Lula quer se reinventar como salvador do planeta porque no Brasil é um desastre

J.R. Guzzo
Reunião ocorre para tentar melhorar a articulação do governo com a Câmara dos Deputados após dificuldades em votações.| Foto: Joedson Alves/EFE

O presidente Lula não está nem um pouco satisfeito com o que chama de “governança” do Brasil, e de outros países pelo mundo afora. Pior: pelo que dá para entender da discurseira que faz em seu inédito programa de turismo internacional – já foi a uma dezena de países diferentes em apenas cinco meses de governo; passou mais tempo viajando no exterior do que no Brasil – quer uma “governança global” para nós e para o resto da humanidade.

Lula falou especificamente sobre a “questão do clima”, mas juntando-se sua súbita paixão pela ecologia e pela “salvação do planeta” a outras coisas que vem dizendo aqui dentro e lá fora, o que fica é um ataque generalizado ao Congresso Nacional. Isso mesmo – um ataque ao Parlamento deste país. O tema central das queixas de Lula é mais ou menos o seguinte: não adianta nada aprovar acordos internacionais de altíssima qualidade se, depois, o Congresso brasileiro não aceita. Resumo da ópera: Câmara de Deputados Senado Federal estão atrapalhando.

Se o presidente tem minoria na Câmara, é porque o cidadão brasileiro decidiu que ele deve ter minoria na Câmara.

“Governança global” – que diabo seria isso? Basicamente, é a entrega a outros países e a organizações internacionais de decisões que devem ser tomadas pelo governo do Brasil, por via dos seus Três Poderes. Burocratas que desenham como o mundo deveria ser em Nova York, Bruxelas e nos outros biomas que habitam, passam a dar as ordens: você tem de fazer isso, você tem de fazer aquilo, porque seu país não tem capacidade para governar a si próprio.

Não é a primeira vez que Lula fala disso. Há pouco, disse que “a Amazônia não é só nossa” – e se não é só dos brasileiros, é de mais gente. De quem, então? Da “governança global”. Antigamente, se chamava a isso de “entreguismo”. Lula é o primeiro presidente brasileiro a defender em público posições entreguistas tão claras – ouviu dizer que a esquerda mundial, hoje em dia, trocou o nacionalismo pelo “globalismo”, e começou a ir atrás, na sua miragem de tornar-se um “líder mundial”. Como seu governo aqui dentro é um desastre sem esperança de melhora, Lula quer se reinventar como salvador do “planeta” – nada deixa um holandês ou um sueco, por exemplo, tão excitados quanto ouvirem falar que a Amazônia pode ser governada também por eles. É aí que o presidente está pescando.

Lula e seu governo jamais fizeram o mínimo sinal de conciliação aos adversários políticos; não houve, em nenhum momento, a mão estendida.

Não é a primeira vez, igualmente, que Lula se queixa do Congresso. É deles, dos deputados, a culpa pelos fracassos do governo até agora, e por sua extraordinária capacidade de não fazer nada de útil – segundo o lamento do presidente, o Congresso não deixa ele “fazer nada”, da mesma forma como atribui tudo om que existe de errado no Brasil aos juros do Banco Central e a “herança maldita” que recebeu do governo anterior.

Não lhe passa pela cabeça, naturalmente, que o Congresso se recusa a aprovar os seus acordos internacionais porque a maioria do povo brasileiro, de quem a Câmara e o Senado são os únicos representantes legítimos para a adoção de leis, não quer esses acordos. Fazer o quê? O único Congresso que existe no Brasil é esse – e a solução é esperar as próximas eleições, daqui a quatro anos, para ganhar ali a maioria que ele não tem hoje. Fora isso, só recorrendo ao STF para fechar Câmara e Senado.

Lula parece revoltado como fato da esquerda ter pouco mais que um quarto da Câmara dos Deputados – 136 dos votos, segundo as suas contas, num total de 513, o que realmente não dá para aprovar nada. Não dá, sobretudo, para aprovar a salada extremista que seu governo propõe para o país. E de quem é a culpa pelo fato da esquerda só ter 136 cadeiras na Câmara? A culpa é dele mesmo, Lula, do PT e dos seus satélites, que não conseguiram eleger mais que isso. Se o presidente tem minoria na Câmara, é porque o cidadão brasileiro decidiu que ele deve ter minoria na Câmara – ao votar nas últimas eleições de 2022. Ele não pode se queixar dessas eleições, não é mesmo? Vivem dizendo, ele e o PT, que foram as eleições “mais limpas” da história universal.

Lula e seu governo jamais fizeram o mínimo sinal de conciliação aos adversários políticos; não houve, em nenhum momento, a mão estendida. Ao contrário, eles só ameaçam, prometem vingança, querem cassar, punir, prender, censurar e multar. Governam como se tivessem obtido 90% dos votos para a presidência e outros 90% para o Congresso. É óbvio que estão com problemas para gerir o Brasil.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/lula-quer-se-reinventar-como-salvador-do-planeta-porque-no-brasil-e-um-desastre/#:~:text=Como%20seu%20governo%20aqui%20dentro,que%20o%20presidente%20est%C3%A1%20pescando.

A decadência cognitiva e os odores de putrefação de Lula

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Faz tempo que alerto sobre a decadência cognitiva que Lula aparenta, provavelmente em consequência dos abusos etílicos e da própria idade.

Durante a campanha eleitoral já eram evidentes esses comprometimentos, quando reagia com perplexidade e ares de alheamento, ante questões um pouco mais complexas.

Quando se vangloriou de ter protegido e atuado para a libertação dos sequestradores de Abílio Diniz, ficou patente que não tinha mais o domínio do entendimento sobre o que, e para quem, estava falando.

Qualquer pessoa com um mínimo de discernimento saberia que essa deveria ser uma conduta a ser omitida, escondida, para não se tornar uma confissão de cumplicidade.

Mas, Lula hoje é um idoso decrépito, portador de um cérebro danificado, engolido pelo próprio Ego megalômano, que acredita ser o personagem criado por intelectuais e pela mídia.

Ele não consegue mais perceber que não discursa para um diretório de convertidos petistas fanáticos. Mas julga que o mundo é habitado apenas pelos seus seguidores e ele é um estadista admirado e respeitado por todos.

Para piorar a situação, o apedeuta não é afeito a leituras, já confessou que quem seleciona os programas que assiste ou as notícias que acompanha é sua companheira Janja (outra militante fanática). Sua companheira tem, inclusive, selecionado quem pode visita-lo e interferido em nomeações para o governo.

Tal atuação já cria atritos em seu próprio partido.

Nesse cenário catastrófico não causa estranheza o recebimento de Maduro em nosso país, nem a fala nua, crua e desprovida de escrúpulos do Molusco, sobre o sofrimento dos venezuelanos no regime genocida ser apenas “uma questão de narrativas”.

Lula é um cadáver insepulto e já exala odores de putrefação.

Pedro Possas. O autor é médico.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/49016/a-decadencia-cognitiva-e-os-odores-de-putrefacao-de-lula

O “triunfo da nulidade”, o “prosperar da desonra” e o “crescimento da injustiça”

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Rui Barbosa, quando leu sua “Oração aos Moços” para os formandos de 1920 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, SP, certamente não imaginou que sua frase emblemática – frequentemente citada – estaria mais atual do que nunca 103 anos depois, quando Luiz Ignorácio Lula da Çilva, também conhecido como Pudim de Cachaça reocupa a “cena do crime”, ou seja, o Palácio do Planalto:

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Para se dar conta do “prosperar da desonra” e do “desanimar-se da virtude”, de que falava Rui, basta lembrar que Lula, o presidente da República em 2023, é um ex-presidiário, condenado em quatro processos-crime, sendo dois deles até a terceira instância (STJ) e que essas condenações foram ANULADAS pelo Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que – após anos tramitando pelo mesmo STF – a 13ª Vara Federal de Curitiba era endereço errado; que o julgamento em primeira instância deveria ter sido feito em outra Vara da (MESMA!) Justiça Federal. Não se sabia, na época da decisão, qual das Varas federais seria a devida! Houve muita discussão em nível elevadíssimo! Apresentaram-se várias sugestões “relevantes”, de nível tão elevado a ponto de fazer corar de constrangimento um prêmio Nobel em Mecânica Quântica.

Finalmente (ufa!) descobriu-se onde Lula deveria ter sido processado! Não entendo como essa gente do STF ainda não ganhou um prêmio Nobel por tão relevante e avançado achado! Para o comum dos mortais, como eu, fica a dúvida sobre o porquê, sendo a MESMA Justiça Federal, pouco importando a Vara (e seu endereço!), como isso comprometeu a lisura do processo judicial, a ponto de todas as condenações de Lula terem sido anuladas! Só gênios da ‘ciência jurídica’ conseguem entender tamanha sutileza. Para mim é bem mais fácil entender o paradoxo do gato de Schröedinger, da Mecânica Quântica, do que as razões das anulações das condenações de Lula. Talvez seja por isso que eu tenho tanta admiração pelo intelecto desses ministros do STF!

Parece – o que joga a meu favor – que Rui Barbosa, ao escrever o texto reproduzido acima, demonstra que, como eu, não entenderia esta decisão do STF e a colocaria na conta do “prosperar da desonra” que assola o Brasil de hoje.

Mas o que eu quero mesmo, neste texto, é demonstrar que as anulações das condenações de Lula – para além de demonstrar a alta sofisticação intelectual do STF, já comentada – contribuíram, absolutamente, para o “triunfo da nulidade”, o “prosperar da desonra” e o “crescimento da injustiça”. Poderia, aqui, comentar a indigência intelectual da turma que cerca Lula em seus 37 ministérios, secretarias, presidência de estatais, etc. Se escaparem três assessores de Lula com mais de dois neurônios, será muito! Mas isto fica para um próximo texto.

Lula é o símbolo maior do “prosperar da desonra”, do “crescimento da injustiça” e, acima de tudo, do “triunfo das nulidades”.

Rui certamente não conseguiria imaginar degeneração moral maior do Brasil do que ter um Lula na presidência da República, após algum tempo na cadeia. E certamente não imaginaria que esta degeneração se deu por obra e graça (como exposto atrás) da suprema corte de Justiça do país.

Não passaria pela cabeça de Rui, nem como pesadelo, um presidente do Brasil que recebe com honras militares um ditador, um monstro assassino, execrado em todo o mundo civilizado e, pior, se associa a ele e, inclusive, o chama de “cumpanhero Maduro”.

Não passaria pela cabeça de Rui, nem como pesadelo, ouvir este mesmo presidente, cuja presidência foi toda construída pelo STF, dizendo que no Brasil 700 milhões pessoas morreram de Covid-19, sendo que destes, 300 milhões por culpa direta de Bolsonaro. (Para quem não se lembra, a população do Brasil, hoje, não ultrapassa os 215 milhões.)

Não passaria pela cabeça de Rui, nem como pesadelo, a afirmação deste mesmo presidente, de que o Brasil ainda não é independente e que só o será em junho próximo e graças aos baianos.

Rui, se hoje vivesse, talvez não entendesse o paradoxo do gato de Schröedinger, nem, muito menos, a anulação das condenações de Lula. Ou, mais provável, entenderia as anulações e morreria de vergonha, atribuindo-as ao “prosperar da desonra” e ao agigantamento dos “poderes nas mãos dos maus”.

Para concluir este texto, de forma mais jocosa, para aliviar a barra, ofereço o seguinte vídeo, relacionado ao tema:

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/48989/o-triunfo-da-nulidade-o-prosperar-da-desonra-e-o-crescimento-da-injusticaequot

Lula chega ao limite e faz grave ameaça contra soberania brasileira e o Congresso Nacional (veja o vídeo)

Instagram / Lula
Instagram / Lula

O depoimento do descondenado que ocupa a cadeira do Palácio do Planalto passou completamente despercebido ou, talvez, tenha sido ignorada de maneira proposital pela mídia tradicional, dado a sua gravidade:

“Se não tem outra razão para a gente ter uma nova governança global, que eu não depender do meu congresso, que outros países não dependam de seus congressos. Por que muitas vezes você aprova uma coisa numa COP (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climática) e quando chega no seu país, o congresso não aprova, os empresários não aceitam e aí as coisas não são executadas. Então, nessa reunião, de agosto, que vai ser em Belém, vai ser uma reunião marcante para a gente dar seriedade na defesa da Amazônia”, disse Lula, se referindo a uma cúpula regional que reunirá os oito países que partilham o território amazônico.

Fica evidente a intenção do Janjo em criar uma imediata ‘governança global’ da região, em sua maior parte dentro do território brasileiro, acabando com a nossa soberania e atropelando o próprio Congresso Nacional.

Vale lembrar que em 2025, Belém sediará a COP-30, que reunirá cerca de 200 nações para tratar sobre a agenda do clima.

Imaginem o que Lula fará e o que pretende entregar de mão beijada para as grandes potências.

Essa atitude ‘lesa-pátria’ precisa de imediata investigação e tanto o presidente quanto seus ministros da justiça, do meio ambiente e de relações exteriores, devem se explicar pessoalmente em audiências no congresso.

Sem dúvida, mais um caso para impeachment.

Assista:

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/49001/lula-chega-ao-limite-e-faz-grave-ameaca-contra-soberania-brasileira-e-o-congresso-nacional-veja-o-video

A Câmara dos Deputados e a submissão ao Judiciário

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).| Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados.

Uma espessa neblina jurídica e moral se abateu e envolveu todo o país. Além das agressões contínuas a um dos sustentáculos da democracia, a liberdade de expressão, sem que se ouçam as vozes que deveriam defendê-la, o país está a ponto de ver consumada uma injustiça que afeta diretamente outro dos pilares dos governos democráticos – o voto. Falamos da estarrecedora decisão tomada pelo TSE de cassar Deltan Dallagnol, um deputado legitimamente eleito, diplomado e empossado, e que teve sua candidatura anulada em menos de 1 minuto, a partir de um malabarismo jurídico que criou uma nova possibilidade de inelegibilidade não prevista em lei.

Esses fatos, inadmissíveis em qualquer Estado Democrático de Direito, deveriam gerar um profundo movimento em toda a sociedade de justa repulsa e indignação. E aqui não falamos apenas dos 344 mil eleitores que fizeram de Dallagnol o deputado federal mais votado do estado do Paraná, mas sim de todo brasileiro que preza a legalidade, ou seja, da grande maioria da população brasileira. Ainda assim, poucos assumem para si a tarefa de externar de forma organizada esses posicionamentos e de expressar sua indignação contra os atentados quase diários contra a legalidade a que assistimos no Brasil. E isso é péssimo para o país.

Nossos deputados precisam ter a coragem necessária para mostrar que não vão se submeter ao papel de meros subalternos do Poder Judiciário.

No último domingo (4), em várias cidades brasileiras aconteceram manifestações contra a corrupção e a censura e também em apoio a Dallagnol. Embora muito bem-vindas, as mobilizações foram tímidas diante da gravidade da situação. É preciso insistir: a perseguição a Deltan Dallagnol não é um caso isolado, mas a evidência de um processo muito mais complexo e perigoso: o desmonte total das ações contra a corrupção no Brasil que acaba adquirindo também um caráter de vingança, independentemente do grau de consciência disso que possam ter os que vêm tomando essas decisões.

Não negamos que haja quem esteja crente de estar agindo corretamente. Isso só torna mais grave todo o quadro e mostra o sucesso daqueles que iniciaram essa estratégia de desmonte e a levaram adiante. No fim, o que temos é uma vingança inconcebível contra os juízes, promotores e apoiadores da Operação Lava Jato, a primeira grande operação de combate à corrupção no país. Nessa perda coletiva de razão e moralidade, reabilitam-se corruptos condenados – e há dezenas deles em todos os escalões do poder –, blindam-se aqueles ainda não descobertos, e se busca desmoralizar a Operação. Processos, provas e sentenças são anuladas e instalado um verdadeiro aparato para perseguir quem ousou investigar os bilionários esquemas de corrupção que mancharam nossa história recente. Deltan não foi o primeiro e nem será o último a ser perseguido, infelizmente.

Mas enquanto a decisão não se consuma há esperança. Neste momento, a Câmara de Deputados analisa a cassação de Dallagnol e pode decidir pela manutenção do mandato do deputado. Há base legal para isso: para cassar a candidatura, os membros do TSE acrescentaram outra possibilidade de inelegibilidade, ainda não prevista na legislação: a de que são considerados inelegíveis membros do Ministério Público que pedem exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de “reclamações disciplinares” e não apenas de processo administrativo disciplinar (PAD), como consta na lei. Isso significa que houve uma interferência direta do Poder Judiciário, que em tese deve apenas aplicar a lei já existente, sobre a prerrogativa do Legislativo, que é a de elaborar as legislações. Conforme o inciso XI do art. 49 da Constituição Nacional, é dever exclusivo do Congresso Nacional “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”.

Ora, o Judiciário, por meio do TSE, interferiu na competência legislativa e agora cabe à Câmara se posicionar de forma firme e corajosa contra tal interferência, colocando-se contra a cassação da candidatura de Dallagnol. Trata-se não apenas da defesa de um mandato legítimo, cassado de forma ignóbil, mas da defesa do próprio papel constitucional da Câmara. Acatar a decisão do TSE sem contestação seria o mesmo que reconhecer que ao Judiciário também cabe o papel de legislar a seu bel-prazer, sem discussão nem debate.

Há circunstâncias que pedem atitudes verdadeiramente heroicas, que não se prendam a comodismos ou facilidades. A mesa diretora da Câmara está diante de uma desses momentos. Nossos deputados precisam ter a coragem necessária para mostrar que não vão se submeter ao papel de meros subalternos do Poder Judiciário. Que eles tenham a coragem necessária para agir com altivez e independência. É o futuro da própria democracia brasileira que está em jogo.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/a-camara-dos-deputados-e-a-submissao-ao-judiciario/?#success=true

Escassez de tudo, emigração recorde e inflação descontrolada: Cuba vive maior crise desde o fim da URSS

Um “bicitáxi” transitando em frente a uma imagem do guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara. De acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins, Cuba já está entre os dez países de maior inflação do mundo
Um “bicitáxi” transitando em frente a uma imagem do guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara. De acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins, Cuba já está entre os dez países de maior inflação do mundo| Foto: EFE/Yander Zamora

Cuba, ainda aprisionada pelo regime castrista, agora liderado pelo ditador Miguel Díaz-Canel, vive nos últimos anos sua maior crise desde a queda daquela que foi sua maior parceira no cenário internacional: a União Soviética.

Desde a pandemia de Covid-19, decretada em 2020, o país caribenho vem sofrendo ainda mais com a escassez de medicamentos, combustíveis, alta inflação, crise alimentar e a deterioração de seus serviços públicos essenciais.

“Tenho quatro filhos e tenho que sustentá-los. Não sei como estou conseguindo fazer isso, mas estou fazendo. Um dia eu compro o almoço, outro dia não, e assim vou seguindo. A gente tem que tentar as coisas, porque você não pode comprar tudo ao mesmo tempo. Neste país, uma hora tudo falta”, disse um cidadão cubano em entrevista à agência France-Presse.

Em fevereiro deste ano, informações oficiais do Banco Central de Cuba (BCC) davam conta de que a inflação anual da ilha havia atingido 44,5%. No entanto, essa porcentagem pode ser ainda maior, dada a falta de transparência nas informações repassadas pelo regime.

No seu levantamento Índice de Miséria de 2022, o economista Steve Hanke, da Universidade Johns Hopkins, apontou que Cuba encabeçava regionalmente uma lista que contava com Haiti, Guatemala e Jamaica, sendo o “país mais miserável” da América Central e do Caribe.

No levantamento, divulgado em maio, Hanke apontou que atualmente a inflação de Cuba estaria atingindo praticamente 87% ao ano, porcentagem bem maior do que o divulgado pela ditadura cubana e que coloca o país entre os dez de maior inflação no mundo. Para Hanke, “o regime comunista destruiu o valor do peso cubano”.

A alta inflação em Cuba é resultado direto da expansão monetária que o regime comunista vem realizando desde janeiro de 2021, quando unificou as duas moedas que circulavam no país: o peso cubano (CUP) e o peso conversível (CUC). A medida tinha como objetivo simplificar o sistema cambial e estimular a economia, mas acabou gerando uma desvalorização do CUP e um aumento do custo de vida.

Já a inflação no mercado informal de Cuba atingiu 45,36% em abril. No mesmo mês, em 2022, a inflação nesse segmento chegou a 23,69%. A alta teria sido impulsionada, de acordo com o Gabinete Nacional de Estatística e Informação de Cuba (Onei), pela área de alimentação e restaurantes.

Esse tipo de informação já não assusta mais os cubanos. Em 2021, segundo notícias de veículos de comunicação independentes, a inflação no mercado informal de Cuba beirou os 500% na taxa anual.

A alta inflação cubana ajuda a aumentar a pobreza no país. De acordo com o relatório anual do Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH), baseado em dados de 2022, cerca de 72% dos cubanos vivem na extrema pobreza.

Além disso, o relatório apontou que Cuba vem passando por uma crise alimentar grave. Segundo os dados, 54% da população do país se alimenta de forma inadequada e os produtos adquiridos para uma cesta básica só garantem a subsistência no máximo dez dias em um mês.

A grave crise econômica, desencadeada pelas políticas de governo e pela falta de reformas estruturais necessárias, vem afetando diversos setores da economia do país e impactando profundamente na fuga e emigração em massa de milhares de cidadãos cubanos, que tentam sair da ilha para recomeçar a vida.

O índice de emigração irregular de cubanos para outros países, especialmente para os Estados Unidos, tem aumentado drasticamente. Segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês), ao longo de 2022 cerca de 200 mil cubanos chegaram à fronteira do país com o México, um número recorde.

Muitos desses migrantes relatam ter sofrido violência, extorsão e roubo durante sua travessia pela América Central. O comissário do CBP, Chris Magnus, culpou o que ele chamou de “regime falido de Cuba” por desencadear uma “nova onda de migração no hemisfério ocidental”.

Em entrevista à Gazeta do Povo, o economista e professor universitário Orígenes Martins apontou que Cuba já não consegue com o turismo a arrecadação que obtinha em outros tempos e que a falta de recursos desnudou um “sistema autoritário, que levou a população a uma condição de miséria e se provou como um país que sempre dependeu da ajuda da Rússia”.

Martins observou que a única solução para o fim da crise generalizada em Cuba é “mudar o sistema político do país, gerar emprego democraticamente e buscar se associar a economias que ajudem a construir uma melhor estrutura econômica e social”. Para isso, a ditadura comunista da ilha teria que ser “imediatamente derrubada”.

Crise energética

Cuba também vive uma crise energética, que vem afetando indústrias locais e o transporte público e privado da ilha. De acordo com informações do relatório anual do OCDH, serviços básicos como os de água potável e eletricidade já não conseguem mais atender de forma satisfatória toda a população.

A falta de combustível, que tem gerado diversas filas em postos de gasolina nos últimos meses, se deve principalmente à redução do fornecimento de combustível já refinado por parte da Venezuela ao país – especialmente a gasolina e o diesel.

O país sul-americano é o principal aliado de Cuba na América Latina, mas vem enfrentando sua própria crise sob o regime de Maduro, o que fez a Venezuela reduzir ano a ano a exportação de petróleo para Cuba. Para tentar sanar o problema, a ditadura cubana tem tentado negociar nos últimos anos a importação emergencial de petróleo do Irã em troca de alimentos.

O regime cubano tem atribuído a crise energética do país aos efeitos do embargo dos Estados Unidos, que limita as relações comerciais e financeiras da ilha desde 1962. No entanto, em 2021, o ditador Díaz-Canel reconheceu erros na gestão econômica e anunciou algumas medidas para tentar aliviar a situação da população.

Entre elas, estavam a unificação monetária e cambial (que teve um efeito contrário ao esperado), a “ampliação do setor privado”, a “eliminação de subsídios excessivos”, a “flexibilização das importações por pessoas físicas e jurídicas”, a “autorização da criação de pequenas e médias empresas (PMEs)” e a “abertura ao investimento estrangeiro”. Porém, essas reformas têm sido lentas, insuficientes, contraditórias e em alguns casos, praticamente inexistentes.

Escassez de medicamentos

A crise econômica cubana também vem fazendo o país enfrentar uma grave escassez de medicamentos, que afeta tanto as farmácias como os hospitais da ilha. A situação se agravou no começo deste ano, quando Cuba registrou um aumento de casos de Covid-19 e outras doenças, colocando o sistema de saúde à beira do colapso.

De acordo com informações da organização Human Rights Watch (HRW), com base em dados oficiais relatados pela chefia da indústria farmacêutica de Cuba, cerca de 88 dos 262 medicamentos mais necessários para a população estavam “indisponíveis” no país em 2022.

Diferentemente da versão relatada pelo regime cubano, de culpar o embargo por todos os problemas do país, o relatório do OCDH aponta outras razões para a crise sanitária em Cuba. Entre elas, estão a ineficiência do modelo econômico centralizado e estatizado, que limita a produção e a distribuição de bens e serviços, e a falta de transparência e de participação popular no sistema político cubano, que impede o controle social e a fiscalização dos recursos públicos.

Outras organizações de direitos humanos, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Human Rights Watch, denunciaram que no país há constantes violações aos direitos humanos cometidas pela ditadura contra os dissidentes e os manifestantes, que sofrem repressão, prisão e tortura.

A escassez de medicamentos em Cuba traz consequências dramáticas para a população, que sofre com o desabastecimento de remédios essenciais para tratar doenças crônicas como diabetes, hipertensão, artrite e asma. Também faltam antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios e antialérgicos.

O OCDH apontou que oito em cada dez cubanos não encontram nas farmácias os medicamentos de que precisam. Para combater infecções, aliviar sintomas e conseguir os medicamentos que precisam, o OCDH disse que 57% da população cubana recorre à medicina natural, igrejas ou à solidariedade de familiares e amigos no exterior. Outros enfrentam longas filas nas farmácias ou recorrem ao mercado clandestino, onde os preços geralmente são exorbitantes.

Diagnosticado com hipertensão aos 16 anos, o comunicador social Leonardo Brito, que mora na cidade de Holguín, no leste de Cuba, relatou que toma diariamente três comprimidos de captopril e um de hidroclorotiazida.

Segundo ele, os remédios servem “para me manter sob controle, mas nas últimas semanas só tomei um, para alongá-los”.

“Há mais de quatro meses não chegavam o captopril e a hidroclorotiazida. No final de abril, consegui comprá-los na farmácia, mas não no valor estabelecido, porque o abastecimento ainda é instável”, lembrou, em relato ao site Inter Press Service en Cuba.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/escassez-de-tudo-emigracao-recorde-e-inflacao-descontrolada-cuba-vive-maior-crise-desde-o-fim-da-urss/

Em nova tentativa de aceno ao agronegócio, Lula vai à Bahia para participar de feira do setor

El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
Lula vai participar de feira do Agro na Bahia| Foto: EFE/ André Coelho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca, nesta terça-feira (6), na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no interior da Bahia, com o intuito de fazer um aceno ao agronegócio. O petista pretende participar da abertura Bahia Farm Show 2023, maior feira agrícola e de negócios do Norte e Nordeste.

Dentro do Palácio do Planalto, a expectativa entre os petistas é de que Lula use o evento para restabelecer uma ponte com o agronegócio. A avaliação entre os aliados é de que o presidente precisa amenizar as crises com setor, o que pode resultar, inclusive, na ampliação da base governista dentro do Congresso Nacional.

A participação de Lula no evento ocorre depois de um atrito do governo petista com o setor do agronegócio na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), em maio. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deixou de participar daquela feira.

Na ocasião, o Palácio do Planalto ameaçou retirar o patrocínio do Banco do Brasil do evento, que é a maior feira do setor na América Latina, por causa do convite dos organizadores ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após esse embate, Lula chegou a afirmar que os organizadores da Agrishow eram “fascistas e negacionistas”, o que ampliou a crise do governo com o setor do agronegócio. “Eu quero dizer que eu venho nessa feira [da Bahia] só para fazer inveja nos maus-caracteres de São Paulo que não deixaram o meu ministro participar”, disse o presidente ainda em maio.

As falas de Lula ampliaram a crise com o setor e, desde então, integrantes do governo passaram a ampliar os acenos ao agronegócio para tentar ampliar o apoio à gestão petista. Essa busca de aproximação acontece, principalmente, por meio do ministro Carlos Fávaro e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

“Que ele [Lula] aproveite o momento para pacificar a relação com o agronegócio e para condenar as invasões de terra [por parte de MST]. Além disso, seria importante ressaltar o papel do agro no crescimento do PIB. Lula tem uma grande oportunidade de fazer algo no sentido contrário do que vem sendo feito, que aproveite”, comentou o deputado federal Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS).

Governo tenta fazer do evento na Bahia ponte de Lula com o agronegócio 

Nos cálculos do governo, as falas de Lula contra o agronegócio refletem, principalmente, em resistências por parte dos parlamentares que integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A bancada reúne aproximadamente 250 deputados e senadores.

Na avaliação de integrantes da frente que estiveram recentemente reunidos com Alckmin, é preciso que alas do governo petista abandonem as pautas ideológicas para dialogar com todos os setores, inclusive com o agronegócio. Para esse grupo, não adianta o vice-presidente e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, darem uma sinalização e outros integrantes do PT irem na contramão do diálogo.

Na esteira dessa pressão, Lula aproveitou um discurso na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para afirmar que deseja o crescimento do agronegócio, e não apenas do segmento industrial.

“Tem gente que fala em crescimento de política industrial, de crescimento industrial, mas relega a um lugar muito secundário o agronegócio, a exportação de commodities. É importante saber que a gente quer que a indústria brasileira cresça, mas a gente (também) quer que a nossa exportação de commodities continue crescendo, a gente quer que o nosso agronegócio continue crescendo”, disse Lula.

Dessa vez, a expectativa é de que o discurso de Lula na Bahia foque, principalmente, no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na semana passada. De acordo com o estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB cresceu 1,9% durante o primeiro trimestre deste ano no Brasil, puxado pelo desempenho do agronegócio, que registrou alta de 21,6%.

Visita de Lula pode ser marcada por protestos de expositores

Apesar dos esforços do governo, produtores que estarão presentes na Bahia Farm Show não descartam manifestações contra a participação de Lula no evento. A feira ocorre em Luís Eduardo Magalhães, cidade da Bahia onde Bolsonaro derrotou Lula na disputa eleitoral do ano passado.

De acordo com o deputado Capitão Alden (PL-BA), os expositores ameaçam não abrir os seus estandes durante a passagem de Lula pelo evento. “Existe uma proposta de retaliação a presença dele no local. Vários produtores que estão montando seus estandes estão ameaçando não abrir durante a visita do Lula ao local”, afirmou o deputado.

Ainda de acordo com ele, que estará presente no evento, a cidade é “majoritariamente conservadora”. Para tentar minimizar os impactos de possíveis protesto, a expectativa é de que o evento esteja fechado apenas para a participação de Lula. Com isso, o público externo deverá acessar o espaço apenas após a cerimônia de abertura e da saída do petista.

O deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE) avalia que é lamentável que o presidente use o agronegócio como jogo político. “A ida do Lula ao Bahia Farm Show foi no mínimo necessária. É seu dever conhecer o que o agronegócio do nosso Nordeste tem a oferecer e que já está entregando ao Brasil”, disse.

“Só lamento que a decisão de ir é meramente revanchista a ida do presidente Bolsonaro à Agrishow, em São Paulo, no início do mês passado, querendo criar uma narrativa de agro do bem e agro do mal”, destacou Valadares.

Nesta edição, está confirmado um número recorde de expositores, com 420 empresas representando cerca de 1.400 marcas. Segundo os organizadores, a expectativa é de movimentar mais que os R$ 7,9 bilhões registrados em vendas no ano passado, assim como os mais de 101 mil visitantes.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/em-nova-tentativa-de-aceno-ao-agronegocio-lula-vai-a-bahia-para-participar-de-feira-do-setor/

Foto de perfil de Polzonoff
Polzonoff

Liminar de Moraes de Alexandre impede indicação de Zanin ao STF

Alexandre de Moraes mundo bizarro
Moraes de Alexandre: o ministro constitucionalista e virtuoso do mundo bizarro.| Foto: Montagem

Estou há quase um mês tentando escrever esta história que se passa no mundo bizarro. Aquele onde tudo é mais ou menos o contrário do nosso mundo real. Culpa de um amigo que me deu a ideia. Tremendo presente de grego, hein?! Agora, não se passa um só dia sem que eu me arrependa de ter aceitado a incumbência, com direito a “por que eu não pensei nisso antes?” e tudo.

O problema é que, desde que me pus a imaginar o mundo bizarro (que na verdade é só um Brasil bizarramente normal), não fui além do protagonista, inteligentemente batizado pelo amigo de Moraes de Alexandre. Que é o avesso, por dentro e por fora, do ministríssimo alexandríssimo de moraesíssimo, como se pode ver por suas longas madeixas loiras (foto) e por suas decisões rigorosamente constitucionais. “Juiz tem que ter justo” – essa é a frase pela qual, lá no mundo bizarro, Moraes de Alexandre há de ser lembrado. E admirado!

Mas minha imaginação só foi até aí. Porque para criar um Moraes de Alexandre capaz de, por exemplo, vetar a indicação de Zanin Cristiano ao FTS (o Federal Tribunal Superior), seria preciso bem mais do que lhe dar uma peruca de surfista e mudar a ordem do seu nome. Seria preciso torcer e torcer e torcer a lógica histórica. A tal ponto que a história ficaria incompreensível para o leitor. Afinal, como explicar que no mundo bizarro Lula tenha sido eleito presidente? E pela terceira vez? E ainda mais depois de uma campanha em defesa do voto auditável, encabeçada por ninguém menos do que Luís Roberto Barroso?

Aliás, convém explicar que, na época em que o amigo me deu a ideia, a indicação de Zanin ao STF era uma possibilidade que só os loucos hiperbólicos levavam a sério. Nem os petistas acreditavam que Lula desceria tão baixo. Por isso na história original Moraes de Alexandre nem cogitava dar uma liminar impedindo a palhaçada lulista e as decisões dele tinham a ver com Janones André, Rodrigues Randolfe, Dino Flávio. Esse povo aí. Tinha até uma parte em que multidões, lideradas pela tchurma da MPB, saíam as ruas em defesa da liberdade e da justiça.

Bizarramente normal

E aqui você, que é um leitor atento, percebeu mais uma incongruência da história. Não adianta. Pau que nasce torto, etc. Afinal, se Moraes de Alexandre fosse mesmo bizarramente normal, jamais censuraria quem quer que fosse. Logo, nesse Brasil de ponta-cabeça não haveria motivos nem mesmo para os octogenários da MPB se darem ao trabalho de protestar. (Viu como era difícil?).

O desafio, porém, estava posto e eu não sou desses que desistem diante do primeiro, segundo ou décimo obstáculo. Me sentei para escrever. “Vez uma era…”, comecei, na esperança de que a gracinha não passasse despercebida pelo leitor. Lula virou Lalu. Nas ruas, os carros andavam de ré. A chuva caía para cima. Osasco era ponto turístico. O Coxa era tricampeão da Libertadores. Homens vestiam roupas de mulheres e as mulheres… Se bem que é melhor parar por aqui.

Até que chegou a hora da indicação de Zanin ao FTS. Travei. Porque no mundo bizarro como eu o imagino, Zanin Cristiano é um homem decente. Um advogado das antigas. Que defendeu Lalu não por interesse financeiro, afinidade ideológica ou ambição jurídico-política. Na história, Zanin Cristiano defendeu Lalu porque acreditava que até mesmo o político mais pilantra do mundo tinha direito à defesa. Não é assim no mundo normal?

De acordo com essa sua natureza bizarramente honesta, portanto, ao ser indicado por Lalu à vaga no STF ou FTS (já nem sei mais), o Zanin do mundo invertido se viu obrigado a recusar a questionável honraria – e bota questionável nisso! De modo que não haveria sequer indicação para Moraes de Alexandre vetar.

Diante desse impasse lógico e temendo que o excesso de ironia, referências e firulas tornasse o texto ilegível, sem falar na minha incapacidade de retratar as muitas dificuldades bizarras que enfrentamos à luz de um mundo minimamente normal, desisti. Ou, por outra, escrevi o texto que você lê neste momento. De qualquer forma, saiba que no mundo bizarro aquele milagre que não nos salvará, mas ao menos nos trará algum alívio, acabou de acontecer.

Notas: (1) peço desculpas ao meu amigo de fé e irmão camarada Jones Rossi. Não é a primeira vez que falho ao tentar dar forma a uma ideia dele; (2) queria ter publicado o texto de cabeça para baixo, com o último parágrafo no lugar do primeiro, e assim por diante. Só para constar.

FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/liminar-de-moraes-de-alexandre-impede-indicacao-de-zanin-ao-stf/

ALEXANDRE GARCIA

PLANOS RISÍVEIS

Risíveis planos de Lula: moeda única do Mercosul e o “caminhão popular”
Lula com o presidente argentino Alberto Fernández

Eu não sei se é de rir ou de chorar, né? Essa história que foi anunciada para supostamente agradar o consumidor que deseja ter carro 0 quilômetro, mas principalmente para agradar as montadoras, que estão fechando pouco a pouco, se paralisando por falta de mercado. O tal do carro popular. Então vai haver a redução de impostos federais para carros até R$ 120 mil.

Imagina, R$ 119 mil ser carro popular. Só que não. O ministro mudou a ideia, um dia depois. Não vai ser um bônus. Obviamente vai dar a corrupção, né? Vai dar falsificações aí no meio, nesse bônus. Claro que não vai dar certo, é mais uma interferência em mercado. É muito mais fácil o governo não se meter, gastar menos consigo mesmo, e cobrar menos imposto das pessoas, aí tem menos imposto sobre o carro, e o carro fica mais barato, sobre todos os componentes do carro. Sobre todas as operações mercantis envolvendo um veículo. Só que também não, nem o bônus.

Agora o ministro da Fazenda diz que foi repaginado o programa, vai ser caminhão e ônibus. Como é que é? Caminhão e ônibus, popular, pra facilitar o moço ali que queria ter um carrinho, ele compra um ônibus? E aí leva família, amigos, todo mundo, né? Só que, por isso que eu digo, é risível, mas é de chorar. Caminhão e ônibus, já são subsidiados com redução de impostos federais sobre o diesel, todo o combustível que caminhões e ônibus usam já é subsidiado. É uma coisa assim, sem lógica. Sem raciocínio.

* * *

Moeda do Mercosul

E tem uma outra coisa que o presidente Lula confirmou, depois de tanto negar, o ministro da Fazendo falou em moeda única no Mercosul e tal, o presidente Lula naquele fiasco daquela reunião em Brasília, em que ele trouxe o Maduro para tentar empurrar goela abaixo a ditadura venezuelana nos outros presidentes, que nem os esquerdistas aceitaram, como a gente viu no caso do Boric, do Chile, que criticou o governo de Maduro naquela reunião. O presidente fala de novo em moeda única no continente que não seja o dólar. Opa! Vai ser o grande herói que vai derrubar o dólar. Moeda única! Sabe quanto? O peso em relação ao dólar: 500 pesos por um dólar. Nós estamos aí a menos de cinco reais por dólar. Vai dar pra fazer moeda única com uma disparidade dessas. Só que o peso oficial, o câmbio oficial é 235.

Vocês acham que algum exportador argentino vai querer exportar, digamos, carne, a 235? Recebendo ele 235, em vez de receber 500? Não vai. Deram calote no FMI, vamos ver o que o FMI vai fazer. Nem no Brics – cujo banco é presido pela Dilma – a direção não topou dar apoio à Argentina. Só o Lula. Só o Lula está dando apoio ao Maduro e dando apoio ao Fernandéz. Será que vai sobrar para o BNDES e pode sobrar para o Fundo de Amparo ao Trabalhador, essas coisas? BNDES é Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, ou seja, desenvolvimento econômico social nacional, da nação brasileira, que usa fundos brasileiros, dinheiro dos brasileiros, não é caixa beneficente de países que têm regimes que quebram a economia.

* * *

Ricardo Salles

E por fim, Ricardo Salles. O deputado desistiu de ser candidato à prefeitura de São Paulo. Diz ele que o Centrão venceu. O fato é que o ex-presidente Bolsonaro julgou que ele não seria adversário para o Boulos. O bom adversário para o Boulos é o atual prefeito Ricardo Nunes, e Bolsonaro disse que o melhor candidato é Ricardo Nunes. E não o Salles. E eu vejo que eleitores do Salles já estavam reclamando. Votaram nele para nos representar por quatro ano e não só chegar na metade do mandato, jogar a nossa procuração fora, que é uma coisa que eu bato muito aqui. Bati no Eduardo Bolsonaro, quando ele quis ser embaixador em Washington. Eu disse que ele iria jogar fora seus milhões de votos e dar as costas para os eleitores. Acabou não dando as costas para os eleitores. É terrível isso! A pessoa vota em alguém para ser seu representante no Congresso, e essa pessoa resolve ser empregado do presidente da República, auxiliar do presidente da República. É horrível isso, devia ser proibido.

FONTE: JBF https://luizberto.com/planos-risiveis/

Câmara decide hoje se cassa, ou não, o mandato de Deltan

Foto reprodução
Foto reprodução

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados vai se reunir hoje (6) para analisar o processo de cassação do deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR).

O corregedor da Casa, deputado Domingos Neto (PSD-CE), já terminou seu parecer, que vai ser analisado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e os demais integrantes da Mesa.

O corregedor tinha um prazo de até 30 dias, a partir do recebimento da defesa de Deltan, para entregar o parecer. A Mesa resolveu analisar o relatório uma semana depois de o ex-procurador se manifestar.

O TSE decidiu cassar o mandato de Deltan por entender que ele saiu do cargo de procurador visando evitar uma punição disciplinar.

O deputado nega e tem declarado que a saída foi para ajudar em uma pré-campanha do ex-juiz Sergio Moro, que no final de 2021 tentava se viabilizar como candidato à Presidência, mas depois acabou indo ao Senado.

Noutras palavras, a cassação se deu por algo que poderia acontecer no futuro, mas não aconteceu…

Deltan não possui processo, nem tampouco condenação.

Um lamentável absurdo jurídico.

O ex-procurador teve que prestar depoimento à Polícia Federal por dizer, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que haveria interesses políticos por trás dos votos dos ministros do TSE favoráveis à cassação.

O sistema joga pesado.

A missão foi dada e parece que está sendo cumprida.

Triste Brasil!

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/49017/camara-decide-hoje-se-cassa-ou-nao-o-mandato-de-deltan

Gigante do turismo brasileiro toma decisão drástica e falência pode estar próxima

Foto Reprodução/Internet
Foto Reprodução/Internet

A crise financeira e de credibilidade envolvendo o portal de viagens Hurb, antigo Hotel Urbano, causou alvoroço nas redes e foi o prenúncio de uma crise de confiança dos consumidores no mercado e na companhia.

O Hurb enviou, na última semana, e-mails para vários de seus clientes e parceiros, cancelando viagens e reservas que aconteceriam no curto prazo.

Imagem em destaque
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Aos clientes, o Hurb afirmou que a viagem precisou ser adiada por problemas operacionais, solicitando que as pessoas “não se dirigissem ao aeroporto na data até então prevista para o embarque”.

Ainda no e-mail, a companhia também solicitou que seus clientes indicassem novas datas para o segundo semestre de 2023 ou para os primeiros seis meses de 2024.

Pelo visto, o próximo passo é a falência.

É o retrato do colapso econômico que atinge o Brasil…

Tudo isso sob o total silêncio do ex-presidiário Lula e do ministro da Fazenda Fernando Haddad.

FONTE: JCO https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/49006/gigante-do-turismo-brasileiro-toma-decisao-drastica-e-falencia-pode-estar-proxima

Presidente deve retaliar partido União Brasil demitindo um dos seus ministros

O governo chama de “traições” os votos do União Brasil que fizeram a turma de Lula passar sufoco, por isso a retaliação é dada como certa. Bancada conservadora, cuja maioria apoiou a reeleição de Bolsonaro, o União não se importa muito com a ameaça até porque não se sente representada pelos ministros do partido. Líderes que falaram com Lula ontem (5) dão como certa a saída de Juscelino Filho (Comunicações) ou de Daniela Carneiro (Turismo), que inclusive tem um pé fora do União.

Raio-X da traição

Na votação da MP dos ministérios, 15 votos do União foram contra o governo. No marco temporal, foram 48 votos contrários.

Troca-troca

Para rifar Daniela, que tem tudo para se filiar ao Republicanos, o União Brasil tenta uma troca. Perdendo um ministério, quer uma estatal.

Líder dele mesmo

Os deputados dizem não ter sido consultados e acusam o senador Davi Alcolumbre (AP), que nada lidera, de usar o nome do partido em vão.

Pouco muda

As mudanças não animam todos. O ex-ministro e deputado Mendonça Filho (PE), defende que o União Brasil continue independente.

Deputado suspeita que capangas do ditador venezuelano tenham sido orientados a agredir a jornalista.

Lula e PT ainda ignoram soco do capanga de Maduro

Uma semana depois do soco covarde de um capanga do ditador Nicolás Maduro na jornalista Delis Ortiz, na terça (30), a cúpula petista não foi capaz sequer de balbuciar solidariedade à vítima. Nem o presidente Lula, tampouco sua mulher ativista ou a ministra da Mulher, a presidente do PT, qualquer das parlamentares petistas e nem as ONGs de defesa da mulher ou dos direitos humanos, todas aparelhadas pelo partido de Lula. Devem estar tentando achar uma “narrativa” que substitua o fato.

Alvo de vingança

Em discurso, o deputado José Medeiros (PL-MT) sustenta que a repórter, de ascendência venezuelana, é vítima de vingança do ditador bandido.

Ditador intolerante

Medeiros era um dos senadores que foram a Caracas em junho de 2015 pedir liberdade para presos políticos e torturados. A repórter cobriu o fato.

Banditismo chavista

Os capangas de Maduro expuseram a comitiva a risco de morte. Foi um escândalo internacional. O resgate do grupo se deu sob forte pressão.

Palmas de encomenda

Lula já desconfiava das intenções eleitorais da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), mas ontem teve certeza. Em comissões na Câmara ou em factoides no Planalto, ela sempre se faz acompanhar de claque.

Defesa de Brasília

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) é voto certo na proteção dos direitos de Brasília ao Fundo Constitucional, que o governo Lula tenta usurpar. “Sou por Brasília”, disse ele ontem, enfatizando sua posição.

Preço da vaidade

É uma “sac de jour” da Yves Saint-Laurent, e custa R$21 mil, a bolsa da procuradora Carla Souza, do MP de Goiás, no vídeo em que reclama do salário de R$37,5 mil mensais suficientes só para pagar suas “vaidades”.

Brasília essencial

O senador Eduardo Gomes (PL-TO) defende a recomposição do Fundo Constitucional: “o DF tem características únicas, não é um Estado.” Acha o Fundo essencial a Brasília, assim como Brasília essencial ao Brasil.

Era esperado

Ex-pré-candidato a prefeito em São Paulo, o deputado Ricardo Salles (PL-SP) disse que “tomou uma rasteira” do seu partido e do presidente, Valdemar da Costa Neto. Conclusão: não será candidato em 2024.

Regulação

A inteligência artificial entrou na mira do Conselho de Comunicação Social do Congresso, que quer regular a tecnologia. Uma das propostas de regulação é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Fundo na pauta

A bancada e ex-governadores do Distrito Federal fazem nova ofensiva nesta terça-feira (06) contra as mudanças no Fundo Constitucional. Serão recebidos pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Arranjo

O café da manhã do presidente da Câmara, Arthur Lira, com Lula, nesta segunda-feira (5), foi arranjado dias antes, quando a Câmara votava a Medida Provisória dos ministérios. O convite partiu do petista.

Pensando bem…

…a ‘ilha da fantasia’ em Brasília tem a ver com a função, não a geografia.

FONTE: DIÁRIO DO PODER https://diariodopoder.com.br/coluna-claudio-humberto/presidente-deve-retaliar-partido-uniao-brasil-demitindo-um-dos-seus-ministros

Lula e PT ainda fingem não saber do soco de capanga de Maduro

Deputado José Medeiros suspeita que a repórter foi vítima de vingança

Deputado federal José Medeiros (PL-MT) – Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Uma semana depois do soco covarde de um capanga do ditador Nicolás Maduro na jornalista Delis Ortiz, na terça (30), a cúpula petista não foi capaz sequer de balbuciar solidariedade à vítima.

Nem o presidente Lula, tampouco sua mulher ativista ou a ministra da Mulher, a presidente do PT, qualquer das parlamentares petistas e nem as ONGs de defesa da mulher ou dos direitos humanos, todas aparelhadas pelo partido de Lula. Devem estar tentando achar uma “narrativa” que substitua o fato. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em discurso, o deputado José Medeiros (PL-MT) sustenta que a repórter, de ascendência venezuelana, é vítima de vingança do ditador bandido.

Medeiros era um dos senadores que foram a Caracas em junho de 2015 pedir liberdade para presos políticos e torturados. A repórter cobriu o fato.

Os capangas de Maduro expuseram a comitiva a risco de morte. Foi um escândalo internacional. O resgate do grupo se deu sob forte pressão.

FONTE: DIÁRIO DO PODER https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/ttc-brasil/lula-e-pt-ainda-fingem-nao-saber-do-soco-de-capanga-de-maduro

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