
O governo brasileiro anunciou o envio de 48 toneladas de leite em pó como forma de ajudar Cuba. O país caribenho passa por uma grave crise econômica e social em função do endurecimento do bloqueio com corte de combustível por parte dos EUA.
Nesta segunda-feira (13), foram enviadas as primeiras 16 toneladas de leite em pó em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) que saiu de Canoas (RS) com destino a Santiago de Cuba. O segundo voo deve deixar o Rio Grande do Sul com mais 32 toneladas.
O Palácio do Planalto informou que as cargas devem chegar a Cuba na quarta-feira (15) e que o objetivo é “contribuir para o enfrentamento da grave situação de desabastecimento vivida pelo país”. A operação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR) divulgou uma nota em que diz que o Brasil já doou 150 toneladas de feijão preto e 500 toneladas de leite em pó em março.
Bloqueio econômico ficou mais rigoroso com Trump
O bloqueio econômico contra Cuba é uma ação que já dura mais de seis décadas e foi endurecida pelo governo Donald Trump em 2025, a partir de restrições navais impostas à Venezuela, que era a principal vendedora de petróleo à ilha caribenha.
Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos EUA aumentou a pressão contra Cuba com novas sanções aos setores de turismo, mineração de ouro e contra a estatal do petróleo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/governo-anuncia-envio-de-48-toneladas-de-leite-em-po-a-cuba/
Mais que ilegais, os penduricalhos são imorais
Os supersalários no setor público – especialmente os pagos a membros do Judiciário e do Ministério Público – se tornaram um escândalo nacional pela naturalidade com que os “penduricalhos” foram sendo adotados e, agora, praticamente legalizados no Supremo Tribunal Federal. O presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, mostra como a letra da Constituição sobre o teto da remuneração do serviço público foi abolida, mas ressalta: a inconstitucionalidade dos penduricalhos já é grave, mas ainda pior é a imoralidade de um grupo sempre ávido por remunerações ainda maiores, que os descolam totalmente da realidade do cidadão a quem essas pessoas deveriam servir, comprometendo a credibilidade das instituições.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/penduricalhos-ilegalidade-imoralidade/

Sergio Moro ao lado de Flávio Bolsonaro

Para quem tinha dúvidas no círculo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) de que Sergio Moro (União) não vestiria a camisa do clã nessa eleição, eis a prova ontem, no Instagram do senador pré-candidato ao governo do Paraná. Num post, Moro criticou o fato de Lula da Silva, quando preso, ter recebido 572 visitas – 21 delas do então candidato a presidente Fernando Haddad (PT).
“Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula. Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e pelo jeito também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso”, escreveu Moro. A mensagem foi um claro desagravo a pai e filho, e recado a todos de que estão fechados nesta campanha.
PRTB na fila
Presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche prometeu para hoje, pela 2ª vez no ano, o lançamento de um nome fortíssimo para a disputa presidencial. Segundo Avalance, é um candidato antissistema. A conferir.
Mais um projeto inútil
A PEC do Direito à Felicidade, a qual o deputado Rui Falcão (PT-SP) pede apoio para avançar na Câmara, lembra muito em conceito a PEC do Direito à Felicidade, do então senador Cristóvam Buarque (DF). É a cara do Brasil dos muitos direitos e deveres de menos.
Seguro
As companhias seguradoras contra riscos financeiros – que contempla crédito, garantia e fiançal – arrecadou R$ 4,1 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, avanço de 27,2% em relação ao mesmo período de 2025. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) projeta crescimento de 9,9%, em linha com a expectativa de acomodação do ciclo de crédito.
Sobe, bondinho
O Grupo Iter, holding responsável pelo Parque Bondinho Pão de Açúcar, se tornou a 1ª do Brasil no setor de parques e atrações turísticas a receber a certificação internacional do Sistema B, concedida a empresas que conciliam desempenho econômico com padrões de impacto socioambiental, transparência e governança. A certificação também contempla o Parque do Caracol, na Serra Gaúcha.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/sergio-moro-ao-lado-de-flavio-bolsonaro/

Lula vai ter de lidar com fogo amigo petista durante campanha

O presidente Lula da Silva tem que ficar apagando incêndio em casa. Além da demissão (difícil) do senador Jaques Wagner como líder do governo, agora joga água na fervura entre dois desafetos petistas: o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha – que ficou apático durante o discurso de Costa na entrega de equipamentos e Upas em Alagoinhas (BA) há dias.
Padilha não aplaudiu o discurso de Costa, enquanto na fala de Wagner – que mesmo não sendo líder do governo no Senado estava ao lado de Lula –, no palanque, não faltou entusiasmo. Isso chamou a atenção do presidente, que comentou no voo com a comitiva presidencial. O que menos Lula quer agora é racha e fogo amigo na iminência da campanha eleitoral.
Michelle nas redes
A crise dentro do clã, que a afastou mais ainda dos enteados após seu vídeo-desabafo, é o de menos para Michelle Bolsonaro. No vídeo, sem respaldo do PL e sem um consultor de imagem ou marqueteiro, ela encheu mesa de coisas que agora são usadas por esquerdopatas para atacarem-na. Em posts nas redes, citam “caneta pra assinar pacto”, “mapa vermelho do Brasil”, e uma “mão” de símbolo com libras virou coisa do tinhoso.
Fora da crise
O ex-prefeito de Maceió JHC (PL) não participou em nada do investimento milionário do fundo de pensão dos servidores no falido Banco Master. É o que sentenciou a Justiça em 1ª instância em Alagoas. A manifestação do juiz ocorreu em ação proposta pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que também pediu bloqueio de bens no valor de R$ 117 milhões – o que também foi rejeitado pela Justiça.
Ela, de novo
Uma bomba na reportagem Armadilhas da Revista Piauí: a advogada Ana Patrícia Dantas Leão – sócia de Eugênio Kruschewsky nas ações do falido Master – ofereceu ao conhecido advogado Jorge Falcão um emprego no banco de Daniel Vorcaro. Falcão é o maior defensor dos servidores ativos e aposentados golpeados pelo Master. À revista, Ana Patrícia negou que tenha feito convite. Falcão mantém a versão.
Remo na Lagoa
Governo do Rio prepara concessão do Estádio de Remo da Lagoa para criação de polo cultural. O edital deve ser publicado até o fim de setembro e prevê cessão da área por 20 anos, com investimentos estimados em R$ 19 milhões para recuperação e modernização do espaço.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/lula-vai-ter-de-lidar-com-fogo-amigo-petista-durante-campanha/

Ninguém é mais triste do que o brasileiro que torce pra Argentina

“Ai, vou torcer para a Argentina”, diz o sujeito. E aí você pergunta por quê. Se bem que… por que você pergunta por quê? Não basta que o cara torça para a Argentina, vista a camisa da Argentina e saia por aí exaltando o futebol da Argentina? Você quer mesmo saber o motivo? Tem certeza? Então tá. Siga por sua própria conta e risco. “Por quê?”, você pergunta hesitantemente, arrependendo-se no íntimo, e ele responde que é por causa do Milei. Ou então que Buenos Aires tem não sei quantas livrarias e a Argentina tem não sei quantos Prêmios Nobel de Literatura.
O vinho, a empanada, o alfajor. Bariloche e Patagônia. Tango, Falklands, Mafalda. O brasileiro, subtipo torcedor-da-Argentina, vai usar todos os lugares-comuns possíveis para convencê-lo. Ou para se justificar. Mas atenção. Porque se você falar em cachaça, acarajé, brigadeiro, Ouro Preto, Lençóis Maranhenses e samba ele vai chamá-lo de Pacheco (pronuncia-se “Patchéco”). Vai acusá-lo de brasileirice aguda. Talvez chame até o país de Bostil e faça referência ao mítico QI 85. Triste, triste, triste. Profundamente triste é o brasileiro que torce para a Argentina porque odeia o país onde vive. Pior do que isso, só mesmo torcer para a França. Se bem que aí já é caso para camisa-de-força.
Auto-ódio
Torcer para a Argentina, e se vangloriar disso, é algo que alguns vêm fazendo há algum tempo. Um pouco por despeito. Outro tanto por trauma do 7×1. Pelo menos é o que ele diz no divã. E sabia que Buenos Aires é a capital com mais psicanalistas per capita do planeta? Tanto psicanalistas e nenhum para dizer que um brasileiro torcer para a Argentina é um mecanismo de defesa para lá de manjado. E imaturo. Essa coisa de ser do contra. De rebeldia. Contra suas raízes, suas origens, sua identidade nacional. Fingir felicidade para se proteger da decepção com tudo o que está errado e a gente não pode mudar. Isso e um bom tanto de auto-ódio.
Ora, torcer para a Argentina! Que conceito. Dizer que Messi é melhor do que Pelé. Celebrar a raça dos hermanos. Dar de ombros para os roubos da arbitragem. Ignorar a tradição de rivalidade. Passar a vergonha de celebrar um gol deles. Mesmo que seja de mão. Vestindo a camisa deles, ainda por cima. E o pior de tudo: saber que o sujeito se submete a isso por causa de política. Da ideologia que o sujeito nem percebeu, mas substituiu no coração dele algo extremamente valioso: a sensação de pertencer a um lugar comum, com uma cultura comum. Um lugar e uma cultura pelos quais vale lutar. ¡Qué tristeza!
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/brasileiro-que-torce-para-a-argentina/

Apostador quer indenização de influenciadores após ter perdido tudo

Há uma ação na Justiça em Campinas (SP) contra três influenciadores que fazem ou faziam propaganda de apostas eletrônicas – que chamamos de “bet”, que significa “aposta” em inglês. O apostador está pedindo R$ 100 mil de indenização por danos morais para Deolane Bezerra (que está presa), Virgínia Fonseca e Carlinhos Maia. Segundo a defesa dele, os influenciadores prometiam renda com apostas eletrônicas, e o sujeito caiu. Diz que ficou viciado, que pensou em acabar com a vida ou em fugir do Brasil porque estava devendo muito, que foi enganado, que perdeu o emprego, que perdeu tudo, porque eles insistiram na propaganda enganosa.
Achei um levantamento feito por um jornal, dizendo que desde 2023 há pouco mais de 10 mil processos semelhantes no Brasil, tendo as bets como eixo. Das que já foram julgadas, 60% tiveram decisão a favor do apostador, vítima do seu próprio erro, do seu mau julgamento. Os outros 40% não levaram, provavelmente porque a banca de apostas demonstrou que a pessoa apostou porque quis – assim como o sujeito que fuma e depois processa a fábrica de cigarros; fumou porque quis, é maior de idade, e não faltou aviso no maço de cigarros.
Aí eu vejo uma notícia, na agência oficial, dizendo que “a cidade do Rio de Janeiro” proibiu publicidade e propaganda de apostas em lugares públicos. A “cidade” é uma aglomeração urbana; não é pessoa jurídica, não pode proibir nada. Claro que estava falando da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, que é um ente do direito público, como o governo estadual e a União. Mas hoje temos gente que entra no jornalismo e não sabe a diferença imensa entre “cidade” e “município”. Talvez lá no Rio de Janeiro haja alguma confusão porque em certa época, durante muito tempo, Distrito Federal (uma entidade do direito público) e a cidade do Rio de Janeiro eram a mesma coisa.
Promotora que chamou poema religioso de “inconstitucional” não conhece a Constituição
Em uma reunião de conselheiros e ex-conselheiros tutelares em Duque de Caxias (RJ), uma integrante do Ministério Público, a promotora de Justiça Elayne Christina da Silva Rodrigues, sentada à mesa diretora dos trabalhos, protestou veementemente quando uma pessoa leu um poema de cunho religioso. Ela se disse “assolapada por uma oração evangélica” (na verdade era um poema), e afirmou que aquilo era “inconstitucional” e que “a fé é um direito privado e não deve ser estendida a outras pessoas em evento público”. A associação dos promotores manifestou solidariedade à promotora em nota; a associação dos Conselhos Tutelares pediu abertura de inquérito administrativo para saber se não houve abuso de autoridade.
A associação de promotores invocou a “laicidade do Estado”. No entanto, o plenário do Supremo Tribunal Federal tem um crucifixo de 55 por 52 centímetros, feito por Alfredo Ceschiatti – o mesmo que fez a estátua da Justiça, da deusa Têmis, onde a cabeleireira Débora escreveu com batom “perdeu, mané”; os anjos que estão pendurados na catedral de Brasília; a Guanabara; as Iaras que estão no Palácio da Alvorada; e O Abraço, que está no Jardim da Pampulha, em Belo Horizonte.
O crucifixo está no STF, uma obra de arte representando uma parte da cultura brasileira. Foi assim que decidiu o Conselho Nacional de Justiça em 2007, e o próprio Supremo em 2024, dizendo que o crucifixo simboliza uma das tradições religiosas brasileiras, e não é nada inconstitucional. Lamento imaginar isso, mas talvez a promotora não esteja muito familiarizada com a Constituição, porque o seu preâmbulo começa assim: “Nós, representantes do povo brasileiro, (…) promulgamos sob a proteção de Deus a seguinte Constituição”. O artigo 5.º, que é cláusula pétrea, diz nos incisos VII e VIII: “é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”, e “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa”.
A laicidade aparece no artigo 19, que diz o seguinte: “é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los ou embaraçar-lhes o funcionamento”. E, se a promotora for dar uma olhada no artigo 226, sobre a família, vai ver que “a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”, que “o casamento civil é gratuito”, e que “o casamento religioso tem efeito civil”. Para encerrar, será que ela nunca viu as notas de dinheiro brasileiras? Está escrito aqui: “Deus seja louvado”. O Estado é laico; os brasileiros não são.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/apostador-acao-judicial-indenizacao-influenciadores-bets/
Lula diz que EUA não vão aplicar tarifaço ao Brasil, previsto para esta semana

O presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (13) que “não vai ter tarifaço” ao comentar a possibilidade de os Estados Unidos ampliarem as tarifas sobre produtos brasileiros a partir desta quarta-feira (15), com duas sobretaxas de 25% e de 12,5%. A declaração foi dada a jornalistas após um evento oficial em São José dos Campos (SP).
Apesar da declaração de Lula, o próprio governo brasileiro trabalha com o cenário mais provável de confirmação das novas tarifas e aguarda a decisão oficial para definir uma eventual resposta. Integrantes da equipe econômica também esperam uma última reunião virtual com o representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, antes do anúncio, na expectativa de obter uma sinalização prévia da decisão.
A possibilidade de um acordo foi reduzida após Greer afirmar recentemente que Brasil e Estados Unidos ainda estão distantes de um entendimento. Mesmo assim, negociadores brasileiros avaliam que os norte-americanos podem ampliar a lista de exceções às tarifas por meio de um anexo à decisão final.
O novo tarifaço ocorre após a investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O relatório concluiu que o Brasil adota práticas consideradas discriminatórias e desarrazoadas no comércio bilateral e recomendou uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, embora tenha previsto diversas exceções.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, admitiu que as chances de um acordo antes do prazo são mínimas.
“A expectativa de um acordo é quase nenhuma, ou nenhuma mesmo, seja por conta do prazo ou do que apontam os Estados Unidos, pontos sobre os quais não haverá concessões hoje ou amanhã por esse governo”, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
Segundo o ministro, alguns temas permanecem como principais obstáculos às negociações:
- PIX;
- Etanol;
- Tarifas aplicadas pelos EUA ao açúcar brasileiro.
“O Pix é um exemplo, [outro é o] etanol, sem que revejam as tarifas aplicadas ao açúcar brasileiro. São pontos que nos separam hoje. Mas eles podem e deveriam ampliar a lista de exceções”, declarou.
O governo brasileiro considera a recomendação do USTR abusiva e injusta e afirma que não aceitará concessões consideradas contrárias aos interesses nacionais. De acordo com ele, alguns pontos “são inegociáveis” e outros “equivocados e todos descabidos”.
Na semana passada, o ministro também descartou a possibilidade de eliminar o imposto de importação sobre o etanol norte-americano durante as negociações. Segundo ele, a medida prejudicaria principalmente a região Nordeste, onde está concentrada parte importante da produção brasileira.
“O presidente Lula defende claramente que o tema do etanol não seja tratado nessa negociação, e mais, não seja tratado sem que nós também tratemos da questão do açúcar, que é sobretaxado nos Estados Unidos”, afirmou o ministro.
Na última sexta-feira (10), Lula voltou a discutir o tema com ministros e auxiliares. O governo aposta que, caso as novas tarifas sejam confirmadas, ainda exista um período de implementação que permita a continuidade das negociações e a tentativa de reduzir os impactos sobre as exportações brasileiras.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/lula-que-eua-nao-vao-aplicar-tarifaco-brasil-previsto-esta-semana/
Mauro Vieira e a invasão de espantalhos americanos

Se depender do chanceler Mauro Vieira, as Forças Armadas já deveriam estar convocando nossos reservistas e os novos caças Gripen deveriam estar prontos para o combate – afinal, os Estados Unidos estão prestes a invadir o Brasil! Ao menos é o que se depreende de uma carta absurda enviada pelo ministro das Relações Exteriores ao deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), que pedira ao Itamaraty uma explicação sobre as possíveis consequências da designação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo governo norte-americano.
Segundo o Itamaraty, o fato de o governo norte-americano classificar as facções brasileiras como “organizações terroristas estrangeiras” (FTO, na sigla em inglês) traz consigo o “a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro” – uma hipótese que não foi levada a sério por nenhum analista ouvido pela Gazeta do Povo, e nem pelo Departamento de Estado dos EUA, que a chamou de “absurda”. “Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no âmbito de suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas. Essas gangues brasileiras agora atuam nos Estados Unidos, e vamos defender nosso povo contra elas”, disse a chancelaria norte-americana.
Itamaraty entra na campanha eleitoral fabricando uma ameaça de invasão dos Estados Unidos para que Lula possa posar de protetor da soberania nacional
Por mais que a diplomacia brasileira pretenda induzir, na população brasileira, algum tipo de paralelo com o caso venezuelano, em que os Estados Unidos capturaram o ditador Nicolás Maduro e o levaram para ser julgado nos EUA por associação com o narcotráfico, a situação brasileira é bastante diferente. A designação das facções brasileiras (que de fato já lavam dinheiro fora das fronteiras nacionais, agindo também nos Estados Unidos) como organizações terroristas serve para que o governo norte-americano possa usar certas ferramentas para combatê-las – é o caso das sanções recentemente aplicadas a pessoas e empresas acusadas de ligação com o PCC. A asfixia econômica das facções, inclusive no exterior, é um meio eficaz de enfraquecê-las e, quem sabe, dar alguma vantagem ao Estado brasileiro para que possa finalmente retomar os territórios dominados pelo crime organizado, especialmente nas áreas pobres de cidades grandes e na Amazônia.
Nada, portanto, de marines ou SEALs subindo os morros cariocas para prender traficantes, nem de porta-aviões na Baía de Guanabara bombardeando as favelas. Insinuar que os norte-americanos estejam planejando qualquer tipo de ação militar não autorizada em território brasileiro é recorrer à chamada falácia do “espantalho”, em que se inventa uma versão fictícia de um argumento, para se poder contestá-lo mais facilmente – afinal, que brasileiro aceitaria tranquilamente uma invasão estrangeira? Colocar um ataque norte-americano na lista de consequências plausíveis da designação de PCC e CV como organizações terroristas é uma tentativa de mostrar que o governo brasileiro teria razão ao se opor à decisão do governo dos EUA, decisão essa que tem o apoio da maioria dos brasileiros.
Mas não é só isso: às vésperas de uma eleição que promete ser bastante disputada, tudo o que possa ajudar a retratar o presidente Lula como o grande protetor da soberania nacional e líder da resistência contra uma potência estrangeira interessada em prejudicar o Brasil será usado em favor do petista – mesmo que para isso seja preciso inventar uma ameaça militar. O petista já posou de grande negociador durante o primeiro “tarifaço” de Donald Trump, ainda que o recuo norte-americano tenha sido motivado pelo salto da inflação com o encarecimento dos itens importados, e não por mérito de Lula; não custaria nada à máquina de propaganda lulista colocar no presidente um uniforme camuflado e fazer dele o comandante-em-chefe capaz de manter longe daqui o exército mais poderoso do planeta – que esse exército nunca tivesse mesmo planejado qualquer visita ao Brasil seria mero detalhe.
O Itamaraty já havia se rebaixado globalmente ao substituir a neutralidade e a defesa pragmática dos interesses brasileiros pela atuação ideológica escancarada em favor de ditaduras amigas; agora, se rebaixa internamente ao entrar na campanha eleitoral fabricando uma ameaça estrangeira para que Lula possa surfar nela e se projetar como alguém comprometido com o interesse nacional. Enquanto isso, a verdadeira soberania continua a ser violada pelas facções, que expulsam o Estado de áreas vastas ou populosas, impondo o próprio regime de terror a cidadãos que o poder público tem a obrigação de proteger.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/mauro-vieira-invasao-estados-unidos/
Damares sai em defesa de Michelle Bolsonaro e reafirma apoio a Flávio

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e reafirmou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em discurso no plenário do Senado, nesta segunda-feira (13), a parlamentar criticou ataques contra integrantes da direita e pediu união entre os aliados.
Damares afirmou que enfrenta críticas desde que encerrou sua participação na elaboração do plano de governo de Flávio. Apesar disso, ela negou qualquer afastamento político e destacou que o senador continua como seu principal nome para a disputa presidencial.
“Eu estou apanhando, porque eu supostamente abandonei o candidato da direita. Bem, a direita tem mais de um pré-candidato agora. A direita não tem só um pré-candidato, tem mais de um, mas o candidato, o pré-candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro é o Flávio. Eu sou uma bolsonarista, e o Flávio Bolsonaro ainda é o meu pré-candidato”, declarou Damares Alves.
Damares questiona quem comanda ofensiva contra conservadores
A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou que o campo conservador precisa interromper os ataques internos. Segundo ela, a troca de acusações prejudica a imagem do movimento diante do eleitorado.
“Não é dessa forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador, não. Tem muita gente rejeitando a nossa proposta, porque estão dizendo: ‘É isso que é ser conservador? Atacar seu próprio soldado, atacar seu próprio exército?’”, disse.
Na sequência, a senadora questionou a origem das críticas direcionadas a lideranças conservadoras. “Quem está por trás dessa campanha difamatória contra os soldados da direita?”, perguntou.
Damares defende Michelle e rebate críticas ao movimento Imparáveis
Durante o pronunciamento, Damares também saiu em defesa de Michelle Bolsonaro, a quem chamou de amiga e “soldada” da direita. A senadora atribuiu os ataques recentes à criação do movimento Imparáveis, lançado por aliados da ex-primeira-dama nas redes sociais.
“Estão dizendo que ela criou um novo partido, que ela criou um novo movimento, que ela quer destruir o Flávio. Gente, conheçam antes de falar. A Michelle tem inúmeros grupos de fã-clubes, e os ex-assessores montaram mais um, chamado Imparáveis”, afirmou.
O posicionamento ocorre semanas após Michelle tornar público o desgaste político dentro do grupo bolsonarista. Em junho, a ex-primeira-dama divulgou um vídeo no qual expôs divergências com o pré-candidato.
Michelle deixou a presidência do PL Mulher em junho. Com a extinção do cargo, a estrutura do grupo passou para a responsabilidade das presidentes estaduais da organização, conforme informou o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Na última semana, assessores ligados à ex-primeira-dama criaram o perfil Imparáveis MB no Instagram. A página publicou um vídeo no qual a personagem Mulher-Maravilha enfrenta uma “metralhadora de mentiras”.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/damares-sai-em-defesa-de-michelle-bolsonaro-e-reafirma-apoio-a-flavio/
Lula preso podia tudo, de escrever cartas a receber políticos quando quisesse

O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem boa memória. Ele lembra que Lula (PT), preso, manteve livre articulação política e comandava o PT do cárcere, onde cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro. Mas Jair Bolsonaro não pode ver o filho Flávio por 90 dias. Lula recebeu inúmeras vezes ao menos 15 aliados, incluindo Fernando Haddad (PT), candidato a presidente por ele designado do xilindró, e escrevia cartas sem censura. Flávio Dino era governador do Maranhão e visitou o encarcerado em maio de 2019.
Cereja do bolo
Quem liberou o vai-e-vem na cela do encarcerado foi Ricardo Lewandowski, que anos depois se tornaria ministro da Justiça de Lula.
Séquito petista
A lista tem outros nomes do PT, como Fátima Bezerra, Wellington Dias, Camilo Santana, Jaques Wagner, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.
Segue a lista
Não petistas: Manuela d’Ávila (PcdoB), Guilherme Boulos (Psol), Renan Calheiros (MDB), Roberto Requião (MDB) e Jandira Feghali (PcdoB).
Turistas imprevistos
Houve ainda visitas dos políticos argentinos Alberto Fernández e Pérez Esquivel, também amparados por autorização judicial.
Lula levou Motta ‘no bico’ para obter neutralidade do Republicanos

A “neutralidade” do Republicanos na disputa pelo Planalto passou pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, filiado ao partido. O paraibano foi convencido por Lula (PT) a arrancar essa posição acenando com a “cenoura” de apoio a seu pai para o Senado. Quis dar um “tiro de inquietação nos inimigos” Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, filiado ao Republicanos. Lula recolheu a “cenoura” e não apoiará o pai de Motta. Mas conseguiu o que queria. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
O papel de Hugo Motta na “rasteira” a Flávio Bolsonaro, como deputados do PL definem a jogada, foi confirmada por políticos do Republicanos.
Acusado pela oposição de submissão a Lula, Motta é também ligado ao presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP).
Pereira tirou Motta do baixo clero para substituí-lo quando percebeu que não teria apoio de Lula a sua eleição para suceder a Arthur Lira (PP-AL).
Dívida bilionária acende alerta no mercado de energia

O mercado livre de energia atravessa uma das maiores crises de sua história recente.
Levantamento divulgado nesta segunda-feira (13) mostra que pelo menos 11 comercializadoras acumulam mais de R$6 bilhões em dívidas, cenário que levou parte dessas empresas a recorrer à recuperação judicial ou extrajudicial nos últimos meses.
Entre abril e maio, quatro companhias registraram colapso financeiro.
A 2W Ecobank entrou com pedido de recuperação judicial com um passivo de aproximadamente R$2,39 bilhões.
A Tradener, uma das pioneiras do segmento, concentra cerca de R$1,7 bilhão em dívidas.
Já a Electra solicitou recuperação judicial com débitos próximos de R$1,3 bilhão, enquanto a Gold recorreu à recuperação extrajudicial para renegociar mais de R$1 bilhão junto aos credores.
Segundo informações do setor, a deterioração financeira foi provocada por uma combinação de fatores, entre eles a forte volatilidade dos preços da energia no mercado de curto prazo, mudanças regulatórias e o aumento das exigências de garantias financeiras para realização das operações.
Empresas que haviam firmado contratos em condições anteriores acabaram enfrentando dificuldades para honrar os compromissos quando os custos aumentaram de forma significativa.
O cenário também foi influenciado pelas oscilações na oferta de energia registradas entre 2023 e 2025.
Eventos climáticos reduziram a geração hidrelétrica, tradicionalmente mais barata, enquanto limitações sobre parte da geração renovável diminuíram a disponibilidade de energia no sistema, elevando a volatilidade dos preços negociados.
No mercado livre de energia, empresas e grandes consumidores negociam diretamente a compra de eletricidade com geradoras e comercializadoras, definindo preços, volumes e prazos sem as regras tarifárias do mercado regulado.
O modelo ganhou espaço nos últimos anos por oferecer maior flexibilidade e possibilidade de redução de custos, mas também expõe seus participantes às oscilações de preços e à necessidade de manter garantias financeiras para assegurar o cumprimento dos contratos.
O Ministério de Minas e Energia informou que acompanha a evolução do quadro por meio do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.
De acordo com a pasta, os indicadores disponíveis não apontam risco sistêmico para o fornecimento de energia.
Paralelamente, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avaliam medidas para reforçar as exigências de garantias financeiras e reduzir o risco de novos episódios de inadimplência entre as comercializadoras.
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