
O senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou nesta quinta-feira (16) uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O parlamentar compartilhou uma declaração do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e afirmou que o governo brasileiro perdeu capacidade de condução.
Ao comentar a decisão americana, o senador fez críticas à condução do governo federal e questionou a capacidade de liderança do presidente.
“Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação. Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança”, escreveu Flávio.
A manifestação do senador ocorreu após Rubio publicar uma mensagem na rede social X durante a madrugada, no momento em que a medida tarifária foi oficializada pelo governo americano. O secretário de Estado afirmou que a decisão ocorreu porque, segundo ele, Lula e o governo brasileiro não teriam negociado “de boa-fé” com os Estados Unidos.
Rubio também declarou que o presidente brasileiro teria colocado “o próprio ego” à frente de um acordo que beneficiaria os brasileiros. Segundo o secretário, as tarifas representam “o preço” dessa escolha.
Tarifa de 25% dos EUA entra em vigor em 22 de julho
A sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros integra uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301. O procedimento analisou temas como o tratamento dado ao Pix e questões ambientais relacionadas ao Brasil.
A nova tarifa entra em vigor em 22 de julho. Entre os itens excluídos estão carne, café, suco de laranja, petróleo, gás e componentes de aeronaves.
O governo dos Estados Unidos informou que mantém negociações com o Brasil e afirmou que poderá ampliar medidas caso o país adote retaliações. No Palácio do Planalto, a expectativa é de avanço nas conversas diplomáticas após as eleições americanas.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/flavio-compartilha-postagem-de-rubio-sobre-tarifaco-e-diz-que-brasil-esta-em-aviao-sem-piloto/
Marco Rubio acusa Lula de colocar “ego” acima de acordo sobre tarifaço

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou seu “ego à frente de fechar um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro” após a formalização da tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras.
Segundo Rubio, a medida é uma resposta direta à postura do governo brasileiro durante as negociações bilaterais.
Nas redes sociais, Rubio afirmou que o presidente americano, Donald Trump, instruiu o Escritório do Representante Comercial (USTR) a aplicar as tarifas porque “o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”.
“Hoje, o presidente Trump instruiu o USTR a impor uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Que não haja confusão sobre o porquê: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, disse o secretário.
“Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fechar um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, acrescentou.
Em nota, o governno brasileiro afirmou que a medida é um “marco lastimável” nas relações entre os dois países e prometeu aplicar a Lei da Reciprocidade.
“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, reforçou o Planalto.
A formalização do tarifaço prevê exceções que abrangem produtos como carne e suco de laranja. A sobretaxa de 25% entrará em vigor no dia 22 de julho.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/marco-rubio-acusa-lula-de-colocar-ego-acima-dos-brasileiros-apos-novo-tarifaco/
Reino Unido cobra investigação da Fifa após jogadores argentinos exibirem faixa sobre Malvinas

O governo do Reino Unido cobrou nesta quinta-feira (16) que a Fifa investigue o episódio em que jogadores da seleção argentina exibiram uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”, após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026, nesta quarta (15).
Em entrevista ao programa BBC Breakfast, da emissora pública britânica, o secretário de Estado de Negócios e Comércio, Peter Kyle, disse que a faixa era “totalmente inadequada”.
“Acredito que [uma investigação] certamente ocorrerá, pois foi uma violação flagrante das regras que proíbem atividades políticas no futebol”, disse Kyle.
Além de exibirem a faixa, os jogadores da Argentina entoaram um cântico que fez referência às Malvinas após a vitória por 2 a 1 em Atlanta.
A disputa pelo arquipélago no Atlântico Sul motivou uma guerra entre os dois países em 1982, vencida pelos britânicos.
Desde então, Buenos Aires mantém diplomaticamente e em organismos internacionais a reivindicação de soberania sobre as Malvinas, embora a incorporação pela Argentina seja rejeitada pela população local: em um referendo realizado em 2013 com habitantes do arquipélago, 99,8% dos moradores disseram que preferiam que as ilhas mantivessem o status de território ultramarino britânico.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/reino-unido-cobra-investigacao-fifa-apos-jogadores-argentinos-exibirem-faixa-malvinas/
Valdemar Costa Neto minimiza vantagem de Lula e diz que pesquisas internas mostram outro cenário

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (16) que a crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preocupa a direção do partido. Durante entrevista na TV Brasília, ele defendeu a união da legenda e minimizou os números da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana.
Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), Lula (PT) lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 12 pontos de vantagem para Flávio Bolsonaro (PL). O petista soma 40% das intenções de voto, enquanto o senador vai a 28%. Mesmo assim, Valdemar questionou os resultados e disse que os dados internos do partido apresentam outro panorama.
“Eu não acredito nessa pesquisa. A Quaest é uma empresa séria, mas essa pesquisa, precisa ver. Achei até que tivesse sido feita só no Nordeste. Esses números não batem com as pesquisas que nós temos diariamente. O Lula teve uma pequena queda, não sei se por causa do Jacques Wagner, porque perdeu muito no Nordeste”, comentou.
Costa Neto refere-se aos chamados “trackings”, pesquisas internas contratadas por partidos políticos, que não são divulgadas. “Trackings” servem de ferramenta interna para estratégias das campanhas e não apresentam necessariamente o mesmo rigor exigido pela Justiça Eleitoral para pesquisas registradas. Conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todas as sondagens de intenção de voto em ano eleitoral precisam ser registradas junto à Corte, seguindo normas específicas e sujeitas a questionamentos judiciais.
- Metodologia da pesquisa citada: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Registro no TSE nº BR-07181/2026.
Valdemar pede unidade e afirma que PL não pode perder Michelle
Segundo o dirigente, o PL precisa evitar divisões internas em um momento decisivo para a definição das estratégias eleitorais. Por isso, ele destacou a importância de Michelle para a legenda e classificou a ex-primeira-dama como peça fundamental para o futuro do partido.
“Não podemos ter o nosso pessoal dividido. Em campanha, a gente faz qualquer coisa para ganhar a eleição. Às vezes, até convive com pessoas de quem não gosta. Nós não podemos perder uma pessoa como a Michelle”, opinou.
O conflito entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro ganhou força no fim de junho. No dia 24, a ex-primeira-dama postou um vídeo expondo divergências com o enteado.
No dia seguinte, Flávio pediu desculpas e negou a intenção de ofendê-la. Poucos dias depois, em 30 de junho, Michelle anunciou a saída da presidência do PL Mulher e justificou a decisão com o desejo de dedicar mais tempo à família.
Valdemar espera reconciliação entre Michelle e Flávio após crise no PL
Valdemar afirmou que a saída representa uma perda significativa para a estrutura partidária. Além disso, ele manifestou esperança em uma reconciliação entre a ex-primeira-dama e o senador.
“Michelle decidiu sair da presidência do PL Mulher. Para nós, é um grande prejuízo, porque ela construiu o PL Mulher. Ela construiu uma base grande no Brasil, em todos os estados, fez um trabalho maravilhoso. Eu ainda tenho esperança de que eles se entendam, porque nós não podemos brigar entre nós. Os dois têm dificuldade há muito tempo.”
Valdemar também afirmou que considera Michelle uma candidata competitiva para disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições. De acordo com ele, a eventual ausência da ex-primeira-dama nas urnas representaria uma perda política para o partido.
“Para mim, ela deve ser candidata ao Senado. Para o partido, ela não tem preço, porque está eleita. Se ela não for candidata, é um senador a menos. Um senador a gente dá a vida para ter. Ela tem uma eleição garantida hoje, pelas pesquisas. É um prejuízo muito grande para nós se ela não participar da campanha. A Michelle não é uma cidadã comum.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/valdemar-costa-neto-minimiza-vantagem-de-lula-e-diz-que-pesquisas-internas-mostram-outro-cenario/

O Brasil está se desfazendo moralmente

O Brasil continua sendo um país de riquezas extraordinárias, de um povo trabalhador e de uma criatividade reconhecida em todo o mundo. Ainda assim, cresce a impressão de que algo profundamente errado está acontecendo. Basta olhar além das manchetes ou conversar alguns minutos com pessoas comuns para perceber uma sensação cada vez mais difundida: a de que o país está se desfazendo.
Não se trata apenas de uma crise econômica ou política. O problema parece mais profundo. É como se o tecido social estivesse sendo lentamente rasgado. Valores que sustentam uma civilização, como confiança, honestidade, responsabilidade, respeito pela autoridade legítima e amor ao próximo, parecem ceder espaço ao cinismo, à desconfiança e à indiferença.
Poucas imagens ilustram esse fenômeno de forma tão clara quanto o sucesso dos vídeos de violência nas redes sociais. Entre os conteúdos mais assistidos estão perseguições policiais, assaltos registrados por câmeras de segurança e confrontos que terminam com criminosos mortos. Evidentemente, o Estado tem o dever de combater o crime, e policiais e cidadãos possuem o direito de agir em legítima defesa quando necessário. O problema não está na existência dessas situações, mas no fato de que elas passaram a ser consumidas como entretenimento. Milhões assistem, compartilham e comemoram cenas de morte não porque a justiça tenha sido restabelecida, mas porque a violência, em si, tornou-se espetáculo.
Uma sociedade saudável deseja segurança, justiça e instituições capazes de proteger os inocentes. Ela reconhece a necessidade do uso legítimo da força quando as circunstâncias o exigem, mas não encontra prazer na morte, ainda que seja a de um criminoso. Quando a violência passa a ser consumida como diversão, revela-se um preocupante endurecimento moral: a vida humana perde valor, a compaixão se enfraquece e a morte deixa de causar espanto.
Nenhuma democracia pode florescer quando a confiança pública deixa de sustentar a ordem institucional
Quando a confiança desaparece
Nenhuma sociedade permanece estável quando a verdade perde valor e a confiança nas instituições é corroída. O respeito às leis, a integridade dos governantes e a responsabilidade na administração dos recursos públicos constituem os alicerces da vida civilizada. Quando esses princípios são abandonados, instala-se um processo contínuo de deterioração moral e política.
No Brasil, sucessivos escândalos de corrupção, promessas descumpridas, aparelhamento do Estado e a frequente submissão do interesse nacional a projetos partidários e ideológicos esquerdistas alimentam um profundo descrédito. Muitos cidadãos passaram a enxergar Brasília como um centro de privilégios, impunidade e negociações voltadas à manutenção do poder.
O efeito é devastador: cresce o ceticismo, enfraquece-se o senso de dever e difunde-se a percepção de que a honestidade é desvantajosa. Nenhuma democracia pode florescer quando a confiança pública deixa de sustentar a ordem institucional.
Perdemos a memória
Há, porém, uma crise ainda mais profunda e menos debatida: a erosão da memória cultural do país. Ao longo de décadas, parcela significativa das elites intelectuais, culturais e educacionais passou a olhar com desconfiança para a herança civilizacional brasileira, reinterpretando-a pelo prisma socialista da opressão, do conflito e da culpa. Em nome da ruptura e da permanente desconstrução, tradições que durante gerações ajudaram a moldar a identidade nacional foram gradualmente desvalorizadas.
Nas escolas e universidades, a História frequentemente passou a privilegiar uma leitura esquerdista que obscurece conquistas e virtudes nacionais. Personagens históricos foram julgados quase exclusivamente por seus erros, enquanto obras fundamentais da literatura, da música e do pensamento brasileiro perderam espaço para conteúdos marcados por efemeridade, utilitarismo e ideologia. A formação humanística, indispensável para o cultivo do discernimento, do caráter, das virtudes e do senso de pertencimento, foi sendo gradualmente apagada.
É evidente que nenhuma cultura permanece viva sem renovação. Entretanto, renovar não significa romper com o que nos precedeu, mas transmitir o que merece ser preservado e aperfeiçoado. Uma sociedade que perde o vínculo com sua história, sua literatura, sua música, suas instituições e seus valores torna-se vulnerável à manipulação ideológica e às paixões do momento. Sem memória, enfraquece-se a identidade; sem identidade, torna-se difícil preservar a liberdade e construir um futuro comum.
A derrota da seleção revelou algo maior
A eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo provocou tristeza, mas talvez tenha exposto uma crise que vai muito além do esporte. O futebol nunca determinou o destino de uma nação. Durante décadas, porém, simbolizou qualidades admiradas do Brasil: criatividade, excelência técnica, improvisação inteligente e alegria. O chamado “futebol-arte” expressava a capacidade de transformar talento em beleza e espontaneidade.
Hoje, a impressão é outra. A seleção parece adotar um modelo cada vez mais padronizado, fortemente influenciado pelas escolas europeias, nas quais prevalecem a organização tática, a intensidade física e a disciplina coletiva. Esses elementos têm seu valor, mas, quando reduzem o espaço para a criatividade individual, desaparece justamente aquilo que tornou o futebol brasileiro uma referência mundial. Em vez de afirmar uma identidade própria, passamos a reproduzir modelos importados.
Uma sociedade que perde o vínculo com sua história, sua literatura, sua música, suas instituições e seus valores torna-se vulnerável à manipulação ideológica e às paixões do momento
A mudança não se limita ao campo. Cresce a percepção de que o futebol nacional também se tornou excessivamente dependente de disputas políticas e judiciais. As sucessivas crises na CBF, as intervenções dos tribunais e as controvérsias envolvendo a influência de atores políticos, como as discussões em torno da relação entre o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes, e a CBF, reforçam a sensação de que interesses políticos passaram a ocupar um espaço que deveria pertencer ao esporte.
A derrota para a Noruega também despertou comparações inevitáveis. Com pouco mais de 5,5 milhões de habitantes, o país transformou a riqueza do petróleo em um gigantesco fundo soberano voltado às futuras gerações. O Brasil teve oportunidade semelhante com o pré-sal, mas desperdiçou boa parte desse potencial em gastos imediatos, corrupção e decisões incapazes de olhar além do próximo ciclo político.
Talvez a maior derrota, portanto, não tenha acontecido dentro das quatro linhas. Ela ocorreu quando deixamos de cultivar uma visão de longo prazo para o país. O futebol apenas tornou visível uma realidade mais ampla: uma nação que perde a confiança em suas instituições, enfraquece sua identidade e sacrifica o futuro em favor das urgências da política dificilmente conseguirá recuperar o protagonismo que um dia exerceu.
Diante desse quadro, a tentação é concluir que já não existe saída para o Brasil. Mas essa conclusão seria precipitada.
Ainda existe esperança?
Abrir um portal de notícias tornou-se um exercício de resignação. Inflação, corrupção, violência, avanço das facções criminosas, discursos patéticos de Lula, “ditadura da toga” e crises institucionais ocupam diariamente as manchetes. O cidadão sente esse peso no custo de vida, na insegurança das ruas e na crescente percepção de que o país perdeu a capacidade de enfrentar seus próprios problemas.
Ainda assim, desistir do Brasil seria um erro. O país ainda é sustentado por milhões de brasileiros honestos: trabalhadores, empresários, professores, policiais, agricultores, igrejas que servem discretamente suas comunidades e famílias que continuam formando seus filhos com responsabilidade.
Quase nunca são notícia. Entretanto, são eles que impedem um colapso ainda maior. Como o patriarca Abraão, que intercedeu para que o Senhor Deus poupasse Sodoma e Gomorra se ainda houvesse justos na cidade, permanecem firmes em seu dever, sustentando a sociedade pela fidelidade, pelo trabalho, pela oração e pelo compromisso com o bem. Talvez jamais recebam reconhecimento público, mas constituem um dos principais freios à degradação moral do país.
A reconstrução do Brasil exigirá mais do que a troca de governos. Será preciso restaurar o valor da verdade, fortalecer a família, reafirmar o império da lei, recuperar uma educação formadora e valorizar nossa herança cultural. Sem uma profunda renovação moral, nenhuma mudança política será capaz de reconstruir o Brasil.
Desistir do Brasil seria um erro. O país ainda é sustentado por milhões de brasileiros honestos: trabalhadores, empresários, professores, policiais, agricultores, igrejas e famílias
O dever de permanecer fiel
Os cristãos têm motivos de sobra para lamentar o estado do país. Mas sabem que nenhum governo, por melhor que seja, pode redimir uma nação. A esperança não pode estar em Brasília, mas no reino de Deus.
Essa certeza não conduz à passividade. Pelo contrário, fortalece o senso de responsabilidade. Enquanto Deus nos concede vida e nos mantém nesta terra, somos chamados a servir ao próximo, promover a justiça, defender a verdade, preservar o que é bom e proclamar o evangelho de Jesus Cristo, a única mensagem capaz de transformar o coração humano. A crise brasileira é, em sua raiz mais profunda, uma crise espiritual.
Por isso, este é tempo de joelhos dobrados. Devemos clamar para que Deus tenha misericórdia de nossa nação, contenha o avanço do mal, conceda sabedoria às autoridades, fortaleça sua Igreja e desperte seu povo para uma vida de santidade e fidelidade. Devemos suplicar por um verdadeiro avivamento, que produza arrependimento, conversões sinceras e renovação moral. Foi assim em outros momentos da história, e Deus continua ouvindo as orações de seu povo. Se desejamos ver o Brasil transformado, a oração não é o último recurso: é um dos primeiros deveres dos cristãos.
Oremos juntos: “Ó Senhor, tu sabes que somos um povo pecador e que a nossa terra está ferida por causa dos nossos pecados. Tem misericórdia de nós, ó Deus! Não nos trates segundo os nossos pecados, nem nos recompenses segundo as nossas iniquidades. Purifica a tua igreja, renova esta nação, detém o progresso do mal e envia um poderoso avivamento pelo teu Espírito Santo. Que os corações dos governantes se voltem para ti e que o povo tema o teu nome. Levanta uma geração que te busque com todo o coração. Para a glória de Cristo, nosso Salvador. Amém.”
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/franklin-ferreira/brasil-se-desfazendo-crise-moral/

Foto de Flávio Bolsonaro com “Sicário” foi apenas uma das bombas desta quarta-feira

Nesta quarta-feira tivemos duas bombas; a maior delas foi produzida pela defesa de Jair Messias Bolsonaro, mas falaremos dela mais tarde. A primeira é a foto em que aparecem Flávio Bolsonaro e o “Sicário”. Muita gente deve estar conferindo para ver se é ou não inteligência artificial; já passaram um detetor, e não encontraram indícios. A foto foi conseguida e divulgada por um site de esquerda, o ICL Notícias, mas é uma bomba. Flávio diz que não o conhecia, e que tira foto com todo mundo. O senador está sem camisa, pelo jeito em ambiente de praia, e os dois estão fazendo sinais com as mãos.
Explicações da defesa de Jair Bolsonaro acabam complicando Flávio
Muito mais grave é a manifestação entregue ao ministro Alexandre de Moraes pela defesa de Bolsonaro, que tinha sido instada pelo ministro a apresentar, em 48 horas, uma explicação sobre a desobediência à ordem de não se manifestar por redes sociais, diretamente ou através de terceiros, como uma das condições para manter a prisão domiciliar por causa de doença. Houve muitas comparações com Lula, mas ele não estava em prisão domiciliar e nem tinha essas cautelares; ele escreveu cartas que foram lidas na frente da Polícia Federal, mas era um caso diferente.
Flávio tem visitado o pai na condição de advogado de defesa, e imagino que ele acompanhe o que faz a defesa do pai e endosse o que está sendo enviado como explicação, já que faz parte da defesa. Pois a defesa disse o seguinte: “A defesa esclarece que o peticionário [ou seja, Jair Messias Bolsonaro] jamais soube que a carta seria publicizada. Tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.
Ou seja, Bolsonaro escreveu uma mensagem cujo título é “Carta aos brasileiros”, mas, segundo a defesa, não era para sair em rede social, era só para entregar ao filho. Deveria ter escrito “Carta a meu filho pré-candidato”, então. Claro que a carta não seria postada no correio para todos os brasileiros, mas a defesa (da qual Flávio faz parte) está afirmando que não houve “orientação, ajuste ou combinação” acerca da leitura da carta nas redes sociais.
Isso é quase incompreensível, paradoxal. Flávio foi punido com a proibição de visitar o pai – que não foi punido e não perdeu a prisão domiciliar – por 90 dias, e a defesa praticamente afirma que Flávio fez o que não era para ter feito. E quem diz isso é a defesa de Bolsonaro, nem é Alexandre de Moraes; defesa essa da qual Flávio faz parte. Vocês conseguiram entender esse nonsense?
Chanceler foge de convocação para explicar o tal “risco de invasão” dos Estados Unidos
O chanceler Mauro Vieira foi convocado para ir à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara e não foi. Ele foi convocado, não convidado; os ministros são obrigados a atender à convocação sob pena de crime de responsabilidade. Ele não foi lá explicar por que o Itamaraty (ou ele, pessoalmente), em resposta a um deputado, disse que a classificação de nossos bandidos – o PCC, que já é uma multinacional, e o Comando Vermelho – como terroristas abriria a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. Queriam que Vieira explicasse de onde tirou isso, mas ele não foi. Um assessor do Itamaraty que trata de assuntos parlamentares explicou que ele estará à disposição de 11 a 14 de agosto, mas agora é tarde: os deputados já tomaram a iniciativa de fazer uma queixa-crime para a Procuradoria-Geral da República por crime de responsabilidade.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/foto-flavio-bolsonaro-sicario/
O contrato de R$ 129 milhões ganha atenção internacional
Na quinta-feira passada, a ONG anticorrupção Transparência Internacional se manifestou sobre as mensagens, publicadas pela imprensa, em que Daniel Vorcaro e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, negociavam o famoso contrato de R$ 129 milhões. “A inação da PGR se torna mais grave a cada nova revelação”, disse a Transparência Internacional. O presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, explica por que é inaceitável a inação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que insiste em não investigar as circunstâncias desse contrato, muito diferente de uma mera negociação extravagante entre um banco e um escritório de advocacia.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/contrato-129-milhoes-vorcaro-moraes-gonet/
Tarifaço: Lula não agiu de boa-fé e recusou negociar bom acordo para o Brasil, diz Rubio

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Lula (PT) colocou “o próprio ego à frente de um acordo” benéfico para os brasileiros. A declaração justifica a imposição de tarifas adicionais de 25% sobre diversos produtos brasileiros, confirmada pelos Estados Unidos.Em postagens nas redes sociais, Rubio criticou as políticas do governo Lula, classificando-as como “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”. Ele acusou o presidente de não negociar de boa-fé.

“Para que não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociariam com os EUA de boa-fé. Ele colocou o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro. As tarifas são o preço por isso.”
As declarações reforçam a visão de que a medida tem forte componente político, embora o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresente a decisão como resposta a práticas comerciais consideradas desleais.Setores mais afetadosA tarifa de 25%, que entra em vigor em 22 de julho de 2026, deve impactar cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras anuais, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ela incide sobre milhares de produtos, mas exclui principais itens da pauta exportadora do Brasil.
Principais produtos isentos:
- Carne bovina
- Café (em grão)
- Sucos e laranjas
- Petróleo bruto e gás natural
- Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais (Embraer)
- Produtos farmacêuticos
- Semicondutores e peixes/crustáceos
Setores e produtos mais afetados pela nova tarifa de 25%:
- Etanol — um dos principais alvos da investigação.
- Máquinas e equipamentos — agrícolas, elétricos, de mineração e bens de capital.
- Calçados e vestuário.
- Produtos de madeira e papel (incluindo embalagens e papel-cartão).
- Manufaturados em geral — ferramentas de jardinagem, equipamentos industriais processados e itens químicos diversos.
- Aço e alumínio continuam com tarifas elevadas (até 50% em alguns casos), somando-se à nova medida.
A medida se baseia na Seção 301 da legislação comercial americana e se soma a tarifas anteriores. O USTR acusa o Brasil de restrições ao etanol americano, problemas na proteção à propriedade intelectual, decisões judiciais contra plataformas digitais, desmatamento ilegal e regras do sistema PIX que, segundo Washington, prejudicam empresas americanas.
O governo americano afirma estar aberto a negociações, mas avisa que retaliações brasileiras podem gerar novas respostas.
O governo Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” nas relações bilaterais.
EUA lamentam recusa do governo Lula de negociar

O governo dos Estados Unidos confirmou, na noite desta quarta-feira (15), a aplicação de novas tarifas sobre importações brasileiras. O anúncio foi feito pelo chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, após a conclusão da investigação comercial aberta contra o Brasil.
O USTR deixou claro que buscou alternativas de negociação, mas encontrou do lado brasileiro uma combinação de tratamento preferencial a outros países e ausência de vontade política para construir um entendimento que evitasse o confronto tarifário.
“Tentamos negociar formas de mitigar políticas do governo do Brasil”, afirmou Greer. Segundo ele, o Brasil concedeu benefícios comerciais ao México e à Índia que não foram estendidos aos Estados Unidos. A decisão americana ocorre em meio à urgência de substituir a tarifa global temporária de 10% (baseada na Seção 122), que expira em 24 de julho.
Apesar da tentativa americana de diálogo para evitar ou reduzir o tarifaço, o governo Lula não enviou negociadores de alto nível nem apresentou propostas concretas para mitigar as políticas brasileiras que incomodam Washington. Essa postura de recusa em dialogar, somada às agressões quase diárias de Lula (PT) contra Donald Trump — repetidas críticas pessoais, ataques públicos e declarações hostis nos últimos meses —, contribuiu de forma substancial para que os EUA endurecessem a posição e avançassem com a medida sem concessões.
A medida, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, prevê alíquota de até 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros. Será divulgada uma lista de exceções para itens considerados estratégicos para o consumo americano, como aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais. O governo Trump também indicou que mira ativos estratégicos brasileiros, incluindo o Pix.
A investigação foi aberta após o relatório preliminar de 1º de junho, que já apontava para a taxação de 25%. Agora, com a confirmação final, o Brasil entra em uma nova fase de retaliação comercial com os Estados Unidos, sem que o governo Lula tenha conseguido — ou sequer tentado de forma efetiva — abrir canais de negociação para proteger os exportadores brasileiros.
A lista definitiva de produtos atingidos e as exceções deve ser divulgada em breve pelo USTR.
Vieira já ignorou convocação da Câmara três vezes

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, é reincidente no desrespeito aos deputados que representam o povo no Legislativo; já ignorou três convocações da Câmara em ocasiões diferentes. Ontem, o chanceler de Lula (PT) não apareceu na Comissão de Relações Exteriores para explicar suas afirmações de que a classificação pelos Estados Unidos de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas vai provocar “ação militar dos EUA em território brasileiro”.
Ignorou…
Vieira foi convocado para explicar o asilo à ex-primeira-dama do Peru (condenada por corrupção) e a posição do governo Lula sobre o Irã.
…e dane-se
O Itamaraty não deu resposta oficial à Câmara, ontem, nem explicou a falta. O órgão sugeriu nova data, o que a comissão não aceitou.
Regimento é claro
“Somente comprovação médica ou agenda previamente estabelecida são justificativas”, disse à coluna o deputado Evair de Melo (Rep-ES).
Desqualificado
“Vieira é reincidente, já pode até pedir música. Foram três faltas, o que mais uma vez o desqualifica para o cargo”, criticou Melo.
Emendas: alvo do STF é Motta, pupilo de Eduardo Cunha

Investigações sobre emendas parlamentares apontam para o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB) como alvo central, mesmo com os holofotes iniciais direcionados ao ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (MG). São umbilicalmente ligados. A investigação indica que nenhuma das manobras atribuídas a Cunha – que não tem mandato – teria sido viável sem ordem da presidência da Câmara. Esse “aval” apontado pela Polícia Federal é o que liga o passado de Cunha ao presente de Motta. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Motta foi pupilo e soldado fiel de Cunha e integrou sua “tropa e choque” quando o ídolo foi presidente a Câmara entre 2015 e 2016.
Hugo Motta é frequentemente descrito em Brasília como “cria” ou “filho político” de Cunha, alguém que ascendeu replicando do ex-presidente.
Motta reagiu fortemente à tentativa de “criminalizar a política”, segundo definiu. E promete mobilizar líderes para contestar as decisões do STF.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/emendas-alvo-do-stf-e-motta-pupilo-de-eduardo-cunha
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