
Tanto governistas quanto oposicionistas estão contribuindo com assinaturas para mais de um pedido de instalação de comissões parlamentares de inquérito para investigar o escândalo do Banco Master. Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) encabeçou a coleta de apoios, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE) fez o mesmo no Senado. Ainda há outros dois requerimentos para a abertura de uma CPI mista, de deputados e senadores: um deles, do deputado Carlos Jordy (PL-RS), e outro, das deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ) – até agora, apenas este último ainda não tem todas as assinaturas exigidas pela Constituição (27 senadores e 171 deputados). No entanto, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), estão segurando a abertura das comissões.
Trata-se de decisão puramente pessoal da parte de Motta e Alcolumbre, pois não há empecilho nenhum para o início de investigações do caso Master em nenhuma das casas do Congresso Nacional. No caso do Senado e das CPMIs, não há limite para o funcionamento simultâneo de comissões parlamentares de inquérito – no Senado, há apenas uma aberta atualmente, a do Crime Organizado; da mesma forma, há apenas uma CPMI em curso, a que investiga o esquema que roubou bilhões de reais de aposentados do INSS. Na Câmara, existe um limite regimental de cinco CPIs simultâneas, mas a casa não tem nenhuma investigação aberta no momento.
Não há como aceitar candidamente o mais novo argumento de Hugo Motta para que a instalação de uma eventual CPI do Master fique para o dia de São Nunca
Hugo Motta, no entanto, já jogou água fria nas expectativas de quem gostaria de ver uma CPI do Master na Câmara, e para isso sacou da cartola um novo argumento: seria preciso analisar os pedidos na ordem cronológica em que foram apresentados. “Nós temos aqui uma fila de CPIs. Essas CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, nós tivemos em torno de 15, 16 CPIs protocoladas. Nós acabamos não instalando nenhuma e agora nós vamos fazer o debate sobre essas CPIs”, disse o presidente da Câmara. Esta é uma invenção ad hoc: nem a Constituição, nem o Regimento Interno da Câmara determinam que pedidos de CPI sejam analisados em ordem cronológica. Mas o truque se torna bastante conveniente neste momento.
O artifício de Motta pode até salvar sua pele no caso do Master, mas revela sua incompetência ao dizer que em 2025 “nós tivemos em torno de 15, 16 CPIs protocoladas” e “acabamos não instalando nenhuma”. A não ser que o presidente da Câmara tenha se tornado um adepto do plural majestático, mais honesto seria dizer “eu não instalei nenhuma”, pois a decisão cabe única e exclusivamente a ele. Ou, a bem da verdade, nem sequer esse poder ele tem: em 2021, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela abertura da CPI da Covid no Senado afirmando que, se os requisitos constitucionais (número mínimo de assinaturas, fato definido a apurar e prazo certo de duração) estão preenchidos, a “instalação de CPI não se submete a juízo discricionário do presidente da casa legislativa ou do plenário”, segundo trecho do voto do relator Luís Roberto Barroso, e que citou jurisprudência da corte no mesmo sentido.
Em outras palavras, Motta não apenas procrastinou; ao deixar os requerimentos de CPI se avolumarem a ponto de representarem o triplo do número de comissões que poderiam funcionar simultaneamente, o presidente da Câmara ainda ignorou a decisão do STF. Se tivesse feito o certo, dada a duração máxima de 120 dias com possibilidade de extensão por mais 60, várias dessas investigações já poderiam ter sido abertas, conduzidas e encerradas, abrindo espaço para outras CPIs – inclusive a do Abuso de Autoridade, uma das mais fundamentais (se não a mais fundamental) para o país.
O constituinte de 1988 estabeleceu as regras para a abertura de CPIs de forma que o desejo de parte significativa da minoria – trata-se de um terço dos parlamentares, não de um pequeno grupo – não pudesse ser abafado pela maioria. Sendo assim, é muito menos razoável que ela possa ser anulada pela vontade de uma única pessoa, mesmo que essa pessoa seja aquela escolhida pelos pares para comandar uma casa legislativa. Não há como aceitar candidamente o mais novo argumento de Hugo Motta para que a instalação de uma eventual CPI do Master – e não só dela, mas de qualquer outra – fique para o dia de São Nunca. Esse misto de procrastinação, omissão e covardia priva a sociedade de meios adicionais que poderiam ajudar a investigar escândalos e mazelas nacionais, e ofende os parlamentares que deram seu apoio aos requerimentos; especialmente estes últimos precisam reagir o quanto antes, de forma enérgica, para que invenções sem previsão legal não perpetuem práticas que só trazem prejuízo ao país.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/hugo-motta-cpi-banco-master/

Flávio Bolsonaro trabalha para se tornar conhecido no exterior

Flávio Bolsonaro já esteve no Oriente Médio, nos Estados Unidos, e agora está na França. O objetivo dele é se tornar conhecido no mundo. É como se dissesse “não sou apenas o filho de Jair Bolsonaro; sou um senador da República que representa o estado do Rio de Janeiro, estou cumprindo o meu mandato e quero ser mais conhecido”. Ele fez contatos com a droite francesa, a direita, políticos, deputados, gente com e sem mandato, lideranças tradicionais, partidos de centro e centro-direita. Deu entrevistas, participou de eventos, se expôs bastante. Fez isso tudo em dois dias, desde domingo, como já tinha feito em Israel, na Arábia Saudita, nos Estados Unidos – todos sabem que ele já circulou na Casa Branca, inclusive.
O senador deu entrevistas na televisão francesa e foi perguntado sobre o Judiciário brasileiro, sobre as perseguições políticas, sobre a censura, sobre o bloqueio de redes sociais, sobre o pai dele e o julgamento que o condenou, sobre o julgamento político de manifestantes do 8 de janeiro. Flávio Bolsonaro foi perguntado sobre Emmanuel Macron e respondeu que ele é um péssimo presidente – e disse isso lá na França! Teve um bom desempenho e, por coincidência, está subindo nas pesquisas aqui no Brasil.
As armadilhas escondidas nas pesquisas
Eu não acredito muito em pesquisas; pode ser até que a pesquisa esteja inflada para convencer a direita e centro-direita a escolher Flávio Bolsonaro, porque Lula estaria achando que derrotar Flávio seria mais fácil que enfrentar um político experiente como Ronaldo Caiado, governador de Goiás; ou um político popular, como está sendo Ratinho Júnior, do Paraná; ou um político com toda a “mineirice” e a sabedoria de um Romeu Zema; ou um político da centro-esquerda, como Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
É muito cedo para acharmos que pesquisas estão consolidando alguma coisa. Mas, por outro lado, as pesquisas também induzem os partidos a adotarem os candidatos que aparecem como mais viáveis para conduzir o partido ao poder. Afinal, partido político sem querer poder não é partido político. O objetivo de todo partido político é tomar o poder pelas eleições, que é diferente de ganhar a eleição, como diria José Dirceu.
Economia continua a complicar o governo Lula
Está jogando contra a candidatura Lula o labirinto em que ele se encontra. Falo disso no meu artigo publicado esta semana. A política econômica do atual governo criou uma esfinge que não conseguiu decifrar; e agora está em um labirinto – são duas lendas da mitologia grega. No labirinto, a pessoa se perdia lá dentro e era pega pelo Minotauro, a menos que fosse um Teseu, usando o fio de Ariadne para poder voltar à luz. Javier Milei está conseguindo isso lá na Argentina, pegando e consertando uma economia que não proporcionava futuro nenhum para o país. Mas aqui? Aqui a inflação de janeiro foi o dobro da inflação de janeiro do ano passado.
Estamos pagando por ano R$ 1 trilhão em juros da dívida pública; são os papéis que o governo precisa colocar no mercado para ter dinheiro, porque gasta além do que arrecada. Ele está arrecadando muito, e todos estão pagando impostos para sustentar benefícios sociais que o governo considera moeda eleitoral. Lula mesmo confessou isso quando disse que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo, mas não votam no governo”. Ele acha que benefício é para a pessoa votar no governo. Por isso que, na campanha, espalham que, se o adversário for eleito, vai acabar com o Bolsa Família. Essa mentira virá, sem dúvida.
Drone nacional é orgulho para o país
Um orgulho para o nosso país: a Força Aérea Brasileira fechou um contrato com a Stella Tecnologia, que é uma empresa nacional, para fazer drones para a Força Aérea. Drone é muito mais barato que um caça Gripen – e muito mais prático, como a Ucrânia está mostrando, dizimando as forças militares russas nesta guerra que já vai para quatro anos, mas que os russos diziam que duraria três semanas. E faz isso com drones, existe até um jogo com contagem de pontos: o soldado ucraniano ganha pontos e pode comprar drones mais poderosos, que estão sendo fabricados aos milhares. Salvar uma vida ganha mais pontos que matar um soldado, aprisionar um soldado ganha mais pontos que matar um soldado inimigo, destruir um tanque dá muitos pontos.
A Ucrânia está ensinando uma nova guerra com drones, e o Brasil está entrando nisso, usando drones para defesa, observação aérea, combate ao crime, policiamento de fronteiras. Temos até um drone a jato, o Albatroz – ainda bem que botaram um nome brasileiro, porque os fabricantes são brasileiros: tanto a Stella, que faz o avião em si, quanto a produtora da turbina a jato. O teste foi feito em dezembro, na base de Santa Cruz, e saiu tudo perfeito. Um orgulho em uma área que não é cara, que é lógica, é absolutamente moderna e está mostrando que pode não estar ganhando guerras ainda, mas está detendo os russos.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/flavio-bolsonaro-viagem-franca-entrevistas/

A fuga dos bilionários da Califórnia

O The Wall Street Journal divulgou nesta terça que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e sua esposa, Priscilla Chan, compraram uma mansão em frente ao mar em Indian Creek, na Flórida, com a intenção de se mudar para o “sunshine state“.
A casa teria custado entre 150 e 200 milhões de dólares, mas só de economia de impostos o fundador do Facebook economizará dez bilhões de dólares! Zuckerberg é apenas mais um numa lista que só cresce, a ponto de fazerem a piada de que os impostos californianos são um complô dos agentes imobiliários da Flórida…
Larry Page e Sergey Brin, do Alphabet (Google), já tinham feito esse movimento antes. Peter Thiel também, assim como Elon Musk, o homem mais rico do mundo. Todos eles estão fugindo, em essência, dos impostos insanos do estado da Califórnia, dominado por democratas há décadas.
Na mentalidade socialista, tratar mal os mais ricos é uma forma de ‘justiça social’. Na prática, significa expulsar aqueles que produzem riquezas e empregos, promover fuga de capital e de talentos
Ben Shapiro, do Daily Wire, já tinha tomado esta decisão há alguns anos, e mesmo tendo sido criado em Los Angeles, jamais se arrependeu. Além da questão dos impostos, Shapiro reclama que a mentalidade “woke” na Califórnia destruiu os valores básicos, que em bairros nobres se convive com drogados nas ruas, que tudo anda meio caótico e desorganizado por lá.
Estive em San Francisco recentemente, depois de anos, e tive a mesma percepção de como as coisas pioraram. A verdade é aquela que Thomas Sowell já disse: as ideias de esquerda simplesmente não funcionam. As políticas “progressistas” do estado esmagaram a classe média e estão expulsando os ricaços.
E não pense ser algo restrito aos bilionários apenas. Os jogadores da NFL, por exemplo, recebem 178 mil dólares cada um pela vitória no Super Bowl. Mas há um imposto por cada “duty day” que os jogadores permanecem no estado, de acordo com seus salários. Segundo um cálculo, o valor de imposto chega a 279 mil dólares para cada jogador. Ou seja, os jogadores tiveram que pagar cerca de cem mil dólares para jogar a final em San Francisco!
Na mentalidade socialista, tratar mal os mais ricos é uma forma de “justiça social”. Na prática, significa expulsar aqueles que produzem riquezas e empregos, promover fuga de capital e de talentos. Com a dívida enorme que possui, quanto tempo mais a Califórnia aguenta agindo dessa maneira insana?
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/a-fuga-dos-bilionarios-da-california/
STJ afasta ministro acusado de importunação sexual; ele nega acusações

O pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou cautelarmente o ministro Marco Aurélio Buzzi. A medida, temporária e excepcional, foi uma decisão unânime da Corte. Buzzi enfrenta acusações de ter importunado sexualmente duas mulheres, sendo uma delas uma jovem de 18 anos e outra uma ex-servidora, acusações que ele nega com veemência (veja abaixo na íntegra).
Segundo o STJ, ele fica “impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função”. No entanto, o ministro mantém o salário integral. Uma reunião para decidir definitivamente a situação do magistrado foi marcada para o dia 10 de março.
As denúncias da jovem e da servidora – cujas identidades são mantidas em sigilo – foram registradas no órgão fiscalizador do judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A relatoria do caso é do ministro do Supremo Nunes Marques.
Apenas as circunstâncias da primeira suposta importunação são conhecidas. Desde a primeira notícia do caso, a Gazeta do Povo tenta contato com o ministro através da assessoria de comunicação do STJ. O espaço seguirá sempre aberto para registrar suas considerações.
Suposto avanço sobre a jovem em SC
Segundo a revista Veja, primeiro veículo a noticiar o caso, o ministro teria feito avanços não consentidos sobre uma mulher de 18 anos hospedada em sua casa de veraneio no litoral de Santa Catarina. Ela seria filha de amigos do magistrado, com relação de intimidade. Depois dos fatos, o casal de pais da moça teria imediatamente voltado a São Paulo e registrado um boletim de ocorrência. A mãe dela, que é advogada, foi a responsável por levar o caso ao CNJ.
Logo depois de surgirem as denúncias, no último dia 5 de fevereiro Buzzi pediu afastamento por motivos de saúde. Ele internou em um hospital de Brasília. O homem tem 68 anos e alega ter problemas cardíacos. Sua defesa condenou o vazamento de “informações não checadas”. Um primo do magistrado, Amauri Buzzi, registrou em um cartório de Blumenau um testemunho dizendo ter testemunhado tudo e não ter notado nada estranho. Ele ainda afirmou que o ministro tem “dificuldades de locomoção”.
Em uma carta encaminhada aos colegas do STJ, reproduzida pela Agência Brasil, o ministro afirmou que tem “trajetória ilibada”, um “casamento feliz de 45 anos” do qual nasceram três filhas e que sua família está do seu lado, embora sofra com a situação. Ele ainda afirma não compreender o motivo das acusações e garantiu que vai “esclarecer plenamente” os fatos.
Leia a íntegra da carta:
Caros colegas,
Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.
De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.
Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.
Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.
Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.
Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.
Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.
Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.
De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/stj-afasta-ministro-acusado-de-importunacao-sexual-ele-nega-acusacoes/
Corte de Roma nega pedido e mantém juízas no caso de Zambelli

A Corte de Apelação de Roma recusou, nesta terça-feira, 10, o pedido apresentado pela defesa da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para a substituição do grupo de juízas que conduz o processo de sua extradição para o Brasil.
Com essa decisão, está mantida para esta quarta-feira, 11, às 6h (horário de Brasília), a audiência que vai analisar o mérito do pedido de extradição.
A solicitação da defesa foi rejeitada pela 1ª Seção Penal, cuja sessão foi dirigida pela juíza Noemi Coraggio e teve participação das magistradas Vilma Passamonti e Ilaria Amaru.
A sessão e detalhes do processo de Zambelli

A sessão, realizada sem público, enfrentou atraso inicial por causa da ausência de uma intérprete, que precisou ser substituída rapidamente para evitar a postergação do processo. Os trabalhos começaram às 8h30 e terminaram às 10h50, com divulgação do parecer às 13h30.
Logo depois do anúncio da decisão, os advogados de Zambelli informaram que pretendem recorrer à Corte de Cassação. Eles dispõem de até 15 dias para apresentar o recurso. A defesa havia solicitado a troca do colegiado em janeiro, sob alegação de falta de imparcialidade das juízas por decisões anteriores consideradas favoráveis à extradição e pela recusa de pedidos de produção de provas.
Durante a audiência, Carla Zambelli participou por videoconferência diretamente da penitenciária feminina de Rebibbia, onde está detida. Ela vestia calça preta, tênis pretos e moletom cinza. A ex-deputada estava sentada em uma cadeira vermelha, numa sala vazia com duas portas de aço com vidro e uma pequena janela branca ao fundo.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/mundo/corte-de-roma-nega-pedido-e-mantem-juizas-no-caso-de-zambelli/?utm_source=taboola&utm_medium=personalized-push
Tarcísio seria reeleito em 1º turno contra ministros de Lula

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), lidera com ampla vantagem a disputa pelo comando do governo paulista, com chances de reeleição em 1º turno contra ministros de Lula (PT), segundo os números da Paraná Pesquisas, divulgados nesta quarta-feira (11).
Para vencer em 1º turno, é necessário mais que 50% dos votos válidos. E o atual chefe do governo estadual pontuou 52,8% da preferência de voto contra o ex-governador e ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), que obteve 18,5%. E Tarcísio também liquidaria a disputa com 51% contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que recebeu 27,7%.
Tarcísio também tem ampla vantagem quando duela contra o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Contra o ex-governador e ministro do Desenvolvimento Econômico, o governador do Republicanos conquista 48,5% da intenção de voto, diante de 29,9% direcionados ao vice de Lula.
Nos três primeiros cenários estimulados, o deputado federal Kim Kataguiri (União) pontuou entre 5,2% e 5,6%; o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), entre 4,1% e 5,7%; e o cientista político Felipe D’Avila (Novo) vai de 1,6% a 2,5%.
Um quarto cenário, sem Tarcísio, Haddad e Alckmin na lista de opções, é liderado pelo prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), que obteve 36%; seguido de França, com 24,2%. Kataguiri e Serra empataram com 7,8% e Felipe D’Avila teve 4,6%.
O quinto cenário tem Márcio França na primeira posição, com 29,2%. O segundo colocado é Kim Kataguiri, com 10,9%, em empate técnico com Paulo Serra, 10,7%. O vice-prefeito de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD) obteve 8,4% e Felipe D’Avila recebeu 6,5% da preferência de voto.
Na modalidade espontânea da pesquisa, sem lista de candidatos, o governador Tarcísio lidera com 22,2% a indicação de votos diretamente pelo eleitor. Haddad pontuou 2,8%; Alckmin, 2,3%; Nunes, 1,5%; França, 1,1%; a ministra de Planejamento Simone Tebet (MDB), 1,1%. E os demais pontuaram menos de 1 ponto percentual.
O levantamento da Paraná Pesquisas foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º SP 04650/2026. E é resultado de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais, entre os dias 06 e 10 de fevereiro de 2026, com uma amostra de 1.580 eleitores, em 78 municípios paulistas. A pesquisa atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,5 pontos percentuais para os resultados gerais.
Veja os números da Paraná Pesquisas:






Girão quer Galípolo explicando reuniões de Lula e Vorcaro

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) oficializou uma série de requerimentos para que integrantes do governo e do Banco Central prestem depoimentos à CPI do Crime Organizado. O foco do parlamentar é um encontro não registrado na agenda oficial do Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Há notícia de que houve outros três encontros de Lula com Vorcaro. Entre os nomes que Girão propõe serem ouvidos ouvir estão Gabriel Galípolo, atual presidente da autoridade monetária, Rui Costa, ministro da Casa Civil, e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.
A iniciativa de Girão busca esclarecer os fundamentos institucionais da presença de Galípolo no referido encontro, visto que o Banco Master enfrentava suspeitas de irregularidades naquele período.
Segundo o senador, “é imprescindível que esta Comissão tenha pleno esclarecimento acerca das razões que motivaram a participação do Sr. Gabriel Galípolo no referido encontro, da natureza das informações eventualmente discutidas, da inexistência ou não de pedidos, pressões ou tratativas relacionadas a procedimentos regulatórios, bem como das providências adotadas posteriormente no âmbito da autoridade monetária”.
No caso de Rui Costa, o parlamentar questiona se houve uma avaliação prévia dos riscos políticos e administrativos antes da realização da audiência com o empresário. Recentemente, o chefe da Casa Civil minimizou o episódio, afirmando que o cargo de presidente exige interlocução com diversos setores produtivos. “A agenda do presidente é recheada desses encontros”, declarou o ministro ao portal Metrópoles, acrescentando que “se algum ator que, ao longo do tempo, representa algum segmento vier a cometer erro, isso não inviabiliza”.
Originalmente destinada a apurar atividades de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, a CPI expandiu suas investigações em 2026 para abranger o cenário em torno do Banco Master. O novo escopo inclui pedidos de convocação de parentes do ministro Dias Toffoli, do STF, devido a negociações envolvendo um resort no Paraná com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Além disso, foram protocolados pedidos para ouvir Viviane Barci, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes, em razão de um contrato de assessoria jurídica de alto valor mantido com a instituição financeira.
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