O senador Shane David Jett, representante estadual de Oklahoma, reagiu às manifestações organizadas neste domingo (3), que reuniram dezenas de milhares de brasileiros em diferentes partes do país para pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em um perfil no X dedicado a comentar a situação do Brasil, o senador americano escreveu: “3 de agosto, Brasil nas ruas. Jair Bolsonaro não pôde ir, mas o povo foi por ele. Os brasileiros exigem o impeachment de Moraes [ministro do STF Alexandre de Moraes] e Lula [presidente Luiz Inácio Lula da Silva]. O ex-presidente não participou dos atos porque teve sua liberdade restrita por medidas cautelares do supremo tribunal.
Em fevereiro, Jett chegou a enviar uma carta ao Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, cobrando medidas sobre as denúncias de violações de direitos humanos no país.
Em julho, o senador americano declarou que o Brasil vive um “período sombrio”, criticando principalmente ações do ministro Alexandre de Moraes, dizendo que o magistrado se comporta como um “déspota moderno e conduz uma verdadeira caça às bruxas contra vozes conservadoras e qualquer cidadão que ousa discordar do regime estabelecido”.
Os atos deste domingo aconteceram em pelo menos 20 capitais, com os maiores públicos registrados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Belém, Campo Grande e Porto Alegre.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/senador-eua-reage-manifestacoes-brasil-povo-exige-impeachment-moraes-e-lula/
A paulada norteamericana em Alexandre de Moraes

A paulada em Alexandre de Moraes foi violenta, mas o exercício de certo jeitinho pode mitigar a Lei Magnitsky no Brasil, a julgar pelo que transpira nos jornais.
Leio que os departamentos jurídicos dos bancos examinam se a manutenção de uma conta de Alexandre de Moraes tem o potencial de lhes causar problemas. Parece existir a possibilidade de o ministro conseguir manter contas correntes em bancos nacionais, ainda que essas instituições tenham filiais e negócios nos Estados Unidos.
Obviamente, se fôssemos eu ou você, seríamos convidados a encerrar a nossa conta imediatamente. Não valeríamos qualquer risco. Mas autoridade é autoridade, e nenhum banco quer ter problemas com o STF, desde que eles sejam contornáveis por meio de jurisprudências que passam ao largo dos cidadãos comuns. A ver.
Alexandre de Moraes está na mesma lista que o PCC
Ao ser alcançado pela Lei Magnitsky, o ministro figura ao lado de criminosos da pior estirpe, entre corruptos, traficantes e terroristas. Para ficarmos com a prata da casa, o PCC foi enquadrado em 2021, assim como o chefe de um grupo supremacista branco, um certo Ciro Daniel Amorim Ferreira. Incluir Alexandre de Moraes em elenco tão selecionado é vingança bolsonarista concretizada pelos sócios trumpistas, além de ser tentativa vã de livrar imediatamente Jair Bolsonaro dos seus processos.
No entanto, ao ler os motivos que levaram Donald Trump a incluir Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, é inescapável constatar que boa parte deles é verdadeira, embora nenhum seja suficiente para medida tão drástica da parte do presidente americano. Está-se falando de censura, intimidação e prisões preventivas arbitrárias.
Arbitrariedades do ministro são antigas
O modus operandi de Alexandre de Moraes não nos foi revelado por Washington: vem sendo objeto de crítica dos jornalões paulistas, por exemplo, em editoriais e colunas assinadas por colaboradores. Ambos batem na mesma tecla: o bolsonarismo delinquente não pode ser pretexto para cancelar os direitos individuais garantidos pela Constituição Federal.
O autoritarismo do ministro é velho conhecido, e seria salutar que os mandachuvas dos três Poderes aproveitassem este momento de crise para refletir sobre o que andaram fazendo com o Estado de Direito, o verdadeiro.
Não se trata de se dobrar a Donald Trump, mas às evidências, como as desses inquéritos abertos de ofício pelo STF, uma verdadeira aberração jurídica. Condene-se Jair Bolsonaro, e não vou entrar no mérito, mas não se arrebente a democracia com excepcionalidades que não a fortalecem, muito pelo contrário.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/a-paulada-norte-americana-em-alexandre-de-moraes/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola
“Ricos contra pobres”: Lula não está preocupado com o país, só quer desviar foco das própria falhas

Ao polarizar ainda mais a sociedade com seu discurso de ricos contra pobres, o governo Lula tenta desviar o foco de suas próprias falhas. As recentes manifestações do presidente, afirmando que defende os pobres contra os ricos, que o aumento do Imposto sobre Obrigações Financeiras (IOF) só atingiria os ricos e que ele é um defensor dos pobres, levantam uma questão que não tem nada a ver com a realidade. Qualquer tributação sobre as empresas implica prejuízo para os pobres, pois reflete no consumo.
As empresas sobrevivem porque têm lucro. Ou seja, elas não resistem se não conseguirem gerar lucro, não só para remunerar seus acionistas, mas também para reinvestir e manter a competitividade no mercado. O presidente Lula, devido ao fracasso em cortar as contas públicas e não ter um plano efetivo para isso, quer aumentar a tributação que o Congresso rejeitou por esmagadora maioria. Com isso, ele busca dizer que o Congresso está defendendo os ricos e que ele defende os pobres.
É evidente que seu governo continuará numa queda monumental da avaliação junto à opinião pública, em que a rejeição já é muito maior do que a aprovação
Tentar transferir a sua incapacidade de controlar as contas públicas para um falso problema – de que são os ricos que não o deixam administrar, enquanto ele faz estragos monumentais na administração, principalmente nas estatais, com a nomeação de seus amigos e gastos impensados – é evidente que é uma falácia, igual à pregação sempre fracassada do marxismo.
Os marxistas é que sempre disseram que podiam ser ditadores na Romênia, na Polônia, em todos os países da União Soviética, porque estavam defendendo o povo, os pobres, enquanto arruinavam os países.
Todos os países, naquela época, que eram conservadores, progrediram. E todos os que “defendiam o pobre” através de ditaduras, na época da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, não tiveram progresso e caíram. Basta dizer que voltaram a progredir a partir da queda do Muro de Berlim.
Essa falsa colocação, de considerar que o seu fracasso na administração das contas públicas, que leva o presidente do Banco Central a manter juros elevados para corrigir e conter a inflação que ele não consegue controlar com seu frágil arcabouço fiscal, se deve aos ricos, que não querem aumento de tributação, é uma farsa. Tal proposição não dignifica o presidente Lula – que foi um presidente pragmático nos dois primeiros mandatos e agora virou um presidente ideológico.
Tenho a sensação de que, se o presidente Lula continuar assim, estando com dois anos e meio de seu governo sem um plano de recuperação das contas públicas, a não ser aumentando o endividamento e a tributação, tornará ainda mais sofrida a vida do povo brasileiro. Se ele não quiser fazer a lição de casa, de cortar efetivamente os gastos, de fazer a política fiscal como Gabriel Galípolo está fazendo a política monetária, para tentar conter a inflação que o presidente Lula não controla.
Discursos como esse, de que ele realmente defende os pobres e que são os ricos que não querem aumento de tributos para que ele possa auxiliá-los, o povo não aceita mais. Isso porque os cidadãos ainda têm as redes sociais para se comunicarem, e qualquer um, por mais simples que seja, pode ter acesso às informações corretas. O povo tem percepção do que está acontecendo no Brasil.
Pessoalmente, mesmo não tendo votado no presidente Lula, gostaria que o governo desse certo, pois todo brasileiro prefere que seu país progrida que ser favorável a uma ou outra corrente que esteja no poder. Vejo que ele, entretanto, está mais preocupado em ganhar as eleições do que com o Brasil.
Por essa razão, ele faz questão de dizer que defende os pobres contra os ricos que não querem aumento de tributos. Vale destacar, mais uma vez, que tais tributos, ao incidir sobre as operações de todas as empresas, repercutiriam, necessariamente, nos preços de todos os produtos.
Tomara que o presidente Lula perceba, neste último ano e meio de governo que ainda tem, que a função de um presidente é governar o país para um bem futuro, mesmo com medidas amargas, e não procurar, com histórias e narrativas, mostrar realidades que, efetivamente, não existem.
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Acade mia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/ricos-contra-pobres-lula-ideologia/

Alexandre de Moraes renunciou

Alexandre de Moraes renunciou à bondade. À decência. Ele renunciou ao respeito, tanto o próprio quanto o alheio, e à possibilidade de admiração. Renunciou à palavra dada em sua sabatina no Senado e à promessa de cumprir os deveres de ministro do Supremo Tribunal Federal em conformidade com a Constituição e as leis da República. Alexandre de Moraes renunciou à honra.
Alexandre de Moraes renunciou à biografia sem ressalvas. À paz de espírito. Ele renunciou à verdade e à Verdade. Renunciou ao pudor, à vergonha, ao constrangimento daqueles que pacientemente lhe dizem que isso é errado, isso é ilegal, isso é imoral, isso é crueldade, isso não vai acabar bem. E se você, leitor, não reconhece isso, é porque talvez você também já tenha renunciado a algo nessa história. Alexandre de Moraes renunciou ao sono tranquilo para dormir no colchão duro do orgulho perverso.
Ah, se haverá!
Alexandre de Moraes renunciou à delicadeza. À gentileza com os fracos, com os réus, com os cidadãos comuns. Ele renunciou à escuta, ao devido processo legal, ao contraditório, à possibilidade de estar errado. Renunciou à dúvida, à falibilidade humana. Alexandre de Moraes renunciou à possibilidade do perdão. E, não é por nada, hein, mas acho que ele ainda vai precisar muito.
Alexandre de Moraes renunciou à compostura que seu cargo exige. Às virtudes. Ele renunciou ao medo sadio de talvez, quem sabe, já pensou?, estar abusando um pouquinho do poder. Renunciou à humildade dos que sabem que sabem pouco. Alexandre de Moraes renunciou à prudência e por isso haverá de se fartar no banquete das consequências, ah, se haverá!
Nobreza da magistratura
Alexandre de Moraes renunciou à linhagem dos justos. À posteridade, por mais que espere ser venerado como salvador da democracia (vai sonhando!), com direito a estátua equestre e tudo. Ele renunciou à vergonha suprema de ser mais temido que amado. Renunciou à ação sem cálculo político. Alexandre de Moraes renunciou à justiça, à presunção de inocência, à separação dos poderes e à nobreza da magistratura.
Alexandre de Moraes renunciou à memória institucional. Ao juízo da história, mas isso nem é o pior. Ele renunciou ao juízo de Deus, até porque acha que já ocupa o lugar Dele. Renunciou à vocação para servir. Alexandre de Moraes renunciou à frustração saudável de tudo aquilo que contraria seus caprichos, paixões e ambições mundanas, do dinheiro à vanglória.
Renúncia às renúncias
Alexandre de Moraes renunciou à ciência jurídica. À fé um tanto quanto ingênua que os leigos depositam na Justiça. Ele renunciou à crítica, à sabedoria dos mestres, à repulsa que um homem decente nutre pelos puxa-sacos. Renunciou à alteridade, à empatia, à possiblidade de sanar uma dor que não é sua, à generosidade. Alexandre de Moraes renunciou àquilo que torna um homem humano, verdadeiramente humano, e digno.
Alexandre de Moraes renunciou ao autocontrole. À lucidez (e até por isso confunde “mas” e “mais”, sem falar nas crases e concordâncias; até por isso a Magnitsky). Ele renunciou ao não, ao sim, ao talvez, ao risco, à inquietação da Verdade. Renunciou à liberdade e por isso renunciou também à responsabilidade. Alexandre de Moraes renunciou à alma, ao coração, à Eternidade.
Mas ainda há tempo de renunciar a todas essas renúncias, Alexandre.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/alexandre-de-moraes-renunciou/
Alexandre de Moraes manda Marcos do Val usar tornozeleira eletrônica

Na manhã desta segunda-feira (4), a Polícia Federal cumpriu medidas cautelares aplicadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES) pelo descumprimento da restrição de viajar ao exterior, imposta ao parlamentar. O STF também mandou os agentes recolherem todos os passaportes de Marcos do Val.
A decisão de Alexandre de Moraes, proferida no âmbito do inquérito que apura crimes como obstrução de investigações sobre organização criminosa e incitação ao crime, inclui, uso de tornozeleira eletrônica, bloqueio de bens e restrições severas à liberdade do senador.
Ele, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), terá que ficar em casa entre 19 e 6 horas, nos dias úteis e em tempo integral nos fins de semana, feriados e folgas. O senador fica proibido de usar redes sociais, inclusive de terceiros, teve bloqueio integral de contas bancárias, investimentos, veículos, imóveis, embarcações, aeronaves, criptomoedas e previdência privada, chaves PIX e cartões bancários e salário e verbas de gabinete
O ministro Alexandre de Moraes justificou as medidas afirmando que as garantias fundamentais não podem ser usadas como “escudo protetivo” para a prática de crimes, e a manutenção dos recursos financeiros poderia continuar viabilizando condutas ilícitas.
A decisão cita que o senador Marcos do Val estaria se valendo de redes sociais para incitar crimes e atacar agentes públicos, inclusive promovendo campanhas de desinformação.
Moraes ainda rebateu argumentos de hipossuficiência econômica apresentados pela defesa, apontando a incoerência entre a alegada falta de recursos e a viagem familiar a Orlando (EUA) realizada em descumprimento às ordens judiciais. A Procuradoria-Geral da República foi notificada da decisão. A Gazeta do Povo tenta contato com o parlamentar.
Marcos do Val é investigado por suposta trama golpista
Moraes já havia determinado anteriormente a apreensão dos passaportes do senador, mas Marcos do Val utilizou o passaporte diplomático, válido até julho de 2027, para embarcar. O senador afirmou que este passaporte foi emitido pelo Ministério das Relações Exteriores e não possui restrições. Ele também informou possuir visto oficial para os Estados Unidos válido até 2035.
Em março de 2025, o ministro rejeitou um recurso do senador contra a apreensão do passaporte comum. Marcos do Val está sendo investigado por divulgar conteúdo nas redes sociais contra policiais federais envolvidos em uma investigação sobre uma suposta trama golpista. Em agosto de 2024, por conta dessa investigação, seu passaporte comum foi alvo de apreensão e suas redes sociais foram bloqueadas para usuários no Brasil.
Parlamentar diz que comunicou viagem a Alexandre de Moraes
Marcos do Val negou ter tentado burlar a Justiça e afirmou ter comunicado sua viagem à Polícia Federal, ao STF e ao Senado. Em vídeo gravado nos EUA, disse que estava em férias com sua filha, que nasceu nos Estados Unidos, durante o recesso parlamentar.
“Não estou aqui fugindo, estou curtindo e dando atenção à minha filha no parque Universal Orlando. Alexandre de Moraes recebeu com 15 dias de antecedência informações de onde eu estaria, qual era o meu voo, o hotel que eu estou e até os ingressos que eu comprei”, afirmou em vídeo.
Defesa diz que Marcos do Val não descumpriu qualquer ordem judicial e critica bloqueio patrimonial
A defesa do senador Marcos do Val se pronunciou sobre as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes STF, negando veementemente o descumprimento de qualquer ordem judicial e criticando o bloqueio patrimonial de seu cliente.
Em nota divulgada, os advogados de Marcos do Val afirmam que não havia uma proibição de saída do país para o senador e que sua recente viagem aos Estados Unidos, utilizando passaporte diplomático, foi devidamente comunicada tanto ao Supremo Tribunal Federal quanto à presidência do Senado Federal antes de sua partida.
Um dos pontos centrais da manifestação da defesa é a classificação do bloqueio patrimonial de Marcos do Val como “desproporcional e desumano”. Os advogados ressaltam que a família do senador depende financeiramente de seus rendimentos, citando, inclusive, a necessidade desses recursos para o tratamento oncológico de sua mãe.
A defesa também expressou profunda preocupação com as implicações da decisão do ministro Moraes, alegando que ela “cria um precedente perigoso e compromete as prerrogativas parlamentares”. Nesse contexto, invocam os “princípios do devido processo legal e da separação dos poderes” como fundamentos de sua contestação.
A defesa disse estar confiante que o Senado Federal “adotará as medidas para poder restaurar a normalidade institucional e proteger o exercício do mandato de Marcos do Val”.
Em relação à multa de R$ 2 milhões aplicada por descumprimento de medidas judiciais, os advogados de Marcos do Val já anunciaram que irão recorrer da decisão, demonstrando grande confiança na “probabilidade de reversão deste valor”. A defesa argumenta que, embora o Supremo Tribunal Federal tenha agido de forma ponderada na maioria das cautelares, o valor da multa é desproporcional e deve ser revisto.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/marcos-do-val-tornozeleira-eletronica-moraes/
STF sorteia Cristiano Zanin para relatar ação do PT para barrar sanções contra Alexandre de Moraes

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como relator da ação protocolada pelo líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Os sorteios são feitos por algoritmo.
A ação tenta impedir que instituições financeiras no Brasil apliquem sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, previstas pela Lei Magnitsky, originalmente impostas pelo presidente Donald Trump, em 30 de julho.
A petição busca uma medida cautelar para barrar qualquer efeito prático das sanções, como bloqueios de contas, restrições bancárias ou encerramento de contratos envolvendo Moraes.
O ministro Zanin já encaminhou o processo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas pode tomar decisão provisória antes do parecer, caso considere o caso urgente.
Argumentos da ação petista nas mãos de Cristiano Zanin
Segundo o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), as sanções violam a soberania brasileira e a autonomia do STF. A ação sustenta que nenhuma decisão estrangeira deve produzir efeitos jurídicos no país sem homologação ou respaldo legal interno.
O texto indica que o STF, como guardião da Constituição, deve garantir que autoridades nacionais não sofram consequências jurídicas internas por decisões estrangeiras não homologadas, classificando as sanções como tentativa de coação e ato político inconstitucional.
Ainda segundo a ação, há risco institucional, pois gerentes bancários, por cautela ou receio, poderiam bloquear recursos ou encerrar contas, causando danos ao Judiciário. A ação denuncia influência de agentes brasileiros na imposição das sanções, citando o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista e empresário Paulo Figueiredo, e caracteriza as medidas como parte de uma “guerra híbrida” contra o Judiciário.
Impacto e reações sobre sanções
A Lei Magnitsky, criada nos EUA para punir violações de direitos humanos e corrupção, permite sanções unilaterais sem julgamento formal. O impacto direto das sanções sobre Moraes é limitado, dado que ele não é empresário com atividades comerciais internacionais.
Bancos brasileiros sem relação com os Estados Unidos podem não acatar as sanções. Contudo, instituições financeiras internacionais que mantenham vínculos com o sistema americano tendem a cancelar contas para evitar riscos reputacionais.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que ignorará as sanções e que o STF continuará conduzindo seus processos sem interferência externa. Ele classificou os ataques ao Judiciário como atos de “covardia e traição à pátria”. Apesar da orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Advocacia-Geral da União (AGU) atuar em sua defesa no exterior, Moraes orientou que não se apresente recursos nos EUA.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/stf-cristiano-zanin-relator-acao-barra-sancoes-moraes/

Lula não ligou para Trump porque tem medo

Vocês lembram que na sexta-feira (1º), respondendo a uma repórter da Globo na Casa Branca, que perguntou se receberia um telefonema de Lula, o presidente americano, Donald Trump, disse: “O Lula pode me ligar qualquer hora que quiser, quando ele quiser”.
E até agora, Lula não ligou. Por que não ligou? Na hora que ficou sabendo, deveria ter ligado imediatamente: “Eu fiquei sabendo, pensei que o senhor não ia me atender, estou aqui para falar sobre os 50% de tarifa”. Mas não ligou.
E agora, num encontro do PT, ele culpou a diplomacia, que lhe disseram que ele não pode dizer tudo que quer dizer para o Trump.
Opa, espere aí. Eu ouvi o Claudio Humberto informando que soube lá no Itamaraty que a pasta recebeu instruções do Palácio do Planalto para nem entrar nesse assunto, não fazer defesa contra a tarifa de 50%.
Eu já disse para vocês aqui, Lula não quer que a tarifa baixe, ele quer um motivo, uma desculpa igual à de Cuba: dizer que a culpa é do bloqueio americano, quando a culpa é da União Soviética, que acabou e não deu mais dinheiro para Cuba.
Assim, a culpa vai ser de Trump: do fracasso do governo dele, do desequilíbrio das contas públicas, da dívida pública lá em cima. É culpa de Trump que ele se jogou nos braços da China, para justificar.
E Lula fecha as portas, ele falou de novo que vai continuar defendendo uma outra moeda que não seja o dólar. Que nós não somos republiqueta, nós temos que nos impor porque nós somos um país “desse tamanho”. Vocês se lembram dessa história? Pô, é tão grande e tão bobo, não? É um bando de amadores. Meu Deus!
O de Gaulle não disse, mas poderia ter dito que esse não é um país sério, com esse tipo de pensamento de gente que não é estadista. É um negócio complicado.
E aí ele tem medo, no fundo, como disse a Ana Paula Henkel, de ligar para o Trump, e o Trump dizer assim: “E aí, como é que vai Bolsonaro? Vão continuar perseguindo? Me conta, por que você autorizou aqueles dois navios terroristas do Irã atracarem no Brasil? Por que você mandou o vice-presidente ficar no meio de terroristas lá no Irã, em Teerã? Que história é essa de dizer que é jabuticaba e de dizer que vai me dar um truco? Me explica isso primeiro”.
Ele não quer. “E aquela história da sua mulher falando do meu amigo Elon Musk, mandando para aquele lugar?” Lula tem medo de que o Trump fale isso, como disse a Ana Paula.
Jantar para os ministros do STF
Mas, enfim, uma outra coisa: ele ofereceu um jantar para todo o Supremo, e só foram seis ministros do Supremo, ainda chamou um ex-supremo, Ricardo Lewandowski, para fazer número. E a gente viu que o pessoal lá do Supremo sentiu a Lei Magnitsky.
Imagina a Magnitsky pegando o Gilmar Mendes, que foi ao jantar e tem interesses em Portugal, por exemplo. Não é só Estados Unidos. O sistema financeiro europeu também está ligado aos Estados Unidos. Tem outra moeda, mas está ligado pelo sistema Swift, que tem sede belga, mas é controlado pelos americanos. Então, pega tudo mesmo.
E aí fizeram uma nota do Supremo, o diz que me diz lá dentro é que o ministro Edson Fachin foi ao jantar contra a vontade, porque vai ser o próximo presidente do Supremo.
Mas a nota, que bota uma frasezinha lá no fim de solidariedade ao Alexandre de Moraes, teve gente que disse que não ia assinar. Era para ter assinatura de todos. Aí não teve de ninguém. Ficou uma nota oficial do Supremo. Estranho, estranho isso.
Esvaziamento da COP 30
E a última questão: 26 países já pediram para não ser em Belém a COP 30, marcada para novembro. Um dos motivos: diária de hotel, multiplicou-se de dez a 15 vezes. Uma diária de R$ 300 está em 3 mil, 3,5 mil, o pessoal está sentindo. Isso já é um sinal de esvaziamento do evento.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lula-nao-ligou-para-trump-porque-tem-medo/
Brasil vai pagar caro por se alinhar a regimes autoritários, afirma deputado

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) disse que o país sofrerá graves consequências econômicas caso o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva não reveja seu posicionamento diplomático. O parlamentar deu a declaração na última quinta-feira, 31, depois de os Estados Unidos anunciarem sanções ao
Brasil
“Precisamos separar com clareza dois temas distintos, o chamado tarifaço e as sanções da Lei
Magnitsky”, afirmou o deputado, ao explicar que a Lei Magnitsky está relacionada a violações de direitos fundamentais, como perseguição política e restrição à liberdade de expressão – comportamentos que, segundo o parlamentar, estão associados ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Já o tarifaço tem natureza econômica e geopolítica. Trata-se de uma reação direta ao alinhamento do atual governo brasileiro com nações vistas como inimigas estratégicas dos Estados Unidos.”
As tarifas anunciadas pelo governo norteamericano incluem sobretaxas sobre produtos estratégicos da pauta de exportação brasileira. O deputado classifica a medida como um instrumento de pressão indireta, mas eficaz. “Elas atingem os importadores norte-americanos, que passam a ter menos incentivo para comprar do Brasil” , destacou. “Isso enfraquece a economia brasileira, especialmente o setor exportador, e desestabiliza o apoio interno ao Executivo, mesmo que o governo tente explorar politicamente a situação com um discurso de soberania.”
Empresas do Brasil vão sofrer com as sanções impostas pelos EUA
Segundo Luiz Philippe, o impacto será mais profundo nas empresas que dependem diretamente do mercado externo. “Mesmo sendo uma economia relativamente fechada, o Brasil sofrerá impactos relevantes”, salientou. “As tarifas não são aleatórias, são uma retaliação seletiva, pensada para enfraquecer a base econômica do governo atual.”
Ele também chamou atenção para a nova diretriz adotada por Washington em sua política externa.
“Os EUA estão deixando claro que não farão mais acordos com governos alinhados a ditaduras, narcoestados ou regimes que financiam o terrorismo”, observou. “E, infelizmente, hoje o
Brasil está sendo percebido como parte desse grupo.”
Para o deputado, a única forma de conter o avanço das sanções é uma mudança política no Planalto. “Se quisermos reverter esse quadro, é preciso agir com urgência”, afirmou. “Não vejo nenhum sinal de recuo por parte dos norte-americanos. A mensagem é clara. Ou o Brasil muda sua direção, ou pagará caro por suas escolhas.”
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/politica/brasil-vai-pagar-caro-por-se-alinhar-a-regimes-autoritarios-afirma-deputado/
Moraes ignora apelo da defesa de Silveira e opta por aguardar informações de prisão

Neste domingo, 3, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que vai aguardar informações da colônia agrícola em Magé (RJ), onde Daniel Silveira cumpre pena, sobre a unidade ter ou não condições de oferecer ao ex-deputado tratamento pós-cirúrgico. Silveira operou o joelho direito, onde tinha lesão.
Mais cedo, a coluna informou, em primeira mão, que os advogados Paulo Faria e Michael Robert entraram com um pedido urgente para transferir Silveira da colônia a um hospital.
O ex-deputado tem apresentado febre incessante desde que fez a cirurgia no membro inferior. Em um laudo obtido por Oeste, o médico que realizou o procedimento comunicou que suspeita de uma infecção. Sua perna também está bem roxa.
“Aguardem-se as informações já solicitadas” determinou Moraes, ao citar trecho da peça da defesa, na qual Faria e Robert requisitaram ao juiz do STF autorização para a transferência urgente, antes de o presídio e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestarem, em virtude da situação delicada. A colônia tem 48 horas, enquanto a PGR, cinco dias, ambos com prazo a contar desde ontem.
Cirurgia de Daniel Silveira

Na quinta-feira 31, a defesa de Silveira pediu a Moraes para Silveira poder cumprir prisão domiciliar.
Isso porque a unidade prisional onde o ex-deputado está não tem estrutura adequada para ele.
“A prisão domiciliar humanitária para tratamento de saúde é condição essencial para a completa e segura recuperação do requerente” diz um trecho da petição.
Os advogados também argumentam que a lesão no joelho já era antiga e que o tratamento foi postergado por conta das sucessivas ordens de prisão, o que pode ter agravado o quadro clínico.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/no-ponto/moraes-ignora-apelo-de-defesa-de-daniel-silveira-e-aguarda-por-informacoes-de-presidio/

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