
Uma investigação conduzida pela Polícia Federal, que ainda está em curso, identificou que o perito criminal João Cláudio Nabas teria produzido, em dezembro de 2025, dois arquivos em PDF a partir de dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero.
Segundo os elementos reunidos pela corporação, os documentos batizados de “Moraes.pdf” e “Toffoli e esposa.pdf” eram espécies de dossiês com mensagens e menções aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli encontradas sobretudo no primeiro celular apreendido do ex-banqueiro. O documento não englobaria o conteúdo de mensagens enviadas pelos próprios ministros.
O perito não disse qual seria sua motivação. Mas a reportagem apurou que investigadores acreditam que ele agiu motivado por acreditar que os ministros não seriam investigados por terem muito poder. A ideia seria levar as informações a público para que a pressão popular possibilitasse o início de uma investigação sobre Moraes e Toffoli. Mas até o momento eles não são investigados.
De acordo com a apuração policial comunicada na última semana ao ministro do STF, relator do caso Master, André Mendonça, constaria no material um compilado de conversas, contatos telefônicos e referências envolvendo Moraes, além de informações sobre Toffoli e sua ex-mulher, Roberta Rangel.
Isso incluiria dados associados a negócios de familiares do ministro, como a participação em cotas de um resort de luxo no interior do Paraná que pertencia à família de Toffoli e o contrato milionário do escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes no valor de R$ 129 milhões, com o Master.
Como os arquivos teriam sido produzidos
Nabas é especializado em crimes financeiros e foi chamado para reforçar a equipe da Operação Compliance Zero em novembro do ano passado, logo após a primeira fase da operação que mirou Vorcaro e culminou com a apreensão do primeiro e mais bombástico celular pessoal do ex-banqueiro. Segundo o levantamento da PF, o perito teve acesso ao material extraído do telefone de Vorcaro em 1º de dezembro e, poucos dias depois, montou os dois arquivos reunindo trechos que mencionavam os ministros.
Depoimentos de policiais federais no caso indicam que o perito trabalhava de forma remota, a partir de Rondônia, onde é lotado. Um desses relatos apontaria que, em 5 de dezembro, Nabas enviou a colegas um arquivo em PDF sem qualquer identificação, contendo mensagens do celular de Vorcaro. Na sequência, teria sugerido que o conteúdo fosse repassado à imprensa.
A equipe, segundo a PF, teria recusado a proposta. Mesmo assim, segundo os relatos colhidos pela corporação, Nabas teria voltado a insistir na divulgação. Diante de uma nova recusa, enviou um segundo arquivo, também sem identificação, desta vez reunindo informações sobre Toffoli e a ex-esposa. A insistência se explica pelo fato da decisão de investigar ministros ser uma questão mais política que técnica, que provavelmente dificilmente avançaria se o caso ficasse em sigilo.
O que estaria nos documentos
O material sobre Moraes teria concentrado um apanhado de mensagens e citações ao ministro encontradas na extração de dados do aparelho de Vorcaro. Um dos pontos citados pela apuração envolve o contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. As tratativas desse contrato teriam sido enviadas pela própria advogada diretamente ao WhatsApp do ex-banqueiro.
Já o arquivo relacionado a Toffoli reuniria dados sobre negócios de sua ex-mulher e da família dele, com destaque para a participação no empreendimento turístico de luxo no Paraná. Parte dessas informações teria, inclusive, sido usada posteriormente pela própria Polícia Federal para fundamentar um pedido de suspeição contra o ministro perante o STF.
À época, Toffoli era relator do caso Master e chegou a determinar que todos os materiais apreendidos na Compliance Zero fossem lacrados e direcionados ao Supremo, limitando o acesso a apenas quatro peritos designados por ele.
Depois da recusa da equipe de colegas de Nabas em levar o conteúdo à imprensa, informações sobre o contrato da esposa de Moraes com o Master acabaram vindo a público. A cronologia dos fatos, como a criação dos arquivos, a sugestão de vazamento e a publicação posterior das informações, foi um dos elementos que levaram a Polícia Federal a suspeitar que o perito tivesse repassado o material sigiloso a jornalistas.
Diante disso, a corporação cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o perito em maio, sob suspeita de violação de sigilo funcional, e ele foi afastado da equipe responsável pela operação, perdendo acesso aos dados e materiais apreendidos no caso. Ele está em liberdade e foi afastado da função pública, mas responde por vazamento ilegal de informações protegidas, tentativa de induzir colegas ao crime e aliciamento interno e quebra de protocolo.
A PF disse que jornalistas não são alvo dessa apuração e o que está sob investigação seria a conduta do servidor público que teria organizado e repassado as informações, não o trabalho da imprensa que publicou o conteúdo.
A defesa e os ministros citados
Procurados, os advogados que representam João Nabas não se manifestaram sobre o caso até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também foram procurados, mas nenhum deles comentou o assunto.
Segundo fontes a par das apurações, em janeiro, quando criticou o trabalho da PF na condução das investigações, o ministro Dias Toffoli, ainda relator do caso Master, teria tido conhecimento do suposto dossiê e do seu vazamento.
O contexto: a Operação Compliance Zero
O episódio dos arquivos é um desdobramento da Operação Compliance Zero, deflagrada em nove fases pela Polícia Federal desde novembro de 2025 para apurar um esquema bilionário supostamente de fraudes envolvendo o Banco Master. As investigações começaram em 2024, a partir de uma requisição do Ministério Público Federal, e miram o uso de estruturas do mercado de capitais para desviar recursos e mascarar prejuízos do banco.
Vorcaro chegou a ser preso duas vezes ao longo do processo, a primeira quando se preparava para embarcar para o exterior, em novembro, e a segunda em março, na terceira fase da operação. Ele segue detido desde então.
Ao longo dos meses seguintes, a investigação avançou sobre diferentes frentes: o uso de fundos de investimento para comprar ativos sem valor real, o pagamento de subornos a políticos, a atuação de um grupo de hackers a serviço do banqueiro e a suspeita de que Vorcaro mantinha uma milícia particular para intimidar desafetos, incluindo um jornalista.
A única frente na qual não houve avanço nas apurações corresponde justamente à das supostas ligações de ministros e autoridades do Poder Judiciário com o ex-banqueiro.
Nomes como os dos senadores Ciro Nogueira, presidente do PP, e Jaques Wagner, ex-líder do governo Lula no Senado, do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) entraram na mira de fases da operação, em meio a suspeitas de recebimento de valores e uso de fundos de previdência de servidores públicos para aplicações no banco.
Toffoli já havia reclamado da atuação da PF no caso
O episódio dos dossiês não foi o único momento de tensão entre o ministro Dias Toffoli, enquanto relator do caso Master no STF, e a Polícia Federal. Em janeiro deste ano, ao autorizar uma etapa de buscas contra Vorcaro e pessoas ligadas a ele, Toffoli criticou publicamente o que considerou uma demora da corporação em cumprir medidas cautelares que ele próprio havia determinado.
Segundo o ministro, ele havia fixado um prazo de 24 horas, a partir do dia 12 de janeiro, para o cumprimento das medidas, o que não teria ocorrido dentro do previsto. Toffoli chegou a afirmar, em sua decisão, que a demora poderia permitir que investigados destruíssem provas relevantes para o caso, e atribuiu à PF a responsabilidade por eventuais prejuízos à apuração decorrentes do atraso.
Meses depois, surge a informação que um perito ligado à força-tarefa teria produzido dossiês informais sobre o ministro e sobre Alexandre de Moraes, o que segundo a corporação fugiria do escopo original da apuração sobre o Banco Master.
Foro privilegiado limita atuação da PF sobre ministros
Ministros do STF só podem ser formalmente investigados pela Polícia Federal mediante autorização do próprio Supremo. Por causa do foro por prerrogativa de função, qualquer diligência ou inquérito que envolva esses magistrados precisa ser protocolado no próprio tribunal e conduzido sob a relatoria de um dos ministros da Corte. Nesse caso, por se tratar do caso Master, a decisão muito provavelmente teria de vir do atual relator, André Mendonça.
Segundo fontes a par das apurações, esse detalhe ajudaria a explicar por que a atuação do perito, ao reunir informações sobre Moraes e Toffoli fora do âmbito formal de uma investigação autorizada, foi tratada como um desvio de conduta grave dentro da corporação. O material teria sido produzido e potencialmente divulgado sem respaldo institucional para apurar a conduta dos ministros.
Com o afastamento de Nabas da equipe e a abertura de inquérito específico sobre o vazamento, a expectativa é que a Polícia Federal aprofunde a apuração sobre a origem e o destino final dos dois arquivos, além de eventuais outros conteúdos que possam ter sido extraídos do celular de Vorcaro fora do escopo autorizado da Operação Compliance Zero.
João Cláudio Nabas se especializou em investigar crimes financeiros
Nabas é perito criminal federal com cerca de duas décadas de atuação na PF. Formado em Engenharia Civil pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu carreira voltada à investigação de crimes financeiros, fraudes em investimentos, contabilidade forense e perícias econômicas.
Ele também atuou como chefe do Núcleo Técnico da Polícia Federal em Vilhena (RO) e como instrutor em cursos especializados sobre fraudes em regimes próprios de previdência e fundos de investimento.
Em suas redes sociais, Nabas também já teria compartilhado publicações de figuras ligadas à Operação Lava Jato e a parlamentares, fato mencionado em reportagens sobre sua trajetória pública.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/dossie-moraes-e-toffoli-o-que-tinha-no-documento-criado-por-perito-da-pf/#cxrecs_s
Quem é o perito da PF investigado por criar dossiês contra ministros do STF?

Uma investigação da Polícia Federal identificou que o perito João Cláudio Nabas compilou dados sigilosos e produziu relatórios informais sobre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em dezembro de 2025, visando pressionar por investigações contra os magistrados.
O que motivou a criação desses documentos contra os ministros?
Investigadores acreditam que o perito agiu por conta própria ao acreditar que os ministros não seriam investigados devido ao poder que possuem. A intenção dele seria vazar os dados para a imprensa para gerar pressão popular, forçando o início de um inquérito formal. No entanto, por lei, ministros do Supremo Tribunal Federal só podem ser investigados com autorização da própria Corte, o que torna a conduta do perito um desvio grave.
Como o perito teve acesso a essas informações?
João Cláudio Nabas é especialista em crimes financeiros e foi convocado para auxiliar na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no Banco Master. Ele teve acesso aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. No início de dezembro de 2025, aproveitando-se da função, ele teria selecionado mensagens e contatos que mencionavam os ministros para montar os arquivos em PDF.
Quais informações constavam nos dossiês elaborados?
O material sobre Alexandre de Moraes trazia detalhes de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Já o arquivo sobre Dias Toffoli reunia dados sobre negócios de sua família e de sua ex-mulher, incluindo a participação em um resort de luxo no Paraná. É importante destacar que os documentos focavam em menções feitas por terceiros e não em mensagens diretas dos ministros.
Qual é a situação atual do perito João Cláudio Nabas?
O perito foi alvo de um mandado de busca e apreensão em maio de 2026 e acabou afastado de suas funções públicas. Ele responde a um inquérito por vazamento ilegal de informações protegidas, quebra de protocolo e tentativa de induzir colegas ao crime, já que teria sugerido que outros policiais repassassem o material à imprensa antes da publicação dos fatos.
O que é a Operação Compliance Zero citada no caso?
A Compliance Zero é uma grande investigação da Polícia Federal que apura um esquema para desviar recursos e camuflar prejuízos financeiros no Banco Master. Daniel Vorcaro, o principal alvo e proprietário da instituição, está preso. A investigação foca no uso irregular de fundos de previdência de servidores públicos e no pagamento de subornos a políticos para manter a estrutura funcionando no mercado de capitais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/quem-e-o-perito-da-pf-investigado-por-criar-dossies-contra-ministros-do-stf/
Moraes manda PF fazer buscas de armas na residência de Bolsonaro

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (8), na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após permitir que o político continue cumprindo a pena de prisão em regime domiciliar humanitário.
De acordo com informações do advogado João Henrique de Freitas, que assessora Bolsonaro, e confirmadas pela Gazeta do Povo com fontes a par da investigação, o mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. Ele afirma que a defesa do ex-presidente já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas que Moraes determinou a apreensão.
“Nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, afirmou em uma rede social. Já o advogado Paulo Cunha Bueno, que comanda a banca de defesa de Bolsonaro, ainda não se pronunciou sobre a operação.
A reportagem procurou a Polícia Federal e o STF para se pronunciarem sobre a operação e aguarda retorno.
Um dos filhos de Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), criticou a operação classificando-a como uma “tortura” e que “ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura”.
“Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado”, disse Moraes na decisão a que a Gazeta do Povo teve acesso (veja na íntegra).
O ministro emendou afirmando que a permanência de armas de fogo em poder de Bolsonaro, quando já determinada a entrega integral, “revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida e justifica a adoção de medida constritiva destinada exclusivamente à localização e apreensão de armamentos remanescentes”.
No despacho, Moraes cita o caso da espingarda que teria sido armazenada em uma empresa de artigos bélicos na cidade de Caxias do Sul (RS), em que alega ter “inconsistência das informações prestadas pelo condenado”.
“Isso porque a versão apresentada diverge dos dados constantes dos registros existentes e não foi acompanhada de documentação idônea capaz de comprovar a efetiva localização do armamento, a identidade do suposto depositário ou a regularidade da alegada custódia”, completou.
Moraes determinou a apreensão de todas as armas registradas em nome de Bolsonaro e a revogação de seu registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). Inicialmente, a decisão mencionava 11 armas, entre pistolas, carabinas e espingardas, além da Glock encontrada com um militar que fazia a segurança do ex-presidente.
Em resposta, a defesa de Bolsonaro sustentou que há inconsistências na contagem do arsenal, apontando que o ex-presidente possui, na realidade, dez armas, e não onze, porque uma das pistolas Glock já havia sido apreendida anteriormente pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Também informou que duas armas já estavam sob custódia da Polícia Federal e outras oito permaneciam armazenadas pelo Batalhão de Polícia do Exército.
Posteriormente, o Exército informou não ter localizado duas armas registradas em nome de Bolsonaro: uma pistola Glock e uma espingarda. A defesa esclareceu que a Glock já estava apreendida pela Polícia Civil e que a espingarda se encontra em uma empresa importadora de materiais bélicos em Caxias do Sul (RS), para manutenção ou procedimentos relacionados ao armamento – essas explicações foram encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o STF ainda analisam os esclarecimentos apresentados pela defesa e a documentação encaminhada pelos órgãos de segurança.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-manda-pf-fazer-buscas-residencia-bolsonaro/

Por conta das eleições, Lula “esqueceu” da guerra na Ucrânia

Um atento observador notou que o presidente Lula da Silva (PT), afeito a se meter em assuntos internacionais sempre na tentativa de ser aclamado “Lula, o pacificador”, há meses não fala um “a” sobre a guerra na Ucrânia, tampouco do governo da Rússia (um dos grandes clientes das multinacionais brasileiras), tampouco sobre o governo de Benjamin Netanyahu em Israel – outro grande cliente daqui.
Lula foi muito bem orientado a segurar a língua, diante do approach que os Bolsonaro têm com Israel, por exemplo. Quando se meteu a falar, deu no que deu – críticas e mídia negativa para todo lado.
Olheiros
O clima pré-eleitoral é tão quente em Curitiba, ao contrário do tempo frio da cidade, que todo pré-candidato , menos Sergio Moro (União), quer ser o indicado do governador avaliado Ratinho Junior (PSD). O caso é tão latente que expoentes do TRE e a promotoria eleitoral passaram a fazer pente fino nas perguntas dos institutos de pesquisas.
De casa
O líder da minoria na Câmara, deputado Gustavo Gayer (PL-GO), avalia reunir assinaturas para convocar os presidentes da Caixa, Carlos Vieira, e Ricardo Pontes, da FUNCEF, respectivamente. A pauta é a nomeação de Fabiano Alves, ligado à família de Vieira, como Gerente de Investimentos da Fundação.
Explicações de Vieira
Ex-vice-presidente e conhecedor a fundo das relações militares entre as nações, o senador Hamilton Mourão (Rep-RS) ficou intrigado com a fala do chanceler Mauro Vieira sobre risco de invasão americana no Brasil, atrás de faccionados. Mourão apresentou requerimento para Vieira explicar isso pessoalmente na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional – onde o chanceler sempre evita aparecer.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/coluna-esplanada/por-conta-das-eleicoes-lula-esqueceu-da-guerra-na-ucrania/

Não é só Vorcaro: todos querem contratar escritórios de parentes de ministros

Primeiro, a Transparência Internacional se disse estarrecida com a inação da Procuradoria-Geral da República em relação ao contrato de R$ 129 milhões entre Daniel Vorcaro e a família de Alexandre de Moraes, além dos aportes do Tayayá, envolvendo a família Toffoli. Agora, o Centro de Liderança Pública alerta para um fato que eu já ouvi de muito advogado que trabalha com tribunais superiores em Brasília: eles perdem a corrida para os escritórios das famílias dos ministros do STF e do STJ. A nota diz expressamente que há uma vantagem de acesso, uma percepção de influência e um benefício econômico de escritórios de parentes de ministros das duas cortes, e defende que o parentesco seja motivo de impedimento automático para se atuar no tribunal quando o advogado for primo, sobrinho, filho, neto, enfim, seja parente do ministro que lá está. Isso é óbvio.
O problema é que vivemos uma crise ética. Nesta terça, fiz uma palestra, no Conselho Federal de Medicina, na abertura de dois congressos de bioética, um luso-brasileiro e um nacional. Eu disse que nosso principal mal é a decadência da moralidade, junto com a nossa falta de percepção dessa decadência. Vamos nos acostumando com a anormalidade, e nos adaptando a uma sociedade que esquece a ética. Aí vira lei da selva, lei do espertalhão, do mentiroso, do hipócrita.
Enquanto facções tomam conta do Brasil, chanceler inventa ameaça de invasão americana
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, está no Peru para um encontro de ministros da Defesa do continente americano, e nesta quarta ele deve conversar com o subsecretário (o equivalente a um vice-ministro) de Defesa dos Estados Unidos sobre o significado, para os americanos e para as Forças Armadas dos EUA, da classificação de “terrorista” para grupos criminosos sediados no Brasil, mas presentes no mundo inteiro.
Segundo a Ana Paula Henkel, as facções estão em 15 estados americanos. E eu estava revendo uma reportagem antiga da televisão portuguesa sobre a descoberta, pela Polícia Judiciária Portuguesa, de um grande laboratório de cocaína – o maior de Portugal, talvez um dos maiores da Europa – pertencente ao PCC. Nós estamos exportando o crime; além de ocuparem as cidades brasileiras e a Amazônia, as facções estão expandindo suas posições, e há quem diga que elas já estão maiores que os cartéis mexicanos e colombianos. Há um ano ou mais, a tevê portuguesa falava em 60 mil pessoas no mundo inteiro a serviço do PCC. Isso é gravíssimo.
E aí o chanceler Mauro Vieira diz – em uma carta ao deputado Evair de Melo, do Republicanos, que pediu informações – que a classificação das facções como terroristas não trará benefícios concretos. Mas Portugal deve estar torcendo para que se corte as facções pela raiz, aqui. O que espanta na carta do chanceler é a afirmação de que há possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro. Deve ser isso que o ministro da Defesa brasileiro perguntará para seu colega americano.
Mas essa história não faz sentido: teria de haver uma declaração de guerra para os EUA invadirem o território brasileiro sem permissão das autoridades brasileiras. Nós já fizemos isso em 1991: o presidente da Colômbia autorizou um pedido do presidente brasileiro para agir na Operação Traíra, e nós entramos no território da Colômbia. Os americanos trabalham dessa forma: o DEA, que é o departamento que trata de combate às drogas, tem convênio com países sul-americanos. Se não me engano, há convênios com a Colômbia e com o Peru, e que serão ampliados agora com as mudanças de governo.
Maus perdedores dificultam transição na Colômbia e no Peru
Aliás, os derrotados nos dois países não querem reconhecer o vencedor. O vencedor na Colômbia, Abelardo de la Espriella, chegou a dizer que Gustavo Petro está querendo dar golpe de Estado. Petro tem de entregar o poder dentro de um mês, em 7 de agosto, e está lá fazendo declarações absurdas. No Peru, onde a vitória foi de Keiko Fujimori, o perdedor também diz que não aceita o resultado e não reconhece a vitória da adversária. Aqui no Brasil, em 2022, até houve manifestações não reconhecendo o resultado, mas o governo Bolsonaro reconheceu e fez a transição, colocou a equipe de transição à disposição de Lula. Só que depois houve esse teatro, que chamaram de tentativa de golpe; mas todos viram que se tratou de teatro, e isso foi atestado inclusive nos votos do ministro Luiz Fux.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/advogados-escritorios-parentes-ministros-stj-stf/

A propaganda mentirosa de Lula

Não há no esquerdismo nenhum apego à realidade. A verdade, para quem está nessa, deve ser mesmo relativa. Como a democracia do Lula. Não é à toa que o comunismo tem base em mentiras, que Ludwig von Mises, há muitos anos, apontou com precisão. Mas o desafio permanece, é diário, à medida que gente como Lula não sente o menor pudor em mentir descaradamente. Há poucos dias, ele disse que “o Brasil vive seu melhor momento econômico”… E o petista não ficou nem ruborizado, mesmo que os números e o sofrimento do povo e dos empresários o desmintam.
Provavelmente, ele se referia a si próprio. Em discurso recente, Lula disse o seguinte: “Nós, que somos pobres, gostamos de coisa boa”… E a pergunta inescapável é: Lula é pobre? Tendo declarado patrimônio de quase R$ 8 milhões, ele está entre a minoria mais rica do Brasil. Se pudéssemos considerar o patrimônio dos filhos, da família dele, dos tantos amigos generosos que tem, talvez saltasse para a turma do bilhão… E outro problema dos grandes é que o ocupante do Palácio do Planalto usa o dinheiro dos pagadores de impostos como se fosse seu.
O Brasil inteiro fica refém dessa covardia que é transformar o orçamento federal em ferramenta para gerar popularidade em ano de eleição
Ninguém mais tem condições de sustentar uma máquina perversa como a montada pelo governo do PT. As “bondades” eleitorais de Lula este ano comprometem ainda mais a economia do país. São R$ 403 bilhões que cada um de nós vai ter de pagar… E os pobres podem até gostar de coisa boa, mas estão endividados, quebrados, assim como a classe média, assim como o país. Não tem como dar certo. E o Brasil inteiro fica refém dessa covardia que é transformar o orçamento federal em ferramenta para gerar popularidade em ano de eleição.
Nas duas últimas semanas, em campanha corrida, Lula teve 19 compromissos em sete estados. Tudo permeado pela mentira deslavada. Ele “inaugurou” o canteiro de obras da ponte que vai ligar a capital baiana à Ilha de Itaparica. E não teve vergonha de dizer: “Finalmente, saiu a ponte Itaparica”… Lula também “inaugurou” o túnel de irrigação Major Sales, no interior do Rio Grande do Norte, sem uma única gota d’água. Ele tinha pressa em fazer sua propaganda enganosa, já que a lei proíbe entregas oficiais nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições. E o que Lula acha disso? Uma “papagaiada desgraçada”.
A definição do petista poderia ser empregada para classificar o editorial da Folha de S.Paulo do último domingo. Era um “alerta” sobre como “o populismo de direita se tornou endemia”. Era um texto confuso, que misturou um pouco de tudo, das eleições municipais brasileiras em 2016 ao pleito nacional de 2018, coronavírus, eleições nos Estados Unidos e na Europa. O editorial falou em políticos “encastelados, distantes da vida do cidadão mediano, demagogos”… Falou em “rapapés, regabofes, regalias”, em “egoísmo e autoproteção”, em “narizes empinados”, numa gente com “motoristas e jatinhos particulares”… Servia direitinho ao Lula e à sua turma, mas a eleição está logo ali; não tem por que jogar contra.
FONTE: GAZETA DO POVO https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/luis-ernesto-lacombe/lula-propaganda-mentirosa/
EUA acham absurda lorota do governo Lula sobre risco de ‘ação militar’ no Brasil

O Departamento de Estado dos EUA considerou absurdo o temor do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, afirmando que isso não significa intervenção militar no Brasil.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou como “absurdo” o temor manifestado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, de que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA possa abrir margem para o uso de força militar norte-americana em território brasileiro.
Segundo a diplomacia norte-americana, as medidas adotadas pelos EUA têm como objetivo combater facções criminosas que passaram a atuar no país.
“Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no âmbito de suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas”, afirmou o Departamento de Estado.
O governo dos EUA também negou que a classificação das facções tenha o propósito de justificar uma intervenção no Brasil e declarou que “alegações vagas” sobre ações militares podem “ajudar e incentivar alguns dos grupos mais violentos do mundo”.
A manifestação foi enviada ao portal Metrópoles nesta terça-feira, 7.
Os norte-americanos respondem a um documento enviado pelo Itamaraty à Câmara dos Deputados e assinado por Vieira.
O chanceler afirmou que a classificação unilateral do PCC e do CV como organizações terroristas poderia servir de justificativa para ações dos EUA sobre instituições brasileiras, principalmente nas áreas financeira, migratória e penal.
No documento, Vieira também afirmou que existe “o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”. Segundo o ministro, a legislação antiterrorismo norte-americana permite ampla margem para adoção dessas medidas, o que poderia gerar consequências para cidadãos, empresas e organizações brasileiras.
No fim de maio, os EUA anunciaram a decisão de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras.
A medida foi oficializada em 5 de junho pelo governo do presidente Donald Trump como parte da estratégia de ampliar o combate ao crime organizado transnacional.
Nos últimos dias, Washington também anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal, acusados de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Segundo o governo norte-americano, a estrutura teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.
No Uruguai, Lula nos custou R$58,2 mil por hora

O bate-e-volta que Lula fez ao Uruguai, em 30 de junho, apesar de rápido, deixou arrasadora fatura para o pagador de impostos. Como toda viagem do petista, esta também foi marcada pelo esbanjamento do dinheiro público. Lula chegou a Montevidéu, capital uruguaia, às 10h10 e, às 13h45, se mandou de volta para Brasília. Foram 3 horas e 35 minutos que custaram, até agora, R$208.759,14, conforme apurado pela coluna. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Só com hospedagem, a fatura passou dos R$83 mil. Tem ainda a fatura das salas de reuniões, com cafezinho, por mais de R$70,1 mil.
Lula não dispensa os belos carrões para zanzar por aí durante os giros mundo afora. No Uruguai, a frota para o petista contou com 28 carros.
Os carrões para Lula desfilar em solo uruguaio seguiram o padrão de opulência de toda viagem do petista, a fatura: R$55.559,48
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/uncategorized/no-uruguai-lula-nos-custou-r582-mil-por-hora
Espriella denuncia golpe de Petro e suspende transição

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou Gustavo Petro de tentar aplicar um golpe para se manter no poder após o fim do mandato.
A declaração foi feita durante o processo de preparação para a troca de governo e provocou uma nova escalada de tensão política no país.
Segundo Espriella, haveria uma articulação dentro do atual governo para dificultar a transição e criar obstáculos para a posse da nova administração.
Diante das acusações, o presidente eleito decidiu suspender temporariamente o processo de entrega de informações entre as equipes dos dois governos.
Como mostrou o Diário do Poder, mais cedo, Espriella informou que suspendeu imediatamente o processo de transição de governo.
O presidente eleito afirmou que sua equipe encontrou indícios de corrupção e supostos contratos direcionados na administração de Petro.
Ele também pediu que as Forças Armadas colombianas permaneçam alinhadas às normas democráticas e não aceitem eventuais determinações que, em sua avaliação, possam contrariar a ordem constitucional.
A decisão de interromper a transição ocorreu em meio ao aumento dos embates entre integrantes do governo Petro e representantes da nova gestão.
A equipe de Espriella passou a cobrar garantias de que a mudança de comando ocorrerá sem interferências políticas.
Petro, por sua vez, afirmou que pretende deixar o cargo dentro do prazo estabelecido pela Constituição e declarou que entregará o governo ao sucessor no período previsto.
O atual presidente também rejeitou acusações de que estaria tentando impedir a posse do novo chefe do Executivo.
O conflito entre os dois grupos políticos marca o período de preparação para a posse de Espriella, prevista para agosto.
A nova administração deverá assumir após uma campanha eleitoral marcada por forte disputa entre setores de direita e o campo político ligado ao atual governo colombiano.
Querem enterrar Bolsonaro vivo, acusa Carlos

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (7) que existe uma tentativa de “enterrar vivo” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi publicada em suas redes sociais e repercutiu entre aliados do ex-chefe do Executivo em meio ao avanço das investigações e das medidas judiciais que atingem o ex-presidente.
Na mensagem, Carlos relatou que acompanha de perto a situação do pai e afirmou que a família enfrenta um período de grande desgaste.
Segundo o vereador, as restrições impostas ao ex-presidente têm provocado impactos não apenas políticos, mas também pessoais, afetando sua rotina e sua convivência com familiares e apoiadores.
O parlamentar utilizou a expressão “enterrar vivo” para descrever o que considera ser um processo de isolamento político e de tentativa de afastamento definitivo de Jair Bolsonaro da vida pública.
Sem citar nomes específicos, Carlos afirmou que há uma atuação voltada a enfraquecer a imagem do ex-presidente e reduzir sua influência no cenário nacional.
As declarações foram feitas em um contexto de sucessivas manifestações do vereador sobre a situação do pai.
Desde o início das investigações que envolvem Bolsonaro, Carlos tem usado as redes sociais para comentar decisões judiciais, relatar visitas e compartilhar informações sobre o estado emocional e a rotina do ex-presidente.
Jair Bolsonaro permanece no centro de diferentes apurações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
As investigações incluem temas relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e ao uso de estruturas públicas durante seu governo.
O ex-presidente nega irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política.
A fala de Carlos também ocorre em um momento de mobilização de aliados do ex-presidente.
Parlamentares do PL e dirigentes ligados ao bolsonarismo têm intensificado manifestações públicas em defesa de Bolsonaro e criticado medidas judiciais consideradas excessivas por integrantes do grupo.
O objetivo é manter a base política mobilizada e reforçar a narrativa de que o ex-presidente continua sendo uma liderança relevante da direita brasileira.
Nos bastidores, interlocutores de Bolsonaro acompanham com atenção os desdobramentos dos processos em andamento.
A avaliação entre aliados é que as decisões judiciais terão impacto direto na definição do papel político do ex-presidente nos próximos anos e na articulação do campo conservador para as eleições futuras.
Carlos Bolsonaro, que integra a Câmara Municipal do Rio de Janeiro desde 2001, é um dos filhos mais atuantes na comunicação política da família.
Ao longo dos últimos anos, tornou-se uma das principais vozes de defesa do ex-presidente nas redes sociais, reagindo frequentemente a investigações, decisões do Judiciário e críticas direcionadas ao grupo político liderado por Jair Bolsonaro.
A publicação desta terça-feira ampliou a repercussão entre apoiadores do ex-presidente e voltou a colocar em evidência o embate político e jurídico em torno de Bolsonaro, que segue como uma das figuras centrais da oposição ao governo federal e mantém influência significativa sobre parcela expressiva do eleitorado conservador.
FONTE: DP https://diariodopoder.com.br/brasil-e-regioes/e10-brasil/querem-enterrar-bolsonaro-vivo-acusa-carlos
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