Viagens de Lula com Janja e aspones somam quase 6 voltas ao mundo

Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Sem constrangimento na hora de se hospedar em luxuosos hotéis mundo afora, os passeios internacionais de Lula, Janja e a sempre numerosa comitiva de aspones, dariam para completar 5,7 voltas ao redor do globo, considerando a quilometragem do ponto da decolagem ao ponto de aterrisagem que o petista percorreu apenas em 2025: 231.225,49. A volta ao mundo tem aproximadamente 40.000 km.

Governo nos ares

Lula cruzou a fronteira do Brasil quase todos os meses. Aliviou apenas em janeiro, fevereiro e dezembro. No restante do ano, zarpou sem dó.

Ponte aérea

O tour internacional de Lula começou em março, quando o petista fez um bate e volta ao Uruguai. Depois, um rolê pelos Estados Unidos e Ásia.

Roteiro refinado

Lula ainda deu um jeito de passear pelo Vaticano, Rússia, China, França, Mônaco, Argentina, Chile, Colômbia, Indonésia, Malásia…

Imagina se gostasse

Apesar do carimbadíssimo passaporte, Lula adora dizer que tem medo de voar. O último roteiro internacional, em novembro, foi Moçambique.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/viagens-de-lula-com-janja-e-aspones-somam-quase-6-voltas-ao-mundo

Irmãos e primo de Toffoli foram sócios de fundo ligado ao Banco Master

Ministro do STF, Dias Toffoli. (Foto: Victor Piemonte/STF)

Empresas pertencentes a dois irmãos e um primo do ministro Dias Toffoli, do STF, tiveram como sócio um fundo de investimento com conexões a suspeitos no caso do Banco Master. A relação societária envolve o empreendimento imobiliário Tayayá Resort, no interior de São Paulo, que recebeu aportes de um fundo gerido por personagens investigados em esquemas de fraudes financeiras e concessão de créditos falsos. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Toffoli atua diretamente no inquérito que apura irregularidades no Banco Master. Em dezembro de 2025, o ministro determinou a transferência das investigações da Justiça Federal para o Supremo e impôs sigilo absoluto ao processo. Essa decisão ocorreu após a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro citar a menção a um parlamentar em documentos apreendidos, o que atrairia a competência para a Suprema Corte.

Além dos vínculos societários da família, a conduta do ministro tem sido questionada por supostos conflitos de interesse. Relatos indicam que Toffoli teria viajado em jato particular de empresários ligados ao caso e que sua esposa teria sido sócia de um advogado de Vorcaro. Tais episódios aumentaram a pressão de entidades civis e de setores do mercado financeiro pela abertura do sigilo das investigações, que envolvem movimentações estimadas em bilhões de reais.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/irmaos-e-primo-de-toffoli-foram-socios-de-fundo-ligado-ao-banco-master

Liquidação do Master é pauta de reunião entre BC e TCU

Letreiro do Banco Master. (Foto: Divulgação).

Os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, se reúnem hoje (12), na sede da autoridade monetária, em Brasília. O encontro tem como objetivo central buscar um entendimento sobre a inspeção técnica da liquidação judicial do Banco Master, processo que gerou um impasse institucional entre as duas entidades.

O imbróglio ganhou novos contornos após uma decisão de um tribunal de falências da Flórida, nos Estados Unidos, que reconheceu oficialmente a liquidação da instituição financeira. Com o aval da Justiça americana, o Banco Master sofreu um bloqueio operacional severo, ficando impedido de abrir contas, realizar transferências bancárias ou vender ativos em solo norte-americano.

A medida internacional foi celebrada tanto pelo governo brasileiro quanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que enxergam nela um reforço à segurança do processo. No entanto, a decisão caminha no sentido oposto às recentes investidas do TCU. O tribunal de contas vinha adotando medidas que, na visão de interlocutores do setor financeiro, poderiam colocar em xeque a estabilidade e a continuidade da liquidação.

Dessa forma, a reunião entre Galípolo e Vital do Rêgo é vista como um passo decisivo para alinhar as esferas técnica e jurídica. O foco será harmonizar a fiscalização do TCU com as exigências da liquidação, garantindo que o processo avance sem novos conflitos de competência que possam prejudicar a resolução do caso.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/liquidacao-do-master-e-pauta-de-reuniao-entre-bc-e-tcu

Empresa de ‘Careca do INSS’ pagou R$ 700 mil a ministra do STM

Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado).

Uma empresa registrada no nome do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, pagou R$ 700 mil ao escritório de advocacia da magistrada Verônica Abdalla Sterman, do Superior Tribunal Militar (STM).

Antônio Carlos é denominado como principal articulador do esquema de descontos indevidos a aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e está preso em Brasília decorrente da operação “Sem Desconto”.

O pagamento é relatado em um dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e encaminhados ao colegiado da CPMI do INSS, conforme informou o portal Metrópoles.

Segundo os relatórios, o pagamento foi feito pela firma ACX ITC Serviços e Tecnologia S/A. O período analisado no relatório é referente a outubro de 2024 a fevereiro de 2025, sendo o pagamento vigente antes que Verônica tomasse posse como ministra do STM.

O pagamento foi realizado em parcela única e destinado ao escritório da ministra. A reportagem afirma que não encontrou registros de atuação do escritório em processos a favor da ACX ITC ou em outra empresa de Antônio Carlos.

Paulista de 41 anos, Verônica foi indicada por Lula (PT) ao cargo em setembro do ano passado. Sterman já teve como clientes aliados do petista, sendo eles a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ambos já chegaram a apoiar o nome de Verônica ao cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo.

O relatório mostra que o pagamento foi feito a uma conta da ACX no Banco do Brasil, registrada em São Caetano do Sul, em São Paulo. No período analisado, a conta movimentou cerca de R$ 266,6 milhões.

Em nota, a ministra afirma que o pagamento que recebeu do “Careca do INSS” foi em favor de serviços prestados à empresa e que não tem vínculo algum com o empresário.

“Em relação ao questionamento apresentado, a ministra do Superior Tribunal Militar Verônica Sterman informa que desconhece que a empresa mencionada pertença ao empresário citado e que não mantém qualquer relação com ele”, disse ela, em nota.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/empresa-de-careca-do-inss-pagou-r-700-mil-a-magistrada-do-stm

Escândalo do Banco Master afunda imagem do STF e pode impactar as eleições

Escândalo financeiro chega ao Judiciário e projeta efeitos sobre as eleições (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

escândalo envolvendo o Banco Master, que se tornou uma das principais crises financeiras e políticas do país na reta final de 2025, deve se manter em alta ao longo dos próximos meses com o potencial de influenciar as eleições deste ano – especialmente se a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) para investigar o caso for instalada.

Segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo, as inúmeras conexões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com políticos e representantes do Judiciário podem prejudicar ou até mesmo comprometer candidaturas.

Em paralelo, o desgaste do Supremo Tribunal Federal (STF) nas últimas semanas devido à conduta de ministros da Corte no caso pode prejudicar campanhas de aliados próximos a ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

O tamanho da crise em Brasília

Em poucas semanas, o escândalo do Banco Master gerou forte desgaste à credibilidade do STF e do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto fortaleceu o Banco Central (BC) e gerou apreensão em Brasília, sobretudo entre políticos ligados ao Centrão e ao governo.

Uma investigação da Polícia Federal apontou que representantes do banco teriam participado de um esquema de fraude estimado em mais de R$ 12 bilhões envolvendo a venda de títulos e carteiras de crédito consignado sem lastro para o Banco de Brasília (BRB). Na prática, o Master passaria ativos inexistentes ou com lastro insuficiente para um banco público, fazendo com que o prejuízo fosse absorvido principalmente pela população do Distrito Federal.

A transação, que ocorreu graças a um intenso lobby político, foi aprovada internamente, pelo BRB, e também pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No entanto, em 18 de novembro, o Banco Central vetou a compra e decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por grave crise de liquidez e riscos sistêmicos.

No mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero e prendeu Vorcaro e outros executivos do banco, além de apreender documentos relacionados ao esquema de fraude.

A prisão, no entanto, durou apenas 11 dias. Em paralelo, a defesa de Vorcaro conseguiu remeter a investigação ao STF, com o ministro Dias Toffoli ganhando a relatoria do caso. O ministro centralizou o caso no Supremo, proibiu que a Justiça Federal de Brasília conduzisse atos independentes e tornou o processo sigiloso.

Antes de impor o sigilo, Toffoli viajou para Lima, no Peru, no avião de um empresário e na companhia do advogado de um dos presos por envolvimento no escândalo.

Dois dias depois de o episódio se tornar público, provas apreendidas pela Polícia Federal revelaram que o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes tinha um contrato com o Banco Master que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos. Os valores do contrato vêm sendo apontados por grandes escritórios de advocacia como muito acima das médias de mercado, mesmo para escritórios de elite.

Para complicar ainda mais, uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo mostrou que Moraes teria telefonado seis vezes no mesmo dia para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para saber sobre o andamento da operação de compra do Master pelo BRB. A conduta do ministro gerou fortes críticas da oposição, no Congresso, e acusações de tráfico de influência. O ministro negou conduta indevida.

“Caixa-preta” do caso Master pode impactar inúmeras candidaturas

Além da atuação de membros do STF, chama a atenção a conduta de ministros do TCU no caso. O Tribunal, que também decretou sigilo na apuração sobre o caso, tem sido determinante para pressionar o BC e tentar reverter a liquidação do Banco Master.

No dia 6 de janeiro, o ministro do TCU responsável pelo caso, Jhonatan de Jesus, determinou que fosse feita uma apuração urgente no BC, o que poderia facilitar a estratégia da defesa de Vorcaro de reverter a liquidação do banco. A repercussão negativa da decisão foi tamanha que o ministro voltou atrás e suspendeu a inspeção.

Vale lembrar que a nomeação de ministros do TCU segue critérios predominantemente políticos – o Tribunal conta com nove ministros, sendo que seis são indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República. Jhonatan de Jesus foi nomeado para o TCU em 2023 por Lula. Ex-membro do Republicanos, partido que integra o Centrão, o ministro é filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e foi deputado federal por quatro mandatos.

O comportamento de ministros do STF e TCU tem sido apontado pela oposição e setores da imprensa como uma tentativa de frear as investigações e evitar a exposição das conexões políticas de Vorcaro em Brasília. Nos bastidores, comenta-se que uma suposta delação do empresário poderia expor nomes de peso que atuaram para favorecê-lo – muitos deles com projetos eleitorais para 2026.

“O Banco Master construiu relações bem pragmáticas no âmbito político, ou seja, tendo vínculos com representantes do governo, da oposição e do centro. De qualquer forma, só será possível mensurar os impactos no âmbito político-eleitoral a partir dos desdobramentos do caso no STF”, explica Leandro Gabiatti, doutor em ciência política e diretor da Dominium Consultoria.

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CPMI do Banco Master pode ser decisiva

Caso prospere a tentativa de parlamentares de oposição ao governo Lula de instalar uma CPMI para investigar o escândalo, as chances de o caso impactar nas eleições aumentam consideravelmente.

A abertura da CPMI, que já conta com o número de assinaturas necessário para ser instalada, tem sido combatida por governistas. Entre as 243 assinaturas de parlamentares (da Câmara e do Senado) até o momento, não há praticamente nenhuma de aliados de Lula.

A título de exemplo, a CPMI do INSS, que apura fraudes e irregularidades em benefícios previdenciários e gerou forte desgaste à imagem do governo, obteve mais assinaturas de governistas do que o pedido para investigar o Banco Master.

“Chama a atenção que a CPMI não tenha saído até agora. Acho que muitos congressistas estão fazendo cálculos sobre o que pode sair dessa investigação e quem pode ganhar ou perder. Será preciso aguardar o início do ano legislativo, em fevereiro, para entender melhor as chances de isso sair do papel”, avalia Gabiatti.

Fachada do Banco Master em Brasília (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quem pode sair ganhando com o caso Banco Master

Para fontes ouvidas pela reportagem, candidaturas de direita, com discurso de moralidade, anticorrupção, probidade e respeito à ordem jurídica, e que questionem a suposta atuação do STF para blindar aliados no escândalo envolvendo o banco de Vorcaro, podem ser beneficiadas nestas eleições.

Para Giuliano Miotto, advogado e diretor-presidente do Instituto Liberdade e Justiça (IJL), o maior impacto eleitoral pode acontecer no Senado Federal, que é a casa responsável por sabatinar membros do STF, processar e julgar o impeachment desses ministros e também pela sabatina de diretores do Banco Central.

“Existe uma percepção generalizada de que o Senado não está cumprindo seu dever de equilibrar as ações do Supremo, e isso está mobilizando boa parte dos eleitores no sentido de eleger senadores mais alinhados à direita. É possível que alguns candidatos a deputado federal também consigam fomentar uma militância e obter mais votos explorando o tema”, aponta.

Luan Sperandio, analista político e diretor de operações do Ranking dos Políticos, também aponta a janela de oportunidade eleitoral para candidaturas de direita ao Senado, “contribuindo para uma eleição com traços plebiscitários sobre o debate dos superpoderes do STF e seus limites”.

“O caso Banco Master também tem grande relevância para a Faria Lima e para agentes que atuam junto ao Sistema Financeiro Nacional. Ele se configura como um teste de estresse da autonomia do Banco Central e das estruturas regulatórias”, afirma.

E quem pode sair perdendo

Mesmo sem a dimensão real de quais são os atores públicos envolvidos no escândalo, alguns personagens ou grupo políticos já devem ser impactados eleitoralmente. Para Miotto, a tentativa de reeleição de Lula pode ser afetada dependendo da estratégia de adversários.

“A percepção de que há um ‘consórcio’ entre o Executivo e o Judiciário para blindar aliados ou interesses específicos pode alimentar ainda mais o sentimento antipetista. Se a oposição conseguir vincular a instabilidade jurídica gerada pelo caso à economia real – como risco de inflação ou fuga de capitais –, isso atingirá uma parte importante da estratégia de reeleição de Lula, que depende da percepção de bem-estar econômico”, avalia.

Já entre políticos do Distrito Federal, sede do BRB, os reflexos podem chegar com mais força. Entre os nomes mais fortes estão Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP) – respectivamente governador e vice-governadora.

O governo do DF apoiou a negociação da compra do Banco Master pelo BRB. No entanto, com o passar dos meses, a postura mudou, com Ibaneis admitindo riscos e apontando mudança de rumos na negociação.

“O Ibaneis estava com uma eleição relativamente tranquila ao Senado, e a vice-governadora, que deve ser candidata ao governo do DF, também. Ambos têm boa reputação, mas é preciso ligar o alerta, porque eventuais novos desdobramentos relacionados ao BRB podem gerar grande impacto em suas futuras candidaturas”, aponta Gabiatti.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/banco-master-escandalo-afunda-imagem-stf-deve-impactar-eleicoes/

Alexandre Garcia

Congresso terá força para derrubar o veto de Lula à dosimetria?

Alexandre Garcia comenta sobre o veto de Lula ao PL da dosimetria, a CPMI do Banco Master e a aproximação do governo Lula com o Irã. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Lula (PT) vetou o projeto de lei, aprovado pelo Congresso, da dosimetria. Quais são as chances de o veto do presidente ser derrubado? Estão aqui os números: esse projeto foi aprovado por 48 a 25 no Senado e por 291 a 148 na Câmara.

Para o Congresso Nacional derrubar um veto, basta a maioria absoluta, o que significa a metade do total de deputados e senadores, mais um. Numa reunião do Congresso, o resultado seria 339 votos pela derrubada do veto, no total dos 584 deputados e senadores. Tem voto suficiente para derrubar.

CPMI do Banco Master pode derrubar os males do Brasil

Outra coisa é a CPMI para investigar o Banco Master. Está cheio de gente enrolada com o Master, gente importantíssima, tanto que a investigação tramita em sigilo. É sigilo de todo jeito, no Banco Central, no Supremo, até na CPI do INSS.

O telefone do Daniel Vorcaro é uma caixa de Pandora: se abrir, vão sair todos os males do Brasil. Até sábado (10), a CPMI do Master tinha as assinaturas de 208 deputados e 37 senadores. Então, já tem número suficiente para abrir uma CPMI sobre a atuação de Vorcaro.

Advogado de Lulinha conversa com chefe da PF. Não é coação?

Uma coisa muito estranha foi aquela conversa ao pé do ouvido, literalmente, no evento esvaziado que Lula inventou para comemorar, para lembrar o 8 de janeiro de 2023, entre o advogado do Lulinha e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, gravada por um câmera do SBT.

E se fosse Eduardo Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro que tivessem ido conversar com o chefe da Polícia Federal? Que escândalo. O Eduardo Bolsonaro foi sancionado por isso, por supostamente fazer pressão e coação sobre a Justiça.

E os 40 influenciadores contratados pelo Master para fazer campanha contra o Banco Central e a favor do Master? Que tal? Isso não é coação? Mais o ministro do Supremo Dias Toffoli que chamou para si um inquérito que estava na primeira instância e impôs sigilo. Outro ministro, Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), que foi se meter onde não deveria ter se metido.

Agora, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para saber por que o ministro do TCU cometeu essa inconstitucionalidade contra o Banco Central e a credibilidade do Sistema Financeiro Nacional. Tomara que não fique por aí. A CPMI do Banco Master pode investigar o porquê de tudo isso.

A “estreita cooperação” entre Brasil e Irã após ação dos EUA na Venezuela

Na política exterior, Lula reagiu a uma postagem do presidente argentino, Javier Milei, e mandou retirar o Brasil da custódia da embaixada Argentina na Venezuela, que foi esvaziada pelo ditador Nicolás Maduro, em Caracas. Os brasileiros saem e entra a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que vai botar a bandeira tricolor italiana na embaixada, a pedido do Milei.

Ao mesmo tempo, enquanto acontecem essas manifestações no Irã para derrubar a ditadura teocrática dos aiatolás, a tal República Islâmica, os ministros de Relações Exteriores do Irã e do Brasil conversaram sobre o “sequestro” de Maduro.

Segundo nota do Irã, trata-se de uma cooperação próxima para enfrentar políticas unilaterais, isto é, enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Incrível. Eles dizem que a captura de Maduro foi uma clara violação à Carta da ONU.

Enquanto isso, a própria presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, vai para Washington conversar com Trump. Já está libertando os presos políticos, ou seja, está confessando que tinha presos políticos no país. E o Brasil vai para o lado do Irã, que está em queda.

Até domingo (11), já havia mais de 500 mortos nas manifestações no Irã. Uma imagem fabulosa mostra um, provavelmente, iraniano que subiu correndo, escalou a fachada da embaixada do Irã em Londres e substituiu a bandeira dos aiatolás pela bandeira da monarquia.

Enquanto isso, o herdeiro da coroa — é uma coroa de cerca de 2.500 anos, que vem da Pérsia — mora na Virgínia, pertinho de Washington, e queria conversar com Trump. Trump disse que agora não é conveniente e que é melhor deixar que o povo decida.

O Brasil eu não entendo, mesmo as coisas mais prosaicas e claras, é hora de não se meter a se aproximar ainda mais do Irã, mas estão se aproximando. O xá Reza Pahlavi foi casado com a imperatriz Farah Diba e, anteriormente, com a princesa Soraya Esfandiary-Bakhtiari. Um monte de crianças brasileiras receberam o nome Soraya por causa da mulher do xá do Irã.

Ele morreu com 60 anos — morreu cedo — no Egito. Lembro de uma foto dele acendendo o cigarro da Soraya. Não vejo uma feminista brasileira fazendo manifestação em favor da volta dos direitos das mulheres, que na República Islâmica não têm nenhum direito, zero, e tinham todos os direitos no tempo da monarquia.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/congresso-tera-forca-para-derrubar-o-veto-de-lula-a-dosimetria/

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