Defesa de Vorcaro protocola novo habeas corpus no STJ e diz que prisão é ilegal

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela PF. (Foto: Gurometal/Wikimedia Commons)

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, protocolou, nesta segunda-feira (24), mais um habeas corpus (HC) no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição contém assinatura de sete advogados, sendo seis de São Paulo e um da Bahia.

O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) determinou a prisão do empresário, executada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. O Banco Master teria, de acordo com as investigações, emitido carteiras de crédito falsas. No HC, a defesa diz que não houve transferência efetiva das carteiras ao outro alvo da investigação, o Banco de Brasília (BRB). Ainda de acordo com a defesa, o Master ofereceu garantia no valor de R$ 22 bilhões para proteger a operação.

A prisão ocorreu no aeroporto de Guarulhos, enquanto Vorcaro tentava embarcar para os Emirados Árabes. A defesa alega que a viagem era a negócios, sem intenção de fuga. Com isso, os advogados alegam que a prisão é ilegal, por não ter base em fatos novos. Defendem, assim, a substituição por medidas cautelares.

Vorcaro foi preso em meio a liquidação do Banco Master

Além da prisão do dono do Banco, o Master sofreu uma liquidação extrajudicial, decretada pelo Banco Central do Brasil (BC). A justificativa do banco é a existência de “graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes”.

O banco oferecia investimentos com retorno de 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), enquanto os concorrentes prometiam remuneração em torno de 100%. Com a liquidação, os investidores do CDB (Certificado de Depósito Bancário) com aportes de até R$ 250 mil receberão de volta os valores por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Investimentos maiores entrarão na lista de credores e deverão aguardar pelo pagamento durante a fase de liquidação.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/defesa-de-vorcaro-protocola-novo-habeas-corpus-no-stj

Quem é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso pela PF

Quem é Daniel Vorcaro, preso na operação que liquidou o Banco Master. (Foto: Gurometal/Wikimedia Commons)

Nesta terça-feira (18), o mercado financeiro amanheceu com a notícia da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), que prendeu o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. Como a prisão aconteceu na véspera com o aeroporto internacional de Guarulhos (SP) como cenário – no mesmo dia em que circulava a notícia de que o Master seria adquirido por investidores estrangeiros –, havia um forte indício de que Vorcaro tentava fugir, segundo a PF. Ele negou esta hipótese na Superintendência da PF no aeroporto.

“As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada”, disse a PF em nota.

Segundo noticiaram diversos veículos, delegados da operação informaram em off que a prisão teria sido antecipada porque o monitoramento da PF detectou que Vorcaro estava se deslocando para o aeroporto na noite de segunda com malas e família, o que foi interpretado como risco iminente de fuga. Por isso decidiram prendê-lo antes do horário combinado para o cumprimento dos mandados (que seria na madrugada de terça).

De acordo com a PF, o total dos prejuízos pode chegar a R$ 12 bilhões com a emissão de títulos falsos. A defesa de Vorcaro classificou a prisão como “ilegal” e “desnecessária”, dizendo que ele embarcava para a ilha de Malta com destino final ao Oriente Médio, onde se reuniria com os compradores do Banco Master.

Outsider

Natural de Belo Horizonte, Vorcaro tem 42 anos e foi criado em uma família com negócios no setor da construção civil. Formado em economia e com MBA em gestão, seu primeiro e seu segundo negócios foram financiados pelo pai.

Em entrevista à revista Piauí, em outubro de 2024, Vorcaro atacou quem o criticava por ser vítima de uma origem não diretamente ligada ao mercado financeiro.

“Isso acontece por eu ser um outsider. E não é só preconceito. São pessoas que querem nos frear e ficam usando coisas ruins contra nós”, declarou.

Negócios suspeitos

A liquidação do banco e a prisão do seu presidente podem ser o ponto final de uma trajetória marcada por negócios suspeitos. O Banco Master iniciou suas operações em 2019, após ser mantido por dois anos em espera pela autoridade monetária do Banco Central. Sua origem remonta ao Banco Máxima, propriedade do banqueiro paulistano Saul Sabbá.

Vorcaro ficou famoso na Faria Lima — região de São Paulo onde estão as maiores fintechs do país — por uma estratégia de negócios que pouca gente entendia: em vez de captar recursos com correntistas e empréstimos, o Banco Master oferecia investimentos com taxas de juros muito acima das praticadas no mercado.

O Master é conhecido por oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDB) com percentuais de juros mais atrativos que a média do mercado para captar recursos junto a investidores. A maioria dos bancos emite CDBs com taxas que não vão além de 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é balizado pela taxa básica de juros (Selic). Os CDBs do Master frequentemente ofereciam remunerações acima de 130%.

Máxima havia sido desabilitado pelo Banco Central em 2016 por gestão fraudulenta e rombo de caixa, crimes equivalentes aos que levaram às investigações sobre o Master, nome que o banco ganhou logo depois de ser alvo de operação da PF em 2020.

No caso do Banco Master, muitos investidores possuíam CDBs, que são um tipo de título emitido pelo banco, com pagamento de juros.

Garantia do FGC

Com o dinheiro captado junto aos pequenos investidores, o Master aplicava em ativos de empresas como a Light, Ambipar, CVC, Oi (recentemente falida) e Gafisa, todas conhecidas por fragilidade financeira e inconsistência nos balanços.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protege investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Qualquer valor acima desse limite não é coberto pelo FGC — e só poderá ser recuperado a partir do processo de liquidação e venda dos bens do banco.

Com o impacto da notícia da liquidação do banco, nesta terça-feira o aplicativo de finanças que mais tinha downloads nas lojas de aplicativos de celulares era o do FGC. Investidores correram para recuperar os fundos de suas aplicações.

Em dezembro de 2024, o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, chamou os principais diretores do Banco Master para uma reunião de emergência, entre eles Vorcaro. O BC determinou que o Master parasse de emitir CDBs e se capitalizasse – ou seja, que colocasse dinheiro real no caixa da instituição financeira. Deu um prazo de alguns meses para que as medidas fossem tomadas e, assim, o banco evitasse a intervenção.

Em março, o Banco Regional de Brasília (BRB), de propriedade do Governo do Distrito Federal (GDF), do governador Ibaneis Rocha (MDB), manifestou a intenção de comprar o Banco Master por R$ 2 bilhões.

A compra chegou a ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e por uma lei na Câmara Legislativa do DF, que autorizava a aquisição com dinheiro público (sendo o BRB propriedade do GDF). O negócio foi vetado pelo BC, que suspeitou, entre outros indícios, do valor do próprio BRB, que não passa muito de R$ 3 bi.

Bomba relógio

Reportagens de abril deste ano revelavam que o Banco Master acumulava cerca de R$ 49 bilhões em CDBs, montante que representava 96% da capacidade total do FGC para cobrir esse tipo de título.

“É uma bomba-relógio montada com o dinheiro de milhares de brasileiros. Em vez de uma intervenção transparente, resolveram tudo nos bastidores com uma compra apressada feita por um banco controlado pelo governo do Distrito Federal. Isso precisa ser investigado com urgência”, declarou a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC).

A Fictor Holding Financeira anunciou, em comunicado na segunda, a compra do Banco Master, com aporte imediato de R$ 3 bilhões. A operação foi realizada em consórcio com investidores dos Emirados Árabes Unidos com ativos que somariam mais de US$ 100 bilhões, segundo a Fictor. Parte dos recursos viria de investidores do Oriente Médio, mas não ficou claro quem seriam.

Nesta terça, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado das funções após a prisão de Vorcaro. A instituição pública da capital federal também foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal durante o

Em nota à reportagem, o BRB informou que sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência e que prestou regularmente informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master. “A Instituição reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a integridade na condução de suas atividades”, completou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/quem-e-daniel-vorcaro-dono-do-banco-master-preso-pela-pf

Comunista e ligado a Janja: quem é o evangélico que se infiltrou na vigília por Bolsonaro

Ismael Lopes promove eventos para Janja, já teve um cargo no governo Lula e integra o chamado “Conselhão” da Presidência (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Ismael Lopes, um evangélico de 34 anos, causou tumulto na noite de sábado (22) ao se infiltrar e discursar em uma vigília convocada para rezar pela saúde e pela liberdade de Jair Bolsonaro.

Em um ato de provocação, ele citou uma passagem bíblica sobre quem “cava covas por elas será engolido” e pediu que o ex-presidente seja condenado por ter “aberto 700 mil covas na pandemia”. Em seguida, foi expulso do evento e precisou ser escoltado pela polícia.

Lopes, como se percebe, não é um evangélico tradicional. Em suas redes sociais, o carioca se define como “comunista” e “radical de esquerda”.

E o mais revelador: é membro de uma organização que promove eventos para a primeira-dama Janja Silva, já teve um cargo no governo Lula e integra o Conselho de Participação Social da Presidência da República (o chamado “Conselhão”).

“Vim aqui [na vigília] para tentar fazer uma fala baseada na palavra de Deus, para acabar com a instrumentalização da fé que eles [bolsonaristas] fazem”, justificou Lopes — que se apresentou como representante de um movimento evangélico para conseguir o microfone (sabendo, claro, que corria o risco de sofrer agressões).

“Ódio de classe”

Formado em Teologia, Ismael Lopes se mudou do Rio de Janeiro para Brasília há três anos, em função de sua militância. Também conhecido como “Irmão Isma”, ele é membro do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e exibe com orgulho sua ideologia nas redes.

A imagem de capa de seu perfil no Facebook é uma ilustração com os rostos de Marx, Lenin, Stalin e Mao. Lopes também fixou uma publicação com o símbolo da foice e do martelo, acompanhado da frase “Amor ao próximo só é possível com ódio de classe”.

Suas conexões com o governo do PT vão além as afinidades ideológicas. Além de participar do “Conselhão”, ele ocupou, entre agosto de 2023 e janeiro de 2024, o cargo comissionado de coordenador no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos.

Lopes aparece em registros de reuniões com figuras do Planalto como Gleisi Hoffmann, Anielle Franco e Márcio Macêdo — mas sua ligação mais forte é mesmo com Janja.

Teologia particular

“Isma” é um dos coordenadores da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, grupo responsável por organizar encontros da primeira-dama com evangélicos em diversos estados — como preparação de terreno para a eleição de 2026.

Na semana passada, a Frente publicou um post para comemorar a indicação do petista (e batista) Jorge Messias para o STF, chamando-o de “irmão em Cristo”.

Ismael Lopes também transita entre lideranças do PSOL. Já fez campanha para Marcelo Freixo (hoje no PT) e, mais recentemente, demonstrou um apoio fervoroso ao deputado federal Glauber Braga — aquele que jejuou e acampou na Câmara durante um processo de cassação.

Ismael não apenas virou noites ao lado de Braga como justificou o jejum adotado pelo parlamentar usando uma espécie de teologia particular.

Recorrendo, segundo ele, ao livro bíblico de Isaías, comparou a trajetória do deputado a uma missão divina para garantir os direitos das populações mais pobres. “O jejum que Deus pede é o jejum que o Glauber está fazendo”, afirmou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/comunista-aliado-de-janja-quem-e-o-evangelico-que-se-infiltrou-na-vigilia-por-bolsonaro

Comunista e ligado a Janja: quem é o evangélico que se infiltrou na vigília por Bolsonaro

Ismael Lopes promove eventos para Janja, já teve um cargo no governo Lula e integra o chamado “Conselhão” da Presidência (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Ismael Lopes, um evangélico de 34 anos, causou tumulto na noite de sábado (22) ao se infiltrar e discursar em uma vigília convocada para rezar pela saúde e pela liberdade de Jair Bolsonaro.

Em um ato de provocação, ele citou uma passagem bíblica sobre quem “cava covas por elas será engolido” e pediu que o ex-presidente seja condenado por ter “aberto 700 mil covas na pandemia”. Em seguida, foi expulso do evento e precisou ser escoltado pela polícia.

Lopes, como se percebe, não é um evangélico tradicional. Em suas redes sociais, o carioca se define como “comunista” e “radical de esquerda”.

E o mais revelador: é membro de uma organização que promove eventos para a primeira-dama Janja Silva, já teve um cargo no governo Lula e integra o Conselho de Participação Social da Presidência da República (o chamado “Conselhão”).

“Vim aqui [na vigília] para tentar fazer uma fala baseada na palavra de Deus, para acabar com a instrumentalização da fé que eles [bolsonaristas] fazem”, justificou Lopes — que se apresentou como representante de um movimento evangélico para conseguir o microfone (sabendo, claro, que corria o risco de sofrer agressões).

“Ódio de classe”

Formado em Teologia, Ismael Lopes se mudou do Rio de Janeiro para Brasília há três anos, em função de sua militância. Também conhecido como “Irmão Isma”, ele é membro do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e exibe com orgulho sua ideologia nas redes.

A imagem de capa de seu perfil no Facebook é uma ilustração com os rostos de Marx, Lenin, Stalin e Mao. Lopes também fixou uma publicação com o símbolo da foice e do martelo, acompanhado da frase “Amor ao próximo só é possível com ódio de classe”.

Suas conexões com o governo do PT vão além as afinidades ideológicas. Além de participar do “Conselhão”, ele ocupou, entre agosto de 2023 e janeiro de 2024, o cargo comissionado de coordenador no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos.

Lopes aparece em registros de reuniões com figuras do Planalto como Gleisi Hoffmann, Anielle Franco e Márcio Macêdo — mas sua ligação mais forte é mesmo com Janja.

Teologia particular

“Isma” é um dos coordenadores da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, grupo responsável por organizar encontros da primeira-dama com evangélicos em diversos estados — como preparação de terreno para a eleição de 2026.

Na semana passada, a Frente publicou um post para comemorar a indicação do petista (e batista) Jorge Messias para o STF, chamando-o de “irmão em Cristo”.

Ismael Lopes também transita entre lideranças do PSOL. Já fez campanha para Marcelo Freixo (hoje no PT) e, mais recentemente, demonstrou um apoio fervoroso ao deputado federal Glauber Braga — aquele que jejuou e acampou na Câmara durante um processo de cassação.

Ismael não apenas virou noites ao lado de Braga como justificou o jejum adotado pelo parlamentar usando uma espécie de teologia particular.

Recorrendo, segundo ele, ao livro bíblico de Isaías, comparou a trajetória do deputado a uma missão divina para garantir os direitos das populações mais pobres. “O jejum que Deus pede é o jejum que o Glauber está fazendo”, afirmou.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/comunista-aliado-de-janja-quem-e-o-evangelico-que-se-infiltrou-na-vigilia-por-bolsonaro

Volta à penúria: após a COP30, governo do Pará corta recursos do Meio Ambiente

Belém (PA), 07/11/2025 – Pavilhões da COP30. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Foi só apagar a luz da COP-30 que a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará voltou para a penúria. O governo paraense turbinou o orçamento da pasta para 2024, ano seguinte a confirmação (2023) da capital Belém como sede da cúpula e véspera do evento. A secretaria viu mais de R$1 bilhão nos cofres. Em 2023, era uma merreca, só R$207,2 milhões. Sem os gringos para olhar, o recurso minguou outra vez, nos padrões que fizeram do Estado o campeão em desmatamento.

Corta tudo

Este ano, a pasta já sentiu o impacto e o orçamento recuou 34%. Foram R$674,8 milhões para a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Tesourada

Para o próximo ano, outro corte, este de 41% comparado com 2025. Serão R$397,9 milhões na conta da secretaria.

Torneira seca

Considerando os R$1 bilhão de 2024, o desfalque em 2026 fica ainda pior, é menos 61% de dinheiro nos cofres da pasta.

Make-up

A grana para investimentos também foi embora. Os R$328,7 milhões separados para o ano da COP viraram R$77,1 milhões em 2026.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/volta-a-penuria-apos-a-cop30-governo-do-para-corta-recursos-do-meio-ambiente

Como era previsto, STF confirma prisão de Bolsonaro

Supremo Tribunal Federal | Foto: Antonio Augusto / STF


Como era previsto, a primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta segunda-feira (24) manter a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes do ex-presidente Jair Bolsonaro, como tem ocorrido em todas as decisões envolvendo o ex-presidente e seus apouiadores acusados de supostos crimes, inclusive de “tentativa de golpe de estado”.

“Até as pedras portuguesas da Praça dos Três poderes sabiam” da decisão com antecedência, como se costuma dizer em Brasília, com os ministros da Primeira Turma mais uma vez confirmarndo decisão do relator do caso. Todos os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, além, claro de Moraes votaram pela manutenção da prisão preventiva, claro.

A prisão de Bolsonaro ocorreu no sábado, e no domingo sua prisão preventiva foi mantida em audiência de custódia, realizada por uma juíza ligada a Moraes. Ele justificou a decisão citando a convocação de vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, o que indicaria risco de fuga.

Mesmo com o julgamento desta segunda-feira, a defesa do ex-presidente ainda poderá apresentar novos recursos no STF antes que qualquer eventual pena condenatória, de 27 anos e três meses, comece a ser cumprida.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/stf-confirmara-preventiva-de-bolsonaro-nesta-segunda-feira

Sindicato vira bom negócio e já são mais de 15 mil no Brasil

Acusado na CPMI do INSS de inspirar o esquema que roubou inativos, a fim de substituir a fabulosa “contribuição” obrigatória, o sindicalismo brasileiro virou negócio rentável e proliferou como chuchu na serra: eram 17 mil e caiu para 15 mil, incluindo federações e confederações, após a Reforma Trabalhista. Na China, 1,4 bilhão de habitantes, são 1.713. Nos EUA, berço do capitalismo selvagem, 7 mil, segundo o Bureau of Labor Statistics. Na Alemanha, de sindicalismo forte, não passam de 100. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

A CLT de Getúlio Vargas, que permitia um sindicato por categoria e base territorial, gerou um Frankenstein burocrático que até afana aposentados.

O número de entidades mal se alterou após a Reforma Trabalhista de 2017, apesar da unicidade obrigatória: deixou de ser um ótimo negócio.

Com tradição de muitas greves, a França sustenta só 5 confederações principais (CGT, CFDT etc.) e poucas dezenas de sindicatos setoriais.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/sindicato-vira-bom-negocio-e-ja-sao-mais-de-15-mil-no-brasil

Na fila da sabatina para o STF, Messias elogia Alcolumbre

Ministro Jorge Messias, indicado de Lula (PT) ao STF – (Foto: José Cruz/Agência Brasil)


O advogado-geral da União, Jorge Messias, divulgou nesta segunda-feira uma nota à imprensa após o início da primeira semana desde que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. No texto, Messias afirma sentir-se no dever de se dirigir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para submeter-se ao “escrutínio constitucional” previsto antes da sabatina e votação no plenário da Casa.

Na mensagem, Messias faz elogios a Alcolumbre, destacando o “relevante papel” exercido pelo senador e sua atuação como “autêntico líder do Congresso Nacional”. Ele relembra ainda o período em que trabalhou no Senado e afirma ter aprendido a compreender a política como um “espaço nobre de definição de rumos e administração de conflitos”, experiência que diz ter sido fundamental para sua formação institucional.

Messias também menciona a relação “saudável, franca e amigável” construída com Alcolumbre ao longo dos anos, ressaltando admiração e apreço pelo senador. Segundo ele, esse histórico reforça a confiança de que será possível manter o diálogo e buscar soluções que valorizem a política e fortaleçam a institucionalidade democrática.

Ao final, o indicado ao STF afirma que pretende conversar diretamente com cada senador e senadora nos próximos dias. Diz que ouvirá preocupações sobre o sistema de Justiça e apresentará a visão que pretende levar ao Supremo, caso seja aprovado, reafirmando o compromisso de atuar em defesa da Constituição Federal.

Veja a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA
Iniciada a primeira semana após a minha indicação, sinto-me no dever de me dirigir ao Presidente do Senado Federal, Senador Davi Alcolumbre, para oferecer-me ao seu escrutínio constitucional, na condição de indicado ao cargo de Ministro do STF pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O faço também por reconhecer e louvar o relevante papel que o presidente Alcolumbre tem cumprido como integrante da Casa, que agora preside pela segunda vez, atuando como autêntico líder do Congresso Nacional, atento a elevados processos decisórios, em favor de nosso país.
Durante um período significativo de minha carreira, fui acolhido pelo presidente Davi para trabalhar no Senado Federal, onde, próximo aos demais membros daquela Alta Casa Legislativa, aprendi a dimensionar a atividade política como um espaço nobre de definição de rumos e administração de conflitos em nossa sociedade.
Assim, pude desenvolver uma relação saudável, franca e amigável com o presidente Davi, por quem tenho grande admiração e apreço.
Acredito que, juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo e encontrar soluções institucionais que promovam a valorização da política, por intermédio dos melhores princípios da institucionalidade democrática.
Da mesma maneira, buscarei conversar diretamente com cada um dos Senadores e Senadoras, ouvindo atentamente suas preocupações com a Justiça de nosso país e expondo a perspectiva que pretendo, caso aprovado pela Casa, levar ao Supremo Tribunal Federal, para lá agir em defesa de nossa Constituição Federal.

Jorge Messias

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/na-fila-da-sabatina-para-o-stf-messias-elogia-alcolumbre

‘Perseguição política desumana’ motivou ida para os EUA, diz mulher de Ramagem

A perseguição política por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) foi o que motivou a mudança da família do deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ) para os Estados Unidos. A afirmação é da mulher do parlamentar, em mensagem neste domingo, 23, no Instagram.

Rebeca Ramagem, que é delegada da Polícia Civil no Rio de Janeiro, afirmou que a decisão marca “o início de uma nova jornada”. Acrescentou do mesmo modo que a prioridade do casal é manter as filhas em segurança.

Perseguição e parcialidade

O STF condenou Ramagem por suposta participação na trama golpista de A Corte não o autorizou a deixar o país. O ministro Alexandre de Moraes, aliás, decretou a sua prisão preventiva. No vídeo abaixo, Rebeca mostrou o momento em que desembarca nos EUA com as filhas e encontra o marido no aeroporto.

Ela não detalhou como o parlamentar entrou no país. A delegada disse que a família decidiu viajar para permanecer unida diante do que classifica como decisões judiciais parciais e perseguição de natureza política. Rebeca declarou que buscou proteger as filhas e alegou ausência de garantias mínimas de isenção no Brasil.

Na mensagem, afirmou que a família enfrenta uma Justiça que atua com interesses políticos (lawfare) e que seguirá firme diante do que considera um ambiente hostil. Também descreveu a partida como uma tentativa de reconstruir a história. Conforme Rebeca, a união familiar seria a base para enfrentar o cenário atual.

A delegada disse que não descarta retornar ao Brasil. Da mesma forma, afirmou que continuará defendendo seus valores mesmo no exterior.

Rebeca escreveu que espera por um país em que a posição política não seja tratada como crime e em que a liberdade de expressão não resulte em condenações. Em tom religioso, encerrou a mensagem com pedido de bênçãos e reafirmação de sua crença cristã.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/perseguicao-politica-desumana-motivou-ida-para-os-eua-diz-mulher-de-ramagem

Com dificuldades para aprovação ao STF, Messias envia carta a Alcolumbre

Indicado para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), 0 advogado-geral da União, Jorge Messias, enviou uma carta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta segunda-feira, 24.

No documento, Messias disse estar sob o “escrutínio constitucional” de Alcolumbre e afirmou que, juntos, eles sempre poderão aprofundar o diálogo. Desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, Alcolumbre tenta emplacar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como sucessor. Lula, contudo, escolheu Messias.

“O faço também por reconhecer e louvar o relevante papel que o presidente Alcolumbre tem cumprido como integrante da Casa”, informa trecho da peça.

Conforme Messias, Alcolumbre é um “autêntico líder do Congresso, atento a elevados processos decisórios” em favor do país. Além disso, reconheceu ter sido “acolhido” por Alcolumbre em vários momentos da carreira.

“Buscarei conversar diretamente com cada um dos senadores e senadoras, ouvindo atentamente suas preocupações com a Justiça de nosso país”, prometeu Messias.

Leia a carta completa escrita por Jorge Messias

“Iniciada a primeira semana após a minha indicação, sinto-me no dever de me dirigir ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para oferecer-me ao seu escrutínio constitucional, na condição de indicado ao cargo de ministro do STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O faço também por reconhecer e louvar o relevante papel que o presidente Alcolumbre tem cumprido como integrante da Casa, que agora preside pela segunda vez, atuando como autêntico líder do Congresso Nacional, atento a elevados processos decisórios, em favor de nosso pais.

Durante um período significativo de minha carreira, fui acolhido pelo presidente Davi para trabalhar no Senado Federal, onde, próximo aos demais membros daquela Alta Casa Legislativa, aprendi a dimensionar a atividade política como um espaço nobre de definição de rumos e administração de conflitos em nossa sociedade.

Assim, pude desenvolver uma relação saudável, franca e amigável com o presidente Davi, por quem tenho grande admiração e apreço.

Acredito que, juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo e encontrar soluções institucionais que promovam a valorização da política, por intermédio dos melhores princípios da institucionalidade democrática.

Da mesma maneira, buscarei conversar diretamente com cada um dos Senadores e Senadoras, ouvindo atentamente suas preocupações com a Justiça de nosso pais e expondo a perspectiva que pretendo, caso aprovado pela Casa, levar ao Supremo Tribunal Federal, para lá agir em defesa de nossa Constituição Federal”.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/no-ponto/sob-cerco-jorge-messias-publica-carta-enderecada-a-alcolumbre/?utm_source=taboola&utm_medium=editorial-push&is.clicker=true&subdate=1739621629&placement=web_push_curated_6&sched.id=13479602

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