
No despacho em que cobrou explicações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o vídeo com seu avatar, produzido com inteligência artificial e exibido na convenção do PL, o ministro Alexandre de Moraes antecipou possíveis consequências eleitorais para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Moraes escreveu que o uso da “deepfake” de Bolsonaro no evento pode configurar uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder político e econômico, ilícitos que acarretam a cassação de candidatura (ou do diploma) e inelegibilidade.
Para isso, o ministro citou precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma nova resolução da Corte, deste ano, que prevê essa consequência para “o uso de conteúdo sintético gerado ou modificado por inteligência artificial ou tecnologias equivalentes em violação às normas eleitorais”.
As decisões citadas como precedentes, no entanto, trazem situações distintas do que ocorreu na convenção do PL e punições muito menores, de multa. O enquadramento apresentado pelo ministro, além disso, foi lançado no processo de execução penal de Jair Bolsonaro, no STF, e não num processo relacionado às eleições, no TSE.
Para analistas consultados pela reportagem, Moraes extrapolou ao fazer um pré-julgamento do caso, sugerindo uma penalidade mais alta que o razoável e levando em consideração decisões sobre condutas diferentes daquela de Flávio Bolsonaro.
Num dos casos, um candidato à Prefeitura de Fortaleza (CE) divulgou vídeo manipulado por inteligência artificial fazendo parecer que personalidades como Barack Obama, Taylor Swift, Tom Cruise e Cristiano Ronaldo apoiavam sua candidatura. A tecnologia simulou apoio de personalidades que jamais participaram da campanha eleitoral.
O TSE concluiu que houve propaganda eleitoral irregular e restabeleceu multa de R$ 15 mil aplicada pelo juiz eleitoral de primeira instância. Não apontou, no entanto, abuso de poder nem aventou a punição de cassação de candidatura ou inelegibilidade.
O segundo precedente diz respeito às eleições municipais de Angra dos Reis (RJ). Nesse caso, um candidato distribuiu cerca de 80 mil panfletos que sugeriam apoio de Jair Bolsonaro, embora o ex-presidente apoiasse oficialmente o adversário na disputa. A propaganda criava uma falsa impressão de apoio político e a irregularidade consistia justamente em induzir o eleitor a acreditar que existia um apoio inexistente.
Nos dois casos, os candidatos multados usaram da tecnologia para simular um apoio falso ou fictício. No caso de Flávio, o apoio de Bolsonaro é público e notório, como explicitado em ao menos duas cartas divulgadas pelo próprio senador, em dezembro e em julho, em que o ex-presidente diz que o filho é o pré-candidato de sua preferência.
Para analistas consultados pela reportagem, a diferença é relevante e deve ser levada em conta numa análise aprofundada do caso.
Alexandre Luis Mendonça Rollo, advogado, mestre e doutor em Direito das Relações Sociais (PUCSP), professor de direito eleitoral, afirma que a vedação ao uso de deep fake prevista na Resolução do TSE trata da divulgação de fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados. “Para existir deep fake, primeiro precisa existir fake”, afirma ele.
Eduardo Lycurgo, vice-presidente da Federação Nacional dos Institutos dos Advogados (Fenia) também considera que o contexto muda a avaliação do caso. “O que o TSE vedou foi usar a IA para difundir mentiras, fatos inverídicos que poderiam causar desequilíbrio ao pleito. Sabidamente, o apoio de Bolsonaro a Flávio não é uma mentira. Não se extrai nada daquele vídeo que seja sabidamente inverídico ou gravemente descontextualizado. Está de acordo com as declarações que ele sempre deu.”
Outro ponto ressaltado por especialistas está nos próprios precedentes utilizados para fundamentar a decisão, que aplicaram apenas a pena de multa para as falsas manifestações de apoio.
A advogada constitucionalista Vera Chemin considera exagerada a caracterização de abuso, sobretudo porque o vídeo foi exibido numa convenção partidária, e não para o público geral.
“Não há que se falar em abuso de poder político e tampouco de uso indevido dos meios de comunicação, uma vez que o vídeo divulgado, além de ser uma criação de IA, não contém desinformação, não prejudica outros candidatos por ser permitida a propaganda eleitoral “intrapartidária”, no âmbito de uma convenção partidária, e portanto, não configura má-fé”, afirma.
Moraes enquadrou Flávio em processo criminal de Bolsonaro
Outro problema apontado é o fato de Moraes ter realizado um pré-julgamento da conduta de Flávio Bolsonaro num processo de execução penal de Jair Bolsonaro. O senador não integra a ação nem é investigado nesse processo.
Para Vera Chemin, não há legitimidade processual para que a conduta do filho seja analisada. “O STF não tem competência constitucional para processar e julgar uma representação ou ação de natureza eleitoral”, diz.
O mestre em Direito Político e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep) Adriano Alves afirma que um mesmo fato pode ser examinado simultaneamente pela Justiça Criminal e pela Justiça Eleitoral, desde que cada uma permaneça dentro de sua competência.
Segundo Alves, na execução penal cabe ao magistrado verificar eventual descumprimento das medidas impostas a Jair Bolsonaro, enquanto a eventual responsabilização eleitoral deve ser analisada em procedimento próprio.
Na mesma linha, o advogado criminalista Berlinque Cantelmo, sócio do RCA Advogados, afirma que a existência de possíveis reflexos eleitorais não autoriza que uma única decisão resolva simultaneamente as questões penais e eleitorais.
“Ao juiz da execução cabe exclusivamente avaliar se houve descumprimento das condições da pena ou das cautelares. Eventuais reflexos eleitorais, como propaganda antecipada ou abuso de poder, competem à Justiça Eleitoral, mediante provocação dos legitimados próprios. O magistrado pode, e por vezes deve, determinar a remessa de cópias à Justiça Eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral quando vislumbrar possível ilícito daquela natureza, mas decidir matéria eleitoral no bojo de uma execução penal significaria usurpação de competência e vício de nulidade”, diz Cantelmo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-xeque-candidatura-flavio-decisoes-discrepantes-tse/
Durigan espera que o Brasil acredite em um “Lula fiscalmente responsável”

Em 2022, a lorota do “Lula democrata” foi a estratégia usada para vender o petista na busca pelo terceiro mandato presidencial – que ele fosse amigo e protetor de ditadores mundo afora, que fosse hostil à imprensa livre, ou que seu partido tivesse fraudado a democracia brasileira com dois megaesquemas de corrupção era mero detalhe. Quatro anos depois, com uma nova eleição à frente e as contas públicas em estado crítico, já começou a operação para vender um “Lula fiscalmente responsável” – sim, ele mesmo, o pai da Nova Matriz Econômica (ao lado de seu então ministro Guido Mantega) e o atual gastador-mor da República, estaria preocupado com o (próprio) descontrole fiscal!
Conversando com representantes de três grandes instituições financeiras, na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse estar tentando convencer Lula a endurecer as regras do arcabouço fiscal em um eventual quarto mandato. Segundo as informações de bastidores, estariam na mesa ideias como reduzir o limite anual de crescimento real da despesa pública (ou seja, acima da inflação) de 2,5 para 1,5 ponto porcentual ao ano, e novos gatilhos para reduzir a elevação de despesas obrigatórias. Durigan ainda tem dito que recebeu de Lula o encargo de ser o interlocutor com os agentes econômicos, para desfazer algumas trapalhadas recentes do coordenador do programa de governo petista, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.
Não há como saber se Durigan está de fato tentando convencer o presidente, ou se está apenas tentando convencer o resto do país de que Lula poderia ser convencido de algo
Todo ceticismo, aqui, é justificável. Primeiro, porque não há como saber se Durigan e outras fontes próximas a Lula que têm falado com a imprensa estão de fato tentando convencer o presidente, ou se na verdade tudo não passa de uma estratégia eleitoral: a de convencer o resto do país de que Lula poderia ser convencido de algo – ainda mais desse algo, o gasto público. Afinal, se em 2022 houve economistas renomados que apoiaram o candidato do PT acreditando que ele faria um terceiro mandato fiscalmente responsável, apesar de todas as indicações em contrário, por que não tentar mais uma vez?
Segundo, porque seria de fato extraordinária a história contada por esses interlocutores palacianos, de um Lula preocupado com a explosão da dívida pública durante o seu mandato, e ciente de que é preciso fazer algo para conter esse aumento. É o mesmo Lula que passou quatro anos defendendo gasto público desenfreado, e que ainda hoje segue lançando bondade atrás de bondade, em um pacote eleitoreiro cujo efeito fiscal está na casa das centenas de bilhões de reais. Epifanias e conversões súbitas acontecem, mas, se fosse esse o caso, a gastança já teria sido interrompida para não agravar ainda mais a “herança maldita” que Lula pretende receber de si mesmo, caso vença em outubro.
E, por último mas não menos importante, porque as tais propostas citadas por Durigan não teriam o poder de frear a acelerada expansão da dívida pública. Se elas fossem aprovadas, o arcabouço continuaria mantendo uma de suas principais deficiências, a previsão de aumento real nas despesas independentemente do desempenho da economia. Além disso, os últimos três anos e meio foram repletos de demonstrações de que o arcabouço fiscal é mera peça de ficção, tantas as despesas retiradas do cálculo formal para efeitos de cumprimento da meta fiscal – em 2025, por exemplo, o resultado primário oficial foi déficit de 0,1% do PIB, com meta cumprida; considerados os itens excluídos da meta, no entanto, o rombo subia para 0,48% do PIB, fora da margem de tolerância do arcabouço. Como resultado dessa contabilidade criativa, nenhum agente financeiro sério ainda leva em conta os números do governo sobre déficit primário, preferindo fazer a conta considerando também os gastos excluídos da conta oficial.
Acredita nisso tudo quem quiser, obviamente. Mas ninguém pode culpar os que duvidam, já que a gastança esteve na essência desse terceiro mandato de Lula, e alguém que já havia passado oito anos no Planalto deveria estar bem ciente da relação de causa e efeito entre gasto desordenado, deterioração das contas públicas e explosão da dívida desde o momento em que subiu a rampa do Planalto, em janeiro de 2023. Uma guinada (nem tão radical assim, diga-se de passagem) a essa altura do campeonato, quando a realidade aponta para uma lamentável manutenção de curso caso Lula permaneça no poder, é improvável; e, se vier, difícil saber quanto tempo durará – que o diga Joaquim Levy, recrutado por Dilma Rousseff para botar ordem em um caos parecido, e que não chegou a completar um ano no cargo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/dario-durigan-lula-contas-publicas-arcabouco-fiscal/

Agora surge a verdade: Anthony Fauci enganou o mundo todo sobre a Covid

Vejam como o tempo passa. Encheram-nos de mentiras, retiraram vídeos em que eu falava da ivermectina. Mas hoje estamos entendendo por que Joe Biden, antes de deixar o governo, brindou Anthony Fauci com uma anistia preventiva. Eu perguntei: “que crime ele cometeu para estar sendo anistiado antes?” Parece aquele filme em que se pegava o criminoso antes que ele cometesse o crime lá no futuro. Agora, em uma audiência no Senado dos Estados Unidos, Fauci ficou quieto o tempo todo, alegando a Quinta Emenda, o direito de ficar em silêncio para não se comprometer – também no Brasil a Constituição diz que ninguém pode produzir prova contra si mesmo.
Mas não adiantou: mostraram todas as informações que ele já tinha sobre a ivermectina ser eficaz contra a Covid, mas ele preferiu tocar a terapia genética e deixar as pessoas serem entubadas, hospitalizadas, quando não precisavam de nada disso. No Brasil tivemos todos esses papagaios do Fauci, inclusive no jornalismo, repetindo tudo o que ele dizia lá. Que vergonha! Pior ainda, porque disso resultou muita morte. Isso é imperdoável. É difícil de entender, porque não foi para salvar vidas; foi por cegueira política e ideológica, para atrapalhar o governo de então, que acabou passando pela pandemia. A tentativa era destruí-lo, mas o governo sobreviveu.
Ministro da Fazenda faz comparações descabidas entre Brasil e Argentina
Por falta de informação, a maioria dos eleitores brasileiros acredita em números fantasiosos. O ministro da Fazenda – o mesmo que chamou Milei de “palhaço” – disse que a economia brasileira está melhor que a da Argentina. Vamos ver, então, o IDH: o Brasil está em 84.º lugar; a Argentina, em 47º. E o PIB: no ano passado, a Argentina cresceu o dobro do Brasil.
E o ministro soltou mais uma: disse que no ano que vem, se houver governo Lula (e ele tem certeza disso), não haverá déficit, Lula vai cortar gastos. Eu não sei que milagre é esse, que poder de transformação, porque Lula entrou e quase duplicou o número de ministérios, vem fazendo uma gastança incrível. E a dívida? Adolfo Sachsida calculou que, em junho, a dívida pública federal cresceu R$ 8 bilhões por dia. Ou seja, se o Estado brasileiro nos representa, ficamos devendo R$ 8 bilhões por dia a mais porque o governo não controla o gasto.
Acabou o dinheiro para os consulados entregarem passaportes a brasileiros no exterior
O Itamaraty não tem verba para entregar passaporte nas embaixadas e consulados brasileiros no exterior. Este ano foram quase 189 mil passaportes entregues por consulados, mas mandaram dizer que o dinheiro acabou. Brasileiro que mora ou viaja ao exterior, e que perdeu o passaporte ou foi roubado, ou precisa renovar o documento, pode esquecer. Os passaportes são impressos pela Casa da Moeda, que dispõe de um avançado sistema de impressoras que evitam falsificação, como é com o papel-moeda. No Brasil, eles são preenchidos pela Polícia Federal; no exterior, pelos consulados. Mas agora o Brasil não tem verba para entregar passaportes fora do país.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/anthony-fauci-diario-covid/

Como Lula tenta ganhar a eleição e quebrar o país

Sem surpresas, o governo tem gastado barbaridades para reeleger o presidente Lula. O aumento de gastos ocorre de várias formas: auxílios governamentais, emendas parlamentares, renúncias fiscais e expansão do crédito subsidiado. De todas elas, chama atenção a forte elevação do crédito subsidiado neste ano.
De maneira bem simples, o crédito subsidiado ocorre quando o governo utiliza os impostos para oferecer empréstimos e financiamentos com taxas de juros abaixo das do Tesouro Nacional. Como o Tesouro capta recursos da sociedade, emitindo títulos públicos próximos de 14,5% (prazo de 5 anos), e oferece linhas de crédito a 8%, essa diferença é subsidiada, ou seja, paga por meio de impostos do contribuinte. Portanto, o crédito subsidiado não é de graça e tem impacto significativo nas contas públicas.
Neste ano, economistas estimam um impacto de aproximadamente R$ 150 bilhões do crédito subsidiado nas contas públicas, com destaque para os financiamentos para habitação (R$ 45 bilhões), transporte (R$ 45 bilhões) e exportação (R$ 15 bilhões).
A expansão do crédito é baseada numa visão econômica keynesiana – o efeito do multiplicador do gasto público. A ideia do multiplicador é: a expansão do crédito, pelo aumento do gasto público, estimula o consumo e o investimento das empresas, gerando elevação da renda e do emprego para a sociedade. Com a elevação da renda, aumenta a arrecadação, melhorando as contas públicas.
Esse raciocínio tem dois erros. O primeiro é não considerar o custo fiscal. Conforme dito anteriormente, a despesa com o crédito subsidiado para este ano é de cerca de R$ 150 bilhões. Se o impacto nas contas públicas é certo, não é possível garantir o efeito positivo na atividade econômica. Fosse assim, todos os problemas econômicos estariam resolvidos. Bastaria gastar mais para que houvesse geração de renda e emprego, redução da pobreza e aumento da arrecadação do governo. Se essa visão fosse verdadeira, a Venezuela seria o país mais rico do mundo.
O segundo problema desse raciocínio é o impacto inflacionário. Expandir o crédito significa elevar a base monetária. A expansão monetária, numa economia com reduzida capacidade de oferta (gargalos de infraestrutura, gargalos de mão de obra e baixa produtividade) e pouco nível de ociosidade, fatalmente traz elevação generalizada e disseminada nos preços. Não por acaso, a expectativa de inflação para este ano está acima de 5%. No acumulado dos quatro anos do governo Lula, considerando a projeção para este ano, a inflação soma aproximadamente 20%. Isso significa que, se a renda da pessoa não subiu nos últimos quatro anos, a perda do poder de compra foi de 20%.
O governo, baseado numa visão retrógrada, ultrapassada e heterodoxa da economia, ignora as consequências da piora fiscal e inflacionária
Inflação mais elevada e maior risco fiscal significam juros mais pressionados. Fica claro que os juros sobem em resposta à inflação e ao risco, e não por má vontade do Banco Central, conforme gosta de dizer o presidente Lula.
A expansão desenfreada do crédito também gera superendividamento e inadimplência para as pessoas. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 80% das famílias estão endividadas e aproximadamente 30% delas estão inadimplentes.
Paradoxalmente, para reduzir o endividamento familiar, o governo Lula cria um programa de renegociação de dívidas (Desenrola 2), com impacto fiscal de R$ 23,2 bilhões, para um problema que ele mesmo criou.
Essa fórmula, do protagonismo estatal e da política fiscal ultraexpansionista, levou a dívida/PIB para 81%, com um custo de rolagem de 14,15% a.a. (Selic efetiva de julho). Lula, com o uso da máquina e seus estímulos fiscais, até poderá ganhar as eleições, mas herdará uma bomba que ele mesmo criou. E, desta vez, não vai ter FHC ou Bolsonaro para culpar.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alan-ghani/como-lula-tenta-ganhar-a-eleicao-e-quebrar-o-pais/

A generosidade dos ministérios de Cultura e Turismo com entidades privadas

O Instituto Nacional de Parcerias Públicas (INPP) é uma entidade privada, pelo visto no Diário Oficial da União, muito admirada pelos ministérios da Cultura e Turismo. A ponto de abocanhar dinheiro público sem licitação – sim, como 200 milhões de brasileiros, você nem sabe que ele existia. Tem recebido milhões de reais dos ministérios.
Em Brasília, via Turismo, levou R$ 562.850 com “dispensa de chamamento público” para a 1ª edição do Wine Festival. Outro projeto é para o Rio de Janeiro. O Ministério da Cultura resolveu pagar, sem licitação ou chamamento público, R$ 6 milhões ao projeto “Cultura sobre rodas”, de “ações de formação técnica e capacitação em produção audiovisual e cinema” em 14 cidades do estado.
Heliponto no Tayayá
Passaram-se os dias de ida a jatinho para o Ribeirão Claro (PR) para o ministro do STF Dias Toffoli. Se quiser visitar o Resort Tayayá, do qual já foi sócio e onde bem frequenta, ele pode agora aterrissar de helicóptero. A Aeronáutica publicou ontem a portaria que autorizou o heliponto do hotel. É o Plano Básico de Zona de Proteção de Heliponto (PBZPH). O processo é o 67613.900857/2025-51.
Gestão pública
O Centro de Liderança Pública e a Fundação Armando Alvares Penteado abrem, no dia 3 de agosto, inscrições para a 10ª turma do Master em Liderança, Política e Gestão Pública, uma das mais relevantes pós-graduações do país voltadas ao desenvolvimento de servidores, gestores e lideranças comprometidas com a melhoria do serviço público brasileiro. As inscrições serão até dia 25 de setembro.
Da arquibancada
Com o fim da Copa do Mundo, levantamento do Melhor Envio, logtech da LWSA, aponta que os jogos da Seleção Brasileira derrubaram em até 40% o volume de pedidos no e-commerce, sem que esse consumo fosse recuperado nos dias seguintes. Os dados mostram ainda que o torneio não expandiu o mercado, mas redistribuiu a demanda entre categorias, com Moda registrando alta de 6,2% durante a competição.
Brasil na limpeza
O mercado brasileiro de produtos de limpeza doméstica movimenta R$ 39 bilhões por ano. O 4º maior do mundo, segundo a ABIPLA. Entretanto, o brasileiro gasta, em média, apenas R$ 42,20 por mês (US$ 7,55) com esses produtos, o equivalente a 4% da média mundial. Mauro Silveira, diretor da Klivex, afirma que há espaço para o crescimento deste setor com soluções mais eficientes e tecnológicas.
Saúde
Dados da Funcional, empresa para programas de acesso e adesão em saúde, mostra que medicamentos modernos para diabetes, como Ozempic, Rybelsus, Jardiance e Forxiga, já representam 62,7% do valor movimentado na categoria nos programas corporativos de saúde. O levantamento identificou que 22,4% das pessoas em tratamento também utilizam simultaneamente terapias para hipertensão arterial e dislipidemia (colesterol alto).
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/generosidade-ministerios-cultura-turismo-entidades-privadas/
Casa Branca entra em defesa de atleta após críticas por questionar trans no esporte

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo acompanha a repercussão envolvendo Sophie Cunningham, jogadora da WNBA, a principal liga de basquete feminino dos Estados Unidos. Nos últimos meses, a atleta tem sido alvo de críticas por se manifestar publicamente contra a participação de mulheres trans em competições femininas.
Nas redes sociais, Cunningham passou a ser chamada por alguns ativistas de “MAGA Barbie”. O apelido faz referência à aparência da jogadora, que tem longos cabelos loiros, e ao slogan político de Donald Trump, “Make America Great Again” (MAGA).
Durante uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (23), Leavitt afirmou que o presidente Trump acompanha o caso e reiterou a posição da Casa Branca sobre o tema. “Sei que ele [Trump] está acompanhando a história. Como vocês sabem, esse também é um tema sobre o qual o presidente tem uma posição muito firme, assim como o povo americano: que homens não deveriam participar de esportes femininos. É completamente absurdo que alguém apoie isso”, declarou a porta-voz. Leavitt também elogiou Cunningham por se manifestar sobre o assunto.
Jogadora diz que é preciso “proteger meninas e mulheres” nos esportes femininos
Em entrevista à ESPN, publicada na última terça-feira (21), a jogadora do Indiana Fever afirmou que vem sendo acusada de “odiar pessoas trans”. A reação está relacionada a declarações de Cunningham sobre o tema, sendo uma das primeiras ainda em 2022. Na época, ela compartilhou uma publicação de um apresentador esportivo que criticava a vitória de Lia Thomas, uma mulher trans, em uma competição da primeira divisão da NCAA, a principal associação esportiva universitária dos Estados Unidos.
“Nunca disse odiar pessoas trans”, falou à ESPN. “Acho que estou aqui para espalhar amor. Mas também acredito que, junto com o amor, vêm a verdade e a honestidade. Quero proteger as meninas nos vestiários e no esporte, que não deveriam ter que competir contra homens biológicos”, acrescentou.
O assunto está no centro do debate político nos Estados Unidos após a Suprema Corte decidir, em 30 de junho, que os estados têm autoridade para proibir meninas e mulheres transgênero de competir em equipes femininas. A decisão se aplica ao esporte escolar e universitário.
Ao comentar o caso de Cunningham, Leavitt voltou a defender a posição da Casa Branca e criticou seus opositores. “A reação negativa que Cunningham está recebendo de democratas e setores da esquerda em todo o país é impressionante. Eles claramente estão muito desconectados da opinião do público americano sobre essa questão de bom senso. Trata-se de um fato biológico básico: homens não deveriam competir contra mulheres em campos e quadras esportivas em todo o país”, afirmou a porta-voz.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/casa-branca-defesa-atleta-criticar-trans-esporte/#cxrecs_s
Governo Lula se blinda escondendo visitas a Vorcaro

A decisão do Ministério da Justiça do governo Lula (PT) de impor sigilo até o ano de 2126 sobre a lista de visitantes de Daniel Vorcaro na PF, em Brasília, a pretexto de “preservar a intimidade” do ex-banqueiro, sugere uma operação para blindar integrantes do regime. Afinal, quando o Estado esconde quem rondava o principal personagem de uma fraude bilionária, a pergunta não é sobre “intimidade” e sim sobre o que se teme revelar. Transparência seletiva não é proteção de direitos, é blindagem.
Pânico leva a sigilo
Centro da maior fraude financeira da história, Vorcaro ficou preso por três meses na PF enquanto levava pânico a autoridades negociando delação.
Dados expostos
Registros de visitas deveriam ser tratados com transparência mínima, com nomes, datas e vínculos, ainda que protegendo dados sensíveis.
Cadê o ‘revogaço’?
O caso desmascara o discurso de Lua, na campanha eleitoral de 2022, atacando sigilos centenários e prometendo “revogaço” que nunca fez.
Autoproteção
Ao ocultar a lista de visitantes, o governo só alimenta a suspeita de que o sigilo protege os seus e não a privacidade do Vorcaro.
Jaques Wagner conversou por 5h30 com ex-sócio do Master

O relatório da Polícia Federal que fundamentou a Operação Compliance Zero revela que o senador Jaques Wagner (PT-BA) manteve 74 ligações telefônicas com o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, também investigado no caso. Os documentos, tornados públicos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, mostram que as conversas somaram cinco horas e trinta minutos.
Segundo a PF, Wagner e Lima demonstravam “nítida preferência” por contatos telefônicos, em vez da troca de mensagens, chegando a conversar diversas vezes no mesmo dia. As ligações ocorreram entre novembro de 2023 e maio de 2025.
Na época da operação, Jaques Wagner negou ter atuado em favor do banqueiro. Até o momento, sua defesa não se manifestou sobre o conteúdo dos documentos divulgados.
Os autos também mostram que André Mendonça autorizou o monitoramento da movimentação do celular do senador após suspeitas de vazamento da investigação. O ministro registrou ainda que recebeu um pedido de audiência em seu gabinete no mesmo dia em que a operação foi protocolada.
A investigação apura suspeitas de pagamento de propina do Banco Master a Jaques Wagner. De acordo com a PF, a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador teria seguido o mesmo modelo utilizado na aquisição de imóveis apontados como vantagem indevida para o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Os investigadores também afirmam que o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, marcou um encontro com Wagner no Senado, colocou um avião à disposição do parlamentar em um “hangar discreto” e, em uma conversa interceptada, afirmou que o senador serviria como intermediário para transmitir um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mendonça quer saber se vazou operação da PF contra Wagner

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou à Polícia Federal que promova a quebrar o sigilo telefônico do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula (PT) no Senado, e a monitorar os movimentos de seu celular.
A medida decrre de suspeita fundamentada do ministro sobre vazamento da operação da PF que ele determinou contra o petista, no âmbito da Operação Compliance Zero. O ministro deseja confirmar se houve vazamento e se isso ocorru no âmbito da prøpria Polícia Federal
A investigação comandada por Mendonça, que é o ministro-relator, apura pagamentos de propina do Banco Master a Jaques Wagner por meio de um apartamento em Salvador avaliado em R$2,5 milhões.
A PF também identificou que o dono do Master, Daniel Vorcaro, marcou encontro com Wagner no Senado, disponibilizou um avião “em hangar discreto” para o senador e citou, em diálogo, que ele seria intermediário para enviar recado a Lula.
Nesta quinta-feira (30), Mendonça retirou o sigilo do processo que trata da quebra de sigilo e do monitoramento. Na decisão que autorizou o acompanhamento da antena do celular de Wagner por dez dias, o ministro destacou ter recebido solicitação de audiência em seu gabinete no mesmo dia em que a PF protocolou as representações da operação (9 de junho de 2026), inclusive em horário anterior à distribuição de algumas delas.
“Impende realçar a ocorrência de fato que agudiza os riscos de vazamento indevido da operação no presente caso. Trata-se de solicitação de audiência, por parte de um dos investigados, recebida pelo meu gabinete, enquanto Ministro relator do caso, no mesmo dia em que aportaram as representações da Polícia Federal relacionadas à presente fase investigativa (09/06/2026), inclusive em horário anterior à distribuição de algumas das representações formuladas”, escreveu Mendonça.
Wagner foi alvo de busca e apreensão na nona fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. No dia seguinte, ele tentou vender um terreno de R$15 milhões na região metropolitana de Salvador, mas a operação foi barrada pelo cartório por causa de ordem de bloqueio de bens.
A PF monitorou a antena do celular para não chamar atenção. “Nesse cenário, diligências ostensivas de campo, vigilância presencial ou coleta aberta de informações junto a terceiros podem expor prematuramente a investigação, permitindo troca de aparelhos, destruição de provas digitais, evasão, ocultação de documentos ou coordenação de versões”, explicou André Mendonça.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/mendonca-quer-saber-se-vazou-operacao-da-pf-contra-wagner
Filho de Lula é investigado por tráfico de influência e corrupção

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a abertura de um inquérito para investigar o filho mais velho de Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, por suspeitas dos crimes de tráfico de influência e corrupção.
A investigação foi determinada à Polícia Federal pelo ministro André Mendonça, relator da investigação do roubo bilionário que vitimou cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. Será apurada eventual atuação do filho de Lula em negócios ao Ministério da Saúde e ao mercado de cannabis medicinal.
Os policiais irão apurar indícios de que Lulinha teria utilizado sua influência junto a órgãos do governo federal para favorecer interesses privados ligados à liberação e à comercialização de produtos à base de canabidiol em programas públicos de saúde.
A Polícia Federal investiga a atuação conjunta de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, um dos principais investigados na Operação Sem Desconto. Ele é suspeito de integrar esquema de roubo dos aposentados por meio de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
A investigação deve esclarecer a suspeita de que Lulinha teria atuado com a lobista Roberta Luchsinger, em favor da empresa World Cannabis, do Careca do INSS.
O relatório enviado ao STF informa que foram identificados pagamentos realizados por Camilo Antunes à RL Consultoria, de Roberta Luchsinger. Com a abertura do novo inquérito, a PF pretende investigar a atuação de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e da própria presidência da República.
Em nota, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha classificou a medida como “pesca probatória”.
“Importante dizer que o presidente Lula devolveu as instituições de Estado à sociedade brasileira, notadamente a Polícia Federal, que tinha sido capturada pelo governo anterior por interesses políticos e eleitorais. A PF recuperou a independência e autonomia que são determinantes para a manutenção da credibilidade da instituição, mas ela precisa usar com responsabilidade. É estranha a notícia sobre a instauração de novo inquérito, a impressão que passa é que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de pesca probatória. ‘Não achei nada aqui e vou procurar ali’. Isso é muito grave. Não acharam nada do Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vão achar em relação a esses fatos”, afirmou ao Estadão.
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