Congresso dos EUAconvoca Paulo Figueiredo para falar sobre repressão transnacional

O Congresso dos Estados Unidos realizará nesta terça-feira, 24, uma audiência pública para discutir as crescentes ameaças da repressão transnacional – quando governos perseguem cidadãos além de suas fronteiras. O jornalista brasileiro Paulo Figueiredo foi convidado a depor na Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, em Washington, para relatar casos de perseguição extraterritorial promovida por autoridades brasileiras, com foco na atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A audiência, organizada pelos congressistas James McGovern e Chris Smith, discutirá tendências na repressão transnacional e abordagens políticas para conter práticas consideradas violações de direitos humanos.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, repressão transnacional envolve ações de governos estrangeiros que tentam intimidar, coagir, ameaçar ou perseguir opositores políticos, jornalistas, dissidentes, minorias religiosas e membros de comunidades no exterior. Na sessão, os parlamentares norte-americanos examinarão como regimes e autoridades utilizam, além de medidas legais, recursos como vigilância digital, perseguição de familiares, pressão sobre empresas e abuso de mecanismos internacionais – como a Interpol – para perseguir seus alvos fora dos próprios territórios.

FONTE: REVISTA OESTE ‘https://revistaoeste.com/politica/estados-unidos-congresso-convoca-paulo-figueiredo-para-falar-sobre-repressao-transnacional/?utm_medium=editorial-push&utm_source=taboola

O que se sabe sobre o enriquecimento de urânio do Irã após ataque dos EUA

Antes do ataque: instalação subterrânea de Fordow fica cravada em maciço rochoso de 80 metros (Foto: EFE/EPA/Maxar Technologies)

No fim de semana, os Estados Unidos lançaram um ataque militar direcionado a alvos do programa nuclear do Irã, após as tentativas frustradas de negociações com o país persa.

O presidente americano, Donald Trump, classificou a operação como “bem-sucedida” no sábado (21) e destacou no dia seguinte que os danos às instalações nucleares iranianas foram “monumentais”.

Washington atacou as centrais nucleares de Isfahan, Natanz e Fordow, numa operação batizada de ‘Midnight Hammer’ (Martelo da Meia-Noite, em tradução livre) e que o Pentágono descreveu como o maior bombardeio com aviões B-2 da história.

As declarações de Trump sobre os estragos causados ao programa nuclear do Irã foram endossadas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU, que ainda não teve acesso às instalações, mas fez uma análise preliminar dos danos considerados “significativos”, principalmente em Fordow, uma das usinas de enriquecimento de urânio mais importantes do país persa.

Apesar dos pronunciamentos, até o momento não foi possível confirmar todos os danos reais causados a Teerã e seu programa nuclear, iniciado em 1974, sob a liderança do Xá Mohammed Reza Pahlavi.

Estima-se que o Irã tenha mais de 400 kg de urânio enriquecido com 60% de pureza em seu estoque, caminhando para alcançar os 90% necessários para o uso militar. Segundo a AIEA, isso seria suficiente, se enriquecido ainda mais, para produzir pelo menos nove armas nucleares.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, explicou que os EUA não planejam novas operações militares em solo iraniano e convidou o regime dos aiatolás, liderado pelo líder supremo Ali Khamenei, a sentar-se para negociar um acordo que ponha fim ao seu enriquecimento de urânio.

No domingo (22), a Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) declarou que os ataques dos EUA não irão interromper as atividades nucleares no país. “A organização garante à grande nação do Irã que, apesar das conspirações malignas de seus inimigos, não deixaremos que o caminho do desenvolvimento desta indústria nacional, resultado do sangue de mártires nucleares, seja interrompido”, diz a nota.

Teerã confirmou as operações militares de Washington, mas disse que conseguiu retirar equipamentos essenciais de seu programa nuclear das instalações antes dos bombardeios.

Segundo analistas entrevistados pelo The New York Times, as décadas de investimento e a construção de uma veneração do programa nuclear na cultura iraniana sinalizam que nenhum líder nacional estaria disposto a desistir dele tão cedo.

De acordo com os especialistas, o projeto nuclear de Teerã, vendido como um programa para fins civis, contribui pouquíssimo para as necessidades energéticas nacionais, mas serve muito bem como um meio de dissuasão estratégica por meio do enriquecimento de urânio, gerando forte tensão com Israel e os Estados Unidos, vistos como países inimigos pelo regime dos aiatolás.

Ray Takeyh, especialista em Irã do Conselho de Relações Exteriores, disse ao Times que a defesa do programa nuclear iraniano é também uma forma de poder político. “De certa forma, os cálculos da República Islâmica eram os mesmos do xá: uma expressão de poder e prestígio”. Portanto, apesar dos bombardeios americanos e israelenses, o líder supremo Ali Khamenei ou qualquer outro que possa substituí-lo não deve abrir mão de sua mais poderosa arma de dissuasão.

AIEA alerta que conflito no Oriente Médio ameaça quebrar acordo global de não proliferação nuclear

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, alertou nesta segunda-feira (23) que o acordo global de não proliferação nuclear pode estar por um fio devido ao conflito militar no Oriente Médio para frear o programa nuclear iraniano.

“O peso deste conflito ameaça fazer colapsar o regime global de não proliferação nuclear, mas ainda há um caminho para a diplomacia”, apelou o diplomata argentino no início de uma reunião de emergência da Junta de Governadores da AIEA, em Viena.

O Irã aproveitou os recentes ataques dos Estados Unidos no país, no fim de semana, para informar que o Parlamento está preparando um projeto de lei para suspender a colaboração do país com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), por considerar que ela “não cumpre suas obrigações” e se tornou uma “ferramenta política”.

“O Parlamento está elaborando uma lei para interromper a cooperação com a agência nuclear” das Nações Unidas, disse em discurso o presidente do Parlamento, Mohamad Baqer Qalibaf, nesta segunda-feira.

Em 12 de junho, o conselho da AIEA adotou uma resolução contra o Irã pelo não cumprimento de suas obrigações nucleares. A resolução, apresentada por Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos, e apoiada por 19 países, considerou que a falta de cooperação do Irã constituía um descumprimento de suas obrigações com o órgão.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/o-que-sabe-sobre-programa-enriquecimento-de-uranio-ira-apos-ataque-dos-eua/

Brasil se alinha – novamente – a ditaduras ao condenar ataque dos EUA ao Irã

O presidente Lula ao lado do ditador da Rússia, Vladimir Putin, no Grande Palácio do Kremlin, em Moscou, no dia 09 de maio de 2025. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O governo Lula classificou o bombardeio dos Estados Unidos contra três instalações nucleares no Irã como uma “violação da soberania” e do direito internacional. A manifestação reforça o alinhamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ditaduras e regimes autoritários. A oposição criticou o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores neste domingo (22).

No último dia 13, Israel lançou a “Operação Leão Ascendente” sob a alegação de que o regime dos aiatolás estava muito perto de obter uma arma nuclear. O presidente americano, Donald Trump, decidiu entrar no conflito e determinou o ataque às usinas nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan na noite deste sábado (21).

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e Trump defendem a “paz através da força”, pois “primeiro vem a força, depois vem a paz”. Após os bombardeios, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou fotos em que aparece ao lado de Trump e de Netanyahu, com a legenda: “Dê-me 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil”.

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, afirmou que “bandidos e ditadores só entendem uma linguagem, a da força”. A teocracia iraniana é comandada pelo aiatolá Ali Khamenei desde 1989. O controle do governo fundamentalista xiita no país começou com a Revolução Islâmica de 1979.

O Irã só permite a atuação de políticos subservientes ao regime e cala as vozes dissonantes, por meio de execuções, prisões e do exílio. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou um vídeo do apresentador Ratinho, pai do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), criticando o governo federal por “se meter” na guerra de Israel e não cuidar dos problemas do Brasil.

“O governo Lula não consegue fazer o dever de casa dentro do Brasil, não consegue fazer o arroz com feijão e quer se meter na guerra da Ucrânia, na guerra de Israel e Irã”, disse Flávio.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou que o Brasil “precisa retomar sua diplomacia equilibrada”. “Defender Israel é defender a democracia, os direitos humanos e a paz. Não podemos nos calar diante das ameaças do Irã contra Israel”, justificou Viana.

Para o senador Sergio Moro (União-PR), o país continua “despreparado” e “desorientado” na relação diplomática com outras nações. “Ataque pelos Estados Unidos às instalações nucleares do Irã. O mundo está cada vez mais perigoso. Enquanto isso, o Brasil continua despreparado e, com o atual Governo, completamente desorientado na ordem internacional”, disse Moro.

O deputado federal Mauricio Marcon (Podemos-RS) comemorou a decisão de Trump de atacar o Irã. “Eu amo esse cara. Que bênção ter Trump como presidente americano. Obrigado Deus, por ter salvo a sua vida”, declarou Marcon ao compartilhar um vídeo do pronunciamento do republicano sobre a ação militar.

A oposição já havia condenado a nota divulgada pelo Itamaraty após o início da ofensiva israelense contra o Irã no último dia 13. Na ocasião, o governo petista afirmou que a ação foi uma “clara violação” à soberania iraniana e ao direito internacional.

Além disso, Lula acusou Israel de “genocídio” contra o povo palestino reiteradas vezes desde o começo do conflito após o ataque terrorista do Hamas, em outubro de 2023. Em 2024, ele foi declarado “persona non grata” pelo governo israelense após comparar a reação do país contra o Hamas às mortes de judeus no Holocausto.

Durante sua passagem pela cúpula do G7, o presidente criticou novamente Israel pelo que chamou de “matança indiscriminada de milhares de mulheres e crianças” na Faixa de Gaza e citou possíveis impactos do conflito recente entre Israel e Irã.

“Os recentes ataques de Israel ao Irã ameaçam fazer do Oriente Médio um único campo de batalha, com consequências globais inestimáveis”, afirmou o petista, em um discurso que vai na contramão do discurso dos países do G7.

Lula busca protagonismo pela paz, mas mantém proximidade com ditadores e censura

As críticas à condução das relações diplomáticas do Brasil se aprofundaram neste ano com a viagem de Lula para participar da celebração dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, em Moscou, e se reunir com o ditador russo, Vladimir Putin. O evento contou com ao menos 20 representantes de países que vivem sob regimes autoritários ou ditatoriais.

Entre eles estavam aliados de Lula como os ditadores de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Venezuela, Nicolás Maduro. Diante da repercussão, o presidente classificou as críticas como “exploração política” pela oposição, defendendo que a viagem à Rússia tinha o objetivo de reforçar o “multilateralismo”.

Lula tentou emplacar um acordo costurado com a China para o cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia durante a viagem, mas sem sucesso. O mandatário brasileiro chegou a fazer um apelo para que o ditador russo participasse presencialmente das negociações de paz com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em Istambul, na Turquia, o que não ocorreu.

Apesar das negociações, os dois países realizaram seus maiores ataques aéreos contra os territórios um do outro. Lula deu a entender que a Ucrânia não conseguirá retomar todos os seus territórios ocupados pela Rússia.

“Eu, sinceramente, acho que no subconsciente, ou melhor, no inconsciente de todos os líderes políticos do mundo, todo mundo sabe o que vai acontecer. Todo mundo sabe que as condições do acordo já estão colocadas. O que está faltando é coragem das pessoas dizerem o que querem. Vocês acham que o Putin vai sair da Crimeia? Nem ele quer sair, nem Zelensky quer perceber que a outra parte já invadiu e que ainda não tomou definitivamente”, disse o petista, no início deste mês.

Eleito com um discurso de defesa da democracia, Lula pediu ao ditador Xi Jinping que enviasse uma pessoa “de confiança” para discutir a regulação das redes sociais no Brasil, com ênfase na plataforma TikTok, de origem chinesa.

O regime utiliza um rigoroso sistema de controle estatal da comunicação na China, especialmente em relação às redes sociais. Plataformas como Google, Facebook e YouTube são banidas, e o TikTok local (Douyin) opera sob regras rigorosas de censura e vigilância.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/brasil-se-alinha-novamente-a-ditaduras-ao-condenar-ataque-dos-eua-ao-ira/

Livrado por dados e depoimentos, Filipe Martins segue sob censura e medidas cautelares

Filipe Martins segue alvo de medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes. (Foto: Arthur Max/MRE)

Nas últimas semanas, uma convergência de dados e depoimentos reforçou a ausência de qualquer vínculo concreto de Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro, com a suposta conspiração golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A nova leva de evidências tornou mais patente o caráter arbitrário de sua prisão preventiva no ano passado, que durou seis meses, e das medidas cautelares ainda em vigor contra ele.

As únicas acusações concretas que ainda existem contra Martins são as palavras do tenente-coronel Mauro Cid em sua delação. Nenhum outro elemento do inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes confirma a versão apresentada por Cid ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mas até esse vínculo pode ruir.

Na semana passada, mensagem atribuídas a Mauro Cid e reveladas pela revista Veja levantaram dúvidas sobre a veracidade de seus depoimentos. Os textos indicam que Cid teria desrespeitado cláusulas do acordo de colaboração e mentido em juízo.

Em uma das mensagens, ele sugere que o conteúdo da delação foi manipulado por investigadores da Polícia Federal. Isso coloca em xeque o único e frágil alicerce da acusação contra Martins.

“O caso do Filipe Martins teve de tudo, tudo a que se tem direito e a que não se tem direito”, lamenta a consultora jurídica Katia Magalhães. “A delação de Mauro Cid nunca foi uma prova. Ela foi uma delação a toda evidência obtida mediante coação, depois de nove versões diferentes de um mesmo fato, sem chancela do PGR da época. Ainda assim, começa a ruir, primeiro pelo fato de o Mauro Cid, nos tais áudios vazados, nunca ter nem sequer mencionado a palavra ‘golpe’. Isso já é uma coisa bastante séria, porque mostra que a autoridade policial inseriu palavras na boca do relator na hora de reduzir a termo o depoimento dele, porque, segundo o Cid, ele não teria falado no tal golpe”, comenta ela.

Além das novidades que fragilizam a delação de Cid, nas últimas semanas, depoimentos colhidos durante os interrogatórios dos réus no STF enfraqueceram ainda mais a tese de envolvimento do ex-assessor.

O general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, declarou que Filipe Martins não participou da reunião no Palácio da Alvorada no dia 7 de dezembro de 2022 – apontada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como momento decisivo da suposta articulação golpista.

O general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, foi na mesma linha. Disse que havia um assessor não identificado na reunião, mas que não reconheceu Martins entre os presentes. Em depoimento anterior à Polícia Federal, Freire havia mencionado a possibilidade de Martins estar no local, mas sem certeza.

No interrogatório de Jair Bolsonaro, o ex-presidente também isentou seu ex-assessor. Afirmou que Martins “nunca foi para lá para falar de minuta”, em referência ao Palácio da Alvorada.

Não há, até agora, nenhuma prova material que indique que Martins escreveu, circulou ou apresentou a chamada “minuta do golpe”. A própria delação de Mauro Cid admite que não há qualquer elemento documental que comprove essa acusação.

Medidas cautelares continuam e incluem censura prévia que afeta jornais

Mesmo com a falta de provas concretas e até mesmo de acusações, Martins segue submetido a uma série de medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes.

Ele está proibido de dar entrevistas, de se manifestar em redes sociais e de manter contato com os demais réus. É obrigado a usar tornozeleira eletrônica, está sujeito a recolhimento noturno e precisa comparecer semanalmente à Justiça.

Em agosto de 2024, Moraes impediu que Martins concedesse uma entrevista à Folha de S.Paulo. Outros veículos, como Gazeta do Povo e Poder360, também formalizaram posteriormente ao STF pedidos de entrevistas com ele e, por enquanto, estão censurados.

Durante a sessão que o tornou réu, ele não pôde ter sua imagem captada e, se fosse alvo de qualquer registro, precisaria responder por isso – o que juristas apontaram como uma terceirização absurda de responsabilidade. Os celulares de jornalistas e advogados foram lacrados na entrada da audiência.

As restrições não se limitaram à comunicação. Quando autorizado a ir a Brasília, Martins só pôde se deslocar entre o aeroporto, o hotel e o prédio do Supremo. Moraes também proibiu qualquer atividade política durante as viagens.

O conjunto de medidas foi criticado por entidades como a OAB, o Movimento de Defesa da Advocacia e a Associação dos Advogados de São Paulo, que apontaram violações à liberdade de imprensa e às prerrogativas da defesa.

Dados técnicos também isentam Filipe Martins, que já precisou provar que não viajou aos EUA

Além das declarações e da ausência de provas, a defesa de Martins reuniu diversos dados técnicos que contradizem a narrativa da acusação de que ele teria participado de uma suposta reunião golpista.

Registros de geolocalização obtidos junto à operadora TIM mostram que o celular de Martins permaneceu conectado a antenas da Asa Sul, em Brasília, durante toda a manhã do dia 7 de dezembro de 2022 – mesma data em que, segundo a acusação, ele estaria no Palácio da Alvorada para uma reunião com Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas. Também há registros de chamadas telefônicas feitas por ele na mesma região, além de comprovantes de internet ativa no local.

Apesar do esforço da defesa, em um contexto jurídico normal, Martins não precisaria provar que não estava na reunião, já que o ônus da prova recai sobre a acusação, e não sobre o acusado.

No caso que motivou sua prisão preventiva em fevereiro do ano passado, a defesa de Martins também já havia carregado o ônus da prova, tendo que coletar evidências de que ele não havia feito a viagem aos Estados Unidos que motivou a medida.

Como já relatou com detalhes a Gazeta do Povo, a Polícia Federal o acusou de integrar uma comitiva presidencial que embarcou para os Estados Unidos em 30 de dezembro. A defesa apresentou passagens aéreas domésticas, registros de bagagem, corridas de aplicativo e extratos bancários que mostravam sua presença no Paraná naquele período.

As autoridades americanas confirmaram que ele não entrou no país na data citada. Um registro anômalo de entrada nos Estados Unidos, com erros de grafia e uso de passaporte cancelado, chegou a ser incluído no sistema oficial, mas foi depois corrigido e removido, com suspeitas de manipulação.

Para Katia Magalhães, o caso de Filipe Martins “já se deslocou da esfera jurídica, e ninguém está mais debatendo direito”. “É muito escandaloso. Deixe eu voltar ao ‘basicão’: Filipe Martins não tem foro privilegiado. Então, em primeiríssimo lugar, não poderia estar nas mãos do Alexandre de Moraes, do STF, nada disso. Se houvesse alguma imputação delitiva, teria que estar em primeira instância. Em segundo lugar, não poderia ser alvo de uma prisão preventiva por uma suspeita de uma viagem, quando não era nem indiciado, não era réu em processo criminal, nada disso. Então, viajar fazia parte do direito de ir e vir da pessoa. Além de tudo isso, os seis meses em que foi mantido preso, com todas as irregularidades, em que houve até uma inversão do ônus da prova, ou seja, não foi a PGR que teve que provar que ele viajou, foi ele quem teve que provar que não viajou – isso, em Direito, a gente chama de prova diabólica, porque é uma modalidade de prova impossível, uma prova negativa. Mas, ainda assim, ele juntou os comprovantes das operadoras de telefone, das companhias aéreas, mostrando até os dados de geolocalização, mostrando que não saiu das fronteiras do país. E agora esse caso da delação do Mauro Cid, sobre ele ter participado ou não da reunião. E, detalhe: participar de reunião está longe de ser crime”, comenta a jurista.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/livrado-por-dados-e-depoimentos-filipe-martins-segue-sob-censura-e-medidas-cautelares/

TCU investiga licitação suspeita no Ministério da Saúde

Ministro Alexandre Padilha

Três meses após assumir, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já coleciona escândalos, além do seu “orçamento secreto” que beneficia aliados. São dois contratos sob suspeita para adquirir insulina humana. Diz a denúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU) que, em vez de contrato em reais, como determinava o edital do pregão 90104/24, a turma de Padilha o fez em dólares com uma GlobalX Technology Limited, registrada em Hong Kong. A manobra poderá custar até R$50 milhões a mais ao Brasil. O relator no TCU é o ministro Aroldo Cedraz.

Dólar a R$5,46?

O contrato do Ministério de Padilha utilizou a cotação de R$ 5,46 para a compra de 74,6 milhões de tubetes de insulina regular e NPH.

Somente em reais

Além da exigência do edital, o pregoeiro confirmou, em resposta a uma consulta no sistema ComprasGov, que tudo deveria ser em reais.

Eis a jogada

Os contratos em dólar (US$52.2 milhões cada, cerca de R$600 milhões) fazem o Ministério pagar valores superiores aos previstos na licitação.

Doce feriadão

A coluna pediu esclarecimentos ao Ministério da Saúde já na sexta (20), mas informaram que somente seria possível responder nesta terça, 24.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/tcu-apura-licitacao-suspeita-no-ministerio-da-saude

Enquanto Lula bajula o Irã, países árabes apoiam os EUA

Ataque do Irã destruiu área residencial e vitimou civis, em Israel.

A guerra entre Israel e Irã se caracteriza pelo mais absoluto silêncio dos países árabes, inclusive vizinhos, sem qualquer manifestação de solidariedade ao regime totalitário chefiado pelo aiatolá Ali Khamenei.

As raras manifestações em defesa do Irã se limitaram a conhecidas ditaduras, como China e Rússia, que dependem do petróleo iraniano, e outros bajuladores dos aiatolás, como o governo Lula (PT), que confundem o regime dos aiatolás com sua  posição ideológica de esquerda.

Os árabes não são solidários porque se  sentem tão ameaçados quantos os dez milhões de israelenses, por exemplo, que o regime iraniano há anos proclama a intenção de “varrer do mapa”, assim como afirma planejar o “aniquilamento” do “grande satã”, os Estados Unidos.

Como forma de manifestar apoio aos EUA, os países árabes em geral abrigam bases militares norte-americanas, como forma de inibir eventuais ataques iranianos, inclusive por meio de grupos terroristas que financia há anos.

Controlado por xiitas radicais com sinais de problemas mentais, o regime iraniano proclama frequentemente que sua missão é exterminar os “infiéis”, referindo-se a quaisquer outros países que não rezem segundo sua própria interpretação do Alcorão, em referência aos países ocidentais de uma maneira geral e também aos países árabes.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/ttc-internacional/enquanto-lula-bajula-o-ira-paises-arabes-apoiam-os-eua

Governo Lula ataca EUA e ignora mísseis do Irã contra civis

Lula (PT) – Detalhe de foto da Agência Brasília.

O governo brasileiro voltou a passar vergonha, neste domingo (22), ao defender o regime ditatorial do Irã e condenar “com veemência” o ataque americano aos centros de produção de bombas atômicas, e não faz qualquer referência ao disparo de mísseis balísticos exclusivamente contra alvos civis israelenses, inclusive hospitais, escolas e creches.

O ataque americano teve objetivo de “tirar a bomba das mãos do Irã”, como definiu o presidente norte-americano Donald Trump, após inúmeras manifestações oficiais do regime xiita dos aiatolás prometendo “destruir” os Estados Unidos e Israel.

Em nota divulgada hoje, o Ministério das Relações Exteriores do governo Lula (PT) joga no lixo uma história da diplomacia construída com base na neutralidade, no respeito à autodeterminação dos povos, o não envolvimento em conflitos, independência e bom senso.

A diplomacia brasileira foi sempre respeitada no mundo em razão desses princípio de não intervenção em conflitos, priorizando sempre a solução negociada.

Até no regime militar a diplomacia brasileira fez história,tendo sido sempre o primeiro e reconhecer os novos governos, todos de esquerda, que substituíram ditadores, como no caso de Anastacio Somoza na Nicarágua e o fim de regimes colonialistas, como nos casos de Angola e de Moçambique, entre tantos outros.

Apoio ao bandido

O do governo brasileiro, divulgado neste domingo, texto afirma sem apresentar provas que os ataques realizados apenas a instalações nucleares que atuavam para produzir bombas atômicas, ameaçariam “a vida e a saúde de civis”, devido ao suposto risco, já descartado de “contaminação radioativa”.

“O governo brasileiro expressa grave preocupação com a escalada militar no Oriente Médio e condena com veemência, nesse contexto, ataques militares de Israel e, mais recentemente, dos Estados Unidos, contra instalações nucleares, em violação da soberania do Irã e do direito internacional”, diz a nota.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/exteriores/ttc-internacional/governo-lula-ataca-os-eua-defende-ditadura-e-ignora-misseis-do-ira-contra-civis

Sindicato do irmão de Lula quis meter a mão no Bolsa Família

“Frei Chico”, irmão mais velho de Lula (PT) – Foto: reprodução da Tribuna do Norte.

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem entre seus dirigentes o irmão do presidente Lula (PT), Frei Chico, atuou nos bastidores do governo para tentar autorizar descontos mensais diretamente nos contracheques de aposentados e beneficiários do INSS — sem a devida autorização dos titulares.

Um ofício datado de 30 de janeiro de 2023, assinado pelo então presidente do sindicato, João Batista Inocentini, foi enviado ao ministro da Previdência à época, Carlos Lupi (PDT), com uma série de reivindicações — entre elas, a liberação de descontos em benefícios sociais como o Bolsa Família e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), ambos pagos pelo INSS a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

A tentativa, no entanto, não prosperou, já que a legislação atual proíbe descontos automáticos em programas assistenciais dessa natureza. Mesmo assim, o episódio levanta questionamentos sérios sobre o uso político de entidades sindicais ligadas à esquerda — especialmente em um governo que se diz “do povo”.

Frei Chico, irmão do presidente Lula, faz parte da direção do Sindnapi desde 2008 e atualmente ocupa o cargo de vice-presidente. Apesar de não ter assinado o documento diretamente, ele integra a cúpula que endossou a ofensiva junto ao governo petista.

O sindicato justifica a ação, alegando que “é natural que as lideranças procurem o novo governo para articular suas pautas”.

No entanto, críticos veem nessa movimentação uma tentativa disfarçada de ampliar o financiamento sindical à custa dos mais vulneráveis, sem o consentimento prévio dos beneficiários.

O caso veio à tona por meio de documentos obtidos pelo portal Metrópoles.

FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/sindicato-do-irmao-de-lula-quis-meter-a-mao-no-bolsa-familia

Lula se alinha a China e Cuba para influenciar eleição na OEA, diz Walll Street Journal

A Organização dos Estados Americanos (OEA) vive uma disputa decisiva. Na sexta-feira 21, três dos sete assentos da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) estarão em jogo. O resultado pode consolidar o domínio da esquerda sobre o órgão ou abrir espaço para vozes comprometidas com a democracia, pressionadas por regimes como China, Cuba e, agora, pelo Brasil, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governo norte-americano, que financia quase metade do orçamento da OEA, deixou escapar, em março, a oportunidade de apoiar um candidato alinhado aos interesses dos Estados Unidos para a secretaria-geral. O posto ficou com o preferido de China e Brasil, como destacou a jornalista Mary Anastasia O’Grady, em artigo publicado no The Wall Street Journal. Agora, Washington tenta reagir na eleição da CIDH.

Entre os candidatos estão Rosa Maria Paya, filha do ativista cubano Oswaldo Payá, assassinado em 2012 por agentes do regime de Havana. Ela dá continuidade à luta do pai por uma transição pacífica em Cuba. Outro nome conservador é o jurista colombiano Carlos Bernal Pulido, que concorre à reeleição com apoio do Peru.

FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/mundo/lula-se-alinha-a-china-e-cuba-para-influenciar-eleicao-na-oea-diz-wall-street-journal/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola#google_vignette

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