Israel decreta fim do passaporte sanitário para a Covid-19

Jerusalem (Israel), 10/01/2022.- A nurse takes a sample of COVID-19 tests at a drive in testing center in Jerusalem, Israel, 10 January 2022. Prime Minister Naftali Bennett announced on 02 January that he estimates tens of thousands will be infected with 'Omicron' variant. Israel has approved the administration of the fourth dose of COVID-19 vaccine for people over the age of 60 as well as medical staff amid an increase of infections and concerns over the 'Omicron' variant of SARS-CoV-2, the virus that causes COVID-19. The fourth dose will be offered on the condition that four months have passed since the date of receiving the third one. (Estados Unidos, Jerusalén) EFE/EPA/ABIR SULTAN

O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, anunciou na tarde desta quinta-feira (17) o fim do passaporte sanitário no país. O premiê justificou a medida afirmando que a onda de contágio relacionada à variante Ômicron do coronavírus está diminuindo rapidamente.

No começo do mês, o governo israelense determinou a suspensão do passaporte verde – como se chama o passaporte sanitário em Israel – para a entrada em restaurantes, bares, cafés, hotéis e academias, mantendo apenas para casas de shows, cinemas e locais passíveis de aglomeração.

“Estamos pondo fim ao uso do passaporte verde, visto que a onda da Ômicron está freando, constatando-se uma forte queda no número de pessoas infectadas e em estado grave”, informou Bennett em um comunicado, após uma reunião com funcionários da saúde pública israelense.

Nesta semana, milhares de israelenses vindos de diversos pontos do país se dirigiram a Jerusalém para protestar contra as medidas sanitárias ligadas à pandemia, seguindo a iniciativa surgida no Canadá e imitada por vários países. Tentando chegar ao Parlamento (Knesset), o grupo provocou grandes engarrafamentos na segunda-feira (14), com barulhos de buzinaço.

Atualmente, quase metade de sua população de Israel recebeu três doses da vacina da Pfizer, o que, segundo as autoridades sanitárias, ajudou a reduzir o número de internações no auge da onda causada pela variante Ômicron. O país foi um dos primeiros a realizar uma campanha de vacinação em massa, desde dezembro de 2020, graças a um acordo com a farmacêutica americana.

No fim de janeiro, uma quarta dose do imunizante foi liberada para maiores de 18 anos imunossuprimidos ou na linha de frente na luta contra a Covid-19. Cerca de 600.000 pessoas, em uma população de 9,4 milhões de habitantes, tomaram a quarta dose.

Nas últimas semanas, o primeiro-ministro Bennett reiterou que quer combater o coronavírus primordialmente através da vacinação, sem “bloquear” a economia do país, que encolheu muito nos primeiros meses da pandemia.

Fonte: Gazeta do Povo

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