Desaprovação a Lula alcança 51% com alta avaliação péssima, diz Real Time

Levantamento aponta alto pessimismo com este terceiro mandato de Lula, repetindo resultados de outras pesquisas. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)

Uma nova rodada da pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça (3) aponta que mais da metade dos entrevistados desaprova este terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento mantém níveis semelhantes de avaliação verificados recentemente por outros institutos.

Segundo o instituto, a desaprovação é de 51%, a aprovação chega a 44% e outros 5% não souberam ou preferiram não responder.

O Real Time Big Data entrevistou 2 mil pessoas em todo o país entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-09353/2026.

A pesquisa do Real Time Big Data não detalha o perfil dos entrevistados que aprovam ou desaprovam o governo Lula e nem um histórico de avaliação. Por outro lado, as variáveis da avaliação de Lula aponta um alto grau de pessimismo:

  • Ótimo/bom: 26%;
  • Regular: 27%;
  • Ruim/péssimo: 46%;
  • Não sabe/não respondeu: 1%.

Nos levantamentos de outros institutos, como da AtlasIntel, a desaprovação a Lula é maior principalmente entre os homens, moradores do Sudeste e Centro-Oeste, com renda de até R$ 5 mil – a classe média, justamente o eleitor que o petista tenta conquistar mais votos desde as eleições de 2022.

Em levantamentos anteriores, o instituto mostrou aumento da preocupação da população principalmente com a segurança pública e a corrupção no governo. O desempenho da economia também chegou a constar entre as atenções, mas com uma melhora no avanço ao longo do ano passado.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/desaprovacao-lula-alcanca-51-alta-avaliacao-pessima-real-time/

Por que delegados da Polícia Federal querem poder afastar juízes?

Dias Toffoli deixou inquérito do Master após pressão da PF, mas regra não permite a polícias apontar suspeição (Foto: EFE/André Borges)

Delegados da Polícia Federal buscam autonomia legal para pedir o afastamento de ministros e juízes sob suspeita. O movimento ganhou força após revelações de ligações entre o ministro Dias Toffoli e o Banco Master, expondo a falta de ferramentas da polícia para garantir a imparcialidade judicial.

O que motivou esse pedido dos delegados da PF?

O gatilho foi a investigação sobre a relação do ministro do STF, Dias Toffoli, com o dono do Banco Master. A polícia encontrou provas de pagamentos e transações comerciais, mas, por lei, os delegados não têm poder para pedir que um juiz seja retirado de um caso por falta de imparcialidade (a chamada suspeição). Atualmente, apenas o Ministério Público ou os próprios investigados podem fazer esse pedido formal à Justiça.

Qual é a diferença entre suspeição e impedimento?

A suspeição ocorre quando há dúvidas sobre a imparcialidade do juiz por motivos subjetivos, como amizade íntima ou interesse financeiro no resultado. Já o impedimento é algo mais direto e técnico: acontece quando o juiz tem parentesco com as partes ou já atuou no mesmo processo como advogado ou promotor, por exemplo. Os delegados querem ter o direito de apontar essas duas situações oficialmente nos tribunais.

O que os delegados alegam para justificar essa mudança na lei?

O presidente da associação da categoria (ADPF) argumenta que, embora não sejam ‘partes’ no processo (como acusação ou defesa), eles são os responsáveis por conduzir a investigação. Para eles, não faz sentido a polícia poder pedir medidas invasivas ao juiz, como quebras de sigilo, mas não poder recorrer se ele negar o pedido ou se houver evidências de que o próprio juiz ou um promotor envolvido esteja agindo de forma parcial.

Existem obstáculos jurídicos para que essa regra seja aprovada?

Sim, e são grandes. Especialistas apontam que a proposta pode ser considerada inconstitucional pelo próprio STF. O Brasil segue o sistema acusatório, onde as funções são divididas: a polícia investiga, o Ministério Público acusa e o juiz julga. Dar poder postulatória (de pedir algo em juízo) para a polícia poderia transformar o delegado em ‘parte’ da disputa judicial, o que fere o equilíbrio do modelo atual.

A Polícia Federal pode descumprir ordens judiciais que considera abusivas?

Essa possibilidade é descartada pela cúpula dos delegados. Embora exista um incômodo crescente com decisões do STF em inquéritos comandados pelo ministro Alexandre de Moraes, a orientação dentro da corporação é de obediência total. Descumprir uma ordem judicial, especialmente da Suprema Corte, é considerado um suicídio profissional e institucional, podendo levar ao afastamento imediato do policial envolvido.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/por-que-delegados-da-policia-federal-querem-poder-afastar-juizes/

Alexandre Garcia

Irã mostra que, mais uma vez, o governo Lula está distante do povo brasileiro

Centro de Teerã após um ataque ocorrido no domingo. (Foto: EFE/Abedin Taherkenareh)

O chanceler de facto do Brasil, o ex-ministro Celso Amorim, autor e ideólogo da política externa brasileira, conselheiro de política externa do presidente Lula, afirmou na televisão que “devemos nos preparar para o pior”. Eu levei um susto; imaginei que ele tivesse incorporado um dirigente do regime iraniano. Só podia ser isso: ele estava falando da guerra, e disse que “devemos nos preparar para o pior”. Depois, ainda afirmou que é “condenável e inaceitável” matar um líder de um país – ainda que esse líder não considere as mulheres como gente, ainda que promova matanças entre seu povo, ainda que imponha absoluta censura, ainda que seja a cabeça de um regime que há quase 50 anos vem esmagando o povo iraniano, na antiga Pérsia.

A política externa brasileira contraria a maior parte da nação. O Estado está a serviço da nação e não o inverso; o Estado tem de representar a nação. E a maioria da nação brasileira é ocidental, é judaico-cristã: a nossa cultura, a nossa língua, as nossas religiões, a nossa comida, a nossa música. Mas, enquanto o Ocidente está apoiando essa tentativa de mudar o regime do Irã, parece que a política externa brasileira caminha na direção contrária. Mas mudar não será fácil: o Irã é um hub, é um centro, é um eixo quase inexpugnável. Os únicos que conseguiram foram o meu xará da Macedônia e os romanos; ninguém mais conseguiu entrar por ali; os iraquianos, por exemplo, não conseguiram, ficaram nas montanhas.

Guerra acaba afetando também quem não tem nada a ver com o conflito

Conversando com um amigo meu libanês, ele lamentou que os xiitas do Hezbollah, a mando do Irã, jogavam foguetes sobre Israel e os israelenses revidavam mirando não os executores, mas os comandantes que ficam abrigados no meio de Beirute. Como o Mossad sabe de tudo, Israel lança um míssil em Beirute, exatamente na casa onde eles estão abrigados, mas a explosão acaba afetando o quarteirão todo, e meu amigo lamentava isso. Mas não são apenas mísseis israelenses; os iranianos estão atacando países árabes, apavorando também os brasileiros que estão em Dubai, Abu Dhabi etc. Eu não tenho a menor vontade de ir a esses lugares, mas há quem goste.

Bloqueio no Estreito de Ormuz é oportunidade para o petróleo brasileiro

Um míssil afundou um petroleiro que ousou tentar passar pelo Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, de onde sai um em cada cinco barris de petróleo do mundo. Há no mínimo 150 petroleiros esperando passagem e os iranianos vão afundar todos os que tentarem passar. Isso já afetou o dólar e o preço do petróleo; ambos subiram bem na segunda-feira. O Brasil pode até ganhar com isso, e a Petrobras já deve estar pensando em como suprir a demanda com petróleo brasileiro, já que há tanto petróleo preso no Estreito de Ormuz. Como sabemos, nós produzimos muito petróleo, sim, e vamos produzir muito mais na Margem Equatorial. Eu nem sei por que temos essa ideia de estimular carros elétricos, se ainda temos tanto petróleo. O Brasil importa derivados de petróleo e exporta petróleo quando é negócio; e esta é a hora de fazer bons negócios.

Ministro da Defesa alerta: precisamos de mais investimento

Nosso bom ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, aproveitou a incorporação, pela primeira vez, de mulheres no serviço militar no Exército, na Marinha e na Aeronáutica para lembrar que precisaríamos investir no mínimo 2% do no orçamento de defesa. Estamos praticamente desarmados. Agora fala-se em drones, o que é muito bom, mas como a Marinha vai cuidar desse mar cheio de petróleo, da nossa “Amazônia azul”? A Força Aérea também é mínima, agora que estão chegando os caças suecos. E o Exército, como vamos cuidar de nossa fronteira terrestre imensa? Precisamos, sim, de investimento. Nosso porcentual destinado à defesa é ridículo perto de outros países, inclusive como potência regional.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/celso-amorim-ira-ataque-estados-unidos/#cxrecs_s

Rodrigo Constantino

Unidos contra o lulismo

Flávio Bolsonaro participou do ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º) (Foto: EFE/ Isaac Fontana)

As manifestações deste domingo encheram as ruas de Belo Horizonte e São Paulo. Tinha bastante gente, apesar da turma do Pablo Ortellado falar em vinte mil pessoas. Acima de tudo, a imagem de um povo unido que perdeu o medo de protestar é importante, pois cabe lembrar que o sistema fez de tudo para intimidar a população com aquelas punições absurdas do 8 de janeiro. O povo perdeu o medo e retomou as ruas. Todo poder emana do povo.

O senador Flávio Bolsonaro foi bem. Alguns reclamaram que ele não bateu de frente com ministros do STF, evitando citar nomes. Mas é compreensível: Flávio é pré-candidato e precisa transmitir a imagem de moderado, além de saber dos riscos envolvidos num ambiente em que STF e TSE vêm perseguindo a direita. Ele preferiu focar no Lula, seu adversário direto, mostrando como seu desgoverno está destruindo o Brasil uma vez mais.

Já Nikolas Ferreira subiu o tom e falou que o destino adequado de Alexandre de Moraes não é o impeachment, mas a prisão. Good cop, bad cop. Enquanto Flávio manda um recado mais suave e “presidenciável”, o jovem deputado desce a lenha nos ministros do STF e lembra como os conservadores têm sido alvos desse abuso de poder.

Enquanto a direita mostra união e força, o governo contrata pesquisa para entender por que Lula segue caindo. Não precisavam gastar o dinheiro. Os motivos são óbvios: segurança pública não é uma prioridade do governo, a economia vai mal e os escândalos de corrupção voltaram com tudo

Além de Flávio e Nikolas, vários outros políticos e lideranças estiveram presentes, como o governador Zema e o pastor Silas Malafaia. O recado, aqui, também é claro: é hora de união contra o lulismo! É hora de deixar as divergências e as intrigas de lado, como o próprio Jair Bolsonaro pediu em carta. Parem de atacar Michelle e Nikolas, cada um vai ajudar na campanha à sua maneira e o importante é todos terem em mente o objetivo comum de derrotar Lula.

Nikolas, inclusive, desabafou depois no Programa 4por4, mostrando como há uma patota barulhenta nas redes sociais que vive para desgastá-lo. Nada do que ele faz está bom para essa turma. Que, aliás, é incoerente: ora Nikolas não tem votos, pois todos são do “bolsonarismo”; ora ele tem que participar mais, pedindo votos para o Flávio. No fundo esse pessoal quer mesmo criticar e gerar divisão, mas como Nikolas mostrou, eles não têm real influência fora da bolha das redes sociais.

Enquanto a direita mostra união e força, o governo contrata pesquisa para entender por que Lula segue caindo. Não precisavam gastar o dinheiro. Os motivos são óbvios: segurança pública não é uma prioridade do governo, a economia vai mal e os escândalos de corrupção voltaram com tudo. Lulinha, inclusive, está envolvido no caso do INSS e admitiu a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo “Careca do INSS” e viagem a Portugal. Sua situação é cada vez mais complicada, o que explica o desespero da bancada petista na CPMI, partindo para a agressão contra o presidente após a aprovação da quebra de sigilo fiscal do filho de Lula.

Nunca é recomendável subestimar a força petista, ainda mais com a máquina estatal na mão. As medidas populistas seguem a todo vapor. Mas as chances da direita derrotar o lulismo aumentam a cada dia. Flávio vem fazendo bem sua parte, com postura ponderada e pregando união. Esse é o caminho para aposentar de vez o ladrão que voltou à cena do crime, segundo seu próprio vice…

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/nikolas-flavio-unidos-contra-o-lulismo/

Lula é aconselhado a se livrar da má influência de Amorim em sua política externa

Celso Amorim e Lula. Foto: Ricardo Stuckert.

Petistas mais moderados dizem ter recomendado a Lula (PT) reavaliar o que dita ao seu ouvido o assessor Celso Amorim, ministro de fato das Relações Exteriores, cujas recomendações têm feito o Brasil se situar sempre no lado errado das disputas – da invasão na Ucrânia às ações no Irã, passando pela guerra de Israel contra os terroristas do Hamas. Acometido de um radicalismo tardio, Amorim, 83 anos, fica cada vez pior à medida que a vida encurta. Ele tem sido péssimo conselheiro para o chefe de governo, na opinião desse grupo.

Seu nome é atraso

A cabeça atrasada de Amorim tem contribuído para a perda progressiva de prestígio de Lula mundo afora, segundo avaliam esses assessores.

Assessor não fala

Acharam o fim da picada Amorim dar entrevistas atacando o governo dos EUA por “matar o líder de um país” etc. Não lhe cabe esse protagonismo.

Queridos ditadores

Amorim também fez Lula defender o ditador corrupto Nicolás Maduro e outros tiranos amigos, situando o Brasil na escória que defende tiranias.

Cavalo de pau

Os petistas palacianos querem Lula com atitude atualizada, moderna e democrática, priorizando interesses do País, não de ideologia decadente.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/lula-e-aconselhado-a-se-livrar-da-ma-influencia-de-amorim-em-sua-politica-externa

Relator ignora pressão de Lula e mantém redução da maioridade

Deputado Mendonça Filho (União-PE), ex-ministro da Educação -Foto: Gustavo Lima/Câmara.

O deputado federal Mendonça Filho (União-PE), que atua como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública na Câmara dos Deputados, decidiu preservar o artigo que diminui a maioridade penal de 18 para 16 anos. A decisão ocorre mesmo após pressão do governo Lula (PT) para retirar a medida.

Adicionalmente, o parlamentar pretende inserir no texto um maior rigor para a progressão de regime prisional, focando em condenados por delitos contra adolescentes, crianças e mulheres. Atualmente, tal impedimento legal recai apenas sobre líderes de facções criminosas.

Na última sexta-feira (27), Mendonça Filho manteve um encontro com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, momento em que foi formalizado o pedido governamental para que a alteração da idade penal não integrasse a proposta. Apesar disso, o dispositivo permaneceu.

Sobre o futuro do texto, o deputado declarou:

“Até o momento da votação, o texto pode ser alterado. Mas, por enquanto, segue isso mesmo. Se depender de mim, (a redução da maioridade) ficará. Sou apenas uma peça num xadrez político mais amplo”.

O parlamentar sustenta sua posição comparando o Brasil a outras nações que adotaram a medida, especialmente para casos de crimes graves, argumentando que o país destoa do cenário internacional ao considerar a idade mínima de responsabilidade penal. Como exemplo, citou a recente aprovação pelo Senado argentino de um projeto que baixa a idade de responsabilidade para 14 anos, uma pauta defendida pelo presidente Javier Milei.

Em contrapartida, o Brasil segue a recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece os 18 anos como patamar adequado. Em documento de 2015, a entidade pontuou que tais iniciativas contrariam padrões mundiais e direitos humanos, configurando um “retrocesso aos direitos humanos, à justiça social e ao desenvolvimento socioeconômico do país”.

A agenda do relator prevê o retorno a Brasília nesta segunda-feira, 2, para rodadas finais de discussão antes da análise na comissão especial. Na terça-feira, 3, o deputado tem reuniões agendadas com os blocos parlamentares do PT, PCdoB e PSOL pela manhã, e com o PDT à tarde. A votação da PEC no plenário da Câmara está prevista para ocorrer na quarta-feira, 4.

Sobre a nova redação que prepara, o relator explicou:

“A redução da progressão de regime, que era restrita a líderes de facções, agora estendo a crimes contra crianças, jovens e mulheres. Está decidido que fará parte da PEC”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/relator-da-pec-da-seguranca-mantem-reducao-da-maioridade-penal-e-endurece-penas

Pressão por código de conduta no STF ganha força na USP

Fachada do Supremo Tribunal Federal | Foto: Andressa Anholete / SCO / STF

Nesta segunda-feira (2), a Universidade de São Paulo foi palco de um ato público em defesa da criação de um código de ética para o Supremo Tribunal Federal. 

Promovido pelo movimento civil intitulado “Ninguém Acima da Lei”, o encontro reuniu representantes de entidades civis, jurídicas e empresariais com o objetivo de pressionar por normas formais de conduta para magistrados das cortes superiores brasileiras. 

O evento foi realizado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da universidade e contou com a presença de figuras de destaque da sociedade civil e do meio empresarial. 

Entre os participantes confirmados estavam acadêmicos, empresários e lideranças de organizações como Transparência Brasil, Derrubando Muros e o Instituto Humanitas360. 

Os organizadores defendem que a ausência de um conjunto de regras claras para conduta de ministros do STF e de tribunais superiores fragiliza a confiança pública nas instituições. 

A pauta central inclui propostas de transparência nos atos e decisões judiciais, mecanismos de prevenção de conflitos de interesse e a definição de padrões éticos a serem observados por magistrados em suas funções. 

O ato também reuniu apoio de entidades que representam setores empresariais e sociais diversos, como o Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), Rede pela Soberania e Fórum do Amanhã. 

A presença de líderes como a professora Eunice Prudente, o presidente do conselho da Natura, Fábio Barbosa, o professor Conrado Hübner e o ex-presidente da Petrobras e CEO da BRF, Pedro Parente, chamou a atenção pela amplitude dos setores representados. 

O contexto que motivou a mobilização foi o recente debate público em torno de eventuais conflitos de interesse envolvendo ministros do Supremo, trazidos à tona após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central. 

Durante a tramitação do caso, o então relator do processo, ministro Dias Toffoli, chegou a ter seus vínculos com empresas e pessoas ligadas à operação questionados, alimentando discussões sobre a necessidade de regras éticas mais claras para os integrantes da Corte. 

Outro episódio citado pelos participantes refere-se à contratação de serviços advocatícios pelo banco junto a um escritório ligado à família de um ministro do STF, contrato que teria tido valor relevante. 

Esses fatos, segundo os organizadores do ato, reforçam a necessidade de instrumentos que assegurem a integridade objetiva das decisões judiciais e afastem qualquer percepção de favorecimento ou conflito. 

Além das lideranças civis, o movimento ganhou ressonância no próprio âmbito do Judiciário: o presidente do STF, Edson Fachin, já declarou publicamente apoio ao estabelecimento de um código de ética formal para as cortes superiores, embora ainda exista resistência de alguns magistrados em avançar rapidamente na implementação dessa iniciativa. 

A mobilização em São Paulo marca um momento de pressão organizada pela sociedade civil e setores empresariais para que a discussão sobre ética, transparência e padrões de conduta no STF deixe de ser apenas interna à Corte e passe a integrar um debate mais amplo no espaço público, com propostas formais e participação de múltiplos segmentos sociais.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/pressao-por-codigo-de-conduta-no-stf-ganha-forca-na-usp

Ex-secretária aponta cofre de ‘Careca’ ao depor na CPMI

Aline Bárbara Mota de Sá Cabral, ex-secretária e braço direito do “Careca do INSS”- Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.

A ex-secretária de Antonio Camilo Antunes, Aline Barbara Mota de Sá Cabral, admitiu nesta segunda-feira (2) à CPMI que investiga o roubo aos aposentados e pensionistas que teve acesso ao cofre do seu chefe, o “Careca do INSS”, mas disse que não se lembra de ter repassado dinheiro do cofre, por exemplo, ao motorista do principal acusado no escândalo. Aline foi secretária e, depois, gerente administrativa do “Careca do INSS”. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), lembrou dos relatos apresentados à CPMI segundo os quais Aline seria a responsável por separar esse dinheiro para que fosse destinado ao pagamento de propinas.

Alfredo Gaspar destacou em seu requerimenro que convocou a ex-secretária que, pelos cargos que ocupou quando trabalhou para o “Careca do INSS”, o depoimento dela seria importante para esclarecer como funcionavam as empresas de Antunes.

Aline afirmou desconhecer a origem dos recursos movimentados por Antunes, que, segundo ela, se apresentou como um “empresário de sucesso” quando a contratou.

— A senhora já retirou, alguma vez, dinheiro do cofre para repassar para esse motorista do senhor Antônio [Carlos Camilo Antunes]? — indagou Alfredo Gaspar.

— Pode ser que sim, mas eu não vou ter certeza. Eu não me lembro — respondeu Aline.

A depoente, apontada pelo relator como braço direito de Antunes, também afirmou ter acompanhado a compra, feita por Antunes, de um imóvel da publicitária Danielle Fonteles em Trancoso (BA). Mas Aline disse desconhecer o valor da operação e negou participação no pagamento, segundo informou a Agência Senado. Danielle Fonteles teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela CPMI em requerimento aprovado em 26 de fevereiro.

Aline afirmou que o acesso ao cofre da empresa lhe teria sido autorizado por Antunes para compras de “insumos para o escritório”. Ela disse não saber quanto dinheiro havia no cofre e que não anotava as retiradas.

A depoente chegou à CPMI amparada por habeas corpus concedido pelo ministro Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para garantir seu direito ao silêncio. No entanto, a secretária respondeu a várias perguntas. Alfredo Gaspar criticou o uso desse instrumento, e ressalvou que “mesmo um habeas corpus do STF tem limites” diante de questionamentos que não incriminem a testemunha.

— Nos meus 24 anos de Ministério Público, eu ouvi milhares de testemunhas. Sabe quantas chegaram com habeas corpus? (…) Na minha atuação como promotor, nenhuma. Mas nós estamos vivendo novos tempos no país — declarou o relator.

Casa em Trancoso

Ao ser questionada por Alfredo Gaspar se tinha conhecimento sobre uma casa que Antunes teria comprado de Danielle Fonteles, em Trancoso (BA), Aline disse inicialmente que preferia “não falar” sobre o assunto. Danielle atuou em campanhas eleitorais do PT. Após o relator questionar a depoente se “responder se um terceiro comprou imóvel de outro terceiro a incrimina”, ela respondeu:

— Eu tive conhecimento de que ele tinha comprado um imóvel, posteriormente eu fiquei sabendo de quem era, não sabia de quem era — declarou Aline.

Motorista

O senador Izalci Lucas (PL-DF) insistiu em perguntas sobre o dinheiro entregue ao motorista de Antônio Carlos Camilo Antunes. Aline negou ter feito repasses a terceiros, mas disse que retirava valores do cofre para que Antunes realizasse compras de materiais de escritório e itens como café. Segundo a depoente, as retiradas variavam entre R$ 500 e R$ 1 mil por vez.

Ao ser questionada sobre a emissão de notas fiscais, Aline afirmou que o controle disso cabia ao setor financeiro das empresas de Antunes, acrescentando que era o motorista quem “chegava com as compras”.

Cadernos

Durante seus questionamentos, Izalci Lucas mencionou cadernos apreendidos pela Polícia Federal com anotações de percentuais como “Stefa 5%” e “Virgílio 5%”, que, segundo ele, poderiam indicar divisão de valores no suposto esquema de fraudes. De acordo com o senador, as anotações fariam referência a Alessandro Stefanutto e ao ex-procurador do INSS Virgilio Filho.

Izalci lembrou ainda que Antônio Carlos Camilo Antunes teria afirmado à comissão que os cadernos eram de Aline. Questionada se tinha conhecimento desses percentuais, ela respondeu: “Eu vou ficar em silêncio”. Diante da recusa dela em responder, o senador reagiu, afirmando que “quem cala consente”. Ele fez um alerta, ressaltando que a omissão da depoente poderia prejudicá-la futuramente.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) questionou a postura da depoente diante das irregularidades investigadas. Ao mencionar os fatos já revelados pela investigação, perguntou se ela se arrependia de ter aceitado o emprego e de ter participado, mesmo que indiretamente, do esquema de fraudes apurado pela CPMI. Aline respondeu que sim.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/ex-secretaria-aponta-cofre-de-careca-ao-depor-na-cpmi

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