As mensagens de Vorcaro podem derrubar Alexandre de Moraes

O conteúdo das mensagens enviadas por Daniel Vorcaro ao ministro do STF Alexandre de Moraes mostra que estamos diante de algo muito maior que uma fraude financeira de dezenas de bilhões de reais: o país vive, agora, um escândalo institucional como pouquíssimos em nossa história – que é repleta desses escândalos. Quando um investigado procura um membro da cúpula do Judiciário, dando a entender que tem informação privilegiada sobre a condução dessas investigações, e lhe pergunta se conseguiu “bloquear” algo, e quando esse ministro responde com mensagens que se autodestroem, para não deixar rastros, há algo de muito suspeito. E, para piorar, Moraes jura que não era o destinatário das mensagens, o que jornalistas desmentem. Se o ministro está mentindo, estamos diante de todos os elementos necessários para, no mínimo, um afastamento, mas não seria exagero falar em crime de responsabilidade. Assista ao vídeo com a opinião da Gazeta do Povo sobre este caso.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/mensagens-daniel-vorcaro-alexandre-de-moraes/

Por que até esquerdistas não lulistas estão pensando em votar em Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República nas eleições de 2026. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Até esquerdistas que não gostam de Lula (PT) estão migrando para Flávio Bolsonaro (PL). O fenômeno, detectado pela pesquisa Quaest divulgada na última semana, expõe uma mudança que, estatisticamente, é pequena — dentro da margem de erro de seis pontos para esse recorte específico da análise —, mas simbolicamente significativa.

Em todos os sete cenários de primeiro turno testados, Flávio cresceu entre esquerdistas não lulistas enquanto Lula caiu. “No último trimestre do ano passado e no começo deste ano, a agenda mudou e os brasileiros passaram a discutir mais questões ligadas à segurançacusto de vida e corrupção“, explica o diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo.

“Essa mudança no ambiente informacional e no debate político foi negativa para o governo e desmobilizou uma parte desse eleitorado de esquerda não-lulista”, acrescenta ele.

O analista recorda que, em agosto e setembro de 2025, o governo Lula adotou o discurso de “Congresso inimigo do povo” e travou disputa política após a taxação imposta a produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Essas pautas impactaram positivamente o governo Lula no curto prazo, mas, no final do ano, a popularidade caiu novamente e se manteve assim até agora.

Em relação aos dados apontados nos cenários simulados de segundo turno pela Quaest, Russo afirma que é possível detectar uma mudança na esquerda não lulista. “São variações dentro da margem de erro, mas a queda de Lula combinada ao aumento de branco e nulo no segundo turno sugere movimentação dentro desse grupo”, diz.

Eleitorado de esquerda não lulista reage mais a fatos recentes, aponta Quaest

De acordo com Guilherme Russo, o eleitorado de esquerda não lulista costuma votar menos no PT do que os lulistas e demonstra mais afinidade com candidatos de partidos como PSOL, Rede Sustentabilidade, PSB e PDT. De forma geral, trata-se de um eleitorado mais jovem, urbano e com maior nível de escolaridade.

“Como eles mesmos definem, é um grupo que tem ligação menos forte com Lula do que os lulistas tradicionais, que tendem a ser menos escolarizados, mais velhos e menos urbanos”, diz Russo.

O diretor da área de Inteligência da Quaest complementa que esse eleitorado reage com mais intensidade a acontecimentos recentes. “A animação desse grupo com o governo Lula é mais condicional aos eventos políticos e movimentações do governo.”

Esquerda não lulista aumenta preocupação com economia

A pesquisa Quaest mais recente também aponta que a esquerda não lulista é o único segmento mais preocupado com a economia do país em relação ao levantamento anterior do instituto.

“Para fazer propaganda do governo, o Lula tem focado o discurso em indicadores econômicos ligados a avanços para os trabalhadores. O problema é que, na vida real, há uma piora importante na precariedade dos empregos e no aumento do custo de vida”, diz Deyvis Barros, secretário do diretório paulista do PSTU — partido que se encaixa no segmento de esquerda não lulista — em entrevista à Gazeta do Povo.

“Moradores das periferias das grandes cidades ficam espremidos entre o crime organizado e a própria violência do estado, com mulheres também enfrentando o aumento de casos de feminicídio. Isso é fruto de uma determinada escolha política do Lula”, complementa ele.

Pré-candidatos tentam atrair eleitor de esquerda não lulista

Enquanto o segmento identificado como esquerda não lulista apresenta oscilações na pesquisa, há pré-candidatos à Presidência da República vendo nelas uma oportunidade de crescer em intenções de voto. É o caso de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato pelo PSD, que afirmou mirar no eleitor que se classifica como esquerda ou direita, mas que não se identifica nem com Lula nem com Bolsonaro.

“[Há uma] esquerda não lulista que quer ver uma candidatura com visão de inclusão, de respeito à diversidade, preocupada com os temas sociais”, disse Leite em entrevista à GloboNews na última quinta-feira (12).

O discurso antipolarização também aparece no “manifesto ao Brasil” divulgado junto com o anúncio da pré-candidatura. O manifesto traz a ideia de que “disputas ideológicas e paroquiais não produzem solução” e que deve ser feito um “novo pacto pela governabilidade democrática”.

  • Metodologia: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 6 e 9 de março. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-05809/2026.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/voto-esquerda-nao-lulista-pesquisa-quaest-presidente-republica/

José Fucs

E se o pior acontecer a Bolsonaro pelas mãos de Xandão?

(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil e Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A internação em caráter de urgência do ex-presidente Jair Bolsonaro na UTI do hospital DF Star em Brasília, depois de ele passar mal na prisão na sexta-feira, mostrou mais uma vez, para quem ainda tinha alguma dúvida, que a deterioração de seu estado de saúde não é só mimimi de familiares e de apoiadores para livrá-lo do cárcere.

Ao contrário do que parecem acreditar o ministro Alexandre de Moraes, alguns de seus colegas no STF (Supremo Tribunal Federal) e seus adversários políticos, Bolsonaro, que fará 71 anos no dia 21 de março, já deu todos os sinais possíveis, reforçados pela avaliação de seus médicos, de que não está bem. Precisa de cuidados permanentes e especializados, num ambiente adequado, para que sua situação não degenere de forma irreversível.

Quase oito anos depois, ele ainda sofre as sequelas da facada que levou na região do abdômen durante a campanha de 2018, até hoje não esclarecida de forma convincente e cuja veracidade, por incrível que pareça, é questionada até hoje por muitos de opositores. Sua internação emergencial agora, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral – uma doença que exige a administração de medicamentos pesados que afetam a função renal dos pacientes – é apenas o sinal mais recente, e talvez um dos mais graves, de sua debilidade física.

Desde a decretação de sua prisão domiciliar, em agosto de 2025, ainda antes de seu julgamento, sob a alegação de descumprimento de medidas cautelares, esta já é a sétima vez que o ex-presidente é internado. Só nos primeiros 39 dias de prisão no Complexo da Papuda, em Brasília, para onde foi encaminhado em 16 de janeiro, ele recebeu nada menos que 144 atendimentos médicos, pelas contas do próprio Xandão, que usou os números, ironicamente, para mostrar que Bolsonaro estava bem assistido.

Questão humanitária

Não é necessário ser “adorador do Mito”, como dizem os críticos de seus apoiadores mais aguerridos nas redes sociais, para se dar conta de que se trata de um quadro preocupante, que exige a devida atenção. Nem de que o pedido de sua defesa para que ele cumpra sua pena em prisão domiciliar é uma questão humanitária que deve ir além das paixões políticas.

Qualquer cidadão com um mínimo de sensibilidade e bom senso é capaz de perceber a mesma coisa, independentemente do que pense sobre ele e sobre sua condenação a 27 anos e três meses de prisão, por suposta tentativa de golpe de Estado. Ainda assim e apesar da idade de Bolsonaro, Xandão se nega a atender ao pedido de seus advogados e parece determinado a mantê-lo atrás das grades, mesmo sob o risco palpável de que possa sofrer um mal fatal sob custódia do Estado.

Pode até parecer despropositado e prematuro pensar que o ex-presidente corre risco de vida e discutir o assunto no momento. Nestas horas, é sempre bom acreditar que o melhor vai acontecer, ainda que muitos de seus haters, incluindo jornalistas de grandes veículos de comunicação, torçam pelo pior, por mais sinistro que isso possa ser. Com certeza, muita gente vai celebrar se ele tiver um destino trágico, como ocorreu quando o ativista da direita americana Charlie Kirk foi assassinado em setembro de 2025.

No entanto, mesmo para os cidadãos de bem, que não alimentam desejos macabros nem para seus piores inimigos, não dá para desconsiderar a possibilidade de que ele não resista ao rigor do cárcere, por mais dolorido que isso possa ser para a família e para os apoiadores de Bolsonaro.

É certo que, no campo pessoal, a perda seria irreparável – e nada que se possa dizer em relação a isso vai resolver o problema para eles. Mais uma vez, porém, para não deixar margem a dúvidas, não se trata aqui de ignorar a dor que seu fim traria, mas apenas de procurar avaliar quais poderão ser os efeitos políticos e institucionais se o ex-presidente eventualmente perder a vida na prisão.

Isso já aconteceu com Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, um dos condenados pelos chamados “atos antidemocráticos” de 8 de janeiro, que tinha uma histórico de problemas cardíacos graves e morreu na Papuda em novembro de 2023, porque Moraes “esqueceu” na gaveta um pedido de tratamento domiciliar para ele, mesmo após um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República). E, do jeito que as coisas vão, com a visível deterioração do estado de saúde de Bolsonaro e a determinação de Moraes de mantê-lo na prisão a qualquer custo, não é algo que se possa descartar no seu caso.

Em claro desvirtuamento de suas atribuições, Xandão já anulou até uma sindicância do CFM (Conselho Federal de Medicina), principal órgão regulador e fiscalizador do setor no país, destinada a apurar se o atendimento prestado a Bolsonaro na prisão quando ele teve uma queda da cama e bateu a cabeça, era precário.

Moraes, que alegou “desvio de finalidade” e “uso político” da entidade para atacar o Judiciário, determinou até que o presidente do CFM prestasse esclarecimentos sobre os fundamentos da sindicância. Emitiu ainda uma ordem proibindo a entidade de fazer novas diligências, visitas ou inspeções na cela ou no hospital onde Bolsonaro estivesse sem prévia autorização judicial e estabeleceu multas pesadas, de até R$ 100 mil por dia, se o CFM tentasse prosseguir com a investigação interna.

Sentimento de revolta

Talvez, ao avaliar o pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro, diante da fragilidade clínica que ele tem demonstrado, seja prudente levar em consideração algumas questões em vez de deixar o fígado ditar o rumo dos acontecimentos. Não só para preservar sua saúde, mas também para evitar que um sentimento de revolta tome conta de seus familiares e apoiadores mais fiéis, que representam 20% a 30% do eleitorado, de acordo com as pesquisas, se uma tragédia lhe acontecer na prisão.

O que poderá ocorrer se as digitais de Moraes estiverem  associadas ao fim de Bolsonaro, com a cumplicidade de alguns de seus colegas no STF? Qual o efeito que isso teria para o próprio Supremo e para a democracia do país? Como isso iria afetar o quadro político e as eleições deste ano ou as próximas? Qual seria a reação internacional diante da morte de um líder da oposição no Brasil, em meio a um embate com o Judiciário e seus adversários políticos?

É difícil responder hoje a estas perguntas. Agora, dá para imaginar com certa segurança algumas consequências caso a tragédia anunciada se transforme em realidade, por força de complicações no estado de saúde de Bolsonaro e da falta de flexibilidade da Justiça para tratar a questão. Provavelmente, tudo ou quase tudo que Xandão e seus colegas da corte tentaram evitar com sua condenação à prisão irá por água abaixo, abrindo espaço para que seu grupo político se fortalecesse ainda mais no país, em meio à disputa que certamente haverá pela sua herança política.

A morte de um líder popular sob pressão, física ou institucional, tem o poder de inverter a narrativa de forma instantânea. Sua imagem de vítima do sistema certamente irá se cristalizar na sociedade. Seu “fantasma” deverá pairar sobre a vida política nacional por anos a fio. De adversário excluído do jogo político, por vias questionadas por seus aliados e até por juristas e analistas independentes, ele irá se tornar um mártir para um contingente considerável dos brasileiros, mesmo que muitos de seus adversários celebrem morbidamente seu fim.

Como no caso da morte do ex-presidente Getúlio Vargas, em 1954, o funeral de Bolsonaro encheria as ruas com milhares, talvez milhões, de apoiadores. Com a diferença de que, no caso de Getúlio, foi um suicídio, pelo qual seus aliados acusam de forma subjetiva seus opositores, enquanto no de Bolsonaro haveria uma vinculação direta a Xandão e a seus pares no STF, como ocorreu com Clezão.

É verdade que, sob pressão da defesa e diante do agravamento visível do quadro do ex-presidente, Moraes tem autorizado, de forma pontual e sempre sob escolta, alguns tratamentos e exames externos. Também determinou que instalassem grades de apoio no box, campainhas de emergência e garantissem a ele sessões contínuas de fisioterapia.

Tais concessões, no entanto, parecem mais uma tentativa de autoblindagem do que uma real preocupação humanitária. São autorizações que chegam a conta-gotas, após longos embates burocráticos, e que não resolvem a questão principal: a permanência de um paciente que sofre de problemas crônicos de saúde num ambiente de isolamento, sem poder receber o apoio e o acompanhamento de seus familiares e de cuidadores profissionais.

No plano externo, provavelmente, a eventual morte de Bolsonaro na prisão poderá reforçar a percepção, já disseminada pelo mundo afora, em especial nos círculos da direita e da centro-direita, de que, no Brasil, a democracia é relativa e a Justiça tem duas réguas – uma, implacável, para os adversários do regime, e outra, complacente, para seus aliados e o atual governo .

Por mais que Xandão, seus colegas do STF, Lula, o PT e seus satélites queiram ver Bolsonaro mofar na prisão, pelo ódio que cultivam a ele, talvez não valha a pena correr o risco de o tiro contra o ex-presidente e seu grupo político sair pela culatra. Ainda que, para eles, a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente, em decorrência de seu estado de saúde, não se dê por questão humanitária, mas para evitar um mal maior para o próprio Supremo e para a democracia. Se o pior acontecer a Bolsonaro, com sua morte no cárcere, a vitória de Xandão e de sua turma sobre o “mito” acabará sendo sua maior derrota.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-fucs/se-o-pior-acontecer-a-bolsonaro-pelas-maos-de-xandao/

Alexandre Garcia

“Guerra cirúrgica” é o completo oposto do terrorismo

Fumaça sobe após bombardeio em Teerã, na semana passada, durante ofensiva dos EUA e Israel contra o regime islâmico. (Foto: Abedin Taherkenareh/EFE/EPA)

Vocês notaram que as guerras modernas são cirúrgicas? Vocês não viveram isso; eu vivi e me lembro, criança, da destruição completa de cidades. Os alemães primeiro arrasaram Coventry, na Inglaterra, com bombardeio maciço; a resposta dos Aliados foi bombardear Dresden, e não deixaram pedra sobre pedra. Hoje não é assim; os ataques são cirúrgicos. Ataca-se para matar os chefes, o alto comando, os cientistas que estão construindo a bomba atômica, os que comandam a guerra, e os líderes do país. Usam aqueles mísseis penetrantes que perfuram a casamata subterrânea, atravessam o concreto, o aço, seja lá o que for, até chegar ao alvo.

Foi morto, no Irã, o aiatolá Khamenei, e agora ficamos sabendo que seu filho, que o sucedeuestava por perto. Não morreu, mas diz-se que perdeu uma perna e ficou com o rosto desfigurado. Ele não apareceu mais depois disso. Por outro lado, os iranianos disseram ter atingido Benjamin Netanyahu; em seguida, ele se mostrou tomando café, provavelmente com algum jornal por perto para mostrar que não era uma imagem antiga, e que estava intacto.

Essa guerra moderna é o oposto do terrorismo que mata inocentes para aterrorizar. Eu também vivi isso. Cobri guerras no Oriente Médio e em Angola; cobri o terrorismo na Argentina, quando metralhavam pontos de ônibus. Puseram uma bomba num café embaixo do meu escritório na Calle Florida, ela explodiu e matou todo mundo. Os bombeiros foram chamados para limpar a rua, de tanto sangue que corria pela sarjeta. Fizeram isso para a população ficar intimidada e obedecer aos terroristas. Esse é o outro lado, o lado muito mais cruel de uma guerra.

Denúncia da PGR mostra elos do Comando Vermelho com Legislativo e Judiciário no Rio

Falando em terrorismo, está chegando ao Supremo uma denúncia da Procuradoria-Geral da República que dá razão ao governo norte-americano sobre as organizações criminosas brasileiras. Os Estados Unidos querem equiparar as facções ao terrorismo. Nós não fazemos equiparação por aqui também? Fala-se em “crime análogo”, o próprio STF considerou a homofobia equivalente ao crime de racismo… Pois o governo norte-americano quer dizer que a organização criminosa que trabalha com narcotráfico faz terror porque destrói os países. Os narcóticos destroem a força nacional principal, que é a própria nação, a população. Destrói a família, destrói as pessoas, destrói as gerações mais jovens. A denúncia da PGR trata de relações com o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro; envolve um desembargador – Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região –; o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Rodrigo Bacellar, e o ex-deputado Thiego Raimundo Oliveira Santos, conhecido como TH Joias.

Justiça impede uso de patrimônio do Distrito Federal para cobrir rombo do BRB

O governador do Distrito Federal está cada vez mais enrolado no caso Master. Agora está envolvendo judicialmente, porque a 2.ª Vara da Fazenda Pública aqui do Distrito Federal vetou o uso de bens do patrimônio do Distrito Federal – incluindo empresas públicas como a Companhia de Águas e Saneamento e a Terracap, que administra o território do Distrito Federal – como garantia para o BRB, o banco estatal do Distrito Federal, cobrir o rombo que teve com o Banco Master. O governador já havia até sancionado a lei. Além de derrubar a lei, o juiz enviou tudo para o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. Vai ser difícil o governador explicar essa.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/ira-guerra-cirurgica-terrorismo/

Rodrigo Constantino

Flávio pede à militância que pare de atacar aliados

Pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, deu entrevista à emissora chilena durante viagem ao país por ocasião da posse do novo presidente de direita José Antonio Kast (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro entrou num Space do X repleto de militantes bolsonaristas e transmitiu um recado muito importante: cerca de 90% de sua campanha será digital, ele precisa do engajamento da militância, mas pediu para que esses seguidores parassem de atacar os próprios aliados, principalmente os pré-candidatos ao Congresso. Foi um reforço a um pedido já feito pelo próprio Jair Bolsonaro, em carta escrita à mão da prisão, também usando a palavra “ataques” entre aliados. Eis um trecho da fala do senador (infelizmente a conversa foi apagada pelo “host” do programa):

Pelo contrário, a gente tem que ajudar ele lá. É um cara que meu pai também gosta muito, já tomou busca e apreensão, é vítima da perseguição igual muitos de nós aqui. Esses detalhezinhos é que eu acho que, na hora, por mais que dê vontade de largar o dedo e fazer uma crítica e tal, pensa que é um ativo do nosso lado. O Gayer é um cara que articula um monte de coisa, ajuda aqui no digital, é um pré-candidato ao Senado lá, e pra gente essa eleição é, na ordem de importância, é Presidência da República, Senado, deputado federal, depois governador e por último deputado estadual, essa é a prioridade, pois todo mundo aqui é maduro o suficiente para entender que o jogo é pesado no Congresso, a gente tem que ter uma base forte lá, e não adianta a gente fazer 100% do Senado e da Câmara e também não ter a presidência. Então, esse ajuste fino só que eu acho que a gente tem que fazer, e por mais que dê vontade às vezes de ir e atacar, provocar, enfim, esfregar a verdade na cara, eu peço que deem uma respirada antes e pensa sempre o seguinte, cara: o que a gente vai ganhar com isso, né?

O senador citou o nome do deputado Gustavo Gayer, pois ele foi alvo de críticas e ataques recentemente, um deles da conta João 8:32, que espalha bastante mentira pelas redes (ironicamente usando o versículo bíblico que fala que a verdade vos libertará). João 8:32 “cobrou” do deputado Gayer: “Deputado, sua prioridade é virar senador ou eleger o presidente Flávio Bolsonaro? Está mais preocupado com seu projeto particular de poder OU com remover o PT elegendo Flávio?” Tudo isso só porque Gayer havia postado um vídeo brincando que sua filha adolescente fazendo sua pré-campanha tornava um Sidônio desnecessário. Flávio já havia respondido no X:

Gayer, você é um cara preparado, leal e também é vítima da covarde perseguição política que enfrentamos nos últimos anos!Você é nosso pré-candidato ao Senado em Goiás e peça fundamental para resgatarmos o nosso Brasil!Siga firme, produzindo os conteúdos que achar necessários para defender nossos princípios e denunciar o desastre do governo lula para nossa Nação!Vamos pra cima, mermão!

Trocando em miúdos, Flávio está desautorizando essa militância mais fanática, que se diz “bolsonarista raiz” e quer ser mais bolsonarista do que o próprio Jair e Flávio. São pessoas que passam o dia caçando “traidores” à direita, dedicando sua energia para atacar (e não são apenas críticas ou cobranças, como alegam) gente do Partido Novo, a revista Oeste, a Gazeta do Povo, Ludmila Lins Grillo, Ana Paula Henkel, Nikolas Ferreira e eu, entre outros com longa trajetória de defesa dos valores da liberdade. Como perguntou o próprio Flávio, o que sua campanha ganha com isso?

Em breve essa gente vai se dizer mais bolsonarista do que a própria família. Eis a reação da conta João 8:32 após a fala do Flávio no Space: “A dinâmica das redes sociais é algo novo para o Flávio, que sempre focou na imprescindível articulação política. Mesmo assim meu amigo Flávio Bolsonaro reconhece que 90% da campanha virá do digital, de forma orgânica! Seguirei cobrando quem faz corpo mole (pra dizer o mínimo)! A vantagem de sermos uma militância aguerrida, descoordenada e SEM COLEIRA é poder cobrar a TODOS, algo que um candidato não pode fazer, pois deve focar em agregar!” Ou seja, vai ignorar o pedido do próprio Flávio, pois sabe melhor do que ele qual o seu papel na campanha, e porque o senador não tem experiência em rede social…

Nesses dias, Eduardo Bolsonaro havia compartilhado uma postagem dessa conta João 8:32 atacando o deputado Nikolas Ferreira com uma escancarada mentira: um vídeo em que Nikolas chamava Ricardo Nunes de “copo de veneno”, e que ocultava um trecho para dar a entender que ele se referiu assim ao Mello Araújo, vice da chapa que foi colocado por Bolsonaro justamente para tentar impedir esquemas tucanos na prefeitura de SP. Depois Eduardo apagou.

Flávio tem adotado o tom certo até aqui, com serenidade, moderação, diálogo, buscando os votos do centro. Essa militância fanática só prejudica, pois implode pontes, cria intrigas sem parar e se dedica muito mais a atacar aliados do Flávio do que seus verdadeiros adversários. Parece até coisa de infiltrado de esquerda!

Aliás, sobre isso, uma conta com o pseudônimo MaverickJoker (@JokMavX) tem tirado o sono dessa turma. Sempre com fatos incômodos, com argumentos embasados, essa conta tem desmascarado muitos desses militantes. Recomendo que sigam, apesar de desconhecer o autor.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/flavio-pede-a-militancia-que-pare-de-atacar-aliados/

A “Delação do Fim do Mundo”: Vorcaro pode abalar a cúpula do Poder em Brasília

No programa da última segunda-feira (16) os comentaristas analisaram as possibilidades e as consequências de um acordo de delação de Vorcaro. (Foto: Reprodução/Youtube/TVLIDE)

A iminente delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, colocou Brasília em estado de alerta, com o potencial de atingir figuras do alto escalão dos Três Poderes, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A troca da equipe de defesa de Vorcaro, que agora conta com o advogado José Luiz de Oliveira Lima, o “Juca”, especialista em acordos de colaboração, é vista como o passo decisivo para o que vem sendo chamado de “delação do fim do mundo”.

Para o ex-procurador e comentarista Deltan Dallagnol, a relevância dos personagens envolvidos torna impossível uma delação que poupe o Judiciário. “Para uma delação acontecer, um tubarão do tamanho do Vorcaro tem que entregar um cardume de tubarões ou pessoas muito mais relevantes”, afirmou Dallagnol, acrescentando que “delação do Vorcaro sem Supremo seria uma grande fraude”. Segundo ele, o banqueiro enfrenta o “dilema do prisioneiro”, pois outros envolvidos na investigação da Polícia Federal podem se antecipar e fechar acordos primeiro.

A análise dos bastidores aponta que os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão no centro das atenções. Guilherme Kilter levantou uma hipótese sobre a estratégia política que poderia surgir de um eventual depoimento: “Me parece que entregar o Moraes seria meio que um boi de piranha (…), o Tofoli sai menos pior, faz o impeachment do Moraes e está resolvido o problema pro governo Lula, está resolvido para o STF”. Kilter ressaltou ainda a robustez das provas que estariam nos celulares de Vorcaro, mencionando mais de 300 GB de dados.

A viabilidade jurídica dessa delação, contudo, depende do aval do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e da homologação pelo ministro relator, André Mendonça. Fabiana Barroso destacou o desafio ético e profissional para o novo advogado de Vorcaro diante do tribunal. “O Juca vai ter que fazer esse equilíbrio, vai ter que mensurar esse porque é o vai ou não vai, é o vai ou racha”, comentou a analista, referindo-se ao risco de atingir a corte onde o advogado atua rotineiramente.

Enquanto a pressão sobre o tribunal aumenta, ministros buscam pautas que melhorem a imagem da corte perante a opinião pública, como a decisão monocrática de Flávio Dino sobre a aposentadoria compulsória de juízes e o discurso de “autocontenção” de Edson Fachin. Para Dallagnol, essas medidas são insuficientes diante da gravidade dos fatos: “O Supremo Tribunal Federal, envolvido até o pescoço no maior escândalo bancário financeiro da história do Brasil, está buscando lavar sua imagem atacando problemas morais periféricos”. Segundo ele, as instituições estão promovendo um “moral washing” para desviar o foco do escândalo central que atinge o coração do Judiciário.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/a-delacao-do-fim-do-mundo-vorcaro-pode-abalar-a-cupula-do-poder-em-brasilia/

Viana diz que Vorcaro ligou para celular funcional do STF e pede afastamento de Moraes

Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado).

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou na noite desta segunda-feira (16) que a mensagem de Daniel Vorcaro, questionando se o interlocutor teria conseguido “bloquear”, enviada horas antes de sua primeira prisão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal,, teve como destino um telefone funcional do Supremo Tribunal Federal (STF). as mensagens eram destinadas ao ministro Alexandre de Moraes, como revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. apesar da negativa do ministro.⁣

⁣O senador também disse que o STF deveria afastar Moraes do cargo durante as insvestigações de sueu relacinamento com o banqueiro investigado por fraude bilionária.

“O número que aparece naquela mensagem é um número funcional do Supremo. Cabe agora, oficialmente, ao Supremo, se nós tivermos essa condição na investigação, que é o básico de uma investigação profunda, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o Vorcaro manda a mensagem. Mas que é um número do STF não há dúvida nenhuma”, afirmou Carlos Viana em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.⁣

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/justica/ttc-justica/viana-diz-que-vorcaro-ligou-para-celular-funcional-do-stf-e-pede-afastamento-de-moraes

Deputada é alvo de nova fase de operação contra roubo a aposentados

Deputada Gorete Pereira (MDB-CE)

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira, uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de desvios envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação é um desdobramento das investigações que miram fraudes com cobranças indevidas aplicadas a aposentados e pensionistas.

A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os alvos da operação. Ela passou a ser monitorada com tornozeleira eletrônica. Os mandados foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PF, o grupo investigado teria promovido descontos não autorizados diretamente nos pagamentos dos beneficiários, causando prejuízos financeiros às vítimas. A nova fase busca avançar na coleta de provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Foram cumpridos mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões, autorizados pela Justiça. As investigações continuam para esclarecer a extensão das irregularidades e responsabilizar os participantes da fraude.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/deputada-e-alvo-de-nova-fase-de-operacao-contra-roubo-a-aposentados

PF citou suspeita ao STF de que Lulinha quis fugir do País

Fábio Luís Lula da Silva, o ‘Lulinha’, filho do presidente Lula. (Foto: Reprodução/Redes Sociais).

A Polícia Federal manifestou a suspeita de que a mudança para a Espanha de Fabio Luiz, o “Lulinha”, filho de de Lula (PT), poderia ter o objetivo de fugir do País e das investigações sobre o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS ou desvios, como a corporação prefere chamar nesta fase da investigação.

A suspeita foi citada n relatório em que a PF pediu em dezembro a quebra de sigilo bancário de Lulinha, afinal determinada pelo ministro do STF André Mendonça. A referência ao filho do presidente foi mencionada em reportagem do jornalista Aguirre Talento no Estadão desta terça-feira (17). Ele teve acesso ao relatório que analisou detalhes da relação entre Lulinha e Antonio Camiolo Antunes, o “Careca do INSS”, personagem central do escândalo, que se encontra preso.

A defesa nega a intenção sw Lulinha de fugir do País e alega que ele teria se mudado antes da deflagração da Operação Sem Desconto.

“Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do País, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o relatório.

Pela primeira vez, Lulinha admitiu relacionamento com o Careca do INSS nesta segunda-feira (16), em petição ao STF. Disse que mantinha relação “esporádica e de natureza social” com o investigado que pagou uma vigem dele a Porugal para conhecer um projeto de canabidiol medicinal. A apuração da PF identificou que o Careca pretendia abrir empresa desse ramo, a World Cannabis.

A PF aponta que o empreendimento de canabidiol do Careca do INSS seria financiado com recursos provenientes do esquema de desvio de aposentadorias, em uma etapa de lavagem desse dinheiro. Na viagem, eles chegaram a visitar um terreno onde seria construída a fábrica. A defesa de Lulinha afirmou, porém, que o negócio não foi adiante e ele não recebeu recursos do empresário.

Além da viagem em conjunto, a PF apreendeu anotações com o Careca do INSS que indicariam encontros dele com Lulinha em Brasília e apura se houve pagamentos, informa a reportagem. A testemunha Edson Claro, ex-funcionário do Careca, contou que eram pagos R$300 mil mensais a Lulinha, mas, se isso de fato ocorreu, não foi por depósito bancário: a quebra de sigilo não continha repasses do Careca do INSS.

Os advogados afirmaram, na peção, que, em março de 2025, entraram em contato com instituições de ensino na Espanha para matricular os filhos do casal e viabilizar a mudança. A primeira fase da Operação Sem Desconto, porém, foi deflagrada no mês seguinte e na época já haviam sido publicadas reportagens sobre as suspeitas de irregularidades envolvendo o Careca do INSS. A defesa de Lulinha disse que ele começou a planejar a mudança a Madri em 2024, apesar de só ter tomado medidas efetivas para isso no ano seguinte.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/justica/ttc-justica/pf-citou-suspeita-ao-stf-de-que-lulinha-quis-fugir-do-pais

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