Ex-proprietário da Fórmula 1 Bernie Ecclestone contou ter sido submetido a interrogatório pela polícia, no aeroporto de Campinas SP), na quarta-feira (25), por ter sido encontrada em sua bagagem uma pequena pistola sem balas, “dessas que mulheres carregam na bolsa caso alguém tente ataca-las”. Após horas detido, ele foi liberado após pagar fiança de R$6.060,00.
Ele contou que anos atrás um mecânico da F-1 o presenteou com a arma “pequena minúscula”. Segundo seu relato, o mecânico disse “que é bom levar (a arma) no bolso no Brasil porque eles estão assaltando as pessoas o tempo todo lá”, afirmou.
Bernie Ecclestone é casado com uma brasileira, cuja família já foi alvo de sequestradores interessados em tomar dinheiro do empresário, que foi dono também da equipe Brabham, pela qual o brasileiro Nelson Piquet foi campeão mundial.
“Não tem balas nem nada, era apenas algo para exibir. Se funcionaria ou não, não sei porque nunca aconteceu comigo. Eu só tinha em casa e nunca andei com ela”, disse.
“Mas eu estava brincando com isso em casa, fingindo prender alguém, e então tirei minha camisa (…). Deixei minhas coisas para serem embaladas e aquela camisa foi embalada com minha bagagem”, acrescentou.
“Quando chegamos ao aeroporto, me pediram para ir à imigração porque eles escanearam nossa bagagem e disseram que parecia que havia uma arma. Eles disseram: ‘Não abriremos nada até que você esteja lá’. Cheguei, abrimos a mala, todos vasculhamos a bagagem, não conseguimos encontrar e finalmente encontramos. “Eu disse a eles o que era e eles disseram: ‘Agora temos um problema porque precisa ser relatado.’”
Ecclestone lembrou que não havia violação de leis pelo fato de carregar a arma, mas sim pelo fato de viajar sem declarar uma arma que não era registrada. Mesmo assim, contou que não teve problemas com as autoridades.
“Passamos uma eternidade tentando resolver isso para relatar as coisas, e então o aeroporto estava fechado e não podíamos sair até as 5h [na quinta-feira], então passei algumas horas agradáveis com a polícia. Mas foi tudo muito amigável, muito legal e havia muitos entusiastas da Fórmula 1 para conversar”, descreveu.
“Eles não aceitavam dólares, então tinha que ser moeda local e eram R$ 6 mil, o que não era nada. Foi tudo muito embaraçoso para todos – muito agravamento por nada”, contou o dirigente, que foi autorizado a deixar o Brasil e está atualmente em Portugal.
Fonte: Diário do Poder

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