Clima insustentável toma conta do STF após revelações sobre Moraes e Banco Master

Nota enviada pelo escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes complica ainda mais a situação do ministro diante da Corte. (Foto: Victor Piemonte/STF)

A nota enviada pela pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre a prestação de serviços ao Banco Master foi o ponto de partida do programa Última Análise desta segunda-feira (09).

Os comentaristas do programa descrevem o episódio como a “maior crise da história republicana”. O centro do escândalo envolve o ministro Alexandre de Moraes, após vir a público um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa dele, além de mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Para a comentarista Fabiana Barroso, a postura do magistrado não indica um recuo voluntário. “Se a gente ficar só na realidade do que já passou de fato constatado, eu não vejo o ministro Alexandre de Moraes fazendo uma autocontenção de si mesmo”, afirmou, destacando que o ministro se sente protegido por seus pares na corte. Barroso classifica o cenário atual como um “crime continuado”, envolvendo suspeitas de organização criminosa e tráfico de influência.

A tentativa de esclarecimento por parte da família do ministro também foi alvo de críticas. Júlia Lucy considerou a nota emitida pelo escritório um erro estratégico. “A nota foi um dos piores tiros no pé que ela poderia ter dado, porque deixou muito claro que não chegou nem perto de justificar o valor que recebeu”, pontuou a convidada. Segundo Lucy, o isolamento de Moraes cresce dentro do tribunal: “o clima está insustentável. Se já há muito tempo os ministros não gostavam da forma como o ministro Alexandre Moraes se comportava […] agora chegou num ponto que está absolutamente insustentável”.

O ex-juiz de direito Adriano Soares da Costa reforçou a gravidade do impacto institucional, observando que o STF “vai sangrando em praça pública” devido à hipertrofia de seu poder nos últimos anos. Sobre o contrato milionário, o jurista foi enfático ao dizer que a explicação fornecida pela defesa não possui sustentabilidade jurídica. “Qualquer grande valor aí é injustificável”, afirmou ele, referindo-se aos serviços descritos como meramente administrativos e de compliance. Para ele, as notas emitidas pelo ministro e por sua família “nada explicam e ainda complicam”, tornando a situação de Moraes “hoje, insustentável”.

Enquanto novos pedidos de impeachment são protocolados no Congresso, o debate sobre a conduta ética dos magistrados se intensifica. Conforme destacado por Guilherme Cunha Pereira, presidente da Gazeta do Povo, a pergunta central que o país aguarda resposta é se Moraes era, de fato, o interlocutor que respondia com emojis de “joinha” a pedidos de bloqueio de investigações feitos por um banqueiro sob suspeita. Se confirmado isso por si só é motivo para o afastamento imediato.

O programa Última Análise vai ao ar de segunda a quinta, às 19h no canal do YouTube da Gazeta do Povo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/clima-insustentavel-toma-conta-do-stf-apos-revelacoes-sobre-moraes-e-banco-master/

As supremas mentiras

O ministro do STF Alexandre de Moraes; ao fundo, Dias Toffoli. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

As mensagens reveladas na última sexta-feira entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e – ao que tudo indica – o ministro do STF Alexandre de Moraes são, até o momento, o ponto mais grave de um escândalo institucional de enormes proporções, em um país já bastante pródigo neste tipo de escândalo. E, justamente por isso, são também uma oportunidade ímpar, em um país bastante habituado a desperdiçar esse tipo de oportunidade, mas que precisa desesperadamente refazer esta escrita.

Em 17 de novembro do ano passado, Vorcaro sabia que o cerco estava se fechando contra ele. Em vez de procurar sua advogada, que pagava a peso de ouro em um dos maiores contratos da história da advocacia brasileira, o banqueiro resolveu falar com o marido dela – que, por uma dessas coincidências que só acontece no Brasil, é ministro do Supremo Tribunal Federal, e não um ministro qualquer, mas aquele que se tornou um dos mais poderosos dentro do colegiado, com carta branca para atropelar as leis e a Constituição se necessário. A julgar pelo conteúdo das mensagens, Vorcaro parece falar sobre o vazamento de informações da investigação e quer discutir o andamento do caso. Poucas horas antes de ser preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, Vorcaro pergunta diretamente a Moraes se ele havia conseguido “ter notícia ou bloquear”. Bloquear o quê? Uma investigação em andamento? Uma operação da Polícia Federal? A própria prisão, que àquela altura já tinha sido decretada?

Não se sabe ao certo o que Vorcaro pretendia que Moraes “bloqueasse”, mas sabe-se que a chamada “Turma” do banqueiro tinha pessoas que acessavam ilegalmente os sistemas dos órgãos de investigação. E, pelas mensagens enviadas, o banqueiro não teve pudor em mostrar a um ministro do STF que sabia com antecedência de medidas que seriam tomadas contra ele, como na frase “amanhã começam as batidas do Esteves”, que consta de sua última mensagem a Moraes – “Esteves” é o também banqueiro André Esteves, que Vorcaro considerava estar por trás das ações contra o Master. Ele parece falar de buscas e apreensões iminentes e da estratégia processual para lidar com o caso. “Se vazar algo será péssimo, mas pode ser um gancho pra entrar o circuito do processo”, afirmou ele no início da manhã do dia em que foi preso. Quem diz algo assim tem algum tipo de acesso privilegiado a informações e influência sobre o interlocutor.

Alexandre de Moraes era ou não o interlocutor de Vorcaro nessas mensagens? Neste momento, não há nada mais importante para o país do que responder a essa pergunta

Diante de um investigado que demonstra ter informações às quais só teria acesso se tivesse realizado um acesso ilegal a sistemas sigilosos, qual foi a reação de Alexandre de Moraes? Avisou as autoridades? Abriu investigação para descobrir como Vorcaro sabia de tanta coisa? Não há nenhum registro desse tipo. Teria ao menos repreendido o banqueiro? Impossível saber, mas tudo indica que isso também não ocorreu, até porque Moraes respondeu a tudo com mensagens que se autodestruíam, assim como as instruções enviadas ao agente Ethan Hunt, de Missão: Impossível. Suprema ironia: o ministro que tanto criticou réus do 8 de janeiro – especialmente a cabeleireira Débora – por apagar mensagens, o que Moraes considerou indício de que eles teriam algo a esconder, agora é flagrado usando o mesmo recurso. Tudo o que restou, ao fim das contas, foi um simples emoji de “joinha” com que Moraes respondeu a uma das mensagens de Vorcaro.

A gravidade disso tudo é tão gritante que, naturalmente, Moraes tentou se esquivar, negando ser o destinatário das mensagens de Vorcaro. Mas, na noite de sexta-feira, o jornal O Globo publicou nova reportagem, afirmando que sim, o número para o qual Vorcaro enviou aquelas mensagens era o do ministro do Supremo, e que essa informação vinha de uma análise técnica da Polícia Federal.

A pergunta central que precisa ser respondida, de forma a não deixar a menor sombra de dúvida, é muito simples: Alexandre de Moraes era ou não o interlocutor de Vorcaro nessas mensagens? Neste momento, não há nada mais importante para o país do que responder a essa pergunta; é aqui que devem estar concentradas as energias de todos os que tenham poder de investigação ou apuração. Mais que na fraude financeira do Master, mais que nas ameaças da “Turma” de Vorcaro. E o motivo é simples: está em jogo a lisura do Poder Judiciário, na sua instância máxima.

Se o destinatário das mensagens de Vorcaro era Alexandre de Moraes, o ministro mentiu à nação e isso, por si só, já seria motivo suficiente para seu afastamento imediato e para a abertura de uma investigação formal. Mas não apenas isso. Não estamos falando de mentirinhas inocentes, mas da tentativa de enterrar conversas cujo conteúdo – mesmo conhecendo-se apenas o que um dos interlocutores afirmou – revela indícios claros de conflito de interesses, obstrução de Justiça, prevaricação e, possivelmente, corrupção passiva – pois o contexto inclui o inacreditável contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa de Moraes. São elementos mais que suficientes, de acordo com a lei dos crimes de responsabilidade (1.079/50), para levar ao impeachment do ministro.

Vários colunistas da Gazeta do Povo já se perguntaram: o que faria Alexandre de Moraes diante de um caso desses, se o implicado não fosse Alexandre de Moraes? Todos sabemos a resposta: abertura imediata de inquérito, busca e apreensão de celulares e, possivelmente, prisão preventiva. Por muito menos – isso quando havia alguma evidência, em vez de meras ilações – e de forma injusta, inúmeros cidadãos sofreram e continuam sofrendo a mão forte do ministro, em decisões referendadas por seus pares, confirmando a existência de uma juristocracia policialesca no país. Em outra suprema ironia, um dos empresários que Moraes mandou investigar em 2022, e que chegaram a ter contas bancárias bloqueadas, foi incluído no inquérito apenas por ter respondido a uma outra mensagem em um grupo de WhatsApp com a imagem de uma pessoa aplaudindo – em resumo, um joinha.

Mas nem seria necessário apontar os abusos de Alexandre de Moraes; se o fazemos, é para mostrar a hipocrisia de quem adota os mesmos comportamentos que condena (inclusive no sentido jurídico da palavra) em outras pessoas. Basta, aqui, exigir atuação firme e rigorosa de todos os atores públicos, dentro de suas funções, com plena transparência, sem leniências ou tergiversações. Está em jogo o destino do país, sua identidade e a recuperação da democracia.

As investigações precisam continuar, sem nenhum tipo de blindagem institucional. Por isso mesmo o próprio Supremo precisa rever imediatamente a teratológica liminar concedida por Gilmar Mendes, que ressuscitou um processo já encerrado para impedir a quebra de sigilo da empresa de que Dias Toffoli é sócio. Se tal decisão for mantida, a mácula que já atinge a corte se torna permanente e, como em uma metástase, mais ministros se tornarão cúmplices da suprema blindagem.

O caso Master não é apenas um escândalo financeiro. É um teste sobre até onde o Brasil está disposto a tolerar a degradação das suas instituições

Independentemente do que faça o Supremo, no entanto, outro ator central não pode continuar fingindo que nada está acontecendo: o Congresso Nacional. Não há mais nada que justifique a não instalação de uma CPI do Banco Master, seja uma comissão mista, seja uma comissão conduzida em alguma das duas casas do Legislativo federal. O mesmo podemos dizer da CPI na Câmara para investigar abusos de autoridade, que há tempos já cumpre os requisitos constitucionais para sua abertura. E, por fim, os pedidos de impeachment de ministros do Supremo precisam começar a tramitar.

Nada disso exige heroísmo institucional. Exige apenas que o Congresso exerça as competências que a Constituição lhe atribui. Hoje, essa decisão está concentrada nas mãos de duas pessoas: os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Hugo Motta. Se continuarem paralisados, a omissão do Legislativo deixará de ser apenas covardia política e passará a ser cumplicidade com abuso de poder, corrupção e subversão da ordem institucional. Falta pouco para que se possa falar de uma questão criminal, e não meramente de pusilanimidade política.

Mas que ninguém se iluda: ninguém em Brasília fará algo se não houver pressão. Primeiro, pressão dos jornais, dos colunistas e influenciadores independentes, e dos demais veículos de comunicação. O que os brasileiros esperam de sua imprensa é que ela redobre o esforço que finalmente temos visto nesses últimos dias – não apenas no caso das mensagens entre Vorcaro e Moraes, mas também na exposição dos laços societários que Dias Toffoli tanto quis esconder. E, depois, pressão da sociedade. Quando as pessoas se cansam de acompanhar a cobertura, quando passam a achar que nada vai mudar, escândalos institucionais como o do Banco Master terminam em impunidade ou, no máximo, com a punição de alguns peixes pequenos, sacrificados para que os graúdos escapem. É justamente nesse momento que a vigilância pública se torna mais importante. O brasileiro não pode desistir; precisa seguir se importanto, se informando e se mobilizando, inclusive por meio do contato com seus deputados e senadores.

O caso Master não é apenas um escândalo financeiro. É um teste sobre até onde o Brasil está disposto a tolerar a degradação das suas instituições. E essa resposta – gostemos ou não dela – está sendo escrita agora.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/mensagens-vorcaro-moraes-supremas-mentiras/

Filipe Martins e o país dos presos políticos

Por ordem de Alexandre de Moraes, Filipe Martins teve de voltar para penitenciária considerada insegura para ele. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

No peculiar direito praticado por Alexandre de Moraes, há uma classe de pessoas que não têm direito a absolutamente nada, independentemente de qualquer circunstância ou emergência, independentemente até mesmo da verdade. Neste grupo encontra-se o ex-assessor presidencial Filipe Martins, mais uma vez vítima da cisma de Moraes – e “quando ele cisma, é uma tragédia”, como já disse o juiz instrutor Airton Vieira – com qualquer um que ouse decidir qualquer coisa que contrarie o “aos inimigos, nem mesmo a lei” característico do chamado “Direito Penal do Inimigo”, atualmente em voga no Brasil.

Preso preventivamente desde 2 de janeiro por um suposto acesso a rede social (que, segundo sua defesa, não ocorreu), Martins foi levado à Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), mas quatro dias depois foi transferido, com autorização da Polícia Penal do Estado do Paraná, para o Complexo Médico Penal (CMP), na Região Metropolitana de Curitiba – nem sequer a defesa do ex-assessor tinha sido avisada. Ao que tudo indica, Moraes também não estava ciente, pois só no fim de fevereiro ele deu um prazo de 24 horas para que as autoridades penais paranaenses explicassem a transferência.

Moraes decidiu que Filipe Martins deveria voltar para a cadeia de Ponta Grossa antes mesmo de receber as justificativas para a transferência ao Complexo Médico Penal

O ofício, no entanto, era mera formalidade, pois o ministro já havia tomado sua decisão, independentemente da razoabilidade de qualquer explicação que lhe fosse dada. A ordem para que Martins retornasse à Cadeia Pública, embora tenha aparecido no sistema eletrônico do STF apenas na última terça-feira, 3 de março, era datada de 28 de fevereiro, antes que as justificativas da transferência fossem devidamente expostas – tanto que Moraes nem sequer as mencionou no ofício. No mesmo dia 3, Martins já estava de volta à Cadeia Pública de Ponta Grossa.

E justificativas não faltavam. A resposta assinada pela diretora-geral da Polícia Penal paranaense mencionava uma “urgência operacional”, já que “o custodiado possui histórico de exercício em função pública, o que o coloca em condição diferenciada de risco no convívio com a população carcerária comum”. A urgência foi detalhada pela defesa do ex-assessor: um princípio de rebelião, devido ao fato de Martins estar em uma cela individual de uma prisão superlotada – o tratamento diferenciado tinha razões óbvias, pois não havia como deixar ao lado de faccionados alguém que integrara o núcleo de um governo linha-dura com a bandidagem. Além disso, a equipe do CMP identificou um quadro de pré-diabetes, acúmulo de gordura no fígado e pedras nos rins, que inspira cuidado, mesmo não havendo risco alto.

No entanto, como Moraes já havia se decidido pelo retorno de Martins a Ponta Grossa, toda essa lista de motivos e nada seriam a mesma coisa para o ministro do STF, já que para ele a suposta desobediência é muito mais relevante. Ao menos, até onde se sabe, desta vez Moraes, sempre muito cioso de seu papel de microgerenciador das prisões de bolsonaristas (e do próprio Jair Bolsonaro) – por mais que para isso existam Varas de Execuções Penais –, não mandou investigar a diretoria da Polícia Penal paranaense por ter desafiado os supremos desígnios. Alguma coisa Moraes talvez tenha aprendido depois que o CNJ arquivou a reclamação do ministro contra o juiz José Jácomo Gimenes (que condenou a União pela censura ordenada por Moraes contra o ex-deputado Homero Marchese) e que o procurador-geral Paulo Gonet recomendou o arquivamento do inquérito contra o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro (que concedera progressão de regime a um condenado do 8 de janeiro).

Um item específico do pedido da Coordenação Regional de Ponta Grossa para que Martins fosse transferido para o CMP parece ter irritado Moraes; segundo o ministro, o órgão teria usado o “argumento de que o condenado é ‘preso político’”. A expressão de fato consta da solicitação, mas o contexto bastava para concluir que, na verdade, a autoridade policial se referia ao fato de Martins ser um preso com exposição política. O que, no fim das contas, é um ato falho extraordinário. Afinal, que nome se dá a alguém que é mantido preso preventivamente por vários meses, por causa de uma viagem que comprovadamente nunca ocorreu? Que é condenado por um crime que pode até ter sido planejado, mas não chegou nem mesmo a ser tentado? Que é privado de direitos que até os piores facínoras mantêm, tudo por causa do grupo político-ideológico a que pertence? Sim, o Brasil tem presos políticos, e Martins é um deles, goste Moraes ou não.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/filipe-martins-preso-politico/

Alexandre Garcia

Governo não quer que crime organizado seja considerado terrorismo

Pichação do Comando Vermelho na entrada da Vila da Barca, em Belém. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)

Ontem eu falei sobre o desperdício que é a nossa política externa brasileira. O Brasil só anda em más companhias. Não fomos a uma reunião sobre a defesa da nossa segurança, que ocorreu em Miami e reuniu 12 países. Além de Donald Trump, estavam lá, por exemplo, os presidentes do Paraguai, da Bolívia, da Argentina, e o Nayib Bukele, de El Salvador. José Antonio Kast, do Chile, ainda não tomou posse, mas esteve lá também. O “Escudo das Américas” tem 12 países, mas não o Brasil. Nem o Brasil, nem Cuba, nem a Nicarágua, nem a Colômbia de Gustavo Petro, nem o Peru, que está sem presidente, e nem a Venezuela.

O “Escudo das Américas” servirá para preservar o continente de grupos narcotraficantes e terroristas. Um dos objetivos é considerar terroristas PCC e o Comando Vermelho, e o Brasil não quer! Soube que o chanceler Mauro Vieira chegou a falar com o secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que não fosse feita essa classificação. Parece que, mesmo quando a coisa certa é óbvia, sempre escolhemos o lado errado – quer dizer, nós não, mas os que estão no topo do Poder Executivo.

Interessados em abafar o escândalo do Master estão inventando nulidades e “perigos para a República”

Como o escândalo do Banco Master e de Daniel Vorcaro está pegando muita gente grande de todos os partidos e dos três poderes, estão espalhando uma boataria para enfraquecer as investigações. A pressão está crescendo: o governador Romeu Zema pediu o impeachment de Alexandre de Moraes; o deputado Marcel van Hattem entrou com uma notícia-crime contra Dias Toffoli e Moraes na Procuradoria-Geral da República; o senador Alessandro Vieira está afirmando que os dois, Toffoli e Moraes, fazem obstrução da Justiça e pressionam testemunhas; o senador Eduardo Girão entrou com uma representação no Conselho de Ética para tirar Davi Alcolumbre da presidência do Senado.

Para abafar tudo, estão espalhando que os vazamentos vão tornar os processos todos nulos. Vá lá, houve o vazamento de conversas de dois pombinhos, mas estamos falando de um crime de alto nível, um escândalo que pega a suprema corte do país. E isso foi só a pontinha do iceberg. Ainda temos outros celulares, de Vorcaro e de outras pessoas envolvidas. Imaginem o que há no celular do “Sicário”, que se asfixiou na Polícia Federal; vamos ver mais conversas sobre “quebrar os dentes” do jornalista Lauro Jardim e “moer” a secretária?

Ainda dizem que não podemos ir fundo porque “isso vai derrubar a República”. Mais vale derrubar e limpar a República que mantê-la com essa súcia, com essa sujeira. Não é preferível passar um lava-jato na República? Para que proteger consciências venais que se venderam a Daniel Vorcaro?

Envolvidos ainda não desistiram de botar tudo em sigilo

E continua o esforço para deixar tudo oculto. A ocultação, a blindagem, o sigilo é uma espécie de confissão de culpa. A defesa de Vorcaro está pedindo ao ministro da Justiça para que nada seja gravado quando advogados visitarem o banqueiro; eles querem visitá-lo a qualquer hora, mas sem gravar nada em áudio e vídeo. Mas a regra da prisão de segurança máxima é gravar tudo. A Associação Nacional da Polícia Penal Federal fez uma nota de protesto contra o pedido, e inclusive encaminhou um ofício para o Ministério da Justiça, mostrando os perigos de abrir uma exceção para Vorcaro.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/pcc-cv-terrorismo-escudo-das-americas/

José Fucs

Alvos da direita há anos, Xandão e Toffoli caem pelas próprias mãos

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Ainda não dá para a direita comemorar a queda dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente o segundo, seu maior algoz. Como diz uma velha máxima do futebol, “o jogo só termina quando o juiz apita”. Mas, com o aprofundamento das investigações sobre o Banco Master pela Polícia Federal, que sugerem o envolvimento de ambos em transações nebulosas com a instituição, já dá para dizer que a vitória está bem encaminhada.

No placar da percepção popular, é como se o primeiro tempo da partida tivesse terminado com uma sonora goleada contra a dupla. No segundo tempo, pode até ser que Xandão e Toffoli consigam reverter o resultado. Há precedentes de viradas do gênero na história. No caso deles, porém, parece difícil, muito difícil, isso acontecer. E, mesmo que consigam sobreviver e permanecer no Supremo, vão ganhar perdendo, como se diz por aí.

É certo que a presunção de inocência, o direito de defesa e o respeito aos ritos processuais – negados muitas vezes por Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a seus aliados mais próximos e aos envolvidos nos chamados “atos antidemocráticos” de 8 de janeiro, com apoio de Toffoli e da maioria de seus pares na corte – têm de ser garantidos aos dois.

Só que até agora sobram acusações vazias de “fake news” e de supostos “ataques” que estariam sendo desferidos contra o STF e seus ministros por seus críticos, mas faltam explicações convincentes sobre as relações duvidosas que eles mantinham com o Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco, apontadas pelas investigações da Polícia Federal.

A blindagem feita em nome de uma suposta ‘defesa da democracia’ foi para o vinagre, enquanto a ideia de que o STF ‘tem de voltar ao seu quadrado’, para o Brasil retornar aos trilhos democráticos, espalhou-se pela sociedade

Xandão ainda não explicou, por exemplo, o contrato de R$ 129 milhões que o Master mantinha com o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, pela prestação de serviços que até hoje ninguém sabe quais eram. Pairam dúvidas também sobre as mensagens que ele teria trocado com Vorcaro pelo WhatsApp no dia da primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro de 2025.

Embora Xandão tenha negado o diálogo por meio de uma nota oficial do STF, a jornalista Malu Gaspar, do Globo, revelou, com base na perícia realizada pela PF no celular de Vorcaro, não só que o destinatário era um contato salvo como “Alexandre de Moraes”, mas também que as mensagens receberam respostas imediatas do número associado ao seu nome.

No caso de Toffoli, ainda há muitos questionamentos em torno da compra de uma participação familiar no Resort Tayayá, no Paraná, por um fundo ligado ao Master, cujo único cotista era o advogado Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, por cerca de R$ 20 milhões, além de repasses adicionais feitos ao empreendimento estimados em R$ 15 milhões.

Autopreservação

Além disso, é preciso considerar que Xandão e Toffoli têm o apoio de alguns de seus colegas do Supremo, como os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, que costumam recorrer a todos os tipos de manobras processuais para favorecê-los.

Afinal, os eventuais tombos de Moraes e Toffoli vão representar a derrota geral do grupo, composto também por ministros menos vocais, que não levantam a arquibancada, mas prestam solidariedade a eles com seus votos, e abrir um precedente que poderá atingi-los mais à frente. No fim, o que acaba quase sempre prevalecendo é o espírito de corpo e de autopreservação da corte, que tem norteado a atuação dos ministros nos últimos anos.

Até o momento, também não há qualquer sinal de que o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, vá tirar da gaveta algum dos inúmeros pedidos de impeachment dos ministros feitos pelos parlamentares e finalmente colocá-los em votação. E não dá para garantir que a próxima legislatura, a ser eleita em outubro, irá levar a cabo o impeachment de ambos, mesmo que seja controlada pela direita e pela centro-direita, como se espera que aconteça, pelo que apontam as pesquisas e os prognósticos de políticos do grupo e até de seus adversários.

Mesmo assim, é possível dizer desde já, independentemente do desfecho dos casos de Xandão e Toffoli, que daqui para a frente nada será como antes. Eles podem não ter sido feridos de morte e talvez até consigam conter a hemorragia, mantendo-se no Supremo. Mas as sequelas deixadas pelo caso do Banco Master provavelmente vão comprometer de forma significativa suas ações e seus movimentos. Poderão comprometer ainda a própria credibilidade do STF como instituição, que, segundo muita gente boa por aí, já está no fundo do poço, se os seus aliados na corte continuarem a protegê-los como têm feito.

Bolha da direita

Talvez a maior evidência de que as quedas de Moraes e Toffoli podem estar próximas seja o fato que as críticas a eles e ao Supremo extrapolaram a bolha da direita, que bradava sozinha até agora contra os abusos da corte e de seus ministros quando o que estava em jogo era o destino de Bolsonaro e de seu grupo político.

Agora, com as decisões controversas que eles tomaram no caso do Master e as revelações sobre um possível envolvimento com Vorcaro em operações financeiras duvidosas e de tráfico de influência em Brasília, o chamado “centro democrático” e a centro-esquerda de plumagem tucana – que “passaram pano” para os “excessos” do Supremo até ontem ou anteontem, com apoio da chamada “imprensa profissional” – estão engrossando as críticas da direita.

Hoje, fora do lulopetismo e dos próprios integrantes do Supremo, os apupos a Xandão, Toffoli e a alguns de seus pares tornaram-se praticamente uma unanimidade. A blindagem feita em nome de uma suposta “defesa da democracia” foi para o vinagre, enquanto a ideia de que o STF “tem de voltar ao seu quadrado”, para o Brasil retornar aos trilhos democráticos, espalhou-se pela sociedade.

As nuvens ficaram tão carregadas que até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e algumas lideranças do PT, de acordo com o noticiário, estariam se dando conta de que, se continuarem abraçados a Xandão, Toffoli e à sua turma vão acabar afundando com eles. Provavelmente, é tarde demais para Lula e sua tropa de choque quererem manter uma distância oportunista dos ministros “amigos”. Mas a informação de que fissuras no consórcio PT-STF estão aparecendo no radar em pleno ano eleitoral é mais uma evidência dos estragos causados pelo escândalo do Master na imagem do Judiciário e do governo.

Mesmo o presidente do STF, Edson Fachin, incomodado com o impacto do caso na reputação do Supremo, decidiu propor a adoção de um código de ética pela instituição, para tentar conter os danos. No entanto, o código de Fachin, que restringiria a participação de ministros nos julgamentos de causas de empresas com as quais eles mantêm relações próximas e nas que envolverem clientes de suas mulheres e de seus parentes, enfrenta a oposição de alguns de seus colegas na corte e até agora não foi adiante.

Neste cenário, a ironia é que, depois de anos sob a artilharia da direita, os dois não estão na berlinda agora por causa das ações da oposição, mas pelos rastros comprometedores que eles próprios parecem ter deixado pelo caminho, como sugerem as investigações da PF sobre suas relações com Vorcaro e com o Master. De um jeito ou de outro, não faltam motivos agora para a direita já estar rindo à toa.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jose-fucs/alvos-da-direita-ha-anos-xandao-e-toffoli-caem-pelas-proprias-maos/

Rodrigo Constantino

Casal Moraes na defensiva

Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, durante cerimônia de posse do ministro como presidente do TSE. A revelação da prestação de serviços da advogada ao Banco Master reacendeu o debate sobre a participação de parentes de ministros como advogados em ações nos tribunais superiores. (Foto: Antônio Augusto/STF)

O advogado André Marsiglia resumiu bem a situação: “Estamos diante de uma encruzilhada incontornável: ou a Globo mente sobre Moraes, ou Moraes mente sobre as reportagens da Globo. Se a Globo mente, por que não está respondendo, como tantos responderam, no inquérito das fake news? Se Moraes mente, precisa cair e ser investigado”.

Eu mesmo tinha escrito esses dias: em outros tempos, por muito menos, Moraes já teria prendido Moraes ou incluído Malu Gaspar no inquérito do fim do mundo. Moraes não é mais o mesmo! Está acuado, desmoralizado, sendo cobrado por quem antes o chamava de “muralha” e fingia acreditar que seu abuso de poder era para “salvar a democracia”.

Até mesmo sua esposa se manifestou pela primeira vez sobre o contrato “suspeito” com o Banco Master. Viviane de Moraes disse que foram quase cem reuniões e 36 pareceres para o banco de Daniel Vorcaro. Puxa vida! Como o contrato era de R$ 129 milhões, isso dá R$ 3,6 milhões por parecer! Era justamente o valor mensal que o escritório da família de Moraes recebia. Não há, no mundo jurídico, contrato similar, com cifras tão elevadas.

Moraes não estava acostumado a ser alvo de cobranças, e não está sabendo como reagir. Se declarar guerra total aos veículos de comunicação, isso pode marcar um fim trágico ainda mais rápido para quem se achava um deus do Olimpo

Lygia Maria, em sua coluna de hoje na Folha de SP, começa constatando uma verdade inapelável: “Só numa república bananeira como o Brasil um juiz da corte constitucional que tem relações com o líder de uma organização criminosa ainda não foi – e tudo indica que não será – investigado”. Moraes, afinal, foi pego com batom na cueca, como diz o título de sua coluna. Lygia conclui:

Num país sério, Paulo Gonet, o procurador-geral da República, já teria pedido abertura de investigação contra Moraes para apreender seu celular. Mas esperar por Gonet é como esperar por Godot, da peça de Becket. O Brasil é um teatro do absurdo. Assim, se o caso for mantido no STF, o juiz com batom na cueca pode vir a participar do julgamento do seu amigo mafioso. Traição suprema aos brasileiros.

A colunista da Folha já vinha adotando uma postura mais firme de cobrança aos abusos supremos faz tempo, mas a novidade é que inúmeros de seus pares na velha imprensa também passaram a fazê-lo. Gente que antes tratava Moraes com respeito e até deferência, como se ele fosse mesmo o guardião da democracia contra “golpistas”, agora demanda explicações abertamente sobre o que já veio à tona no caso do Banco Master. Moraes não estava acostumado a ser alvo de cobranças, e não está sabendo como reagir. Se declarar guerra total aos veículos de comunicação, isso pode marcar um fim trágico ainda mais rápido para quem se achava um deus do Olimpo.

Até mesmo o campo da esquerda parece ter abandonado Moraes. Leandro Demori escreveu: “O contrato que ‘não existia’. Quem espalhou a tese (sem nenhuma prova) vai se retratar? Não, não vai. Os fatos já não importam mais. Irão dobrar a aposta e dizer que não tem nenhum problema”.

Não dá mais para negar o contrato que a própria Viviane Moraes admitiu, e a tentativa de explicar o serviço prestado ficou ainda pior. João Luiz Mauad comentou: “Segundo entendi da nota que o escritório da doutora Viviane demorou quase dois meses para divulgar, o escopo do contrato de R$ 129 milhões envolvia principalmente a elaboração e revisão de manuais de compliance e código de ética, que você encontra já prontinhos na internet ou pode mandar produzir a seu gosto por qualquer programa de IA disponível no mercado”.

Mauad acrescentou: “Sugestivo também é o fato de que, além de caríssimos, esses serviços também se mostraram bem ineficazes, afinal, como estamos vendo agora, a quebra do banco se deu principalmente pela total falta de ética, conformidade e governança, tanto que a operação da PF no Master se chama Compliance Zero”.

Ou seja, a emenda foi pior do que o soneto, e ninguém acredita nessa versão fantasiosa. A grana era, ao que tudo indica, para contratar os serviços do próprio Alexandre de Moraes. Serviços esses ilegais, de lobista, de quem, tal qual uma muralha, pudesse bloquear até ordem de prisão do banqueiro fraudulento…

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/casal-moraes-na-defensiva/

Na Câmara, oposição quer investigar repasses do milionário Lula para Lulinha

Lula e Fabio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha” – Foto: Fábio Campanato/Agência Brasil.

A grana que Lula despejou nas contas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, virou alvo da oposição, que quer escrutinar a movimentação financeira do filho do presidente, que tem uma amiga enrolada na falcatrua do INSS. Na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado já tramita pedido à Polícia Federal para investigar “cifra aproximada de R$25 milhões” do herdeiro de Lula. No bolo, mais de R$720 mil são de transferências entre o petista e Lulinha.

Alô, Receita

Na declaração de bens de Lula, tem R$7,4 milhões. Mas a maior parte, R$5,5 milhões, está imobilizada em uma espécie de previdência privada.

Mérito da CPMI

Foi a CPMI do INSS que aprovou a quebra do sigilo bancário de Lulinha e revelou que o presidente repassou o caminhão de dinheiro ao filho.

2+2

Somando o dinheiro em espécie (declarado), com créditos que aparecem nos bens assumidos à Justiça Eleitoral, faltam ainda R$266 mil.

Coisa de milionário

A movimentação financeira de Lulinha é na casa dos milhões. Mais de R$4 milhões por ano em 2022 e 2023 e mais de R$7,2 milhões em 2024.

FONTE: GAZETA DO POVO https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/oposicao-quer-investigar-repasses-do-milionario-lula-para-lulinha-alvo-da-cpmi-do-inss

Lula recusa aliança contra o tráfico e protege PCC e PV da pecha de terroristas

Narcotraficantes mexicanos têm até viaturas que se confundem com veículos policiais.

O governo Lula (PT) optou por um isolamento vergonhoso e fugiu da coalizão “Escudo das Américas” de 13 países contra o tráfico e cartéis de narcotraficantes. O Brasil preferiu se unir a Colômbia e México, governos lenientes nesse combate, e ficou de fora. Ainda paga o mico de defender a não inclusão de PCC e Comando Vermelho na lista de entidades terroristas proposta pelos EUA. Na prática, protege as gangues da ação conjunta para desarticular redes criminosas por meio de cooperação em inteligência, forças policiais e finanças dos 13 países dessa iniciativa. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

O governo do Brasil expõe priorização ideológica que beira a insanidade. E Lula não quer desagradar seu novo ídolo, o colombiano Gustavo Petro.

Sancionado pelos EUA no ano passado por “envolvimento no tráfico ilícito de drogas”, Petro defende “diálogo” com narcotraficantes e cartéis.

Lula coloca a ideologia acima do interesse coletivo, ignorando pesquisas nacionais apontando segurança como a maior preocupação do brasileiro.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/lula-recusa-alianca-contra-o-trafico-e-protege-pcc-e-pv-da-pecha-de-terroristas

Cleitinho lidera com 45,6% para governo de Minas; candidato de Lula tem 18,4%

Senador Cleitinho (Rep-MG) – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.

Levantamento do instituto Paraná Pesquisas em Minas Gerais revela que o senador Cleitinho (Republicanos) é o líder absoluto nas intenções de voto para o Governo do Estado, com 45,6%, no principal cenário para a disputa, representando mais que o dobro, quase o triplo, do senador Rodrigo Pacheco (PSD), com 18,4%. Pacheco é o candidato de Lula (PT).

Em terceiro lugar, nesse cenário 1, está o atual vice-governador Mateus Simões, que também é filiado ao PSD, com 8,7%. O partido terá de escolher entre ele e Pacheco, que, embora melhor posicionado nas pesquisas, não parece muito motivado a permanecer na política. O projeto de vida de Pacheco é virar ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro pré-candidato, Gabriel Azevedo (MDB), presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte.”Não sabe/não opinou” totalizam 8% e “Nenhum/Branco/Nulo”

O Paraná Pesquisas entrevistou 1.350 eleitores de 52 municípios mineiros e registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº MG-03797.

Veja os números do levantamento para o governo de Minas Gerais:

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/ckleitinho-lidera-com-folga-para-governadr-de-minas

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