
Não dá mais para chamar o regime ora vigente no Brasil de outra coisa que não seja ditadura. É uma ditadura alternativa. Não tem general na Presidência da República. É exercida num sistema de sociedade por cotas – metade é do presidente e suas gangues partidárias; a outra parte é do STF. Tem polícia política, é claro, porque, sem bala, camburão, cárcere e tornozeleira, não há ditadura. Sua grande originalidade é que não pretende mandar em tudo. Só manda – e aí manda 100% – naquilo que considera essencial. Obviamente, é o consórcio que faz as leis.
Quer dizer: faz qualquer coisa, ou faz tudo o que quer, e diz que isso é legal, porque são eles mesmos, os sócios, que decidem o que é lei e o que é fora da lei no Brasil. Não há ninguém acima deles; ninguém pode mudar nada do que decidem. O consórcio Lula-STF faz leis sobre uso de linguagem neutra nas escolas, IOF ou terras para índios. Aplica (e, sobretudo, perdoa) multas. Proíbe a construção de estradas de ferro. Conta os votos e diz quem ganhou a eleição.
É um dos momentos mais abjetos da história do STF – escurecido por manifestações de alegria explícita, de parte dos ministros, do governo e da mídia, com mais uma apoteose de crueldade na punição de Jair Bolsonaro. Há intensa satisfação, de todos eles, em mostrar que o réu já está condenado antes de receber a sentença
É uma maravilha, pensando bem, em matéria de desfrutar os bônus de ter uma ditadura e não se aborrecer com os seus ônus. Não requer prática nem habilidade: qualquer semianalfabeto, como é o caso de Lula, ou repetente duas vezes no concurso para juiz de direito, como o ministro Toffoli, pode ser ditador nesse esquema.
Você faz só o que lhe interessa; não precisa fazer o resto do serviço. Censura das redes interessa? Então eles fazem censura nas redes sociais. Prender pessoas indefesas interessa? Então eles socam 14 anos de cadeia na moça do batom.
No setor “prisões”, o que mais fascina a ala carcerária do regime Lula-STF – e especialmente o ministro Alexandre de Moraes – é que acabam de dar uma das exibições mais arrogantes de tirania que já deram até hoje: intencional, selvagem e mesquinha. Sem nenhum motivo coerente, a não ser a satisfação de desejos de se vingar e de humilhar os vencidos, Moraes colocou tornozeleira no ex-presidente Bolsonaro, bloqueou suas comunicações e o proibiu de falar com o filho.
É um dos momentos mais abjetos da história do STF – escurecido por manifestações de alegria explícita, de parte dos ministros, do governo e da mídia, com mais uma apoteose de crueldade na punição de Jair Bolsonaro. Há intensa satisfação, de todos eles, em mostrar que o réu já está condenado antes de receber a sentença. Era comum, nas prisões americanas, que os guardas encarregados de conduzir até a cadeira elétrica os condenados à morte anunciassem em voz alta, ao passar pelos corredores: “Dead man walking”. O costume foi suspenso por excesso de crueldade. Aqui, com a tornozeleira, entrou em sua fase de ouro.
Brasileiros pagarão R$ 47 bilhões para bancar subsídios na conta de luz

A conta de luz dos brasileiros terá um aumento de até 5,76% para cobrir o novo orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), aprovado na última semana pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O fundo, utilizado para bancar políticas como a Tarifa Social e o Luz para Todos, será de R$ 49,2 bilhões, 32,4% maior do que os R$ 37,2 bilhões autorizados em 2024.
De acordo com a Aneel, a maior parte desse montante — R$ 41,4 bilhões — será repassada diretamente aos consumidores por meio das contas de luz, em uma cota chamada CDE-Uso. Já outros R$ 5,4 bilhões, da cota CDE-GD, servirão para cobrir os descontos concedidos a quem gera a própria energia com painéis solares e sistemas de minigeração, sendo pagos até o fim de 2025 apenas por consumidores do mercado cativo.
O impacto será sentido de forma distinta conforme a região do país: 3,85% nas regiões Norte e Nordeste e 5,76% no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo a Aneel, esses percentuais já começaram a ser incorporados nos reajustes tarifários realizados ao longo do primeiro semestre de 2024, mas precisarão ser ajustados para alcançar o valor aprovado.
Além das contas de luz dos consumidores brasileiros, a CDE também recebe recursos do Tesouro Nacional e de multas cobradas das concessionárias.
O aumento do orçamento da CDE tem várias causas, entre elas a alta nos incentivos às fontes renováveis no mercado livre, que passaram de R$ 12 bilhões para mais de R$ 15 bilhões.
Outra causa, diz a Aneel, é o avanço da geração distribuída. A CDE-GD, que cobre o subsídio dado a quem injeta energia na rede, crescerá R$ 1,97 bilhão. Também pesaram na conta os chamados restos a pagar de 2024: um déficit de R$ 612 milhões, sendo 70% do valor referente aos custos do programa Luz Para Todos ainda não executadas.
Além disso, a Tarifa Social de Energia Elétrica, que concede descontos a famílias de baixa renda, teve um aumento de R$ 1,6 bilhão no orçamento, impulsionado pela Medida Provisória nº 1.300/2025. A norma garante gratuidade nos primeiros 80 kWh consumidos por beneficiários do programa.
Já o programa Luz Para Todos, voltado à universalização do acesso à energia, exigirá R$ 1,4 bilhão a mais.
E a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), destinada a cobrir custos do uso de óleo diesel e outros combustíveis fósseis na geração de energia em áreas isoladas, também encareceu. Houve aumento de R$ 1,8 bilhão, em grande parte devido à flexibilização dos gastos operacionais da concessionária Amazonas Energia.
A Aneel informou, ainda, que as contas de luz também ficarão mais caras por conta da extinção dos aportes decorrentes da privatização da Eletrobras, utilizados até 2024 para quitar dívidas como a Conta-Covid e a Conta Escassez Hídrica. Os valores previstos para 2025, 2026 e 2027 já foram antecipados e utilizados por força da Medida Provisória nº 1.212/2024.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/economia/brasileiros-pagarao-47-bilhoes-bancar-subsidios-conta-luz/
Congresso sem poder vira símbolo do colapso da democracia no Brasil

O Congresso Nacional, com 594 parlamentares eleitos por quase 160 milhões de brasileiros, e com orçamento anual acima dos R$ 15 bilhões (valor que deve aumentar consideravelmente nos próximos anos), tem cada vez mais papel de mero figurante entre os três Poderes.
Nas decisões que mais importam – sejam de natureza econômica, política, social ou ambiental –, o que os representantes do povo decidem já não tem valor se não recebe a chancela dos ministros com mais poder dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Reduzido a destinar verbas, legislar sobre temas periféricos e submeter-se às vontades do Supremo nas questões mais importantes, o Congresso tornou-se o retrato mais evidente do fim da democracia no Brasil, diagnosticado pela Gazeta do Povo em editorial.
Votações esmagadoras e leis aprovadas por ampla maioria têm sido desfeitas por decisões judiciais monocráticas antes mesmo de entrarem em vigor, como no caso recente do IOF, em que os votos de 383 deputados foram atropelados pela vontade soberana de Alexandre de Moraes.
O presidente Lula editou, por decreto, um aumento das alíquotas do imposto. A Câmara, com ampla maioria (383 votos dos 513 possíveis), sustou o decreto. Após convocar uma audiência de conciliação com ares de fachada, Moraes passou por cima da vontade parlamentar sozinho, com decisão monocrática, e restabeleceu quase todo o aumento, alegando que o Legislativo havia extrapolado sua competência.
O episódio não é isolado. Ele segue um padrão que tem se repetido com frequência escandalosa desde 2019 e que ganhou força após 2023, com a posse de Lula: o Congresso aprova um projeto ou redefine uma regra com base no debate parlamentar; o STF é provocado por partidos ou entidades simpáticas à esquerda, ou pela própria Advocacia-Geral da União (AGU), e decide suspender ou reinterpretar aquilo que o Congresso havia definido, alegando inconstitucionalidade, omissão legislativa ou risco a direitos fundamentais.
O caso do Marco Civil da Internet é o mais emblemático: a Corte passou duas vezes com o trator por cima do Congresso. Primeiro, atropelou o próprio Marco Civil – uma lei relativamente recente, de 2014, com menos de dez anos de vigência quando o STF começou a discutir a inconstitucionalidade de seu artigo 19. Em 2023, o Congresso decidiu não mexer nessa lei. Em junho deste ano, o Supremo afirmou não só que a lei de 2014, aprovada pelo Congresso, era inconstitucional, como também a decisão do Congresso sobre não modificá-la era ilegal. Caberia ao Judiciário suprir a lacuna que os congressistas deixaram – justificativa que, na prática, permite à Corte legislar sobre qualquer tema que os ministros com mais poder considerarem inaceitável deixar sem regulação.
Com a aprovação, na madrugada da quinta-feira (17), do projeto da flexibilização do licenciamento ambiental, mais uma decisão do Congresso deverá ser reavaliada pelo STF. O projeto recebeu 267 votos favoráveis e 116 contrários. A proposta agora segue para sanção presidencial, mas diversos meios de comunicação e parlamentares já apontam que, como nos casos anteriores, a judicialização acontecerá a pedido de grupos de esquerda.
Parlamentares reconhecem que Congresso não tem mais poder
A percepção de impotência já atinge os próprios parlamentares da oposição, que passaram a expressar publicamente a visão de que o Congresso não tem mais funcionamento efetivo.
Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado mais votado do Brasil em 2022, afirmou via X: “Alexandre de Moraes derruba a decisão do Congresso restabelecendo o aumento do IOF. A partir de hoje a Constituição foi alterada e temos somente dois Poderes: o Executivo e a Assessoria Jurídica do Governo, mais comumente chamada de STF. O Congresso Nacional pode fechar já”.
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) provocou Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP): “Ou os presidentes da Câmara e do Senado reagem à altura ou o Congresso estará definitivamente fechado pelo Alexandre de Moraes e pelo STF”.
O deputado Kim Kataguiri (União-SP) também protestou: “O ministro Alexandre de Moraes acaba de atacar a soberania do Congresso Nacional. Ele derrubou o veto da Câmara ao decreto do presidente Lula que aumentava o IOF. Isso não pode ser tolerado! Onde estão os senadores para defender a autoridade do Poder Legislativo?”
O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) disse que “um homem sozinho, ministro Alexandre de Moraes, em uma decisão monocrática, disse à nação brasileira: eu sozinho posso mais que 513 deputados, que 81 senadores e do que a Presidência da República”. Já o líder da oposição no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF), disse que “mais uma vez, uma decisão judicial atropela a vontade do Congresso e penaliza o cidadão comum”.
Os senadores Eduardo Girão e Jaime Bagattoli (PL-RO) ironizaram propondo um aumento do recesso do Congresso. “Se nada for feito em relação a uma reação a essa invasão de competência, é melhor estabelecer o recesso prolongado até o ano que vem”, disse Girão. “Não precisa dar recesso até dia 5, vai todo mundo para casa. Eu concordo em ficar o restante do mandato sem precisar vir aqui, porque não há necessidade de votar”, afirmou Bagattoli.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/congresso-sem-poder-vira-simbolo-do-colapso-da-democracia-no-brasil/
Juros altos, déficit público e o custo do populismo fiscal

No ano passado, a cada elevação da taxa Selic promovida pelo Banco Central, o presidente Lula, a deputada Gleisi Hoffmann e outros expoentes do Partido dos Trabalhadores lançavam ataques virulentos contra Roberto Campos Neto, então presidente da instituição. As críticas não se dirigiam aos aspectos técnicos das decisões de aumento de juros, mas concentravam-se no fato de Campos Neto ter sido indicado por Jair Bolsonaro – como se isso bastasse para desqualificar sua atuação à frente do BC.
No entanto, em 18 de junho deste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a elevar a Selic, desta vez para 15% ao ano – o maior patamar desde 2006. E o coro de protestos cessou. Nenhuma nota de repúdio, nenhuma crítica estridente, nenhuma denúncia de sabotagem. O silêncio faz sentido: agora, quem está à frente do BC é Gabriel Galípolo, indicado por Lula, e o discurso político perdeu utilidade. No plano técnico, até mesmo Lula e seus aliados sabem que a alta dos juros não é fruto de arbitrariedade, mas uma medida necessária para conter a inflação.
Enquanto o governo não entender que crescimento econômico sustentável exige confiança, previsibilidade e responsabilidade, o país continuará preso à armadilha dos juros altos
Trata-se de um mecanismo adotado por bancos centrais no mundo inteiro com o objetivo de equilibrar a demanda agregada e a capacidade produtiva da economia. Quando o consumo – seja das famílias, das empresas ou do próprio governo – supera a produção nacional, a pressão sobre os preços se intensifica. Em resposta, eleva-se a Selic para encarecer o crédito e reduzir a demanda. Quando a inflação sobe, os juros sobem; quando ela recua, há espaço para cortes.
O problema é que a inflação brasileira, embora sob controle estatístico, continua sob ameaça estrutural. A política de expansão de gastos adotada pelo governo Lula é incompatível com o equilíbrio das contas públicas. Ao estimular a demanda com aumento de despesas permanentes, subsídios e déficits recorrentes, o governo pressiona a economia de um lado, enquanto obriga o Banco Central a pisar no freio do outro. Resultado: juros em alta, crédito mais caro, investimento retraído, atividade em desaceleração e desemprego crescente.
Essa equação não é nova. A inflação, em sua essência, decorre de uma demanda maior do que a capacidade produtiva da economia. Essa demanda agregada – composta pelo consumo das famílias, dos governos, pelos investimentos e pelo saldo comercial –, quando supera a produção real do país, gera aumento de preços. É a clássica lei da oferta e da procura. O papel do Banco Central, nesse contexto, é moderar a pressão da demanda, tornando o crédito mais caro e, assim, desestimulando o consumo. Mas isso só funciona de forma eficaz quando todos os agentes – inclusive o governo – cooperam com a política anti-inflacionária.
Não é o que ocorre hoje. A ineficiência da alta de juros em conter a inflação decorre, em parte, da teimosia do governo em não reduzir seus gastos. Quando o setor público insiste em expandir despesas mesmo diante de juros elevados, anula-se parcialmente o efeito contracionista da política monetária. Em outras palavras, o Banco Central tenta esfriar a economia, mas o governo pisa no acelerador fiscal – obrigando a autoridade monetária a apertar ainda mais os freios.
A Selic a 15% é o retrato fiel de um governo que se recusa a fazer escolhas difíceis. Prefere o populismo da gastança à responsabilidade fiscal. Prefere transferir a culpa ao Banco Central a encarar os próprios erros. O lulopetismo governa como se a expansão do gasto fosse uma virtude em si mesma, descolada de qualquer consequência macroeconômica.
Quem paga o preço dessa ilusão não é a elite burocrática de Brasília – são os trabalhadores, os pequenos empresários, os jovens em busca do primeiro emprego, todos vítimas de um ambiente de negócios sufocado e de uma inflação renitente. Enquanto o governo não entender que crescimento econômico sustentável exige confiança, previsibilidade e responsabilidade, o país continuará preso à armadilha dos juros altos. E nenhum silêncio estratégico – por mais conveniente que pareça – será capaz de esconder essa verdade.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/juros-altos-deficit-publico-e-o-custo-do-populismo-fiscal/
Veja fotos dos atos de apoio a Bolsonaro e contra Moraes

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro fizeram manifestações em várias cidades do Brasil, neste domingo (20), em defesa da liberdade e com críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os atos foram organizados depois de Moraes determinar uma série de medidas cautelares ao ex-presidente, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de contato com outros investigados.
Segundo informações dos organizadores divulgadas nas redes sociais, os atos ocorreram em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vila Velha (ES), Salvador e Curitiba.
Confira abaixo fotos da manifestação em Brasília:





FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/veja-fotos-dos-atos-de-apoio-a-bolsonaro-e-contra-moraes/
Moraes manda recado a Trump e cita Abraham Lincoln ao defender soberania

Em meio ao embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou outro líder americano para defender a soberania do Brasil na decisão que determinou uma série de restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na peça, o ministro relembrou uma frase do último discurso do presidente Abraham Lincoln, assassinado em 1865: “Os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”. A citação é vista como um recado ao atual mandatário dos Estados Unidos de que Moraes não pretende retroceder.
Trump anunciou a taxação de 50% sobre produtos brasileiros. Além de apontar razões comerciais, ele também criticou o julgamento do STF contra Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado e as decisões de Moraes contra plataformas digitais. O republicano voltou a exigir o encerramento imediato da ação contra o aliado brasileiro na quinta-feira (17).
Diante do impasse comercial, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a resolução do tarifaço estava condicionada à aprovação de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, que beneficiaria seu pai.
A imposição foi considerada “chantagem” pelo governo Lula e uma tentativa de interferência na Justiça do país. Moraes afirmou que a “soberania nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida” e defendeu a independência judicial.
“O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL sempre será absolutamente inflexível na defesa da Soberania Nacional e em seu compromisso com a Democracia, os Direitos Fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário Nacional e os princípios constitucionais brasileiros, devendo, sempre, ser lembrada a lição de ABRAHAM LINCOLN, 16º presidente dos Estados Unidos da América, responsável pela manutenção da União e pela Proclamação de Emancipação, que afirmava que ‘OS PRINCÍPIOS MAIS IMPORTANTES PODEM E DEVEM SER INFLEXÍVEIS’”, disse o ministro na decisão.
Para entender o contexto da declaração, é preciso recordar que Lincoln, eleito pelo partido Republicano, governou os Estados Unidos de 1861 a 1865 – durante um período de forte polarização entre estados do Sul e do Norte, que levou à guerra civil americana, também conhecida como guerra de secessão. Hoje, Trump é o principal líder do partido.

O conflito teve início com o movimento separatista de estados do Sul para a criação dos Estados Confederados da América, que defendiam a manutenção do sistema escravagista. Do lado oposto, os estados do Norte (União) – e o recém-empossado Lincoln – defendiam a proibição da escravidão.
A principal rendição ocorreu em 9 de abril de 1865, marcando o fim efetivo da guerra. O saldo da guerra civil foram 600 mil mortes e o fim da escravidão no país. No dia 11 daquele mês, Lincoln discursou na fachada da Casa Branca sobre quais seriam os próximos passos para os estados do Sul e em defesa da reconstrução do país.
Durante sua fala, ele mencionou que a reorganização política da Luisiana, um estado do Sul, era um passo importante no processo de restauração, apesar de não declarar apoio irrestrito ao novo governo local. Para o líder americano, a reconstrução funcional dos estados à União era uma questão de conveniência prática.
Além disso, também sugeriu que negros alfabetizados e soldados veteranos deveriam ter direito ao voto, uma posição considerada progressista que chocou parte da sociedade sulista.
“Repito a pergunta: A Louisiana pode ser trazida para uma relação prática adequada com a União mais cedo, sustentando ou descartando seu novo governo estadual? O que foi dito da Louisiana se aplicará, de forma geral, a outros Estados. E, no entanto, tantas peculiaridades pertencem a cada Estado, e mudanças tão importantes e súbitas ocorrem no mesmo Estado, e além disso, todo o caso é tão novo e sem precedentes que nenhum plano exclusivo e inflexível pode ser prescrito com segurança quanto aos detalhes e colaterais”, diz um trecho do discurso de Lincoln.
“Tal plano exclusivo e inflexível certamente se tornaria um novo emaranhado. Princípios importantes podem e devem ser inflexíveis. Na situação atual, como se diz, pode ser meu dever fazer um novo anúncio ao povo do Sul. Estou considerando, e não deixarei de agir quando estiver satisfeito de que a ação será apropriada”, afirmou o presidente.
Três dias depois da declaração na Casa Branca, John Wilkes Booth, um conhecido ator, defensor da escravidão e simpatizante da causa confederada, atirou na cabeça de Lincoln enquanto ele assistia a uma peça no Teatro Ford, em Washington. O presidente morreu na manhã de 15 de abril de 1865, apenas cinco dias após o fim da guerra civil.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-manda-recado-a-trump-e-cita-abraham-lincoln-ao-defender-soberania/

Manifestações precisam de motivo simples: pela democracia

Ontem houve buzinaço, passeata e protesto em muitas cidades brasileiras, por dois motivos.
Primeiro, lamentando e reagindo à virtual prisão domiciliar de Bolsonaro – porque, afinal, ele tem que ficar em casa entre sete da noite e seis da manhã, e sábado e domingo, e está calado nas redes sociais. Não pode conversar nem com dois dos filhos dele. Não pode chegar perto de nenhuma embaixada. Parece medida cautelar de ex-marido que vai bater na mulher.
E o outro motivo foi festejar, como uma espécie de represália, a cassação do visto de Alexandre de Moraes e seus aliados, conforme o Departamento de Estado.
Eu acho que a manifestação que deveria haver seria uma com um motivo simples: não contra ninguém, nem a favor de ninguém, mas exigindo o cumprimento da Constituição – ou seja, a recuperação do devido processo legal, do amplo direito de defesa, do juiz natural, da inviolabilidade de parlamentares por quaisquer palavras, da vedação à censura, da liberdade de expressão, vedado o anonimato… Coisas que já estão na Constituição, mas não estão na prática.
Acho que deveria ser isso, a recuperação da democracia para este país que estamos perdendo. Daqui a pouco, quando a gente perceber, já será uma Venezuela, e a gente estará de boca calada por imposição.
Taxação anunciada por Trump começará em dez dias
Faltam apenas dez dias para iniciar a taxação de exportações brasileiras para os Estados Unidos. A taxação vai ser lá, quando entrar. Não estão taxando nada aqui no Brasil, não é nenhuma invasão de soberania. Assim como suspender visto. Isso cabe ao dono da casa. Ele é o dono da porta de entrada.
Se você não quiser que alguém entre na sua casa, você fecha a porta para ele. E você não precisa dar explicação. Essa é uma decisão que os governos detêm.
Está lá escrito, na hora de pedir visto, que o governo tal se reserva o direito de cancelar o visto a qualquer momento, ou de não dar o visto, sem precisar dar explicação. Isso evita que a pessoa entre na Justiça para pedir que um juiz mande dar o visto.
Qual é a solução para quem exporta para os Estados Unidos? Tarcísio já começou sua solução, para defender o suco paulista, a carne paulista, o café paulista, os manufaturados paulistas, os aviões da Embraer, as frutas brasileiras… Ele pretende que os Estados Unidos topem uma negociação com os estados brasileiros, porque, afinal, nós somos uma república federativa.
E agora o Luiz Carlos Bon, que é presidente da Federação do Comércio do Rio Grande do Sul, deixou isso bem claro. Teve uma reunião com o cônsul americano, o governador Eduardo Leite e os empresários de lá, propondo negociações à parte, porque viram que o presidente Lula e o Itamaraty é que provocaram essa situação. Quem provocou essa situação não vai resolver: muito pelo contrário, só tem agravado essa situação cada vez que faz mais provocações ao presidente dos Estados Unidos. É uma saída inteligente, tomara que dê certo.
“Não à anistia para o neto de quem nos deu anistia”
Vejam só que ironia: o neto do presidente que deu anistia ampla, geral e irrestrita para todos que no Brasil se envolveram na luta revolucionária armada ou guerra revolucionária urbana ou rural vira alvo de inquéritos, e o neto, as pessoas, os mesmos anistiados e os descendentes dos anistiados gritam “não à anistia” para o neto do presidente que deu anistia. Realmente é uma ironia.
Israel ainda aguarda resposta do governo brasileiro sobre embaixador
Não é só a embaixada dos Estados Unidos que está sem embaixador no Brasil. Até o fim do mês pode ser que a embaixada de Israel fique sem embaixador também, porque acaba a missão do atual embaixador em 31 de julho, e o outro deveria estar aqui para entregar credenciais para o governo brasileiro.
O governo de Israel, em janeiro, encaminhou o pedido de agrément, que indica que alguém pode ser embaixador – o governo brasileiro diz que sim, e aí ele vem e apresenta as credenciais para o presidente da República. Só que, até agora, desde janeiro, o governo brasileiro não deu uma resposta para Israel sobre isso.
Hoje Lula está reunido com outros esquerdistas no Chile: com o presidente Gabriel Boric, do Chile, com o presidente Yamandú Orsi, do Uruguai, e com o Gustavo Petro, da Colômbia. Interessante que mandaram convite para a presidente do México, a Claudia Sheinbaum, e ela não confirmou. E vai vir também o chefe de governo espanhol, o Pedro Sánchez, que é um desastre na Espanha. Os espanhóis querem vê-lo longe.
Aliás, a última pesquisa da Colômbia diz que Petro vai ser substituído por um presidente de direita. O pessoal olha para a Argentina e vê a Argentina surfando na economia de Milei e vê que esquerda não dá.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/manifestacoes-precisam-de-motivo-simples-pela-democracia/

De onde virá a reação à tirania?

Triste do país que não sabe reagir à tirania. Triste do país que depende de ajuda externa para voltar a ter liberdade. Sim, é muito desconfortável esperar que os movimentos de reação à aliança entre STF e PT venham de fora.
Os senadores realmente dormem em paz diante disso? Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre têm a consciência tranquila? Não se sentem culpados por toda a perseguição política, a censura, as prisões, ações e condenações ilegais, injustas? Não pensam na morte do Clezão, nos exilados, nas famílias partidas?
E os nobres deputados? Estão tranquilos diante de um governo perdulário, que gasta mais do que arrecada, que gasta muito e gasta mal? Um governo que atropela o Congresso. Um governo de novo envolvido em inúmeras suspeitas de corrupção, desvios, pedaladas… Pedidos de impeachment não faltam. Motivos para isso não faltam.
Lula não se cansa de cometer atos que comprometem a neutralidade do Brasil. Ele recebe navios de guerra do Irã, envia o vice-presidente para a posse do presidente do país persa… E a foto é destruidora: Alckmin ao lado de terroristas do Hamas, do Hezbollah, da Jihad Islâmica, dos Houthis.
Outra foto mostra Lula em Moscou, na festa do ditador Vladimir Putin, para quem ele já escreveu “cartinha de amor”… Ao lado do petista, ditadores e autocratas de vários países. Lula, que já recebeu Nicolás Maduro com tapete vermelho, declara amor ao Partido Comunista Chinês e acha que pode enfrentar o país mais poderoso do mundo, e acha que pode, impunemente, dizer as maiores barbaridades contra Israel.
Lula deveria ser persona non grata em todo canto. E era na Câmara que deveria começar a reação a suas agressões, bravatas, aos disparates diplomáticos. Já passou da hora.
Se o Congresso se anulou na defesa do Brasil de verdade, o mesmo fez a imprensa que desistiu de ser imprensa
Essa que jurava que Jair Bolsonaro implantaria uma ditadura. Essa que achou normais a libertação de Lula, a destruição do combate à corrupção, uma campanha eleitoral absolutamente desequilibrada, tendenciosa.
Essa que aceitou que se rasgassem as leis, para “salvar a democracia”. Essa que embarcou, sorridente, na narrativa de uma “tentativa de golpe de Estado” que nunca houve.
O golpe de verdade começou em 2019 e teve o total apoio dos jornalistas que se acham os donos da verdade, as pessoas mais importantes do mundo. E é uma situação que se consolida a cada dia. Diante da inércia ou cumplicidade de quem deveria se opor com firmeza a isso, a situação fica cada vez mais delicada.
Na última semana, houve mais um show de horrores no depoimento das testemunhas dos réus no fajuto julgamento de uma manifestação que teve atos de vandalismo como tantas outras já promovidas pela turma do Lula, e que não foram consideradas “golpistas”.
Alexandre de Moraes cometeu, como de costume, abusos de autoridade e violou prerrogativas funcionais de um advogado. Testemunhas da defesa foram barradas, não foram intimadas, os questionamentos a uma testemunha foram cerceados, tendo o microfone do advogado sido desligado… A palavra do advogado foi cassada.
Quando conseguiu falar, suas colocações pertinentes foram distorcidas. E Moraes, que jamais poderá ser considerado um juiz, não se furtou a deixar claro que já tem um veredito pronto para o julgamento, que é um jogo de cartas marcadas em que não há a menor preocupação em disfarçar a trapaça.
A Ordem dos Advogados do Brasil foi acionada. E o que se pode esperar dela? O mesmo comportamento frouxo do Congresso, dos jornalistas que já não são jornalistas… A Organização tem também enorme parcela de culpa pelo descalabro a que o Brasil foi atirado sem dó nem piedade.
Portanto, como contra a ditadura do Judiciário não há a quem recorrer, que venham dos Estados Unidos as sanções da Lei Magnitsky, as consequências do caso Filipe Martins, das ações da Rumble e do grupo de media do Trump. Estamos assim. A partir daí, o que se espera é que os brasileiros de bem, comprometidos com a verdade e a liberdade, se ergam, finalmente, e imponham, com todas as suas forças, o poder das leis.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luis-ernesto-lacombe/de-onde-vira-a-reacao-a-tirania/
Polícia Federal passa vergonha novamente

A Polícia Federal novamente é desmoralizada nessa série de episódios de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fizeram um grande estardalhaço ao encontrar um pendrive durante o cumprimento de mais um absurdo mandado de busca e apreensão na casa de Bolsonaro.
Eis que em tempo recorde concluiram a perícia no objeto encontrado.
E nesta segunda-feira (21) com um ar de frustração, a PF teve que dizer que o conteúco do tal pendrive é irrelevante.
Assim, nas redes sociais, a PF mais uma vez virou motivo de chacota.
Bons tempos aqueles em que a PF combatia a corrupção e prendia corruptos.
FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/72016/policia-federal-passa-vergonha-novamente
URGENTE: Revelado o conteúdo do pendrive encontrado na casa de Bolsonaro

A Polícia Federal concluiu que o pendrive encontrado no banheiro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, não possui qualquer conteúdo relevante para o inquérito que investiga suposta tentativa de obstrução de Justiça e ataques à soberania nacional. A informação foi inicialmente divulgada pelo G1 e posteriormente confirmada pelo UOL.
O dispositivo foi localizado durante uma operação de busca e apreensão realizada na sexta-feira (18).
Após a apreensão, o pendrive foi submetido a perícia técnica, procedimento padrão em investigações desse tipo. O exame detalhado indicou que o conteúdo do dispositivo não tem utilidade investigativa no contexto do processo em curso contra Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro.
Em declaração à imprensa, Jair Bolsonaro afirmou que não sabia da existência do pendrive em sua residência.
“Uma pessoa pediu para ir ao banheiro e voltou com um pen drive na mão. Eu nunca abri um pen drive na minha vida. Eu não tenho nem laptop em casa”, disse.
O ex-presidente também afirmou que iria conversar com a esposa, Michelle Bolsonaro, para esclarecer se o artefato poderia ser dela.
Um duro golpe nas narrativas do “sistema”.
Empresário petista comemora operação contra Bolsonaro, empresa vira alvo de boicote e sócios se desesperam (veja o vídeo)

O empresário Constantino Freitas colocou a empresa da qual é sócio numa situação extremamente delicada.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele aparece sorrindo e brindando enquanto comenta a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Imediatamente a cena provocou uma crise de imagem para a Shambala Naturais, sediada em Gravatal (SC).
O impacto econômico foi devastador, com milhares de internautas passando a anunciar boicote aos produtos da marca, associando a empresa ao “petismo militante”.
A publicação foi feita por uma página regional, mas viralizou rapidamente e a resposta do público veio em massa.
Constantino de Freitas, além de empresário, é político. Ele foi candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 2022. Em seus perfis pessoais no Instagram e Facebook, há dezenas de publicações exaltando o ex-presidente, defendendo suas pautas e atacando adversários políticos.
Diante da enxurrada de críticas, a Shambala Naturais publicou duas notas oficiais nas redes sociais, tentando se desvincular das falas de Constantino. Em uma delas, a empresa afirma:
“A manifestação é de cunho estritamente pessoal, não refletindo o posicionamento institucional da empresa.”
Outra nota reforça que a sociedade da empresa é formada por três sócios com visões ideológicas distintas, e que a opinião de um deles não representa a empresa como um todo. O comunicado ainda lembra que a Shambala mantém cerca de 50 colaboradores cujas famílias dependem da reputação e continuidade das operações.
“A empresa não merece — nem deve — ser prejudicada por manifestações pessoais que não guardam relação com sua atuação institucional.”
Apesar das notas de esclarecimento, o dano à imagem parece já ter sido causado.
Veja o vídeo:
Eduardo ironiza Moraes, impedido de entrar nos EUA

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou o fato de o governo americano ter anunciado que vai suspender o visto do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Na sua conta no X, Eduardo resgatou uma antiga foto de Moraes e disse que “Talvez o Moraes não sabe se o Filipe Martins foi ou não aos EUA, mas agora todo mundo sabe que o Moraes não vai!”
A publicação logo viralizou e já ultrapassa as 500 mil visualizações. Veja abaixo:

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