Toffoli diz ter recebido dinheiro pela venda de sua parte em resorte

A Polícia Federal solicitou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspeição e afastamento de Dias Toffoli da relatoria do processo que investiga as fraudes do Banco Master, a partir da constatação nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro de referências comprometedoras ao ministro. A CNN informou que mensagens periciadas pela PF teriam referências de pagamentos a Toffoli oriundos do Master.

O empresário Fabiano Zettel, primo de Vorcaro,  e também investigado, faz referências a esses pagamentos em mensagens ao banqueiro. O próprio ministro também teria enviado mensagens mencionando pagamentos, mas de forma cifrada. Há informações dando conta de que um fundo ligado ao Master teria enviado repasses de Vorcaro ao ministro.

Porém, por meio de interlocutores, Toffoli explicou haver recebido dinheiro da Maridt, empresa da qual era sócio dos irmãos, por ter vendido sua participação no resorte Tayayá para um fundo ligado ao Banco Master.

A PF teria encontrado também várias conversas de Vorcaro com o ministro, que avocou o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir sua relatoria c, como primeira medida, decretou “sigilo máximo?” das investigações.

Os achados da PF seriam tão graves e comprometedores que a PF optou por levar o material diretamente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e não ao ministro relator do caso, em razão de evidências de seu comprometimento e amizade pessoal com o banqueiro.

A PF também teria solicitado a abertura de três novos inquéritos no âmbito do STF para investigar pessoas com a chamada prerrogativa de foro ou “foro privilegiado”.

Em nota, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirma que o pedido de suspeição formalizado pela PF é baseado em “ilações” e que a corporação não teria legitimidade para requerer sua suspeição.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/toffoli-diz-ter-recebido-dinheiro-pela-venda-de-sua-parte-em-resorte

É só o 43º dia do ano e o governo Lula já está no vermelho

Ministro Fernando Haddad (Fazenda), ao lado do presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert).

O segundo mês de 2026 nem chegou à metade e o governo Lula (PT) já conseguiu gastar mais do que arrecadou este ano. A plataforma Gasto Brasil aponta mais de R$660 bilhões em despesas pagas até ontem (11), enquanto o Impostômetro, que calcula o total de impostos arrecadados, registra ‘apenas’ R$557 bilhões tomados da população este ano. Só o governo federal de Lula e cia. conseguiu torrar quase R$270 bilhões nos primeiros 43 dias do ano, segundo a plataforma Gasto Brasil.

Diz o governo

Até mesmo a conta oficial do Portal da Transparência registra R$623 bilhões arrecadados, que não cobririam as despesas públicas.

Versão oficial

Segundo o Portal da Transparência do governo federal, as despesas públicas foram de ‘apenas’ R$541 bilhões até o momento, este ano.

Histórico preocupa

Em 2025 o governo petista registrou a maior arrecadação da História: R$3,99 trilhões. Ainda assim houve déficit. Em 2024, R$3,63 trilhões.

Torneira quebrada

Os gastos de Lula e cia. com viagens no terceiro mandato, por exemplo, são os maiores de todos os tempos: já se aproxima dos R$12 bilhões.

Presidente Lula com os ministros do STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Foto: Agência Brasil

Lula reuniu ‘Consórcio’ para palpitar sobre Código

Lula (PT) recebeu ministros do STF para outra reunião “secreta”, fora da agenda e imprópria, para discutir temas ou passar determinações que jamais serão conhecidos, exceto nas versões que combinaram divulgar. Ministros que são contra o Código de Conduta na Corte vazaram que Lula deu palpites, por exemplo, sobre essa iniciativa do seu presidente, Edson Fachin, que, por sinal, não figurou entre convidados do conchavo. O petista teria criticado o “timing” do Código de Conduta. Anrã.

Afinando discurso

A reunião do grupo que a oposição chama de “consórcio”, revelada pela jornalista Monica Bergamo, foi na véspera da abertura do ano da Justiça.

Agenda seletiva

Vazaram também que Lula voltou a atacar Dias Toffoli, mas não se disse o que ele acha dos negócios milionários com escritórios de advocacia.

Tocando de ouvido

No evento dia seguinte, Lula discursaria usando palavras que pareciam retiradas de intervenções de Gilmar Mendes e/ou Alexandre de Moraes.

Hipocrisia nacional

O ministro-relator Floriano de Azevedo Marques, do TSE, votou contra a cassação do senador Jorge Seif (PL-SC), “acusado” – sem provas – de pegar carona em aeronaves do Veio da Havan na campanha. Se tivesse viajado em jatinho para resortes ou futebol, nem teria sido processado.

SIFU3

Enquanto as empresas listadas faziam a festa nas máximas históricas na bolsa B3, a Raízen (RAIZ4), de Rubens Ometto, dona da Shell no Brasil, conseguia despencar para sua mínima histórica: R$0,77 por ação.

Ela prefere Caiado

Janaina Paschoal também soube que Ratinho Jr deve disputar o Planalto pelo PSD. Acha um erro, prefere Ronaldo Caiado: “Já passou por todos os cargos possíveis, é direita desde a época do cavalo branco”.

Transparência turva

Após mais de 40 dias desde o início de 2026 e o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União ainda não disponibilizou sequer uma despesa do governo Lula (PT) com cartões corporativos.

Tapetão, não

O TRE-MG frustrou a ofensiva judicial esquerdista e rejeitou o pedido do PT, PCdoB e PV para cassar e deixar inelegível o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por um tal “abuso de poder político nas redes sociais”.

Quem paga?

Pesquisa Nexus/FSB desta semana registra: desaba para 28% o apoio dos brasileiros à redução da escala 6×1 se isso significar redução nos pagamentos. Sem impacto no pagamento, o apoio é de 73%… claro.

Povo não esqueceu

Apesar de a CPMI do INSS andar apagada, no Pinto da Madrugada, bloco de pré-Carnaval de Maceió (AL), fizeram sucesso as fantasias de “Careca do INSS”, um dos pilares do roubo bilionário aos aposentados.

Festival de promoções

Para Carlos Jordy (PL-RJ), é “muito batom na cueca” promover Lula no Carnaval com dinheiro público em uma escola de samba que tem vereador do PT como presidente de honra, além de Janja no desfile.

Pensando bem…

…agora o governo Lula está gostando da Bolsa.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/e-so-o-43o-dia-do-ano-e-o-governo-lula-ja-esta-no-vermelho

Gilmar é criticado por ‘legislar’ e descriminalizar uso de cocaína

Deputado federal Messias Donato. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados).

O deputado federal Messias Donato (Rep-ES) criticou o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que defendeu a descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal.

Para o parlamentar, a manifestação do decano da Corte representa uma invasão direta da competência do Congresso Nacional, além de desconsiderar os impactos sociais do consumo de entorpecentes.

Veja abaixo o vídeo que mostra o momento em que Gilmar defende a posição:

Gilmar se pronunciou durante o julgamento do Recurso Extraordinário 1.549.241, que envolve uma ré acusada de tráfico de drogas no município de Encantado, no Rio Grande do Sul, flagrada com 0,8 grama de cocaína e 2,3 gramas de maconha. O ministro afirmou que a conduta não teria “ofensividade suficiente” para justificar punição penal.

“A ofensividade da conduta do recorrente é tão irrisória que fica descartada a possibilidade de um risco de dano ao bem jurídico tutelado pela norma jurídico-penal”, declarou o ministro.

A posição foi rechaçada por Messias Donato. Segundo o parlamentar, a decisão ignora a realidade enfrentada por milhares de famílias brasileiras.

“Só uma mãe sabe o peso de ter um filho perdido nas drogas. Tratar o porte de cocaína como algo irrelevante é fechar os olhos para uma tragédia social que destrói lares todos os dias”, afirmou o deputado.

Donato também alertou para o que chamou de ativismo judicial. Para o parlamentar, o STF não pode legislar sobre temas sensíveis sem passar pelo crivo do Congresso Nacional:

“Descriminalizar drogas é uma decisão política e legislativa. O Congresso foi eleito para debater esse assunto com a sociedade. Ministro do Supremo não pode substituir a vontade popular”.

O deputado ainda defendeu que o Parlamento reaja institucionalmente. Ele destacou a necessidade de projetos de lei e até propostas de emenda à Constituição para reafirmar que cabe ao Legislativo definir o que é crime e quais condutas devem ser punidas.

Para Donato, o episódio simboliza um desvio de função do Judiciário.

“O Brasil não pode ser governado por decisões isoladas de ministros. O Congresso precisa se posicionar em defesa da Constituição e das famílias brasileiras”, concluiu.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/gilmar-e-criticado-por-legislar-e-descriminalizar-uso-de-cocaina

‘Consórcio’ se reúne para ouvir palpites de Lula sobre Código de Conduta

Lula (PT) lendo o script ou discurso na abertura do ano do Judiciário, no dia seguinte à reunião do “consórcio”.

Lula (PT) recebeu ministros do STF para outra reunião “secreta”, fora da agenda e imprópria, para discutir temas ou passar determinações que jamais serão conhecidos, exceto nas versões que combinaram divulgar. Ministros que são contra o Código de Conduta na Corte vazaram que Lula deu palpites, por exemplo, sobre essa iniciativa do seu presidente, Edson Fachin, que, por sinal, não figurou entre convidados do conchavo. O petista teria criticado o “timing” do Código de Conduta. Anrã. A  informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

A reunião do grupo que a oposição chama de “consórcio”, revelada pela jornalista Monica Bergamo, foi na véspera da abertura do ano da Justiça.

Vazaram também que Lula voltou a atacar Dias Toffoli, mas não se disse o que ele acha dos negócios milionários com escritórios de advocacia.

No evento dia seguinte, Lula discursaria usando palavras que pareciam retiradas de intervenções de Gilmar Mendes e/ou Alexandre de Moraes.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/consorcio-se-reune-para-ouvir-palpites-de-lula-sobre-codigo-de-conduta

Caso Master: TCU aumenta sigilo e retira acesso do BC ao processo

Ministro do TCU eleva sigilo e restringe acesso do Banco Central ao processo que apura a liquidação do Banco Master. (Foto: Samuel Figueira/TCU)

O ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), aumentou nesta quarta-feira (11) o nível de sigilo do processo que apura a liquidação do Banco Master, restringindo o acesso do Banco Central aos autos. A classificação passou de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica de leitura”.

A informação foi revelada pelo jornal Valor Econômico. O processo já tramitava em sigilo, mas o BC tinha acesso ao processo por ser uma das partes. Agora, a autarquia monetária só poderá ver a movimentação dos autos com a autorização de Jhonatan de Jesus.

Técnicos da AudBancos (Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros do TCU) realizaram uma inspeção nos documentos que fundamentaram a liquidação do Banco Master pelo BC.

O presidente do tribunal, Vital do Rêgo, afirmou que o relatório final sobre a inspeção deve ser concluído ainda nesta semana. Ao Valor, integrantes do BC relataram que o parecer prévio da unidade técnica da Corte de contas foi favorável à atuação da autarquia no caso Master, sem detectar irregularidades.

Em nota, o TCU afirmou que a mudança de nível no sigilo ocorreu “por solicitação da Secretaria-Geral de Controle Externo do Tribunal, com o objetivo de evitar vazamentos, inclusive de informações sigilosas assim classificadas pelo BC”.

Segundo a Corte, a autarquia monetária foi informada sobre a alteração e “terá acesso a todas as peças processuais sempre que necessário, não havendo qualquer prejuízo ao órgão jurisdicionado”.

Entidades finaceiras criticam decisão do TCU

Entidades que representam o setor bancário e financeiro criticaram a decisão do ministro Jhonatan de Jesus, apontando que o sigilo processual depende de “justificativa técnica clara e transparente”, especialmente para o exercício do contraditório e da ampla defesa do Banco Central.

Em nota conjunta, as entidades apontaram que a restrição de acesso “não é compatível com os princípios que regem a administração pública, com impactos relevantes à previsibilidade institucional”.

“Decisões com efeitos restritivos, institucionais e sistêmicos, além de serem fundamentadas, devem ser colegiadas e acompanhadas de transparência, de modo a preservar a segurança jurídica e a confiança nas instituições públicas. Especialmente neste caso, reforçamos que somente a transparência nas apurações poderá preservar a confiança institucional e reconhecimento das decisões com base técnica”, destacaram.

Assinam a nota contra a decisão do TCU:

  • Associação Brasileira de Bancos (ABBC);
  • Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI);
  • Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM);
  • Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE);
  • Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs);
  • Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima);
  • Associação Brasileira de Instituições de Pagamento (ABIPAG);
  • Associação Brasileira de Internet (Abranet);
  • Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi);
  • Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin);
  • Federação Brasileira de Bancos (Febraban);
  • Organização das Cooperativas do Brasil (OCB);
  • Zetta.

FONTE: DP https://www.gazetadopovo.com.br/economia/caso-master-tcu-aumenta-sigilo-e-retira-acesso-do-bc-ao-processo/

Oposição reage a pedido da PF para afastar Toffoli do caso Master

Senador Alessandro Vieira afirma que “o Toffolão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema”. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Parlamentares da oposição reagiram nesta quarta-feira (11) ao pedido da Polícia Federal para afastar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master. A autoridade policial encontrou no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, menções ao magistrado.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o relatório com as informações. A informação foi revelada pelo portal UOL e confirmada pela Gazeta do Povo com fontes a par da investigação. Em resposta, o gabinete de Toffoli disse que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, chamou o escândalo de “Toffolão”, em referência ao Mensalão, e disse que a comissão votará uma série de requerimentos após o Carnaval.

“O Toffolão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. Na semana posterior ao carnaval a CPI do Crime Organizado votará os requerimentos de quebra de sigilo e convocações dos envolvidos. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei”, destacou Vieira.

Já o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou à reportagem que os parlamentares da legenda vão “cumprir nossa obrigação e apresentar outro pedido de impeachment”.

“Não dá mais para fingir surpresa. Em qualquer país sério, Toffoli já teria sido afastado, estaria sob investigação e, diante das evidências, provavelmente preso”, disse.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que o grupo de trabalho formado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) esteve com Rodrigues e Fachin nesta quarta (11). Segundo ela, os dois “demonstraram compromisso com a verdade e a transparência”.

“Hoje tivemos a oportunidade de conhecer detalhes que deram origem às operações policiais já deflagradas para investigar as denúncias de corrupção em torno do Banco Master. Quem apostou na impunidade vai se dar muito mal”, apontou a senadora.

Senadores do GT foram recebidos por Fachin nesta tarde. (Foto: Antonio Augusto/STF)

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) ressaltou que “os agentes da PF estão arriscando suas carreiras e suas vidas” ao investigar o caso Master. “Agora cabe à gente mobilizar a população para pressionar o sistema. Nós precisamos voltar para as ruas e derrubar Dias Toffoli!”, disse.

Para o deputado, o Supremo, o governo Lula (PT) e o Congresso “querem acabar com a investigação”. Ele defendeu o impeachment do ministro. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou que um novo pedido de impeachment de Toffoli será apresentado em breve.

“Já estamos redigindo o impeachment de Dias Toffoli para protocolar imediatamente. Deu! Impossível o país assistir a um absurdo desses sem que se tomem as devidas providências. Impeachment de Toffoli, já!”, afirmou Van Hattem.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) disse esperar que o pedido da PF “inspire os senadores que ainda não assinaram o impeachment de Toffoli a fazê-lo”. “O que fizeram com a mais alta Corte do país!? Vergonha”, disse Portinho.

Por fim, o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL- SP) afirmou que as novas notícias “deixam claro, o caso Banco Master não é um ponto fora da curva, é sintoma de algo estrutural”.

“O que está em jogo é a credibilidade do sistema. Trocar nomes não resolve. O Brasil precisa de uma reforma profunda do Judiciário, com regras objetivas, transparência e controle efetivo. Sem isso, a confiança nas instituições continuará se deteriorando”, completou.

PGR arquivou pedidos da oposição para afastar Toffoli do caso Master

Em janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou três representações apresentadas pela oposição que pediam o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.

Os deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) citaram a viagem do ministro para Lima, no Peru, na companhia do advogado de um dos envolvidos na investigação.

Gonet arquivou os pedidos sem analisar o mérito. “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, disse o procurador-geral no despacho.

Moraes e Toffoli defenderam juízes acionistas e fazendeiros

Logo após o anúncio de Fachin sobre o Código de Ética do STF, o ministro Alexandre de Moraes mandou uma série de indiretas sobre a crise aberta na Corte com os desdobramentos do inquérito do Banco Master.

O escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, fechou um contrato de R$ 129 milhões para representar o banco de Vorcaro. Segundo Moraes, a legislação atual garante ao magistrado o direito de receber por palestras e de ser acionista de empresas, desde que não seja sócio-dirigente.

Toffoli concordou com o colega e saiu em defesa de juízes “donos de empresas” e “fazendeiros”. Duas empresas ligadas a parentes de Toffoli tinham como sócio um fundo de investimentos conectado, de forma indireta, ao Banco Master.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/oposicao-reage-a-pedido-da-pf-para-afastar-toffoli-do-caso-master/

Alexandre Garcia

Os juízes não querem perder seus penduricalhos

Juízes se mexem para proteger penduricalhos que inflam o rendimento dos magistrados. (Foto: Imagem criada utilizando Whisk/Gazeta do Povo)

O Tribunal de Justiça de São Paulo recorreu ao Supremo contra uma decisão do ministro Flávio Dino, que deu 60 dias para toda a República Federativa do Brasil se adaptar à Constituição, que diz, no artigo 37, inciso XI, que nenhuma remuneração no setor público, em nenhum lugar, pode superar a remuneração de um ministro do Supremo, que é de R$ 46,3 mil. É dinheiro dos nossos impostos, usado para as folhas de pagamento do Estado brasileiro em seus três níveis (município, estado e União), nos três poderes.

O Tribunal de Justiça argumenta que é preciso esperar o Poder Legislativo legislar sobre a natureza desses benefícios, os “penduricalhos”. Mas já legislaram, tanto que está na Constituição. Esse trecho já foi até alterado: houve uma emenda constitucional em 1998, e outra em 2003. A redação atual diz que “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional [ou seja, em fundações também], dos membros de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (…)”. Então, já está feita a lei.

Pode ser que, na comparação com cargos semelhantes na iniciativa privada, um agente público receba menos. Mas neste caso sinto muito, são escolhas que cada um faz. Uma vez fui convidado para ser presidente de uma autarquia, e não aceitei. Eu ganhava mais no emprego que tinha. Para me convencer, disseram que eu seria também conselheiro da Petrobrás, de Itaipu, da Siderbrás, e com isso eu iria acumulando salários e superando o que ganha um ministro do Supremo. Recusei. Se for para ser assim, é preciso mudar a Constituição.

Isso nos interessa porque o dinheiro sai do nosso trabalho. Pagamos impostos para sustentar o Estado, para que o Estado nos preste bons serviços públicos, inclusive de justiça, seguindo a Constituição. É o que exigimos como detentores do poder, como origem do poder. Precisamos entender como funciona uma democracia.

Sem novas hidrelétricas, de onde vai sair a energia de que o Brasil precisa para crescer?

Dilma Rousseff, uma vez, falou de “estocar vento”. Mas, quando não há vento, os cataventos param, não dá para estocar, e isso é um problema. Não é o único; há a questão ambiental Tem o problema ambiental também: são passarinhos que morrem colidindo com as pás, o ruído constante que também afeta os animais… fora o preço. Tudo isso para algo que nem é constante – ao contrário da água, que nós temos em abundância. Mas não deixam fazer hidrelétricas. Belo Monte é uma confusão até hoje. E não conseguem construir mais nada. O Paraguai tem metade de Itaipu e a usa bem. Os paraguaios negociaram bem, nós é que não negociamos bem. E, enquanto isso, o governo estimula carros elétricos, que consomem energia. De onde vamos tirar essa energia extra, que seria necessária, por exemplo, para a indústria, se não podemos aproveitar nossa abundância de desníveis de água? Vamos voltar ao carvão, ou ao óleo combustível para gerar energia elétrica?

Temos bons técnicos, mas maus planejadores políticos, maus estrategistas – portanto, maus estadistas. O imediatismo não deveria existir na cabeça de um político, que obrigatoriamente tem de ser um estadista e um estrategista, pensando no futuro. É bom pensarmos sobre a eletricidade necessária para o Brasil poder crescer. Se não fosse por Itaipu e outras hidrelétricas, construídas ainda no tempo do chamado governo militar, nós estaríamos com as luzes apagadas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/juizes-supremo-penduricalhos/

Rodrigo Constantino

O eterno benefício da dúvida a Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva participam da celebração dos 46 anos do PT em Salvador (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma eleição imprevisível, mas detém “algum favoritismo” na corrida eleitoral, disse André Esteves, chairman e sócio-sênior no BTG Pactual, durante painel com gestores em que foi moderador.

“Não vai ter ruptura” nos preços de mercado caso Lula seja reeleito, disse Rogério Xavier, CEO da SPX Capital, que citou percepção de que a piora dos fundamentos fiscais da economia são como “uma linha de piora contínua”. “Se temos a percepção de que não vai ter ruptura para o dia da eleição”, será possível perceber se o início do governo Lula terá algum ajuste fiscal ou impulso que “dê credibilidade para o novo mandato”. Problema maior da dívida pública não é estoque, é fluxo, disse

Luís Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset Management, disse que “talvez o mercado não fique tão ruim” no caso de nova vitória de Lula. O mercado pode dar “benefício da dívida”, sem reação negativa imediata. “A noção de que o ‘day after’ vai ser caótico é equivocada”, disse Stuhlberger, acrescentando que, nesse cenário, mercado avaliaria o que Lula tem a propor no plano fiscal.

Essa patota do mercado financeiro, que mancha a reputação de todo o mercado de capitais, algo muito maior, ainda confia no Lula! Estão dando sinais de que poderão ‘fazer o L’ novamente

Essa é a tal turma da Faria Lima que “fez o L” já na eleição passada. São gestores muito inteligentes, muito bem-sucedidos em suas áreas, muito ricos, o que nos faz descartar a hipótese de burrice ou alienação para esse eterno “benefício da dúvida” a quem já se mostrou populista irresponsável tantas vezes.

Stuhlberger chega a afirmar que Lula seria avaliado por um eventual plano fiscal apresentado depois de sua reeleição! Ou seja, não precisa sequer apresentar um plano de governo, um nome confiável para ministro da Economia – talvez o Haddad novamente, ou quem sabe Guido Mantega?

É uma piada de mau gosto. O PT é um partido que flerta abertamente com ditaduras, que já deu todos os sinais de ter um projeto totalitário de poder. O empobrecimento do país é parte desse projeto, pois cria dependência, permite a compra de votos dos mais pobres por meio do “vale-gás” e dos mais ricos por meio dos subsídios do BNDES.

Esses gestores não parecem ligar a mínima para o sofrimento de um povo miserável e escravizado, desde que os títulos do governo continuem sendo pagos em dia, a uma taxa de agiotagem por conta justamente do quadro fiscal insustentável.

Se Bolsonaro entregou com Paulo Guedes a casa em ordem apesar de uma pandemia, Lula uma vez mais mostrou descaso total com as contas públicas e a dívida já chega a quase 100% do PIB. O rombo fiscal aumentou, apesar do recorde de arrecadação. Ou seja, não faltam recursos, por meio de impostos cada vez mais abusivos.

Mas essa patota do mercado financeiro, que mancha a reputação de todo o mercado de capitais, algo muito maior, ainda confia no Lula! Estão dando sinais de que poderão “fazer o L” novamente. Não estão preocupados com “ruptura”, pois Lula ainda poderá mostrar um plano fiscal razoável depois. É de cair o queixo mesmo!

São esses gestores que alimentam a narrativa de uma ala “bolsonarista” que passou a demonizar o “mercado” como um todo. Um deles, da Austrália, chegou a me chamar de “entreguista” por defender a privatização da Petrobras!

Entreguista é como os comunistas chamavam o saudoso Roberto Campos. Em tempo: Jair Bolsonaro chegou a defender abertamente a privatização da Petrobras, mas há “bolsonarista” que prefere o Ruizão e o Aldo Rebelo do PCO e PCdoB…

E claro, é justamente o contrário: no modelo atual quem manda é justamente a turma da JBS, do BTG e companhia, em parceria com os petistas. O Brasil cansa…

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/o-eterno-beneficio-da-duvida-a-lula/

Vorcaro discutiu com cunhado pagamentos à empresa de Toffoli, diz PF

Sessão plenária do STF. Ministro Dias Toffoli.

O banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, trocaram mensagens em que discutiram pagamentos à empresa Maridt, que tem o ministro Dias Toffoli como um dos sócios. A informação consta no relatório entregue pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Vorcaro e Zettel citam nominalmente o sobrenome Toffoli – dois irmãos do ministro também são sócios. Os pagamentos seriam referentes à compra do Tayaya Resort, que tinha a Maridt como sócio. Os detalhes do relatório foram publicados pela Folha de S.Paulo e confirmados pela Jovem Pan.

Nesta quinta-feira (12), o gabinete do ministro divulgou uma nota em que confirma que Toffoli é sócio da Maridt. “De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, diz um trecho do comunicado.

Segundo o texto, a empresa – que também pertence a dois irmãos do ministro – integrou o grupo do Tayaya até 21 de fevereiro do ano passado. “A ação referente à compra do banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”, argumenta o gabinete.

O ministro também diz que não conhece o gestor do Fundo Arllen – comprador da participação da Maridt no resort e que é ligado a Daniel Vorcaro -, nem teve qualquer relação de amizade “e muito menos amizade íntima” com o banqueiro.

Toffoli foi citado diversas vezes em celular de Vorcaro

A Polícia Federal (PF) encaminhou na segunda-feira (9) ao presidente do STF, Edson Fachin, o relatório sobre os dados colhidos no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No aparelho, a corporação encontrou diversas menções ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito sobre a instituição financeira na Corte.

Por esse motivo, a PF pediu ao presidente do STF a arguição de suspeição de Toffoli. Ou seja, que o ministro seja declarado “suspeito” para atuar no processo. No entanto, essa solicitação só pode ser feita pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Em nota emitida pelo gabinete, Toffoli disse que o pedido se “trada de ilações”. Baseado no artigo 145 do Código de Processo Civil, o magistrado também argumentou que a corporação “não tem legitimidade” para fazer a solicitação. Ele ainda afirmou que, com relação ao conteúdo do relatório, “a resposta será apresentada ao presidente da Corte”.

FONTE; JP https://jovempan.com.br/noticias/politica/vorcaro-discutiu-com-cunhado-pagamentos-a-empresa-de-toffoli-diz-pf.html

Be the first to comment on "Toffoli diz ter recebido dinheiro pela venda de sua parte em resorte"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*