O jornalista Mario Sabino, colunista do portal Metropóles, publicou um artigo alarmante em relação à real possibilidade de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O artigo, intitulado “Jair Bolsonaro pode morrer preso”, fala sobre a idade avançada do ex-presidente, seu preocupante estado de saúde e a condenação que pode chegar a 43 anos de prisão.
Leia o artigo na íntegra:
A cana para Jair Bolsonaro pode chegar, então, a 43 anos, se ele for condenado às penas máximas previstas para os crimes denunciados pela PGR.
Como tem 70 anos, mesmo com todas as reduções de pena que venha a ter direito, Jair Bolsonaro pode morrer preso — ou no xadrez ou em prisão domiciliar.
É duvidoso que ele tenha saúde para permanecer por muito tempo em uma cela de qualquer tipo. A pena imposta pela facada ao seu sistema digestivo está se mostrando implacável.
Ainda que venha a cumprir pena em prisão domiciliar, para além do padecimento pelas sequelas da facada, a sua personalidade não parece adaptável a privações de liberdade de qualquer tipo, ao contrário do que demonstrou Lula na sua passagem pelo xilindró.
Imagine-se Jair Bolsonaro impedido de enviar uma mensagem de WhatsApp ou de fazer uma postagem em rede social. Vai enlouquecer e enlouquecer quem está ao seu lado. Aliás, imagino que pipocarão denúncias sobre o ex-presidente ter desrespeitado as condições que lhe foram impostas pela prisão domiciliar. Será o novo passatempo da imprensa.
Nada do que escrevi implica ter piedade de Jair Bolsonaro, embora ache que ele será preso pelo que não fez. Também não tive pena de Lula, embora houvesse motivo concreto para a sua condenação.
O meu sentimento de justiça, no entanto, nunca se confundiu com satisfação pela desgraça alheia, e sempre fingi mal quando pretendi parecer o oposto.
Não que haja alguma elevação nisso. Talvez haja até um defeito moral em me colocar sempre na pele do outro, mesmo que ele me seja inimigo, ainda que ele seja o pior dos criminosos.
Em pesquisas literárias recentes, eu me deparei com um trecho de um escritor francês que atravessou aquela dobra de tempo que relega quase tudo ao esquecimento. O nome dele também recende a naftalina: Anatole France.
O trecho é sobre a invenção da prisão solitária:
“Existe uma ferocidade peculiar aos povos civilizados, que ultrapassa em crueldade a imaginação dos bárbaros. Um criminalista é bem mais malvado do que um selvagem. Um filantropo inventou suplícios desconhecidos à Pérsia e à China. O carnífice persa faz os prisioneiros morrer de fome. Era preciso um filantropo para fazê-los morrer de solidão. É nisso exatamente que consiste o suplício da solitária.”
No seu magnífico Memórias do Cárcere, Graciliano Ramos, sempre lapidar, foi sucinto ao explicar o que sentia em relação ao horizonte que se estreita em uma prisão: “Comovo-me, em excesso, por natureza e por ofício, acho medonho alguém viver sem paixões”. É por aí.
Moraes tentou enviar emissário para “reunião secreta” na Casa Branca, diz juíza
A juíza exilada Ludmila Lins Grilo confirmou que o ministro Alexandre de Moraes realmente enviou um emissário até a Casa Branca para certamente tentar algum tipo de negociação.
O emissário de Moraes não logrou êxito e acabou se chocando com o deputado Eduardo Bolsonaro e com o jornalista Paulo Figueiredo.
Uma grande parceria parece existir entre o Executivo e o Judiciário. Infelizmente, em detrimento do povo.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (16) o retorno da eficácia do decreto que aumentou a alíquota do IOF (Imposto de Operações Financeiras).
Com isso, o decreto legislativo aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no mês passado deixa de ter validade e restabelece-se a decisão original do governo.
A única ponderação feita por Moraes diz respeito à operação do varejo.
“O decreto presidencial, no tocante à ampliação da hipótese de incidência por meio da inclusão de novas operações no fato gerador do tributo, incorreu em inconstitucionalidade ao pretender expandir a hipótese de incidência do IOF, naquilo em que determinou a equiparação das operações de ‘risco sacado’ ao fato gerador do imposto”, afirmou o ministro na decisão.
Pesquisa mais aguardada por Lula é péssima para o governo
Não obstante um pequeno aumento na aprovação do governo, 40% em março para 43% em julho, 3 pontos percentuais. Enquanto a reprovação também teve uma leve queda, caiu de 57% para 53%, a pesquisa Genial/Quaest é mais um pesadelo para o governo.
Uma avaliação realizada pela Revista Crusoé detectou dados reveladores:
“Quase 80% dos que responderam acham que as tarifas aos produtos brasileiros prejudicariam sua vida.
Além disso, pela primeira vez, os brasileiros estão mais pessimistas que otimistas em relação ao futuro da economia.
Em julho, 43% disseram que a economia tende a piorar nos próximos doze meses. Outros 35% afirmaram que irá melhorar.
Em maio, o dado era invertido: 45% estavam otimistas e 30%, pessimistas.
O desânimo é geral: 56% acham que está mais difícil conseguir emprego hoje que há um ano; 80% pensam que o poder de compra do brasileiro piorou em um ano.
Sobre a culpa sobre as tarifas, os eleitores tendem a culpar o governo federal quando percebem uma piora na condição de vida.”
E assim conclui a matéria:
“Lula é visto como a pessoa que provocou uma crise, a qual 80% dos brasileiros acham que será ruim. Isso é horroroso para o governo”, diz cientista político Leonardo Barreto.
Integrantes do Palácio do Planalto encomendaram pesquisas para medir o impacto político da nova tarifa de 50% imposta pelo presidente americano Donald Trump a produtos brasileiros.
Segundo informações de bastidores, o objetivo do governo petista não é entender os efeitos econômicos reais da taxação, mas sim usá-la como munição para desgastar a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perante a opinião pública. Mais uma vez, o Planalto tenta transferir responsabilidades ao governo anterior, enquanto se esquiva de prestar contas sobre sua própria condução da economia.
Figuras próximas a Lula, como Sidônio Palmeira (Secom) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), correram às redes sociais para transformar o episódio em palanque eleitoral. Ambos publicaram mensagens nas quais tentam emplacar a narrativa de que Lula está “do lado dos pobres” por querer taxar “os super-ricos”, enquanto Bolsonaro estaria “taxando o Brasil”.
“STF é poodle com ladrões, e pitbull com quem picha estátua”
O ex-procurador e ex-deputado, Deltan Dallagnon, usou suas redes sociais para cobrar o STF sobre punições para os envolvidos no esquema de propinas na liberação de emendas parlamentares no Ceará.
Na publicação, Deltan contrastou a postura “leniente” da Corte para com corruptos e a severidade demonstrada contra os manifestantes do 8 de janeiro de 2023.
“O STF é um poodle com os ladrões e um pitbull com quem picha uma estátua. Muitos deputados pedem “volta” de emendas, desviando milhões para o seu bolso dos mais de 30 milhões que gerenciam por ano.
A reportagem cita um percentual entre 6 e 12%, mas fala-se de 20%. Para quem rouba, não tem prisão, não tem ação penal em tempo recorde, não tem pena de 14 ou 17 anos. Tem leniência, demora, acordo de não persecução e prescrição… tem impunidade”, disse.
A fala é uma referência à cabeleireira Débora Rodrigues, que foi condenada a 14 anos de prisão após pichar a estátua da Justiça com a frase “Perdeu, Mané”, durante os atos do 8 de janeiro de 2023.
Eis a demonstração cabal do quanto o judiciário está fragilizado (veja o vídeo)
Acabei de assistir a esta live da Bárbara “Te Atualizei”, tendo como convidados os advogados do Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, Ana Bárbara Schaffert e Ricardo Fernandes Scheiffer.
Atendendo ao pedido de que todos devem saber sobre o que é relatado na live (a respeito do processo contra Filipe Martins), e a importância de divulgar aos quatro cantos esta live, eu preciso fazer uma obervação muito relevante, no meu entendimento.
Antes mesmo de considerar o pedido da Bárbara e do Dr Chiquini, sinto-me na obrigação de dizer que este pedido vem do fundo da alma de nossa liberdade, da nossa nação e de nosso caráter.
A liberdade corre sério risco de desaparecer, a nação corre o risco de ser subjugada e o caráter corre o risco de ser desfigurado.
Devo dizer ainda, que a live é uma demonstração cabal do quanto nosso judiciário está fragilizado pelos acontecimentos dos últimos anos, a ponto dos competentes advogados e uma comunicadora do primeiro escalão profissional de imprensa dar essa lição no judiciário brasileiro.
Enquanto isso, a OAB do seu presidente Beto Simonetti, permanece muda, surda e cega.
Resta-me um agradecimento gigantesco aos quatro participantes desta verdadeira aula de democracia!
“Lula vai ter que negociar, sem jabuticaba e com o rabo entre as pernas”, detona empresário (veja o vídeo)
Em posicionamento contundente, o empresário Alexandre Pires, com experiência de mais de 20 anos no ramo da saúde, analisa o tarifaço de 50% imposto pelo governo americano e como as medidas afetam o Brasil.
Para o empresário, Lula não tem outra saída a não ser negociar – sem jabuticaba e com o rabo entre as pernas.
“Desde o início do governo Trump, Lula já vinha com diversas falas contra o modus operandi do presidente americano. Ele achou que nada ia acontecer, já que o Brasil era necessário para os Estados Unidos, no que diz respeito às exportações, só que os Estados Unidos não dependem só do Brasil. Já o Brasil depende diretamente dos Estados Unidos. O restante do mundo não vai passar a comprar mais produtos do Brasil, pelo contrário, vai ter uma queda grande. A primeira coisa que se corta numa empresa em um momento de crise, é o trabalhador. As pessoas vão ser penalizadas com mais impostos, o IOF já está aí”, ressaltou.
Segundo Pires, Lula deveria estar curtindo a senilidade, sendo cuidado por sua ‘digníssima’ esposa Janja, mas não é o que está acontecendo.
“Lula ainda acha que tem poder, é algo patológico. Ele precisa de apoio para buscar uma resolução para essa questão do tarifaço. Precisamos defender o Brasil do Lula, do PT”, alertou.
Vídeos como esses são necessários para abrir os olhos e a mente da população, divulgue, compartilhe!
O presidente Lula, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação do governo sobre o IOF no Supremo Tribunal Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
As coisas estão escalando tão rápido no Brasil que ficamos zonzos, atordoados e até anestesiados com tanto bombardeio de abuso de poder. Nesta quarta, a decisão de Alexandre de Moraes sobre o IOF mereceu o maior destaque na farta lista de absurdos. Um Congresso basicamente humilhado vira cada vez mais uma peça decorativa – e extremamente cara e inútil.
Um conhecido meu, advogado extremamente competente, desabafou num grupo de debates: “Olha, eu me dedico ao estudo e a prática do direito há 30 anos. Alcancei a máxima titulação acadêmica que existe no país, tenho livros e artigos publicados aqui e no exterior, fui professor e orientador na graduação, mestrado , doutorado etc. Sabem para que serve isso atualmente? ZERO. Nada. É como se um físico descobrisse de repente que não há realidade a ser estudada por ele, na verdade é tudo uma simulação de Matrix. É desalentador. Deprimente”.
Nunca tivemos uma República que merecesse tal nome em nosso país, mas é inegável que as coisas se deterioraram de uma maneira impensável há alguns anos
Tenho certeza de que ele fala em nome de muitos operadores do Direito, pois o Brasil virou terra sem lei. Outro advogado tarimbado, Leonardo Correa, interrompeu suas férias para escrever um texto explicando, de forma didática, o surrealismo da decisão alexandrina. Eis um trecho:
Há momentos em que uma decisão judicial deixa de ser apenas um ato técnico e se converte numa inflexão política. Foi exatamente isso que se viu na decisão monocrática do Ministro Alexandre de Moraes ao suspender, por liminar, os efeitos do Decreto Legislativo 176/2025, com o qual o Congresso Nacional havia sustado os decretos presidenciais que majoraram o IOF. A cena é de um simbolismo desconcertante: um único ministro se sobrepondo à deliberação de 383 deputados federais. E nem mesmo os 98 que votaram “não” devem ser ignorados, pois também deliberaram. Cada voto, ainda que vencido, é parte legítima do processo. A vitória, no jogo republicano, é sempre construída sobre o conflito legitimado pelas regras do debate.
Mas esse simbolismo não é apenas retórico — ele traduz uma patologia institucional. O Congresso, ao exercer o controle político previsto no art. 49, V da Constituição, atuou com base na percepção de que os decretos do Executivo, sob o pretexto de extrafiscalidade, estavam sendo usados com fins puramente arrecadatórios. Trata-se de uma avaliação política, não técnica. Ainda assim, o Judiciário decidiu que caberia a ele, e não ao Legislativo, aferir a “finalidade legítima” do decreto presidencial. A consequência? Um esvaziamento simbólico e jurídico da principal função de vigilância do Parlamento.
Leonardo Correa segue explicando em detalhes técnicos os erros grosseiros cometidos por Moraes na decisão sobre o IOF, e mesmo um leigo pode compreender que o ministro foi longe demais desta vez – até para seus padrões! Usando o clássico de Lewis Carroll como pano de fundo, Correa mostra que a lógica de Humpty Dumpty em diálogo com Alice é desconcertante:
“Quando eu uso uma palavra”, disse Humpty Dumpty num tom um tanto desprezível, “ela significa exatamente o que eu decido que signifique – nada mais, nada menos”. “A questão”, retruca Alice, “é saber se se pode fazer as palavras significarem tantas coisas diferentes”. “A questão”, finaliza Humpty Dumpty, “é: quem é o mestre – só isso”. “A disputa semântica que Carroll satiriza é, aqui, tragicamente real: não se trata mais – ou ao menos não apenas – de interpretar a Constituição, mas de dominá-la. E quem domina as palavras, domina os Poderes”, escreve Correa. O advogado conclui:
O Congresso fez o que lhe cabia: fiscalizou, julgou, decidiu. Sua legitimidade não decorre de pareceres técnicos, mas do voto popular. Quando o STF desloca esse julgamento para si, com base em avaliações econômicas do Executivo, o que se impõe não é o direito – é o tecnocratismo judicial. A política, reduzida a ruído. A deliberação, condicionada à chancela dos intérpretes togados.
Há algo profundamente incompatível entre esse modelo de jurisdição e a ideia de República. O juiz, que deveria exercer autocontenção, passa a ser o protagonista. A Constituição, que deveria vincular, passa a ser um menu interpretativo. O Legislativo, que deveria ser o coração da deliberação democrática, passa a ser tutelado. E o povo? Emudecido com solenidade, expulso da cena pela liturgia do poder judicial.
Defender a Constituição é, antes de tudo, reconhecer que ela não é obra de iluminados, mas de um pacto. E pactos se honram na forma – sobretudo na forma. Quando o órgão máximo da democracia representativa decide, é a própria soberania popular que se manifesta. A decisão que nos impôs a suspensão do decreto legislativo pode até se dizer jurídica, mas é, antes, um ato de poder. E quando o poder se mascara de técnica para invadir o espaço da política, é a República que se ausenta – silenciosa, traída, ainda que vestida de legalidade.
Nunca tivemos uma República que merecesse tal nome em nosso país, mas é inegável que as coisas se deterioraram de uma maneira impensável há alguns anos. O deputado Marcel van Hattem, uma das vozes mais firmes na defesa do Legislativo independente, desabafou sobre a decisão de Moraes sobre o IOF: “Ou os presidentes da Câmara e do Senado reagem à altura ou o Congresso estará definitivamente fechado pelo Alexandre de Moraes e pelo STF”. Não é exagero, mas um fato.
Constatamos que um “juiz” tem mais poder do que mais de 500 parlamentares eleitos pelo povo para decidir sobre o aumento do IOF. O advogado André Marsiglia fez uma pergunta retórica com a qual termino o texto, deixando no ar a reflexão: “Será que Moraes hoje deixou claro que é o STF quem mantém o governo Lula de pé e que aquilo que o Congresso faz e a Constituição diz já não importam mais, ou ainda tem gente que não entendeu?”.
Trump está fazendo muitos se darem conta do tamanho do nosso atraso industrial
O presidente americano, Donald Trump. (Foto: AL DRAGO/EFE/EPA)
Tem muita gente preocupada neste país. Gente preocupada com a política — e isso envolve o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e, claro, o presidente Lula também. Estão em jogo os julgamentos no Supremo, as decisões que o Congresso pode tomar — e, agora, o presidente Lula se dá conta de que não era uma “jabuticaba” a carta de Trump, reclamando da “caça às bruxas” e impondo o que ele, ontem, chamou de um excepcional 50% ao Brasil.
Trump está mexendo com outras tarifas: 25%, 30%, 35%, 15%… E o Brasil entrou no foco, especialmente pela perseguição a Bolsonaro, que ele considera um bom presidente. Ele fala nisso todos os dias. Eu digo, brincando: o Trump parece o Lula — fala no Bolsonaro todo dia. Mas, enfim…
Estamos sentindo agora a proximidade do 1º de agosto, data que Trump disse, ontem, que será um grande dia. Um marco para o início da reconstrução da indústria americana, que foi se esvaziando ao longo dos anos. A indústria dos EUA cresceu com base sólida — não foi um inchaço vazio. Foi um crescimento com sustentação econômica, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos foram os grandes produtores de material bélico, inclusive para ajudar a União Soviética a se defender.
Depois disso, os EUA começaram a transferir suas indústrias para fora, junto com seu capital — para a Ásia, para os tigres asiáticos — e foram perdendo sua base industrial. Os governos democratas não conseguiram conter esse processo. Trump, em seu primeiro mandato, percebeu isso. A reação que ele está tomando agora tem origem ali.
Porque não existe país que sobreviva sem uma base industrial sólida. Imagine o Brasil neste momento: tamanha é nossa dependência tecnológica, eletrônica e digital. Se os Estados Unidos desligarem alguns sistemas, como o GPS, por exemplo, o Brasil simplesmente para. São sistemas de toda ordem, satélites que estão aí em cima, dos quais dependemos completamente.
Não fomos capazes de desenvolver uma produção nuclear própria, nem consolidar uma indústria forte. Grande parte da nossa indústria ficou viciada em depender do governo, especialmente no que se refere à tecnologia. Lembro de assistir a lançamentos na Barreira do Inferno, depois transferidos para o Maranhão… Enquanto isso, Índia e Paquistão estão conquistando o espaço. A Índia, que estava muito atrás da gente, tinha acabado de deixar de ser colônia inglesa no fim dos anos 1940. Nós somos independentes desde 1822. Tivemos, inclusive, um rei europeu aqui — fomos sede de um reino. Recebemos biblioteca, jardim botânico, universidade, escola de medicina… Demos um salto.
Mas não sei o que aconteceu. Tivemos o Barão de Mauá, grande industrial, e depois começamos a encolher. Hoje, a única coisa que realmente nos orgulha na atividade econômica é o agro — a agropecuária — que avançou e se modernizou. É mais moderna que a do meio-oeste americano. Mas, agora, ela também vai ser atingida. Em toda parte, vemos os sinais e as preocupações.
Investigação dos EUA
O Departamento de Comércio dos EUA vai abrir uma investigação, e a gente percebe como circulam livremente aqui produtos falsificados de marcas americanas. A livre concorrência, por aqui, não funciona muito bem. Ela não está enraizada na nossa cultura, muito menos a economia de mercado ou a economia liberal. Somos um país estatizante. Nossa política é estatizante. A ideologia da esquerda, então, nem se fala — também estatizante.
Aqui, o governo é mais importante que a nação. E isso é um dos maiores absurdos.
Fica esse recado para a gente pensar a respeito. Trump está sacudindo nossas cabeças, fazendo a gente refletir sobre que país é este — e que país queremos construir.
Tarifa de Trump revela fiasco diplomático de Lula. Sem negociação, o Brasil arrisca perdas econômicas severas e isolamento internacional. (Foto: Jonas Roosens/EFE/EPA; Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Causa espanto como parte da elite brasileira ainda não compreendeu o que está acontecendo. Alguns empresários, agora desesperados, preferem atacar Donald Trump, Jair Bolsonaro ou Eduardo Bolsonaro em vez de se dar conta de que o custo de virar eixo do mal pode ser fatal para o país. O trio citado está, no fundo, lutando para salvar o Brasil desse destino. Não adianta atirar no mensageiro, menos ainda no cavaleiro que parte para a guerra contra os reais inimigos.
E, como ficou claro, trata-se de um cavaleiro dos mais poderosos, disposto a usar um arsenal contra o regime lulista. Falta gratidão aos que se revoltam contra Trump em vez de focar toda a energia contra Lula e seu STF corrompido. O regime foi longe demais em seus abusos, e isso deve ser revertido, ou o Brasil terá tratamento similar ao da Venezuela e demais tiranias – pois não somos muito diferentes mesmo!Leandro Ruschel resumiu bem:
O establishment brasileiro – político, econômico e financeiro – precisa entender que apoiar um regime de exceção tem um preço. Ignorar, marginalizar e até criminalizar a massa de dezenas de milhões de conservadores, a parcela da população que carrega o país nas costas, tem um custo. E esse custo ficará cada vez mais alto. O problema não é Trump, ou os EUA. Não haverá paz social enquanto o Brasil for uma ditadura. A paz social não será alcançada censurando e perseguindo quem não está alinhado ao sistema.
Elementar, meu caro Watson! Nesta terça, resolvi mergulhar em colunas antigas minhas. Desde 2023 venho fazendo vários alertas. Mais recentemente, intensifiquei bastante o tom, chegando a antecipar sanções econômicas, como nesse texto de 18/09/2024: “O Brasil será um pária mundial sob sanções econômicas, como os demais países do eixo do mal. A batata está assando. Ou, se preferir, o ovo está cozinhando…”
Isso não é profecia, mas análise. Por isso fico chocado com quanta gente ainda perdida por aí, sem entender nada. Pagam consultorias caras, atuam no mercado financeiro, mas não foram capazes de prever o que aconteceria com o Brasil ao fazer o L e colocá-lo no eixo do mal? Não viram os sinais, todos os indícios de que caminhávamos para um regime fechado e ditatorial como aqueles que Lula sempre defendeu?
Senadores protocolam pedido de impeachment de Cármen Lúcia, ministra do STF
Os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) protocolaram um pedido de impeachment da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. Ela faltou com o decoro exigido pelo cargo chamar brasileiros de “tiranos”, afirmam os congressistas.
Com fundamento na Lei dos Crimes de Responsabilidade – Lei 1.079/1950 -, os parlamentares afirmam que Cármen agiu de forma incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo que ocupa.
PROTOCOLADO IMPEACHMENT DE CARMEM LÚCIA:BASTA DE CENSURA PRÉVIA E DESRESPEITO A VC
Urgente:Junto com os irmãos @carlosportinho e @magnomalta protocolamos agora há pouco,c/base na Lei 1.079/1950,um pedido de impeachment da ministra do STF Cármen Lúcia,por agir de forma… pic.twitter.com/EAjTkrGVJJ
“As atitudes recentes da ministra configuram, na nossa avaliação, um ataque direto à liberdade de expressão – um direito constitucional inviolável”, afirmou Girão, em uma postagem no X. “Ao defender restrições generalizadas a manifestações na internet, tratando 213 MILHÕES brasileiros como ‘tiranos’, a ministra incorre num discurso intimidador, que viola os artigos 5º, IV e IX da Constituição.”
Cármen fez a declaração sobre os “tiranos” em 26 de junho, durante a votação do STF que julgou inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Ela declarou: “A grande dificuldade está aí: censura é proibida constitucionalmente, eticamente, moralmente, e eu diria até espiritualmente. Mas também não se pode permitir que estejamos numa ágora em que haja 213 milhões de pequenos tiranos soberanos. E soberano aqui é o Direito brasileiro. É preciso cumprir as regras para que a gente consiga uma convivência que, se não for em paz, tenha pelo menos um pingo de sossego. É isso que estamos buscando aqui: esse equilíbrio dificílimo”.
Cármen Lúcia votou a favor de censura prévia
Eles também citam a decisão da ministra de votar a favor da censura prévia ao documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?, da Brasil Paralelo, nas eleições de 2022 e de desmonetizar o canal da produtora no YouTube.
Cármen Lúcia “cometeu, na prática, um ato de CENSURA prévia, ferindo frontalmente o direito à livre manifestação cultural, artística e de pensamento”, continuou Girão. “Chega de ABUSOS! O Senado tem o dever constitucional de frear qualquer Poder que ultrapasse seus limites.”
Be the first to comment on "Com absurdos “43 anos” de prisão, Jair Bolsonaro pode morrer preso"