Em pronunciamento nesta terça-feira (1), o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) alertou para o risco de falência dos Correios. Pontes destacou que a atual gestão da estatal acumulou prejuízos significativos após anos de resultados positivos.
O senador lembrou que em 2023 o déficit da empresa foi de R$ 440 milhões e, em 2024, chegou a R$ 3,2 bilhões, representando metade dos prejuízos das estatais federais.
“O cenário é dramático. Transportadoras terceirizadas, responsáveis por sustentar a espinha dorsal da distribuição postal no Brasil, relatam mais de 60 dias sem receber pagamentos regulares. Os Correios passaram a pagar parcialmente, 5%, 10%, até mesmo 1% dos valores devidos, sem explicações formais, sem cronograma de regularização, sem qualquer nota oficial ou transparência por parte da presidência da empresa”, afirmou o senador.
Para Pontes, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, precisa prestar contas publicamente sobre a situação da empresa.
Nesta terça, as empresas que prestam serviço de transporte para os Correios deram início a uma paralisação por tempo indeterminado. As empresas reclamam de atrasos nos pagamentos.
Senador quer atuação conjunta para impedir colapso
Pontes quer que o Ministério das Comunicações, o Congresso Nacional e o Tribunal de Contas da União (TCU) interfiram para impedir a paralisação logística da estatal.
O senador também expressou a intenção de convocar uma audiência pública para debater a situação dos Correios.
“Os Correios não são uma simples empresa, são um instrumento de coesão territorial, inclusão social e desenvolvimento econômico. Permitir que sua derrocada avance dessa forma é comprometer a soberania logística nacional, é entregar à falência um patrimônio de mais de 350 anos de história. É preciso agir, e com urgência. Não podemos permitir que, por má gestão, desorganização e silêncio institucional, o Brasil assista passivamente à falência dos Correios e, quero lembrar, com ela, à falência também de milhares de famílias que hoje sustentam a malha logística do país”, disse o parlamentar.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/brasil-assiste-passivamente-a-falencia-dos-correios-alerta-senador/
Após ofender Israel e apoiar terroristas, governo Lula agora espiona o Paraguai

O Paraguai se tornou a mais nova nação amiga do Brasil a ser ofendida pelo governo Lula (PT), após revelações de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi usada pela administração petista para hackear o governo paraguaio e espionar negociações sobre a Hidrelétrica de Itaipu. O Paraguai agora é o segundo país amigo a convocar seu embaixador no Brasil para explicar ações do governo brasileiro. Israel foi forçado a romper relações com Lula, que virou persona non grata no país pelo apoio que dá aos terroristas do Hamas e por haver comparado judeus a nazistas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Lula virou antagonista de Israel após comparar a reação do país aos ataques terrorista de 7 de outubro ao Holocausto.
“Não perdoaremos e não esqueceremos” disse o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, após decretar a decisão contra Lula.
No caso do Paraguai, a ordem seria descobrir valores pretendidos por executivos paraguaios de Itaipu na renegociação do contrato binacional.

Os incríveis contracheques dos conselheiros em tribunais de contas

Gente, a agência UOL de notícias fez um levantamento em mais de 3 mil contracheques de conselheiros de tribunais de contas do Brasil. Vejam só, é incrível, mas o teto do funcionalismo público é o salário de um ministro do Supremo. Dá uns R$ 42 mil. No entanto, lá em Roraima um conselheiro ganha R$ 164 mil. É o salário e os penduricalhos. Todos aqueles penduricalhos, né? Tem de tudo. Como se eles vivessem numa zona de perigo, em um fronte, sendo atacados por inimigos, sendo sujeitos a doenças, ambiente insalubre, hostil, mais ou menos isso, trabalho excessivo. A média é R$ 66 mil, a média de mais de 3 mil contracheques.
São 33 tribunais de contas. Vocês dirão, como assim? São 27 estados mais o Distrito Federal. Acontece que há quatro capitais, se não me engano, que têm tribunais municipais.
Entre os campeões, além de Roraima, está o Distrito Federal. O valor lá é 158 mil. Aliás, o Tribunal de Contas do Distrito Federal está começando a examinar agora essa compra por parte do BRB, Banco Regional de Brasília, que é um banco estatal, de um banco privado, o Banco Master, de São Paulo. A compra está saindo por uns R$ 2 bilhões. Está todo mundo estranhando.
Em terceiro lugar, Ceará. R$ 133 mil por mês. Depois acho que é Minas Gerais que vem depois.
No Tribunal de Contas da União, a média é R$ 107 mil. Sabe o que é que acontece? Quem são os integrantes do Tribunal de Contas? Supostamente teria que ser gente formada em Ciências Contábeis, Economia ou similares, né? Mas não. Quem está lá são políticos aposentados que não foram reeleitos ou são mulheres de governador. Já teve até mulher de jornalista. Mulher de governador tem três, é o do Ceará, do Pará e de Roraima. Cinco conselheiras são casadas com ministros do governo Lula.
Enfim, é uma delícia. Isso aqui é Brasil. Por minha conta, por sua conta. Porque a gente paga imposto para isso.
Europa assustada
Estou em Lisboa e, meu Deus, estão fazendo o que fizeram na Covid, na pandemia. Estão assustando a população da Europa. “Pode ter uma guerra nuclear, vocês têm que ter um kit sobrevivência em casa”. Estão divulgando coisas desses tipo e é um monte de itens. Deve ter gente vendendo bem, não é? Extintor, garrafa para conservar água, para conservar alimento, enlatados. Estão dizendo que devem ter um lugar em casa para fazer um abrigo, manter estojo de primeiros socorros. Por que isso? No fundo, a causa é política. É a União Europeia dizendo que há perigo de guerra. E por quê? Por causa do Trump. Os governantes europeus não sabem que essas conversas do Trump com o Putin servem para o Putin não se jogar nos braços da China, ao ser isolado pela Europa.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/os-incriveis-contracheques-dos-conselheiros-em-tribunais-de-contas/
URGENTE: Moraes pede manifestação da PGR sobre prisão de Jair Bolsonaro

Faltando poucos dias para aquela que será possivelmente a maior manifestação política da história do Brasil, o sistema treme, se estribucha e pode vir a tentar uma cartada absurda e radical. A prisão do maior líder da oposição.
Nesse sentido, o ministro Alexandre de Moraes acaba de pedir a manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Notadamente, Gonet e Moraes fazem um jogo combinado.
O despacho de Moraes foi assinado no último dia 18/3 ao analisar uma notícia-crime protocolada contra o ex-presidente.
Moraes quer que a PGR avalie se a prisão de Bolsonaro é necessária “a fim de garantir a ordem pública e a instrução processual”.
Além disso, o ministro também determinou que a procuradoria opine se, ao convocar atos pela anistia, Bolsonaro “cometeu os delitos de obstrução de Justiça, incitação de crimes contra as instituições democráticas e coação no curso do processo”. São esses pontos, aliás, que justificariam o encarceramento do ex-presidente antes de eventual condenação pela Primeira Turma do Supremo.
Por fim, Alexandre de Moraes solicitou parecer do Ministério Público Federal sobre se há necessidade de “aplicar medidas cautelares para restringir a atuação” de Bolsonaro “em novas convocações que possam incitar atos antidemocráticos”.
Paulo Gonet, que ainda não protocolou sua posição sobre os questionamentos.
As solicitações de Alexandre de Moraes à PGR têm como origem uma notícia-crime protocolada pela vereadora Liana Cristina, do PT de Recife, e por Victor Fialho Pedrosa. Ao pedir a prisão do ex-presidente, a dupla argumenta que Bolsonaro teria incorrido em irregularidades ao usar as redes sociais para convocar atos pela anistia a réus e condenados no 8 de Janeiro.
“Os chamamentos públicos feitos por Jair Messias Bolsonaro [nos dias 9, 10 e 14 de março] não apenas visam mobilizar sua base política para pressionar o Estado por anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, mas também busca deslegitimar o trabalho do Poder Judiciário e das forças de segurança que atuam na investigação e responsabilização dos envolvidos, inclusive chamando os condenados atualmente detidos de ‘reféns de 8/jan’, em óbvia inflamação de sua base de apoiadores contra os julgamentos ocorridos”, argumentam
E prosseguem:
“O Noticiado [Bolsonaro] cria um ambiente de instabilidade institucional, estimulando seus apoiadores a agir contra as decisões judiciais e trâmites legais estabelecidos pelo ordenamento jurídico brasileiro. Ora, é evidente que o Noticiado consumou o crime de embaraço ou obstrução à ação penal em curso, ao divulgar, por meio das redes sociais, um vídeo convocando a população para participar de manifestações contra o sistema judiciário brasileiro.”
É a tal da democracia relativa na terra da Ditadura da Toga.


Parlamentares brasileiros vão na contramão de Trump e discutem fim da reeleição

A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta semana, de que não estava brincando ao cogitar um terceiro mandato – apesar da proibição constitucional -, reforça a tendência global de líderes, de diferentes ideologias, buscarem a perpetuação no poder. No Brasil, contudo, as forças políticas caminham no sentido oposto e miram o fim da reeleição, apesar da persistente polarização dominada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à esquerda, e o seu maior rival, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), à direita.
Nesta quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado inicia a leitura do novo Código Eleitoral relatado por Marcelo Castro (MDB-PI). O Projeto de Lei Complementar (PLP), que propõe várias alterações, já passou pela Câmara e está sob a análise dos senadores há quatro anos.
O senador também é o relator de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição para os cargos de presidente, governador e prefeito. Em contrapartida, a proposta 12/2022, criada pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), visa ampliar os mandatos desses cargos executivos de quatro para cinco anos e aumentar os mandatos dos senadores de oito para dez anos.
A proposta em tese agrada a maioria dos parlamentares, que teriam seus mandatos prolongados (para que todas as eleições possam ocorrer de uma vez só) e não seriam afetados pelo fim da possibilidade de reeleição.
Castro espera aprovar o novo Código Eleitoral no Senado nas próximas semanas e até outubro na Câmara, para onde retornará após sofrer as alterações sugeridas por ele. A aprovação dos projetos precisa ocorrer nesse prazo para que as novas regras possam valer já nas eleições do ano que vem.
FHC reconhece prejuízos com a reeleição
A reeleição para presidente foi criada em 1997 durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que foi também seu primeiro beneficiário. O avanço no Congresso do debate sobre o fim da reeleição para cargos do Executivo deve-se ao consenso de que o modelo atual é um fator responsável por distorções e má governança.
Chefes do Executivo tendem a focar esforços em medidas eleitoreiras e gastar recursos públicos com despesas populistas para se perpetuar no poder. Além disso, a cada dois anos o debate político se foca demasiadamente nas eleições e reformas e avanços essenciais para o país ficam relegados ao segundo plano.
Após uma década em discussão no Legislativo, o fim da reeleição esbarra na definição da transição para mandatos mais longos, de cinco anos, e a adoção do novo calendário eleitoral. No mundo político, há uma percepção de que quatro anos de mandato não são suficientes para um governante realizar projetos. Já um período de seis anos de mandato é encarado como excessivo.
Em artigo publicado em setembro de 2020 no jornal O Estado de S. Paulo, Fernando Henrique Cardoso admitiu ter sido “um erro” a aprovação da emenda constitucional que instituiu a reeleição. O ex-presidente avaliou que teria sido mais adequado mudar para um mandato único de cinco anos.
Apesar de ter defendido a medida à época, comparando-a ao modelo dos Estados Unidos, ele reconheceu ter subestimado o uso da máquina governamental na busca da reeleição. A emenda constitucional foi aprovada após articulações iniciadas em 1995 e foi alvo de denúncias de compra de votos no Congresso.
Especialistas medem impactos do desejo de Trump sobre a reeleição no Brasil
Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo divergem sobre a intensidade do impacto na política brasileira do aceno de Trump para obter o prolongamento do atual mandato. Mas eles dizem que tais manifestações do político mais poderoso do mundo e o mais influente sobre a direita mundial jogam luz sobre o tema no Brasil.
Para Luiz Felipe Freitas, assessor legislativo da Malta Advogados, o fim da reeleição deve vingar, por ser um tema que já está maduro no Congresso. “A negociação iniciou há 10 anos na comissão especial da Câmara, criada pelo presidente Eduardo Cunha, e acelerou nesses anos de polarização Lula- Bolsonaro”, diz.
Segundo o cientista político, embora a hipotética reeleição de Lula em 2026 esteja cercada de incertezas, uma mudança radical nos EUA acerca do tema pode influenciar o Brasil. “O momento é propício para pôr fim ao casuísmo da reeleição e ainda buscar um meio de reduzir a polarização atual”, afirma.
Daniel Afonso Silva, pesquisador de política externa da USP, discorda de que qualquer mudança no instituto da reeleição nos EUA repercuta no Brasil. “No curto prazo, a política brasileira seguirá soterrada pelos episódios do processo do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro”, prevê.
O professor avalia que a revisão do dispositivo da reeleição no Brasil pode evoluir para uma discussão ainda mais séria, envolvendo a necessidade de uma reforma política, o que demandaria “quase uma Constituinte”. “Por isso, não vejo clima interno para isso nos próximos cinco ou 10 anos”, aposta.
Trump, que tomou posse em 20 de janeiro de 2025 para um segundo mandato não consecutivo na Casa Branca, vinha fazendo alusões vagas à busca por um terceiro mandato. Ele abordou diretamente o assunto em entrevista à NBC News. “Existem métodos para fazer isso”, argumentou ele, sem dar mais detalhes.
Os presidentes dos EUA são limitados a dois mandatos de quatro anos, seguidos ou não, conforme a 22ª Emenda da Constituição americana. Entre os “métodos” cogitados para contornar essa vedação, estaria sendo levado em conta a chance de Trump sair candidato a vice-presidente na próxima eleição. Um projeto de mudança na Constituição também é cogitado, mas requer ampla maioria na Câmara e no Senado.
A disposição de Trump para concorrer a um terceiro mandato reflete uma tendência que vem ganhando força no mundo desde os anos de 2010: o papel do indivíduo na política se sobrepondo a sistemas políticos baseados em redes institucionais e partidárias. Outros exemplos dessa tendência, que estenderam seus mandatos, foram os presidentes Narendra Modi, na Índia, Recep Tayyip Erdogan, na Turquia, e o líder Xi Jinping, na China.
Marcus Deois, diretor da Ética Consultoria Política, avalia que, embora os desafios enfrentados por Trump estejam inseridos no contexto político dos Estados Unidos, suas repercussões podem ecoar indiretamente no debate brasileiro.
Segundo ele, iniciativas como uma proposta de alteração da Constituição americana representam movimentos políticos extremos e desgastantes, capazes de gerar instabilidade institucional e insegurança jurídica – especialmente em um cenário de fragilidade econômica.
Deois ressalta também que o discurso de Trump, com traços individuais mais acentuados, pode encontrar também ressonância no Brasil. No entanto, ele descarta a possibilidade de o Congresso brasileiro cogitar mudanças constitucionais para permitir mais de uma reeleição.
“Pelo contrário, o debate por aqui caminha na direção oposta: o fim da reeleição e a ampliação dos mandatos majoritários para cinco anos”, afirma.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/parlamentares-brasileiros-vao-na-contramao-de-trump-e-discutem-fim-da-reeleicao/
Paraguai solicita ao embaixador do Brasil relatório detalhado sobre ações de “espionagem”

O embaixador do Brasil no Paraguai, José Antonio Marcondes de Carvalho, compareceu nesta terça-feira (1º) à sede do Ministério das Relações Exteriores, em Assunção, para prestar esclarecimentos formais sobre uma operação de espionagem supostamente conduzida pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) contra o país.
A denúncia, revelada por uma reportagem da imprensa brasileira, provocou uma reação imediata do governo paraguaio, que classificou o episódio como uma grave violação da soberania nacional.
No local, Marcondes de Carvalho se encontrou com o vice-chanceler paraguaio, Víctor Verdún. Em nome do governo do Paraguai, Verdún exigiu do embaixador que o Brasil esclareça em relatório detalhado as ações de inteligência realizadas entre junho de 2022 e março de 2023, período que inclui os últimos meses do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e os primeiros da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Mais cedo, em resposta à denúncia, além de convocar o embaixador brasileiro, o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, anunciou a suspensão imediata das negociações com o Brasil sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu, que trata da revisão dos termos financeiros da hidrelétrica binacional.
A revelação do suposto caso de espionagem foi feita pelo portal UOL, que apontou que a Abin teria realizado uma operação de espionagem com uso de hackers contra alvos paraguaios no contexto das discussões sobre Itaipu. Segundo a publicação, o objetivo seria obter informações privilegiadas para favorecer a posição brasileira nas negociações bilaterais.
O governo paraguaio reagiu com firmeza e cobrou publicamente o governo Lula.
“Isso é uma violação do direito internacional, uma interferência nos assuntos internos de um país por parte de outro”, afirmou Rubén Ramírez, denunciando a gravidade da situação e reforçando o caráter inaceitável da operação.
Na segunda-feira (31), após a divulgação da reportagem, o governo brasileiro admitiu a existência da operação, alegando, no entanto, que ela foi encerrada em março de 2023, já durante a atual administração de Lula.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/paraguai-solicita-ao-embaixador-do-brasil-relatorio-detalhado-sobre-acoes-de-espionagem/
Advogado de Constantino critica falta de acesso aos autos: “Direito pulou pela janela”

O advogado Emerson Grigollette, que representa o jornalista Rodrigo Constantino, comemorou a recente decisão judicial que desbloqueou as contas bancárias do seu cliente. Nos Estados Unidos, o jornalista luta contra um câncer agressivo e faz tratamentos de alto custo. Em entrevista à coluna e ao programa Entrelinhas, Grigollette ressaltou a surpresa diante do deferimento do pedido e apontou que a medida pode indicar uma mudança de postura por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A gente já está vivendo um momento no Brasil em que fica difícil falar de Direito. O Direito já pulou pela janela faz muito tempo”, analisou o advogado. Ele detalhou que a decisão de desbloquear os recursos de Constantino foi baseada no princípio da dignidade humana, garantido tanto pela Constituição Federal quanto pelo Pacto de São José da Costa Rica.
Emerson, no entanto, temeu que o documento pudesse causar um efeito contrário ao processo. “Confesso para você que, quando nós fomos apresentar a petição, inclusive conversando com o Constantino, a gente chegou a mencionar riscos de vir um revés”, detalhou. “Mas a gente tem que continuar lutando e acreditando no Direito”, declarou Grigollette.
Pedido de desbloqueio das contas bancárias de Constantino
Emerson contou que a petição apresentada pela defesa foi concisa, com apenas três a quatro páginas, sustentando que, mesmo quando se trata de réus condenados – o que não é o caso de Constantino –, há prerrogativas fundamentais que devem ser respeitadas. “Ele sequer é indiciado, não sabemos exatamente do que está sendo acusado, nunca houve denúncia formal”, explicou Grigollette.
O bloqueio de contas impôs dificuldades adicionais ao jornalista, que atualmente enfrenta um câncer agressivo e necessita de tratamento no exterior. “O sistema de saúde americano é extremamente caro, e ele tinha recursos para arcar com os custos, mas estava impossibilitado por conta da decisão judicial”, destacou o advogado.
A liberação das contas bancárias foi recebida com surpresa pela defesa. “Se esse pedido tivesse sido feito meses atrás, eu não acreditaria em nenhuma possibilidade de deferimento”, admitiu Grigollette. Ele sugere que a pressão política e internacional possa ter influenciado a decisão, uma vez que Constantino, além de brasileiro, também é cidadão americano.
“Processo contra Constantino não tem transparência”
Apesar dessa vitória parcial, o advogado denuncia a falta de acesso à íntegra do processo, que tramita sob sigilo. “Não sabemos se o procurador-geral da República já ofereceu denúncia ou não. O processo está num grau de sigilo que nem mesmo a defesa tem conhecimento pleno do seu conteúdo”, avaliou.
Grigollette revelou que a defesa recebeu apenas um pen drive com cerca de 300 páginas do processo, sem acesso completo aos autos. Ele comparou a situação com o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo advogado recebeu 81 mil páginas de documentos para analisar em apenas 15 dias. “Eu fiz um teste com uma inteligência artificial no meu escritório, e a análise de 50 mil folhas levou de três a quatro dias. Como um ser humano pode fazer isso em tão pouco tempo?”, questionou.
Pressão popular e desafios jurídicos
O advogado também comentou sobre outros casos, como o de Débora Rodrigues dos Santos e outros presos do 8 de janeiro, e destacou a importância da mobilização social, como a que vai acontecer no próximo domingo (6) na Avenida Paulista. “As manifestações populares são fundamentais. O argumento de que ‘não cabe anistia porque cometeram crimes’ ignora o fato de que todo o processo é viciado de ilegalidades, o que gera nulidade absoluta”, argumentou.
Para Grigollette, a atual conjuntura jurídica do Brasil coloca advogados em uma posição desafiadora. “Muitas vezes pensei em desistir da advocacia, mas lembro das palavras de Eduardo Couture no ‘Decálogo do Advogado’: ‘Quando os governos violentam o direito, não tenha medo de denunciá-los’”, citou.
Apesar das dificuldades, o advogado diz se manter firme em sua atuação. “A nós cabe o bom combate, a vitória cabe a Deus. Temos que continuar lutando, porque um dia isso vai mudar”, concluiu.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/entrelinhas/advogado-de-constantino-criticafalta-de-acesso-aos-autos-direito-pulou-pela-janela/
Presidente da Comissão de Agricultura adere à obstrução em favor da Anistia e cancela reunião

O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), anunciou o cancelamento da reunião do colegiado desta quarta-feira (2) para aderir à mobilização da oposição em defesa do avanço do projeto da anistia na Casa.
A decisão acompanha o movimento liderado pelo Partido Liberal (PL) e por parlamentares oposicionistas, que pressionam pelo andamento da proposta.
“O momento exige unidade e mobilização. A anistia é uma pauta prioritária para a oposição, e a Comissão de Agricultura não poderia se furtar de participar desse movimento. Precisamos garantir que a Câmara avance nesse debate fundamental para o país. Não se trata de uma pauta política ou ideológica, mas sim humanitária”, justificou Rodolfo Nogueira.
Além da Comissão de Agricultura, as Comissões de Saúde, Turismo e Relações Exteriores também devem cancelar suas reuniões. As três também são presididas por parlamentares do PL.
URGENTE: Nova pesquisa leva mais pânico ao sistema. Reprovação de Lula atinge índice estratosférico

Uma nova rodada de pesquisa da Genial/Quaest acaba de ser divulgada nesta quarta-feira (2). É o primeiro levantamento após o pacote de medidas divulgadas pelo governo para tentar reverter a maré de reprovação de Lula.
O resultado é catastrófico para o governo.
Lula prossegue em sua queda livre e sua reprovação subiu 7 pontos percentuais. É o pior índice desde o início do mandato. No último levantamento, feito em janeiro, a avaliação negativa do petista era de 49%. Agora está em 56%.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Acabou Lula!
A estranha visita de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes fez uma ‘visita’ bastante estranha nesta terça-feira (1º).
Ele esteve no Congresso Nacional. O motivo alegado para a visita foi o lançamento de um livro de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Moraes ficou ao lado de Pacheco e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) durante o evento.
O encontro se deu no mesmo dia em que houve uma pressão feita pelo PL (Partido Liberal) a Hugo Motta para que o projeto que concede perdão aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro seja pautado.
Por isso, a presença de Moraes despertou enorme especulação, até porque, pra variar, ele estava acompanhado de Flávio Dino, o segundo voto dando a cruel pena de 14 anos de prisão para a cabeleireira Débora Rodrigues.
FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/68700/a-estranha-visita-de-moraes
PGR pede prisão de Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão preventiva de Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Léo Índio está na Argentina e, apesar de não haver restrições, foi obrigado pelo STF a explicar a viagem. O sobrinho de Bolsonaro é investigado no inquérito sobre o 8 de janeiro.
“Ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet.


Departamento de Musk vai apurar acúmulo de riqueza de membros do Congresso dos EUA

Durante um evento em Wisconsin, Elon Musk anunciou que sua equipe no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês) está investigando como alguns membros do Congresso dos EUA acumulam riqueza substancial, apesar de seus salários anuais de US$ 174 mil.
Musk respondeu a perguntas sobre a possível transferência de fundos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) para políticos como Maxine Waters, Adam Schiff e Chuck Schumer.
Ele destacou que muitos políticos possuem fortunas significativamente superiores aos seus salários de carreira. Como exemplo, mencionou Nancy Pelosi, com fortuna estimada em US$ 250 milhões, e Rick Scott, com patrimônio de cerca de US$ 552 milhões.
A investigação do departamento de Musk

A riqueza de Pelosi é atribuída principalmente a investimentos, enquanto Scott acumulou sua fortuna no setor de saúde. Musk questionou “Como eles conseguem US$ 20 milhões se ganham US$ 200 mil por ano?” O DOGE, sob a orientação de Musk, visa a investigar essas discrepâncias financeiras, acreditando que fundos enviados para ONGs no exterior possam eventualmente retornar aos EUA, beneficiando alguns legisladores.
Além disso, Musk visitou Wisconsin para apoiar o juiz conservador Brad Schimel na eleição para a Suprema Corte estadual. Durante a visita, distribuiu cheques de US$ 1 milhão para dois eleitores, com o objetivo de chamar atenção para sua campanha contra “juízes ativistas”.
A eleição para a Suprema Corte de Wisconsin é considerada crucial devido ao seu impacto potencial em leis estaduais de aborto e na redistribuição de distritos eleitorais.
FONTE: REVISTA OESTE https://revistaoeste.com/mundo/departamento-de-musk-vai-apurar-acumulo-de-riqueza-de-membros-do-congresso-dos-eua/?utm_medium=personalized-push&utm_source=taboola
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