No dia 21 de julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu em um palanque durante um encontro de países latino-americanos comandados pela esquerda. A reunião foi em Santiago, com os presidentes do Chile (Gabriel Boric), da Colômbia (Gustavo Petro) e do Uruguai (Yamandú Orsí), além do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Na reunião, o presidente brasileiro disse: “Cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”.
Essa declaração com alto grau de ambiguidade foi do próprio chefe do Executivo do Brasil, que colocou em dúvida o valor das eleições, como se o voto popular já não bastasse para legitimar o poder. Vale a pena assistir ao que disse o presidente, em vídeo (1min10s):
Essa fala não é um deslize retórico. É parte de um projeto de poder –e precisa ser denunciada com todas as letras.
O que Lula está dizendo –com palavras bonitas, cercado de líderes da esquerda– é que o povo vota, mas eles decidem.
Eles decidem quem pode falar.
Eles decidem quem pode discordar.
Eles decidem quem pode concorrer.
E eles decidem quem deve ser silenciado.
Reparem no que está se passando no Brasil hoje:
- o Judiciário legisla por conta própria, tomando decisões que deveriam ser debatidas e votadas pelo Congresso;
- o “ministério da verdade” da AGU (Advocacia Geral da União), em consórcio com o Supremo Tribunal Federal, já está em funcionamento –promovendo censura aberta, sem disfarces;
- redes sociais, jornalistas, influenciadores, congressistas, padres e médicos estão sendo ameaçados ou investigados por “desinformação” –um rótulo vago, utilizado para perseguir quem pensa diferente.
E o pior, que já é uma realidade: prisões preventivas, medidas cautelares, censura prévia –tudo contra um único lado.
A direita está sendo calada, perseguida e desmoralizada –não por cometer crimes, mas por ousar fazer oposição.
Isso não é democracia.
Isso é a preparação para a hegemonia. É o caminho para o domínio de um pensamento único.
Estão tentando convencer a população de que a liberdade de expressão é um risco. Que o Estado deve proteger as pessoas de si mesmas. Que vivemos num país com 213 milhões de tiranos.
Mas nós sabemos muito bem o que isso significa: é o começo do fim da liberdade.
Quando o presidente diz que eleições não bastam, ele está dizendo que o voto só tem valor quando favorece o grupo dele.
Quando ele fala em regular plataformas e combater a “desinformação”, o verdadeiro objetivo é silenciar as críticas e eliminar o contraditório.
Nós, que fomos eleitos, não estamos aqui para assistir calados ao desmonte da democracia.
Não aceitamos que um único grupo –com o apoio de ministros da Suprema Corte e de parte da imprensa– se coloque acima da lei, acima das instituições e acima da vontade popular.
Defender a democracia é garantir:
- o voto livre;
- a alternância de poder;
- o direito de discordar;
- a liberdade de expressão;
- a separação dos Poderes.
Quando ouço o presidente Lula falar que “cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”, entendo que o Brasil está sendo governado por quem já não acredita mais nessas regras e normas da democracia representativa.
Se a população não abrir os olhos agora, em pouco tempo não teremos mais eleições livres. Não teremos imprensa livre. Não teremos mais oposição.
Vamos deixar uma coisa bem clara: quando Lula ataca a democracia liberal, ele ataca o regime que garante as nossas liberdades individuais, os nossos direitos fundamentais, e o poder da população de escolher quem governa –e de tirá-los do poder pelo voto.
É essa democracia que Lula afirma “não funcionar”, mas que surgiu para proteger o cidadão contra o autoritarismo estatal.
Mas o que Lula defende, então?
Defende o modelo chavista. Como próprio Lula opinou em 2023, ao falar que “o conceito de democracia é relativo”, citando o regime em vigor na Venezuela, de Nicolás Maduro. É também o modelo de Daniel Ortega, na Nicarágua, e de Miguel Díaz-Canel, em Cuba. Todos são países nos quais há eleições de fachada, imprensa amordaçada, Justiça aparelhada e população amedrontada.
Lula não esconde mais: é um aspirante a ditador.
Um populista que usa a linguagem da democracia para desmontá-la por dentro –como já fizeram outros antes dele.
Por isso, faço aqui um chamado à sociedade brasileira. Não se deixe enganar por discursos bonitos. Não aceite o pretexto de “defesa da democracia” como desculpa postiça para exatamente o oposto: destruir a democracia.
Democracia não é governo de um só partido.
Democracia não é censura estatal disfarçada de regulação.
Democracia não é tribunal decidindo quem pode ser candidato.
Democracia não é o poder com medo do povo.
O que está em curso é um plano de poder autoritário. E nós temos o dever de impedir que ele se instale.
Reaja, Brasil! Antes que seja tarde.
FONTE: PODER 360 https://www.poder360.com.br/opiniao/lula-nao-esconde-mais-e-um-aspirante-a-ditador/
Supremo embarca em narrativa antiamericana e dobra aposta de Lula

Na recente operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino deixaram transparecer, em seus votos no processo, críticas duras ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas ao anúncio da elevação de tarifas ao Brasil. O posicionamento dobra a aposta da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou nesta semana que a guerra tarifária vai começar quando ele der a resposta a Trump.
Na decisão da semana passada, que impôs a Bolsonaro utilização de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com autoridades estrangeiras e uso de redes sociais, Moraes também manifestou repúdio às sanções americanas.
O ministro escreveu que o ex-presidente e seu filho Eduardo travam “negociações espúrias e criminosas” com os Estados Unidos, que as declarações de Trump são “atentatórias à soberania nacional” e representam uma “gravíssima agressão estrangeira ao Brasil”. A abordagem é similar à de Lula, que associou Trump a um adversário externo ao afirmar que ele atua como um imperador do mundo.
Os votos dos ministros apontam que o Supremo embarcou na narrativa de salvador da pátria. “A história desse Supremo Tribunal Federal demonstra que jamais faltou coragem aos seus membros para repudiar as agressões contra os inimigos da Soberania nacional, Democracia e Estado de Direito, sejam inimigos nacionais, sejam inimigos estrangeiros”, afirmou ainda Moraes na decisão.
Ao referendar a decisão, Flávio Dino classificou o anúncio do tarifaço, por Trump, de “intolerável estratégia de retaliação política, que afronta a soberania nacional ao constranger as instituições públicas brasileiras”.
“Esta coação assume uma forma inédita: o ‘sequestro’ da economia de uma Nação, ameaçando empresas e empregos, visando exigir que o Supremo Tribunal Federal pague o ‘resgate’”, escreveu ainda o ministro.
No julgamento das restrições impostas a Bolsonaro, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin seguiram Moraes, mas não expressaram críticas ao tarifaço.
Luiz Fux divergiu e argumentou que as sanções não têm poder de influência sobre a Justiça brasileira e que “questões econômicas devem ser resolvidas nos âmbitos políticos e diplomáticos próprios”, pelo governo e pelo Congresso.
Lula já havia dito que poderia aplicar a lei da reciprocidade e aplicar as mesmas tarifas de 50% a produtos americanos vendidos no Brasil e afirmou na segunda-feira (21): “A guerra tarifária vai começar na hora que eu der a resposta ao Trump, se não mudar de opinião”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/supremo-embarca-em-narrativa-antiamericana-e-dobra-aposta-de-lula/
Voto de Fux aponta os 4 grandes erros das medidas do STF contra a liberdade de Bolsonaro

O voto do ministro Luiz Fux no processo da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de dar entrevistas e se comunicar por redes sociais aponta quatro erros do Supremo, segundo analistas ouvidos pela reportagem. São eles: as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos não são crimes segundo o Código Penal, o STF não pode ser influenciado por política internacional, as restrições contra Bolsonaro não eram necessárias e as medidas ferem a liberdade de expressão do ex-presidente.
Fux foi o único a divergir na Primeira Turma do relator Alexandre de Moraes. O processo trata da imposição de medidas cautelares ao ex-presidente no contexto de uma investigação que apura suposta tentativa de obstrução da Justiça por meio de pressões externas promovidas, segundo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), com o auxílio do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está desde maio nos Estados Unidos.
O presidente Donald Trump ameaçou taxar as exportações brasileiras para o país em 50% por diversos fatores, entre eles a perseguição política a Bolsonaro.
Os outros três ministros da Primeira Turma do STF, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, tinham votado pela manutenção das medidas cautelares impostas por Moraes a Bolsonaro, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica, o impedimento de conversar com seu filho Eduardo e a proibição de se comunicar por redes sociais e dar entrevistas.
Para especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, os fundamentos do voto de Fux apontam para uma contenção do ativismo judicial e para o respeito às garantias constitucionais fundamentais.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/voto-de-fux-aponta-os-4-grandes-erros-das-medidas-do-stf-contra-a-liberdade-de-bolsonaro/

Fux dá aula sobre liberdades e devido processo legal em voto sobre Bolsonaro

O STF já teve uma votação em que André Mendonça foi o primeiro voto discordante e deu uma verdadeira aula de devido processo legal e de Estado Democrático de Direito. Estava faltando, lá no Supremo, a repetição de uma aula dessas. Pois agora o ministro Luiz Fux, que já foi presidente do Supremo, é juiz de Direito de carreira, passou por muitas comarcas do Rio de Janeiro (inclusive e principalmente a Baixada Fluminense, como Duque de Caxias) e tem notável saber jurídico, como exige a Constituição, deu essa aula no julgamento sobre as medidas restritivas impostas a Jair Bolsonaro.
Farei um resumo breve, porque já falei mais detalhadamente desse voto no meu canal. Fux afirmou que ninguém – nem polícia, nem Ministério Público – conseguiu provar que havia risco de fuga de Bolsonaro; então, as medidas cautelares são injustificáveis. E o ministro ainda se divertiu um pouco com uma frase de Alexandre de Moraes sobre “possível prática de ilícitos”. Ora, ninguém pode ser punido pela possibilidade. O potencial de praticar ilícitos existe em cada cidadão, em cada cérebro. Ninguém pode ser punido por causa disso – só em filmes de ficção, como já fizeram.
O ministro ainda diz que “as medidas impostas restringem direitos fundamentais, liberdade de ir e vir, liberdade de expressão e de comunicação, sem que se demonstrasse essa necessidade”. Pois para se impor medidas cautelares é preciso justificá-las, mas não se vislumbra a necessidade dessas medidas. Apesar do seu voto, o julgamento na turma terminou em 4 a 1 na turma; Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia referendaram o voto de Moraes. Agora, pense nisso: quatro votos formam a maioria em uma turma; mas o Supremo tem 11 ministros, e 4 não são maioria em um grupo de 11.
Nem mostrar a tornozeleira Bolsonaro pode mais
E Moraes ainda impôs a Bolsonaro que ele não pode dizer nada que saia nas mídias sociais. Mas ele não tem como controlar isso. Se Bolsonaro entrar em uma padaria, todos irão filmar e gravar tudo o que ele diz. Se ele pedir ao balconista: “me dá um pastel assim, mas não quero pastel de vento”, vai ser gravado, vai sair. Bolsonaro mostrou a tornozeleira e isso irritou Moraes. Quer dizer que agora a tornozeleira é secreta também, como as decisões secretas de que falou Trump?
Barroso preso – no elevador
Que ironia! Luís Roberto Barroso, o presidente do STF, ficou preso… em um elevador, na OAB do Ceará. Normalmente, a equipe do prédio resolve esse tipo de problema, mas os bombeiros tiveram de intervir, demorou um bom tempo para tirá-lo de dentro, então foi grave. Antes disso, ele tinha evitado fazer qualquer comentário sobre a possível perda de visto. Algumas listas citam o nome dele, mas até o momento em que fiz a gravação eu não tinha visto nenhum órgão oficial norte-americano citar o nome de Barroso, só o de Alexandre de Moraes.
Septuagenárias com problemas de saúde voltam para a cadeia por ordem de Moraes
Moraes mandou duas senhoras septuagenárias de volta para a cadeia. Iraci Nagoshi tem 72 anos e foi acusada de infringir 900 vezes (média de cinco vezes por dia) as regras da tornozeleira eletrônica. Disseram que num único dia, 2 de junho, ela teria cometido 40 infrações. Ela saía para a academia, para ela não amolecer em casa, sedentária. Vildete Guardia, 74 anos, teria violado as regras da tornizeleira durante 20 dias. As duas voltaram para a prisão, condenadas por tentativa de derrubada violenta do Estado de Direito. “Tentativa”, imaginem só…
Brasil já virou o “restante” da América Latina
Nós ainda não temos embaixador americano, mas o nome do novo embaixador dos Estados Unidos na Argentina já vai para a aprovação do Senado de lá. Ele afirmou que as relações entre Estados Unidos e Argentina serão “exemplo brilhante para o restante da América Latina”. Pois é, nós já entramos na categoria de “restante”…
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/luiz-fux-voto-medidas-cautelares-jair-bolsonaro/
Opção de Lula pelos Brics fará Brasil pagar alto preço

Enquanto outros países e blocos econômicos – inclusive alguns governados pela esquerda, como o México – estão negociando com os Estados Unidos enquanto o novo tarifaço de Donald Trump não entra em vigor, o que deve acontecer em 1.º de agosto, o governo Lula reforça a aposta no confronto. Além de prestigiar os Brics, transformados em clube de ditaduras com o objetivo de validar os interesses chineses e o imperialismo russo, o petista quer reunir um outro bloco de governos esquerdistas, reunindo-se no Chile com o anfitrião Gabriel Boric, o espanhol Pedro Sánchez, o colombiano Gustavo Petro e o uruguaio Yamandú Orsi. O grupo, é verdade, não conta com nenhum peso-pesado geopolítico de envergadura global, mas é outro palanque para o antiamericanismo de DCE que Lula adora ventilar.
A prioridade para o petista, claro, continua a ser os Brics, uma escolha que deve custar ainda mais caro ao Brasil, caso as promessas do secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, se tornem realidade. As sanções econômicas impostas à Rússia pelas democracias ocidentais em resposta à invasão da Ucrânia têm sido pouco eficazes porque Vladimir Putin tem encontrado parceiros dispostos a seguir negociando com a Rússia – entre eles, o Brasil. Para resolver este problema, a Otan está disposta a impor sanções também aos países que mantêm comércio com os russos, e Trump promete fazer o mesmo caso Putin não aceite um cessar-fogo e participe de negociações de paz.
O governo Lula dá todos os indicativos de que priorizará um alinhamento ideológico que cobrará um preço muito alto
Em vez de colocar todos os esforços possíveis nas negociações para a eliminação de tarifas que podem trazer inúmeros prejuízos ao setor produtivo brasileiro, o governo Lula dá todos os indicativos de que priorizará um alinhamento ideológico que cobrará um preço muito alto. A Rússia, por exemplo, fornece mais da metade do diesel importado pelo Brasil, praticando preços menores que os de mercado para conseguir compradores e, com eles, os recursos necessários para manter funcionando sua máquina de guerra. Se Lula quiser continuar contando com o combustível barato russo, corre o risco de ver dificultado o acesso brasileiro a inúmeros outros mercados.
A percepção de que esse novo alinhamento incondicional brasileiro às ditaduras russa e chinesa está por trás da decisão norte-americana de taxar em 50% os produtos brasileiros tem se espalhado entre analistas, para quem a menção de Trump ao processo judicial contra Jair Bolsonaro é um pretexto conveniente aos Estados Unidos, mas não a principal razão para a medida norte-americana. Na tentativa de minar os Brics, o Brasil surge como o alvo ideal: não é uma economia pequena como outras que compõem o bloco, mas não é grande o suficiente para ter meios de suportar e reagir à pressão norte-americana, a julgar por episódios do passado em que o Brasil quis bater de frente com os EUA e não teve sucesso.
Por muitas décadas, a política externa brasileira – o que inclui a busca e a manutenção de parcerias comerciais – se baseou na ideia de evitar alinhamentos incondicionais, de forma que eventuais diferenças político-ideológicas não fossem um empecilho a entendimentos entre o Brasil e outros países caso eles atendessem aos interesses nacionais. Essa postura deu ao país respeito internacional em termos diplomáticos e permitiu o estabelecimento de muitas parcerias comerciais. Lula mudou essa dinâmica, prestigiando desproporcionalmente os Brics – até mais que o Mercosul – enquanto ia queimando suas pontes com os Estados Unidos com declarações incendiárias, muito antes de Trump anunciar a taxação dos produtos brasileiros. O esgarçamento chegou ao ponto de o governo brasileiro já não ter canais fortes de interlocução em Washington.
O Itamaraty continua a ter um corpo técnico competente, e mesmo dentro do governo há elementos mais pragmáticos, por exemplo no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ainda que, por algum milagre, eles tomem a dianteira e tenham sucesso, revertendo total ou parcialmente as novas tarifas norte-americanas, o problema de fundo não estará eliminado: a paixão de Lula pelos ditadores amigos dos Brics e sua aversão pelo Ocidente democrático continuarão trazendo problemas ao Brasil, cada vez mais visto como nação pouco confiável e nada afeita aos valores que têm construído o progresso global.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/lula-brics-otan-tarifas-trump/
Magno Malta: “Moraes é psicopata e Lula é megafone do Eixo do Mal”

Em entrevista exclusiva à Entrelinhas, o senador Magno Malta (PL-ES) opina que o Senado é o principal responsável pela permanência de ministros ativistas no Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes, a quem chama de “entidade de alta patente numa mente psicopata”.
Malta afirma ainda que há um consórcio operando entre o STF e setores do governo, que atua para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro em “solitária política” e neutralizar toda forma de oposição. Para o senador, a única saída passa pela pressão popular e pela formação de uma nova maioria combativa nas eleições de 2026. “Essa luta não é por um homem. É por um país”, analisa o parlamentar.
Entrelinhas: A Oposição no Congresso anunciou que o pedido de impeachment de Moraes é “pauta única”. Essa é, na sua opinião, a demanda mais urgente?
Magno Malta: O impeachment de Moraes, para mim, foi uma pauta presente no Senado o tempo todo. Eu falo de ativismo judicial desde o meu primeiro mandato, em 2005. É só procurar meus discursos. Sempre bati nessa tecla. É triste que ainda estejamos discutindo impeachment de ministros do Supremo que já deveriam ter saído, mas o culpado maior é o Senado.
Entrelinhas: O senhor acredita que o Senado é omisso nesse processo?
Magno Malta: O Senado é o poder mais forte da República, constitucionalmente falando, mas se acovarda. Esses ministros são indicados e não são sabatinados de verdade. Quando se coloca no STF um advogado que nunca foi juiz, você compromete a Corte. Moraes se tornou o megafone de um consórcio, o consórcio do mal, assim como Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Temos um ditador com tentáculos soltos, falando em nome de um grupo. É uma cooperativa com o governo que aí está, que só existe porque o STF anulou a segunda instância e trouxe de volta um cleptocrata. Na semana passada, entrei com pedido de impeachment com o senador Girão. Mas cadê os senadores? Cadê o presidente do Senado?
Entrelinhas: Como o senhor enxerga as decisões de Alexandre de Moraes em relação ao ex-presidente Bolsonaro?
Magno Malta: O que esse homem faz não tem cabimento jurídico. É triste alguém estudar Direito pelos livros dele. Moraes, Gilmar Mendes e esse grupo representam um consórcio. Eu digo: tornozeleira não foi feita para inocente. E Bolsonaro é inocente.
Moraes, para mim, é uma entidade de alta patente numa mente psicopata no Supremo Tribunal Federal. Tudo isso é baseado na loucura de Moraes e do boneco que foi colocado na PGR pra dar aparência de legalidade.
Entrelinhas: Além do pedido de impeachment, o que a Oposição deve fazer a partir de agora?
Magno Malta: A luta tem que continuar, com coragem e indo para as ruas. Senadores eleitos com voto da direita, que falaram em Deus, família e liberdade, precisam aparecer agora. Essa luta não é por um homem, é por um país. Jair Bolsonaro está numa solitária. Não pode falar, não pode aparecer. Ninguém pode postar foto com ele.
Entrelinhas: O senhor ainda acredita no apoio da base bolsonarista?
Magno Malta: Bolsonaro fez muito. Recuperou estatais, deixou R$ 57 bilhões em caixa, fez a transposição do Rio São Francisco, negociou com Putin e Trump. E agora está calado, abandonado por muitos. Cadê os ministros que ele nomeou? Cadê os que ele ajudou a eleger? Cadê os que se dizem “presidenciáveis”? Eu não defenderei quem não está tendo coragem de defender Jair Bolsonaro.
Mesmo sendo um grão de areia, continuarei me comportando como um aliado. Estarei do lado de quem tem coragem de abrir a boca neste momento difícil. Eduardo Bolsonaro foi cancelado, mas está certo. A vida só vale quando vivemos lutando pelo que acreditamos. Muitos estão calados, mas a gente sabe quem são.
Entrelinhas: Qual sua visão sobre o alinhamento do Brasil internacionalmente?
Magno Malta: Hoje não temos mais trabalhador no poder, temos ideólogos marxistas alinhados com Cuba, Rússia, China, Irã: o mesmo Eixo do Mal que financia e organiza essas tragédias que estamos vendo. Trump está reagindo a isso em várias nações.
Entrelinhas: Em um colóquio no Chile, nesta semana, Lula disse defender a democracia, mas reforçou a necessidade de “regular as redes sociais”. Ele também criticou a democracia liberal e disse que mandatos de 4 ou 5 anos não são mais o suficiente. O senhor acredita que é um recado sobre 2026?
Lula falou com a convicção de que as coisas vão se repetir. Existe um “cérebro” por trás dele, como o Zé Dirceu. Não é o marqueteiro. É o Foro de São Paulo. Lula é senil e megafone do Eixo do Mal. Não foi um ato falho. Ele realmente mandou mensagem. Espero que a gente consiga quebrar esse projeto deles. Isso depende da pressão popular e da formação de uma nova maioria combativa nas eleições de 2026.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/entrelinhas/magno-malta-moraes-e-psicopata-e-lula-e-megafone-do-eixo-do-mal/

Democracia não tem censura!

Na “democracia” relativa e pujante do Brasil, temos censura e Câmara fechada para reuniões de comissões. Cada vez fica mais difícil o papel dos vassalos do regime para defender tanto absurdo justamente em nome de “proteger a democracia”. José Nêumanne desabafou: estamos numa ditadura! Mais e mais gente que, de certa forma, demorou a acordar vai se dando conta de que passaram de todos os limites.
No podcast Inteligência Ltda desta terça, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foram “sabatinados” pelo jornalista Diogo Schelp e o petista Leonardo Demori. Após mais de três horas de conversa, o desfecho foi o ponto alto: Vilela, o apresentador, disse que não acha que vivemos numa ditadura (ainda), dando como “prova” o próprio programa dele. Figueiredo sugeriu, então, que ele chamasse o argentino para falar das urnas. Vilela disse que aí era demais, pois não queria perder o programa. Democracia?
Democracia não tem censura! E o Brasil tem, cada vez mais. Ou o nosso país volta a ser uma democracia, ou vai arcar com duras consequências de optar pelo eixo do mal…
Quando há censura, o maior prejudicado é o cidadão, que fica alijado de seu direito de informação. Banir jornalistas de redes sociais, proibir o ex-presidente de dar entrevistas, tudo isso é típico de regimes tirânicos e fechados. Alexandre de Moraes não consegue mais esconder a natureza totalitária do regime que montou com seus cúmplices, e a tendência é escancarar mais e mais esses abusos.
Mas não há mais “unanimidade” nem dentro da primeira turma. Talvez como reflexo já da perda de vistos americanos, o ministro Luiz Fux divergiu de Moraes e votou contra as medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro. Ele destacou que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentaram novas provas que justifiquem as restrições aplicadas e entendeu que as acusações baseiam-se apenas no argumento de “possível prática de ilícitos”. Finalmente um voto de juiz em meio a tanta politicagem suprema!
Já Barroso, depois de dançar nos lençóis maranhenses e pegar avião da FAB com vários seguranças, disse aos jornalistas que não estão comentando sobre o assunto do visto no momento. Logo ele, que fala tanto, que dá pitaco em tudo fora dos autos! Sentiram. E vem mais aí. O jogo está só começando, e dessa vez o lado certo conta com um apoio de peso: o homem mais poderoso do mundo, Donald Trump, disposto a impedir que o Brasil seja a próxima Venezuela no continente.
Mas Geraldo Alckmin, o colega de terroristas islâmicos, alega que está tratando do caso das tarifas de forma “reservada”. É tão reservada que nem a Casa Branca tomou conhecimento! As sanções vêm aí, não resta dúvida, pois Trump já deixou claro que o motivo é o STF, não uma questão comercial. Democracia não tem censura! E o Brasil tem, cada vez mais. Ou o nosso país volta a ser uma democracia, ou vai arcar com duras consequências de optar pelo eixo do mal…
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/democracia-nao-tem-censura/
Governadores reagem a paralisia de Lula e devem tentar negociar com Trump

Governadores estão preocupados com a falta de credibilidade da diplomacia do governo Lula (PT), contaminada pelo ativismo ideológico, por essa razão o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), iniciou consultas ao Fórum de Governadores a fim de definir uma comitiva que os represente em tratativas em nome do Brasil, em Washington. A idéia é tentar que os governadores sejam recebidos pelo próprio presidente Donald Trump, a fim de negociarem um adiamento do tarifaço de 50%.
Punição injusta
Os governadores querem mostrar a Trump que o tarifaço de 50% pune quem trabalha e produz, e não aqueles que motivaram a medida.
Mesa de alto nível
A idéia é fazer o que o Itamaraty controlado pelo ativismo petista não consegue: estabelecer negociação de alto nível com o governo Trump.
Parceiro ignorado
Para a vice-governadora, Celina Leão, que revelou o plano de Ibaneis, o governo Lula negligenciou o nosso segundo maior parceiro comercial.
Brasil sem liderança
Para Celina, o Brasil vive momento grave e não há um líder capaz de administrar a crise e negociar uma saída dessa enrascada.
‘Decisão ilegal e antirregimental’, diz Sóstenes sobre decisão de Motta

O deputado líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a decisão do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) em proibir as sessões no Plenário, marcadas para esta terça-feira (22), é “ilegal e antirregimental”.
Sóstenes se pronunciou juntamente com outros líderes da oposição, repudiando a decisão do parlamentar. Para esta terça-feira (22), duas sessões na Câmara estavam marcadas e seriam presididas por deputados do Partido Liberal (PL).
“A única decisão que deveríamos nos submeter era a do presidente em exercício (Elmar Nascimento), então essa decisão do presidente Hugo Motta, quero deixar clara, ela é antirregimental e ilegal”, disse Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Sóstenes (PL-RJ) afirmou que a decisão se equipara à “censura” imposta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisões contra opositores políticos. O parlamentar diz que se sente “amordaçado numa Casa que deveria ser do povo”.
“A censura chegou, começando pela caneta do ministro Alexandre de Moraes. A censura continua numa decisão ilegal e antirregimental. Me sinto amordaçado numa casa que deveria ser do povo”, continuou Sóstenes.
O despacho de Hugo foi assinado e publicado no Diário Oficial da Câmara nesta manhã. O ato determina que as atividades legislativas sejam retomadas apenas em agosto.
Barroso nega perseguição política no Brasil e tira o foco sobre visto revogado

O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (21) que no Brasil não existe perseguição política por parte do Judiciário, e que os processos deferidos na Suprema Corte estão dentro de suas legalidades.
Barroso se pronunciou em um evento na Ordem dos Advogados – Seccional do Ceará (OAB-CE), em Fortaleza.
“Nós estamos apenas cumprindo o nosso papel, como a Constituição e a legislação brasileira determinam”, afirmou Barroso.
A declaração do presidente da Suprema Corte foi a resposta a questionamentos sobre a suspensão de vistos, aplicados pelo governo dos Estados Unidos contra os ministros do poder Judiciário.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na sexta-feira (18) a revogação dos vistos americanos concedidos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como aos seus familiares e aliados no tribunal. De acordo com Rubio, o presidente Donald Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros que estejam envolvidos em restrições à liberdade de expressão nos Estados Unidos.
Durante entrevista a imprensa, Barrosos se esquivou dos questionamentos e optou por não comentar a decisão dos norte-americanos. Barroso ressaltou que, diante das últimas aparições do Judiciário no cenário político, o mesmo não gera crise institucional entre os Poderes.
“Tenho ótimas relações com o presidente Lula (PT), com o presidente da Câmara (Hugo Motta) e do Senado (Davi Alcolumbre). Pontualmente há divergências, porque os Poderes têm funções distintas, mas a democracia absorve essas diferenças de forma institucional”, declarou.
Luís Roberto Barroso esteve presente em um evento sobre plataformas digitais, inteligência artificial e desafios do mundo contemporâneo, em Fortaleza-CE.

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