Maioria dos fluminenses apoia enquadrar crime organizado ao terrorismo

Pesquisa mostra que 72% dos entrevistados no RJ apoiam enquadramento das organizações como terroristas. (Foto: Antônio Lacerda/EFE)

Uma nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (3) sobre a percepção da população do Rio de Janeiro em relação à megaoperação policial da semana passada mostra que a maioria dos entrevistados apoia enquadrar as organizações do crime organizado ao terrorismo. O resultado contraria o discurso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirma que não há um caráter “ideológico” para adotar essa classificação.

Segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados são a favor dessa tipificação, enquanto que apenas 23% são contra e 5% não souberam ou preferiram não responder. Destes, mais de 90% dos eleitores de direita são favoráveis, enquanto que a esquerda se divide.

A Quaest ouviu 1,5 mil pessoas entre os dias 30 e 31 de outubro em 40 municípios do estado do Rio de Janeiro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O resultado dessa pesquisa foi apurado dias depois de uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha levar 113 criminosos à prisão e vitimar 121 pessoas – a maioria ligada ao crime organizado, segundo as autoridades fluminenses. Na última sexta (31), o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), Felipe Curi, afirmou que os dois morros se tornaram o quartel-general nacional do Comando Vermelho, inclusive abrigando líderes da facção de outros estados.

Ao longo do final de semana, diversas pesquisas de opinião foram publicadas por outros institutos que também mostraram uma maioria favorável à operação policial e ao endurecimento das ações e leis contra o crime organizado. O mesmo se vê em outro recorte da pesquisa Quaest deste início de semana, que mostra que 85% dos entrevistados são a favor do aumento da pena de prisão para condenados por homicídio a mando de organizações criminosas – apenas 10% são contrários e 5% não souberam responder.

“Só não há diferenças entre grupos políticos em relação ao aumento de pena para quem comete homicídio a mando das facções e à obrigatoriedade dos policiais trocarem informações sobre criminosos. Em todas as outras propostas há diferenças significativas entre eleitores de esquerda e direita”, explicou Felipe Nunes, cientista político e CEO da Quaest.

De acordo com ele, tanto eleitores de esquerda como de direita são favoráveis ao endurecimento das penas.

A pesquisa da Quaest com os moradores de 40 cidades fluminenses também apontou que 59% deles são favoráveis à instalação de uma GLO, o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), uma ação de prerrogativa presidencial – que Lula já se mostrou contrário – de colocar os militares para enfrentar o crime organizado.

Uma grande maioria absoluta, de 94%, também concorda com a instalação do escritório de emergência criado pelo governador Cláudio Castro (PL-RJ) junto do ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública (MJSP), um dia depois da megaoperação. O objetivo do grupo é desburocratizar a troca de informações e fazer uma integração das ações estaduais e federais – para alguns analistas, será um teste de como a PEC da Segurança Pública pode funcionar no futuro dependendo de se/como for aprovada pelo Congresso.

Na última semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se mostrou favorável à proposta e também à aprovação de outras legislações que endurecem o combate ao crime organizado. E afirmou que é preciso “radicalizar” e ser intransigente com medidas mais duras.

“Não dá pra achar que vamos enfrentar o crime organizado sem radicalizar, até porquê, ao longo dos anos, o crime organizado literalmente se organizou, e o Estado não se organizou pra enfrentar. E hoje temos essas facções infiltradas praticamente em todas as camadas da sociedade. E só será enfrentado também com medidas firmes. […] Em alguns pontos temos até que sermos intransigentes”, pontuou.

Hugo Motta marcou para o dia 4 de dezembro a entrega do relatório da PEC da Segurança Pública, proposta tida como prioritária pelo governo Lula, mas que enfrenta resistência pela possibilidade de se quebrar a autonomia dos estados em coordenar as forças de segurança.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/quaest-maioria-dos-fluminenses-apoia-enquadrar-crime-organizado-ao-terrorismo/

Alexandre Garcia

Ministério Público confunde manifestação política com coação processual

Defensoria Pública pediu arquivamento de inquérito contra Eduardo Bolsonaro. (Foto: André Borges/EFE)

Motivado por Lindbergh Farias, líder do PT, o STF e o Ministério Público criaram um inquérito envolvendo Jair Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro. Alegaram que era coação contra o Supremo para absolver Bolsonaro. Não precisou coagir Luiz Fux, que ficou dentro da lei, dos princípios de justiça, e deu um voto magistral, contrariado por outros.

Mas Bolsonaro foi retirado. O próprio Ministério Público questionou: “o que o Bolsonaro está fazendo aqui, se ele é que foi condenado?” Como que o réu vai coagir? Tiraram o Bolsonaro. Mesmo assim, ele permaneceu em prisão domiciliar, embora nem esteja no processo.

Eduardo Bolsonaro recebeu um prazo por edital para apresentar defesa. Ele está nos Estados Unidos, o edital não chega lá. Teria que ser uma carta rogatória, que não foi. Alexandre de Moraes nomeou uma Defensoria Pública. O defensor Antônio Ezequiel Inácio Barbosa disse que ele não foi intimado, já que não saiu carta rogatória.

Além disso, a tipificação do crime pelo Paulo Gonet está equivocada, pois a acusação de coação exige violência ou grave ameaça, o que não houve. Além do mais, o deputado não tem poder de impor sanções ao Brasil, não foi demonstrado que tivesse poder de decisão sobre atos soberanos dos Estados Unidos. A acusação do Ministério Público confunde manifestação política com coação processual.

As condutas descritas se inserem no debate político sobre relações internacionais, política externa, soberania nacional, e não no crime previsto no artigo 344 do Código Penal. Suas manifestações nos Estados Unidos são direito de liberdade de expressão protegidos por imunidade parlamentar. E o defensor disse: arquive-se, não tem crime nenhum. A Defensoria Pública agiu como o Conselho de Ética: quando entraram para cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro, foi para o arquivo também.

Presidente do STM pede desculpas

A presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, numa solenidade dos 50 anos da morte de Vladimir Herzog, pediu perdão em nome do tribunal pela morte do jornalista. Não tem nada a ver. Ela exagerou, não consultou os outros integrantes do tribunal. Ela disse que “tombaram lutando pela liberdade no Brasil. Tombaram e sofreram lutando”. Não foi o que Fernando Gabeira disse. Ele disse: “nós estávamos lutando para implantar a ditadura do proletariado”, e não uma democracia.

Nominalmente, a presidente pediu perdão a José Dirceu, que estava presente. José Dirceu foi trocado pelo embaixador Charles Elbrick, foi para o México e depois para Cuba, foi recebido por Fidel Castro e anistiado.

Numa sessão do tribunal, o ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira disse: “eu não vou fazer censura, não vou julgar o que ela disse, é a liberdade de opinião. Mas ela não falou em meu nome. Discordo de tudo que ela disse, sugiro que ela estude mais um pouco a história do tribunal”.

Eu lembro, eu testemunhei coisas desse tribunal, foi um tribunal que se manteve estritamente dentro da lei e da ordem, inclusive passando por cima do AI -5 em várias ocasiões. Respeitou a lei. Essa é a história do tribunal. Tem que ser aplaudido e não pedir perdão.

Lula cuida do clima

Enquanto tudo isso acontece, Lula está em Belém cuidando do clima. Com esse clima que está no Brasil, da bandidagem tomando conta de territórios, da Amazônia, do Rio Solimões, que deságua lá em Belém, com o nome de Amazonas. É o Comando Vermelho, o PCC tomando conta, mas ele está cuidando de outro clima, o clima que é regido pelo solo. Eu não sei como vai resolver essa.

E a minha amiga Benedita da Silva fez uma declaração que, nos nove meses em que ela foi governadora do Rio de Janeiro, prendeu o Fernandinho Beira Mar e o Elias Maluco sem dar um tiro. E a gente pega as estatísticas, deu 1.195 mortes, um recorde.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/ministerio-publico-inquerito-eduardo-bolsonaro/

Adolfo Sachsida

Operação no Rio: um tapa na cara da bolha

Aprovação: policiais prendem suspeitos de ligação com o Comando Vermelho, durante a Operação Contenção. Quase 90% dos moradores de favelas cariocas aprovam a operação. (Foto: Antonio Lacerda/EFE)

Poucas situações expõem tão claramente a bolha que domina parte da grande imprensa, dos intelectuais e dos “especialistas” quanto a recente operação policial no Rio de Janeiro. Assim que surgiram as primeiras informações sobre a ação, precipitaram-se críticas à polícia, ao governador e ao suposto “erro” de mais uma intervenção contra o crime organizado.

Por razões difíceis de compreender, essa bolha — o beautiful people — parece ter extrema dificuldade em enxergar a realidade dos fuzis, das granadas e das atrocidades praticadas pelo narcotráfico. Vive-se, para esse grupo, em um mundo invertido: o bandido vira mocinho, e o policial, vilão. Não bastasse isso, alimenta-se a fantasia de que a população pobre apoia os criminosos e vive em harmonia sob o domínio do tráfico. Para essa narrativa, os traficantes seriam quase empreendedores que buscam apenas “paz para trabalhar”, ignorando — ou fingindo não ver — a violência, o medo e os abusos impostos às comunidades.

O cúmulo dessa distorção veio de um grande telejornal, que noticiou que traficantes teriam “retaliado” ao ataque policial fechando vias públicas. A escolha da palavra é reveladora: subentende uma ação legítima, como se bloquear ruas e aterrorizar civis fosse uma resposta aceitável — e não mais um crime brutal contra a população.

Mas a realidade, sempre insistente, resolveu aparecer. Quando alguém finalmente decidiu perguntar ao povo o que ele pensa, o resultado foi cristalino: segundo levantamento da AtlasIntel, 87,6% dos moradores de favelas do Rio aprovaram a operação. O recado é direto: quem vive sob o domínio do tráfico quer se livrar dos traficantes.

Esse apoio massivo representa o verdadeiro tapa na cara do beautiful people. Nada expõe com mais força a distância entre os universos — o da Zona Sul carioca e suas fantasias ideológicas, e o das comunidades que pagam o preço real da violência.

A pesquisa traz outro ponto revelador: quanto mais distante da realidade das favelas, menor o apoio à operação. No Rio de Janeiro, 87,6% dos moradores de favelas aprovaram a ação policial. Já entre quem não vive em favelas, no restante do país, o apoio cai para 51,8% — uma diferença que diz muito sobre quem realmente conhece o peso do domínio do tráfico no cotidiano. A população segue apoiando a polícia, mas a queda mostra o óbvio: quem não vivencia o terror diário tende a ser influenciado pelos discursos produzidos por “especialistas” e veículos que se apresentam como neutros. O problema é que, há tempos, a grande mídia abandonou a imparcialidade para abraçar suas causas e narrativas preferidas — mesmo quando estas colidem frontalmente com a realidade vivida pela população.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/adolfo-sachsida/operacao-no-rio-um-tapa-na-cara-da-bolha/

STF não é validador das políticas de segurança pública do Rio

Fuzis apreendidos durante operação policial contra o Comando Vermelho: STF quer que governo do Rio explique se usou “proporcionalidade” contra os bandidos. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Na próxima terça-feira, dia 3, o governador do Rio de JaneiroCláudio Castro, o secretário estadual de Segurança Pública e os comandantes das polícias Civil e Militar do estado têm um compromisso: explicar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a megaoperação contra o Comando Vermelho que resultou na prisão de 113 suspeitos e na morte de cerca de 120 pessoas, segundo os dados mais recentes – das quais quatro eram policiais e ao menos outras quatro eram civis atingidos pelo tiroteio –, com “informações de maneira detalhada”. Moraes é o novo relator da ADPF das Favelas, que começou nas mãos de Edson Fachin e, com sua posse na presidência do STF, passou para Luís Roberto Barroso, que acaba de se aposentar. Por critérios de antiguidade, a ação caiu nas mãos de Moraes.

Repare-se que não está em jogo aqui alguma investigação criminal a respeito de possíveis irregularidades ou abusos que eventualmente tenham sido cometidos durante a operação policial. Moraes quer um relatório circunstanciado sobre a operação. Entre outros itens, ele deseja saber como a polícia avaliou qual o grau de força que seria necessário usar; quantos agentes participaram da operação e que armamento foi utilizado; os números de mortos, feridos e presos; se havia ambulância no local (e, se havia, a posição exata do veículo); o que foi ou será feito em termos de assistência às vítimas e familiares; se o princípio da proporcionalidade no uso da força foi respeitado; se escolas e postos de saúde foram usados como base para as forças de segurança (e, em caso positivo, o motivo da escolha).

Esse absurdo, em que as autoridades constitucionalmente responsáveis pelas políticas de segurança pública precisam ter suas escolhas referendadas pelo Judiciário, é resultado de outra indecência jurídica: a ADPF das Favelas

Se a lista de informações solicitadas por Moraes parece absurda ao leitor, é porque de fato ela constitui uma aberração. Toda a situação pode ser resumida na constatação de que Moraes (e, por extensão, o Supremo como um todo) está pretendendo agir como um avaliador (ou, pior ainda, como um validador) das escolhas feitas pelos responsáveis por planejar a operação. Um magistrado, agora, tem o poder de dizer se 2,5 mil agentes foram um número suficiente ou exagerado; se o uso de determinado armamento foi ou não adequado; se o horário escolhido para a operação foi o melhor; se os policiais deveriam ter escolhido outro lugar para montar suas bases de operação. E, caso esse magistrado resolva que as decisões das autoridades não foram as melhores (melhores na opinião do próprio magistrado, ressalte-se), essas autoridades poderão estar sujeitas a algum tipo de responsabilização.

Esse tipo de absurdo, em que as autoridades constitucionalmente responsáveis pelas políticas de segurança pública precisam ter suas escolhas referendadas pelo Judiciário, só está ocorrendo como resultado de outra indecência jurídica: a ADPF das Favelas, mesmo com seu resultado final tendo sido bem mais brando que o original. Em junho de 2020, Fachin, atendendo a pedido do PSB e de ONGs feito no ano anterior, concedeu uma liminar que praticamente inviabilizou novas operações policiais nos morros cariocas. Foram precisos cinco anos para que o STF consertasse o erro e levantasse as restrições da liminar, mas ainda assim não abriu mão de controlar as políticas públicas de segurança no Rio, impondo a elaboração de planos de redução da letalidade policial e de retomada das áreas dominadas pelas facções, e criando um grupo de trabalho para avaliar o cumprimento da decisão, coordenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Assim como não cabe ao Judiciário tomar o lugar do Legislativo, escrevendo ou alterando leis, também não é função de tribunais e juízes usurpar o papel do Executivo e determinar políticas públicas. O Judiciário pode ser provocado a analisar violações de direitos constitucionais cometidos em operações policiais – por exemplo, as garantias relacionadas à inviolabilidade do lar –, mas emitir juízo de valor sobre detalhes de planejamento e execução, ou decidir o que pode ou não pode ser feito, é ativismo judicial puro e simples, que no Rio teve efeitos catastróficos, piorando demais uma situação que já era grave antes de 2020. Os criminosos tiveram, nestes cinco anos, a oportunidade de reforçar suas defesas contra a entrada de viaturas e incrementar seus arsenais. O Rio virou porto seguro para faccionados de outras regiões do Brasil – 33 dos 113 presos na terça-feira vinham de ouros estados; a maioria deles, da Bahia. Mesmo com a reversão da maioria das restrições impostas abusivamente por Fachin, o efeito desse período de leniência ainda será sentido por muito tempo. E, ainda que Fachin (ou qualquer outro ministro) tivesse uma intuição diametralmente oposta, com ideias tremendamente lúcidas e eficazes no combate às facções, ainda assim não seria função do Judiciário impô-las ao Executivo.

Alexandre de Moraes já foi secretário de Segurança Pública e ministro da Justiça, mas hoje ele não tem mais esses cargos, e não pode querer se comportar como se ainda os exercesse – ainda que tivesse as melhores ideias para derrotar o crime organizado, ressaltamos. O Judiciário pode e deve coibir irregularidades ou violações a direitos no curso de operações policiais, mas não é seu papel dizer a governadores e secretários, que segundo a Constituição são os responsáveis pela segurança pública, como devem fazer seu trabalho, impondo-lhes esta ou aquela política. A audiência de segunda-feira, por si só, e ainda que tenha sido convocada após uma provocação do Conselho Nacional de Direitos Humanos, mostra que o Judiciário normalizou uma mudança drástica e nociva no seu papel e na sua natureza; o que sair dessa sessão de “esclarecimentos” será um indicativo do quanto os ministros do STF, e Moraes em específico, continuarão dispostos a interferir em tarefas que não são suas.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/stf-audiencia-explicacoes-operacao-policial-rio-de-janeiro/

Brasil contou lorota, prometendo hotel de US$200 na Cop30

Em carta de Valter Correia, secretário extraordinário para a Cop30, sob guarda-chuva da Casa Civil, para Simon Stiel, secretário-executivo da ONU sobre Mudanças do Clima, o governo brasileiro se comprometeu a oferecer quartos de até US$200 para 98 países menos desenvolvidos que participem do evento, em novembro. Mas é lorota. Aos mais ricos, o governo também vendeu terreno na lua: quartos de US$200 a US$600 por noite. Na prática, as diárias extorsivas espantaram as delegações.

Mundo da lua

Correia afasta a ideia de hóspedes amontoados, prometendo quartos com banheiro privativo, em hotéis, navios e propriedades particulares.

Lorota de julho

As cartas enviadas à ONU são datadas de julho. A coluna teve acesso aos documentos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Parece cativeiro

Na plataforma oficial de reserva de hospedagem, há algumas espeluncas no preço prometido, mas só é possível reservar um pacotão de 10 dias.

Caso de polícia

Plataforma ainda tem hospedagem que supera os R$2 milhões durante a COP. Para dormir em micro trailer em uma camionete, cobram R$921 mil

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/brasil-contou-lorota-prometendo-hotel-de-us200-na-cop30


‘CV’ exerce ditadura nas favelas, diz autor de ‘Tropa de Elite’

Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope da PMRJ, durante entrevista ao Canal Livre – Foto: reproduzido da Band.

O ex-capitão do Bope da Polícia Militar do Rio de janeiro, Rodrigo Pimentel, e especialista em segurança pública, afirmou neste domingo (2) ao programa Canal Livre, da Band, que os bandidos do Comando Vermelho impõem um regime de “ditadura local” aos moradores das favelas cariocas e que o Estado vive uma guerra civil.

Autor de livro que serviu de base ao filme “Tropa de Elite”, do qual foi um dos roteiristas, Pimentel discorreu durante a entrevista sobre os fatos ocorridos na megaoperação policial contra o CV nos Complexos da Penha e do Alemão no último dia 28.

“Não se trata mais de polícia e ladrão, se trata de um conflito armado não internacional”, disse ele, para justificar sua convecção de que o Rio de Janeiro vive uma situação de guerra civil.

“É uma verdadeira guerra civil. Guerra irregular. É uma guerra irregular onde bandidos com muitos fuzis, tomam o controle de um território por duas décadas, afrontam o poder estatal, o Estado Democrático de Direito, fazem os moradores de reféns, impõem uma ditadura local”, afirmou.

Pimentel concorda com a definição do Comando Vermelho, como organizações criminosas do gênero, é uma facção terrorista e destacou o sucesso da operação, fazendo ressalvas como a morte dos policiais durante o confronto.

“Certamente foi a maior ação contra o Comando Vermelho na história do Rio de Janeiro, um prejuízo para essa facção de terroristas”, disse ele. “Eu não chamo de sucesso em função da questão da morte dos policiais, do Bope, da Polícia Civil, mas no que se refere a impacto na facção e também na tentativa de se recuperar o território, é um sucesso, sim”.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/rio-de-janeiro/ttc-rio-de-janeiro/cv-exerce-ditadura-nas-favelas-diz-autor-de-tropa-de-elite

CPMI ouve mais um sindicalista suspeito: R$221,8 milhões

Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, sindicaista presidente da CBPA – Foto: Antonio Cruz/ABr

A CPMI que investiga o roubo bilionário a 9 milhões de aposentados e pensionistas interrogará, nesta segunda-feira (3), mais um sindicalista suspeito no esquema, o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz.

O sindicalista foi convocado a partir de oito requerimentos aprovados e falará a senadores e deputados a partir das 16h, a menos que chegue munido de mais um dos habeas corpus concedidos em série pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que investigados e até testemunhas fiquem desobrigados de responder a perguntas e até mesmo dizerem a verdade.

O senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores de requerimentos de convocação do suspeito, a tal CBPA está entre entidades sindicais e associativas investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano para apurar descontos irregulares em benefícios do INSS entre 2019 e 2024.

Segundo o senador, a CBPA é um dos eixos centrais da arquitetura criminosa e “responsável por subtrair de forma contumaz e sistêmica R$221,8 milhões  dos benefícios de aposentados e pensionistas”.

Tanto a confederação como Abraão Lincoln Ferreira da Cruz tiveram bens bloqueados, a partir da requisição da Advocacia-Geral da União. A CPMI já aprovou a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Abraão Lincoln e requereu ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) o envio de Relatório de Inteligência Financeira (RIF).

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/politica/ttc-politica/cpmi-ouve-mais-um-sindicalista-suspeito-r2218-milhoes

Veja quem são os influenciadores pagos para promover governo Lula

O governo Lula tem ampliado o uso de influenciadores digitais para divulgar suas ações e fortalecer sua imagem, com o objetivo de alcançar diferentes segmentos da população. Essa prática, semelhante à adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Partido dos Trabalhadores (PT), intensificou-se no segundo semestre, quando produtores de conteúdo de estilos variados foram contratados para disseminar informações sobre políticas públicas e, em muitos casos, adotar posturas favoráveis à esquerda e críticas à direita.

O investimento em publicidade nas redes sociais cresce de forma expressiva, tornando o governo federal o principal financiador de conteúdo impulsionado sobre política na plataforma Meta, responsável por Facebook e Instagram. Em setembro, os gastos chegaram a R$ 8,4 milhões em anúncios, volume 360% maior que os R$ 4,7 milhões registrados nos dois meses anteriores.

Oposição questiona contratos e transparência

Esse aumento nas despesas gerou questionamentos da oposição, que cobrou da Secretaria de Comunicação explicações sobre o real propósito dos contratos, principalmente em meio à análise do projeto que propõe isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Até o momento, a Secom não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre critérios, valores ou períodos dos acordos com influenciadores.

Entre os nomes escolhidos, há perfis que tratam de temas cotidianos, cultura regional e humor, sem menções explícitas à política, como o publicitário Paulo Victor “PV” Freitas e a atriz Isis Vieira, conhecidos por conteúdos sobre o Nordeste e o Norte, conforme noticiou o jornal Gazeta do Povo. Outros influenciadores preferem comentar questões políticas e econômicas do momento, adotando tom analítico, mas deixando suas posições ideológicas menos evidentes. Uma parcela significativa já apoiava o governo antes das parcerias ou mantinha postura crítica em relação à direita.

Os laços entre governo e influenciadores não se restringem a postagens patrocinadas. Alguns deles também colaboram com o Instituto Conhecimento Liberta (ICL Notícias), site de viés progressista. Em setembro, participaram do evento “Desperta 2025 – A Revolução Necessária”. Na semana passada, parte desse grupo esteve em um encontro promovido na Usina Binacional de Itaipu, ação organizada pelo governo federal.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/veja-quem-sao-os-influenciadores-pagos-para-promover-governo-lula/?utm_medium=editorial-push&utm_source=taboola#google_vignette

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