Os “homens ocos” de Alexandre de Moraes: o que mostra a “Vaza Toga 2”

Vaza Toga mostrou que existia um grupo de assessores dispostos a cometer barbaridades sem se perguntar se o que faziam era certo ou não. (Foto: Imagem criada utilizando Whisk/Gazeta do Povo)

“Ele não era estúpido. Era superficial. Essa era, de certo modo, sua maior falha: uma incapacidade de pensar.” (Hannah Arendt, Eichmann em Jerusalém)

“Assim expira o mundo. Não com uma explosão, mas com um suspiro” – versou T. S. Eliot em Os Homens Ocos. Assim expira a democracia. Não com tanques e alaridos, mas com conversinhas indecorosas e mexericos em grupos privados de WhatsApp.

Assinada por David Ágape e Eli Vieira, a reportagem investigativa intitulada “Arquivos do 8 de Janeiro: por dentro da força-tarefa judicial secreta para prisões em massa” mostra como os “homens ocos” da Nova República, sem alarde e no escurinho de uma investigação clandestina, destruíram o que restava de democracia no Brasil. Homens ocos? Mal o escrevo e já me arrependo, pois falamos aqui de criaturas prenhes, repletas, estufadas de banalidade do mal. São burocratas introvertidos, ressentidos e vulgares como o juiz auxiliar Airton Vieira; funcionários públicos ávidos por micropoder e estabilidade, capazes de decretar a destruição de vidas inocentes com emojis e risinhos de deboche.

Com a publicação da reportagem, já apelidada de Vaza Toga 2, restou documentado o que já era evidente: a partir de seus gabinetes no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes comandou um tribunal paralelo, uma espécie de corte secreta operando por WhatsApp, que passou a decidir sobre a liberdade de cidadãos com base em seus antecedentes ideológicos. A prática não é nova na história do mundo. Foi assim na URSS, na China maoísta, na Alemanha Oriental. Os novos sovietes e comissários revolucionários são assessores de toga, burocratas de corte, técnicos e peritos cooptados operando sob o comando de um homem só, na mais completa ausência de controle institucional.

Junto com seus capangas e aliados políticos, Moraes instituiu um sistema de controle social de base jurídica simulada, que combina censura, vigilância, difamação e punição exemplar

Essa estrutura clandestina – operada entre o STF e o TSE, com assessoria direta da chefe de gabinete de Moraes, Cristina Yukiko Kusahara – criou, processou e aplicou uma sistemática de triagem político-digital, com vistas a um claro policiamento ideológico. Por meio dela, os cidadãos detidos no 8 e no 9 de janeiro (a maioria dos quais sem ter cometido crime algum) foram classificados com “certidões positivas” ou “negativas”, conforme o conteúdo de suas postagens em redes sociais, comentários sobre ministros, apoio ou crítica ao governo, ou até mesmo simples curtidas em memes. As “certidões” não tinham base legal, não constavam dos autos processuais, não foram compartilhadas com os advogados de defesa – mas determinaram, na prática, quem seria libertado e quem permaneceria preso.

O resultado foi um escândalo jurídico de proporções históricas. Não há como não ficar enojado ao se tomar conhecimento dos casos particulares. Casos como o de Vildete da Silva Guardia, uma aposentada de 74 anos, presa após procurar abrigo do gás lacrimogêneo durante os distúrbios de 8 de janeiro. Mesmo sem provas de vandalismo, foi condenada a 11 anos e 11 meses de prisão. Sofrendo de hemorragias intestinais, chegou a receber prisão domiciliar. Mas, em julho de 2025, Moraes mandou recolhê-la novamente ao cárcere, por suposta violação de suas condições. A idosa permanece presa, em cadeira de rodas, enquanto militantes de extrema-esquerda que depredaram o Congresso em 2006 ou invadiram o STF em 2014 jamais viram a sombra de um processo criminal.

Como o de Claudiomiro da Rosa Soares, caminhoneiro, preso não por qualquer ato violento, mas por postar críticas ao Supremo e ironizar a popularidade de Lula. Um dos posts dizia: “Segundo o cabeça de ovo, ninguém pode questionar nada”. A frase, em tom de desabafo cívico, bastou para classificá-lo como “positivo” e mantê-lo na prisão por quase um ano. Jamais entrou nos prédios invadidos, jamais cometeu violência. O critério que o condenou foi inteiramente ideológico.

Como o de Ademir da Silva, rotulado como ameaça porque compartilhou no Instagram a frase “fazer valer a Constituição não é golpe”. Foi o suficiente para que sua liberdade fosse negada. Nenhum outro conteúdo foi encontrado. Nenhum ato de vandalismo foi imputado.

Como o de Adenilson de Cordova, mantido sob prisão domiciliar com tornozeleira por mais de um ano. O motivo? Ter compartilhado um link para a petição “Em Defesa da Liberdade”, criada meses antes das eleições por um grupo de advogados. O perfil que divulgou a petição tinha zero seguidores. Mas a certidão foi emitida, a prisão foi mantida, a presunção de inocência foi ignorada.

E o de Ademir Domingos da Silva, vendedor ambulante, detido não por participar dos atos de 8 de janeiro, mas por estar no acampamento no dia seguinte, onde vendia bandeiras, camisetas e capas de celular. Os “indícios” contra ele eram cinco tweets antigos, de 2018, criticando o PT. Nenhuma referência ao evento de Brasília, nenhuma incitação à violência, nenhuma infração concreta. Mesmo assim, foi condenado, submetido a uso de tornozeleira eletrônica e obrigado a frequentar um “curso sobre democracia”, ministrado justo pelos mandantes dessas prisões políticas em série.

O conjunto dessas situações não representa apenas a falência do devido processo legal. Representa a institucionalização do arbítrio. Moraes centralizou em si as decisões sobre custódia, ignorando as recomendações da Procuradoria-Geral da República e afastando a autoridade dos juízes de primeira instância. Às audiências de custódia foi reservado o papel de encenação processual. A decisão sobre quem seria libertado já estava tomada, inteiramente baseada na triagem digital secreta conduzida por seus assessores.

Como bem compreendeu Hannah Arendt, o mal não exige monstros. Basta a diligência medíocre de funcionários obedientes, prontos a rotular, classificar e punir

A chefia da operação coube a Cristina Kusahara, que, segundo fontes internas, ditava ordens a juízes e técnicos do TSE, embora não ocupasse cargo oficial no tribunal. Foi ela quem ordenou que se examinassem postagens nas redes sociais antes de libertar qualquer detido. Foi ela quem exigiu volume, e não rigor, nas análises. Foi ela quem tratou os funcionários como se fossem soldados de um gabinete de guerra – e não servidores públicos num Estado de Direito. Assim como os agentes de repressão stalinistas, ela exigia cotas e mais cotas de “certidões”.

A esse tribunal paralelo se somaram colaboradores externos: ativistas, universidades e agências de checagem, recrutados informalmente para espionar grupos privados de WhatsApp e Telegram. Parte das instruções era enviada diretamente ao e-mail pessoal de Moraes, para fugir ao controle institucional. Tudo isso para perseguir “desinformação” e “golpismo” em cidadãos cuja única infração havia sido expressar, com linguagem comum e indignação justa, o descontentamento com as instituições.

A construção desse aparato de repressão revela mais do que um mero “excesso”, pois a diferença entre um Estado de Direito e um regime de exceção não é de grau, mas de natureza. Junto com seus capangas e aliados políticos, Moraes instituiu um sistema de controle social de base jurídica simulada, que combina censura, vigilância, difamação e punição exemplar. O Judiciário se converteu, nesse modelo, em instrumento disciplinador da opinião pública, a serviço da hegemonia político-ideológica.

Sim, sob os aplausos dos sicofantas e o silêncio dos cúmplices, Moraes transformou o STF em um instrumento de engenharia político-comportamental. A linguagem do tribunal, antes voltada à proteção das liberdades, serve agora para racionalizar a opressão. A Constituição, antes escudo do cidadão, foi convertida em arma seletiva do poder. Está em curso, no Brasil, um processo de destruição metódica das garantias do Estado de Direito, conduzido desde dentro das instituições e com métodos vis. Eis uma conclusão que dispensa todo exame de intenções, pois os fatos são incontroversos.

No fim das contas, o que a Vaza Toga 2 escancara não é apenas a perversão de garantias jurídicas fundamentais. É algo mais profundo, mais tenebroso, mais difícil de remediar: a naturalização do arbítrio em nome de um suposto bem maior. O tribunal paralelo de Alexandre de Moraes não nasceu do caos. Ele nasceu da rotina. Da covardia institucionalizada, do silêncio cúmplice de juristas domesticados, da rendição moral da imprensa e da passividade resignada dos que se acostumaram a chamar censura de “regulação”, prisão política de “prevenção” e perseguição ideológica de “defesa da democracia”.

Como bem compreendeu Hannah Arendt ao descrever a fisionomia banal de Eichmann, o mal não exige monstros. Basta a diligência medíocre de funcionários obedientes, prontos a rotular, classificar e punir – sem jamais se perguntarem o que, afinal, estão fazendo. Resta que, mais cedo ou mais tarde, a História costuma ser severa com os que se ajoelham diante de tiranos travestidos de benfeitores. A questão é saber se, num futuro que se espera próximo, a sociedade brasileira terá estômago para encarar a própria covardia e coragem para reparar a infâmia.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/flavio-gordon/vaza-toga-2-homens-ocos-alexandre-de-moraes/

María Oropeza: há 1 ano presa por defender a liberdade

María Oropeza segue presa — sem julgamento, sem defesa, sem qualquer sinal de liberdade. (Foto: Reprodução/Instagram/@mariaoropeza94)

É impossível permanecer indiferente diante da história de María Oropeza, ativista venezuelana e líder da associação Ladies of Liberty Alliance (LOLA), que, neste 6 de agosto de 2025, completou um ano de prisão no maior centro de tortura da América Latina, o El Helicoide, em Caracas.

Sequestrada sem ordem judicial pela Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), María representa hoje, com sua coragem e sofrimento, a face da resistência contra os abusos de um regime que insiste em esmagar toda voz dissonante em defesa da liberdade.

A prisão de María Oropeza não é um episódio isolado, mas parte de uma sistemática engrenagem autoritária que transforma opositores em inimigos a serem silenciados. Sua detenção ocorreu enquanto trabalhava na campanha presidencial de María Corina Machado, ativista de direita e principal liderança opositora do governo venezuelano, também sistematicamente perseguida pelo regime de Nicolás Maduro.

Nesse processo, foram negados a María Oropeza direitos básicos, e acusações falsas foram fabricadas para mantê-la sequestrada sob tortura física e psicológica, numa aliança infernal entre medo, violência e impunidade.

Durante meses, a família de María ficou sem notícias, agarrando-se apenas à esperança enquanto buscavam respostas.

Após uma espera de mais de 60 dias até a confirmação de que ela estava no El Helicoide, seus familiares depararam-se com uma realidade aterradora: um lugar conhecido por relatos de maus-tratos e violações diárias de direitos fundamentais. Mesmo agora, com visitas quinzenais permitidas, a arbitrariedade continua sendo a norma.

Em agosto de 2024, após iniciativa do LOLA Brasil de realizar uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a qual acatou e concedeu medidas cautelares para proteger María, reconhecendo o grave risco à sua integridade. Mas a resposta do regime foi o desprezo pela decisão e novas investidas de intimidação e manipulação. Não há como relativizar o horror dessa situação.

A ditadura de Maduro operacionaliza seus instrumentos de repressão por meio de prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados e tortura, práticas que ferem profundamente a dignidade humana

A anuência a tais condições é a derrota dos valores mais básicos e fundamentais da civilização livre.

É fundamental que vozes independentes — como organizações defensoras de direitos humanos — não deixem essa luta cair no esquecimento. O trabalho de articulação feito pelo LOLA, suas denúncias, manifestações públicas e pressão junto a autoridades nacionais e internacionais são atos de resistência, esperança e busca pela justiça.

Ao completar um ano de prisão, a luta de María Oropeza se transforma num símbolo da perseverança perante a escuridão e a tirania. Sua história nos toca porque revela, em detalhes dolorosos, como regimes autoritários tentam destruir não apenas o corpo, mas também o espírito de quem ousa sonhar com liberdade. E, ao mesmo tempo, inspira ao lembrar que cada gesto de solidariedade, denúncia e mobilização é um fio de luz que pode atravessar as grades, as ameaças e a censura.

O silêncio diante de histórias como a de María não é opção: cala-se diante dela quem aceita que a tirania vença. Que a tragédia vivida por essa jovem ativista venezuelana nos convoque, a todos, à resistência e ao compromisso inabalável com a liberdade — onde quer que ela esteja ameaçada.

A prisão de María não pode ser apenas mais uma estatística num relatório; ela é um chamado urgente à humanidade, à empatia e à ação. Sua voz deve ecoar entre aqueles que defendem a liberdade em nosso continente.

Os brasileiros, vivendo em um país vizinho à Venezuela e sob um governo que protege Maduro, precisam se preocupar – com urgência – em não serem os próximos silenciados por uma tirania que, infelizmente, está cada vez mais próxima. Que sigamos lutando para que nenhuma voz pela liberdade seja calada, nem que tenhamos de enfrentar as trevas mais densas.

Lorena Mendes é vice-presidente da associação Ladies of Liberty Alliance Brasil.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/maria-oropeza-ha-1-ano-presa-por-defender-a-liberdade/

Ex-oficial dos EUA diz que deep state interferiu em eleição no Brasil

https://youtu.be/nRvM7X8TGzw

O ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Benz, afirmou à Comissão de Relações Exteriores da Câmara que o “deep state” americano interferiu diretamente nas eleições brasileiras de 2022. Segundo ele, houve triplicação de verbas via USAID para financiar ONGs e sindicatos com o objetivo de atacar Jair Bolsonaro e favorecer Lula, por meio de ações disfarçadas de combate à desinformação. Benz diz que foi uma operação coordenada para manipular a narrativa política no Brasil e impedir a reeleição de Bolsonaro.

Tensão na Corte: Barroso pode deixar o STF

O ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF, estaria considerando antecipar sua saída da Corte após o fim de seu mandato na presidência, previsto para setembro de 2025. Segundo matéria divulgada pelo Poder 360, há articulações em curso para que Barroso aceite um cargo diplomático — possivelmente uma embaixada na Europa, como a de Portugal. A eventual saída abriria mais uma vaga para o presidente Lula indicar um novo ministro, além da prevista com a aposentadoria de Rosa Weber (já preenchida) e da futura saída de Lewandowski.

Nos bastidores, a informação é tratada com cautela pelo Planalto, mas há interesse em consolidar uma maioria sólida no STF. Barroso, no entanto, nega qualquer intenção de deixar o Supremo antes da aposentadoria compulsória, aos 75 anos. O movimento, caso confirmado, teria forte impacto político e jurídico, principalmente diante de um STF envolvido em pautas de alta tensão institucional.

Oposição ocupa Congresso e Senado para cobrar anistia e impeachment de Moraes

Deputados e senadores da oposição exigiram que os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), se posicionem com relação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), imposta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Eles viraram a noite ocupando as mesas diretoras da Câmara e do Senado com o objetivo é forçar Motta a pautar o projeto de lei da anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Já a Alcolumbre, o objetivo é permitir o avanço de um pedido de impeachment de Moraes. Este, em especial, encabeçado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que diz não ter os telefonemas atendidos pelo presidente do Senado. “Sequer o telefone ele está atendendo, e eu jamais esperava isso dele”, disse.

38 Senadores apoiam o impeachment de Moraes

O número de senadores que apoiam o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, subiu para 38 votos favoráveis, segundo o deputado Nikolas Ferreira (PL‑MG). Faltam apenas três senadores para atingir a maioria qualificada (41 votos) exigida para abrir a tramitação da proposta no Senado. Atualmente, são 38 favoráveis, 19 contrários e 24 indefinidos. Para que o processo avance de fato, são necessários 54 votos (dois terços do plenário).

Lula diz que vai ficar cada vez “mais esquerdista e socialista”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o “desafio” de quem está no terceiro mandato como chefe do Executivo é “fazer mais” pelo país, por isso pretende ficar “cada vez mais “esquerdista e mais socialista”. O mandatário discursou durante a reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no Palácio do Planalto.

“É preciso que se saiba que o Brasil pode fazer muito mais. Podemos melhorar muito a situação do país. A gente pode fazer muito mais coisa do que a gente está fazendo. Esse é o desafio de quem já foi presidente três vezes. Cada vez eu tenho que fazer mais. Significa que cada vez mais vou ficar mais esquerdista, mais socialista, e vou ficar achando que a gente pode mais”, afirmou Lula, que foi aplaudido pela plateia.

A declaração ocorreu na véspera do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil. As tarifas de 50% sobre produtos brasileiros entrarão em vigor nesta quarta-feira (6). Além do tarifaço, Trump sancionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky e suspendeu os vistos de outros sete integrantes da Corte.

Assista ao Sem Rodeios às 13h30, no canal da Gazeta do Povo no YouTube.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/sem-rodeios/tensao-na-corte-barroso-pode-deixar-o-stf/

Lúcio Vaz

Filhas e viúvas de generais acumulam pensões de até R$ 70 mil

Generais deixam pensões generosas para viúvas e filhas. (Foto: Edvaldo Belitardo/Câmara dos Deputados)

Vera Lúcia Freire recebe pensão de R$ R$ 76,7 mil bruto e R$ 50,9 mil líquido, como filha do marechal José Rabello, desde abril de 1998, e viúva do almirante Carlos Freire, desde abril de 2022. Alny Fico Primo conta com pensão de R$ 75 mil bruto e R$ 64,9 mil líquido como filha do marechal Nicolau Fico, desde 1998, e como viúva do marechal Samuel Primo, desde novembro de 1996. Acima de R$ 60 mil são 43 pensões, mas 34 sofrem abate-teto.

Anna Maria Calomino recebe pensão de R$ 75 mil bruto e R$ 48 mil líquido, como filha do Marechal Augusto de Aragão, desde agosto de 2010, e como viúva do general de Exército Luiz Carlos Calomino desde setembro de 2015. Lysia da Rosa conta com pensão de R$ 71,7 mil bruto e R$ 47,8 mi líquido, como filha de um marechal (não identificado), desde setembro de 1976, e como viúva do marechal Haroldo Azevedo Rosa desde setembro de 1991.

Juanita Moura conta com pensão de R$ 71,5 mil bruto e R$ 53,8 mil líquido como viúva do marechal-do-ar Francisco de Moura, desde 1993, e como filha de um general (não identificado) desde março de 1996. Olga da Costa recebe R$ 71 mil bruto e R$ 61 mil líquido. Ela é filha de um general do exército, com início da pensão em 1996, e viúva de um tenente brigadeiro do ar desde 1974.

A turma do abate-teto

Sônia Rolins recebe R$ 79,6 mil bruto – a maior renda entre as pensionistas de militares de alto escalão. Mas sofre um abate-teto de R$ 38 mil. Ela é filha de um marechal e viúva de um general de exército. Maria Balloussier Ratton, filha de um tenente brigadeiro do ar e viúva de general de brigada, tem renda bruta de R$ 87,4 mil, mas sofre um abate-teto de R$ 56,5 mil. Isis Oliveira tem renda bruta de R$ 77,2 mil, mas sofre abate teto e restam-lhe R$ 34,5 mil, com descontos como imposto de renda e pensão militar.

Mais duas pensionistas têm renda bruta acima de R$ 70 mil, mas sofrem abate teto pesado. Maria Covas Pereira tem renda bruta de R$ 74 mil e líquida de R$ 37 mil. Ela é filha de um general e viúva de outro. Eleonora de Andrade Pinto tem renda bruta de R$73 mil e líquida de R$ 32 mil. Ela recebe pensão de dois marechais.

O que diz a lei sobre o teto

O Exército afirma que, independentemente do acúmulo ou não de pensões, realiza os descontos de abate teto para os casos que os valores recebidos venham a superar aqueles aprovados pela Lei nº 14.520/2023. A realização do abate teto norteia-se também pelo Tema n º 359 do STF e Aviso nº 2022-GP/TCU: “Quando a morte do instituidor da pensão ocorrer em momento posterior ao da Emenda Constitucional nº 19/1998, os órgãos da Administração Pública Federal devem adotar as medidas necessárias para fazer incidir o teto remuneratório previsto no inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, sobre o somatório de remuneração ou provento e pensão percebida”. A Lei 14.520 definiu o teto remuneratório em R$ 44.008,52, a partir de 1º de fevereiro de 2024; e – R$ 46.366,19, a partir de 1º de fevereiro de 2025.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/filhas-viuvas-de-generais-acumulam-pensoes-70-mil/

TV dos EUA repercute entrevista de Lula dizendo que não será “humilhado” por Trump

Donald Trump e Lula elevam tensão em razão de tarifaço, Moraes e Bolsonaro (Foto: Jonas Roosens/EFE/EPA / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à agência Reuters na quarta-feira (6) segue repercutindo dentro e fora do Brasil.

Na publicação, o petista defendeu o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro deveria enfrentar novas acusações por supostamente instigar o aumento de tarifas imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Lula também disse que não será “humilhado” em negociações comerciais com a Casa Branca.

Nesta quinta-feira (7), a Fox News repercutiu o caso, relembrando que o governante brasileiro considera as sobretaxas uma “chantagem inaceitável”.

A emissora americana citou o embate indireto entre Trump e Lula, que ainda não conversaram sobre a política tarifária.

No início do mês, o republicano chegou a mencionar o presidente do Brasil em uma entrevista coletiva na Casa Branca, na qual afirmou que o petista pode ligar para ele “quando quiser” para discutir as tarifas de 50%. Lula teria respondido no X, sem mencionar o homólogo americano, que o país “sempre esteve aberto ao diálogo”, algo que ele também alegou em entrevista ao jornal The New York Times recentemente.

Fox News relembrou ainda a disputa entre os líderes em relação ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja defesa recorreu na quarta-feira contra a prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A emissora americana destacou um trecho da entrevista concedida à Reuters, no qual Lula defende o STF ao dizer que o tribunal “não se importa com o que Trump diz, e nem deveria”. O petista disse ainda que Bolsonaro e seus filhos eram “traidores da pátria”.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/tv-dos-eua-repercute-entrevista-de-lula-dizendo-que-nao-sera-humilhado-por-trump/

Com 11 ministros, STF quer aumentar seu orçamento para R$1 bilhão em 2026

Sede do Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: José Cruz/Agência Brasil.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade, na sessão desta quinta (7), uma proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para o ano de 2026, R$ 47 milhões maior que o orçado para este ano de 2025. O STF é composto apenas por 11 ministros e, de cordo com levantamento recente do Tesouro Nacional, comanda o Judiciário mais caro do mundo. O texto reforça gastos com a proteção da sede e com segurança dos ministros da cúpula da Justiça do Brasil.

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, argumentou que o suposto aumento das hostilidades ao Supremo justificam a destinação de R$ 72 milhões segurança da estrutura e dos integrantes da mais alta Corte do Judiciário. A proposta que será enviada ao governo de Lula (PT) para compor o Projeto de Lei Orçamentária Anual, que será submetida à apreciação e à aprovação do Congresso Nacional.

“Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal [servidores e terceirizados], com severo impacto no orçamento, mas inevitável”, argumentou Barroso.

O valor é R$ 32 milhões maior que o destinado à mesma proteção da sede e dos ministros do STF, em 2020. E é justificado pelo presidente do Supremo como resultado de “fatores externos”. O mais evidente diz respeito à escalada de tensionamento relativa aos julgamentos de réus acusados de supostos crimes para “trama golpista” contra o resultado da eleição de Lula.

Estas ações incluem entre os denunciados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e são relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes. O magistrado foi alvo de protestos nas ruas e pedidos de impeachment protocolados jo Congresso Nacional, e foi punido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com sanções da Lei Magnitsky, pela acusação de liderar uma “perseguição judicial” no STF contra Bolsonaro e seus aliados, opositores do governo Lula.

Em 8 de janeiro de 2023, manifestações violentas destruíram as sedes dos Três Poderes da República, em Brasília, inclusive do Supremo, com prejuízo de R$ 8,6 milhões com a reparação dos danos e objetos furtados.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/csa-brasil/com-11-ministros-stf-quer-aumentar-seu-orcamento-para-r1-bilhao-em-2026

Governadores criticam ‘marcha da insensatez’ de Lula contra os EUA

Após o encontro, governadores se manifestaram preocupados com os rumos da crise com os Estados Unidos.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que coordena o Forum de Governadores, recebeu em sua residência na noite desta quinta-feira (7) oito dos mais importantes chefe  de Executivo estaduais para discutir iniciativas que estabeleçam algumaa negociação com o governo do Estados Unidos para o tarifaço.

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), que esteve no  encontro, relatou depois que os governadores estão preocupados com a escalada da crise alimentada pelo governo Lula (PT) com os Estados Unidos, negligenciando iniciativas para resolver o impasse do tarifaço. “Existe uma questão de imprudência em termos de relação internacional”, disse ele.

Tarcísio criticou  duramente a irresponsabilidade do governo Lula:

“A gente está muito preocupado com a escalada da crise, com a marcha da insensatez, e estamos preocupados com os efeitos deletérios do tarifaço, do estressamento com os Estados Unidos. A gente está preocupado com os setores da nossa economia que vão ser afetados. Então, a reunião nasce com a preocupação com as empresas, com os negócios e com os empregos”.

Além do anfitrião Ibaneis Rocha e de Tarcísio, estiveram presentes ao encontro os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás), Mauro Mendes (Mato Grosso), Wilson Lima (Amazonas), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Jorginho Mello (Santa Catarina), Ratinho Júnior (Paraná).

Governadores reunidos em Brasília – (Foto: Renato Alves | Agência Brasília)

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e07-brasil/governadores-criticam-governadores-criticam-marcha-da-insensatez-de-lula-contra-os-eua-da-insensatez-de-lula-frente-aos-eua

É inadmissível Lula não negociar tarifaço, diz Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reagiu indignado à falta de ação de Lula contra impactos do tarifaço dos EUA no Brasil. (Foto: Lucas Diener/Governo de Goiás)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) classificou como insensatez com fins eleitorais a inércia do governo Lula (PT) para efetivar medidas contra impactos do tarifaço determinado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Vigente desde a quarta-feira (6), a taxação pode esperar até seis dias ameaçando empregos e empresas, enquanto o presidente petista já conheceu e não deu seu aval ao plano de contingência para ajudar os setores afetados.

Durante reunião entre governadores de nove estados, em Brasília, nesta quinta(7), Caiado considerou inadmissível que Lula siga se recusando a negociar com o presidente Donald Trump e ainda não tenha consultado chefes de governos de estados diretamente impactados pela taxação. O tarifaço foi motivado pelo desejo dos Estados Unidos de ver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) livre do que chama de “perseguição judicial” no Brasil.

“Durante todo esse tempo, nós governadores procuramos saídas alternativas para tentar minimizar essa crise. Isso é algo que mostra a total insensatez de um presidente que, ao invés de se preocupar com a economia do país, com o emprego, com as empresas e investimentos internacionais, quer é antecipar o processo eleitoral. É isso que nos causa indignação. Nós queremos é ampliar o mercado e não conviver com alguém que se acha no direito de fechar o Brasil e penalizar o setor produtivo nacional. Isso é inadmissível neste momento”, disse Caiado.

No mesmo dia da reunião de Caiado com outros oito governadores, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse prever que Lula ainda “baterá o martelo” somente até a próxima terça (12) a respeito do plano de contingência para ajudar os setores afetados pelo tarifaço.

“Ele [o plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem [quarta] tarde da noite o trabalho [de leitura]. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã [hoje], provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse Alckmin.

Ainda em 22 de julho, o governador Caiado anunciou a criação de três fundos para proteger empresas goianas. O político aliado do ex-presidente Bolsonaro é pré-candidato a presidente da República e confronta o projeto reeleição de Lula, em 2026.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/csa-brasil/e-inadmissivel-lula-nao-negociar-tarifaco-diz-caiado

Fotos de ‘fome e desespero’ em Gaza são manipuladas, revela imprensa alemã

Crianças aparecem esquálidas (nunca os adultos) por doença pré-existente e não por fome, segundo apuraram os jornais alemães.

Os terroristas do Hamas têm manipulado imagens de “fome e desespero” na Faixa de Gaza para influenciar a opinião pública internacional, segundo revelou reportagem investigativa do jornal alemão Süddeutsche Zeitung na edição nesta terça (5).

De acordo com a denúncia, fotógrafos profissionais, incluindo um colaborador da agência estatal turca Anadolu, orientam civis palestinos a posar com panelas vazias, simulando filas por comida. Inúmeras fotos de crianças desnutridas seriam antigas ou retratariam pacientes com doenças crônicas pré-existentes, sem relação direta com a guerra.

Süddeutsche Zeitung reconhece a escassez de alimentos na Faixa de Gaza, mas advertiu que muitas imagens amplamente divulgadas foram encenadas ou tiradas de contexto.

Reportagem investigativa do alemão “Bild” não deixa dúvidas sobre a manipulação.

Especialista explicou ao jornal que muitas dessas imagens não são falsas, mas têm enquadramentos manipuladores ou legendas enganosas, remetendo a cenas de sofrimento extremo. O objetivo, segundo ess especialista, seria “substituir na memória coletiva as imagens brutais do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023”.

Outro jornal alemão, Bild, também investigou confirmou que o fotógrafo Anas Zayed Fatiyeh, trabalha a serviço da propaganda dos terroristas do Hamas, sendo responsável por imagens publicadas por veículos como BBC, CNN e New York Magazine. Fatiyeh é ativista  anti-Israel nas redes sociais.

Segundo o Bild, o fotógrafo ativista dispõe do suoorta da agência Anadolu e do ditador turco Recep Tayyip Erdoğan, aliado do grupo terrorista. A reportagem da publicação alemã questiona por que veículos ocidentais seguem usando imagens de fontes sabidamente enviesadas ou manipuladas, contribuindo para a disseminação de uma narrativa construída politicamente.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/ttc-internacional/fotos-de-fome-e-desespero-em-gaza-sao-manipuladas-revela-imprensa-alema

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