam confirmado a informação à emissora americana CNN; a notícia também foi veiculada pelos jornais israelenses Haaretz, Times of Israel e The Jerusalem Post.

Poucas horas depois, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou em comunicado a morte de Tangsiri e que a ação foi uma operação de Israel. O regime do Irã ainda não se pronunciou sobre o assunto.

“O homem diretamente responsável pelo atentado terrorista que representa o bloqueio do Estreito de Ormuz para a navegação foi abatido”, disse Katz no comunicado, segundo informações da agência EFE. O ministro acrescentou que outros “altos comandantes” da força naval iraniana também morreram.

Pelo Estreito de Ormuz, transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo. O fechamento quase total da passagem, implementado pelo Irã após o início do conflito com EUA e Israel, em 28 de fevereiro, fez os preços do petróleo dispararem nas últimas semanas.

Na quarta-feira (25), o Irã ameaçou bloquear, por meio da ação de grupos terroristas parceiros, outra passagem estratégica no Oriente Médio: o Estreito de Bab el-Mandeb, localizado no Mar Vermelho, entre o Iêmen e o Djibuti.

Uma fonte militar afirmou à agência de notícias iraniana Tasnim que tal medida será adotada se Israel e Estados Unidos iniciarem operações em terra contra o regime.

“Se o inimigo quiser agir em terra nas ilhas iranianas ou em qualquer outro lugar em nosso território, ou infligir custos ao Irã com manobras navais no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, abriremos outras frentes para surpreendê-los, de modo que sua ação não só não lhes trará benefícios, como também dobrará seus custos”, disse a fonte.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/israel-anuncia-morte-comandante-ira-responsavel-fechar-ormuz-regime-ameaca-bloquear-outra-passagem/

Fiscais de SP são alvos de nova operação contra fraudes tributárias milionárias

Operação mira a manipulação irregular de créditos de ICMS e o pagamento de propina a servidores da Fazenda paulista. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Dezesseis pessoas ligadas à Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo são alvos da Operação Fisco Paralelo, desencadeada nesta quinta (26) para investigar um esquema milionário de fraudes tributárias envolvendo fiscais e servidores públicos. A ação mira a manipulação irregular de créditos de ICMS e o pagamento de vantagens ilícitas dentro da estrutura do governo paulista.

A ação é um desdobramento da Operação Ícaro, deflagrada no ano passado e que descobriu um esquema envolvendo a rede de farmácias Ultrafarma e a Fast Shop que pode ter desviado mais de R$ 1 bilhão. Nesta nova fase, se estima mais duas grandes redes varejistas envolvidas, mas os nomes ainda não foram tornados públicos.

“A ação decorre de investigações que apuram a existência de um esquema estruturado de corrupção, destinado à manipulação indevida de procedimentos fiscais envolvendo ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS, com possível pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro”, afirmou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) em nota.

À Gazeta do Povo, a Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) afirmou que tem colaborado com as investigações do MPSP e que 33 procedimentos estão abertos internamente. “A pasta reafirma seu compromisso com a ética, a justiça fiscal e a apuração rigorosa de eventuais irregularidades, nos termos da lei”, disse o órgão em nota (veja na íntegra mais abaixo).

Ao todo, a operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão em na capital paulista e nas cidades de Campinas, Vinhedo e São José dos Campos, no interior do estado. Entre os alvos estão imóveis de alto padrão, incluindo um condomínio de luxo em Tamboré e endereços no bairro de Moema.

Além dos servidores da Secretaria da Fazenda, há uma executiva de uma grande empresa envolvida. Os alvos, aponta a investigação, ocupam cargos estratégicos como agentes fiscais, inspetores, coordenadores e delegados regionais tributários.

Segundo os promotores, há indícios de que o esquema atingiu ao menos cinco órgãos da estrutura fazendária, incluindo delegacias regionais da Lapa, Butantã, ABCD e Osasco, além da Diretoria de Fiscalização. O MP aponta sinais de “captura” de setores inteiros da administração tributária.

Os crimes apurados incluem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

O que dizem os citados

Veja abaixo, na íntegra, o posicionamento da Sefaz-SP sobre a operação desta quinta (26):

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo informa que a Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp) atua em conjunto com o Ministério Público, colaborando com todas as investigações do órgão. A pasta reafirma seu compromisso com a ética, a justiça fiscal e a apuração rigorosa de eventuais irregularidades, nos termos da lei. Atualmente, estão em andamento 33 procedimentos administrativos para apurar possíveis irregularidades envolvendo servidores, que podem resultar em sanções, inclusive demissão.

A Sefaz-SP também atua de forma integrada e com rigor no combate à sonegação, à lavagem de dinheiro e a crimes contra a ordem tributária, por meio do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP).

Esquema bilionário de fraude

Na operação deflagrada em 2025, a investigação expôs um esquema bilionário de corrupção envolvendo auditores fiscais da Sefaz-SP. Na ocasião, as investigações revelaram a atuação de servidores que manipulavam processos para liberar créditos de ICMS em troca de propina.

Entre os principais alvos estavam o empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e um executivo da Fast Shop, além de um auditor fiscal apontado como peça central do esquema. Segundo o promotor Roberto Bodini, “algumas empresas do comércio varejista passaram a pagar centenas de milhões de reais para auditores fiscais da Fazenda auxiliarem essas empresas a conseguirem o ressarcimento de créditos de ICMS”.

As apurações indicaram que o fiscal manipulava processos administrativos e recebia pagamentos mensais por meio de uma empresa registrada em nome de sua mãe, usada para ocultar a origem dos valores.

“A partir do segundo semestre de 2021, ela passa a receber dezenas de milhões de reais da Fast Shop”, afirmou Bodini, destacando que os repasses ultrapassaram R$ 1 bilhão.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/sao-paulo/fiscais-sp-alvos-nova-operacao-contra-fraudes-tributarias-milionarias/

Pesquisa: 69% dos brasileiros veem STF envolvido no escândalo do Banco Master

Sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF

Pesquisa nacional AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (26), revela que um total de 69% dos brasileiros consideram que o Supremo Tribunal Federal (STF) está envolvido no escândalo do Banco Master em variadas medidas. Para 47%, o STF está “totalmente envolvido”, enquanto 10% acreditam que o tribunal está “muito envolvido” com o escândalo e 12% o veem “algo envolvido”. Apenas e 13% o consideram “pouco envolvido” e 10% não acreditam em envolvimento do STF com o caso Master e 8% não sabem opinar.

A pesquisa também mostrou a percepção dos brasileiros sobre o envolvimento no caso de outras instituições. Para 45%, o Congresso Nacional está “totalmente envolvido”, enquanto 26% o veem como “muito envolvido”, 15% “algo envolvido”, 3% “pouco envolvido”, 2% “nada envolvido” e 10% não souberam opinar.

Quanto ao governo Lula, 43% apontam “total envolvimento”, 8% “muito envolvido”, 6% “algo envolvido”, 8% “pouco envolvido”, 23% “nada envolvido” e 11% não souberam responder.

Já o Banco Central está “totalmente envolvido” para 28% dos entrevistados, “muito envolvido” para 16%, “algo envolvido” para 21%, “pouco envolvido” para 13%, “nada envolvido” para 13% e 10% não opinaram.

Nos governos estaduais e municipais, 25% percebem “total envolvimento”, 18% “muito envolvimento”, 25% “algum envolvimento”, 10% “pouco envolvimento”, 7% “nenhum envolvimento” e 15% não souberam responder.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.028 pessoas entre 18 e 23 de março. A margem de erro é de 1 ponto porcentual,, com índice de confiança de 95%.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/justica/ttc-justica/pesquisa-69-dos-brasileiros-veem-stf-envolvido-no-escandalo-do-banco-master

Be the first to comment on "STF se recusa a dizer quem estava com telefone que trocou mensagens com Vorcaro"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*